Holoxan

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Holoxan

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Holoxan

Factos Rápidos

  • Nome Genérico: Ifosfamida
  • Classe Farmacológica: Agente Alquilante (Mostarda Azotada)
  • Via de Administração: Perfusão intravenosa (IV)
  • Aprovação: Aprovado em 1988

O Holoxan é a marca comercial do fármaco quimioterápico ifosfamida, que pertence à família das mostardas azotadas dos agentes alquilantes. Este medicamento é classificado como antineoplásico (anti-cancro) e imunossupressor. A ifosfamida é administrada como um pró-fármaco, o que significa que é biologicamente inativa na sua forma original, necessitando de ativação por enzimas do fígado para produzir os seus metabolitos citotóxicos, tais como a mostarda de isofosforamida.

Estes metabolitos ativos atuam interferindo com o ADN das células cancerígenas, principalmente através de um processo designado por alquilação. Esta ação cria ligações cruzadas nas cadeias de ADN, o que acaba por inibir a síntese de ADN e de proteínas, levando à morte celular. Devido a este mecanismo, a ifosfamida é considerada um agente não específico do ciclo celular.

O Holoxan é utilizado isoladamente ou em combinação com outros agentes para tratar vários tipos de cancro, incluindo:

  • Cancro testicular de células germinativas (como quimioterapia de terceira linha)
  • Sarcoma de tecidos moles
  • Osteossarcoma
  • Determinados tipos de linfomas e cancros do pulmão

Devido ao risco de toxicidade vesical grave (cistite hemorrágica) causada por um dos seus produtos de degradação (acroleína), o Holoxan deve ser sempre administrado em conjunto com o agente uroprotetor mesna e acompanhado por uma hidratação intensiva, seja por via intravenosa ou oral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Holoxan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança regulamentar do Holoxan (ifosfamida) é definido pelo seu potencial de toxicidade sistémica que afeta múltiplos órgãos, conforme documentado na informação oficial do medicamento. As reações adversas são formalmente classificadas por frequência, sendo que muitos dos efeitos graves podem limitar a dose terapêutica.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas classificadas como Muito Frequentes (prevalência igual ou superior a 10%) nos documentos regulamentares oficiais incluem a alopécia (queda de cabelo), náuseas e vómitos, leucopenia (baixo número de glóbulos brancos) e toxicidade do SNC (efeitos no Sistema Nervoso Central).

Segurança por Sistemas e Órgãos

As toxicidades estão organizadas por várias Classes de Sistemas e Órgãos. As categorias principais incluem as Doenças do sangue e do sistema linfático (mielossupressão), Doenças renais e urinárias (nefrotoxicidade e cistite hemorrágica) e Doenças do sistema nervoso (neurotoxicidade/encefalopatia).

Reações Adversas Graves

A informação oficial destaca riscos de segurança de grau elevado, incluindo a mielossupressão grave (que pode conduzir a infeções fatais), a cistite hemorrágica grave, a encefalopatia grave (com potencial para causar convulsões ou coma), a cardiotoxicidade (arritmias, cardiomiopatia) e a toxicidade pulmonar. A utilização de agentes uroprotetores e a hidratação são obrigatórias para mitigar o risco de toxicidade urinária.

Limitações Populacionais e de Duração

As advertências de segurança indicam que o fármaco pode causar danos fetais e que tanto homens como mulheres enfrentam o risco de comprometimento da fertilidade. A nefrotoxicidade crónica está associada a doses cumulativas elevadas e pode manifestar-se meses ou anos após a conclusão do tratamento. O ponto mais baixo das contagens de células sanguíneas (nadir) ocorre habitualmente durante a segunda semana após a administração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A toxicidade grave associada à ifosfamida é dependente da dose e está oficialmente classificada nos avisos regulamentares como um risco de desfechos potencialmente fatais que afetam múltiplos sistemas fisiológicos. Durante a administração do fármaco, este perfil de toxicidade severa define a resposta de emergência necessária.

