Hepalac

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Hepalac

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Hepalac

O Hepalac é um medicamento que contém a substância ativa lactulose, um açúcar sintético utilizado principalmente no tratamento da obstipação crónica e de certas condições hepáticas. Classificado como um laxante osmótico, o Hepalac atua através do aumento do teor de água e do volume das fezes no cólon, facilitando assim a regulação do trânsito intestinal.

Para além da sua utilização no alívio da obstipação, este medicamento desempenha um papel importante na gestão da encefalopatia portossistémica. Nestes casos, o Hepalac ajuda a reduzir os níveis de amoníaco no sangue, transformando-o numa forma que não é absorvida pelo organismo e promovendo a sua eliminação através das fezes. Esta ação é fundamental para prevenir e tratar complicações neurológicas associadas a doenças graves do fígado.

O medicamento é geralmente administrado por via oral e a sua eficácia depende da sua capacidade de chegar ao cólon praticamente inalterado, onde é decomposto por bactérias intestinais em ácidos orgânicos simples. Este processo cria um ambiente favorável ao funcionamento intestinal saudável e ao equilíbrio metabólico necessário para pacientes com insuficiência hepática.

Quais efeitos secundários são possíveis com Hepalac?

Informação de Segurança e Possíveis Efeitos Secundários

O perfil de segurança do Hepalac (lactulose) encontra-se definido pelos documentos regulamentares oficiais, detalhando essencialmente efeitos relacionados com a sua ação no sistema gastrointestinal. As reações adversas são classificadas por frequência, sendo que a maioria tem um caráter localizado e depende da dose administrada.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos seguintes estão documentados na rotulagem regulamentar:

Classificação Reação Adversa Classe de Órgãos e Sistemas
Muito Frequente Diarreia Doenças gastrointestinais
Frequente Flatulência, Dor abdominal, Náuseas, Vómitos Doenças gastrointestinais
Pouco Frequente Desequilíbrio eletrolítico* Exames complementares de diagnóstico
Desconhecida Reações de hipersensibilidade (ex: Erupção cutânea, Urticária) Doenças cutâneas e do sistema imunitário

*O desequilíbrio eletrolítico (como a hipocaliemia ou a hipernatremia) está especificamente documentado como uma consequência grave da perda de fluidos resultante de uma dosagem excessiva ou de uma utilização indevida crónica, não sendo um efeito intrínseco à dose terapêutica pretendida. A flatulência e as cólicas abdominais podem ocorrer no início do tratamento e são tipicamente transitórias.

Considerações de Segurança e Restrições

A rotulagem oficial estabelece várias restrições e notas específicas para certas populações. A galactosémia e a obstrução gastrointestinal constituem contraindicações formais. A utilização a longo prazo que exceda os seis meses ou a administração de doses elevadas (por exemplo, para a encefalopatia hepática) em doentes idosos ou debilitados requer a monitorização periódica dos eletrólitos séricos para detetar possíveis desequilíbrios. Recomenda-se também precaução em doentes diabéticos devido à presença de pequenas quantidades de açúcares absorvíveis na solução.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Hepalac (lactulose) detalha as manifestações esperadas resultantes de uma ação osmótica excessiva no trato gastrointestinal, em vez de toxicidade sistémica. Os principais sinais clínicos de ingestão excessiva são a diarreia e as cólicas abdominais; em casos de ingestão elevada, podem também ser comunicadas náuseas e vómitos.

A principal complicação grave documentada na rotulagem oficial é a perturbação resultante do equilíbrio hídrico e eletrolítico. A perda de fluidos sustentada e grave pode levar a condições sistémicas como a hipocaliemia (níveis baixos de potássio) e a hipernatremia (concentração elevada de sódio). Em doentes tratados para condições hepáticas graves, a dosagem excessiva acarreta o risco de exacerbação da encefalopatia hepática.

As orientações oficiais estabelecem que os doentes devem contactar o seu médico imediatamente caso ocorra um quadro diarreico invulgar. A ação inicial obrigatória perante uma sobredosagem é a interrupção ou a redução do medicamento. Como não existe um antídoto específico documentado na informação de prescrição, a gestão médica necessária é estritamente um tratamento sintomático e de suporte. Isto inclui o passo procedimental crítico de monitorização médica e a correção de quaisquer desequilíbrios hídricos e eletrolíticos resultantes para estabilizar o doente.

