Fluticosone

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fluticosone

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Propionato de Fluticasona (INN)
Forma Suspensão nasal, pó para inalação, creme tópico
Classe farmacológica Glucocorticoide (Corticosteroide)
Objetivo geral Anti-inflamatório e anti-edematoso
Origem Esteroide fluorado sintético

Que tipo de medicamento é o Propionato de Fluticasona?

O Propionato de Fluticasona é um glucocorticoide sintético potente, classificado farmacologicamente como um corticoide, que atua principalmente como um poderoso agente anti-inflamatório concebido para uma ação localizada. Esta entidade farmacológica é um esteroide fluorado especializado, derivado quimicamente de hormonas naturais como o cortisol. Este composto sintético é altamente eficaz e pertence a uma classe de compostos conhecidos pelo seu efeito anti-inflamatório e imunossupressor. Estudos farmacológicos confirmam consistentemente a elevada afinidade de ligação do Propionato de Fluticasona ao recetor de glucocorticoides, sustentando a sua designação como um agente tópico de elevada potência.


Propionato de Fluticasona: Composição e Formas Físicas

A substância ativa, o Propionato de Fluticasona, é formulada como um éster de propionato para garantir estabilidade e potência, estando geralmente disponível como um produto de substância ativa única de ação local. Este composto ativo é administrado aos doentes através de diferentes formas farmacêuticas adequadas para uma aplicação direcionada, incluindo suspensão aquosa ou solução (para spray nasal), pó ou suspensão para inalação (para uso respiratório oral), ou como creme ou pomada tópica. A estrutura do éster de propionato confere à fluticasona uma elevada lipofilicidade, uma característica distintiva que permite uma penetração eficiente nos tecidos locais. Esta característica diferencia-a de corticosteroides menos lipossolúveis, otimizando o seu desempenho em condições como a inflamação cutânea localizada.


Qual é o Objetivo Geral deste Glucocorticoide?

O objetivo geral deste medicamento de ação prolongada é proporcionar um alívio fundamental através da supressão direta e potente da resposta imunitária que desencadeia a inflamação crónica e o inchaço. A fluticasona atinge este efeito anti-inflamatório ao ligar-se a recetores específicos de glucocorticoides no interior das células, inibindo assim a libertação de numerosos mediadores inflamatórios responsáveis pela irritação e danos nos tecidos. Esta ação, combinada com uma propriedade vasoconritora potente, resulta numa redução sustentada do edema (inchaço) localizado nos tecidos, ajudando a normalizar a função tecidular em vez de apenas mitigar os sintomas superficiais.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fluticosone?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Propionato de Fluticasona, conforme estabelecido pelos documentos regulamentares, está estruturado em torno de reações adversas categorizadas pela frequência e pelo sistema corporal afetado. Os efeitos secundários observados com maior frequência são geralmente locais, variando consoante a formulação. Por exemplo, as reações comuns entre as várias formulações incluem dores de cabeça, enquanto as formas nasais listam frequentemente a epistaxe (hemorragias nasais) e irritação local.


Classes de Sistemas de Órgãos e Frequência

Nos rótulos regulamentares, os eventos adversos são agrupados por Classe de Sistemas de Órgãos (SOC). A classe de Infeções e Infestações inclui problemas comuns como a candidíase oral ou nasal. Os efeitos no Sistema Respiratório incluem eventos comuns como a irritação da garganta e efeitos pouco frequentes como a ulceração nasal ou, em relatórios pós-comercialização, a perfuração do septo nasal.

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Comuns Dores de cabeça, Epistaxe, Irritação da garganta, Candidíase oral
Raras/Muito Raras Supressão suprarrenal, Glaucoma, Cataratas

Reações Adversas Graves e Considerações Especiais de Segurança

O perfil define também riscos sistémicos raros e graves, particularmente os relacionados com a sua natureza corticosteroide. A supressão suprarrenal (supressão do eixo HPA) e complicações oculares, tais como o desenvolvimento de glaucoma ou cataratas, estão documentadas como reações adversas Muito Raras, mas clinicamente significativas.

