Fluticasona

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fluticasona

O que é a Fluticasona?

A fluticasona é um medicamento pertencente à classe dos corticosteroides, amplamente utilizada no tratamento de diversas condições inflamatórias. Atua reduzindo a inflamação, o inchaço e a irritação em diferentes partes do corpo, dependendo da sua forma de administração. Este fármaco é frequentemente prescrito para o controlo a longo prazo de sintomas respiratórios e alérgicos, ajudando a prevenir a recorrência de crises e a melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Disponível em várias formulações, a fluticasona pode ser encontrada como spray nasal para o tratamento da rinite alérgica, como inalador para o controlo da asma e da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), ou como creme e pomada para tratar afeções cutâneas, como o eczema e a psoríase. Ao contrário dos medicamentos de ação imediata, a fluticasona é geralmente utilizada como um tratamento preventivo, exigindo uma utilização regular e contínua para que se atinjam os benefícios terapêuticos plenos.

O mecanismo de ação da fluticasona foca-se na inibição de múltiplas células e mediadores responsáveis pela resposta inflamatória. Ao ser administrada diretamente no local afetado, como as vias respiratórias ou a pele, a fluticasona minimiza a absorção sistémica pelo resto do organismo, o que contribui para um perfil de segurança favorável quando utilizada conforme as orientações médicas. É fundamental que o seu uso seja supervisionado por um profissional de saúde para garantir a dosagem correta e a eficácia do tratamento.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fluticasona?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da fluticasona, classificada como um corticosteroide, caracteriza-se principalmente por reações adversas locais devido à sua aplicação direcionada e à absorção sistémica geralmente reduzida, de acordo com a documentação regulamentar oficial.

Frequência das Reações Adversas

Os efeitos secundários são classificados oficialmente por frequência com base em normas regulamentares. As reações documentadas mais frequentemente são de natureza local:

Classificação Exemplos de Reações (por SOC)
Muito Frequentes Cefaleia (dor de cabeça), Epistaxe (hemorragia nasal), Candidíase oral/faríngea
Frequentes Irritação ou secura nasal, Ulceração nasal, Paladar desagradável (Disgeusia)

Estes efeitos inserem-se principalmente nas Classes de Sistemas de Órgãos (SOC) de Doenças Respiratórias, Torácicas e do Mediastino e de Infeções e Infestações.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Embora raras, as informações regulamentares documentam o potencial para efeitos sistémicos, particularmente com doses elevadas ou exposição prolongada. As reações adversas graves listadas oficialmente incluem a supressão adrenal (uma redução na produção natural de esteroides pelo organismo) e riscos oculares, como o glaucoma e as cataratas.

Os documentos regulamentares destacam condicionantes específicas de certas populações e padrões temporais:

  • População Pediátrica: O potencial para uma redução temporária na velocidade de crescimento em crianças e adolescentes é referido na rotulagem oficial.
  • Insuficiência Hepática: A exposição ao medicamento é provavelmente maior em doentes com doença hepática grave.
  • Padrão de Exposição: É explicitamente indicado que os efeitos secundários sistémicos são mais prováveis durante longos períodos de tratamento ou quando existe a coadministração com determinados medicamentos inibidores enzimáticos potentes (inibidores do CYP3A4).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Fluticasona e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de fluticasona distingue entre os riscos de uma exposição aguda e os de uma exposição crónica.


Riscos e Manifestações Documentadas da Sobredosagem

Prevê-se geralmente que uma sobredosagem aguda, resultante de exposições únicas e elevadas, seja benigna e improvável de produzir toxicidade imediata devido à baixa absorção sistémica do fármaco. A principal preocupação documentada pelos organismos reguladores é o risco associado à utilização prolongada de doses excessivas. Esta sobredosagem crónica pode conduzir a efeitos sistémicos de excesso de glucocorticoides, incluindo sinais de hipercorticismo e, crucialmente, supressão adrenocortical (supressão do eixo HPA). Os doentes pediátricos podem ser mais suscetíveis a estes efeitos sistémicos.


