Flunariz

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Flunariz

Método de ação: Other Nervous System Drugs

Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Flunariz

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Flunarizina (como dicloridrato)
Forma Formulação oral (Comprimido ou Cápsula)
Classe farmacológica Bloqueador seletivo dos canais de cálcio
Objetivo comum Profilaxia/estabilização a longo prazo da função neurovascular
Origem Composto sintético (Derivado da piperazina)

Que tipo de medicamento é a Flunarizina?

O Flunariz é um medicamento cujo componente ativo é a Flunarizina, formalmente classificada como um bloqueador seletivo dos canais de cálcio ou antagonista seletivo do cálcio. Este composto sintético é um derivado da piperazina concebido para modular o movimento dos iões de cálcio para certas células, principalmente aquelas relacionadas com a função vascular e neuronal. O perfil único da flunarizina dentro da sua classe é sustentado por extensos estudos farmacológicos, distinguindo-a de outros antagonistas do cálcio utilizados para doenças cardíacas. A sua dupla ação, que inclui atividade bloqueadora da histamina H1, posiciona-a distintamente como um agente estabelecido para a estabilização dos sistemas neurológicos.

Composição e Forma Física

O componente central do medicamento é a substância ativa Flunarizina, tipicamente preparada numa forma estável como dicloridrato de flunarizina. Este produto de ingrediente único é formulado exclusivamente para administração oral, o que significa que o medicamento é tomado por via bucal, apresentando-se geralmente na forma farmacêutica de um comprimido ou de uma cápsula, utilizando excipientes farmacêuticos sólidos padrão como base. A sua conceção como uma formulação oral fiável facilita a absorção sistémica, o que é essencial para a sua utilização pretendida na terapia de estabilização contínua e de longo prazo.

Resumo do Objetivo Geral e do Mecanismo

O medicamento é amplamente utilizado pelas suas propriedades profiláticas e estabilizadoras, concebidas para reduzir a gravidade ou a frequência de eventos neurovasculares recorrentes, um foco primário na gestão de preocupações neurológicas crónicas. A sua ação fisiológica envolve um efeito estabilizador da membrana que ajuda a prevenir a constrição inadequada de pequenos vasos sanguíneos e reduz a excitabilidade elétrica anormal nas células nervosas. Este mecanismo especializado contribui para a gestão a longo prazo de condições onde a instabilidade crónica no tónus vascular e na atividade neuronal é uma característica primária.

Quais efeitos secundários são possíveis com Flunariz?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da flunarizina é definido pelas reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência e os sistemas fisiológicos afetados, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais.

Classificação por Frequência e Sistema de Órgãos

As reações adversas estão formalmente agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC) e gravidade. Os efeitos documentados com maior frequência incluem:

  • Muito Frequentes (ge 1/10): Aumento de peso.
  • Frequentes (1/100 a < 1/10): Sonolência, depressão, aumento do apetite e irregularidades do ciclo menstrual.

Outros sistemas envolvidos incluem Doenças do Sistema Nervoso, Perturbações Psiquiátricas, Doenças do Metabolismo e da Nutrição e Doenças dos Órgãos Genitais e da Mama.

Reações Adversas Graves e Restrições

A documentação regulamentar destaca o risco de desenvolvimento de Sintomas Extrapiramidais, que se podem manifestar como Parkinsonismo (ex.: tremor, rigidez, bradicinesia), e o aparecimento de Depressão Clínica. Estas são consideradas reações adversas graves que podem exigir a interrupção do tratamento.

Restrições de Segurança: A flunarizina está oficialmente contraindicada em doentes com uma doença depressiva atual, antecedentes de depressão recorrente ou sintomas pré-existentes de doença de Parkinson ou outras perturbações extrapiramidais.

Notas de Segurança Específicas para Populações

As informações oficiais referem que os Adultos Idosos podem ser particularmente suscetíveis ao desenvolvimento de sintomas extrapiramidais e depressivos. As doentes do sexo feminino com antecedentes de doença depressiva são também citadas como estando em maior risco de depressão durante o tratamento crónico. A sonolência pode ser mais acentuada no início do tratamento, enquanto o risco de sintomas extrapiramidais ou depressivos está associado à exposição crónica ou de longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações seguintes detalham o perfil de sobredosagem oficialmente documentado para a flunarizina, baseando-se estritamente em documentos regulamentares oficiais.

