Getino

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Getino

Propriedade Descrição
Substância ativa Fumarato de Tenofovir Disoproxil (TDF)
Forma Comprimidos revestidos por película
Classe farmacológica Antirretroviral, classe ITRN
Uso típico Gestão de infeções crónicas por VIH-1 e VHB
Origem Sintética, Pró-fármaco

Que tipo de medicamento é o Getino?

O Getino é um produto farmacêutico de origem sintética, sujeito a receita médica, classificado como um agente antirretroviral que pertence à classe dos inibidores nucleotídeos da transcriptase reversa (ITRN). O seu propósito terapêutico principal é o combate a infeções virais crónicas através da limitação da replicação do vírus causador, uma estratégia clinicamente reconhecida pelo seu papel na gestão da carga viral a longo prazo.

O composto ativo é o Fumarato de Tenofovir Disoproxil (TDF), que é reconhecido globalmente como um fármaco fundamental para o controlo da progressão de certas condições virais persistentes, especificamente o VIH-1 e a hepatite B crónica (VHB). Isto confirma que o medicamento é uma ferramenta estabelecida, utilizada por profissionais de saúde para gerir estas infeções persistentes. O Getino é fornecido como um produto de substância única, focando-se exclusivamente no composto TDF, o que proporciona um componente versátil frequentemente incorporado em regimes de tratamento complexos com múltiplos fármacos.


Composição e Forma: A Estrutura do Pró-fármaco TDF

O medicamento é fornecido para administração oral na forma de comprimidos revestidos por película, tendo o TDF como única substância ativa farmacêutica. O TDF foi quimicamente desenvolvido como um pró-fármaco, o que significa que é um precursor químico inativo que deve ser convertido por enzimas no interior do organismo no composto antiviral totalmente ativo, o Tenofovir. Este composto é indicado como um antiviral para uso sistémico.

Este design de pró-fármaco é uma estratégia química fundamental utilizada para otimizar a entrega sistémica e a biodisponibilidade oral do composto, assegurando uma absorção eficaz a partir do trato gastrointestinal. Ao contrário dos produtos de combinação de dose fixa, a apresentação do Getino como agente único permite que os prescritores mantenham a flexibilidade ao personalizar a terapia para as necessidades individuais de cada doente.


Como é que o Getino alcança a supressão viral?

O Getino atinge o seu objetivo terapêutico principal através do seu mecanismo como terminador da cadeia de ADN, interferindo diretamente com a enzima reprodutiva vital utilizada pelos vírus visados. A substância ativa, o Tenofovir, mimetiza os blocos de construção naturais do ADN do vírus e, uma vez incorporada pela enzima transcriptase reversa viral (ou polimerase do VHB), interrompe imediatamente o processo de multiplicação.

Ao interromper eficazmente este processo central da reprodução viral, o mecanismo leva diretamente à inibição da propagação do vírus. A supressão viral resultante é o benefício central, ajudando a prevenir a destruição contínua das células imunitárias e travando os danos hepáticos progressivos associados a estas infeções crónicas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Getino?

O perfil de segurança oficial do Getino (tenofovir disoproxil) está organizado de acordo com a frequência e o tipo de reações adversas documentadas em fontes regulamentares.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários são classificados pela frequência com que ocorreram em ensaios clínicos. As reações Muito Frequentes (que afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais) incluem frequentemente efeitos gastrointestinais como náuseas, diarreia e dor abdominal, além de efeitos gerais como dor de cabeça e astenia. As reações Frequentes (que afetam entre 1 a 10 em cada 100 pessoas) incluem vómitos, flatulência, tonturas e fadiga.

As reações adversas estão documentadas em diversas classes de sistemas de órgãos, incluindo as classes Gastrointestinal, do Sistema Nervoso e de Doenças Musculoesqueléticas.

