Gynoflor

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Gynoflor

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Gynoflor

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias ativas Clotrimazol, Metronidazol
Forma farmacêutica Comprimido vaginal (Óvulo)
Classe farmacológica Combinação de anti-infecioso e antiprotozoário de largo espetro
Utilização comum Abordagem de infeções mistas fúngicas, bacterianas e por protozoários
Origem Composto sintético

Qual é a Identidade e Natureza do Gynoflor?

Gynoflor é um produto de combinação de dose fixa (FDC), sintético e sujeito a receita médica, classificado como uma Combinação de Anti-infecioso e Antiprotozoário de Largo Espetro. Este medicamento é formulado como um comprimido vaginal (óvulo), uma preparação sólida desenvolvida para administração direta por via vaginal local. A estrutura de FDC é clinicamente reconhecida por simplificar necessidades terapêuticas complexas, com o suporte de estudos farmacológicos sobre a eficácia das combinações de dose fixa. Esta abordagem unificada de administração do fármaco foi especificamente desenhada para maximizar a conveniência terapêutica e assegurar a aplicação simultânea de dois agentes distintos.

Qual é a Composição do Gynoflor?

A composição principal utiliza dois compostos sintéticos distintos como substâncias ativas: o Clotrimazol e o Metronidazol. O Clotrimazol é um antifúngico azólico (derivado imidazólico) utilizado para gerir infeções fúngicas. O Metronidazol, pertencente à classe dos nitroimidazóis de anti-infeciosos, é eficaz contra certas bactérias e protozoários. Esta formulação de agente duplo é uma característica diferenciadora fundamental, permitindo neutralizar simultaneamente múltiplos tipos de organismos patogénicos frequentemente identificados em casos de infeções vaginais mistas.

Qual é o Objetivo Geral desta Combinação de Dupla Ação?

O principal objetivo terapêutico do Gynoflor é proporcionar uma ação local abrangente contra infeções causadas pela presença concomitante de fungos, bactérias e protozoários. A evidência farmacológica confirma o benefício sinérgico da combinação destes dois agentes para uma cobertura alargada. Ao integrar as ações únicas do Clotrimazol e do Metronidazol, a formulação foi concebida para combater a etiologia mista que frequentemente complica os desequilíbrios microbianos, pretendendo aliviar o desconforto, a irritação e a inflamação associados, ao visar o largo espetro de agentes patogénicos responsáveis por estas condições locais complexas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Gynoflor?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Gynoflor está estabelecido em documentos regulamentares, focando-se essencialmente em reações localizadas devido à sua administração tópica de baixa dose.

Reações Adversas e Frequência

As reações adversas são predominantemente locais e ocorrem com uma frequência reduzida. Os eventos comunicados com maior regularidade incluem:

Classe de Sistemas de Órgãos Reação Adversa Classificação de Frequência
Doenças dos órgãos genitais e da mama Sensação de ardor vulvovaginal Incidência Baixa (Rara)
Perturbações gerais Prurido vulvovaginal (comichão) Incidência Baixa (Rara)

A irritação local, o ardor ou a comichão são sentidos mais frequentemente pouco após a administração e, em especial, no início do tratamento; estes efeitos costumam desaparecer espontaneamente. A observação de resíduos não dissolvidos do comprimido na roupa interior é considerada uma ocorrência normal.

Restrições de Segurança e Contraindicações

As agências regulamentares especificam que o Gynoflor não deve ser utilizado em doentes com as seguintes condições:

  • Tumores malignos dependentes de estrogénios (existentes ou suspeitos), incluindo cancro da mama ou do endométrio, ou um historial destas patologias.
  • Hiperplasia do endométrio não tratada.
  • Hemorragia inexplicada na zona genital.
  • Doença hepática aguda ou vaginite grave com inflamação.
  • Utilização em raparigas antes da puberdade (pré-menarca).

Notas sobre Populações Específicas e Monitorização

O Gynoflor é geralmente considerado para utilização durante a gravidez e amamentação. No entanto, caso seja necessário um tratamento prolongado, os documentos regulamentares aconselham a realização de exames regulares, com atenção a sintomas sugestivos de alterações no endométrio.