Existem considerações de segurança específicas para determinadas populações. Os documentos regulamentares referem o risco potencial de atraso no crescimento em crianças e adolescentes, exigindo a monitorização regular da altura. Além disso, doentes com comprometimento hepático grave podem sofrer uma maior exposição sistémica, aumentando o risco de efeitos adversos sistémicos dos corticosteroides. É oficialmente declarado que o uso prolongado ou doses elevadas aumentam a probabilidade de ocorrência destes efeitos sistémicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Cenário de Sobredosagem

Embora uma sobredosagem aguda e única de fluticasona administrada por inalação seja geralmente considerada improvável de causar problemas graves devido à sua baixa absorção sistémica, é ainda assim crucial monitorizar a situação. A maioria das autoridades de saúde aconselha que uma exposição aguda a doses elevadas requer tipicamente apenas observação, podendo não ser necessário um tratamento especializado.

O principal risco associado à sobre-exposição provém da utilização crónica de doses excessivamente elevadas durante um período prolongado. Esta sobredosagem crónica pode levar a sinais de excesso de corticosteroides sistémicos, especificamente hipercorticismo (características cushingoides) e supressão adrenal (insuficiência adrenocortical). Estes efeitos estão ligados aos sistemas internos de regulação hormonal do corpo.

Ações de Emergência

Se considerar que ocorreu uma sobredosagem, ou se alguém tiver engolido acidentalmente o medicamento, deve procurar imediatamente assistência médica de emergência ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). É especialmente crítico ligar para os serviços de emergência se a pessoa desmaiar, tiver uma convulsão ou não estiver a respirar. Em casos de sobredosagem crónica que resultem em efeitos sistémicos, um profissional de saúde fará a gestão da situação através da descontinuação gradual do produto, para permitir a recuperação do sistema adrenal.

Sintomas Chave de Sobre-exposição Crónica

Os sinais de hipercorticismo ou supressão adrenal podem incluir: fraqueza ou cansaço invulgar, perda de apetite, desmaios e potenciais alterações no estado mental ou no humor. Indivíduos com condições pré-existentes específicas ou que tomem medicamentos que causem interação podem apresentar um risco mais elevado de sofrer estes efeitos sistémicos.

Usos terapêuticos de Fluticosone

Para que serve a Fluticasona: Principais Utilizações e Benefícios

A fluticasona é habitualmente utilizada em diversas áreas terapêuticas onde os doentes apresentam sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. O uso terapêutico da fluticasona no controlo de sintomas de condições inflamatórias alérgicas e não alérgicas é amplamente reconhecido no âmbito da gestão da saúde.

Este medicamento é aplicado em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional, sendo relevante em condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado, tais como aquelas que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas como a asma, a rinite ou a dermatite.

“A fluticasona proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras e contribui para atenuar a carga global dos sintomas.”

É relevante para suavizar conjuntos de sintomas que se podem tornar disruptivos, tais como sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, incluindo sibilância, tosse, aperto no peito, congestão nasal e crises de prurido cutâneo. É frequentemente utilizada durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes, proporcionando um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.


Facto Rápido: Resumo do Controlo de Sintomas

Domínio dos Sintomas Benefício Geral
Sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica Contribui para atenuar a carga global dos sintomas.
Sintomas ligados ao stress funcional de órgãos específicos Apoia a melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos.
Sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos Proporciona um alívio de suporte quando os sintomas se tornam mais disruptivos durante as crises.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Fluticasona — Informação Regulamentar Oficial


Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais o uso é permitido (conforme o rótulo) Adultos, adolescentes e doentes pediátricos que cumpram o limite de idade mínima para o produto específico (ex.: spray nasal com idade igual ou superior a 2 ou 4 anos).
Populações para as quais o uso não é recomendado (se aplicável) Mulheres grávidas ou a amamentar, a menos que o benefício justifique o risco; crianças abaixo da idade mínima aprovada.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente; doentes em estado de mal asmático (formas inaladas); lactentes com menos de 1 ano (formas tópicas).
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade A idade mínima varia consoante a formulação (ex.: 2 a 16 anos). A segurança e eficácia não estão estabelecidas abaixo destes limites.
Regras de elegibilidade para condições específicas O uso requer cautela em doentes com infeções ativas (ex.: tuberculose); deve ser evitado em pessoas com trauma nasal recente ou úlceras; requer monitorização em caso de insuficiência hepática grave.
Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação (se documentado) O uso é condicional; permitido apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial.
Restrições de elegibilidade relacionadas Utilizar com cautela em doentes que transitem de esteroides sistémicos ou naqueles com glaucoma/cataratas.

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Classificação de gravidade da elegibilidade (conforme definido nos documentos oficiais) Contraindicado, Utilizar com Cautela/Evitar, Não Recomendado.
Base regulamentar (EMA / FDA / etc.) Rotulagem de Medicamentos da FDA, RCM (EMA), MHRA.
Restrições de contexto de elegibilidade (conforme definido nos documentos oficiais) Tipo de formulação, Estado de infeção, Grupo etário.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Declarações oficiais de elegibilidade:

  • O uso é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos seus componentes.
  • A elegibilidade é restringida por um limite de idade mínima, que varia consoante o produto (ex.: idade igual ou superior a 2 até aos 4 anos para alguns sprays nasais).
  • O uso requer cautela em doentes com certas infeções não tratadas (ex.: tuberculose) ou naqueles com trauma nasal recente.

Ligação ao perfil de elegibilidade global: A rotulagem regulamentar define explicitamente quem pode e quem não pode utilizar a Fluticasona, estabelecendo proibições absolutas baseadas na hipersensibilidade e em crises respiratórias agudas. Além disso, a elegibilidade é limitada por requisitos de idade mínima que diferem entre as várias formulações e por limitações condicionais que exigem cautela devido a infeções existentes ou ao estado da função orgânica. No que diz respeito a estados reprodutivos, o processo de decisão é limitado pela exigência oficial de que o uso deve ser submetido a uma avaliação de benefício potencial versus risco potencial. Estas declarações formam, coletivamente, a fronteira obrigatória e baseada no rótulo para a utilização da Fluticasona.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Fluticasona com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Propionato de Fluticasona é definido por padrões farmacocinéticos relacionados com a sua depuração metabólica. A substância é extensamente metabolizada pela enzima Citocromo P450 3A4 (CYP3A4).

Esta via de depuração cria um risco de interação significativa com outros medicamentos classificados como inibidores fortes da CYP3A4. O resultado mais crítico é um aumento substancial da exposição sistémica à Fluticasona (AUC e Cmax), o que pode levar a efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo a supressão dos níveis de cortisol sérico.

Restrições Regulamentares Formais

Categoria da Substância de Interação Requisito Regulamentar
Inibidores Fortes da CYP3A4 Uso não recomendado devido ao potencial de aumento acentuado da exposição sistémica.
Ritonavir / Cetoconazol Explicitamente citados em documentos regulamentares como medicamentos com os quais se deve evitar a coadministração.

A combinação de Fluticasona com inibidores fortes específicos, como o Ritonavir, está documentada como causadora de um aumento acentuado nas concentrações plasmáticas. Devido à sua dependência da depuração hepática, o perfil oficial inclui uma advertência específica para doentes com comprometimento hepático grave. Esta população deve ser monitorizada de perto quanto a quaisquer sinais de aumento da exposição ao fármaco, uma vez que o seu ritmo metabólico natural pode estar reduzido. Não existem regras obrigatórias quanto ao horário da administração, nem existem interações oficiais documentadas com alimentos, álcool ou produtos naturais comuns.