Medidas de Emergência e de Suporte

Não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem de fluticasona. A gestão descrita nos documentos oficiais consiste num tratamento sintomático e de suporte. Para casos que envolvam uma utilização crónica excessiva, as orientações regulamentares enfatizam que a medicação deve ser reduzida gradualmente ou descontinuada para evitar complicações graves.


Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

Deve procurar-se assistência médica imediata se houver suspeita de sinais de efeitos sistémicos graves ou de insuficiência adrenal aguda (crise adrenal). As agências reguladoras exigem que seja solicitado aconselhamento médico perante qualquer utilização prolongada de doses elevadas, conhecida ou suspeita, para permitir a monitorização da função do eixo HPA.

Usos terapêuticos de Fluticasona

O que a Fluticasona trata: principais usos e benefícios

A fluticasona é um medicamento corticosteroide utilizado na abordagem de diversas condições caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas. O seu benefício terapêutico é considerado relevante para o alívio do desconforto em várias áreas principais de utilização.

A fluticasona é comummente utilizada para auxiliar em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, tais como a rinite alérgica (incluindo a febre dos fenos), pólipos nasais, asma e determinados estados inflamatórios da pele. O medicamento ajuda a gerir sintomas relacionados com o desconforto físico e estados inflamatórios ou irritativos nas vias respiratórias, no nariz e na pele.

O papel do medicamento consiste em proporcionar um alívio de suporte durante as fases sintomáticas. A fluticasona apoia o doente durante episódios difíceis, ajudando a atenuar o mal-estar associado à condição.

O spray nasal e as gotas são relevantes para o alívio de sintomas nasais, ajudando os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. As formas de inalação podem auxiliar na manutenção da estabilidade funcional das vias respiratórias.

“A fluticasona apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

Facto rápido: Pode auxiliar em sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

Classificação População/Condição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação.
Utilização para o tratamento primário de episódios agudos de asma ou estado de mal asmático (formas inaladas).
Elegibilidade por Idade A idade mínima aprovada varia consoante a forma do produto e o regulador: maior ou igual a 2, 4 ou 6 anos para as formas nasais e inaladas.
A utilização em crianças com menos de 4 anos (Propionato de Fluticasona) ou menos de 2 anos (Furoato de Fluticasona) não é, geralmente, recomendada ou estabelecida pelos organismos reguladores.
Uso Condicional e Restrições Requer precaução ou monitorização em doentes com infeções sistémicas coexistentes (ex.: tuberculose ativa, infeções fúngicas, virais, parasitárias ou herpes simplex ocular).
Evitar a utilização de sprays nasais até que ocorra a cicatrização se estiverem presentes úlceras nasais, cirurgia ou trauma recentes.
Requer precaução e monitorização em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave devido ao risco acrescido de exposição sistémica.
Estado de Gravidez e Lactação A utilização está classificada como permitida apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial. A quantidade transferida para o leite materno é considerada mínima, sustentando a sua utilização condicional.

Classificações de Elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade da fluticasona através de contraindicações absolutas para a hipersensibilidade e asma aguda, estabelecendo o perímetro de não-elegibilidade. A elegibilidade para a restante população é regida por limiares de idade mínima para cada forma específica do produto e por regras de uso condicional relacionadas com infeções coexistentes, limitações graves da função de órgãos e integridade do local de aplicação. Esta estrutura assegura que apenas as populações onde a segurança e a eficácia estão estabelecidas, ou são geríveis com precaução, sejam oficialmente incluídas no perfil de utilizador elegível.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Fluticasona com outros medicamentos e produtos

A principal preocupação relativa às interações com a fluticasona (furoato ou propionato de fluticasona) envolve medicamentos que afetam significativamente o seu metabolismo. A fluticasona é eliminada do organismo de forma extensiva através do metabolismo de primeira passagem mediado pelo sistema enzimático do citocromo P450 3A4 (CYP3A4).


