Fusidic acid

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Fusidic acid

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fusidic acid

O que é o Ácido Fusídico?

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ácido fusídico / Fusidato de sódio
Formas farmacêuticas Creme, Pomada, Comprimidos, Injeção, Gotas oftálmicas
Classe farmacológica Antibiótico / Agente Antimicrobiano Esteroide
Objetivo comum Gestão de infeções bacterianas
Origem Produto Natural (Derivado de Fusidium coccineum)

Que Tipo de Medicamento é o Ácido Fusídico?

O ácido fusídico é um agente antimicrobiano potente e um antibiótico utilizado para gerir infeções causadas por bactérias suscetíveis. É classificado como um antibiótico esteroide único pertencente ao grupo das fusidanas. Esta classificação é clinicamente reconhecida por distinguir a sua estrutura inovadora dos antibióticos beta-lactâmicos comuns. Derivado do fungo Fusidium coccineum, este composto é considerado um análogo de um produto natural, reconhecido pelo seu modo de ação específico contra as células bacterianas. O fármaco é frequentemente formulado e utilizado como o seu sal correspondente, o fusidato de sódio, e é consistentemente designado como um medicamento sujeito a receita médica devido à necessidade de supervisão médica na sua utilização.


Composição do Ácido Fusídico e Preparações Disponíveis

O componente ativo do medicamento é o princípio ativo ácido fusídico, que é preparado tanto para aplicação localizada como interna. Esta substância é disponibilizada em diversas formas farmacêuticas, incluindo creme e pomada para aplicação cutânea, gotas oftálmicas ou gel oftálmico para uso ocular, e tanto comprimidos como uma solução estéril para injeção para uso interno, sistémico. Estudos farmacológicos observaram que a sua natureza lipofílica única contribui para uma excelente penetração no tecido cutâneo e ósseo. Esta investigação confirmou a capacidade do medicamento em atingir eficazmente locais de infeção em áreas de difícil tratamento, como na gestão de uma infeção bacteriana cutânea localizada. A versatilidade na via de administração garante que o tratamento possa ser entregue adequadamente no local da infeção.


O Objetivo Geral Deste Antibiótico

O objetivo geral deste antibiótico é gerir e resolver infeções bacterianas, impedindo o crescimento e a propagação de germes específicos. O ácido fusídico consegue-o atuando como um agente bacteriostático, o que essencialmente interrompe o ciclo de reprodução de bactérias suscetíveis, principalmente estirpes de Staphylococcus (estafilococos). Ao inibir a maquinaria vital de síntese proteica da bactéria, o medicamento impede o avanço da infeção, dando ao sistema imunitário do corpo a oportunidade de neutralizar a carga microbiana existente e eliminar a infeção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fusidic acid?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do ácido fusídico (incluindo o fusidato de sódio) documenta as reações adversas e as restrições de segurança, estabelecendo frequentemente distinções entre a utilização tópica (cremes, pomadas, gotas oftálmicas) e a utilização sistémica (comprimidos orais, injeção).

As reações adversas são classificadas por frequência e agrupadas em Classes de Sistemas de Órgãos (SOC), conforme definido pelas autoridades regulamentares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Via de Administração Efeitos Frequentes Efeitos Pouco Frequentes
Tópica (Pele/Olhos) Dor no local de aplicação, irritação, prurido (comichão) Exantema (erupção cutânea), dermatite, eritema (vermelhidão cutânea), angioedema (raro)
Sistémica (Oral/IV) Vómitos, diarreia, dor abdominal, náuseas, cefaleias (dor de cabeça) Distúrbios hepatobiliares (icterícia, testes de função hepática anormais), sonolência, anomalias sanguíneas

Considerações de Segurança Graves

Os documentos regulamentares listam explicitamente reações adversas raras, mas clinicamente significativas. As reações graves comunicadas incluem o choque anafilático ou reações alérgicas sistémicas graves. Com a utilização sistémica, foram relatadas reações cutâneas graves, tais como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET).