Mecanismo de ação

Supressão Genómica de Sinais Inflamatórios

Este mecanismo central envolve a atuação do Propionato de Fluticasona como um agonista no Recetor de Glucocorticoides (GR) intracelular. Ao formar um complexo que se desloca para o núcleo, o fármaco participa diretamente na transrepressão — desativando os genes de substâncias pró-inflamatórias, como citocinas e quimiocinas. Esta interação regula a capacidade celular de sinalização inflamatória.


Modulação Abrangente de Mediadores Inflamatórios

A ação do fármaco afeta a síntese e a libertação de um espetro alargado de mediadores inflamatórios. Isto inclui a modulação da cascata que produz eicosanoides (prostaglandinas e leucotrienos), resultando na modulação de diversos sinais químicos inflamatórios. Este mecanismo reduz a produção de quimiocinas que promovem a migração de células imunitárias e diminui a libertação de sinais responsáveis pela continuação da via inflamatória.


Controlo do Edema Vascular Localizado

A fluticasona também exerce uma influência rápida e não genómica nas estruturas tecidulares locais, induzindo vasoconstrição. Esta ação direcionada para a microvasculatura diminui a permeabilidade dos capilares, reduzindo assim o extravasamento de fluidos e células para o espaço tecidular. A consequência imediata deste mecanismo é uma redução do edema tecidular localizado e da hiperemia no local de aplicação.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Fluticasona

A fluticasona é administrada por via intranasal no caso das formulações nasais (sprays, gotas) ou por via de inalação oral para produtos respiratórios (aerossóis, pós).

Posologia Oficial e Frequência

População Alvo Dose Inicial Recomendada (Propionato) Frequência
Adultos (Intranasal) 2 pulverizações (100 mu g) em cada narina diariamente (200 mu g/dia) Uma vez por dia (ou 1 pulverização duas vezes ao dia)
Crianças dos 4 aos 11 anos 1 pulverização (50 mu g) em cada narina diariamente (100 mu g/dia) Uma vez por dia
Inalação Oral Varia consoante a dosagem, até 500 mu g ou mais por dose Duas vezes por dia

A dose total diária máxima não deve ser ultrapassada e o princípio de prescrição dita que a dosagem deve ser titulada até ao nível eficaz mais baixo para manter o controlo dos sintomas. Para a rinite alérgica, a duração do tratamento não deve, geralmente, exceder o período de exposição ao alergénio.


Requisitos de Administração

Para garantir uma administração correta, o dispositivo de spray nasal deve ser agitado suavemente e preparado (priming) através de pulverizações para o ar antes da primeira utilização ou após um período sem utilização. Após usar o produto de inalação oral, os doentes são instruídos a enxaguar a boca com água e deitá-la fora (cuspir) para remover o fármaco residual da boca e da garganta.

O tratamento deve ser efetuado em intervalos regulares e programados para a sua eficácia, uma vez que o benefício terapêutico máximo pode exigir vários dias de utilização contínua para estar plenamente estabelecido. Se uma dose programada for esquecida, o doente deve retomar o regime com a dose seguinte planeada; não é permitido duplicar uma dose.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Estudos clínicos recentes realizados entre 2024 e 2025 reforçam a eficácia da fluticasona, tanto em formulações isoladas como em terapias combinadas, para a gestão a longo prazo de doenças respiratórias crónicas. Dados de 2024 indicam que a utilização de corticoides inalados como a fluticasona continua a ser fundamental para reduzir a probabilidade de exacerbações graves em doentes com asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).

Em contextos de tratamento da DPOC, evidências de 2025 compararam diferentes regimes de inalação, demonstrando que a terapia tripla contendo fluticasona, um antagonista muscarínico de longa duração e um agonista beta-2 de longa duração é eficaz na redução da taxa anual de exacerbações moderadas a graves. Observou-se que esta abordagem integrada pode oferecer uma proteção superior em doentes com histórico de exacerbações frequentes e níveis elevados de eosinófilos no sangue, em comparação com as terapias de broncodilatador duplo.