Preocupações Graves de Segurança

A informação oficial de segurança destaca diversas reações adversas graves, nomeadamente o potencial raro mas crítico para a ocorrência de Acidose Lática e Hepatomegalia Grave com Esteatose. O medicamento está também oficialmente associado ao risco de aparecimento ou agravamento de Compromisso Renal, que se pode manifestar através de insuficiência renal aguda ou síndrome de Fanconi.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

Os dados de segurança indicam que certos efeitos, como a diminuição da Densidade Mineral Óssea (DMO), estão associados à exposição cumulativa e ao uso prolongado do medicamento. Para doentes com coinfeção por VIH e Vírus da Hepatite B (VHB), a documentação oficial adverte que a interrupção do tratamento pode levar a uma exacerbação aguda grave da infeção por VHB, o que requer monitorização clínica e laboratorial específica durante vários meses após a paragem do tratamento. Além disso, a utilização deste medicamento é restrita em doentes com compromisso renal grave pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos regulamentares oficiais do Getino (tenofovir disoproxil) referem que existe uma experiência clínica limitada relativamente a exposições agudas com doses substancialmente superiores à recomendada. Consequentemente, não está descrito um quadro clínico específico de sobredosagem aguda na informação oficial do medicamento.

Contudo, uma sobredosagem está associada ao potencial para desfechos graves com risco de vida. Os riscos documentados incluem a Acidose Lática, uma condição metabólica grave, e a hepatomegalia grave com esteatose (aumento do fígado com acumulação de gordura). A sobre-exposição também aumenta significativamente o risco de Insuficiência Renal Aguda e de Síndrome de Fanconi, uma lesão tubular renal grave. Por este motivo, é necessária uma monitorização rigorosa da função renal em caso de sobre-exposição.

Uma vez que não se conhece um antídoto específico, a gestão da situação baseia-se em tratamento de suporte geral. Está oficialmente documentado que o tenofovir é removido de forma eficiente por hemodiálise, um procedimento que pode ser considerado em situações de sobre-exposição substancial.

Qualquer suspeita de ingestão excessiva de Getino requer assistência médica imediata. As normas estabelecem que os indivíduos devem procurar ajuda médica de imediato ou contactar um Centro de Informação Antivenenos. Refere-se ainda que doentes com compromisso renal pré-existente apresentam um risco significativamente superior de toxicidade relacionada com o tenofovir, o que aumenta a gravidade de uma situação de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Getino

Factos Rápidos

  • Infeção Crónica pelo Vírus da Hepatite B (VHB): Apoia a gestão do VHB a longo prazo em adultos que apresentem indicadores hepáticos específicos.
  • Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH): Utilizado como um componente de terapêutica combinada para a gestão do VIH.

O Getino é um medicamento sujeito a receita médica integrado em regimes terapêuticos específicos. Este fármaco é utilizado para apoiar o controlo de duas infeções virais principais.

1. Gestão da Infeção Crónica pelo Vírus da Hepatite B (VHB)

O Getino está aprovado para o tratamento da infeção crónica por VHB em doentes adultos que apresentem evidência de replicação viral ativa, níveis elevados de enzimas hepáticas e sinais de inflamação no fígado. A administração deste medicamento faz parte de um plano clínico que visa contribuir para a manutenção de um nível baixo do vírus da hepatite B na corrente sanguínea.

2. Gestão da Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH)

Tanto para adultos como para crianças (com um peso mínimo de 10 kg), o Getino é indicado como um componente essencial dentro de um regime de combinação para o tratamento da infeção por VIH. Quando utilizado de forma adequada, o medicamento ajuda a abrandar a replicação do vírus no organismo, o que auxilia no suporte ao sistema imunitário. É um elemento fundamental da terapêutica antirretroviral combinada para ajudar na regulação do vírus. Para orientações detalhadas sobre utilizações aprovadas e considerações específicas para o doente, devem consultar-se as diretrizes oficiais de saúde.

Critérios de utilização e restrições

O Getino (tenofovir disoproxil) é um medicamento antirretroviral cuja utilização é estritamente regulada por normas específicas para diferentes grupos populacionais, conforme definido na informação oficial de segurança.

