Glitaxon

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Glitaxon

Opção de tratamento: Multiple Sclerosis

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Glitaxon

Acetato de Glatitâmero: Definição e Classificação

O Glitaxon é um agente farmacêutico sujeito a receita médica que contém a substância ativa Acetato de Glatitâmero, classificada como um imunomodulador polipeptídico sintético. Esta designação integra-o na classe terapêutica dos imunoestimulantes. O Acetato de Glatitâmero é uma molécula complexa, sintetizada a partir de quatro resíduos de aminoácidos de ocorrência natural — ácido L-glutâmico, L-alanina, L-tirosina e L-lisina — o que lhe confere uma estrutura molecular única. Esta estrutura é fundamental para o seu papel terapêutico, distinguindo-o de outros agentes que atuam através de uma imunossupressão generalizada.

Tipo de Terapia e Apresentação Específica

O Glitaxon é categorizado como uma terapia modificadora da doença (DMT), destinada à gestão contínua e a longo prazo de determinadas condições neurológicas crónicas. Enquanto DMT, a sua função é atuar sobre a atividade subjacente da doença e sobre o desequilíbrio imunológico, tendo como objetivo fundamental promover a estabilização da doença. O medicamento é fornecido como uma solução injetável em seringa pré-cheia para administração subcutânea. Esta preparação é um produto de substância única que utiliza água estéril para preparações injetáveis como base, assegurando um método de administração consistente e estabelecido para o agente ativo.

Objetivo Terapêutico Geral

O propósito terapêutico geral do Acetato de Glatitâmero é sustentado por estudos clínicos e é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de promover uma resposta imunitária protetora. O agente atua através da indução e ativação de linfócitos T supressores especializados que migram para o sistema nervoso central. Pensa-se que este processo modifique os mecanismos imunitários responsáveis pela inflamação, promovendo assim um ambiente menos inflamatório. Este mecanismo de alto nível constitui a base para o seu benefício a longo prazo na gestão de doenças crónicas, através da manutenção do equilíbrio imunológico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Glitaxon?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança do Glitaxon (Acetato de Glatitâmero) documentadas oficialmente, conforme classificadas e publicadas por autoridades reguladoras. Esta informação é apresentada de forma neutra, focando-se estritamente nas classificações de segurança oficiais e sem constituir aconselhamento médico.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são categorizadas com base na sua frequência oficial de ocorrência em contexto clínico:

As reações classificadas como Muito Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 10 doentes) incluem diversas reações no local de injeção (tais como dor, eritema, nódulo e prurido), cefaleia, ansiedade e vasodilatação (rubor).

As reações classificadas como Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 100 doentes) incluem infeções (como bronquite e rinite), taquicardia, vómitos e efeitos gerais como febre e edema periférico.

Padrões de Segurança e Condicionalismos Documentados

Um evento característico é a Reação Imediata Pós-Injeção, um conjunto de sintomas transitórios (ex.: dor no peito, palpitações, dispneia) que surge tipicamente poucos minutos após a administração e que é, geralmente, autolimitado. O perfil de segurança inclui também eventos raros mas significativos, categorizados como reações adversas graves:

No que respeita à Hipersensibilidade, foram documentadas reações anafiláticas raras, potencialmente fatais. Relativamente à Lesão Hepática, foram reportados casos raros de lesão hepática grave após a comercialização, incluindo insuficiência hepática; as informações regulamentares indicam que os testes de função hepática podem ser monitorizados durante o tratamento. Quanto à Lipoatrofia, a lipoatrofia localizada no local de injeção (perda de tecido adiposo) é uma preocupação documentada que pode ser permanente.

Notas sobre Populações e Administração

O perfil de reações adversas em adolescentes (entre os 12 e os 18 anos) é semelhante ao perfil observado em adultos. É aconselhada precaução ao considerar o uso em indivíduos com doenças cardíacas pré-existentes, devido aos efeitos cardíacos associados (ex.: dor no peito, taquicardia) listados nos documentos regulamentares. O Glitaxon está oficialmente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou ao manitol.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais abordam a sobre-exposição principalmente através do potencial de reações agudas graves e das ações de emergência necessárias.