Interações com Inibidores Potentes da CYP3A4

A coadministração de fluticasona com inibidores potentes da enzima CYP3A4 pode aumentar drasticamente a exposição sistémica (níveis plasmáticos) da fluticasona ao retardar a sua degradação. O aumento da exposição sistémica eleva o risco de efeitos secundários corticosteroides sistémicos, incluindo o potencial para supressão adrenal e hipercorticismo.

Categoria do Produto Interativo Exemplos de Medicamentos Recomendação
Inibidores Potentes da CYP3A4 Ritonavir Não Recomendado
Inibidores Potentes da CYP3A4 Cetoconazol Utilizar com Precaução

O ritonavir, um inibidor da CYP3A4 altamente potente, não é recomendado para uso com a fluticasona devido ao risco de elevar substancialmente os níveis de fluticasona. Para outros inibidores potentes da CYP3A4, como o cetoconazol, aconselha-se precaução, devendo o doente ser monitorizado quanto a sinais de efeitos corticosteroides sistémicos.


Nota sobre Interações em Populações Específicas

Doentes com doença hepática grave podem também registar um aumento da exposição sistémica à fluticasona, mesmo sem a coadministração de inibidores, devido à diminuição da capacidade de eliminação. Os profissionais de saúde devem considerar este facto ao prescrever fluticasona a esta população.

Mecanismo de ação

Como funciona a fluticasona

A fluticasona pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como corticosteroides. Estes compostos são versões sintéticas de hormonas produzidas naturalmente pelo corpo, concebidas para reduzir a inflamação e a resposta do sistema imunitário em áreas específicas do organismo.

Quando utilizada, a fluticasona atua diretamente nas células das passagens nasais ou das vias respiratórias, dependendo da sua forma de administração. O mecanismo principal envolve a inibição da libertação de várias substâncias químicas que desencadeiam a inflamação, tais como as histaminas e as citocinas. Ao bloquear estas substâncias, o medicamento ajuda a diminuir o inchaço, a irritação e a produção excessiva de muco.

No caso da rinite alérgica, a fluticasona ajuda a aliviar sintomas como a congestão, os espirros e a comichão nasal. No tratamento da asma, o seu efeito anti-inflamatório reduz a sensibilidade das vias respiratórias a fatores desencadeantes, facilitando a respiração e prevenindo o estreitamento dos brônquios. É importante notar que a fluticasona não proporciona um alívio imediato; o seu efeito pleno é geralmente alcançado após vários dias de utilização contínua, uma vez que o medicamento atua de forma gradual para estabilizar a resposta inflamatória do corpo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a fluticasona

A fluticasona é administrada através de três vias principais: intranasal, inalação oral e aplicação tópica, correspondendo cada uma a uma forma específica do produto. As formas inaladas são destinadas a uma terapia de manutenção de longo prazo, enquanto as aplicações tópicas na pele são geralmente limitadas a tratamentos de curta duração, tipicamente até quatro semanas.

O regime posológico estabelecido está altamente dependente da forma e da via de administração. O uso intranasal de propionato de fluticasona começa habitualmente com uma dose diária de 200 mcg, administrada uma vez por dia ou dividida em duas tomas, com o objetivo de reduzir a dosagem para um nível de manutenção de 100 mcg após se atingir a estabilidade. De igual modo, as doses de inalação oral são cuidadosamente ajustadas até ao nível eficaz mais baixo, com concentrações de propionato de fluticasona que variam entre 88 mcg e um máximo de 880 mcg, sendo geralmente utilizadas duas vezes por dia.

A utilização adequada requer a adesão a técnicas de administração específicas. Os utilizadores do spray nasal devem preparar o dispositivo antes da primeira utilização ou após um período sem uso. Após a utilização do inalador oral, é necessário bochechar com água e rejeitá-la sem a engolir, de modo a minimizar resíduos localizados. Para todas as formas, a consistência é fundamental: perante o esquecimento de uma dose, as instruções regulamentares aconselham a saltar essa dose e a tomar a seguinte à hora habitual, não sendo recomendada a duplicação da dose. Estão estipulados, nas informações oficiais de prescrição, ajustes específicos como doses mais baixas para doentes pediátricos ou uma dose máxima reduzida para doentes com insuficiência hepática grave.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Fluticasona

Esta secção descreve a investigação realizada sobre a fluticasona, focando-se exclusivamente na estrutura dos estudos e nos parâmetros medidos, sem oferecer aconselhamento clínico ou fazer afirmações sobre como o medicamento atuará em qualquer indivíduo específico.