Devido à dose ultrabaixa de estriol, não se espera que os riscos sistémicos habitualmente associados ao uso de estrogénios por via oral (ex.: Tromboembolismo Venoso, acidente vascular cerebral) tenham relevância clínica, embora permaneçam uma consideração teórica dentro do quadro regulamentar.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Perfil de Risco

Os documentos regulamentares oficiais especificam o modo de atuação e as manifestações esperadas em caso de uma sobredosagem do comprimido vaginal de Clotrimazol e Metronidazol. O principal cenário de risco abordado na rotulagem regulamentar para esta formulação local é a ingestão oral acidental do comprimido. Devido à conceção do produto para administração local e à baixa absorção sistémica daí resultante, a possibilidade de intoxicação aguda é considerada pouco provável.

Contudo, se o comprimido for engolido, podem ocorrer manifestações clínicas documentadas, incluindo tonturas, náuseas e vómitos. Estes são os sintomas específicos citados na informação regulamentar oficial relativa à sobredosagem.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

As orientações oficiais determinam que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata após a ingestão ou deglutição acidental do comprimido vaginal. Esta ação é a resposta de emergência exigida, conforme estipulado na informação de prescrição.

Na gestão de uma sobredosagem, os documentos regulamentares confirmam que não é conhecido qualquer antídoto específico para os componentes do comprimido vaginal. Por conseguinte, a gestão foca-se na prestação de medidas sintomáticas de rotina para abordar as manifestações clínicas observadas. Certos protocolos oficiais descrevem também que a lavagem gástrica pode ser considerada, mas apenas na condição de os sintomas clínicos serem evidentes e de existirem medidas adequadas para assegurar a manutenção da permeabilidade das vias aéreas. Não constam requisitos de monitorização específicos na secção de sobredosagem aguda da rotulagem oficial.

Usos terapêuticos de Gynoflor

O que o Gynoflor trata: Principais Utilizações e Benefícios

A combinação de Clotrimazol e Metronidazol é comummente utilizada para o tratamento de infeções vaginais mistas. Este medicamento de agente duplo é geralmente aplicado quando as pacientes apresentam condições que envolvem a presença simultânea de fungos e de bactérias ou protozoários. O fármaco auxilia em situações onde a etiologia da infeção é complexa, apoiando a gestão de condições comuns como a vaginose bacteriana e a candidíase vaginal quando estas surgem em conjunto.


O benefício fundamental é o alívio proporcionado face aos sintomas locais perturbadores. A formulação desempenha um papel na gestão de sintomas intensos relacionados com o desconforto físico, tais como prurido (comichão), ardor e irritação vaginal, sendo também utilizada para gerir sintomas que interferem com o funcionamento diário, abordando especificamente padrões de corrimento anormal. Este suporte contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas acentuados.


A combinação é aplicada na abordagem de grupos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, especialmente em contextos que envolvam manifestações recorrentes ou episódicas. Esta abordagem pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante as fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis, ajudando a aliviar a carga sintomática global.

Facto Rápido Alívio por Tipo de Sintoma
Cobertura Dupla Aborda infeções concomitantes fúngicas e bacterianas/protozoárias
Atenuação de Sintomas Suaviza sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos
Contexto de Uso Apoia a gestão durante manifestações recorrentes ou episódicas

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar o Gynoflor?

Esta secção descreve a elegibilidade oficial da população e as restrições obrigatórias para o Gynoflor (Comprimido Vaginal de Clotrimazol/Metronidazol), conforme documentado pelas autoridades regulamentares.

Populações Permitidas e Restritas

O Gynoflor é geralmente permitido para mulheres adultas e adolescentes com idade igual ou superior a 16 anos. A sua utilização é também considerada aceitável para mulheres que se encontrem a amamentar. A utilização torna-se condicional, exigindo uma consulta médica prévia, para mulheres com idade superior a 60 anos e para doentes com historial de infeções sexualmente transmissíveis ou que sofram de infeções recorrentes (mais de duas num período de seis meses).

Contraindicações Absolutas

A utilização deste medicamento está contraindicada se a doente tiver uma hipersensibilidade conhecida ao Clotrimazol, ao Metronidazol ou a qualquer excipiente da formulação. O medicamento está também estritamente contraindicado perante a presença ativa de úlceras vulvares ou vaginais, bolhas ou feridas abertas. Além disso, não deve ser utilizado na presença de um corrimento vaginal anormal, manchado de sangue, ou se o corrimento for acompanhado por sinais sistémicos como febre, calafrios ou dor abdominal inferior.