Restrições de Segurança e Notas de Precaução

Uma restrição de segurança importante está documentada para o ácido fusídico sistémico, que não deve ser coadministrado com estatinas (inibidores da redutase HMG-CoA) devido ao risco de toxicidade muscular grave, especificamente a rabdomiólise. As notas de segurança indicam também que é necessária precaução ao administrar ácido fusídico sistémico a doentes com insuficiência hepática e a recém-nascidos, devido ao risco teórico de icterícia nuclear (kernicterus). Para uso tópico, a administração prolongada ou recorrente pode aumentar o risco de sensibilização por contacto e o desenvolvimento de resistência a antibióticos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com ácido fusídico e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem com ácido fusídico aborda as manifestações tanto para as formulações sistémicas como tópicas e delineia as medidas de emergência necessárias.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Tipo de Exposição Manifestações Documentadas
Sistémica (Oral/IV) Os sintomas agudos envolvem principalmente distúrbios gastrointestinais, que incluem náuseas, vómitos, diarreia e desconforto abdominal.
Tópica (Creme/Pomada) A sobredosagem após o uso tópico é oficialmente classificada como improvável. Considera-se que a ingestão acidental é, geralmente, improvável que cause danos, a menos que exista uma hipersensibilidade pré-existente.

Gestão e Medidas de Emergência Requeridas

Em casos de sobredosagem sistémica, a gestão deve ser direcionada para o alívio dos sintomas através de tratamento sintomático e de suporte. Os documentos regulamentares afirmam explicitamente que a diálise não aumentará a eliminação do ácido fusídico e que não se conhece nenhum antídoto específico.

Quando Procurar Ajuda Urgente

Deve contactar-se um médico ou farmacêutico se forem observados quaisquer efeitos ou se existir preocupação após a ingestão acidental do produto tópico. De acordo com as diretrizes regulamentares, deve contactar-se um médico se o creme tópico for ingerido acidentalmente por um lactente.

Devido ao metabolismo do fármaco, a monitorização da função hepática é relevante durante a terapia sistémica, particularmente em doentes com problemas hepáticos pré-existentes. Os recém-nascidos que recebem ácido fusídico por via sistémica requerem atenção específica devido ao risco teórico de icterícia nuclear (kernicterus).

Usos terapêuticos de Fusidic acid

Para que serve o ácido fusídico: principais utilizações e benefícios

O ácido fusídico é um agente antibacteriano eficaz utilizado principalmente no tratamento de infeções cutâneas causadas por microrganismos específicos, com particular destaque para a bactéria Staphylococcus aureus. Este medicamento é amplamente indicado para tratar condições dermatológicas comuns onde existe uma infeção bacteriana primária ou secundária.

As principais utilizações clínicas do ácido fusídico incluem o tratamento do impetigo, uma infeção superficial da pele que se manifesta frequentemente através de crostas e bolhas, e da foliculite, que consiste na inflamação dos folículos pilosos. É também utilizado em casos de sicose da barba, eritrasma e feridas traumáticas ou cirúrgicas que tenham sido infetadas por bactérias sensíveis a este princípio ativo.

Além das infeções primárias, o ácido fusídico é benéfico no tratamento de condições cutâneas preexistentes que se tornaram infetadas, como é o caso do eczema atópico ou da dermatite de contacto. Nestes cenários, a aplicação do medicamento ajuda a eliminar a carga bacteriana, permitindo que a inflamação subjacente recupere de forma mais eficaz.

Um dos principais benefícios do ácido fusídico é a sua capacidade de penetrar nas camadas da pele, atingindo o local da infeção mesmo quando aplicado topicamente. O seu espectro de ação é focado, o que minimiza o impacto na flora bacteriana natural da pele que não é o alvo do tratamento. A sua eficácia contribui para a resolução rápida dos sintomas visíveis, como a vermelhidão, o inchaço e a formação de pus, promovendo a cicatrização dos tecidos afetados.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Ácido Fusídico: Elegibilidade Regulamentar

As diretrizes regulamentares oficiais definem populações específicas que podem ou não utilizar o ácido fusídico, dependendo significativamente da forma farmacêutica e das condições de saúde existentes do doente.

