Furosemid

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Furosemid

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Furosemid

Propriedade Descrição
Princípio ativo Furosemida (DCI: Frusemida)
Formas de apresentação Comprimido oral, solução oral, solução injetável
Classe farmacológica Diurético da ansa
Finalidade comum Eliminação de excesso de líquidos (edema)
Origem Composto orgânico sintético

Que tipo de medicamento é a Furosemida?

A furosemida é classificada como um diurético da ansa de elevada potência, sendo um medicamento reconhecido clinicamente pela sua capacidade de eliminar, de forma rápida e eficaz, o excesso de sais e água do organismo. Do ponto de vista químico, trata-se de um composto orgânico sintético derivado do ácido antranílico que contém um componente de sulfonamida. A furosemida serve como o único princípio ativo nas suas preparações farmacêuticas, distinguindo-se como um produto de substância única. Enquanto diurético, pertence à classe de agentes utilizados na gestão de condições associadas à retenção de líquidos, estando classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um medicamento essencial. Geralmente, apresenta-se sob a forma de comprimido oral, solução oral (líquida) e solução para injeção, o que permite tanto o acompanhamento em ambulatório como a administração rápida em contexto hospitalar agudo.

Como é que a Furosemida afeta os níveis de líquidos?

O objetivo fundamental da furosemida é promover a excreção rápida de água e sódio excedentes, visando aliviar a acumulação de líquidos (edema) e gerir estados relacionados com a expansão do volume corporal. Esta capacidade acentuada de remoção de fluidos é sustentada por diversos estudos farmacológicos. Este efeito é alcançado através de uma ação direcionada nos rins, onde o fármaco bloqueia o mecanismo responsável pela reabsorção de sal e água para o organismo. Ao inibir esta etapa crucial de reabsorção, a furosemida garante que um volume significativo de líquido permaneça nos túbulos renais, levando à sua eliminação potente. O propósito principal é a redução do volume total de fluidos que circula no corpo, o que ajuda a mitigar o inchaço físico e as pressões internas características da sobrecarga hídrica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Furosemid?

Furosemida: Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da furosemida é definido principalmente pelo seu efeito no equilíbrio de fluidos e eletrólitos, que constitui a categoria mais frequente de reações adversas documentadas. De acordo com as classificações regulamentares de segurança, distúrbios como a hipocaliemia (baixos níveis de potássio), a hiponatremia (baixos níveis de sódio) e a desidratação geral (hipovolemia) são frequentemente classificados como eventos Muito Comuns ou Comuns.


As reações adversas estão oficialmente agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC), documentando potenciais efeitos que vão além das alterações de fluidos. Os sistemas envolvidos incluem as Doenças do Metabolismo e da Nutrição (ex.: hiperuricemia, hiperglicemia), Doenças Vasculares (ex.: hipotensão) e Afeções do Ouvido e do Labirinto, onde a ototoxicidade (comprometimento auditivo ou zumbidos) é um risco especificamente reconhecido.

Reações Adversas Graves e Restrições

A documentação oficial regista o potencial para Reações Adversas Graves, incluindo eventos graves de hipersensibilidade como o choque anafilático e distúrbios hematológicos raros, como a agranulocitose. O risco de ototoxicidade é explicitamente assinalado como sendo aumentado pela administração intravenosa rápida e na presença de insuficiência renal grave.

As restrições de segurança e as contraindicações encontram-se também definidas. A furosemida não deve ser utilizada em indivíduos com anúria (ausência de produção de urina) ou condições existentes como depleção grave de eletrólitos ou coma hepático, devido ao risco de agravamento destes estados. Existem notas específicas para os adultos seniores, que podem ser mais suscetíveis à redução do volume de líquidos, e para os lactentes, devido ao risco documentado de nefrocalcinose.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Sinais Clínicos

