Fungizon

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fungizon

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Anfotericina B (AmB)
Forma Pó liofilizado para reconstituição
Classe farmacológica Antibiótico antifúngico poliénico
Objetivo geral Eliminação de organismos fúngicos sistémicos
Origem Macrólido poliénico natural (Streptomyces nodosus)

Que Tipo de Medicamento é o Fungizon e Qual a Sua Composição?

O Fungizon é uma preparação farmacêutica especializada, classificada como um antibiótico antifúngico poliénico, que contém a Anfotericina B (AmB) como o seu único constituinte ativo. Este composto é um macrólido poliénico natural derivado da fermentação da bactéria do solo Streptomyces nodosus. Esta característica distingue-o de diversos antifúngicos mais recentes de origem sintética. O produto final é apresentado sob a forma de um pó liofilizado (um sólido obtido por desidratação a baixas temperaturas) concebido para ser meticulosamente reconstituído com um veículo aquoso estéril para administração posterior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui a Anfotericina B na sua Lista de Medicamentos Essenciais, sublinhando o seu papel crítico nos cuidados de saúde globais.


Qual é o Objetivo Geral da Anfotericina B?

O objetivo geral da Anfotericina B é proporcionar a eliminação rápida e definitiva de infeções fúngicas sistémicas, atuando como um agente fungicida potente, o que significa que destrói diretamente o organismo fúngico. O fármaco é considerado de espectro alargado, confirmando a sua eficácia contra uma vasta gama de fungos que causam doenças profundas. A sua função baseia-se num mecanismo de destruição direta: o alvo é o ergosterol, uma molécula estrutural crucial nas membranas das células fúngicas. Esta ação fungicida é clinicamente reconhecida pela sua eficácia na gestão de micoses graves, tais como as que podem ocorrer em doentes imunocomprometidos. A Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA confirma o papel do medicamento como uma ferramenta poderosa para a gestão de doenças fúngicas sistémicas graves.


Compreender a Forma Farmacêutica do Fungizon

O Fungizon é fornecido fisicamente como um pó liofilizado estéril, destinado exclusivamente a reconstituição e posterior perfusão intravenosa (IV). Esta via de administração é essencial para garantir que o fármaco alcance a distribuição sistémica necessária para tratar infeções localizadas profundamente no organismo. Embora seja um produto de ingrediente único, a sua formulação convencional difere das formas lipossomais mais recentes, que encapsulam o fármaco numa camada gordurosa protetora para alterar a sua arquitetura e perfil de entrega. A formulação convencional de Anfotericina B encontrada no Fungizon distingue-se pelo seu precedente histórico e pela sua utilização como agente terapêutico padrão contra agentes patogénicos fúngicos invasivos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fungizon?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança do Fungizon (Anfotericina B Desoxicolato)

O Fungizon é um medicamento potente reservado para o tratamento de infeções fúngicas progressivas e potencialmente fatais. Devido à sua potência, a administração deve ocorrer sob estreita observação clínica.

Principais Reações Adversas e Frequências

As reações adversas associadas ao Fungizon são comuns e podem ser graves, envolvendo múltiplas Classes de Sistemas de Órgãos.

Frequência Exemplos de Reações Adversas (Classe de Sistema de Órgãos)
Muito Frequentes (ge 10%) Anomalias nos testes de função renal (Azotémia), Hipocaliémia, Febre (Pirexia), Calafrios, Dispneia
Frequentes (1% a 10%) Insuficiência renal aguda, Anemia, Hipomagnesémia, Náuseas, Vómitos, Cefaleias, Flebite no local da injeção
Pouco Frequentes (0,1% a <1%) Leucopenia, Trombocitopenia, Broncoespasmo, Neuropatia periférica
Raras (<0,1%) Insuficiência hepática aguda, Diabetes insípida nefrogénica, Convulsões, Reações anafilactoides/anafiláticas

Considerações de Segurança Graves

As preocupações de segurança mais significativas do ponto de vista clínico são a nefrotoxicidade e as reações relacionadas com a perfusão. A deterioração da função renal é muito comum e pode levar a insuficiência renal aguda, necessitando de uma monitorização intensiva da creatinina sérica, do azoto ureico no sangue (BUN) e dos eletrólitos (especialmente potássio e magnésio).