Manifestações Graves Documentadas

Sistema Sinais que Requerem Atenção Urgente
SNC/Neurológico Confusão, sonolência, alucinações, convulsões e coma. A encefalopatia grave pode resultar em morte.
Hematopoiético Mielossupressão grave (contagens baixas de glóbulos brancos e plaquetas) com risco de infeções fatais, incluindo sépsis.
Urinário/Renal Cistite hemorrágica grave (hemorragia na bexiga) e insuficiência renal potencialmente grave.

Ações de Emergência e Gestão

É necessária assistência médica imediata perante o aparecimento de quaisquer sintomas neurológicos graves, sinais de infeção potencialmente fatal ou hemorragia significativa. As orientações regulamentares determinam a interrupção da administração de ifosfamida caso se desenvolvam sinais de encefalopatia. A gestão clínica é essencialmente sintomática e de suporte, não existindo um antídoto sistémico específico documentado. As medidas de suporte incluem a utilização de azul de metileno para a toxicidade neurológica e hidratação intensiva, a par da continuidade da administração de Mesna. Os documentos oficiais referem que doentes com função renal comprometida ou hipoalbuminemia apresentam um risco acrescido de neurotoxicidade grave, o que exige uma monitorização cuidadosa do estado neurológico e das contagens sanguíneas.

Usos terapêuticos de Holoxan

O Holoxan (ifosfamida) é utilizado no tratamento de diversos cancros agressivos, atuando no controlo da atividade tumoral e sendo relevante no alívio de sintomas relacionados com a progressão da doença, especialmente quando a neoplasia se encontra em estado avançado ou é resistente ao tratamento inicial. De acordo com as indicações aprovadas, o Holoxan é indicado para utilização em combinação com outros agentes na quimioterapia de terceira linha do cancro testicular de células germinativas. Além desta utilização específica, é considerado relevante em práticas oncológicas mais amplas.

Este medicamento é habitualmente utilizado em patologias que apresentam malignidades de alto grau, como o sarcoma de tecidos moles, o osteossarcoma, certos linfomas e casos avançados de cancro do pulmão. Apoia a gestão de sintomas relacionados com o efeito de massa tumoral, em que o crescimento do cancro pode criar uma tensão fisiológica e um desconforto percetíveis. É frequentemente utilizado em contextos caracterizados por instabilidade fisiológica temporária, particularmente em situações de doença recorrente ou refratária, ajudando a tratar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores.

“Proporciona um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis, através da gestão dos sintomas associados à atividade da doença.”

O medicamento é também utilizado num contexto neoadjuvante (antes da cirurgia), auxiliando na redução do tumor, o que pode contribuir para a manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio para o Efeito de Massa Tumoral O Holoxan é utilizado para gerir sintomas localizados, como a dor ou a limitação funcional, que surgem quando um tumor em crescimento exerce pressão sobre órgãos e nervos circundantes. Este alívio de suporte é relevante para suavizar os sintomas relacionados com as dimensões do tumor.

Critérios de utilização e restrições

O Holoxan (ifosfamida) é um agente de quimioterapia potente utilizado no tratamento de diversos tipos de cancro, frequentemente em associação com outros fármacos e com um agente uroprotetor como o mesna. A sua utilização é determinada exclusivamente por um profissional de saúde qualificado.

Quem Pode Utilizar o Holoxan

Este medicamento é tipicamente indicado para doentes com determinados tumores malignos reconhecidos pela sua sensibilidade à ifosfamida, tais como o cancro testicular de células germinativas, sarcomas e linfomas. A decisão de utilizar o Holoxan baseia-se no tipo específico de cancro do doente, no seu estado de saúde geral e na avaliação de outros fatores de risco existentes.

Quem Não Pode Utilizar o Holoxan (Contraindicações)

O Holoxan está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes que apresentem as seguintes condições:

  • Hipersensibilidade conhecida ou alergia à ifosfamida.
  • Obstrução do fluxo urinário, que pode ser causada por condições como o aumento da próstata ou cálculos renais (pedras nos rins).
  • Mielossupressão grave, que se caracteriza por uma redução significativa das contagens de células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ou plaquetas).