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de furosemida foca-se nas consequências de uma ação diurética excessiva. Os principais sinais documentados incluem desidratação profunda, redução severa do volume sanguíneo (hipovolemia) e hipotensão acentuada (tensão arterial baixa). Esta perda de fluidos resulta diretamente num desequilíbrio eletrolítico grave, com manifestações específicas oficialmente listadas como hipocaliemia (baixos níveis de potássio), hyponatremia e alcalose hipoclorémica. Outros sinais documentados podem incluir secura de boca, dores ou cãibras musculares e letargia.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

É necessária atenção médica imediata sempre que a sobredosagem resulte em sintomas de depleção de volume significativa ou instabilidade cardiovascular, tais como colapso circulatório ou hipotensão sintomática profunda. A sobredosagem pode precipitar desfechos graves, incluindo trombose vascular e embolia em doentes idosos, e encefalopatia hepática ou coma em indivíduos com cirrose preexistente.

Gestão e Monitorização Oficial

A gestão é estritamente de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico; a hemodiálise não acelera a eliminação do fármaco. O procedimento oficial envolve a reposição imediata das perdas excessivas de fluidos e eletrólitos. As orientações regulamentares determinam a monitorização frequente dos eletrólitos séricos e da tensão arterial ao longo de toda a fase de tratamento de suporte. Para doentes com obstrução da bexiga urinária, deve também ser assegurada uma drenagem urinária adequada.

Usos terapêuticos de Furosemid

O que a Furosemida ajuda a gerir: Principais utilizações e benefícios

A furosemida é utilizada em situações que envolvem determinados sintomas perturbadores, principalmente em condições que se manifestam com desconforto sistémico ou localizado. Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas relacionados com o edema (retenção de líquidos) associado à insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática e doença renal, bem como na gestão sintomática da hipertensão (tensão arterial elevada).

Em contextos clínicos que apresentem padrões de sintomas agudos ou instáveis, a furosemida ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos. É frequentemente utilizada quando os sintomas interferem com o bem-estar diário, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto.

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Sistémico

O principal benefício terapêutico consiste em fornecer um suporte que ajude a atenuar a carga global de sintomas associada ao desequilíbrio sistémico. Este medicamento é geralmente considerado pertinente quando é adequada uma assistência sintomática de curto prazo.

Critérios de utilização e restrições

A furosemida está classificada pelas agências reguladoras para utilização em adultos e doentes pediátricos no controlo da retenção de líquidos (edema), e em adultos para o tratamento da hipertensão. No entanto, a elegibilidade para o seu uso é rigorosamente definida pela presença ou ausência de determinados estados clínicos e fisiológicos, conforme detalhado nas informações oficiais de prescrição.

Contraindicações Absolutas (Quem não pode utilizar)

O uso de furosemida é formalmente proibido em indivíduos que apresentem:

  • Anúria (incapacidade de produzir ou eliminar urina).
  • Hipersensibilidade conhecida à furosemida ou a derivados das sulfonamidas.
  • Desequilíbrios graves, incluindo hipovolemia grave, desidratação ou depleção eletrolítica severa (níveis muito baixos de potássio ou sódio).
  • Coma hepático ou estados pré-comatosos associados à cirrose hepática.

Populações que Requerem Uso Restrito ou Condicional

As normas oficiais determinam precaução especial e monitorização para diversos grupos:

  • Função Orgânica: O uso exige um início cauteloso e acompanhamento em casos de cirrose hepática e ascite (sendo frequentemente recomendado o início do tratamento em contexto hospitalar) e em doentes com sintomas graves de retenção urinária.
  • Condições Metabólicas: É aconselhada precaução em doentes com diabetes mellitus ou gota, devido ao potencial de agravamento destas condições subjacentes.
  • Doentes Idosos: Este grupo requer cuidado, pois os idosos são particularmente suscetíveis a uma diurese excessiva, o que pode levar à desidratação e a complicações vasculares.
  • Gravidez e Aleitamento: O uso durante a gravidez está limitado a razões médicas imperativas e exige monitorização fetal. O uso em mulheres em período de aleitamento é, geralmente, proibido, uma vez que o fármaco passa para o leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interações da furosemida é estabelecido pelas informações regulamentares oficiais, centrando-se no potencial de toxicidade aditiva, alterações farmacocinéticas e no reforço de efeitos fisiológicos. A administração concomitante com certos medicamentos é explicitamente restringida ou exige intervalos de tempo específicos.