A perfusão intravenosa rápida tem sido associada a hipotensão, arritmias e choque, devendo ser evitada. A sobredosagem inadvertida (doses superiores a 1,5 mg/kg por dia) pode resultar em paragem cardíaca ou cardiopulmonar potencialmente fatal.

Restrições e Monitorização

O Fungizon está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer excipiente. Geralmente, não é recomendado para doenças fúngicas não invasivas em doentes com contagens normais de neutrófilos. A terapia requer a monitorização regular da função renal, função hepática, eletrólitos séricos e hemogramas. Devido aos riscos desconhecidos, o uso durante a gravidez e a amamentação é geralmente aconselhado apenas se o benefício justificar claramente o risco potencial.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos reguladores oficiais da Anfotericina B convencional (Fungizon) definem o perfil de sobredosagem essencialmente pelo risco de toxicidade cardiorrespiratória grave e pela necessidade de cuidados de suporte imediatos. Os reguladores advertem estritamente que a dose diária total é um limite crítico e, em circunstância alguma, deve exceder os 1,5 mg/kg, uma vez que este valor está associado a um limiar letal. A sobredosagem pode resultar de erros de administração, tais como a substituição acidental de um produto não lipídico por uma formulação lipídica.

Manifestações de Sobredosagem e Riscos Documentados

Categoria Descobertas Documentadas Oficialmente
Desfecho Grave Paragem cardíaca e paragem cardiorrespiratória potencialmente fatais.
Efeitos Sistémicos Disritmias cardíacas e anomalias eletrolíticas graves.
Nota sobre a População O risco é particularmente relevante em doentes com insuficiência renal.

Ações de Emergência Necessárias

Caso se suspeite de uma sobredosagem, a assistência médica imediata deve ser procurada devido ao risco de vida. As informações de prescrição determinam a interrupção imediata da terapia após a confirmação. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, a gestão foca-se inteiramente no tratamento sintomático e de suporte. Isto inclui uma observação clínica estreita e contínua, bem como a avaliação laboratorial regular da função renal e dos níveis de potássio sérico. Antes de qualquer administração, a verificação do nome do produto e da dosagem é necessária para prevenir uma sobredosagem acidental e potencialmente fatal.

Usos terapêuticos de Fungizon

O Fungizon é geralmente utilizado para auxiliar na gestão de infeções fúngicas sistémicas graves, em situações onde é necessário um alívio terapêutico de suporte. Este medicamento é considerado relevante para atenuar os sintomas associados a diversas infeções fúngicas e parasitárias graves. A sua aplicação é pertinente para o alívio de sintomas em contextos clínicos agudos, onde as queixas se relacionam com um desequilíbrio sistémico, podendo ajudar na manutenção da estabilidade funcional durante episódios difíceis.

Gestão de Manifestações Invasivas Graves

O Fungizon é habitualmente utilizado para ajudar em condições caracterizadas por períodos de sintomas intensificados, tais como a aspergilose invasiva, a candidíase sistémica e a meningite criptocócica, nas quais os sintomas criam uma sobrecarga funcional percetível. É considerado relevante em contextos marcados por um desconforto acrescido, fornecendo um apoio que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante fases críticas.

“A aplicação da Anfotericina B é comummente utilizada em cenários onde os sintomas se tornam temporariamente esmagadores e é necessária assistência sintomática adicional.”

Apoio em Cenários Clínicos de Elevada Sobrecarga

O fármaco é frequentemente utilizado em diversos grupos de doentes, como os imunocomprometidos, sendo aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. É relevante para o alívio de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como a febre alta persistente, e pode fazer parte da gestão sintomática em condições onde os sintomas se podem intensificar temporariamente. Este alívio de suporte contribui para a redução da carga global de sintomas e ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando as manifestações da doença são mais evidentes.


Facto Rápido: Gestão de Suporte para o Desequilíbrio Sistémico

Propriedade Descrição
Indicação Principal Condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado devido a fungos invasivos.
Foco nos Sintomas Ajuda a gerir conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, como febre persistente e sinais de stresse funcional de órgãos específicos.
Benefício Chave Contribui para aliviar a carga sintomática global durante episódios agudos.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Fungizon: Informações Reguladoras Oficiais

Os documentos reguladores oficiais definem rigorosamente as populações de doentes elegíveis para o tratamento com Fungizon (Anfotericina B desoxicolato).