Característica Declarações Regulamentares Oficiais
Apresentações de sobredosagem documentadas A sobre-exposição pode apresentar-se com sintomas de uma reação pós-injeção imediata grave ou anafilaxia, incluindo dificuldade respiratória (dispneia), dor no peito, batimento cardíaco acelerado (taquicardia), ansiedade e inchaço do rosto, lábios ou garganta.
Sistemas fisiológicos afetados Os sistemas afetados incluem os sistemas Respiratório, Cardiovascular, Hepático (lesão hepática) e Imunitário (anafilaxia).
Declarações de resposta de emergência Os doentes devem interromper a utilização de Glitaxon e obter ajuda de emergência imediatamente (por exemplo, ir a um serviço de urgência ou ligar para o 112) se ocorrerem sintomas de anafilaxia.
Quando é necessária ajuda médica imediata Procure assistência médica imediata se os sintomas forem mais do que ligeiros, piorarem com o tempo ou não desaparecerem num curto espaço de tempo.

Classificações e Gestão de Sobredosagem

A gestão oficial da sobredosagem centra-se nos cuidados de suporte. Os documentos regulamentares indicam que os casos de sobre-exposição a doses elevadas não foram associados a reações adversas além das já documentadas. As informações de prescrição confirmam que não existe um antídoto específico listado, e a orientação processual consiste em monitorizar o doente enquanto se institui a terapia sintomática e de suporte adequada.

Ligação ao perfil global de sobredosagem: Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem de Glitaxon pelo potencial de reações de hipersensibilidade agudas potencialmente fatais e pela necessidade de procura imediata de ajuda. As orientações oficiais determinam uma ação urgente quando estão presentes sintomas agudos e graves, confirmando que a gestão da sobredosagem se restringe a medidas gerais sintomáticas e de suporte.

Usos terapêuticos de Glitaxon

O que o Glitaxon Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Glitaxon é considerado relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis, nos quais pode auxiliar através de um suporte sintomático. De acordo com as informações de prescrição estabelecidas, o medicamento é geralmente aplicado em patologias caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas.

Domínios Terapêuticos

A utilização terapêutica foca-se tipicamente em condições que apresentam manifestações episódicas ou flutuantes, como certos tipos de esclerose múltipla, sendo aplicado na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e sintomas que geram uma tensão fisiológica percetível. Quando os sintomas se intensificam ou surgem subitamente, criando uma interferência notável no funcionamento diário, o Glitaxon é frequentemente utilizado para proporcionar um alívio de suporte a curto prazo. O uso de Glitaxon apoia os doentes durante episódios de maior desconforto e contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados.


Benefícios Clínicos

Esta aplicação é relevante em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto. O medicamento é habitualmente utilizado para ajudar no suporte sintomático durante fases em que os sintomas se tornam mais visíveis. É aplicado na abordagem de agrupamentos de sintomas que requerem suporte sintomático suplementar, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Facto Rápido: Suporte para Agrupamentos de Sintomas

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Glitaxon?

O perfil oficial de elegibilidade do Glitaxon é definido estritamente pelos documentos regulamentares governamentais, que descrevem as populações para as quais a utilização do medicamento é aprovada, restrita ou proibida.

Âmbito da Elegibilidade Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais a utilização é permitida: Adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com formas surto-remissão de esclerose múltipla.
Populações para as quais a utilização é contraindicada: Indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa, acetato de glatirâmero, ou ao excipiente manitol.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: A utilização está aprovada em adultos. A segurança e eficácia não estão estabelecidas em adolescentes (12–18 anos) e a utilização não é recomendada em crianças com menos de 12 anos devido a dados regulamentares insuficientes.
Requisitos de Utilização Condicional: Doentes com doenças cardíacas pré-existentes ou sinais de insuficiência hepática requerem precaução e acompanhamento ou monitorização regular, conforme determinado pelas normas regulamentares.
Elegibilidade na gravidez e lactação: Gravidez: A utilização pode ser considerada, se necessário. Lactação: A utilização é aceitável durante a amamentação, uma vez que a exposição do lactente é considerada desprezível.