Usos terapêuticos de Hepalac

Factos Rápidos: Foco Terapêutico do Hepalac

Condição Função Terapêutica
Obstipação Crónica Apoia a regularidade dos movimentos intestinais e auxilia no amolecimento da consistência das fezes.
Encefalopatia Hepática (EH) Ajuda na gestão e prevenção de episódios de EH em doentes com patologias hepáticas.

O Hepalac (lactulose) é um medicamento utilizado em duas áreas terapêuticas principais. É indicado para a gestão da obstipação crónica, onde a sua utilização está associada ao estabelecimento de um funcionamento intestinal mais rotineiro e à promoção de uma textura das fezes mais macia.

No contexto de condições hepáticas graves, o Hepalac serve como um agente para o tratamento e prevenção da encefalopatia portossistémica (EH), incluindo os estados de pré-coma e coma hepático. A administração deste medicamento destina-se a apoiar os processos naturais do organismo para auxiliar na redução dos níveis de amoníaco em circulação, promovendo assim uma melhoria do estado mental dos indivíduos afetados. Os protocolos de tratamento devem ser sempre determinados por um profissional de saúde.

Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade do Hepalac (lactulose) é regido por normas específicas relativas a proibições absolutas, idade e condições subjacentes, conforme definido na rotulagem regulamentar.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação População Elegível Restrições e Precauções
Utilização Padrão Adultos, adolescentes e pessoas idosas. Pessoas idosas em terapêutica de longa duração e doses elevadas devem realizar a monitorização periódica dos eletrólitos séricos.
Utilização Condicional Crianças (1–14 anos). Grávidas e mulheres em período de amamentação. O uso em lactentes (menos de 1 ano) e crianças pequenas deve ser excecional e exige supervisão médica especializada.

Populações Contraindicadas

A lactulose está contraindicada e não deve ser utilizada em doentes com as seguintes condições, uma vez que estas envolvem o risco de perfuração ou a necessidade de exclusão dietética rigorosa:

  • Galactosémia ou a exigência de uma dieta pobre em galactose.
  • Obstrução gastrointestinal confirmada ou suspeita ou perfuração do trato digestivo.
  • Dor abdominal aguda de causa indeterminada.
  • Hipersensibilidade conhecida à lactulose ou a qualquer um dos seus componentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Hepalac (lactulose) é definido pela sua absorção sistémica mínima e pela sua ação primária no cólon, centrando-se em interações farmacodinâmicas e dependentes do pH, conforme documentado na rotulagem oficial.

Classificação Agentes Interagentes e Declarações
Interferência no Efeito Terapêutico Anti-infeciosos orais (ex: neomicina) e antácidos não absorvíveis podem inibir a descida necessária do pH no cólon, o que pode reduzir a eficácia da lactulose em certas indicações.
Risco Farmacodinâmico (Desequilíbrio Eletrolítico) Medicamentos que causam perda de potássio (ex: tiazidas, corticosteroides) aumentam o risco de hipocaliemia quando administrados com lactulose, particularmente em uso crónico ou atividade intestinal excessiva. Esta deficiência de potássio resultante pode aumentar o potencial de efeitos tóxicos dos glicosídeos cardiotónicos (ex: digoxina).
Restrição de Administração A coadministração com outros laxantes é restrita ao iniciar a terapia, uma vez que a produção de fezes moles pode ser falsamente interpretada como uma indicação de que a dose ideal de lactulose foi atingida.
Inativação de Fármacos Dependente do pH A lactulose reduz o pH colónico. Medicamentos formulados para uma libertação dependente do pH no cólon (ex: certas preparações de 5-ASA) podem estar sujeitos a inativação devido a esta alteração no ambiente gastrointestinal.

Não existem interações farmacocinéticas sistémicas documentadas para a lactulose, tais como as mediadas por enzimas CYP ou transportadores de fármacos, na informação oficial de prescrição. Não existem regras obrigatórias de separação temporal de tomas ou restrições formalmente documentadas relativas a alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

A ação mecânica da lactulose é alcançada exclusivamente através de uma atuação localizada e não sistémica no cólon, baseando-se em três domínios mecânicos sinérgicos.