Âmbito de Elegibilidade e Contraindicações

Categoria Estatuto Regulador Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Destina-se principalmente a doentes com infeções fúngicas progressivas e potencialmente fatais.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à Anfotericina B ou a qualquer componente da formulação.
Populações para as quais o uso não é recomendado Indivíduos com doenças fúngicas não invasivas (ex.: candidíase oral) que apresentem contagens normais de neutrófilos.

Restrições Baseadas na Idade e Condição Clínica

Categoria Declaração Reguladora Oficial
Comprometimento Renal Não é absolutamente proibido, mas a utilização requer cuidado e uma monitorização frequente da função renal.
Estado de Gravidez O uso está restrito; é permitido apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto, uma vez que a segurança não está estabelecida.
Amamentação As orientações reguladoras geralmente recomendam contra o aleitamento materno devido à excreção desconhecida no leite humano e aos riscos potenciais para o lactante.
Uso Pediátrico A eficácia e a segurança não foram estabelecidas através de estudos adequados e bem controlados.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Os documentos reguladores oficiais definem o perfil de elegibilidade do Fungizon estabelecendo uma única contraindicação absoluta — a hipersensibilidade — e instituindo uma utilização condicional rigorosa baseada na gravidade da infeção e no estado fisiológico do doente. Isto assegura que o medicamento seja reservado para indivíduos com infeções de risco de vida, exigindo restrições e monitorização obrigatórias para populações com função renal comprometida, ou para quem esteja grávida ou a amamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Fungizon (Anfotericina B desoxicolato) interage com diversas classes de medicamentos, principalmente através de riscos de toxicidade aditiva, tal como documentado em fontes reguladoras governamentais. Não existem interações oficialmente documentadas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas, e as vias metabólicas da Anfotericina B permanecem desconhecidas.

Interações Farmacodinâmicas e de Toxicidade Aditiva

Tipo de Interação Agentes / Classes de Interação Declaração Reguladora Oficial
Aumento da Toxicidade Renal Medicamentos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, ciclosporina, pentamidina), Agentes antineoplásicos A coadministração pode aumentar o potencial de toxicidade renal induzida por fármacos; apenas devem ser utilizados com precaução extrema.
Risco de Hipocaliémia Corticosteroides, Corticotrofina (ACTH), Diuréticos (da ansa e tiazídicos) Podem potenciar a hipocaliémia induzida pela Anfotericina B.
Potenciação de Efeitos Glicosídeos digitálicos, Relaxantes musculares esqueléticos A hipocaliémia pode potenciar a toxicidade dos digitálicos ou aumentar o efeito curariforme.
Aumento da Toxicidade do Fármaco Flucitosina O uso concomitante pode aumentar a toxicidade da flucitosina devido a uma possível alteração na sua captação celular ou excreção renal.

Restrição de Administração

Foi relatada toxicidade pulmonar aguda em doentes que receberam Fungizon durante ou pouco tempo após Transfusões de Leucócitos. Os documentos reguladores aconselham que estas duas administrações sejam separadas pelo maior período de tempo possível e que a função pulmonar seja monitorizada.

Mecanismo de ação

A ação do Fungizon (Anfotericina B) baseia-se num mecanismo de destruição direta que ataca a integridade estrutural da membrana da célula fúngica, resultando na morte do fungo.

Ligação ao Ergosterol e Formação de Poros na Membrana

O mecanismo envolve uma elevada afinidade das moléculas do fármaco pelo ergosterol, o principal esterol exclusivo da membrana das células fúngicas, provocando a formação de poros transmembranares ou canais. Esta interação é um processo físico e não enzimático que ocorre na interface celular.

Cascata Fungicida e Perda de Viabilidade Celular

Os canais criados pelo medicamento permitem a saída descontrolada do conteúdo intracelular, principalmente de iões de potássio (K+), o que leva ao colapso do equilíbrio eletroquímico e osmótico da célula. Esta perda de equilíbrio interno resulta numa ação fungicida direta, o que significa que o fármaco mata ativamente o organismo fúngico em vez de apenas inibir o seu crescimento ou reprodução.