Classificação da Interação Restrição Regulamentar Oficial
Contraindicado O uso conjunto com Ácido etacrínico é formalmente desaconselhado devido ao potencial documentado de ototoxicidade aditiva. Algumas regiões regulamentares listam também os Diuréticos poupadores de potássio como contraindicados devido ao risco de hipercaliemia.
Intervalo Obrigatório A administração de furosemida deve ser separada por, pelo menos, duas horas do Sucralfato. É necessária uma separação de duas a três horas para a Colestiramina e o Colestipol para manter a eficácia da furosemida.

O perfil detalha efeitos significativos de potenciação farmacodinâmica. Por exemplo, a coadministração com Antibióticos aminoglicosídeos apresenta um risco acrescido de ototoxicidade, um risco que é ainda mais elevado em doentes com função renal comprometida. A combinação com Inibidores da ECA ou Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II) pode resultar em hipotensão grave e na potencial deterioração da função renal. A furosemida também modifica a exposição ao Lítio, reduzindo a sua eliminação renal (depuração), o que aumenta significativamente o potencial de toxicidade. São igualmente documentados efeitos aditivos com o Hidrato de cloral (causando elevação da pressão arterial) e grandes quantidades de Alcaçuz (regaliz) (potenciando o risco de hipocaliemia). A interação com doses elevadas de salicilatos envolve a competição nos locais de excreção renal.

Mecanismo de ação

O Furosemid funciona como um diurético da ansa, atuando de forma seletiva no ramo ascendente espesso da ansa de Henle no nefrónio renal.

O seu principal alvo biológico é o cotransportador Na^+-K^+-2Cl^- (NKCC2), localizado na membrana apical das células epiteliais do ramo ascendente espesso. O fármaco atua como um inibidor competitivo do NKCC2, ligando-se ao local de fixação do cloro. Esta interação molecular bloqueia a reabsorção coordenada de um ião sódio, um ião potássio e dois iões cloro do lúmen tubular para o interior da célula.

A consequência intracelular resultante é uma redução significativa no gradiente eletroquímico necessário para a reabsorção de água no ducto coletor. O impedimento prolongado da reabsorção de solutos a partir do lúmen evita a hipertonicidade do interstício medular renal.

A cascata de efeitos subsequentes envolve o aumento do transporte de Na^+ e Cl^- para os segmentos distais do nefrónio, o que leva a um aumento da excreção de água por via osmótica. A consequência fisiológica ao nível sistémico é um aumento agudo e substancial do débito urinário (diurese) e uma diminuição correspondente no volume total de fluido extracelular em circulação.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a Furosemida

A furosemida é administrada através de vias e esquemas específicos, oficialmente aprovados e definidos pelas autoridades reguladoras. As formas principais consistem no comprimido oral e na solução oral para a gestão rotineira, e na solução injetável para uso agudo e urgente. A injeção pode ser aplicada por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM), sendo a via IV preferencial para uma ação rápida em contextos agudos, sendo frequentemente administrada de forma lenta ao longo de um a dois minutos.