Âmbito da Sobredosagem

Propriedade Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de Sobredosagem Documentadas Sedação, agitação, taquicardia (batimento cardíaco acelerado), astenia (fraqueza) e confusão são as manifestações clínicas relatadas.
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema Nervoso Central e Sistema Cardiovascular (taquicardia).
Fatores Relacionados com a Dose Foi relatada sobredosagem aguda com quantidades ingeridas até 600 mg numa única toma.
Procedimentos de Resposta de Emergência Os procedimentos documentados para a gestão incluem o uso de carvão ativado, lavagem gástrica e indução de emese (vómito).
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata Procure assistência médica imediata ou contacte um médico ou o Centro de Informação Antivenenos sem demora se houver suspeita de sobredosagem. É provável que seja necessário tratamento hospitalar urgente.

Classificações da Gestão de Sobredosagem

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de Gravidade A sobredosagem é tratada como um evento grave que requer tratamento hospitalar urgente.
Informação sobre Antídoto Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por flunarizina.
Contexto da Gestão O tratamento consiste em medidas gerais de suporte.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem:

Os sinais clínicos de sobredosagem oficialmente documentados incluem efeitos no SNC (sedação, confusão, agitação) e um efeito cardiovascular (taquicardia). Não se conhece um antídoto específico para a flunarizina, limitando-se a gestão a medidas de suporte geral e procedimentos como o esvaziamento gástrico. O mandato regulamentar é o de procurar assistência médica imediata quando se suspeita de sobredosagem, sublinhando a necessidade de intervenção profissional e tratamento hospitalar urgente.

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem listando manifestações clínicas específicas que podem seguir-se a uma ingestão aguda do medicamento. Devido à inexistência de um antídoto específico conhecido, a gestão é direcionada para cuidados de suporte e procedimentos específicos documentados a nível regulamentar. A instrução central é a de procurar assistência médica imediata, indicando que esta é uma condição que exige uma intervenção clínica profissional urgente.

Usos terapêuticos de Flunariz

O que o Flunariz trata: Principais utilizações e benefícios

A flunarizina é habitualmente utilizada para o apoio profilático (preventivo) de longo prazo contra eventos neurológicos e vestibulares recorrentes. Esta utilização é considerada relevante na prática clínica, abrangendo a profilaxia da enxaqueca, a vertigem e servindo como adjuvante na terapia da epilepsia. É aplicada em contextos clínicos caracterizados por manifestações sintomáticas frequentes e disruptivas.

O medicamento é geralmente utilizado para ajudar na gestão de síndromes de cefaleias graves e recorrentes, bem como em perturbações episódicas do equilíbrio. Apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar e desempenhando um papel na gestão dos sintomas associados ao desequilíbrio sistémico.


Estabilização para Sintomas Recorrentes

Este domínio abrange a utilização da flunarizina para a prevenção a longo prazo de síndromes de cefaleias graves e recorrentes, incluindo a enxaqueca comum e clássica, e episódios recorrentes de perturbações do equilíbrio, tais como tonturas crónicas. O medicamento pode auxiliar no alívio sintomático, apoiando uma redução na frequência e intensidade global dos episódios dolorosos. Ao apoiar a gestão das manifestações da patologia, auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a reduzir a carga total de sintomas em adultos e crianças que experienciam manifestações desafiantes e altamente recorrentes. Em situações específicas, é também considerada relevante como terapia adjuvante e de apoio para doentes com tipos específicos de epilepsia.


Facto Rápido: Alívio para Sintomas Neurovasculares
Objetivo Primário Profilaxia: Apoia a gestão de eventos neurovasculares recorrentes para ajudar a atenuar a carga sintomática global.
Foco nos Sintomas Dor latejante intensa, vertigem episódica, tonturas crónicas e sintomas de aumento da atividade neurológica ou muscular.
Benefício para o Doente Contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Flunariz — Informação Regulamentar Oficial

A elegibilidade da flunarizina é estritamente definida pelos documentos regulamentares, focando-se na idade do doente, no estado reprodutivo e em condições médicas pré-existentes.