Ligação Não Seletiva a Esteróis e Limitações do Mecanismo

Embora a afinidade principal seja pelo ergosterol fúngico, a molécula apresenta uma afinidade menor pelo colesterol, o componente esterol das membranas das células dos mamíferos (hospedeiro). Esta capacidade de ligação não seletiva é uma limitação intrínseca da estrutura molecular do fármaco, o que resulta em efeitos na permeabilidade da membrana das células do hospedeiro.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Fungizon é Utilizado

O Fungizon (Anfotericina B convencional para injeção) é um medicamento potente e especializado, cuja utilização é rigorosamente regida por protocolos de administração e dosagem precisos, detalhados nas informações oficiais de prescrição. Isto garante que o fármaco seja preparado e administrado corretamente sob estrita vigilância clínica.


Vias de Administração e Preparações Aprovadas

Detalhe da Administração Requisito Oficial
Via Principal Perfusão Intravenosa (IV) para terapêutica sistémica.
Outras Vias Aprovadas Via intratecal e irrigação vesical para infeções localizadas específicas.
Diluentes Obrigatórios A reconstituição deve utilizar Água Estéril para Injeção; a diluição posterior requer Dextrose a 5% para Injeção (com um pH superior a 4,2).
Restrição Crítica Não deve ser misturado com soluções salinas (NaCl) ou outros eletrólitos.

Protocolo de Dose Padrão

O tratamento inicia-se com uma dose de teste obrigatória de 1 mg, administrada por perfusão intravenosa lenta durante 20 a 30 minutos. Se esta dose for tolerada, a dose terapêutica diária inicial começa habitualmente nos 0,25 mg/kg ou 0,3 mg/kg para infeções graves. A dose diária é então aumentada gradualmente, ou titulada, até um intervalo de manutenção de 0,5 mg/kg a 1,0 mg/kg. Em circunstância alguma a dose diária total deve exceder o máximo absoluto de 1,5 mg/kg.

Frequência, Ritmo de Perfusão e Duração

A frequência padrão é de uma vez ao dia, sendo a perfusão administrada lentamente durante um período de aproximadamente 2 a 6 horas. A terapia prolonga-se habitualmente por vários meses. Se o tratamento for interrompido por um período superior a sete dias, o protocolo oficial determina que o doente deve reiniciar a terapia no nível de dosagem mais baixo (0,25 mg/kg) e ser novamente sujeito a uma titulação gradual.

Evidência clínica recente

Evidências da investigação / Visão geral dos estudos

Visão Geral dos Ensaios Clínicos

A investigação tem incidido principalmente no Fungizon (anfotericina B desoxicolato) para o tratamento de infeções fúngicas sistémicas, incluindo a criptococose, blastomicose, histoplasmose e candidíase. O fármaco tem sido utilizado clinicamente há décadas, o que o torna um agente fundamental na terapia antifúngica, particularmente em infeções de risco de vida.

Mecanismo e Atividade Antifúngica

A anfotericina B apresenta uma atividade de largo espetro contra diversas leveduras e fungos filamentosos. A investigação analisou a relação do fármaco com as membranas das células fúngicas, onde se pensa que este se ligue ao ergosterol, um esterol essencial para a estrutura do fungo. Esta ação é considerada fundamental para o seu efeito fungicida ou fungistático, dependendo da concentração atingida nos fluidos corporais.

Estudos Comparativos e Novas Formulações

Ensaios clínicos e estudos experimentais têm comparado frequentemente o Fungizon convencional com as novas formulações lipídicas de anfotericina B (como a anfotericina B lipossomal). O desenvolvimento destas formulações alternativas teve como objetivo principal atenuar a nefrotoxicidade relacionada com a dose (danos nos rins) e as reações relacionadas com a perfusão associadas à formulação convencional de desoxicolato.

Alguns estudos sugerem que, embora o Fungizon convencional e as formulações lipídicas possam ter uma eficácia semelhante em certas indicações, as formulações lipídicas permitem a administração de doses mais elevadas, oferecendo potencialmente um perfil de segurança melhorado em algumas populações de doentes.