Utilização na Gravidez

A utilização durante a gravidez só é permitida sob a supervisão de um médico ou parteira. A rotulagem regulamentar determina que o comprimido vaginal deve ser introduzido sem o recurso a um aplicador durante este período.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Gynoflor baseia-se nos efeitos sistémicos documentados para as suas substâncias ativas, o Metronidazol e o Clotrimazol. Embora a absorção sistémica por via vaginal seja reduzida, as agências regulamentares exigem a comunicação das interações sistémicas estabelecidas e as respetivas precauções.

Proibições e Restrições Relacionadas com Interações

Substância Classificação da Interação Restrição/Tempo Necessário
Dissulfiram Contraindicação Formal Não deve ser utilizado se este fármaco tiver sido tomado nas últimas duas semanas.
Álcool (Etanol) Risco de Reação tipo Dissulfiram Deve ser evitado durante a terapia e, pelo menos, por um período de 24 a 72 horas após a última dose.
Contracetivos de Látex Risco de Danos Físicos São aconselhadas precauções alternativas durante, pelo menos, cinco dias após o tratamento, devido a potenciais danos no material.
Produtos Intravaginais Restrição de Administração A administração concomitante com outros produtos vaginais, como géis de progesterona, é restrita.

Modificações na Exposição e Farmacodinâmica

  • Varfarina e Anticoagulantes Cumarínicos: A informação oficial indica que o Metronidazol pode potenciar o efeito anticoagulante, resultando num prolongamento do tempo de protrombina (INR).
  • Lítio: A administração conjunta foi associada à elevação das concentrações séricas de Lítio e a uma potencial toxicidade.
  • Cimetidina: Está documentado que este fármaco pode diminuir a depuração plasmática e prolongar a semivida da componente Metronidazol.
  • Imunossupressores Orais: A componente Clotrimazol pode aumentar os níveis plasmáticos de fármacos como o Tacrolimus ou o Sirolimus por via oral.

Precaução de Interação em Populações Específicas

Doentes com insuficiência hepática grave podem apresentar uma redução na depuração da componente Metronidazol, o que pode levar à acumulação da substância e, potencialmente, aumentar a gravidade das interações sistémicas.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação baseia-se na atuação conjunta do Lactobacillus acidophilus e do Estriol.

Este produto introduz estirpes viáveis de Lactobacillus acidophilus no ambiente vaginal. Esta bactéria adere e coloniza o epitélio vaginal. A proliferação do Lactobacillus acidophilus resulta na produção de ácido lático. Este processo de geração de ácido lático reduz o pH vaginal, o que inibe a proliferação de microrganismos sensíveis a variações de pH.

O Estriol, um componente do produto, liga-se aos recetores de estrogénio (RE) nas células epiteliais. A ligação aos recetores promove a proliferação das células epiteliais e a acumulação de glicogénio. O glicogénio serve como um substrato metabólico para a produção de ácido lático por espécies de Lactobacillus, sustentando o ambiente ácido. O Estriol exerce um efeito trófico no epitélio vaginal, contribuindo para a sua integridade estrutural.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

O Gynoflor está formulado como um comprimido vaginal de combinação de dose fixa (FDC), o que determina que a sua via de administração seja exclusivamente intravaginal. Este produto contém habitualmente 100 mg de Clotrimazol e 500 mg de Metronidazol por unidade, uma composição autorizada em várias regiões para ação local. As instruções de utilização centram-se estritamente em assegurar uma aplicação adequada e consistente ao longo de um ciclo definido.

O esquema posológico padrão é de um comprimido vaginal por dia. Esta dose é sistematicamente agendada para introdução ao deitar (antes de dormir). Este momento específico é um requisito do procedimento que visa maximizar a retenção e a eficácia, ao administrar o comprimido durante o período de repouso da utilizadora, garantindo que a unidade se dissolve na parte superior da vagina.

Procedimento e Estrutura do Tratamento

O medicamento é administrado como um ciclo de terapia de curta duração. Embora a duração possa variar ligeiramente consoante o rótulo específico, um protocolo comum especifica um ciclo de sete dias de utilização consecutiva. É uma instrução fundamental que todo o ciclo de tratamento seja concluído, mesmo que se verifique uma melhoria dos sintomas precocemente. A única preparação necessária consiste em garantir que as mãos estão limpas antes do manuseamento e da introdução.