Evidência que Sustenta a Utilização na Asma Persistente

A investigação sobre a fluticasona inalada estudou o seu papel como componente da terapia de manutenção na asma persistente, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. Os estudos utilizaram ensaios controlados e aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas, monitorizando as respostas ao longo de intervalos de tempo definidos. A investigação examinou resultados relacionados com o desequilíbrio funcional, tais como alterações nas medições da função pulmonar (VEMS e PFE) e a frequência de episódios de tensão ou stress fisiológico acrescido. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos durante períodos de curto a médio prazo.


Evidência que Sustenta a Utilização na Rinite Alérgica

Para a rinite alérgica, onde a intensidade dos sintomas pode variar, os estudos aplicaram principalmente ensaios duplamente cegos e controlados por placebo. Estes envolveram adultos, adolescentes e crianças. A investigação examinou resultados relacionados com o desconforto físico no nariz e nos olhos, incluindo a monitorização de sintomas como espirros, congestão nasal e prurido. Os ensaios reportaram consistentemente medições de diferenças a curto prazo nas pontuações de sintomas quando o medicamento estudado foi comparado com um placebo.


O que Permanece Incerto na Investigação sobre a Fluticasona

O corpo de investigação, embora abrangente, contém limitações reconhecidas. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos ensaios fundamentais, o que significa que os dados continuam a surgir e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A investigação sublinha que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e as conclusões descrevem padrões de grupo, não resultados pessoais. Os dados para certos grupos, como crianças muito jovens ou idosos com condições de saúde complexas, permanecem insuficientes quando comparados com as populações gerais de adultos dos ensaios clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a fluticasona (FAQ)


P: A fluticasona tem o potencial de afetar a resistência ou a densidade óssea ao longo do tempo?

Os avisos oficiais presentes nos documentos regulamentares reconhecem o potencial para uma diminuição da densidade mineral óssea com o uso prolongado de corticosteroides inalados. Este risco está associado principalmente a períodos de tratamento extensos e é um fator a considerar em indivíduos que possuam condições preexistentes que os possam predispor a problemas ósseos.


P: A fluticasona é considerada segura para uso durante a gravidez, com base na informação regulamentar?

A informação regulamentar classifica a utilização de fluticasona durante a gravidez como permitida apenas se for determinado que o benefício potencial do medicamento justifica o risco potencial. Embora estudos em animais tenham por vezes demonstrado efeitos adversos, os dados em humanos não mostram de forma consistente um aumento do risco de malformações congénitas graves quando o fármaco é administrado de acordo com as instruções da rotulagem.


P: Qual é a informação relativa à utilização de fluticasona durante a amamentação?

Fontes oficiais indicam que as quantidades do fármaco absorvidas pela corrente sanguínea da mãe e, posteriormente, transferidas para o leite materno são provavelmente demasiado pequenas para causar efeitos num lactente. A documentação oficial descreve uma base para a utilização condicional, uma vez que as decisões regulamentares equilibram os riscos e benefícios potenciais.


P: Existem classes de medicamentos que tenham interações conhecidas com a fluticasona?

A classe de medicamentos conhecida como inibidores potentes do citocromo P450 3A4 (CYP3A4) é explicitamente identificada nos documentos regulamentares como uma preocupação major. Estes medicamentos podem abrandar a degradação da fluticasona no organismo, o que pode levar a um aumento da exposição sistémica.


P: A fluticasona pode ser utilizada em crianças? Existem limites de idade definidos nas diretrizes oficiais?

Sim, a fluticasona está aprovada para utilização em crianças, mas o limite de idade mínima varia dependendo da formulação específica do produto (por exemplo, spray nasal vs. inalador oral) e do organismo regulador de cada país. Estas idades mínimas são tipicamente definidas como maior ou igual a 2, 4 ou 6 anos.


