Glutrol

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Glutrol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Glipizida
Forma Comprimido Oral (Libertação Imediata e Libertação Prolongada)
Classe farmacológica Sulfonilureia / Agente Antidiabético
Uso comum Controlo de níveis elevados de açúcar no sangue
Origem Composto Sintético

Que tipo de medicamento é o Glutrol (Glipizida)?

O Glutrol é um medicamento oral sujeito a receita médica, utilizado no controlo a longo prazo da diabetes mellitus tipo 2. A sua substância ativa é a Glipizida, um composto sintético estritamente classificado como uma sulfonilureia de segunda geração. Esta classificação identifica-o como um tipo específico de agente antidiabético, cuja função primária é atuar como um secretagogo da insulina. A Glipizida é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de potenciar a produção de insulina do próprio organismo, um mecanismo fundamentado em estudos farmacológicos.

Composição e Formas Farmacêuticas Disponíveis

O medicamento é administrado por via oral e é um produto de substância única, formulado em comprimido. A Glipizida é combinada com excipientes sólidos para criar a forma final. Uma característica diferenciadora fundamental do produto é a sua disponibilidade em duas preparações farmacêuticas distintas: a formulação padrão de libertação imediata (IR) e o comprimido de libertação prolongada (ER), também conhecido pelo nome comercial Glucotrol XL. A versão ER utiliza tecnologia especializada para assegurar a libertação lenta da substância ao longo de um período alargado.

Objetivo Geral: Porque é prescrita a Glipizida?

A Glipizida é prescrita como parte integrante de um plano de tratamento, juntamente com dieta e exercício, para melhorar o controlo glicémico em adultos. O seu objetivo geral é baixar os níveis de glucose no sangue ao facilitar a libertação de insulina, ajudando o corpo a processar o açúcar de forma mais eficiente. Ao apoiar a capacidade do pâncreas em fornecer insulina, o medicamento auxilia o doente a atingir e a manter as metas pretendidas de açúcar no sangue, o que é fundamental para prevenir as complicações a longo prazo associadas à doença.

Quais efeitos secundários são possíveis com Glutrol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

A reação adversa mais significativa e grave documentada para o Glutrol é a hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue), que pode ser severa e potencialmente fatal. Todas as sulfonilureias são capazes de produzir este efeito, constituindo um fator importante na gestão do tratamento. O risco é acrescido em idosos, indivíduos com subnutrição e doentes com compromisso renal ou hepático.

Perfil de Reações Adversas

Classe de Órgãos e Sistemas Reações Comuns (Incidência Aproximada) Reações Graves ou Clinicamente Significativas
Metabólico/Nutricional Tonturas, nervosismo, tremores, flatulência Hipoglicemia grave (com risco de coma ou morte), hiponatremia
Gastrointestinal Diarreia, náuseas, obstipação, gastralgia (dor de estômago) Obstrução gastrointestinal (com a formulação de libertação prolongada em doentes com estreitamento anatómico severo)
Hematológico N/A Anemia hemolítica, leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia
Hepatobiliar N/A Lesão hepática colestática e hepatocelular, icterícia (rara)

Avisos e Considerações de Segurança

Avisos Graves: Existem avisos regulamentares oficiais relativos a um potencial aumento do risco de mortalidade cardiovascular com a classe das sulfonilureias, com base num estudo histórico. Além disso, o tratamento pode levar ao desenvolvimento de anemia hemolítica em doentes com deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), sendo aconselhável uma alternativa não pertencente a esta classe nestes indivíduos. O medicamento é contraindicado em doentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, cetoacidose diabética e hipersensibilidade conhecida à substância. A segurança e eficácia em doentes pediátricos não foram estabelecidas. A utilização em situações de stress físico (ex: traumatismo, infeção) pode resultar na perda do controlo da glicemia, o que poderá requerer a administração temporária de insulina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informações sobre o Glutrol

A sobredosagem de Glutrol (glipizida) resulta principalmente em hipoglicemia profunda (níveis de açúcar no sangue perigosamente baixos), que é a manifestação documentada mais significativa de uma exposição excessiva. Esta situação é classificada como uma emergência médica.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Domínio Declaração Oficial
Manifestações Documentadas Os sintomas de hipoglicemia grave incluem convulsões, coma, confusão e outras formas de comprometimento das funções neurológicas. Os sintomas ligeiros podem incluir sudorese, nervosismo e batimento cardíaco acelerado.
Desfecho com Risco de Vida A hipoglicemia grave acarreta um risco documentado de comprometimento permanente da função cerebral ou morte.