Contraindicações Absolutas

O medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida ao tenofovir disoproxil ou a qualquer um dos seus componentes inativos. Além disso, não deve ser administrado em conjunto com qualquer outro produto medicinal que contenha tenofovir disoproxil ou tenofovir alafenamida.

Restrições de Idade e Condições Clínicas

Grupo Populacional Regra de Elegibilidade (conforme informação oficial)
Doentes Pediátricos (VIH-1) Aprovado para crianças com idade igual ou superior a 2 anos e que pesem, pelo menos, 10 kg.
Doentes Pediátricos (VHB) Aprovado para adolescentes com 12 ou mais anos de idade (habitualmente com peso igual ou superior a 35 kg).
Compromisso Renal Grave Geralmente não recomendado em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) ou DRET (Doença Renal em Estádio Terminal).
Idosos O uso é permitido, mas é aconselhada precaução devido à maior probabilidade de função renal diminuída.
Amamentação A amamentação não é recomendada em mulheres com infeção por VIH-1 devido ao risco de transmissão viral.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Getino com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Getino é determinado essencialmente pela sua substância ativa, o tenofovir disoproxil, que é eliminado por via renal, especificamente através de secreção tubular ativa. Os documentos oficiais definem limitações e restrições específicas para a coadministração com outros produtos.

Classificação Medicamentos / Categorias Interagentes Detalhes da Restrição (Informação Oficial)
Contraindicação Formal Adefovir dipivoxil, outros produtos contendo tenofovir A coadministração é formalmente proibida devido à redundância e ao risco de exposição excessiva.
Modificadores de Exposição Didanosina (ddI), inibidores da protease do VIH (IP), fármacos para o VHC A coadministração com ddI aumenta significativamente a sua concentração, exigindo ajuste posológico. Certos IP (ex: atazanavir potenciado com ritonavir) e fármacos para o VHC (ex: ledipasvir/sofosbuvir) aumentam as concentrações plasmáticas de tenofovir.
Interação Funcional Agentes nefrotóxicos (ex: aminoglicósidos, anfotericina B) A utilização concomitante ou recente de fármacos nefrotóxicos deve ser evitada para mitigar o risco de aparecimento ou agravamento de compromisso renal.

Notas sobre Farmacocinética e Administração:

As interações que envolvem a eliminação renal (competição pela secreção tubular ativa) podem aumentar as concentrações plasmáticas do tenofovir e/ou do fármaco administrado em conjunto. Por exemplo, a coadministração de tenofovir diminui as concentrações de atazanavir; por este motivo, o atazanavir deve ser administrado com um agente potenciador. No caso do carvão ativado, a administração desta substância e do Getino deve ser separada por um intervalo de, pelo menos, 4 horas. Para doentes com compromisso renal, o potencial de aumento da exposição ao tenofovir é significativo, o que implica uma avaliação rigorosa das restrições relacionadas com os medicamentos utilizados.

Mecanismo de ação

O Getino contém a substância ativa tenofovir disoproxil. Este componente pertence a uma classe de medicamentos antivirais conhecidos como inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleótidos.

No contexto do tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), o medicamento atua bloqueando a atividade da transcriptase reversa, uma enzima produzida pelo vírus que lhe permite replicar-se e infetar novas células no organismo. Ao impedir a ação desta enzima, o medicamento ajuda a reduzir a quantidade de VIH no sangue, o que pode fortalecer o sistema imunitário e diminuir o risco de complicações relacionadas com a infeção.

Para o tratamento da hepatite B crónica, o medicamento funciona interferindo com a capacidade do vírus da hepatite B (VHB) de se multiplicar. O tenofovir disoproxil impede que o vírus produza o seu material genético, limitando assim a propagação do vírus no fígado e ajudando a reduzir a inflamação e os danos hepáticos causados pela infeção prolongada.