Este perfil de elegibilidade está estruturado em torno de exclusões absolutas, limites de idade e requisitos de utilização condicional. O medicamento é absolutamente proibido apenas em caso de hipersensibilidade documentada aos seus componentes. A elegibilidade é restrita pela idade, não estando a segurança e a eficácia estabelecidas para a totalidade da população pediátrica. A utilização em adultos com patologias cardíacas ou hepáticas subjacentes exige precaução explícita e supervisão médica, conforme definido nas informações oficiais de prescrição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial do Glitaxon (Acetato de Glatitâmero) descreve tanto a ausência de certos mecanismos comuns de interação como um potencial farmacodinâmico específico com agentes que atuam no sistema imunitário.


Perfil de Interação Farmacocinética

O Glitaxon não é metabolizado pelas principais vias de metabolização de fármacos. Informações regulamentares confirmam que o Glitaxon não é metabolizado pelo sistema enzimático do citocromo P450 (CYP), o mecanismo responsável pela maioria das interações entre medicamentos. Também não se espera que o fármaco cause a deslocação da ligação às proteínas plasmáticas de outros medicamentos com elevada afinidade proteica, conforme demonstrado em estudos in vitro envolvendo agentes como a fenitoína e a carbamazepina. Consequentemente, não é esperado que o Glitaxon altere os níveis plasmáticos de medicamentos administrados em simultâneo, nem se prevê que outros fármacos alterem significativamente a sua depuração (clearance). Não foram documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou suplementos comuns à base de plantas.


Potencial de Interação Farmacodinâmica

A principal área de potencial interação documentada é de natureza farmacodinâmica. Uma vez que o Glitaxon modifica a resposta imunitária, existe um potencial reconhecido para efeitos aditivos no sistema imunitário quando este é utilizado concomitantemente com outras terapias que também afetam a função imunitária. Isto inclui imunossupressores sistémicos e ciclos de curto prazo de corticosteroides. Embora a experiência clínica não tenha sugerido interações adversas significativas com terapias habitualmente utilizadas, as informações regulamentares oficiais indicam que a coadministração com outros agentes imunossupressores não foi totalmente avaliada.


Restrições de Administração

A rotulagem oficial proíbe que o Glitaxon seja misturado com quaisquer outros medicamentos na mesma solução ou seringa, devido à ausência de estudos de compatibilidade. Não existem regras obrigatórias de separação temporal listadas para a administração de Glitaxon e de outros medicamentos.

Mecanismo de ação

O Glitaxon (Acetato de Glatitâmero) é um imunomodulador que exerce o seu efeito biológico principalmente através da interação com as moléculas do Complexo Maior de Histocompatibilidade (MHC) de classe II, localizadas nas Células Apresentadoras de Antigénios (APCs). O composto funciona como um elemento de ligação competitiva, deslocando os autoantigénios da fenda do MHC de classe II e impedindo a sua apresentação aos linfócitos T. Esta interação a nível molecular inicia uma via intracelular de indução e diferenciação destes linfócitos.

Numa fase seguinte, o Glitaxon promove a alteração do fenótipo dos linfócitos T periféricos, que passam de um subtipo pró-inflamatório (T helper 1 ou Th1) para um subtipo anti-inflamatório (T helper 2 ou Th2). Estes linfócitos Th2 específicos, induzidos pelo fármaco, atravessam a barreira hematoencefálica e acumulam-se no sistema nervoso central (SNC). Após a sua reativação local, estas células libertam citocinas anti-inflamatórias, como a Interleucina-10 (IL-10) e o Fator de Crescimento Transformante beta (TGF-beta), bem como fatores neurotróficos, nomeadamente o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF). Esta modulação sistémica resulta numa transição para um ambiente anti-inflamatório local, um processo designado por supressão por proximidade (bystander suppression), que atenua as respostas imunitárias inflamatórias nos tecidos do sistema nervoso central.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Glitaxon: Orientações Oficiais de Administração

O Glitaxon (acetato de glatitâmero) é administrado exclusivamente por via subcutânea e nunca deve ser aplicado por via intravenosa. É obrigatório o cumprimento rigoroso das dosagens e dos calendários de administração específicos, conforme descrito na rotulagem regulamentar do medicamento.