Ações de Emergência Necessárias

A hipoglicemia grave, particularmente a que envolve comprometimento neurológico, requer assistência médica imediata e hospitalização. Deve-se procurar ajuda urgente em qualquer caso de convulsão, coma ou confusão profunda após a exposição.

O tratamento é sintomático e de suporte, focado na correção da glicose no sangue. Envolve a administração de soluções de glicose por via intravenosa em ambiente clínico. É necessária uma monitorização rigorosa durante um período mínimo de 24 a 48 horas após a recuperação aparente, para gerir o risco documentado de hipoglicemia recorrente.

Notas Específicas para Populações

O risco de hipoglicemia prolongada é superior em doentes com comprometimento da função renal ou comprometimento da função hepática. Os idosos podem também apresentar uma perceção reduzida ou ausente dos sintomas precoces de hipoglicemia.

Usos terapêuticos de Glutrol

Para que é utilizado o Glutrol: Principais Indicações e Benefícios

O Glutrol é um medicamento prescrito principalmente para o controlo da diabetes mellitus tipo 2, uma condição em que o corpo não utiliza a insulina de forma eficaz ou não produz o suficiente para manter níveis normais de açúcar no sangue. O objetivo central deste tratamento é melhorar o controlo glicémico em adultos, integrando-se num plano terapêutico que inclui obrigatoriamente modificações no estilo de vida.

Indicações Terapêuticas

Este medicamento é indicado quando a gestão isolada através da dieta e do exercício físico não é suficiente para atingir as metas de glicose estabelecidas pelo médico. Em muitos casos, o Glutrol pode ser utilizado como monoterapia ou em combinação com outros agentes antidiabéticos orais ou insulina, dependendo da necessidade clínica do paciente e da progressão da patologia.

Benefícios do Tratamento

A utilização regular e adequada do Glutrol oferece benefícios significativos na estabilização dos níveis de açúcar no sangue ao longo do dia. Ao manter a glicemia dentro dos parâmetros recomendados, o medicamento desempenha um papel preventivo crucial. O controlo rigoroso ajuda a reduzir o risco de complicações graves a longo prazo associadas à diabetes, tais como danos renais (nefropatia), lesões oculares (retinopatia), problemas nervosos (neuropatia) e doenças cardiovasculares.

Além de auxiliar na regulação da glicose pós-prandial (após as refeições) e de jejum, o tratamento contínuo contribui para a manutenção de níveis estáveis de hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete a média do açúcar no sangue nos últimos meses. É fundamental salientar que a eficácia do Glutrol está diretamente ligada à adesão do paciente ao plano alimentar e à prática de atividade física recomendada pela equipa de saúde.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Glutrol?

Os documentos regulamentares oficiais definem rigorosamente os grupos populacionais elegíveis para a utilização de Glutrol (glipizida). O medicamento está aprovado para uso apenas em adultos diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 2, como uma parte essencial de um plano de tratamento em conjunto com dieta e exercício.

Contraindicações (Quem não deve utilizar)

O Glutrol é contraindicado e não deve ser utilizado em indivíduos com:

  • Hipersensibilidade conhecida à glipizida ou a quaisquer derivados das sulfonamidas (alergia às sulfas).
  • Diabetes Mellitus Tipo 1 ou complicações agudas, como a Cetoacidose Diabética (com ou sem coma).