Contraindicações Absolutas

A utilização é estritamente proibida em doentes com uma hipersensibilidade conhecida ao ácido fusídico, ao fusidato de sódio ou a qualquer um dos excipientes do produto. Além disso, o ácido fusídico por via sistémica (oral ou intravenosa) não deve ser utilizado concomitantemente com estatinas (inibidores da redutase HMG-CoA).

Elegibilidade Condicional

Grupo Populacional Estatuto de Elegibilidade (conforme rotulagem oficial)
Disfunção Hepática É necessária precaução na utilização sistémica; a função hepática deve ser monitorizada devido à principal via de excreção do fármaco.
Insuficiência Renal Não é necessário ajuste posológico, uma vez que o fármaco é excretado principalmente através da bílis.
Gravidez (Via Tópica) Pode ser utilizado, dado que a exposição sistémica é negligenciável.
Gravidez (Via Sistémica) Preferível evitar, como medida de precaução, devido aos dados limitados.
Recém-nascidos (Via Sistémica) Aconselham-se cuidados particulares devido ao risco teórico de icterícia nuclear (kernicterus).
Uso Pediátrico Geralmente permitido para uso tópico; podem aplicar-se limiares de idade mínima específicos para preparações oftálmicas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

As interações oficialmente documentadas para o ácido fusídico aplicam-se principalmente às suas formulações sistémicas (comprimidos ou injeção), uma vez que as formas tópicas (creme, pomada, gotas oftálmicas) resultam numa absorção sistémica negligenciável e não possuem interações medicamentosas significativas conhecidas. O perfil de interação é definido por condicionalismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos com classes farmacológicas específicas.


Restrições Regulamentares de Interação

Classificação Agentes Interagentes Resultado da Interação e Estatuto Regulamentar
Contraindicado Inibidores da redutase HMG-CoA (Estatinas), tais como sinvastatina, atorvastatina e pravastatina. Coadministração Proibida devido a um risco significativamente aumentado de rabdomiólise. O tratamento com estatinas deve ser interrompido durante a terapia com ácido fusídico sistémico e pode ser reintroduzido 7 dias após a última dose deste antibiótico.
Utilizar com Precaução Anticoagulantes Orais (derivados cumarínicos, ex: varfarina) e Inibidores da Protease do VIH. A coadministração pode alterar o efeito anticoagulante ou levar ao aumento das concentrações plasmáticas tanto do antibiótico como do inibidor da protease, podendo causar hepatotoxicidade. O uso concomitante com inibidores da protease não é recomendado oficialmente.

O mecanismo para estas principais interações medicamentosas envolve o efeito inibitório do ácido fusídico no metabolismo destes fármacos coadministrados, aumentando a sua exposição sistémica e afetando a sua eliminação. Não estão formalmente documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas nos resumos regulamentares.

Mecanismo de ação

Como funciona o ácido fusídico

O mecanismo do ácido fusídico é definido pela sua interação específica com a maquinaria biológica fundamental das bactérias suscetíveis, levando à interrupção do crescimento microbiano. Esta ação tem como alvo o ribossoma bacteriano 70S e a enzima Fator de Elongação G (EF-G).


Inibição direta da síntese proteica

A molécula ativa liga-se e estabiliza o complexo intermédio não funcional formado pelo ribossoma e pelo EF-G após uma etapa energética crucial. Isto bloqueia o EF-G no local, impedindo fisicamente o sítio A do ribossoma e interrompendo o prolongamento da cadeia polipeptídica. O efeito fisiológico resultante é a paragem imediata da capacidade da célula bacteriana de criar as enzimas estruturais e de replicação necessárias para a divisão.


Cascata causal para a bacteriostase

Este bloqueio celular induz um estado bacteriostático, impedindo a população microbiana de crescer e de se propagar. A ausência de replicação microbiana mantém uma população bacteriana estática, o que influencia a dinâmica de eliminação por parte do sistema imunitário do hospedeiro. O fármaco apresenta uma elevada toxicidade seletiva ao explorar as diferenças estruturais entre o EF-G bacteriano e a contraparte humana não suscetível, minimizando a interação com os fatores de elongação humanos.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração do Ácido Fusídico

O ácido fusídico é utilizado através de quatro vias principais de administração, cada uma com instruções regulamentares específicas que detalham a dosagem, a frequência e os requisitos de preparação.