Geralmente, não são exigidos ajustes posológicos complexos para doentes idosos ou para indivíduos com insuficiência renal ou hepática, dado que a administração do fármaco é localizada e não sistémica. As instruções oficiais definem este protocolo padronizado de utilização, aderindo ao princípio de uma unidade, uma vez por dia, durante a duração prescrita.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Gynoflor

A investigação relativa à combinação de dose fixa (FDC) de Clotrimazol e Metronidazol focou-se no estudo de infeções vaginais complexas e simultâneas. A base de evidência é constituída predominantemente por ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas desses ensaios, nos quais se observou a evolução dos sintomas ao longo do tempo. Estes ensaios analisaram tratamentos para os mesmos agentes patogénicos e exploraram as alterações de curto prazo em sintomas que podem variar de intensidade.


Evidência para Utilização em Vaginites Infeciosas Mistas

Esta secção resume a estrutura da principal investigação clínica, detalhando os tipos de estudos existentes (como ensaios aleatorizados e meta-análises) e os indicadores fundamentais medidos em doentes com infeções fúngicas e bacterianas simultâneas.

O corpo principal de evidência provém de ECA que avaliaram mulheres adultas com vaginite infeciosa mista. Os investigadores monitorizaram tanto os resultados reportados pelas doentes relativos ao desconforto percebido, como os resultados microbiológicos, incluindo a eliminação de agentes patogénicos e o restabelecimento do equilíbrio da microflora vaginal. A evidência de elevado nível, derivada de meta-análises que reviram vários ensaios, foi classificada como Elevada, e os dados demonstram padrões consistentes relativos à resposta clínica e à alteração do ambiente microbiológico.


Durabilidade do Efeito e Seguimento Pós-Tratamento

A investigação analisou não só o resultado imediato após o tratamento, mas também a durabilidade do efeito. Os estudos monitorizaram a taxa de recorrência da infeção, definida como o reaparecimento de sintomas ou de agentes patogénicos pouco tempo após a conclusão do tratamento. Estes períodos de acompanhamento foram limitados, estendendo-se tipicamente por aproximadamente 30 dias após o tratamento. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo no que diz respeito à estabilidade sustentada do ambiente vaginal para além do período de acompanhamento imediato.


Questões em Aberto e Lacunas na Investigação

A evidência destaca o que é conhecido, mas também identifica onde permanece incerteza. Uma das principais limitações da investigação é que os efeitos a longo prazo não estão totalmente validados, particularmente no que toca à prevenção da recorrência da infeção ao longo de vários meses. Adicionalmente, as conclusões sobre subgrupos específicos são incertas, uma vez que existe uma lacuna de evidência comparativa para doentes com problemas de saúde complexos ou subjacentes. A investigação central avaliou mulheres adultas no período pré-menopausa, pelo que os dados para certos grupos permanecem insuficientes, dado que estas populações (por exemplo, grávidas ou mulheres mais velhas) foram habitualmente excluídas dos estudos principais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Gynoflor (FAQ)

P: Com que rapidez se nota uma alteração após iniciar o Gynoflor?

Estudos descrevem que o início dos efeitos benéficos dos Lactobacillus ocorre poucas horas após a aplicação, à medida que o pH vaginal começa a baixar. O início do efeito do estriol no revestimento vaginal também é observado rapidamente. Segundo a informação oficial do produto, a melhoria pode progredir ao longo do tratamento.

P: O Gynoflor é indicado para utilização a longo prazo?

O Gynoflor é habitualmente utilizado como um ciclo de tratamento de curta duração. A informação oficial descreve a utilização de ciclos repetidos em contexto de investigação para a prevenção de problemas recorrentes. No entanto, os efeitos a longo prazo relativos à prevenção sustentada requerem uma investigação clínica adicional.

P: Existem estudos que apoiem a utilização do Gynoflor em problemas vaginais recorrentes?

Estudos oficiais investigam a utilização de ciclos repetidos de terapia para a prevenção da vaginose bacteriana recorrente. Embora este tema de investigação exista, as fontes oficiais referem ser necessário um estudo clínico de longo prazo adicional para fundamentar totalmente o benefício desta aplicação prolongada.