O Holoxan é também geralmente evitado em doentes grávidas ou a amamentar, devido ao potencial de danos graves para o feto ou para o lactente. Mulheres com potencial para engravidar e homens com parceiras que possam engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante e por um período definido após o tratamento.

Precauções de Utilização

É necessária precaução, e pode ser necessário o ajuste da dose, em doentes com comprometimento da função hepática ou renal, infeções ativas, imunossupressão grave ou doença cardíaca pré-existente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção resume as interações clinicamente significativas do Holoxan (ifosfamida) com base na documentação regulamentar oficial. Os doentes devem consultar o seu profissional de saúde para obter aconselhamento personalizado relativamente a todas as terapêuticas concomitantes.


Combinações Contraindicadas

A coadministração é estritamente restrita para agentes que apresentem um risco grave devido a efeitos imunossupressores combinados. Isto inclui vacinas vivas atenuadas e o Talimogene laherparepvec, uma vez que a utilização simultânea pode levar a infeções graves e potencialmente fatais.

Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

A via metabólica do fármaco é um local fundamental para a ocorrência de interações. O uso concomitante de indutores do CYP3A4 pode aumentar a formação de metabolitos ativos e tóxicos, elevando potencialmente o risco de toxicidade. Inversamente, os inibidores do CYP3A4 podem diminuir a formação de metabolitos ativos, reduzindo potencialmente a eficácia do fármaco.

As interações farmacodinâmicas envolvem frequentemente toxicidade aditiva. Prevê-se que a utilização combinada de outros agentes citotóxicos ou de radioterapia cause uma mielossupressão grave. É necessária precaução com outros tratamentos nefrotóxicos, como a cisplatina, dado que estes aumentam o risco de danos nos rins e o desenvolvimento de neurotoxicidade associada à ifosfamida. Além disso, substâncias que afetam o sistema nervoso central, incluindo o álcool e certos fármacos com atividade no SNC, podem aumentar o risco de encefalopatia.


Restrições Relacionadas com as Interações

A restrição relativa às vacinas vivas atenuadas exige um período de evicção de, pelo menos, 3 meses após a interrupção da terapêutica com ifosfamida. Existem avisos específicos para doentes com função renal reduzida, que apresentam uma maior suscetibilidade à mielossupressão e à toxicidade do SNC decorrentes de interações medicamentosas.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Holoxan

O Holoxan (ifosfamida) é um agente alquilante que requer ativação metabólica. Após a administração, é convertido por enzimas hepáticas em metabolitos ativos, principalmente a mostarda de isofosforamida e a acroleína. Esta ativação metabólica é um pré-requisito para o seu efeito farmacodinâmico. O derivado de mostarda funciona como o principal agente molecular, modulando passos intracelulares fundamentais, o que conduz a respostas fisiológicas alteradas.


Danos no ADN e Inibição da Replicação

A mostarda de isofosforamida estabelece ligações covalentes com locais nucleofílicos na molécula de ADN, principalmente na posição N-7 da guanina. Esta interação causa a formação de ligações cruzadas inter- e intracadeias na hélice do ADN. Estes danos impedem estruturalmente a ação de enzimas responsáveis pela síntese, replicação e transcrição do ADN, as quais são vitais para a proliferação celular. A consequência fisiológica resultante é a inibição da divisão celular rápida.


Indução da Morte Celular Programada

A acumulação de danos no ADN desencadeia uma resposta celular interna, iniciando uma cascata de eventos moleculares que ativam vias pró-apoptóticas. Esta ativação envolve a modulação de sinais que afetam a integridade mitocondrial. Especificamente, o mecanismo promove a ativação de proteínas como a BAX e a BAK, enquanto reduz a atividade de inibidores como a BCL2. Isto resulta na indução da apoptose (morte celular programada) em sistemas celulares em proliferação ativa.

Informações sobre dosagem e administração

O Holoxan (ifosfamida) é um agente antineoplásico administrado exclusivamente através de perfusão intravenosa (IV) lenta. Tipicamente, este processo decorre durante um período de 30 minutos a duas horas, embora possam ser utilizadas perfusões mais longas ou contínuas, dependendo do protocolo de tratamento específico.