Modulação da Dinâmica de Fluidos no Cólon

A lactulose permanece intacta até atingir o intestino grosso devido à ausência de enzimas humanas necessárias para a sua decomposição. A molécula não absorvida e os seus metabolitos ácidos criam um potente gradiente hiperosmótico, atraindo fisicamente água (H2O) da circulação do organismo para o lúmen do cólon. Este mecanismo contribui diretamente para o aumento do volume e da hidratação da massa fecal, o que representa um passo fisiológico fundamental na eliminação posterior do conteúdo do cólon.

Fermentação Bacteriana e Estimulação da Motilidade

Uma vez no cólon, a lactulose atua como substrato para a microflora colónica residente (por exemplo, Bifidobacterium, Lactobacillus). As bactérias metabolizam o dissacarídeo em ácidos orgânicos de cadeia curta (ácidos gordos voláteis). Estes metabolitos levam a uma redução significativa do pH local e atuam como irritantes locais e aumentadores de volume, o que estimula as contrações propulsivas (peristaltismo) do músculo liso. A hidratação osmótica e a motilidade estimulada afetam de forma coordenada a velocidade do trânsito intestinal.

Retenção Química de Resíduos Nitrogenados

O ambiente de baixo pH localizado (criado pelos ácidos gordos voláteis) também impulsiona um efeito químico especializado. Este facilita a ionização do amoníaco absorvível (NH3) em iões amónio não absorvíveis (NH4^+). Esta conversão química retém eficazmente os resíduos nitrogenados dentro do lúmen intestinal, o que limita a difusão do NH3 para a circulação, aumentando a excreção fecal de resíduos nitrogenados.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito e Via de Administração

A administração do Hepalac é rigorosamente definida pelo contexto clínico. O medicamento está oficialmente aprovado para ingestão por via oral, sob a forma de solução ou xarope para utilização geral. Em cenários agudos, como na gestão inicial da encefalopatia hepática, está também autorizada a administração por via retal como enema de retenção. A administração retal exige que a solução seja diluída antes da sua utilização.

Posologia Oficial e Frequência

A dose e a frequência necessárias variam significativamente com base na utilização pretendida. Para a gestão da obstipação crónica em adultos, a dose oral inicial padrão é habitualmente de 15 ml a 30 ml (10 g a 20 g) uma vez por dia. Este regime é geralmente de toma única diária, sugerindo-se que a dose seja tomada à mesma hora todos os dias para estabelecer um padrão consistente.

Pelo contrário, para a gestão da encefalopatia hepática, a dose oral inicial é substancialmente mais elevada e deve ser administrada em três a quatro doses divididas ao longo do dia para manter um efeito constante. O objetivo processual fundamental para todas as utilizações oficiais é a titulação: a dose deve ser ajustada sistematicamente até que o paciente atinja 2 a 3 dejeções moles por dia, o que define a dose de manutenção necessária.

Preparação e Contexto

Para ajudar na aceitação do paladar, a dose prescrita da solução oral pode ser tomada pura ou misturada com água, sumo de fruta ou leite. A toma pode ocorrer com ou sem alimentos. O tratamento pode ser de longa duração para condições crónicas ou mantido até que um objetivo clínico definido seja alcançado. Se uma dose for esquecida, as instruções oficiais aconselham a não duplicar a dose seguinte; o paciente deve simplesmente retomar o horário regular.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre Hepalac

Evidência para o Uso na Obstipação Funcional Crónica

A investigação sobre o Hepalac (Lactulose) para dificuldades prolongadas nos movimentos intestinais incluiu Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curto prazo, estudos comparativos e subsequentes Revisões Sistemáticas e Meta-análises. Estes estudos exploraram a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em populações adultas. A investigação examinou alterações na frequência das evacuações espontâneas e avaliou a evolução da consistência das fezes, utilizando tipicamente escalas padronizadas.

Os estudos reportaram medições em que os dados mostram padrões relacionados com a frequência semanal de evacuações, quando comparados com as condições iniciais em vários ensaios. As análises dos resultados comunicados descreveram medições da consistência das fezes. A base de evidência a curto prazo está bem estabelecida, embora a investigação forneça uma perspetiva limitada sobre a durabilidade destes padrões durante uma utilização prolongada.