P: Existe risco de sintomas de privação se a fluticasona for interrompida subitamente após um uso prolongado?

A utilização de corticosteroides, especialmente nas formas inaladas por períodos prolongados, acarreta um risco potencial de supressão adrenal. Isto pode resultar em sintomas de privação, como fadiga ou vómitos, se o medicamento for interrompido subitamente. A informação regulamentar aconselha que qualquer alteração no regime de tratamento deve ser discutida com um profissional de saúde.


P: A fluticasona pode causar alterações no humor ou ansiedade?

Embora a fluticasona seja essencialmente um tratamento local, sabe-se que os corticosteroides sistémicos estão associados a efeitos adversos psiquiátricos. No caso da fluticasona, os efeitos secundários raros observados em relatórios regulamentares incluem agitação e inquietação.


P: A fluticasona alivia sintomas como a dor e a pressão sinusal?

A fluticasona é indicada para os sintomas da rinite alérgica, o que inclui a redução da congestão nasal, corrimento e prurido. Sendo um anti-inflamatório, ajuda a reduzir o inchaço que contribui para a pressão sinusal. Algumas formulações específicas são também indicadas para a rinossinusite crónica.


P: A fluticasona é um medicamento sujeito a receita médica ou está disponível para venda livre na mesma dosagem?

A fluticasona está disponível tanto sob prescrição médica como em formas de venda livre. Dependendo do país e da formulação, as mesmas dosagens (por exemplo, 50 mcg por dose para o spray nasal) podem ser encontradas tanto em produtos sujeitos a receita médica como em produtos de venda livre.


P: Qual é a importância das glândulas suprarrenais em relação ao uso de fluticasona?

As glândulas suprarrenais são significativas porque produzem os esteroides naturais do corpo. A informação regulamentar destaca que o uso de fluticasona, especialmente em doses elevadas ou por longos períodos, acarreta o risco potencial de supressão adrenal, que ocorre quando a produção natural de esteroides pelo organismo é reduzida.


P: Existem riscos conhecidos ou teóricos de aumento de peso associados à fluticasona?

O aumento de peso foi registado na lista de reações adversas raras na documentação regulamentar. Sendo a fluticasona um corticosteroide, teoriza-se que este risco esteja relacionado com o potencial de efeitos sistémicos quando são utilizadas doses elevadas ou em caso de exposição prolongada.


P: A fluticasona interage com alguma forma de contraceção?

As fontes oficiais declaram geralmente que não se conhece qualquer efeito da fluticasona na eficácia de qualquer tipo de contraceção, incluindo pílulas contracetivas hormonais ou dispositivos.


P: Sabe-se se a fluticasona causa alterações no sentido do olfato ou do paladar?

Sim, os documentos regulamentares oficiais listam efeitos adversos relacionados com estes sentidos. Especificamente, os efeitos secundários observados incluem um paladar desagradável (disgeusia) e alterações no olfato ou um mau sabor na boca.


P: Existem avisos específicos para o uso de fluticasona em doentes idosos?

As orientações regulamentares sugerem que, embora a fluticasona seja geralmente utilizada, os doentes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos sistémicos. Portanto, recomenda-se precaução, particularmente se apresentarem condições coexistentes como insuficiência hepática grave.


P: Existe investigação sobre o uso da fluticasona em combinação com outros medicamentos comuns para alergias?

Investigação publicada e referenciada por organismos reguladores examinou a fluticasona em ensaios clínicos, incluindo comparações ou combinações com outros tratamentos comuns para alergias, como anti-histamínicos orais.


P: O que é um 'som de assobio no nariz' e é um possível efeito secundário da fluticasona?

A rotulagem regulamentar para as formulações nasais inclui a menção a um som constante de assobio que não desaparece. Este é assinalado como um sinal de danos potenciais, tais como a perfuração do septo nasal, e a rotulagem oficial recomenda a consulta de um profissional de saúde se este sintoma ocorrer.