Âmbito da Administração Detalhe
Via de administração Oral (comprimidos/suspensão), Intravenosa (IV), Tópica (creme/pomada), Oftálmica (gotas/gel).
Esquema posológico Sistémico Oral (Adultos): Tipicamente 500 mg três vezes ao dia. Sistémico IV (Adultos): Geralmente 500 mg administrados três vezes por dia. Tópico: Uma pequena quantidade aplicada na área afetada.
Momento em relação às refeições Oral: Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Requisitos de preparação Solução IV: Requer diluição e deve ser administrada como uma infusão intravenosa lenta durante um período de, pelo menos, duas horas.
Regras por grupo etário Sistémico Pediátrico: A dosagem é determinada com base no peso corporal (ex: dose diária total de 20 a 50 mg/kg).
Condições procedimentais especiais Tópico: O uso é limitado a um tratamento curto, tipicamente de 7 a 10 dias. Oftálmico: As lentes de contacto devem ser removidas antes da aplicação.

Estrutura Procedimental e Contexto de Administração

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Oral, Intravenoso, Tópico, Oftálmico.
Padrão de frequência Múltiplas vezes ao dia (doses fracionadas), duração de tratamento de curto prazo (ex: 7 dias).
Restrições de contexto de uso A administração IV está restrita a um ambiente clínico devido à necessidade de diluição cuidadosa e infusão lenta. As aplicações tópicas e oftálmicas exigem que o uso seja interrompido assim que o tratamento curto esteja concluído.

Ligação ao protocolo global de utilização:

As instruções regulamentares padronizam o uso ao exigir a seleção da via de administração e da forma farmacêutica corretas, o que dita o esquema posológico e o padrão de frequência rigorosos. Estas regras especificam a diluição e a infusão lenta obrigatórias da forma intravenosa, bem como a necessidade de uma duração de tratamento curta para as formas localizadas, estabelecendo o quadro procedimental aprovado para a utilização do medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama dos Estudos sobre o Ácido Fusídico

Evidência para o Uso em Infeções Cutâneas Primárias (ex: Impetigo)

A investigação que explora o ácido fusídico em infeções da pele, como o impetigo e a foliculite, envolveu principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curta duração e metanálises sistemáticas. Estes estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática e aplicados em ensaios que avaliaram padrões de sintomas episódicos ou de curto prazo. A investigação foi concebida para comparar a aplicação tópica do medicamento com agentes comparadores específicos e, por vezes, com uma preparação inativa, focando-se nos tipos de resultados clínicos e microbiológicos que foram medidos nestes estudos de curta duração.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde a frequência da cura clínica medida — definida como o desaparecimento de lesões e crostas — foi monitorizada no grupo do ácido fusídico e em grupos que receberam agentes comparadores específicos. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, que foi tipicamente curto. O que permanece incerto é o perfil de utilização a longo prazo; as durações do acompanhamento foram limitadas.

Investigação em Eczema e Dermatoses com Infeção Secundária

O ácido fusídico foi estudado para condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, especificamente onde condições cutâneas existentes, como o eczema, se tornam infetadas. A investigação inclui ensaios clínicos aleatorizados que utilizam produtos que combinam o ácido fusídico com um corticosteroide. Estes estudos monitorizaram resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos, a par de medidas de resolução da infeção. A evidência específica contribui para a compreensão dos padrões de sintomas, mas os dados relativos ao uso isolado de ácido fusídico ainda estão a emergir. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e o papel específico da componente antibiótica isolada não está totalmente estabelecido.