Utilização Restrita e Condicional

O uso requer cautela ou é restrito em populações específicas de doentes:

  • Função Orgânica: Doentes com comprometimento da função hepática ou comprometimento da função renal são particularmente suscetíveis à hipoglicemia e requerem uma monitorização rigorosa.
  • Metabólico/Gastrointestinal: O uso em doentes com deficiência de Glucose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) não é recomendado. O comprimido de libertação prolongada é restrito em doentes com estreitamento gastrointestinal grave.
  • Idade/Gravidez: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica (crianças e adolescentes). O medicamento não é recomendado durante as últimas duas semanas de gravidez.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os padrões de interação do Glutrol (glipizida) são documentados segundo duas categorias regulamentares primárias: a modificação farmacodinâmica e a interferência farmacocinética. Não existem combinações específicas de fármaco-fármaco formalmente listadas como contraindicadas na rotulagem oficial.


Efeitos Farmacodinâmicos

Os medicamentos administrados em conjunto com a glipizida podem potenciar a sua ação redutora da glicose ou reduzir a sua eficácia, o que pode causar uma perda de controlo glicémico. Os medicamentos que podem potenciar este efeito incluem os Agentes Anti-inflamatórios Não Esteroides, Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs) e os Betabloqueadores. Inversamente, os fármacos documentados por produzirem hiperglicemia e reduzirem a eficácia da glipizida incluem os Corticosteroides, Diuréticos e Contracetivos Orais.


Interferência Farmacocinética

Agentes que alteram a exposição: A administração conjunta com Agentes Antifúngicos Azóis, tais como o Fluconazole ou o Miconazole oral, está documentada como uma interação farmacocinética que pode levar a hipoglicemia grave devido ao aumento da exposição à glipizida.

Agentes que bloqueiam a absorção: O sequestrador de ácidos biliares Colesevelam demonstrou reduzir a concentração plasmática máxima e a exposição total da glipizida. Esta interação requer que a glipizida seja administrada pelo menos 4 horas antes do Colesevelam.


Outras Restrições e Notas sobre Populações

  • Álcool: O consumo de Etanol está associado a um risco acrescido de episódios graves de níveis baixos de açúcar no sangue.
  • Alimentação: Um pequeno-almoço rico em gorduras pode aumentar a concentração plasmática máxima (Cmax) da formulação de libertação prolongada em 40%.
  • Nota sobre Populações: Em doentes com compromisso da função hepática e/ou renal, o metabolismo e a excreção do fármaco podem tornar-se mais lentos, aumentando o risco de hipoglicemia prolongada.

Mecanismo de ação

Como funciona o Glutrol

O Glutrol pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como sulfonilureias, especificamente concebidos para ajudar a gerir os níveis de glicose no sangue em indivíduos com diabetes tipo 2. O mecanismo principal deste medicamento baseia-se na estimulação das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção e libertação de insulina.

A insulina é a hormona essencial que permite que as células do corpo absorvam a glicose da corrente sanguínea para ser utilizada como energia. Em pessoas com diabetes tipo 2, o corpo pode não produzir insulina suficiente ou não utilizá-la de forma eficaz. O Glutrol atua ligando-se a recetores específicos na superfície das células pancreáticas, desencadeando uma sequência de eventos intracelulares que resultam numa libertação mais eficiente de insulina após as refeições ou quando os níveis de açúcar no sangue estão elevados.

Além de aumentar a secreção de insulina, este medicamento também pode melhorar a sensibilidade dos tecidos periféricos à insulina, embora este efeito seja considerado secundário à sua ação principal no pâncreas. Ao facilitar uma resposta insulínica mais robusta, o Glutrol ajuda a reduzir a produção excessiva de glicose pelo fígado e promove a regulação metabólica geral. É importante notar que a eficácia deste medicamento depende da presença de células beta funcionais no pâncreas, razão pela qual não é indicado para o tratamento da diabetes tipo 1, onde a produção de insulina é inexistente.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Glutrol: Diretrizes Oficiais de Administração

O Glutrol (glipizida) é administrado por via oral, sendo indicado para uma utilização a longo prazo como complemento à dieta e ao exercício físico. As duas formulações disponíveis — comprimidos de libertação imediata (IR) e comprimidos de libertação prolongada (ER) — possuem requisitos distintos para a utilização e dosagem corretas, conforme detalhado na documentação regulamentar.