P: Mulheres que já passaram pela menopausa podem utilizar o Gynoflor?

A informação oficial do produto indica que esta combinação tem sido utilizada tanto em mulheres na pré como na pós-menopausa. O produto é indicado para o tratamento da atrofia vaginal sintomática, uma condição frequentemente sentida após a menopausa. Dados regulamentares demonstram que os níveis plasmáticos de estriol se mantiveram dentro dos valores normais para mulheres na pós-menopausa após utilização repetida.

P: O Gynoflor é um tratamento para a Vaginose Bacteriana (VB)?

O Gynoflor é indicado para o restabelecimento da flora vaginal após terapia anti-infeciosa e para casos de flora vaginal anormal. Alguns estudos analisaram a sua utilização em ciclos repetidos para a prevenção da vaginose bacteriana recorrente, que está relacionada com um desequilíbrio comum na flora vaginal.

P: O Gynoflor pode interagir com produtos como lavagens vaginais ou duches?

As diretrizes regulamentares incluem a instrução de que a irrigação vaginal profunda, como os duches vaginais, deve ser evitada durante o tratamento com Gynoflor. Esta restrição existe para apoiar a ação local e a eficácia do comprimido vaginal.

P: O Gynoflor é utilizado para prevenir recorrências futuras?

O produto é indicado para ajudar a prevenir infeções vaginais recorrentes em mulheres. Estudos clínicos analisaram especificamente a sua utilização em ciclos repetidos para a prevenção a longo prazo da vaginose bacteriana recorrente.

P: O Gynoflor foi estudado em grávidas?

Os folhetos oficiais do produto referem que a utilização durante a gravidez e amamentação é geralmente considerada. Revisões clínicas do produto observaram que a combinação não levantou preocupações de segurança major, mesmo quando considerada durante a gravidez.

P: O Gynoflor ajuda na secura vaginal?

O produto é indicado para o tratamento de sintomas de atrofia vaginal devido à deficiência de estrogénio, o que inclui o sintoma de secura vaginal. O mecanismo do componente estriol envolve a promoção da proliferação e maturação do revestimento vaginal.

P: O Gynoflor é considerado uma terapia de substituição hormonal (TSH)?

O Gynoflor é descrito como uma combinação de estriol de dose ultra-baixa e probióticos. Ao contrário das terapias de substituição hormonal (TSH) sistémicas, o componente estriol destina-se a ter um efeito local específico na vagina sem estimular o revestimento uterino.

P: Quanto tempo após terminar o tratamento posso esperar que os benefícios durem?

A investigação analisou a durabilidade dos benefícios do produto, especificamente em relação à atrofia vaginal. Verificou-se que a terapia de manutenção foi utilizada para apoiar os benefícios iniciais através da aplicação de uma dose de manutenção durante um período mais longo.

P: Existem consequências a longo prazo ao utilizar o Gynoflor?

Devido à dose ultra-baixa de estriol e à aplicação local, os efeitos estrogénicos sistémicos são descritos como improváveis. Contudo, os planos oficiais de gestão de risco referem que os riscos potenciais a longo prazo associados ao estrogénio sistémico, como a hiperplasia endometrial, requerem monitorização contínua.

P: O componente estriol do Gynoflor é absorvido pelo resto do corpo?

Dados regulamentares indicam que, após uma única aplicação, a concentração plasmática de estriol aumenta apenas brevemente. Após uso repetido durante um ciclo de tratamento, não foi detetada acumulação, mantendo-se os níveis plasmáticos dentro da gama normal de níveis endógenos encontrados em mulheres pós-menopáusicas.

P: O Gynoflor é uma forma de antibiótico?

O Gynoflor é classificado pelas autoridades regulamentares como um 'Anti-infecioso e antissético ginecológico'. Esta é uma categoria abrangente que inclui tratamentos destinados a vários agentes patogénicos e à restauração do ambiente natural.

P: O Gynoflor está disponível sem receita médica ou apenas com prescrição?

O estatuto de dispensa do Gynoflor pode variar significativamente dependendo da região. Documentos regulamentares oficiais indicam que, nalgumas áreas, pode estar disponível sem receita médica, enquanto noutras é classificado como um medicamento sujeito a receita médica.

P: Qual é a diferença entre o Gynoflor e outros supositórios vaginais probióticos?