Estudos para Infeções Oftálmicas (ex: Conjuntivite)

A evidência que suporta o uso oftálmico envolve principalmente ensaios clínicos de curta duração e revisões sistemáticas. A investigação examinou resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas no olho, tais como a resolução da secreção ocular e da vermelhidão. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo do período típico de tratamento de uma semana. Resumos regulamentares e revistos por pares observam que alguns estudos focados na conjuntivite aguda geral podem fornecer informações limitadas quando comparados com uma substância inativa (placebo). A qualidade da evidência varia entre os estudos devido a limitações metodológicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o ácido fusídico (FAQ)

P: É comum sentir uma leve sensação de ardor ao utilizar o ácido fusídico?

Os documentos regulamentares indicam que o uso tópico de ácido fusídico pode provocar reações no local de aplicação, as quais podem incluir irritação, dor ou uma sensação de picada ou ardor. A informação oficial do produto classifica esta ocorrência específica como pouco frequente, o que significa que pode afetar até 1 em cada 100 pessoas que utilizam o medicamento.


P: O ácido fusídico pode ser aplicado em feridas abertas ou cortes?

A formulação tópica está indicada para o tratamento de infeções bacterianas secundárias da pele, o que pode incluir cortes ou feridas infetadas. As notas regulamentares oficiais sublinham que este medicamento se destina estritamente a uso externo.


P: O ácido fusídico pode ser utilizado durante a amamentação?

As formas tópicas do medicamento, tais como o creme, a pomada ou as gotas oftálmicas, são geralmente descritas como aceitáveis para utilização durante a amamentação. Isto deve-se ao facto de, habitualmente, apenas uma quantidade mínima da substância ativa ser absorvida pelo sistema do organismo. A informação fornecida nos resumos regulamentares menciona a importância de lavar as mãos após a aplicação e de evitar o contacto direto entre a pele do lactente e a área tratada.


P: Posso utilizar outros produtos de cuidados da pele enquanto aplico ácido fusídico?

Os documentos regulamentares referem que não foram realizados estudos de interação específicos relativamente ao uso do creme tópico com outros produtos de cuidados da pele. Caso existam dúvidas sobre a utilização de outros produtos cutâneos em simultâneo com este medicamento, as orientações regulamentares sugerem que o assunto seja discutido com um profissional de saúde.


P: O ácido fusídico pode ser utilizado se eu tiver eczema?

A informação oficial indica que o ácido fusídico é utilizado para tratar infeções secundárias da pele, o que inclui casos em que condições existentes, como o eczema, se tornam infetadas, uma situação por vezes designada como dermatite eczematoide infetada.


P: O ácido fusídico pode causar secura ou descamação da pele?

Os documentos oficiais listam reações dermatológicas, tais como dermatite, erupção cutânea e irritação no local de aplicação, como potenciais efeitos secundários pouco frequentes. Estas reações dermatológicas constam da informação oficial do produto.


P: O consumo de álcool afeta a utilização de ácido fusídico?

Os resumos regulamentares não documentam formalmente quaisquer interações específicas entre o ácido fusídico e o álcool. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. Para qualquer dúvida relativa ao consumo de álcool durante a utilização de medicação, o passo adequado é consultar um profissional de saúde qualificado.


P: O ácido fusídico é eficaz contra o MRSA?

Fontes oficiais observam que o ácido fusídico é utilizado globalmente para tratar infeções causadas por certos tipos de bactérias, especificamente a Staphylococcus aureus. Entende-se que este grupo de bactérias abrange estirpes como a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).


P: O ácido fusídico é considerado um antibiótico de largo espetro ou de espetro reduzido?

O ácido fusídico é descrito como um antibiótico que possui a sua maior atividade contra organismos gram-positivos. Com base nesta característica, é geralmente considerado um antibiótico de espetro reduzido.


P: Existem diferentes dosagens ou concentrações de ácido fusídico disponíveis?

Sim, o ácido fusídico é preparado em várias concentrações, dependendo da forma e da via de administração. Por exemplo, os cremes tópicos contêm habitualmente 20 mg/g (2%), enquanto concentrações distintas são utilizadas para comprimidos orais e preparações oftálmicas.


P: O que acontece se eu engolir acidentalmente uma pequena quantidade de creme de ácido fusídico?

