Ginalgin

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Ginalgin

Forma selecionada

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ginalgin

Ginalgin: Visão Geral e Informações Rápidas

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Metronidazol (DCI) e Clorquinaldol (DCI)
Forma Farmacêutica Comprimidos vaginais (Forma farmacêutica sólida)
Classe Farmacológica Anti-infecioso/Antimicrobiano de associação
Via de Administração Local (Intravaginal)
Origem Sintética
Característica Distintiva Abordagem de dupla ação para cobertura local de largo espetro

O que é o Ginalgin e qual é a sua forma?

O Ginalgin é uma marca específica de um medicamento de associação formulado em comprimidos vaginais para administração local, desenvolvido para tratar uma vasta gama de infeções. Foi concebido para aplicação intravaginal, permitindo que o medicamento atue diretamente no local da infeção. Ao contrário dos medicamentos orais, esta estratégia de aplicação local é clinicamente reconhecida por otimizar a terapia antimicrobiana no local necessário. A forma de comprimido é uma característica distintiva, desenhada para se dissolver lentamente e libertar os seus agentes ao longo do tempo no meio afetado.

Que substâncias ativas contém o Ginalgin?

O Ginalgin contém duas substâncias ativas sintéticas distintas: o Metronidazol e o Clorquinaldol. É classificado como um produto de associação, unindo dois agentes para oferecer uma cobertura de largo espetro. O Metronidazol é amplamente reconhecido como um potente agente antimicrobiano nitroimidazol, enquanto o Clorquinaldol contribui com um espetro de atividade adicional, tendo sido historicamente utilizado como antisséptico tópico. Esta abordagem dupla é um fator diferenciador fundamental em relação a produtos com um único agente, tornando-o adequado para a gestão de condições onde a infeção possa ser causada por múltiplos tipos de agentes patogénicos.

Qual é o objetivo geral da sua ação?

O objetivo principal da ação do Ginalgin é a eliminação dos microrganismos prejudiciais que causam a infeção diretamente no local de aplicação. A atividade combinada antimicrobiana e antiprotozoária do medicamento visa eliminar a infeção subjacente. Ao remover com sucesso estes agentes patogénicos, o Ginalgin ajuda a aliviar o desconforto associado e auxilia na restauração de um equilíbrio mais saudável no ambiente afetado, oferecendo um passo fundamental para a recuperação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ginalgin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Ginalgin, um produto de associação para utilização vaginal contendo metronidazol e clorquinaldol, está associado a reações adversas tanto locais como sistémicas, decorrentes principalmente da absorção do metronidazol.

Reações Adversas e Categorização

Muitos dos efeitos secundários documentados estão formalmente classificados como de frequência desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis). As reações locais e comuns podem incluir irritação vaginal, prurido (comichão), ardor, corrimento e desconforto na zona pélvica. Os efeitos sistémicos comunicados incluem cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal, náuseas, vómitos, paladar metálico ou desagradável, tonturas e urina de cor escura.

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Reações Comunicadas
Sistema Nervoso Cefaleias, tonturas, parestesias (sensações anómalas), depressão, distúrbios do sono, confusão.
Gastrointestinal Desconforto abdominal, náuseas, vómitos, sabor metálico, diarreia, boca seca.
Geniturinário Irritação local, ardor, prurido vaginal, corrimento vaginal, alterações menstruais.

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

É possível a ocorrência de reações adversas neurológicas graves, particularmente as associadas ao componente metronidazol em outras formulações. Estas incluem crises convulsivas, encefalopatia, meningite assética e neuropatia periférica (dormência, formigueiro ou dor nas extremidades). O tratamento deve ser interrompido imediatamente se surgirem quaisquer sinais neurológicos anómalos. Adicionalmente, o componente clorquinaldol apresenta um aviso de que a utilização prolongada de doses elevadas pode causar distúrbios sensoriais e perturbações da visão (neuropatia ótica subaguda).