No âmbito da asma, investigações publicadas em 2025 destacaram o papel da fluticasona no controlo de sintomas persistentes, como a tosse crónica. Estudos demonstraram que o início precoce da terapia combinada contendo este corticoide resulta numa melhoria significativa da função pulmonar e do controlo da doença num período de seis semanas. Além disso, análises de evidência em vida real confirmaram que a manutenção da adesão ao tratamento com fluticasona é crucial, uma vez que a interrupção da terapêutica com corticoides inalados está associada a um aumento imediato do risco de crises respiratórias, especialmente em populações pediátricas.

Relativamente à rinite alérgica, ensaios clínicos recentes avaliaram a combinação de propionato de fluticasona com anti-histamínicos em spray nasal. Os resultados de 2025 sugerem que este tratamento profilático, iniciado antes da época polínica, reduz significativamente a gravidade dos sintomas nasais e pode contribuir para a diminuição da frequência de ataques de asma concomitantes em doentes com rinite alérgica sazonal. O perfil de segurança permanece consistente com observações anteriores, mantendo-se como uma opção bem tolerada para uso prolongado sob supervisão adequada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Fluticasona (FAQ)


P: A fluticasona contém anti-histamínicos?

Não. A fluticasona é classificada como um corticosteroide e não é um anti-histamínico. Os documentos regulamentares confirmam que o princípio ativo é o propionato de fluticasona, que atua na redução da inflamação. Não contém qualquer componente anti-histamínico, que teria a função de bloquear a libertação de histamina.


P: A fluticasona é o mesmo que o Flonase ou o Flovent?

A fluticasona é o princípio ativo oficial encontrado em vários produtos diferentes, incluindo os medicamentos de marca Flonase e Flovent. Especificamente, o propionato de fluticasona é o composto ativo no spray nasal Flonase. O Flovent é uma marca distinta que contém fluticasona utilizada para inalação oral.


P: A fluticasona é indicada apenas para alergias?

Não. Os documentos regulamentares oficiais indicam que a fluticasona está aprovada para uma variedade de condições inflamatórias. Dependendo da formulação específica, os usos aprovados incluem o controlo de sintomas de rinite alérgica e não alérgica. Outras formulações estão aprovadas para condições respiratórias como a asma e a DPOC.


P: A fluticasona pode causar aumento de peso?

A informação regulamentar indica que, como corticosteroide, a fluticasona tem potencial para causar efeitos sistémicos se for absorvida pelo organismo. Embora seja raro, o uso prolongado ou a exposição sistémica elevada em indivíduos suscetíveis pode levar a condições como o hipercorticismo. Estas condições sistémicas graves estão associadas a alterações documentadas no peso.


P: É comum a fluticasona causar sensação de cansaço?

A fraqueza invulgar ou a fadiga são reações adversas documentadas, embora geralmente não constem entre os efeitos mais comuns. A informação oficial do produto refere que estes sintomas podem ser um sinal de efeitos sistémicos graves e raros, tais como a supressão adrenal (supressão do eixo HPA).


P: A fluticasona afeta o sono ou causa insónia?

A rotulagem oficial do produto para a formulação de ingrediente único de fluticasona não lista especificamente a insónia como um efeito secundário. No entanto, os avisos regulamentares para alguns produtos de fluticasona combinada incluem a menção a potenciais distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC). Este tipo de avisos é incluído porque os efeitos no SNC podem, potencialmente, interferir com os padrões de sono.


P: Qual é a diferença entre o Propionato de Fluticasona e o Furoato de Fluticasona?

Estas são duas formas quimicamente distintas do mesmo fármaco ativo, a fluticasona. A diferença reside na sua forma de éster, o que pode afetar a forma como são absorvidos e utilizados pelo organismo. Estas diferenças resultaram em aprovações regulamentares separadas, frequentemente relacionadas com diferenças na frequência de administração recomendada.


P: A fluticasona pode interagir com medicamentos para a tensão arterial?

Os documentos regulamentares advertem que a fluticasona é metabolizada pela enzima CYP3A4 no fígado. Esta via cria um risco de interação com outros medicamentos, incluindo alguns bloqueadores dos canais de cálcio específicos utilizados para a tensão arterial, que são classificados como inibidores da CYP3A4. Tais interações podem levar a níveis mais elevados de fluticasona no organismo, o que é uma área de precaução documentada no perfil oficial.