Evidência para o Uso na Encefalopatia Hepática (EH)

Para condições caracterizadas por episódios agudos ou disruptivos, como a Encefalopatia Hepática (EH), foram realizados estudos utilizando tanto ECCA como Revisões Sistemáticas rigorosas. Os estudos exploraram coortes de doentes com patologias hepáticas que apresentavam estas manifestações episódicas, monitorizando resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico. A investigação examinou o tempo necessário para a resolução das manifestações clínicas (utilizando escalas de graduação clínica específicas) e monitorizou alterações em biomarcadores sanguíneos específicos, como os níveis de amónia.

Estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática reportaram padrões em que se monitorizou a resolução das manifestações de EH. A investigação destaca um padrão onde foi observada a incidência de episódios futuros em alguns estudos. A realização de nova investigação em larga escala, controlada por placebo, para a EH aguda é limitada por considerações éticas, e certos estudos mais antigos incluíram amostras de tamanho modesto ou utilizaram desenhos não ocultos.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

A duração do acompanhamento foi limitada em muitos estudos de eficácia na obstipação, existindo informação limitada sobre resultados a longo prazo, incluindo a manutenção. Para ambas as indicações, os resultados foram mistos ao comparar diretamente a Lactulose com algumas opções farmacêuticas mais recentes. Os dados para certos subgrupos, tais como crianças ou indivíduos com comorbilidades complexas específicas, permanecem insuficientes. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Hepalac (FAQ)


P: De que forma é que a ação do Hepalac difere dos suplementos de fibra?

A: A informação oficial descreve o Hepalac como um laxante osmótico sintético e prebiótico. A sua substância ativa, a Lactulose, é um açúcar não digerível que chega intacto ao intestino grosso. Uma vez aí, é fermentado pelas bactérias do cólon, o que baixa o pH e cria um efeito osmótico potente, atraindo água para o lúmen intestinal. Este mecanismo, baseado na sua estrutura química específica, diferencia a sua ação dos suplementos de fibra que aumentam o volume das fezes (formadores de massa).

P: Pessoas com antecedentes de diabetes podem utilizar o Hepalac?

A: Os documentos regulamentares aconselham precaução em doentes diabéticos porque a solução contém vestígios de açúcares absorvíveis (impurezas). No entanto, os dados oficiais indicam frequentemente que não é expectável que a dose padrão utilizada para condições como a obstipação afete significativamente os níveis de glicose no sangue. Recomenda-se geralmente que os indivíduos com diabetes discutam a utilização deste medicamento com um profissional de saúde.

P: O Hepalac interage com analgésicos comuns de venda livre?

A: Os perfis formais de interação medicamentosa focam-se em classes específicas de medicamentos, tais como certos antibióticos e diuréticos. Não existem restrições formalmente documentadas ou regras de separação temporal obrigatória especificamente para analgésicos comuns de venda livre, como o paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Para segurança geral, recomenda-se habitualmente partilhar a lista de todos os medicamentos atuais, incluindo produtos de venda livre, com um profissional de saúde.

P: Existem problemas conhecidos ao tomar Hepalac e antiácidos ao mesmo tempo?

A: Sim, o folheto oficial menciona um problema potencial com certos medicamentos. Os antiácidos orais não absorvíveis podem interferir com a necessária diminuição do pH (acidez) no cólon. Uma vez que o Hepalac requer este ambiente ácido para atuar eficazmente, a sua toma com este tipo de antiácidos pode reduzir o efeito terapêutico pretendido.

P: O Hepalac destina-se a uma utilização de curto prazo ou pode ser utilizado a longo prazo?

A: A duração recomendada de utilização depende da condição subjacente. Para a obstipação, é geralmente utilizado até que os sintomas sejam aliviados. Para condições crónicas, como a encefalopatia hepática, a utilização a longo prazo é comum, mas os documentos oficiais aconselham que o tratamento que exceda os seis meses deve ser realizado sob supervisão médica, com monitorização regular dos eletrólitos sanguíneos.

P: Existem preocupações de segurança relativamente ao uso de Hepalac na população idosa?

A: Sim, porque este grupo pode ser mais suscetível à perda de fluidos e a potenciais desequilíbrios eletrolíticos, como níveis baixos de potássio (hipocaliemia), caso ocorra diarreia prolongada. Nestas situações específicas, é aconselhada a monitorização periódica dos eletrólitos sanguíneos.