Posologia e Administração

A dose e o esquema de administração do Holoxan são altamente individualizados por um médico com experiência em quimioterapia oncológica. O regime é determinado com base na condição do doente, na sua área de superfície corporal e na utilização do Holoxan como agente único ou em combinação com outros tratamentos. Um regime comum envolve a administração de uma dose ao longo de cinco dias consecutivos, repetida a cada três semanas ou após a recuperação das contagens de células sanguíneas.

  • Uroproteção Obrigatória: O Holoxan tem de ser administrado em conjunto com o agente uroprotetor mesna para reduzir o risco de cistite hemorrágica (inflamação ou hemorragia na bexiga). O mesna pode ser administrado como um bólus intravenoso, uma coperfusão ou uma perfusão prolongada, frequentemente numa dose que iguala ou excede a dose de Holoxan.
  • Hidratação: É necessária uma hidratação extensiva para minimizar o risco de toxicidade nos rins e no trato urinário. Os doentes são geralmente aconselhados a manter uma ingestão de líquidos de, pelo menos, dois litros por dia, através de fluidos orais ou intravenosos, durante e imediatamente após a administração de Holoxan.

Monitorização e Segurança

Antes de cada ciclo de tratamento, devem ser monitorizadas as contagens de células sanguíneas (glóbulos brancos, plaquetas e hemoglobina), bem como realizados testes de função hepática e renal. O Holoxan não deve ser administrado a doentes com uma redução grave nas contagens de glóbulos brancos ou plaquetas, ou na presença de sinais de infeção ativa, até que as contagens tenham recuperado suficientemente. Os doentes devem comunicar imediatamente a um profissional de saúde quaisquer sinais de sangue na urina ou alterações no estado mental (por exemplo, confusão ou sonolência).

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Holoxan (ifosfamida)


Evidência para Uso no Cancro Testicular de Células Germinativas (Terceira Linha)

A ifosfamida foi avaliada como um componente de regimes de quimioterapia combinada utilizados em homens adultos cujos tumores de células germinativas recidivaram ou não responderam ao tratamento inicial. A investigação nesta área inclui evidência de Elevada qualidade, baseada principalmente em grandes Ensaios Clínicos Aleatorizados de Fase III controlados e estudos de acompanhamento de longo prazo que exploraram a sua utilização em regimes combinados.

Estes estudos monitorizaram a Taxa de Resposta Objetiva (uma medição da redução do tumor) e resultados de sobrevivência, como a Sobrevivência Global e a Sobrevivência Livre de Progressão. Estudos de acompanhamento prolongado reportaram medições de sobrevivência que se estendem por períodos de longo prazo após o tratamento. Os resultados descrevem padrões de grupo relacionados com o efeito do regime global; a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante.


Evidência para Uso no Sarcoma das Partes Moles

A base de investigação para a ifosfamida no sarcoma das partes moles avançado ou metastático baseia-se em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e análises sistemáticas que reúnem dados de múltiplos estudos. Os estudos monitorizaram padrões relacionados com a taxa de resposta tumoral e a Sobrevivência Livre de Progressão quando a ifosfamida foi incluída na combinação. A evidência agregada sugere padrões onde a taxa de resposta tumoral aumentou. No entanto, o corpo de evidência é geralmente categorizado como Moderado, e os resultados foram mistos relativamente às medições de Sobrevivência Global.

As limitações dos estudos incluem uma heterogeneidade significativa (diferenças) entre os tipos de sarcoma das partes moles incluídos nos ensaios, o que torna difícil a generalização dos resultados. A análise dos dados não reportou diferenças significativas nas taxas de sobrevivência a um ano em comparação com regimes padrão sem ifosfamida, o que conduz a uma incerteza documentada nesta área.


Limitações dos Estudos e Áreas de Incerteza

A investigação que envolve a ifosfamida para o osteossarcoma foca-se principalmente em crianças, adolescentes e jovens adultos cuja doença é recorrente ou refratária. A qualidade da evidência é categorizada como Moderada, refletindo a dependência de ensaios de Fase II não comparativos. Estão disponíveis dados limitados de longo prazo para esta população mais jovem.