As descrições oficiais do produto referem que o Gynoflor se caracteriza pela combinação de estriol (uma hormona) e Lactobacillus acidophilus. Esta combinação fornece tanto o componente probiótico como um efeito trófico local no revestimento vaginal.

P: O Gynoflor pode ser utilizado em conjunto com um antifúngico oral?

A informação oficial do produto refere que o Lactobacillus acidophilus é sensível a diversos agentes anti-infeciosos, incluindo os que podem ser tomados por via sistémica (oral). O uso simultâneo de Gynoflor com este tipo de medicamentos pode reduzir a eficácia do componente Lactobacillus.

P: O Gynoflor pode ser utilizado durante a menstruação?

As diretrizes regulamentares contêm uma restrição contra a utilização de supositórios vaginais durante a menstruação. As instruções sugerem que se aguarde até que o período menstrual tenha terminado completamente antes de continuar o tratamento.

P: O que acontece se me esquecer de um comprimido?

As instruções oficiais abordam as doses esquecidas referindo que a dose pode ser utilizada assim que se lembrar; no entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a instrução é saltar a dose esquecida. As instruções referem também que não deve ser utilizada uma dose dupla para compensar.

P: Existem instruções de conservação específicas para o Gynoflor, como refrigeração?

As instruções regulamentares especificam que o produto deve ser conservado sob refrigeração, tipicamente entre 2 C – 8 C. No entanto, a informação oficial descreve que a conservação à temperatura ambiente por períodos curtos, como 1 a 2 semanas, não compromete a eficácia.

P: O Gynoflor contém ingredientes que possam causar uma reação alérgica?

As contraindicações oficiais advertem contra a utilização de Gynoflor se a doente for alérgica ou hipersensível a qualquer um dos princípios ativos ou excipientes listados. Esta é uma precaução padrão constante na documentação oficial do produto.

P: De que forma o Gynoflor é diferente dos probióticos orais?

A diferença reside principalmente na via de administração e na inclusão de estriol. O Gynoflor é aplicado localmente para um efeito mais pronunciado no revestimento vaginal, visando resultados locais sem os efeitos sistémicos que podem estar associados a produtos orais.

P: É necessário utilizar um protetor diário durante a utilização de Gynoflor?

As diretrizes de utilização referem que pode ser utilizado um penso higiénico ou protetor diário ao inserir o Gynoflor. Isto deve-se ao facto de os excipientes poderem não se dissolver completamente, podendo notar-se algum resíduo do medicamento.

P: Os homens podem utilizar Gynoflor?

O folheto informativo oficial declara explicitamente que o Gynoflor não se destina a ser utilizado por homens ou rapazes. O produto é consistentemente descrito para utilização em mulheres.

P: Quais são os ingredientes inativos do Gynoflor?

Os documentos regulamentares oficiais listam os excipientes (ingredientes inativos) do comprimido. Estes incluem frequentemente substâncias como celulose microcristalina, fosfato dissódico anidro, lactose monohidratada, estearato de magnésio e carboximetilamido sódico.

P: O que significa 'atrofia vaginal' em relação ao Gynoflor?

A atrofia vaginal é uma condição relacionada com a deficiência de estrogénio que o produto está indicado para tratar. O objetivo da ação do produto neste contexto é promover a proliferação e maturação do revestimento vaginal.

Como Gynoflor deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Gynoflor

Os documentos regulamentares oficiais definem os procedimentos necessários para a conservação e eliminação dos comprimidos vaginais Gynoflor.

Requisitos de Conservação

O produto deve ser conservado sob refrigeração, especificamente entre 2°C e 8°C. O blister deve ser mantido protegido dentro da embalagem exterior até ao momento da sua utilização.

Condição Requisito
Temperatura 2°C a 8°C (Refrigerado)
Embalagem Manter na embalagem exterior original
Nota de Estabilidade A eficácia não é afetada pela conservação à temperatura ambiente durante uma a duas semanas

Todos os medicamentos, incluindo o Gynoflor, devem ser guardados fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

O Gynoflor não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser tratado como resíduo farmacêutico. As instruções oficiais determinam que o medicamento deve ser entregue ao farmacêutico para eliminação. Não deve ser deitado fora no lixo doméstico, nem eliminado através de canos ou sistemas de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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