Princípios de Administração e Posologia

Parâmetro de Utilização Orientação Oficial (Adultos) Base da Fonte
Transição de Via O uso parentérico (IV/IM) deve ser substituído pela forma oral logo que a condição clínica estabilize. SmPC
Horário Oral A administração oral é habitualmente recomendada em jejum e, geralmente, efetuada pela manhã, para alinhar os seus efeitos com o período de vigília. DailyMed
Frequência Utilizada uma vez por dia, duas vezes por dia, ou num esquema intermitente de 2 a 4 dias consecutivos por semana para a gestão crónica de líquidos. FDA
Limites de Dose A dose oral inicial varia entre 20 mg e 80 mg uma vez por dia. A dose máxima recomendada é habitualmente de 600 mg por dia para estados edematosos graves. FDA

Regras Especiais de Administração

Existem protocolos específicos que se aplicam a populações particulares e a contextos de administração distintos. Para adultos seniores, é aconselhada uma dose inicial mais baixa (por exemplo, 10 mg ou 20 mg por dia), acompanhada por ajustes posológicos mais graduais. Os doentes pediátricos recebem tipicamente uma dose inicial de 1 mg/kg, com um limite máximo de 6 mg/kg por dia.

Ao administrar o medicamento por via intravenosa, a taxa de perfusão contínua é restrita, não devendo habitualmente exceder os 4 mg por minuto, uma velocidade que deve ser ainda mais reduzida em situações de insuficiência renal grave. Adicionalmente, a furosemida oral e o sucralfato devem ser tomados com, pelo menos, duas horas de intervalo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama de estudos sobre a Furosemida

Evidência na Retenção de Líquidos Associada à Insuficiência Cardíaca

A investigação sobre a furosemida no edema por insuficiência cardíaca está documentada em fontes extensas, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs/ECCA). Os estudos focaram-se em doentes com retenção de líquidos aguda e crónica, monitorizando o balanço hídrico negativo (perda líquida total) e o débito urinário para medir a resposta fisiológica a curto prazo. Embora a investigação forneça contexto sobre alterações imediatas, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que respeita a estratégias de manutenção, e decorrem estudos para otimizar a dose e os métodos de administração.


Evidência na Retenção de Líquidos Associada a Doenças Hepáticas e Renais

A investigação analisou a furosemida em doentes com retenção de líquidos devido a cirrose hepática ou doença renal crónica (DRC). Os estudos monitorizaram indicadores de volume, como a alteração do peso corporal. Os dados indicam que as medições da remoção de líquidos podem variar em populações com doença hepática avançada ou resistência aos diuréticos. No caso da DRC, a investigação descreve padrões relacionados com alterações agudas no débito urinário, mas a escassez de ensaios aleatorizados de larga escala e longa duração implica a existência de informação limitada sobre a sua relação com a progressão da DRC.


Investigação na Tensão Arterial Alta (Hipertensão)

A furosemida foi estudada pelo seu papel no controlo da tensão arterial elevada. A base de evidência foi avaliada em Revisões Sistemáticas que sintetizaram dados de um número limitado de pequenos Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados. Estes estudos monitorizaram os níveis de tensão arterial (TA) sistólica e diastólica. O nível de certeza permanece baixo devido às dimensões reduzidas das amostras e ao elevado risco de enviesamento observado nos ensaios agregados. Falta evidência comparativa para estabelecer totalmente o seu lugar no controlo da hipertensão a longo prazo.


Estudos sobre Resultados a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

A maioria da investigação sobre a furosemida foca-se em alterações sintomáticas a curto prazo. As durações do acompanhamento em muitos ensaios fundamentais limitaram-se a medir respostas agudas ao longo de horas ou dias. Estão ainda a surgir dados sobre a durabilidade do efeito de redução de líquidos ao longo de vários meses, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para uma utilização consistente fora dos episódios agudos.


Evidência Científica em Grupos Específicos de Doentes

Estudos diversos examinaram a furosemida em populações que incluem crianças, adultos seniores e doentes com síndrome cardiorrenal. Contudo, as amostras foram modestas ou os dados são menos extensos para certos grupos, o que significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas, não estando todos os grupos específicos igualmente bem caracterizados.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

O panorama da evidência inclui dados mais abrangentes de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados para a remoção aguda de líquidos na insuficiência cardíaca, mas o nível de evidência permanece baixo para outras aplicações. Os dados para certos grupos continuam a ser insuficientes e a investigação sublinha que a dosagem ideal e os métodos de administração continuam a ser objeto de estudo. As conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre a Furosemida (FAQ)

Q: Quanto tempo demora a furosemida a fazer efeito após a toma?