Segurança e Grupos de Doentes

Os estudos confirmam que a monitorização cuidadosa da função renal (marcadores renais) e dos eletrólitos séricos (como o potássio e o magnésio) é essencial durante o tratamento com Fungizon, devido ao potencial de danos nos órgãos e alterações metabólicas. A sua utilização é geralmente reservada para doenças fúngicas progressivas e potencialmente fatais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Fungizon (FAQ)


P: O Fungizon necessita de receita médica ou é de venda livre?

De acordo com as informações de prescrição reguladoras oficiais, o Fungizon é um medicamento potente e especializado, que é administrado apenas por perfusão intravenosa (IV) sob estreita observação clínica.

Este método de administração e os protocolos de dosagem detalhados descritos no rótulo oficial são caraterísticos de medicamentos que exigem receita médica e são geridos por profissionais de saúde.


P: O Fungizon pode ser utilizado para qualquer tipo de infeção fúngica?

Os documentos oficiais indicam que o Fungizon deve ser utilizado primordialmente para tratar infeções fúngicas progressivas e potencialmente fatais.

A informação reguladora aconselha que, geralmente, não deve ser utilizado em formas não invasivas ou minor de doença fúngica, como a candidíase oral, em doentes com contagens normais de neutrófilos, uma vez que o seu uso é reservado para condições mais graves.


P: O Fungizon interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

Os avisos oficiais de interação medicamentosa identificam que o Fungizon, quando administrado com medicamentos nefrotóxicos, pode aumentar o potencial de toxicidade renal induzida por fármacos.

Os documentos reguladores advertem que a utilização de Fungizon com outros medicamentos identificados como nefrotóxicos pode aumentar o risco de toxicidade para os rins, exigindo uma monitorização rigorosa.


P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que interajam com o Fungizon?

Os documentos reguladores oficiais relacionados com o Fungizon afirmam explicitamente que não existem interações oficialmente documentadas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Relativamente a vitaminas e suplementos, alguns relatórios sugerem que o Fungizon pode aumentar a excreção urinária de magnésio. É importante que os profissionais de saúde tenham conhecimento de todos os produtos utilizados para fins de monitorização, particularmente dos eletrólitos.


P: Pessoas com diabetes podem utilizar o Fungizon?

A diabetes não está listada como uma contraindicação absoluta nos documentos reguladores oficiais do Fungizon.

No entanto, uma vez que o fármaco pode causar desequilíbrios nos eletrólitos séricos, como o potássio e o magnésio, a informação oficial indica que a monitorização de certos parâmetros pode ser necessária para doentes com condições que afetem os rins ou o metabolismo.


P: O Fungizon está listado como um medicamento de alerta elevado?

Sim, organizações conceituadas de segurança de medicamentos incluem as formulações de anfotericina B na sua lista de medicamentos de alerta elevado.

Esta classificação é atribuída a fármacos que acarretam um risco acrescido de causar danos significativos aos doentes se forem utilizados por erro, particularmente devido à confusão entre a formulação convencional (Fungizon) e as formulações lipídicas mais recentes.


P: O que significa o termo "sistémico" ao descrever o uso do Fungizon?

Quando a informação reguladora descreve o uso do Fungizon como tratando infeções fúngicas sistémicas, refere-se a uma doença que afeta o corpo como um todo, em vez de estar limitada a uma área pequena e localizada.

Como o Fungizon é administrado por via intravenosa, a substância ativa consegue distribuir-se por todo o organismo para tratar infeções internas generalizadas.


P: O que acontece se eu interromper o tratamento com Fungizon precocemente?

Os protocolos oficiais sublinham a importância de manter o regime de tratamento conforme prescrito.

Os documentos reguladores afirmam explicitamente que, se a terapia for interrompida por mais de sete dias, o doente é aconselhado a reiniciar o tratamento a partir do nível de dosagem mais baixo e a aumentar gradualmente a dose de novo, realçando a natureza crítica da continuidade da terapia.


P: Existe algum aviso sobre tomar Fungizon com álcool?

De acordo com os documentos reguladores oficiais, não existem interações documentadas com o álcool.

No entanto, recomenda-se sempre a revisão de todas as substâncias, incluindo o álcool, com o profissional de saúde que gere o regime medicamentoso.


P: Existem restrições alimentares associadas ao uso de Fungizon?