Dosagem e Calendário

O Glitaxon está disponível em duas dosagens não intermutáveis, cada uma com um regime definido:

Dosagem Frequência
20 mg/mL (20 mg) Uma vez por dia
40 mg/mL (40 mg) Três vezes por semana, com as doses separadas por, pelo menos, 48 horas

Preparação e Procedimento de Injeção

Antes da injeção, a seringa pré-cheia deve ser retirada do frigorífico e deixada à temperatura ambiente durante 20 minutos para permitir o aquecimento da solução. A seringa deve ser inspecionada visualmente antes da utilização; a solução deve parecer límpida, incolor a ligeiramente amarelada, devendo ser descartada caso apresente partículas em suspensão ou alteração na coloração.

A administração requer obrigatoriamente o rodízio do local de injeção. Os doentes devem alternar o local de aplicação (diariamente ou a cada dose) entre quatro áreas aprovadas: os braços, o abdómen, as ancas e as coxas.

Cada seringa pré-cheia destina-se a uma única utilização, e qualquer porção não utilizada deve ser eliminada após a injeção.


Nota: Estas instruções resumem os passos procedimentais e as regras de dosagem exigidos, conforme documentado em fontes regulamentares governamentais oficiais. Não está incluída informação relativa a efeitos terapêuticos, segurança ou aconselhamento clínico.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos do Glitaxon

Evidência para utilização na Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR)

A avaliação clínica principal do Glitaxon foi realizada através de uma série de ensaios controlados e aleatorizados (ECA) fundamentais de curto prazo. Estes estudos incluíram participantes adultos diagnosticados com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM) e foram avaliados em investigações que exploraram a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo. Os resultados monitorizados incluíram a Taxa Anualizada de Surtos (TAS) e alterações no estado de incapacidade através de escalas padronizadas.

Nesses ensaios, a investigação analisou as frequências de surtos medidas nos grupos de substância ativa e nos grupos placebo durante o período do estudo. Os estudos exploraram também a atividade das lesões cerebrais através da monitorização do número de lesões novas ou cumulativas detetadas em exames de ressonância magnética (RM) nas populações em estudo. Os resultados a longo prazo relativos à acumulação sustentada de incapacidade não estão totalmente estabelecidos por dados de estudos aleatorizados e em dupla ocultação; esta investigação fornece contexto, mas não previsões individuais.


Evidência para utilização na Síndrome Clínica Isolada (SCI)

O Glitaxon foi estudado para utilização em indivíduos que experienciaram apenas um único evento desmielinizante sugestivo de EM. A investigação nesta área focou-se em ECA de médio prazo, nos quais os investigadores acompanharam os doentes por períodos de até três anos.

O principal resultado analisado pela investigação foi o Tempo de Conversão para Esclerose Múltipla Clinicamente Definida (EMCD), que se define como o tempo que um doente demorou a experienciar um segundo surto clínico. Um ECA fundamental reportou medições do tempo de conversão para EMCD na população do estudo. A duração do acompanhamento foi limitada nestes ensaios controlados iniciais e existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo após o período inicial de SCI.