Classificação de Elegibilidade Regras de Estatuto e População
Populações Contraindicadas O uso formal é proibido em doentes com antecedentes de doença depressiva ou depressão recorrente, bem como naqueles com doença de Parkinson pré-existente ou outras perturbações extrapiramidais. O uso é também contraindicado devido a hipersensibilidade ou a intolerâncias hereditárias a açúcares específicas (ex.: deficiência de lactase).
Elegibilidade por Idade Os adultos (18–64 anos) são o grupo principal de doentes aprovado. O uso em crianças não está, geralmente, estabelecido nem é recomendado. Os doentes idosos (65 anos ou mais) requerem cautela e monitorização regular devido ao risco aumentado de desenvolvimento de perturbações motoras ou depressão.
Restrições Fisiológicas Mulheres que se encontram a amamentar não devem utilizar a flunarizina. O uso durante a gravidez está sujeito a restrições significativas. A insuficiência hepática é também uma contraindicação formal em algumas regiões regulamentares.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade

O perfil regulamentar estabelece rigorosamente a não elegibilidade através de contraindicações obrigatórias ligadas a antecedentes psiquiátricos e neurológicos, impedindo o uso em populações específicas de alto risco. Este enquadramento permite a utilização principalmente em adultos dentro da indicação licenciada, ao mesmo tempo que exige cautela e observação clínica próxima em doentes geriátricos e em indivíduos com insuficiência de órgãos, conforme definido pela rotulagem oficial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da flunarizina baseia-se em considerações farmacodinâmicas e farmacocinéticas, exigindo precaução quando esta é combinada com classes específicas de fármacos.

Interações Documentadas

Categoria do Produto Interativo Restrição / Descoberta Principal
Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) (ex.: álcool, hipnóticos, tranquilizantes) O uso simultâneo pode levar a uma sedação excessiva e à potenciação de efeitos adversos. A utilização conjunta requer cautela.
Anti-hipertensores A coadministração pode exigir o ajuste da posologia do medicamento anti-hipertensor.
Fármacos Antiepiléticos (DAEs) (ex.: Fenitoína, Carbamazepina, Valproato, Fenobarbital) Observou-se que as concentrações plasmáticas de flunarizina foram, geralmente, mais baixas quando tomadas com estes DAEs, provavelmente devido à indução enzimática. Contudo, a flunarizina não afetou o perfil farmacocinético destes medicamentos antiepiléticos.
Topiramato A coadministração resultou num aumento de 16% na exposição sistémica à flunarizina, embora a farmacocinética do topiramato não tenha sido afetada.
Contracetivos Orais Foram reportados casos de galactorreia (produção excessiva ou inapropriada de leite) em algumas mulheres que utilizavam contracetivos orais nos primeiros dois meses de tratamento com flunarizina.

Resumo Regulamentar

Os documentos regulamentares enfatizam que os principais riscos de interação envolvem a depressão aditiva do SNC com produtos como o álcool e sedativos, e a necessidade de um ajuste de dose quando prescrita em conjunto com medicamentos anti-hipertensores. Os dados farmacocinéticos confirmam também que certos DAEs podem diminuir a exposição à flunarizina. Estes requisitos estabelecem condicionantes na prescrição simultânea para garantir uma gestão terapêutica adequada.

Mecanismo de ação

Modulação da Excitabilidade Neuronal através do Bloqueio dos Canais de Cálcio

O mecanismo primário da Flunarizina é a sua ação como um bloqueador seletivo da entrada de cálcio, visando os canais de cálcio dependentes da voltagem (VDCCs), particularmente os do tipo-T (CaV3.x) encontrados nas células nervosas. Esta ação limita o influxo excessivo de iões de cálcio através da membrana celular, o qual é necessário para a descarga dos neurónios, especialmente em estados de hiperatividade. Este bloqueio dependente da frequência eleva o limiar para as descargas elétricas. Esta ação modula a frequência global de descarga do Sistema Nervoso Central (SNC) e reduz as condições que levam a uma atividade elétrica aumentada.

Regulação Dual do Tónus Vascular e Neuromodulação

Para além dos seus efeitos diretos nos neurónios, o mecanismo da Flunarizina influencia o músculo liso vascular ao bloquear a entrada de cálcio através dos canais do tipo-L, promovendo o relaxamento dos vasos sanguíneos cerebrais e periféricos. Este efeito é complementado por ações secundárias, incluindo o antagonismo dos recetores da Histamina H1, que modula a atividade nas vias que regulam a sinalização vestibular e o equilíbrio. O efeito combinado da modulação neuronal e do controlo do tónus vascular estabelece um ambiente fisiológico de longo prazo que limita as condições conducentes a uma atividade neurovascular elevada.