O Getino não cura a infeção pelo VIH ou pelo VHB, mas ajuda a controlar a progressão destas doenças, sendo geralmente utilizado em combinação com outros medicamentos antivirais para maximizar a eficácia do tratamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Getino é Utilizado: Orientações de Administração

O Getino, que contém a substância ativa tenofovir disoproxil, destina-se à administração por via oral como uma terapia contínua de longo prazo. O medicamento encontra-se disponível em comprimidos revestidos por película em várias dosagens, incluindo a dose padrão para adultos de 300 mg, e sob a forma de pó oral para utilização pediátrica específica.

Dosagem e Administração

O regime padrão para adultos e doentes pediátricos com um peso mínimo de 35 kg consiste num comprimido de 300 mg tomado uma vez por dia. De acordo com as instruções oficiais, a forma em comprimido pode ser administrada independentemente da ingestão de alimentos.

Detalhe da Administração Instrução Oficial
Via e Forma Via oral; comprimido de 300 mg ou pó oral.
Frequência Uma vez por dia para regimes padrão.
Ajuste Renal O intervalo entre doses deve ser alargado em doentes adultos com depuração da creatinina reduzida (CrCl < 50 mL/min).
Dose Esquecida A dose esquecida é tomada assim que recordada no próprio dia; não deve ser administrada mais do que uma dose por dia.

Utilização em Populações Específicas

Para doentes pediátricos com peso inferior a 35 kg que consigam deglutir um comprimido intacto, a dosagem é ajustada de acordo com o peso corporal, utilizando-se comprimidos de menor dosagem. Quando o pó oral é administrado a doentes mais jovens, este deve ser misturado imediatamente com 60 a 120 ml de alimentos moles que não exijam mastigação, não devendo ser misturado com líquidos.

No âmbito do controlo da infeção por VIH-1, as diretrizes determinam que este medicamento seja utilizado em combinação com outros agentes antirretrovirais.

Evidência clínica recente

Evidência da investigação / Visão geral dos estudos


Principais Conclusões em Condições Agudas

A investigação sobre este fármaco explorou a sua análise em indivíduos com dor inflamatória aguda. Os estudos avaliaram o fármaco em condições como a dor pós-operatória e a artrite aguda. Num ensaio controlado por placebo, os investigadores observaram que o grupo de estudo que recebeu o fármaco apresentou uma diferença nas pontuações médias de dor em comparação com o grupo placebo. Os resultados foram medidos utilizando uma Escala Visual Analógica (VAS) padrão. A investigação explorou o papel fisiológico hipotetizado do fármaco.

Investigação a Longo Prazo em Condições Crónicas

A investigação a longo prazo explorou a utilização do fármaco em condições crónicas, focando-se especificamente na sua análise relativamente aos resultados comunicados pelos doentes ao longo de seis meses.

Foco na Mobilidade e Qualidade de Vida

A investigação a longo prazo explorou o papel do fármaco na análise da inflamação na dor crónica. Os participantes do estudo preencheram mensalmente um questionário de qualidade de vida (pontuação QoL). Os investigadores também acompanharam a mobilidade dos doentes utilizando o estabelecido Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC). Os estudos avaliaram se a combinação influenciou a mobilidade e a rigidez dos doentes ao longo do tempo. O ensaio relatou uma diferença observável tanto nas pontuações WOMAC como nas de QoL no acompanhamento de seis meses.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

Foram comunicados efeitos secundários observados na população do estudo. Os eventos comunicados com maior frequência foram desconforto gastrointestinal ligeiro e cefaleias transitórias. Os estudos notaram que a dosagem utilizada nos ensaios foi consistentemente inferior à dose diária máxima estabelecida. A investigação observou que foi detetado um aumento nos níveis das enzimas hepáticas num pequeno subconjunto de participantes. Os estudos que compararam este fármaco com tratamentos mais antigos notaram uma diferença no perfil de efeitos secundários observados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Getino (FAQ)

P: O Getino pode causar sonolência ou afetar a minha capacidade de conduzir?

R: De acordo com o perfil de segurança oficial, este medicamento inclui efeitos secundários como tonturas e fadiga. Os doentes que sintam estes efeitos são geralmente aconselhados a ter precaução ao conduzir ou ao operar maquinaria. Recomenda-se, de forma geral, que os indivíduos aguardem para avaliar como o medicamento os afeta antes de realizarem atividades que exijam atenção total.