Característica Comprimido de Libertação Imediata (IR) Comprimido de Libertação Prolongada (ER)
Intervalo de Dose Oficial 2,5 mg a 40 mg por dia 2,5 mg a 20 mg por dia
Dose Diária Máxima 40 mg 20 mg
Frequência de Dosagem Uma vez ao dia, ou em doses divididas para valores superiores a 15 mg Uma vez ao dia

O momento da administração em relação à ingestão de alimentos é fundamental e varia consoante a formulação. Os comprimidos de libertação imediata devem ser tomados aproximadamente 30 minutos antes de uma refeição, geralmente o pequeno-almoço. No entanto, os comprimidos de libertação prolongada devem ser tomados com o pequeno-almoço ou com a primeira refeição principal do dia.

Para populações específicas, incluindo adultos mais velhos e doentes com compromisso hepático, a terapêutica deve iniciar-se com a dose inicial mais baixa de 2,5 mg, uma vez ao dia. Os ajustes de dose são efetuados gradualmente, em incrementos de 2,5 mg a 5 mg, permitindo que decorram vários dias entre cada alteração. É importante sublinhar que a formulação de libertação prolongada deve ser deglutida inteira e não deve ser esmagada, mastigada ou cortada, uma vez que tal compromete o sistema de libertação gradual do fármaco.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Glutrol (glipizida)

A evidência científica para a glipizida (Glutrol) deriva de estudos clínicos, incluindo ensaios aleatorizados e investigação de eficácia comparativa, que examinaram especificamente desfechos relacionados com a regulação do açúcar no sangue em adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2. A investigação descreve os resultados medidos nas populações dos estudos e contribui para o panorama geral da evidência.

Evidência de Estudos sobre o Controlo Glicémico

A investigação sobre a glipizida foca-se principalmente na sua avaliação em ensaios concebidos para monitorizar alterações nas medições de glicose. Os estudos utilizaram Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto a médio prazo que compararam a glipizida com um placebo (um comprimido inativo) ou com outros medicamentos para a diabetes sujeitos a receita médica. Estes ensaios incluíram tipicamente adultos cujos níveis de açúcar no sangue não estavam suficientemente regulados apenas através de dieta e exercício, ou doentes a receber terapia combinada, como a metformina.

Os principais desfechos monitorizados nestes estudos são as medições de açúcar no sangue, especificamente a Hemoglobina Glicada (HbA1c), a Glicemia de Jejum (FPG) e a Glicemia Pós-prandial (PPG). Os estudos monitorizaram a forma como estas medições primárias de açúcar no sangue evoluíram nas populações observadas durante os intervalos de tempo definidos da investigação.

Estudos de Resultados Vasculares e de Longo Prazo

Estudos de longo prazo que exploram os efeitos da glipizida provêm principalmente de investigação de eficácia comparativa e de ensaios especializados de maior duração envolvendo a classe das sulfonilureias. Estes estudos observaram as taxas de eventos para eventos cardiovasculares major (MACE), que é uma medida composta que inclui ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e morte cardiovascular.

A investigação disponível nesta área envolve a monitorização de resultados ao longo de períodos de acompanhamento de longo prazo, tipicamente de três a cinco anos. No entanto, revisões autoritárias indicam que o perfil cardiovascular de longo prazo não foi estabelecido de forma conclusiva através de estudos clínicos para a glipizida. As conclusões relacionadas com eventos cardiovasculares têm sido mistas ou inconsistentes em diferentes estudos comparativos e observacionais envolvendo sulfonilureias, indicando que a certeza permanece baixa para este desfecho específico de longo prazo.

Que Lacunas de Investigação e Incertezas Persistem

O panorama da investigação para a glipizida apresenta várias áreas conhecidas onde os dados ainda estão a surgir ou permanecem inconclusivos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos em relação a eventos macrovasculares (doença cardiovascular). Ensaios clínicos aleatorizados dedicados, de longo prazo, que comparem a glipizida com um placebo ou com agentes mais recentes para desfechos cardiovasculares continuam a ser limitados. As conclusões foram mistas em ensaios mais antigos e estudos observacionais relativos à segurança cardiovascular da classe das sulfonilureias como um todo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Glutrol (FAQ)

P: Quanto tempo demora normalmente a sentir-se o efeito do Glutrol?