Restrições e Considerações Especiais

O consumo de bebidas alcoólicas é contraindicado durante o tratamento e durante, pelo menos, 24 a 72 horas após a dose final, devido ao risco de uma reação tipo dissulfiram (rubor, vómitos, náuseas, cefaleias).

O Ginalgin é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida às substâncias ativas ou a qualquer excipiente. É também contraindicado para uso concomitante com o fármaco dissulfiram.

O medicamento não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. A utilização durante a gravidez é aconselhada apenas se estritamente necessária. É necessária precaução em doentes com historial de insuficiência hepática grave ou doenças do Sistema Nervoso Central.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil oficial de sobredosagem do Ginalgin baseia-se na toxicidade sistémica documentada nas informações oficiais das suas substâncias ativas, essencialmente o Metronidazol. Qualquer suspeita de sobredosagem exige uma intervenção médica profissional imediata.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os sinais clínicos específicos que podem surgir após uma sobredosagem incluem efeitos gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos. Além disso, o perfil oficial do componente com atividade sistémica assinala efeitos no sistema nervoso central, especificamente a ataxia, que se caracteriza pela falta de coordenação de movimentos.

Desfechos Graves e Ações de Emergência

A sobredosagem está associada ao potencial de desfechos graves, incluindo manifestações neurológicas como crises convulsivas e o desenvolvimento de neuropatia periférica, manifestada por dormência ou parestesia. Dada a gravidade destes potenciais desfechos, é necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. A instrução consiste em contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência hospitalar.

A gestão da sobredosagem é descrita apenas como terapia sintomática e de apoio, uma vez que não se conhece um antídoto específico. O aparecimento de quaisquer sinais neurológicos anómalos exige uma avaliação médica célere e eventual monitorização hospitalar.

Usos terapêuticos de Ginalgin

O que o Ginalgin trata: Principais Utilizações e Benefícios

Gestão Focalizada de Sintomas e Condições

A área terapêutica central deste medicamento envolve o apoio anti-infecioso para condições vaginais. O Ginalgin é habitualmente utilizado para a gestão local de vaginites infeciosas causadas por microrganismos sensíveis. Isto pode envolver o tratamento de condições como a Vaginose Bacteriana (VB) e a infeção protozoária por Trichomonas vaginalis, tornando-o aplicável em contextos clínicos que apresentem padrões de sintomas agudos ou disruptivos.

O medicamento é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes, abordando a infeção subjacente. É aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional e pode auxiliar na gestão da presença microbiana responsável por episódios agudos de vaginite. Esta abordagem focalizada contribui para atenuar a carga sintomática global e apoia a paciente durante episódios difíceis, auxiliando na gestão do processo infecioso.

O Ginalgin é relevante para a gestão de agrupamentos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, particularmente os relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. É aplicado na abordagem de manifestações fundamentais, incluindo corrimento vaginal anómalo, odor desagradável e irritação localizada, como ardor e prurido (comichão). Isto pode proporcionar um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades quotidianas.

“O objetivo principal desta categoria terapêutica é gerir o processo infecioso e ajudar a atenuar sintomas acentuados, o que pode apoiar o conforto diário da paciente.”


Facto Rápido: Alívio para Agrupamentos de Sintomas O medicamento é relevante em cenários clínicos onde as pacientes experienciam múltiplos sintomas disruptivos relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, incluindo corrimento, odor e irritação.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ginalgin?

A elegibilidade populacional para o Ginalgin (Metronidazol e Clorquinaldol em comprimidos vaginais) é definida por critérios regulamentares oficiais, baseando-se principalmente nas contraindicações aos seus princípios ativos.