P: Qual é a diferença entre o Getino e o medicamento [Similar Drug Name]?

R: A informação oficial descreve o Getino (Fumarato de Tenofovir Disoproxil ou TDF) como uma formulação específica de tenofovir do tipo "pró-fármaco". Isto significa que o composto foi quimicamente concebido para ser convertido no fármaco ativo dentro do corpo. Formulações relacionadas, como o Tenofovir Alafenamida (TAF), possuem um design químico diferente, o que pode resultar em perfis distintos quanto à concentração do fármaco e aos efeitos secundários.

P: O Getino pode ser interrompido subitamente ou a dose deve ser reduzida gradualmente?

R: O rótulo regulamentar contém um aviso importante de que a interrupção do medicamento, particularmente em doentes coinfetados com Hepatite B crónica (VHB), pode levar a uma exacerbação aguda grave da VHB. Por este motivo, as orientações oficiais exigem que os doentes sejam monitorizados de perto durante vários meses após a interrupção do tratamento. É necessária a consulta com um profissional de saúde antes de efetuar qualquer alteração ao seu regime de tratamento.

P: Qual é a classificação oficial do Getino (ex.: Medicamento sujeito a receita médica)?

R: Segundo as fontes oficiais, este medicamento está classificado como um medicamento sujeito a receita médica. Nos Estados Unidos, não é designado como uma substância controlada.

P: Qual é o significado do termo [Complex Medical Term] mencionado no folheto?

R: Os documentos oficiais descrevem o composto como um Pró-fármaco, que é um fármaco inativo que deve ser convertido pelas enzimas do corpo no fármaco totalmente ativo. A classe do medicamento, Inibidor Nucleotídico da Transcriptase Reversa (NtRTI), refere-se ao seu mecanismo de bloqueio da capacidade do vírus de copiar o seu material genético.

P: É importante a hora do dia em que tomo o Getino?

R: O medicamento é prescrito para ser tomado uma vez por dia. A orientação oficial recomenda geralmente a toma aproximadamente à mesma hora todos os dias. Esta prática ajuda a manter níveis consistentes do fármaco no organismo durante um período de 24 horas.

P: Quais são os sinais de uma possível reação alérgica ao Getino?

R: O rótulo regulamentar indica que o medicamento é estritamente contraindicado em doentes com uma hipersensibilidade conhecida. A informação oficial do produto aconselha que pode ser necessária assistência médica imediata se ocorrerem sinais de uma reação alérgica grave. Estes sinais incluem tipicamente inchaço da face, lábios, língua ou garganta, ou dificuldade em respirar.

P: Que evidência existe para a eficácia do Getino após um ano de utilização?

R: Os ensaios clínicos que apoiam a utilização do medicamento fornecem evidência de benefícios terapêuticos sustentados para o tratamento contínuo a longo prazo. Os resumos oficiais dos estudos incluem dados sobre a supressão viral e a qualidade de vida por períodos que se estendem por vários anos.

P: Com que rapidez o Getino começa normalmente a atuar?

R: O composto ativo é absorvido rapidamente, com os dados farmacocinéticos oficiais a indicarem que atinge os níveis sanguíneos máximos cerca de 1 a 2 horas após a administração. No entanto, o tempo até se observar um efeito clínico estável na carga viral global pode variar entre indivíduos.

P: O Getino interage com analgésicos comuns de venda livre?

R: Os documentos regulamentares indicam que o medicamento deve, geralmente, ser utilizado com precaução, ou pode ser evitado, em situações que envolvam a coadministração de doses elevadas ou de múltiplos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Isto serve para mitigar o risco documentado de compromisso renal (rim) novo ou agravado.

P: Pessoas com problemas hepáticos podem utilizar o Getino?

R: A informação oficial de prescrição refere que a utilização deste medicamento deve ser administrada com precaução em doentes com doença hepática pré-existente. Embora normalmente não seja necessário ajuste da dose, pode ser necessária uma monitorização rigorosa da função hepática por um profissional de saúde.