P: O Hepalac pode ser utilizado em crianças e o que dizem as orientações oficiais sobre os limites de idade?

A: O Hepalac pode ser utilizado em crianças, mas as orientações oficiais estabelecem que o uso de laxantes nesta faixa etária deve ser excecional. O tratamento de crianças pequenas e lactentes (menos de 1 ano) requer supervisão médica especializada. A dosagem para a população pediátrica está especificada para ser determinada por um profissional de saúde.

P: Como é que o Hepalac afeta, geralmente, o equilíbrio de eletrólitos ou minerais do corpo?

A: Os dados oficiais de segurança indicam que o Hepalac pode causar um desequilíbrio eletrolítico se for tomado em doses excessivas que conduzam a diarreia grave ou prolongada. Quando isto acontece, o eletrólito mais comummente referido pela perda potencial é o potássio, o que pode levar a uma condição chamada hipocaliemia. Este é um efeito pouco comum quando o medicamento é utilizado na dose terapêutica adequada.

P: Qual é a razão para alguns documentos oficiais descreverem uma possível alteração na consistência das fezes com o Hepalac?

A: O objetivo do medicamento é amolecer as fezes, atraindo água para o cólon através de um efeito osmótico. Os profissionais de saúde ajustam a dose com base na resposta do doente, sendo o objetivo facilitar evacuações suaves e fáceis, o que requer um ajuste posológico. A diarreia é listada como um efeito secundário muito comum se a dose for demasiado elevada.

P: O Hepalac pode interagir com medicamentos para a tensão arterial elevada ou problemas cardíacos?

A: Sim, os documentos oficiais aconselham precaução com certos medicamentos cardíacos e da tensão arterial. Existe um risco de baixo nível de potássio (hipocaliemia) quando o Hepalac é utilizado cronicamente com diuréticos expoliadores de potássio, que são utilizados para tratar a hipertensão. Esta perda de potássio pode também aumentar o risco de efeitos tóxicos de glicosídeos cardíacos, utilizados em algumas patologias do coração.

P: É comum desenvolver dependência do Hepalac ao longo do tempo?

A: A literatura alinhada com as entidades reguladoras caracteriza a substância ativa do Hepalac como um laxante osmótico. Ao contrário de outras classes de laxantes, os laxantes osmóticos não são geralmente conhecidos por causar dependência ou a síndrome do "intestino preguiçoso" quando utilizados conforme indicado. No entanto, o uso contínuo e prolongado deve ocorrer sempre sob supervisão médica.

P: O Hepalac está disponível sem receita médica em alguns locais e qual é a sua classificação?

A: O estatuto regulamentar da substância ativa varia consoante a localização. Em algumas áreas, como os Estados Unidos, está tipicamente disponível apenas mediante receita médica. Noutras regiões, como partes do Reino Unido, pode estar disponível para compra como medicamento de venda livre (GSL) ou sob a supervisão de um farmacêutico.

P: Que investigação foi feita sobre os efeitos a longo prazo do uso de Hepalac?

A: Os resumos oficiais da evidência científica indicam que os estudos de eficácia para a obstipação crónica têm frequentemente durações de acompanhamento limitadas. Isto significa que existe informação detalhada limitada sobre os resultados, incluindo a manutenção, além do curto a médio prazo. A informação sobre a durabilidade dos efeitos e resultados a longo prazo baseia-se nos estudos disponíveis e nos dados contínuos de farmacovigilância pós-comercialização.

P: Posso parar de tomar Hepalac subitamente ou a interrupção deve ser gradual?

A: A orientação oficial foca-se no ajuste da dose (titulação) até que o objetivo terapêutico seja atingido. Se a dosagem resultar em diarreia excessiva, as instruções indicam a redução imediata da dose. Se os efeitos indesejáveis persistirem, as instruções regulamentares indicam que o medicamento pode ser descontinuado.

P: Qual é a finalidade do dispositivo de medição ou copo doseador que acompanha o Hepalac?

A: O dispositivo de medição é incluído para ajudar a garantir a medição precisa do volume prescrito. Uma vez que a dose necessária é altamente individual e frequentemente envolve um ajuste cuidadoso (titulação) baseado na resposta do doente, a medição precisa é necessária para atingir os objetivos clínicos específicos.