Estudos de Acompanhamento a Longo Prazo e de Manutenção

Para além dos iniciais ECA de curto prazo, o Glitaxon foi avaliado em diversos estudos de extensão aberta (OLE) não aleatorizados e em grandes coortes observacionais. Estes estudos exploraram a forma como os doentes permaneceram em tratamento durante intervalos de tempo definidos, com períodos de acompanhamento que se estenderam até duas décadas em alguns grupos de doentes. Estes estudos de longo prazo descrevem como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e as conclusões contribuem para o panorama geral de evidência na gestão prolongada da doença.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

Embora exista uma investigação extensa sobre o Glitaxon, permanecem limitações fundamentais. Falta evidência comparativa em ensaios aleatorizados de larga escala (head-to-head) face a todas as outras terapias modificadoras da doença (DMT) contemporâneas. Além disso, os dados para certos grupos de alto risco ou pessoas com comorbilidades complexas continuam a ser insuficientes. Os ensaios controlados iniciais na Esclerose Múltipla Primária Progressiva, de uma forma geral, não identificaram resultados mensuráveis; por conseguinte, a evidência dos ensaios controlados permanece concentrada em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Glitaxon (FAQ)

P: O Glitaxon interage com analgésicos comuns de venda livre?

As informações oficiais do produto indicam que o Glitaxon não é degradado pelo sistema enzimático CYP450, que é uma via principal para interações medicamentosas. Devido a isto, geralmente não se espera que o Glitaxon altere os níveis da maioria dos outros medicamentos no organismo, incluindo muitos produtos de venda livre. Existe um potencial reconhecido de efeitos aditivos quando o Glitaxon é coadministrado com outras terapias que afetem o sistema imunitário.

P: Existem interações conhecidas entre o Glitaxon e a cafeína?

Os documentos regulamentares oficiais confirmam que não foi documentada qualquer interação específica entre o Glitaxon e a cafeína. As fontes regulamentares referem também que não são conhecidas interações específicas documentadas com alimentos ou suplementos à base de plantas comuns.

P: O Glitaxon é seguro para idosos?

Os ensaios clínicos originais não incluíram um número suficiente de pessoas com 65 ou mais anos para determinar se a sua resposta é especificamente diferente da dos adultos mais jovens. As informações regulamentares aconselham, geralmente, precaução em idosos devido à maior frequência de diminuição das funções hepática, renal ou cardíaca neste grupo etário. Os documentos regulamentares indicam que não foi estabelecido qualquer ajuste posológico especial para idosos.

P: Qual é o processo para interromper o tratamento com Glitaxon?

O Glitaxon destina-se à gestão contínua da doença a longo prazo, e não a um ciclo de tratamento temporário. As diretrizes regulamentares estipulam que a interrupção do tratamento requer a consulta do profissional de saúde prescritor. A decisão de descontinuar o tratamento está sujeita a uma consulta médica com um profissional de saúde.

P: O Glitaxon é o mesmo que outros medicamentos com nomes semelhantes?

A substância ativa, o acetato de glatirâmero, está disponível tanto em versões de marca como em genéricos. As informações oficiais enfatizam que as duas concentrações diferentes de Glitaxon (20 mg/mL e 40 mg/mL) legalmente não são intercambiáveis. A substituição entre formulações ou produtos é gerida através de consulta com um profissional de saúde ou farmacêutico.

P: Porque é que o Glitaxon é por vezes utilizado em vez de tratamentos mais antigos?

O medicamento recebeu aprovação regulamentar com base em estudos clínicos que demonstraram a sua capacidade de reduzir a Taxa Anualizada de Surtos e diminuir a atividade da doença quando comparado com um placebo. O texto regulamentar foca-se nos dados que mostram o efeito do Glitaxon face ao placebo e, habitualmente, não inclui uma fundamentação para a sua escolha face a outros tratamentos aprovados, uma vez que os ensaios comparativos diretos são limitados.

P: Onde posso encontrar resumos da investigação sobre o Glitaxon?

Os resumos fidedignos da investigação sobre o fármaco, incluindo os resultados dos ensaios clínicos fundamentais, encontram-se no documento oficial Resumo das Características do Medicamento (RCM). Este documento é publicado em sites regulamentares governamentais, como o portal da EMA ou autoridades nacionais competentes.

P: Porque é que os documentos oficiais mencionam efeitos secundários "potenciais"?