Estado de Elegibilidade População de Doentes e Condição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida ao Metronidazol, ao Clorquinaldol ou a outros medicamentos derivados do nitroimidazole.
Doentes que tenham tomado Dissulfiram nas últimas duas semanas ou que consumam álcool durante o tratamento ou nos três dias seguintes ao seu término.
Doentes com diagnóstico de Síndrome de Cockayne, devido ao risco de toxicidade hepática (hepatotoxicidade) grave.
Utilização Restrita Gravidez: Geralmente não recomendado no primeiro trimestre. A utilização no segundo e terceiro trimestres é condicional.
Amamentação: A utilização está associada à passagem do Metronidazol para o leite materno; pode ser recomendada a interrupção temporária do aleitamento.
Utilização Condicional Doentes com insuficiência hepática grave ou historial de doenças do Sistema Nervoso Central (ex.: crises convulsivas), exigindo precaução e monitorização cuidadosa.
Doentes com historial de discrásias sanguíneas ou que apresentem atualmente candidíase vaginal.
Não Estabelecido População Pediátrica: A segurança e eficácia não estão estabelecidas para utilização em raparigas que ainda não tenham atingido a menarca (primeira menstruação).

A elegibilidade está limitada a mulheres adultas para o tratamento local aprovado de infeções suscetíveis. O medicamento não deve ser utilizado em grupos com contraindicação absoluta, e a sua utilização é restrita em condições de saúde ou estados fisiológicos específicos, conforme documentado na rotulagem regulamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Este perfil descreve os riscos de interação oficialmente documentados, associados principalmente ao componente Metronidazol do Ginalgin, conforme detalhado na informação oficial de prescrição.


Restrições e Prazos de Interação

Classificação Substâncias Interagentes e Restrições Necessárias
Contraindicado Dissulfiram: A coadministração é proibida devido ao risco de reações psicóticas; é necessário um período de separação obrigatório de, pelo menos, duas semanas.
Restrição de Substância Álcool (Etanol/Propilenoglicol): O consumo é restrito durante a terapia e por um período específico após a dose final, tipicamente entre 24 a 72 horas, devido ao potencial de uma reação tipo dissulfiram.

Riscos de Exposição e Modificação

As interações com determinados produtos medicinais são classificadas oficialmente com base no seu efeito sobre as concentrações do fármaco:

A coadministração com Varfarina ou outros anticoagulantes derivados da cumarina está documentada como sendo capaz de potenciar o efeito anticoagulante, o que requer uma monitorização específica.

Agentes como a Cimetidina diminuem a depuração plasmática do Metronidazol através da inibição de enzimas metabólicas, levando a um aumento da exposição sistémica e ao prolongamento da semivida. Da mesma forma, os níveis de Lítio são oficialmente reportados como tornando-se elevados, aumentando o risco de toxicidade.

Inversamente, indutores das enzimas hepáticas, como a Fenitoína ou o Fenobarbital, estão documentados como aceleradores da eliminação do Metronidazol, resultando em concentrações plasmáticas reduzidas.

Uma restrição específica para certas populações aplica-se a doentes com Doença Hepática Grave, nos quais a redução da depuração do agente ativo resulta na sua acumulação e num risco acrescido de interação.

Mecanismo de ação

Bioativação e Destruição Direcionada do ADN

Este domínio abrange a ação do Metronidazol, um pró-fármaco cujo mecanismo é altamente específico. A molécula penetra nos organismos sensíveis, como anaeróbios e protozoários, onde é reduzida por proteínas de baixo potencial de oxirredução (como a ferredoxina) para formar um potente anião radical nitroso citotóxico. Este radical ataca e fragmenta diretamente o ADN microbiano, levando à cessação irreversível da replicação e da síntese. O efeito fisiológico resultante é a destruição seletiva (bactericida/antiprotozoária) de organismos que dependem desta via metabólica específica.


Disrupção Celular e Metabólica de Largo Espetro

Este domínio descreve a ação antisséptica não seletiva do Clorquinaldol. Este atua através de duas vias principais: primeiro, funcionando como um agente quelante para remover iões metálicos essenciais das enzimas microbianas, inibindo múltiplas vias metabólicas; e segundo, ao interromper diretamente a integridade estrutural e a permeabilidade da membrana celular microbiana. Este ataque duplo conduz a uma falha celular e metabólica geral, produzindo um efeito citotóxico alargado contra várias formas microbianas, incluindo bactérias e fungos.