De acordo com a informação oficial do produto, a ingestão acidental de uma pequena quantidade do creme tópico é, geralmente, considerada improvável de causar danos. A principal consideração de segurança mencionada é a presença de uma alergia conhecida ou hipersensibilidade à substância ativa ou a outros componentes do creme.


P: A forma sistémica do ácido fusídico pode tratar outras infeções além das cutâneas?

Sim, as formulações sistémicas (tomadas por via oral ou intravenosa) estão indicadas para o tratamento de uma gama de infeções bacterianas para além da pele. Estas indicações incluem infeções dos tecidos moles, bem como as que afetam os ossos e as articulações, como a osteomielite.


P: A utilização de ácido fusídico afeta as análises ao sangue?

O uso sistémico de ácido fusídico está associado a um potencial para valores anormais nos testes de função hepática, e os documentos regulamentares recomendam a monitorização da função do fígado. Os resumos oficiais também listam distúrbios sanguíneos como um efeito secundário sistémico potencial, embora pouco frequente.


P: De que forma a concentração de ácido fusídico afeta a sua utilização?

A informação oficial refere que, quando aplicado na pele, o medicamento atinge concentrações locais muito elevadas em comparação com os níveis encontrados na corrente sanguínea. A concentração escolhida para qualquer preparação é selecionada com base na condição específica a ser tratada e na via de administração necessária.


P: O que se sabe sobre a utilização a longo prazo do ácido fusídico?

A aplicação tópica é habitualmente prescrita para um período curto, frequentemente limitado a um intervalo de 7 a 10 dias. As notas de segurança oficiais alertam que o uso prolongado ou repetido pode aumentar o risco de resistência antibiótica e de sensibilização por contacto. Resumos de investigação afirmaram que os dados oficiais relativos ao perfil de segurança a longo prazo do fármaco são limitados.


P: Quais são as considerações gerais para o uso de ácido fusídico durante a gravidez?

As formas tópicas são descritas como aceitáveis para utilização durante a gravidez, porque muito pouco do medicamento é absorvido sistemicamente pelo organismo. No entanto, as formas sistémicas (oral ou injeção) são geralmente evitadas como medida de precaução devido a limitações nos dados de segurança disponíveis.


P: Existem limites de idade para quem pode utilizar o ácido fusídico topicamente?

As orientações oficiais para algumas formulações de pomada tópica especificam frequentemente que o medicamento se destina a adultos e crianças a partir dos 2 anos de idade. Os critérios de idade específicos podem variar dependendo do produto e da região regulamentar em questão.


P: Qual é o estatuto regulamentar do ácido fusídico nos principais mercados globais?

O ácido fusídico está amplamente disponível e é utilizado em grandes mercados fora dos Estados Unidos, incluindo no Canadá, Reino Unido, Europa (EMA) e Austrália. Nestas regiões, é consistentemente classificado e dispensado como um medicamento sujeito a receita médica.


P: Existem restrições alimentares ou de dieta durante a utilização de ácido fusídico?

Os resumos regulamentares não documentam formalmente quaisquer interações específicas entre o ácido fusídico e alimentos ou dieta. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Como Fusidic acid deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Ácido Fusídico

As preparações de ácido fusídico devem ser conservadas fora da vista e do alcance das crianças.

Condições de Conservação por Formulação

Formulação Condição de Conservação Necessária Estabilidade após Abertura
Comprimidos Conservar abaixo de 25°C ou 30°C; proteger da humidade e da luz na embalagem original. N/A
Creme Conservar abaixo de 25°C (varia consoante o produto); não congelar. Rejeitar 4 semanas após a primeira abertura.
Pomada Conservar abaixo de 30°C; não refrigerar nem congelar. Rejeitar 3 meses após a primeira abertura.

Instruções para Eliminação

As diretrizes regulamentares determinam que o ácido fusídico não utilizado ou fora de prazo não deve ser eliminado na canalização ou no lixo doméstico. Os doentes devem perguntar a um farmacêutico como eliminar corretamente os medicamentos de que já não necessitam, garantindo que a eliminação é feita de acordo com os requisitos ambientais locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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