Informações sobre dosagem e administração

O Flunariz (cloridrato de flunarizina) é um bloqueador seletivo da entrada de cálcio utilizado para a profilaxia da enxaqueca em doentes com crises frequentes e graves que não responderam adequadamente a tratamentos alternativos. Este medicamento não se destina ao tratamento de uma crise aguda de enxaqueca.

Administração e Horários

Tome o Flunariz por via oral uma vez ao dia, à noite, ao deitar, com ou sem alimentos, exatamente conforme prescrito pelo seu profissional de saúde. O fármaco é bem absorvido, sendo que as concentrações plasmáticas máximas são tipicamente atingidas entre duas a quatro horas após a toma. Deve continuar o tratamento mesmo que não note um efeito imediato, uma vez que o efeito profilático máximo pode demorar entre 6 a 8 semanas a tornar-se evidente.


Posologia Recomendada

A dose inicial para a profilaxia da enxaqueca é determinada pela idade, conforme detalhado abaixo. O tratamento deve ser interrompido se não for observada qualquer melhoria significativa após um período definido (geralmente 2 meses), uma vez que o doente pode ser considerado um não respondedor.

Grupo de Doentes Dose Diária Inicial (à noite) Duração Máxima do Tratamento Inicial
Adultos (18-64 anos) 10 mg 2 meses
Idosos (65 anos ou mais) 5 mg 2 meses

Se o tratamento inicial for eficaz, pode ser recomendada uma fase de manutenção com a mesma dose, mas com dois dias sucessivos sem medicação por semana (por exemplo, sábado e domingo), de modo a minimizar potenciais efeitos secundários. O tratamento de manutenção deve, geralmente, ser interrompido após 6 meses e reiniciado apenas se os sintomas reaparecerem.


Esquecimento de Toma e Outros Avisos

Se se esquecer de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose programada, ignore a dose esquecida e retome o seu esquema posológico regular. Não duplique a dose para compensar. Informe o seu médico se tiver antecedentes de depressão ou doença de Parkinson pré-existente, uma vez que o Flunariz está contraindicado nestas condições.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Investigação Clínica

A base de evidências para a flunarizina deriva principalmente de ensaios clínicos e de meta-análises subsequentes, que estudaram a sua aplicação em contextos de estabilização neurovascular. Todos os resultados descrevem padrões observados nas populações estudadas e refletem as condições específicas sob as quais a investigação foi realizada.

Profilaxia da Enxaqueca

A investigação explorou a flunarizina em contextos caracterizados por cefaleias recorrentes, utilizando Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) face a placebo e outros medicamentos preventivos. Os estudos monitorizaram resultados relevantes para o desconforto físico, avaliando alterações na frequência das cefaleias e em pontuações especializadas de incapacidade. Os relatórios dos estudos indicaram padrões de alteração medida nestes resultados em períodos de curto a médio prazo (ex.: 12 semanas a um ano). Uma limitação observada pelas análises científicas é o facto de alguns dos ensaios fundamentais de suporte estarem parcialmente desatualizados ou referirem um risco de viés.

Vertigens e Perturbações do Equilíbrio

A evidência explorou a flunarizina em contextos caracterizados por tonturas episódicas, recorrendo a uma combinação de estudos controlados e observacionais. A investigação focou-se na medição de variações na frequência e gravidade dos episódios e na avaliação de mudanças nas capacidades funcionais de equilíbrio. Os resultados descrevem padrões observados nos diversos estudos; contudo, o nível de certeza permanece baixo nalguns aspetos, uma vez que a evidência assenta em estudos de pequena escala com uma padronização limitada entre as causas específicas de vertigem.

Incerteza e Âmbito da Investigação

Para todos os contextos, os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, dado que a maioria dos ensaios clínicos apresentou períodos de acompanhamento de 12 a 16 semanas. A investigação explorou o medicamento em populações especiais, incluindo crianças e adolescentes com enxaqueca e adultos idosos com vertigem; no entanto, os dados disponíveis para estes subgrupos específicos permanecem limitados. No contexto altamente específico da aplicação adjuvante na epilepsia resistente ao tratamento, o nível de certeza é baixo devido à dependência de pequenos estudos exploratórios não controlados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Flunariz (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Flunariz a começar a ajudar com as minhas cefaleias?