Um desafio fundamental em todas as indicações é que a maioria dos dados disponíveis provém de estudos de regimes combinados, e não da ifosfamida isoladamente. Isto significa que falta evidência comparativa e pode ser difícil definir o contributo exato do fármaco. Em condições como o cancro do pulmão de pequenas células, os dados agregados não reportaram diferenças significativas na Resposta Global ou nas taxas de sobrevivência, e os resultados indicam uma baixa certeza neste contexto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Holoxan (FAQ)

P: O que devo esperar na primeira vez que receber uma dose de Holoxan?

De acordo com as informações destinadas ao doente, podem ocorrer efeitos secundários como náuseas e vómitos após o tratamento, que podem durar várias horas. Os profissionais de saúde administram frequentemente medicação antiemética para ajudar a gerir estes efeitos. Recomenda-se que os doentes reportem imediatamente à equipa de saúde qualquer sensação de ardor, picada ou dor no local da perfusão, uma vez que isto poderá indicar irritação.

P: A queda de cabelo é comum com o Holoxan? É temporária?

Os documentos oficiais indicam que a perda de cabelo (alopécia) é um efeito secundário muito comum associado a este medicamento. Esta queda é, geralmente, temporária, e o cabelo começa habitualmente a crescer de novo após o término do ciclo de tratamento. Por vezes, o novo cabelo pode regressar com uma textura ou cor diferente da anterior.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante o tratamento?

As informações oficiais salientam a necessidade de manter uma hidratação extensiva, bebendo bastantes líquidos ou recebendo fluidos por via intravenosa, conforme as instruções da equipa médica. Não existem restrições alimentares específicas listadas nas fontes regulamentares. Uma vez que o fármaco pode interagir com substâncias que afetam o sistema nervoso central, o consumo de álcool deve ser discutido com um profissional de saúde.

P: Existe um limite para o número de ciclos de tratamento que uma pessoa pode receber?

O número total de ciclos é altamente individualizado, baseando-se na condição específica e na tolerância do doente. Os protocolos de tratamento indicam a continuação até à progressão da doença ou até ser observada uma toxicidade inaceitável, em conformidade com o plano terapêutico individual. Alguns protocolos, baseados em dados de segurança, podem especificar um número máximo de ciclos, frequentemente entre quatro a seis.

P: O Holoxan precisa de ser administrado em ambiente hospitalar?

Segundo as informações oficiais do produto, o Holoxan é administrado apenas por profissionais de saúde com experiência em quimioterapia oncológica. O medicamento é aplicado através de uma perfusão intravenosa (IV) lenta. Este procedimento requer um ambiente clínico adequado com capacidades de monitorização apropriadas.

P: Quanto tempo permanece o fármaco no organismo após o fim do tratamento?

As informações oficiais do produto fornecem dados farmacocinéticos que descrevem como o medicamento é processado. O tempo necessário para a eliminação do fármaco, conhecido como semivida, varia dependendo da dose administrada. Os dados sugerem que a semivida varia, geralmente, entre aproximadamente 7 horas para doses mais baixas e até 15 horas para doses mais elevadas.

P: Os doentes idosos têm um risco maior de sofrer efeitos secundários?

Os documentos regulamentares indicam que é necessária precaução em doentes idosos, uma vez que o risco de certos efeitos adversos, como a toxicidade cardíaca, pode exigir uma monitorização reforçada. Os fatores de risco específicos são avaliados individualmente pelo médico assistente.

P: Quais são os sintomas de uma reação alérgica ao Holoxan?

As informações oficiais de segurança listam sinais que podem indicar uma reação alérgica ou hipersensibilidade. Estes incluem reações cutâneas como erupção cutânea ou comichão, bem como sintomas mais graves, como falta de ar, pieira, tonturas ou inchaço do rosto e dos lábios. É crucial reportar prontamente qualquer um destes sinais a um profissional de saúde.

P: O risco de efeitos secundários graves é superior em crianças?