A: De acordo com a informação oficial do produto, quando administrada por via oral, o efeito de eliminação de líquidos da furosemida começa geralmente no prazo de uma hora. O aumento mais acentuado da excreção urinária (diurese) é geralmente observado durante as primeiras duas horas após a administração.

Q: Qual é a duração do efeito da furosemida?

A: Os documentos oficiais descrevem que o efeito acentuado de uma dose da formulação oral dura habitualmente entre 6 a 8 horas. Esta duração de ação está frequentemente alinhada com padrões de utilização que recomendam a administração no início do dia.

Q: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose de furosemida?

A: As instruções para o doente aconselham habitualmente que, se uma dose for esquecida, esta deve geralmente ser omitida caso esteja próxima da hora da dose seguinte programada. As instruções oficiais especificam que não se deve tomar uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.

Q: Quais são os sinais de baixo nível de potássio relacionados com a furosemida?

A: Os documentos regulamentares referem que, uma vez que a furosemida pode afetar o equilíbrio eletrolítico, certos sinais estão associados ao baixo nível de potássio (hipocaliemia). Estes sinais potenciais incluem a ocorrência de cãibras musculares, fraqueza geral, cansaço invulgar ou batimentos cardíacos irregulares.

Q: A furosemida pode causar erupções cutâneas ou sensibilidade na pele?

A: De acordo com os dados oficiais sobre reações adversas, a furosemida está associada a certas reações cutâneas. Estas podem incluir erupção cutânea, prurido (comichão) ou urticária. Também foram documentadas lesões cutâneas raras e mais graves.

Q: Como é que os médicos monitorizam um doente enquanto este está a tomar furosemida?

A: As orientações oficiais descrevem que os doentes necessitam de monitorização dos eletrólitos séricos — minerais essenciais como o potássio e o sódio — durante o tratamento. Além disso, são habitualmente monitorizados exames de sangue para a creatinina e níveis de dióxido de carbono para avaliar a função dos órgãos e o equilíbrio geral.

Q: O que deve uma pessoa saber sobre o consumo de álcool enquanto toma furosemida?

A: Os avisos regulamentares advertem que o consumo de álcool durante a utilização de furosemida pode aumentar o risco de efeitos secundários como tonturas ou vertigens, devido aos efeitos aditivos de redução da pressão arterial.

Q: Existem avisos sobre a exposição solar durante a utilização de furosemida?

A: A informação regulamentar oficial indica que a furosemida pode causar fotossensibilidade. Isto significa que existe o potencial para um risco acrescido de queimadura solar ou erupção cutânea resultante da exposição à luz solar ou luz UV.

Q: Alguma fonte oficial descreve o potencial de dependência da furosemida?

A: O rotulado regulamentar oficial inclui uma secção sobre o abuso e dependência de fármacos. Esta informação oficial não descreve um potencial de dependência associado à utilização de furosemida.

Q: Quais são os principais riscos descritos na advertência de destaque para a furosemida?

A: A advertência de destaque publicada pelos organismos reguladores descreve a furosemida como um diurético potente. Este aviso explica que o uso excessivo pode causar uma eliminação profunda de líquidos (diurese), conduzindo potencialmente à depleção de água e eletrólitos, o que requer supervisão médica específica.

Q: A furosemida interage com analgésicos comuns?

A: Os documentos oficiais descrevem um risco de interação com a classe de fármacos conhecida como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que inclui muitos analgésicos comuns. A interação pode reduzir o efeito de eliminação de líquidos da furosemida ou aumentar o risco de efeitos adversos específicos.

Q: Existem certos alimentos ou bebidas a evitar durante a utilização de furosemida?

A: A informação oficial para o doente destaca que a furosemida pode levar a uma perda de potássio no organismo. A informação regulamentar descreve que os doentes devem discutir a ingestão dietética de alimentos ricos em potássio com um profissional de saúde para manter o equilíbrio adequado.