Os documentos reguladores oficiais afirmam explicitamente que não existem interações documentadas com alimentos para o Fungizon.

Portanto, geralmente não existem restrições dietéticas especificadas relacionadas com a eficácia ou segurança do fármaco.


P: Posso esmagar ou partir os comprimidos de Fungizon se forem muito grandes?

O Fungizon não é fornecido na forma de comprimido que possa ser esmagado ou partido.

O medicamento é fornecido como um pó liofilizado (um sólido liofilizado) concebido para ser reconstituído com um líquido estéril e administrado apenas por perfusão intravenosa.


P: Porque é que o Fungizon é por vezes administrado em ambiente hospitalar?

O Fungizon é tipicamente administrado num hospital ou clínica porque é reservado para tratar infeções fúngicas potencialmente fatais.

Além disso, o fármaco deve ser administrado por perfusão IV sob estreita observação clínica devido à natureza comum e potencialmente grave das reações relacionadas com a perfusão, tais como febre, calafrios e hipotensão.


P: Que tipo de exames de acompanhamento são comuns durante o uso de Fungizon?

Devido à possibilidade de efeitos secundários, os documentos oficiais aconselham que a monitorização frequente é essencial durante a terapia.

Os exames comuns incluem a monitorização da função renal (marcadores renais), função hepática, eletrólitos séricos (especificamente potássio e magnésio) e hemogramas.


P: A evidência científica para o Fungizon é considerada robusta ou preliminar?

A anfotericina B, o princípio ativo do Fungizon, tem sido utilizada clinicamente há décadas e está incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este reconhecimento global indica um papel estabelecido e fundamental no tratamento de infeções fúngicas sistémicas graves.


P: A maioria dos doentes tolera bem o Fungizon?

Os documentos reguladores oficiais relatam que as reações adversas associadas ao Fungizon são comuns e podem ser graves.

Especificamente, reações agudas como febre, calafrios e dores de cabeça são muito comuns pouco depois da perfusão, e a deterioração da função renal também é relatada como muito comum.


P: Qual é o mecanismo de desenvolvimento de resistência ao Fungizon?

O mecanismo de resistência envolve alterações na estrutura da parede celular do fungo, particularmente no alvo do fármaco, o ergosterol.

A informação oficial observa que os mecanismos exatos pelos quais a resistência se desenvolve ainda são apenas parcialmente compreendidos.


P: O Fungizon está disponível sob forma genérica?

O princípio ativo do Fungizon é a anfotericina B, e versões genéricas da formulação convencional de desoxicolato têm estado disponíveis após a expiração das patentes.

O próprio Fungizon é um dos nomes de marca originais para a anfotericina B convencional.


P: O Fungizon pode ser utilizado para infeções cutâneas ligeiras?

A informação oficial de prescrição aconselha que o fármaco não deve ser utilizado para formas não invasivas ou minor de doença fúngica.

O seu uso é reservado apenas para o tratamento de infeções fúngicas sistémicas progressivas e potencialmente fatais.


P: Como é que o Fungizon é normalmente eliminado do organismo?

A informação farmacocinética oficial indica que a anfotericina B tem uma fase de eliminação longa, com uma semivida de aproximadamente 15 dias, devido à sua libertação lenta a partir dos tecidos periféricos.

Apenas cerca de 3% do fármaco é eliminado através dos rins.

Como Fungizon deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação do Fungizon (Anfotericina B)

Os frascos de Fungizon por abrir devem ser conservados sob refrigeração, mantendo-se num intervalo de temperatura entre 2 °C e 8 °C. É obrigatório manter os frascos dentro da embalagem exterior original para garantir a proteção contra a luz. O produto não deve ser congelado.

Estado de Conservação Intervalo de Temperatura Estabilidade e Proteção
Frascos por abrir 2 °C a 8 °C Proteger da luz; Não congelar
Concentrado reconstituído Até 25 °C Estável durante 24 horas
Concentrado reconstituído 2 °C a 8 °C Estável durante uma semana (7 dias)

Instruções de Manuseamento e Eliminação

Este medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças. O Fungizon destina-se a uma única utilização. Qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser eliminado imediatamente após a utilização. A eliminação deve ser realizada estritamente de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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