As revisões regulamentares oficiais reconhecem que certos efeitos secundários são riscos conhecidos em crianças e jovens adultos. Esta população requer uma monitorização focada em condições como a encefalopatia (uma perturbação cerebral) e o potencial para problemas renais a longo prazo (nefrotoxicidade). Os perfis de risco específicos são determinados pelo médico com base no regime individualizado do doente.

P: Porque é que o Holoxan é administrado por perfusão e não em comprimidos?

O Holoxan é administrado apenas por perfusão intravenosa. Os estudos indicam que a administração do fármaco por via oral pode resultar na formação de um metabolito associado a uma neurotoxicidade excessiva, referindo-se a efeitos nocivos no sistema nervoso central. A utilização da via intravenosa ajuda a mitigar este problema potencial.

P: Quais são as restrições quanto a conduzir ou utilizar máquinas durante o tratamento?

As informações oficiais para o doente referem que o Holoxan pode causar efeitos secundários como tonturas, sonolência ou distúrbios visuais. As informações oficiais de segurança recomendam não conduzir nem utilizar máquinas caso estes efeitos ocorram. Os doentes são aconselhados a aguardar para ver como o medicamento os afeta antes de realizarem tais atividades.

P: É normal sentir um cansaço extremo após receber Holoxan?

De acordo com as listagens oficiais de eventos adversos, a fadiga e o cansaço extremo são descritos como possíveis efeitos secundários do tratamento. Esta fadiga está, por vezes, relacionada com o efeito do medicamento nas contagens de células sanguíneas, o que pode levar a uma condição conhecida como depressão da medula óssea.

P: Como é descrito o objetivo geral do Holoxan em recursos informativos para doentes?

Em recursos acessíveis ao doente, o objetivo geral do Holoxan (ifosfamida) é descrito como sendo utilizado para tratar vários tipos de cancro. Pertence a um grupo de medicamentos classificados como agentes antineoplásicos (anticancerosos).

P: Como decidem os médicos a duração correta dos ciclos de tratamento?

As diretrizes clínicas oficiais estabelecem que a duração exata do ciclo é determinada pela monitorização da recuperação do doente. O tratamento só é repetido após a recuperação das contagens de células sanguíneas e após qualquer toxicidade ter resolvido para um nível gerível. Isto garante que o organismo do doente teve tempo para recuperar do tratamento anterior antes da administração seguinte.

P: O Holoxan pode causar danos permanentes nos nervos?

Os avisos de segurança indicam que os efeitos neurológicos (neurotoxicidade/encefalopatia) são frequentemente transitórios (temporários) e podem resolver-se poucos dias após a interrupção do fármaco. No entanto, as informações oficiais também referem que, em alguns casos raros, a recuperação pode ser incompleta, o que significa que o dano pode ser potencialmente permanente.

P: Quais são as expectativas descritas para os doentes que recebem este tratamento?

Com base nas informações oficiais para o doente, descrevem-se várias expectativas fundamentais. Estas incluem receber o tratamento em conjunto com um fármaco chamado Mesna para proteger a bexiga, bem como medicamentos antináusea. Além disso, as contagens sanguíneas serão monitorizadas de perto durante todo o tratamento, e os doentes são geralmente instruídos a reportar imediatamente qualquer sintoma preocupante, como confusão ou sangue na urina.

Como Holoxan deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Holoxan (ifosfamida) devem seguir os requisitos oficiais estabelecidos para um agente citotóxico.

Requisitos de Conservação

Estado do Produto Intervalo de Temperatura Período de Estabilidade
Pó para solução Temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C) Até ao prazo de validade
Solução preparada Refrigeração (2 °C a 8 °C) Até 7 dias
Solução preparada Temperatura ambiente controlada Até 24 horas

O pó deve ser mantido na embalagem de origem para o proteger da luz. O produto deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Manuseamento e Eliminação

É necessária precaução especial durante o manuseamento, incluindo a utilização de luvas, devido à sua classificação citotóxica. Todos os medicamentos não utilizados e materiais residuais devem ser eliminados de acordo com os procedimentos locais especializados para fármacos citotóxicos e não devem ser eliminados no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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