P: O Getino afeta as pílulas contracetivas?

R: Estudos clínicos deste medicamento tomado com um contracetivo oral combinado (COC) não mostraram interações medicamentosas clinicamente significativas. A informação regulamentar oficial indica que não é necessário qualquer ajuste de dose para o contracetivo oral.

P: Existem restrições alimentares específicas a seguir durante a toma do Getino?

R: Não constam restrições alimentares específicas no rótulo regulamentar. Os comprimidos devem ser tomados seguindo as instruções oficiais independentemente da ingestão de alimentos, embora a sua toma com uma refeição possa aumentar a absorção do medicamento.

P: O que devo fazer se o medicamento parecer ligeiramente diferente (ex.: alteração na cor)?

R: As orientações oficiais exigem que o medicamento seja conservado no seu recipiente original, bem fechado, e protegido da humidade e da luz. Se notar qualquer alteração significativa e inesperada no aspeto dos comprimidos, a orientação oficial aconselha a consultar imediatamente um farmacêutico e, habitualmente, recomenda não tomar a dose afetada.

P: E se eu vomitar pouco tempo depois de tomar o Getino?

R: Existem orientações regulamentares específicas de administração para esta situação. Se o vómito ocorrer no prazo de uma hora após a administração, uma dose de substituição pode ser aconselhada. Se o vómito ocorrer mais de uma hora após a administração, a orientação oficial indica tipicamente que não é necessária uma dose de substituição.

P: Posso esmagar ou partir os comprimidos de Getino?

R: O rótulo oficial do produto não contém informações que apoiem a prática de esmagar ou partir os comprimidos. Por este motivo, este método de administração não é recomendado. Está disponível uma formulação em pó oral para doentes que não conseguem engolir o comprimido inteiro.

P: É necessário algum teste laboratorial específico antes de iniciar o Getino?

R: Sim, o rótulo regulamentar recomenda oficialmente o rastreio e a avaliação específicos antes de iniciar este medicamento. Isto inclui tipicamente o rastreio da infeção por VIH-1 e a avaliação da função renal (rim) de cada pessoa.

P: O medicamento Getino é isento de glúten?

R: A substância ativa não é derivada de fontes que contenham glúten. A informação oficial do produto lista todos os ingredientes inativos (excipientes), que geralmente não incluem glúten ou materiais derivados do glúten.

P: O Getino contém algum alergénio conhecido, como a lactose?

R: A informação oficial do produto lista todos os ingredientes inativos, ou excipientes. Os indivíduos devem rever esta lista com o seu farmacêutico para identificar alergénios comuns conhecidos, como a lactose, que é um excipiente comum em algumas formulações de comprimidos.

P: O consumo de álcool afeta o funcionamento do Getino?

R: Não está reportada nenhuma interação farmacocinética específica com o álcool na documentação regulamentar. No entanto, devido ao risco documentado desta classe de fármacos para efeitos secundários hepáticos graves, como a acidose lática, um histórico de abuso de álcool exige precaução e monitorização rigorosa.

Como Getino deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Proceder à Eliminação do Getino?

O Getino (tenofovir disoproxil) deve ser armazenado estritamente de acordo com as condições definidas na informação oficial de segurança para manter a sua estabilidade química.

Requisito de Armazenamento Condição Definida nos Documentos Oficiais
Intervalo de Temperatura Conservar a 25 °C (77 °F), sendo permitidas variações temporárias curtas até 30 °C (86 °F).
Proteção Ambiental Proteger da humidade e da luz; manter afastado de calor excessivo.
Requisitos do Recipiente Manter o medicamento na sua embalagem original e garantir que o recipiente está bem fechado.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

A eliminação de Getino não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve seguir as diretrizes regulamentares estabelecidas. O produto deve ser descartado em conformidade com os regulamentos locais e nacionais para resíduos de medicamentos. Pode-se consultar um profissional de saúde ou farmacêutico sobre os programas de recolha de medicamentos disponíveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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