Q: É seguro tomar furosemida todos os dias?

A: Os documentos oficiais descrevem a utilização da furosemida para o controlo a longo prazo da retenção crónica de líquidos. Para estas condições contínuas, um padrão de administração diária é uma das formas reconhecidas de utilização do medicamento.

Q: A furosemida pode interagir com suplementos à base de plantas?

A: A informação oficial afirma a importância de discutir todos os suplementos à base de plantas com um profissional de saúde, devido ao potencial de interações com produtos não sujeitos a receita médica. Isto é particularmente relevante, uma vez que alguns suplementos podem afetar os níveis de potássio no corpo, que a furosemida também influencia.

Q: Qual é a duração geral do tratamento com furosemida?

A: A duração necessária do tratamento varia amplamente dependendo da condição a ser tratada. Os documentos oficiais descrevem que a furosemida pode ser utilizada para a eliminação aguda de líquidos (utilização a curto prazo) ou para o controlo crónico a longo prazo de condições contínuas associadas à retenção de líquidos.

Q: A furosemida pode interagir com medicamentos de venda livre?

A: Os documentos regulamentares enfatizam a importância de informar um profissional de saúde sobre todos os medicamentos que estão a ser tomados. Isto inclui produtos de venda livre (OTC), uma vez que estes medicamentos não sujeitos a receita médica podem conter ingredientes que podem potencialmente interagir com a furosemida.

Q: Que investigação existe sobre a furosemida e alterações na audição?

A: Os temas de investigação documentados nos ficheiros regulamentares focam-se na compreensão do efeito secundário conhecido como ototoxicidade, que envolve alterações auditivas. Estes estudos visam clarificar o mecanismo subjacente a este efeito e identificar fatores de risco específicos, tais como a administração intravenosa rápida ou em doses elevadas.

Q: A furosemida está habitualmente associada a tonturas ou vertigens?

A: O rotulado oficial lista as tonturas e a sensação de rotação (vertigem) como reações adversas comunicadas habitualmente. Isto está frequentemente ligado ao efeito de redução de líquidos do medicamento, que pode por vezes levar a uma pressão arterial inferior ao normal (hipotensão).

Q: O que é o edema, para o qual a furosemida é prescrita?

A: A literatura para o doente define a condição de edema, para a qual a furosemida é prescrita, como um inchaço causado por um excesso de líquido retido nos tecidos do corpo. Esta acumulação de líquidos está frequentemente relacionada com condições subjacentes cardíacas, hepáticas ou renais.

Q: Por que razão algumas pessoas necessitam de furosemida para líquido nos pulmões (edema pulmonar)?

A: As indicações oficiais descrevem a utilização da furosemida para condições que envolvem a acumulação excessiva de líquidos no corpo. Isto inclui a gestão do líquido que se acumula nos pulmões, uma condição grave especificamente designada como edema pulmonar agudo.

Como Furosemid deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a Furosemida

A furosemida deve ser conservada e eliminada de acordo com as diretrizes regulamentares oficiais para garantir a manutenção da sua estabilidade e eficácia.

Condições de Conservação

Os comprimidos e as soluções injetáveis de furosemida devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre 20°C e 25°C. É obrigatório proteger da luz todas as formulações; os comprimidos orais devem ser mantidos num recipiente bem fechado. A solução injetável possui a rotulagem específica de Não Congelar para evitar a precipitação, não devendo ser utilizada se apresentar descoloração ou se contiver partículas visíveis.

Eliminação e Segurança

Todas as formas de furosemida devem ser guardadas fora do alcance e da vista das crianças. As porções não utilizadas de frascos injetáveis devem ser rejeitadas. O medicamento fora do prazo de validade ou não utilizado não deve ser deitado no lixo doméstico nem na rede de esgotos, devendo ser eliminado em conformidade com os regulamentos locais ou através de um programa de recolha designado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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