P: O que dizem os dados oficiais sobre a percentagem de pessoas que sofrem efeitos secundários comuns com o Hepalac?

A: Os documentos oficiais classificam as reações adversas por frequência utilizando categorias padronizadas. Por exemplo, "Muito Frequente" significa que o efeito pode ocorrer em mais de 1 em cada 10 doentes, enquanto "Frequente" significa 1 a 10 doentes em cada 100. A diarreia é tipicamente listada na categoria de Muito Frequente.

P: É geralmente aceitável misturar o Hepalac com sumo ou outras bebidas?

A: Sim. De acordo com as instruções de preparação nos documentos oficiais, a dose oral prescrita pode ser tomada pura ou misturada com outros líquidos. Estes líquidos incluem frequentemente água, sumos de fruta ou leite, o que pode ajudar a melhorar a palatabilidade.

P: Por que razão poderá ser prescrita a uma pessoa uma dose diferente da de outra para a mesma condição?

A: A orientação oficial enfatiza um processo chamado titulação, onde a dose é ajustada sistematicamente para cada indivíduo. O objetivo não é uma dose fixa, mas sim atingir um efeito específico, como 2-3 evacuações moles por dia. Isto requer que pessoas diferentes utilizem doses diferentes para alcançar o mesmo resultado.

P: O que deve uma pessoa saber sobre o Hepalac e a condução ou utilização de máquinas?

A: A informação oficial de segurança para a substância ativa do Hepalac indica geralmente que o produto tem uma influência nula ou desprezível na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Se uma dose excessiva levar a diarreia grave e desidratação, a capacidade da pessoa poderá ser afetada, mas o produto em si não é descrito como tendo um efeito intrínseco no sistema nervoso central.

P: A eficácia do Hepalac pode ser reduzida pelo consumo de certos alimentos ou bebidas?

A: Os documentos oficiais afirmam que a dose pode ser tomada com ou sem alimentos, e não existem restrições formalmente documentadas quanto ao consumo geral de alimentos ou álcool. No entanto, a eficácia depende da atividade das bactérias do cólon e, por conseguinte, pode ser reduzida pela administração concomitante de agentes anti-infeciosos orais.

P: O uso de Hepalac afeta os níveis de açúcar no sangue, de acordo com as informações oficiais?

A: O produto contém pequenas quantidades de açúcares absorvíveis e recomenda-se precaução em doentes diabéticos. No entanto, os estudos referenciados em fontes oficiais mostram que, nas dosagens recomendadas para doentes não dependentes de insulina, o produto não é geralmente descrito como afetando significativamente os níveis de glicose no sangue.

P: O Hepalac pode ser utilizado para tratar irregularidades ocasionais ou serve apenas para condições específicas?

A: As indicações oficiais focam-se principalmente em condições crónicas, como a obstipação crónica e a encefalopatia hepática. Embora o seu uso seja sustentado em patologias crónicas, também é utilizado para o alívio sintomático da obstipação. Para obstipação de curto prazo ou ocasional, é geralmente utilizado até que os sintomas sejam aliviados.

Como Hepalac deve ser armazenado e descartado?

Instruções Oficiais de Conservação e Eliminação do Hepalac

Requisitos de Conservação

A solução de lactulose deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. O produto não deve ser congelado e deve ser protegido de temperaturas superiores a 30 °C. Para manter a estabilidade, o medicamento deve ser conservado no seu recipiente original, o qual deve estar bem fechado e protegido da luz direta.

A exposição ao calor ou à luz excessiva pode causar um escurecimento extremo e turvação, o que indica que o produto não deve ser utilizado. No entanto, um ligeiro escurecimento normal da cor não afeta a ação do medicamento.

Manuseamento e Eliminação

A segurança infantil é prioritária: mantenha este e todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças. Relativamente à eliminação, o Hepalac não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser entregue num programa de recolha de medicamentos, sempre que disponível. Não se recomenda que o medicamento seja deitado no lavatório ou na sanita, nem deve ser descartado através das águas residuais. Se não estiver disponível um programa de recolha, devem seguir-se as orientações regulamentares específicas para a eliminação no lixo doméstico, tais como misturar a solução com uma substância indesejável para evitar ingestões acidentais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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