De acordo com as informações oficiais do produto, a atividade inicial do medicamento é descrita como ocorrendo de forma relativamente rápida após a toma de uma dose. As concentrações plasmáticas máximas, que representam o ponto em que o nível do fármaco no sangue é mais elevado, são tipicamente medidas poucas horas após a administração.


P: Existe uma versão genérica do Glutrol disponível?

As informações oficiais confirmam que a substância ativa do Glutrol é a glipizida. Esta substância ativa está disponível numa formulação genérica que foi determinada como sendo terapeuticamente equivalente ao produto de marca.


P: O Glutrol está disponível em diferentes dosagens?

Sim, as informações de prescrição oficiais descrevem que o Glutrol está disponível em comprimidos com várias dosagens. Os documentos oficiais referem que cabe ao médico ou profissional de saúde determinar a dosagem apropriada para o tratamento.


P: O que significa se o Glutrol for contraindicado para uma determinada condição?

Uma contraindicação é uma condição ou circunstância descrita nos documentos oficiais do fármaco em que a utilização de um tratamento específico não é recomendada formalmente. Isto acontece porque a utilização do medicamento sob estas condições específicas está associada a um maior potencial de dano.


P: Posso tomar outros medicamentos de receita médica enquanto tomo Glutrol?

A coadministração com outros medicamentos pode, potencialmente, alterar o efeito de redução da glicose do Glutrol. Isto pode causar uma interação que pode levar a um aumento ou diminuição dos níveis de açúcar no sangue. Por este motivo, os documentos oficiais de interações descrevem a possibilidade de interações fármaco-fármaco que devem ser consideradas quando são tomados outros medicamentos de receita médica.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados à utilização de Glutrol?

Os documentos oficiais descrevem o potencial para reações adversas graves, tais como a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e possíveis riscos cardiovasculares. Os documentos oficiais referem que é necessária uma gestão contínua e que estes desfechos podem exigir monitorização ao longo do período de utilização.


P: Mulheres que possam engravidar podem utilizar Glutrol?

O rótulo oficial descreve que a utilização não é recomendada durante as últimas duas semanas de gravidez. A informação sobre o risco para o feto durante outros períodos da gravidez ou durante o planeamento ativo da conceção não está totalmente estabelecida.


P: Posso conduzir ou operar máquinas enquanto tomo Glutrol?

O medicamento pode causar certos efeitos adversos, como tonturas e um risco de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Estes efeitos são descritos nos documentos oficiais como tendo o potencial de afetar a capacidade de uma pessoa para conduzir veículos ou operar máquinas.


P: O Glutrol interage com sumo de toranja ou outros alimentos comuns?

Os documentos regulamentares oficiais mencionam especificamente o álcool e as refeições ricas em gorduras como tendo interações potenciais conhecidas que podem alterar o efeito do fármaco. No entanto, as fontes oficiais não listam o sumo de toranja como uma interação crítica ou formal.


P: Qual é a diferença entre o Glutrol de marca e o genérico?

A substância ativa (glipizida) é a mesma tanto na forma de marca como na genérica. Os documentos oficiais referem que, embora a substância ativa deva ser idêntica, os ingredientes inativos (conhecidos como excipientes) utilizados nos comprimidos podem diferir entre o produto de marca e o genérico.


P: Ter efeitos secundários ligeiros é normal ao iniciar o Glutrol?

Os documentos oficiais listam muitas reações adversas comuns, como tonturas ou problemas gástricos, que são frequentemente temporárias e podem ser sentidas ao iniciar a terapia. Por este motivo, qualquer efeito secundário sentido deve ser revisto face à informação de segurança completa fornecida pelas fontes regulamentares.


P: O Glutrol interage com suplementos ou vitaminas?

Os documentos oficiais não listam vitaminas ou suplementos comuns como uma classe formal de interação. No entanto, muitos medicamentos, produtos e suplementos podem afetar independentemente os níveis de açúcar no sangue, que é o sistema primário que o Glutrol modula.


P: É verdade que o Glutrol pode afetar o meu sono?