Sinergia Mecanística e Limites Ambientais

A combinação da fragmentação do ADN pelo Metronidazol com a disrupção enzimática e membranar do Clorquinaldol resulta em alvos moleculares diversificados, o que alarga mecanicamente o espetro de classes de microrganismos sensíveis. No entanto, esta ação está sujeita ao constrangimento ambiental do Metronidazol, em que a presença local de oxigénio compete com a via de ativação do fármaco, reduzindo a eficácia da componente direcionada aos microrganismos anaeróbios.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Ginalgin, um medicamento de associação formulado como um comprimido vaginal, é regida por princípios relativos à sua via local, dose padronizada e duração fixa. O produto contém 250 mg de Metronidazol e 100 mg de Clorquinaldol por unidade.

Via de Administração e Posologia

O método aprovado é a via local intravaginal, utilizando o comprimido conforme fornecido para aplicação direta. O regime padrão para adultos envolve a aplicação de um comprimido uma vez ao dia, um esquema concebido para manter níveis terapêuticos locais consistentes. Esta administração é preferencialmente realizada à noite ou antes de deitar, de forma a promover a retenção e a ação local, conforme descrito na informação oficial de prescrição.

Duração e Condições Especiais

As instruções oficiais estabelecem uma duração de tratamento fixa e completa, tipicamente um ciclo de 10 dias. Constitui um procedimento indicado completar o ciclo total conforme prescrito, mesmo que a condição pareça alterar-se antes do último dia.

A administração está sujeita a restrições temporais: o tratamento deve, geralmente, ser iniciado dois a quatro dias após o fim da menstruação, e a utilização do comprimido é tipicamente evitada durante o próprio ciclo menstrual. O medicamento não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade. No caso de esquecimento de uma aplicação, a instrução consiste em administrar o comprimido assim que possível, a menos que a aplicação seguinte esteja iminente, caso em que a aplicação esquecida deve ser ignorada para evitar uma dose dupla.

Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Ginalgin

Evidência para utilização na Vaginose Bacteriana (VB)

A investigação que explora a utilização do Ginalgin (associação de metronidazol e clorquinaldol em comprimidos vaginais) para a Vaginose Bacteriana (VB) baseia-se principalmente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e estudos que incluíram outros grupos observacionais de tratamento. Estes ensaios centraram-se em períodos de maior atividade sintomática em mulheres adultas não grávidas. Os investigadores analisaram a evolução dos sintomas nas populações observadas, monitorizando os resultados comunicados pelas doentes relativamente ao desconforto percecionado, tais como o odor e o corrimento anómalo. Foram também acompanhados os resultados microbiológicos para quantificar alterações no ambiente bacteriano subjacente.

Estes estudos focaram-se em alterações a curto prazo, avaliando geralmente o período inicial após a conclusão do ciclo de tratamento. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos às medições de resultados clínicos e microbiológicos predefinidos. Alguns estudos também exploraram padrões observados quando a associação foi comparada com o metronidazol isolado ou com outras terapias anti-infeciosas, fornecendo contexto, mas não previsões individuais sobre a abordagem terapêutica.

Investigação em Infeções Vaginais Mistas e Vaginites Infeciosas Gerais

A investigação também analisou o Ginalgin no contexto de condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. Estas investigações baseiam-se frequentemente em estudos clínicos de pequena escala e em contextos observacionais. Nestes contextos, os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico global e dados comunicados pelas doentes que descrevem alterações episódicas ou agudas. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, com resultados que indicaram variações nos sintomas localizados em algumas populações observadas. No entanto, a evidência derivada destes contextos apresenta frequentemente amostras reduzidas, o que significa que a qualidade da evidência varia entre os estudos e o grau de certeza permanece baixo quando comparado com os estudos bem definidos para a VB.

Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

Os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Os períodos de acompanhamento foram limitados na maior parte dos dados disponíveis. Foram notados padrões de recorrência na maioria dos tratamentos para a VB incluídos na investigação, e os efeitos a longo prazo para esta associação específica não se encontram totalmente estabelecidos. A base de evidência assenta no perfil de atividade documentado do metronidazol, o que significa que o contributo pleno e independente do componente clorquinaldol para os padrões observados não está ainda totalmente demonstrado.

Os estudos clínicos focaram-se essencialmente num grupo demográfico específico: mulheres adultas sintomáticas e não grávidas. Consequentemente, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. A investigação que explora a utilização do Ginalgin em populações grávidas ou em adolescentes não está totalmente estabelecida nos principais estudos de avaliação clínica disponíveis. Os dados ainda estão a surgir e a certeza científica permanece baixa nestas áreas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ginalgin (FAQ)


P: Qual é a principal doença ou condição tratada pelo Ginalgin?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o Ginalgin está indicado para o tratamento local de certas infeções vaginais. Estas condições são geralmente causadas por microrganismos sensíveis aos princípios ativos do medicamento, tais como bactérias anaeróbias e protozoários.


P: O Ginalgin é considerado um medicamento sujeito a receita médica ou de venda livre?

R: O Ginalgin é classificado como um Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM). Esta classificação deve-se aos princípios ativos que contém e à necessidade de acompanhamento médico para a sua correta utilização e administração.


P: O Ginalgin causa habitualmente aumento ou perda de peso?

R: As alterações de peso não constam como efeitos secundários comuns listados nos documentos oficiais do produto. No entanto, a absorção sistémica de um dos componentes ativos foi associada, em casos raros, a relatos de perda de apetite, o que poderá resultar numa perda de peso.


P: É considerado normal sentir tonturas ou vertigens após iniciar o Ginalgin?

R: As tonturas são um efeito secundário sistémico documentado do Ginalgin, ocorrendo devido à absorção parcial dos seus princípios ativos pelo organismo. As fontes oficiais classificam esta ocorrência como uma possível reação adversa. As doentes que experienciem este sintoma devem monitorizar a sua evolução.


P: O Ginalgin afeta o fígado ou os rins?

R: Os avisos regulamentares mencionam que o Ginalgin pode estar contraindicado ou exigir precaução especial em doentes com historial de doença hepática grave (insuficiência hepática). Embora a doença renal não seja uma contraindicação primária para a aplicação local, a utilização sistémica do agente ativo requer cautela em caso de compromisso renal.


P: O Ginalgin pode causar alterações de humor ou aumentar a ansiedade?

R: Os relatos de reações adversas que afetam o sistema nervoso incluem sintomas como depressão, confusão e distúrbios do sono. Embora estes efeitos neurológicos estejam documentados, a ansiedade ou alterações gerais de humor não estão especificamente listadas como eventos adversos primários na informação oficial do produto.


P: O Ginalgin causa frequentemente sonolência ou fadiga?

R: Foram comunicadas reações adversas sistémicas como tonturas, distúrbios do sono e fadiga associadas ao uso de Ginalgin. Os documentos oficiais categorizam estes efeitos como reações possíveis que podem ocorrer, embora não sejam necessariamente comuns.


P: O Ginalgin pode ser administrado em jejum?

R: O Ginalgin é um comprimido vaginal destinado exclusivamente a uso local, intravaginal. Por esse motivo, as instruções relativas à ingestão de alimentos, como a administração em jejum, não são aplicáveis ao seu método correto de utilização.


P: É importante aplicar o Ginalgin exatamente à mesma hora todos os dias?

R: O Ginalgin é prescrito para utilização uma vez ao dia, preferencialmente à noite ou antes de deitar. Recomenda-se geralmente que a aplicação seja feita aproximadamente à mesma hora todos os dias para ajudar a manter níveis terapêuticos locais constantes.


P: É seguro utilizar Ginalgin antes de conduzir ou operar máquinas?

R: Os princípios ativos do Ginalgin têm o potencial de causar efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas, confusão e perturbações visuais. A informação oficial do produto refere que a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode estar comprometida caso a doente apresente estes efeitos.