P: É possível ficar dependente da fluticasona?

Os documentos regulamentares para esta classe de medicamentos (corticosteroides intranasais) não listam a dependência física ou a adição como um risco. A fluticasona funciona de forma diferente dos sprays nasais descongestionantes, que são conhecidos por causar congestão de ricochete após a interrupção.


P: A fluticasona está disponível sem receita médica?

Sim. Certas formulações de baixa dosagem de propionato de fluticasona em spray nasal estão disponíveis para compra sem receita médica. No entanto, muitas outras dosagens e formulações de fluticasona (como as utilizadas para inalação) permanecem disponíveis apenas mediante receita médica.


P: A fluticasona pode aumentar os níveis de açúcar no sangue?

Tal como acontece com muitos corticosteroides, a informação regulamentar confirma que a absorção sistémica da fluticasona pode levar a níveis elevados de glicose no sangue, uma condição conhecida como hiperglicemia. O potencial para este efeito é a razão pela qual a orientação oficial refere que é necessária precaução na utilização em doentes com diabetes mellitus ou naqueles propensos a níveis elevados de açúcar no sangue.


P: A fluticasona ajuda no corrimento pós-nasal?

O mecanismo de ação da fluticasona consiste em reduzir a inflamação e o inchaço nas passagens nasais. As indicações aprovadas, tais como o tratamento da congestão e dos sintomas de rinite, alinham-se com o seu uso para gerir o inchaço e a irritação subjacentes que frequentemente contribuem para o corrimento pós-nasal.


P: Existe uma versão genérica da fluticasona?

Sim. O propionato de fluticasona está amplamente disponível como medicamento genérico em várias formas aprovadas. As autoridades reguladoras aprovam versões genéricas após estabelecerem que estas são quimicamente equivalentes e podem substituir os seus equivalentes de marca.


P: A fluticasona contém oximetazolina ou pseudoefedrina?

Não. A fluticasona é classificada como um corticosteroide e não é formulada com descongestionantes nasais como a oximetazolina ou a pseudoefedrina. Os descongestionantes têm um mecanismo de ação diferente e são regulados separadamente.


P: É normal sentir uma alteração no paladar ou no olfato ao iniciar a fluticasona?

Sim. As tabelas oficiais de reações adversas regulamentares listam um paladar ou olfato desagradável como um efeito secundário comum para algumas formulações de fluticasona. Esta é considerada uma reação localizada documentada nas tabelas de reações adversas regulamentares.


P: Existem avisos específicos para idosos que utilizam fluticasona?

As orientações regulamentares para a população geriátrica referem que os doentes idosos podem ter maior probabilidade de apresentar reduções relacionadas com a idade na função hepática, renal ou cardíaca. Devido a isto, os documentos oficiais aconselham que a precaução pode ser necessária e observam a potencial necessidade de uma avaliação cuidadosa devido à possibilidade de reduções da função orgânica relacionadas com a idade.

Como Fluticosone deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Fluticasona

Os produtos de fluticasona devem ser armazenados a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C, e devem ser protegidos do congelamento para manter a integridade do produto. O medicamento deve permanecer na sua embalagem original, devidamente fechada, e protegido do calor excessivo, humidade e luz direta.

Todas as formas de fluticasona devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças, conforme exigido pela regulamentação oficial. Para a eliminação, os medicamentos não utilizados ou fora de prazo devem ser entregues num programa de recolha de medicamentos, quando disponível. Os inaladores de aerossol não devem ser perfurados nem atirados ao fogo ou a um incinerador, sendo necessário contactar as autoridades locais de gestão de resíduos para uma eliminação ambiental adequada, de acordo com os regulamentos locais. Dispositivos de inalação específicos devem ser eliminados um mês após a primeira abertura ou após atingirem o número de doses indicado no rótulo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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