Os documentos regulamentares listam vários eventos adversos relacionados com o sistema nervoso central (SNC), tais como tonturas e nervosismo. Estes tipos de reações podem afetar indiretamente a qualidade do sono ou causar agitação.


P: O que acontece se eu parar de tomar Glutrol subitamente?

Os documentos oficiais enfatizam que o medicamento se destina à gestão de longo prazo do açúcar no sangue em adultos com Diabetes Tipo 2. Interromper abruptamente o medicamento pode resultar na perda do controlo glicémico, significando que os níveis de açúcar no sangue podem regressar a níveis não controlados.


P: O Glutrol causa habituação ou dependência?

Os documentos regulamentares e as listagens de classificação de fármacos indicam que o Glutrol não é classificado como uma substância controlada. Portanto, não é descrito nas fontes oficiais como tendo o potencial de causar habituação ou dependência.


P: Os estudos mostram que o Glutrol funciona melhor em certos grupos de pessoas?

Os estudos clínicos resumidos na documentação oficial descrevem a eficácia do fármaco principalmente na população adulta geral com Diabetes Tipo 2. Os dados regulamentares oficiais não destacam especificamente diferenças na eficácia baseadas em subgrupos como raça, género ou faixas etárias específicas.


P: O Glutrol está aprovado noutros países além dos EUA?

Sim, a substância ativa glipizida está aprovada sob vários nomes para a gestão da Diabetes Tipo 2 em inúmeras jurisdições regulamentares fora dos EUA, incluindo na Europa e no Canadá.


P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Glutrol?

Os documentos de informação ao doente descrevem o procedimento adequado para uma dose esquecida. A informação ao doente refere que a dose seguinte deve ser tomada no horário regularmente previsto e afirma que a dose esquecida não deve ser duplicada.


P: O Glutrol causa alterações no apetite ou no peso?

Os documentos regulamentares oficiais listam o aumento de peso como uma reação adversa observada em ensaios clínicos entre doentes a tomar o fármaco. Alterações no apetite não estão formalmente listadas como uma reação comum.


P: Preciso de exames especiais enquanto tomo Glutrol?

Os documentos oficiais referem que a monitorização dos níveis de açúcar no sangue, especificamente a Hemoglobina Glicada (HbA1c), é comum durante todo o período de tratamento. Pode também ser necessária a verificação periódica da função renal e hepática (rins e fígado).


P: Que tipos de sintomas podem melhorar após iniciar o Glutrol?

O medicamento destina-se fundamentalmente a baixar os níveis de açúcar no sangue e a ajudar a alcançar o controlo glicémico a longo prazo. Ao apoiar este processo, o medicamento pode levar a melhorias em alguns dos sintomas associados a níveis elevados de açúcar.


P: É normal sentir uma alteração nos níveis de energia com o Glutrol?

Alterações nos níveis de açúcar no sangue, que é a ação primária do fármaco, podem influenciar os níveis de energia. O baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) é um risco documentado grave que pode causar cansaço ou fraqueza, embora a fadiga ou alteração de energia não esteja formalmente listada como uma reação adversa comum.


P: Posso viajar com o Glutrol?

Os documentos oficiais fornecem requisitos específicos de temperatura de conservação para os comprimidos (ex: temperatura ambiente controlada), os quais a documentação oficial indica que precisam de ser mantidos ao transportar e armazenar o medicamento, especialmente em viagens.

Como Glutrol deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Glutrol (glipizida)

Requisitos Oficiais de Conservação

As condições de conservação da glipizida dependem da formulação. Os comprimidos de libertação imediata (IR) devem ser conservados a uma temperatura inferior a 30°C. Os comprimidos de libertação prolongada (ER) devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, entre os 20°C e os 25°C, e protegidos da humidade.

Formulação Temperatura de Conservação Obrigatória
Glutrol (IR) Inferior a 30°C
Glutrol XL (ER) Entre 20°C e 25°C

Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

A glipizida não deve ser eliminada por via de esgotos (sanita ou lavatório). A eliminação deve ser feita através de um programa de recolha de medicamentos (como o sistema VALORMED). Caso não exista um programa disponível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (por exemplo, terra ou borras de café) e selado num recipiente para ser depositado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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