O termo "potencial" é frequentemente utilizado em documentos regulamentares porque o Glitaxon modifica o sistema imunitário. Esta descrição reflete o facto de que, devido ao mecanismo de modulação do sistema imunitário do fármaco, as autoridades regulamentares reportam uma possível interferência com outras funções imunitárias, tais como a defesa contra infeções. Estes termos refletem o reporte abrangente de riscos conhecidos ou teóricos.

P: Tomar Glitaxon torna a pessoa sensível ao sol?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais que listam as reações adversas categorizadas, a fotossensibilidade ou o aumento da sensibilidade ao sol não consta como um efeito secundário documentado. O perfil de segurança documentado completo está disponível para revisão em consulta com um profissional de saúde.

P: O Glitaxon pode afetar os padrões de sono?

Os documentos regulamentares oficiais listam cefaleias e ansiedade como efeitos secundários muito comuns. Embora as insónias ou perturbações diretas do padrão de sono não estejam explicitamente categorizadas, podem ser experienciados efeitos secundários ligados a reações comuns, como a ansiedade ou sintomas pós-injeção.

P: Qual é a semivida do Glitaxon (quanto tempo permanece no corpo)?

As informações oficiais do produto indicam que a semivida efetiva do Glitaxon não pode ser determinada utilizando métodos de medição padrão. Uma vez que o fármaco atua modificando o sistema imunitário através das células T, os dados farmacocinéticos tradicionais, como a semivida, são considerados menos diretamente relevantes para o efeito terapêutico global do medicamento.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Glitaxon?

Os guias regulamentares para o doente contêm instruções específicas e factuais sobre como proceder caso se esqueça de uma dose. Isto inclui orientações para decidir se deve tomar a dose ou saltá-la, com base no esquema prescrito. Os guias declaram explicitamente que as doses não devem ser duplicadas para compensar uma dose esquecida.

P: O Glitaxon está disponível como medicamento genérico?

Sim, a substância ativa, o acetato de glatirâmero, está disponível em várias regiões em versões genéricas. Estas formulações genéricas são aprovadas por organismos reguladores governamentais tanto na concentração de 20 mg/mL como na de 40 mg/mL.

P: O Glitaxon pode afetar os resultados de certas análises laboratoriais?

Os documentos oficiais aconselham que as análises da função hepática podem ser monitorizadas por um profissional de saúde devido a relatos pós-marketing raros de lesão hepática. Além disso, a informação regulamentar não contém um aviso generalizado de que se espere que o Glitaxon interfira com os resultados de outras análises laboratoriais comuns.

P: Muitas pessoas deixam de tomar Glitaxon devido aos efeitos secundários?

A documentação oficial dos ensaios clínicos resume a percentagem de doentes que optaram por interromper o tratamento devido a uma reação adversa. Embora a taxa total de descontinuação não seja fornecida como um valor simples, estes dados estão resumidos nas informações de prescrição regulamentares.

P: O que diz o folheto informativo sobre conduzir enquanto se toma Glitaxon?

A orientação regulamentar indica que não se conhece qualquer efeito do Glitaxon sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, os doentes que experienciem certos efeitos secundários, tais como a reação pós-injeção imediata, ansiedade ou tonturas, são aconselhados a ter precaução.

Como Glitaxon deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar Glitaxon

As seringas de Glitaxon devem ser conservadas no frigorífico, entre 2°C e 8°C, na embalagem de origem para que fiquem protegidas da luz. O medicamento não deve ser congelado; qualquer seringa que tenha sido congelada deve ser imediatamente rejeitada. Se necessário, o produto pode ser conservado à temperatura ambiente (até 25°C) durante um único período de até 28 dias. Após este período fora do frigorífico, o medicamento não pode voltar a ser refrigerado e deve ser eliminado se não for utilizado. Antes da utilização, a seringa pré-cheia deve permanecer à temperatura ambiente durante 20 minutos e deve ser inspecionada visualmente para verificar a presença de partículas.

As agulhas e seringas usadas devem ser colocadas imediatamente num contentor para objetos cortantes e perfurantes. Não deite agulhas ou seringas soltas no lixo doméstico. Todos os medicamentos devem ser guardados fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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