P: O Ginalgin interage com analgésicos comuns de venda livre, como o paracetamol ou o ibuprofeno?

R: As listas oficiais de interações focam-se principalmente em medicamentos sujeitos a receita médica e não incluem, habitualmente, analgésicos comuns de venda livre como o paracetamol ou o ibuprofeno. É fundamental que as doentes informem o médico sobre todos os medicamentos que estejam a utilizar, incluindo produtos sem receita médica.


P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante o tratamento com Ginalgin?

R: O consumo de álcool é estritamente proibido e deve ser evitado durante a terapia e por um período determinado (tipicamente 24 a 72 horas) após a última dose, devido ao risco de uma reação grave do tipo dissulfiram. Os documentos oficiais não especificam restrições quanto a alimentos comuns.


P: O Ginalgin pode afetar a eficácia dos contracetivos orais (pílula)?

R: Considera-se improvável que um dos agentes ativos do Ginalgin reduza a eficácia da maioria dos contracetivos hormonais. Contudo, devido à existência de diferentes orientações oficiais, algumas autoridades recomendam que as doentes considerem a utilização de um método contracetivo de barreira adicional.


P: O Ginalgin pode ser utilizado com segurança durante a amamentação?

R: A aplicação vaginal local resulta numa exposição sistémica reduzida aos princípios ativos em comparação com a via oral. As orientações oficiais indicam que um dos componentes, o metronidazol, é geralmente considerado seguro durante o aleitamento de um lactente saudável e nascido a termo, mas recomenda-se cautela e monitorização.


P: O Ginalgin é considerado seguro para utilização na população idosa?

R: Os documentos oficiais indicam que, habitualmente, não é necessário um ajuste posológico específico para o Ginalgin quando prescrito a idosos. O regime padrão para adultos é geralmente aplicável.


P: Onde posso encontrar resumos da evidência científica de ensaios clínicos sobre o Ginalgin?

R: Os resumos dos ensaios clínicos e da evidência científica podem ser consultados nos documentos regulamentares, como o Resumo das Características do Medicamento (RCM). Esta informação está também, frequentemente, disponível em bases de dados governamentais de investigação em saúde.


P: O que deve ser feito em caso de suspeita de sobredosagem de Ginalgin?

R: Na eventualidade de suspeita de sobredosagem de Ginalgin, os documentos oficiais indicam que é necessário contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou procurar assistência médica de emergência.


P: Existe algum efeito conhecido do Ginalgin na fertilidade?

R: Não existe evidência clara em humanos que sugira que o Ginalgin, quando utilizado conforme as instruções e pela duração prescrita, reduza a fertilidade. No entanto, estudos em animais com doses sistémicas elevadas de um dos princípios ativos demonstraram alguns potenciais efeitos adversos.


P: Qual é a classificação de segurança do Ginalgin?

R: O medicamento é frequentemente classificado pelo risco associado aos seus princípios ativos, particularmente no que respeita à utilização durante a gravidez. As diretrizes oficiais aconselham a utilização de Ginalgin durante a gestação apenas se for estritamente necessário ou se o benefício clínico superar o risco potencial.

Como Ginalgin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Ginalgin

O armazenamento e a eliminação do Ginalgin (Metronidazol e Clorquinaldol em comprimidos vaginais) devem cumprir rigorosamente as condições estabelecidas na rotulagem oficial, de forma a preservar a qualidade e a segurança do produto.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura inferior a 30°C; não congelar.
Proteção Manter na embalagem original, bem fechada, protegida da luz e da humidade.
Segurança O medicamento deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado em conformidade com os regulamentos e procedimentos locais. Não deve deitar os comprimidos vaginais na sanita nem os despejar no lava-loiça, a menos que existam instruções específicas das autoridades locais nesse sentido. Caso não esteja disponível um programa de retoma de medicamentos, deve seguir a orientação geral de misturar o medicamento com uma substância indesejável (como borras de café) antes de o descartar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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