P: A fluticasona pode afetar o sistema imunitário e aumentar o risco de adoecer?

A fluticasona atua na redução da inflamação local. Os avisos oficiais afirmam que os indivíduos que a utilizam podem ser mais suscetíveis a certas infeções, como a varicela ou o sarampo. É, por isso, utilizada com precaução em doentes com infeções sistémicas existentes, como doenças fúngicas ou virais.


P: O que é o Cartão de Emergência de Esteroide e quando poderá um utilizador de fluticasona precisar de um?

O Cartão de Emergência de Esteroide é uma ferramenta de segurança nacional destinada a doentes em risco de crise adrenal (uma deficiência potencialmente fatal). As orientações regulamentares especificam limiares de dose para a fluticasona inalada que devem desencadear a emissão do cartão para mitigar este risco potencial.


P: A fluticasona afeta a capacidade de o doente conduzir ou utilizar máquinas?

A informação oficial afirma geralmente que, para a maioria das pessoas, a utilização de fluticasona — quer nas formas nasais ou inaladas, nas doses recomendadas — não deverá afetar a capacidade de o doente conduzir ou utilizar máquinas com segurança.


P: Existem interações conhecidas entre a fluticasona e o consumo de álcool?

As fontes oficiais declaram geralmente que um doente pode consumir álcool enquanto utiliza fluticasona. As interações entre as formas locais (nasal ou inalada) da fluticasona e o consumo de álcool são consideradas mínimas ou inexistentes.


P: Quais são as potenciais interações conhecidas entre a fluticasona e as vacinas?

O aconselhamento regulamentar indica geralmente que os corticosteroides inalados ou nasais, quando utilizados em doses padrão, não estão associados a interações que afetem a resposta do organismo às vacinas.


P: Quais são as indicações regulamentares para a fluticasona além da rinite alérgica e manutenção da asma?

Além das suas utilizações principais, os organismos reguladores listam outras indicações dependendo da formulação. Estas podem incluir a gestão da rinite perene não alérgica e o tratamento da rinossinusite crónica com ou sem pólipos nasais.


P: Como é que as diferentes formas de fluticasona (nasal vs. inalada) são absorvidas pelo organismo?

A literatura científica e os documentos regulamentares indicam que a absorção sistémica da fluticasona, tanto pelas vias nasais como inaladas, é geralmente muito baixa. Isto significa que a maioria do fármaco atua localmente no nariz ou nos pulmões, minimizando a quantidade que atinge o resto do corpo.


P: Qual é o conselho geral para utilizar fluticasona ao mudar de um medicamento esteroide sistémico diferente?

Os documentos regulamentares indicam que a transição de uma terapia com esteroides sistémicos, como comprimidos orais, para um corticosteroide local como a fluticasona deve ser realizada sob orientação médica. Isto deve-se à potencial necessidade de monitorizar o organismo quanto a sinais de insuficiência adrenal ou sintomas de outras condições que estavam anteriormente suprimidas pelo esteroide sistémico."

Como Fluticasona deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a fluticasona

A conservação e a eliminação da fluticasona são estritamente regidas pela documentação regulamentar para manter a estabilidade e a segurança do produto. O medicamento deve ser mantido dentro do intervalo de temperatura especificado, habitualmente abaixo de 30°C, e não deve ser congelado. É obrigatório conservar o produto na sua embalagem de origem, devidamente fechada e protegida do calor excessivo, da humidade e da luz solar direta.

Estabilidade e Manuseamento

Condição Requisito (Informação Oficial)
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.
Prazo de Validade Rejeitar os sprays nasais após um período específico (ex.: 2 meses) ou após o número de inalações indicado na embalagem.
Segurança do Aerossol Não perfurar a embalagem nem a expor ao fogo ou incerinação.

A eliminação de fluticasona não utilizada ou fora do prazo de validade deve seguir os regulamentos locais. Os doentes são instruídos a entregar o produto numa farmácia ou a consultar um profissional de saúde para uma eliminação segura, sendo geralmente aconselhados a não deitar o medicamento na canalização ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Fluticasona encontrado em:

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