R: A flunarizina é um medicamento preventivo e o seu benefício máximo demora algum tempo a desenvolver-se. Embora o medicamento seja absorvido de forma relativamente rápida pelo organismo, as informações oficiais indicam que o efeito profilático (preventivo) completo pode demorar entre seis a oito semanas a tornar-se evidente. Os doentes são aconselhados a continuar o tratamento conforme prescrito, uma vez que o efeito máximo requer tempo para se estabelecer.

P: Existem efeitos secundários comuns do Flunariz que desapareçam com o tempo?

R: Sim, os documentos regulamentares mencionam que certos efeitos secundários podem ser mais acentuados quando os doentes iniciam a toma do medicamento. Por exemplo, a sonolência é um efeito que pode ser mais percetível no início do tratamento.

P: O Flunariz pode fazer-me sentir mais cansado ou sonolento durante o dia?

R: A sonolência, que é o termo médico para a sensação de sono ou cansaço invulgar, está listada nas informações oficiais do produto como um efeito secundário comum da flunarizina. Uma vez que o medicamento é frequentemente tomado à noite, esta estratégia de administração visa minimizar o impacto diurno, embora a sonolência possa ainda ocorrer.

P: Durante quanto tempo é que o Flunariz é habitualmente prescrito?

R: A duração do tratamento com flunarizina está estruturada em fases. O tratamento inicial é tipicamente limitado a dois meses para avaliar a eficácia. Se for bem-sucedido, o tratamento de manutenção é frequentemente recomendado por um período de até seis meses, após o qual deve ser interrompido, sendo apenas reiniciado se os sintomas originais reaparecerem.

P: Onde posso encontrar estudos clínicos fiáveis sobre a eficácia do Flunariz?

R: As informações e revisões oficiais confirmam que a base de evidência da flunarizina provém de investigação clínica, principalmente através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos avaliam resultados como a alteração na frequência das cefaleias e em pontuações especializadas de incapacidade. Os resultados destes estudos encontram-se publicados na literatura médica.

P: Quais são as experiências relatadas sobre o uso de Flunariz a longo prazo?

R: A maioria dos ensaios clínicos para a flunarizina teve períodos de acompanhamento de alguns meses, o que significa que os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. As informações oficiais de segurança referem que o risco de reações adversas graves, como perturbações do movimento (sintomas extrapiramidais) ou depressão, está associado à exposição crónica ou prolongada.

P: Porque é que alguns doentes referem sentir "névoa mental" ou dificuldade de concentração com o Flunariz?

R: Embora o termo "névoa mental" seja informal, o perfil oficial de efeitos secundários lista a sonolência como uma reação comum. Adicionalmente, a documentação regulamentar alerta que a utilização de flunarizina com depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), como o álcool, pode causar sedação excessiva e afetar potencialmente a concentração.

P: O Flunariz pode ser utilizado para cefaleias de tensão da mesma forma que para as enxaquecas?

R: De acordo com os documentos regulamentares, a indicação aprovada para a flunarizina é a profilaxia (prevenção) da enxaqueca e o tratamento da vertigem. As cefaleias de tensão não estão listadas como uma indicação primária ou secundária para este medicamento.

P: Que tipo de monitorização (como análises ao sangue) é necessária durante a toma de Flunariz?

R: As informações oficiais indicam que os adultos idosos, em particular, requerem cautela e monitorização regular. Isto deve-se ao risco acrescido de desenvolver depressão ou perturbações motoras. A necessidade e o tipo de monitorização baseiam-se na avaliação individual de cada doente.

P: O Flunariz pode causar uma queda na pressão arterial?

R: A flunarizina atua, em parte, ao promover o relaxamento dos vasos sanguíneos, o que pode influenciar a pressão arterial. Os textos regulamentares aconselham que, se o medicamento for administrado em conjunto com fármacos anti-hipertensores (medicamentos para a tensão alta), a dosagem do anti-hipertensor pode necessitar de um ajuste.

P: Porque é que a investigação sobre o Flunariz está mais estabelecida fora dos EUA?

R: A documentação oficial da flunarizina refere frequentemente informações regulamentares de organismos internacionais, como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Health Canada. Isto indica que a sua utilização tem sido amplamente regulamentada e estabelecida em muitos países a nível global.

P: O Flunariz afeta a função hepática?

R: A flunarizina é processada pelo fígado e os documentos regulamentares listam a insuficiência hepática como uma contraindicação formal em algumas regiões. Isto significa que o medicamento não é adequado para doentes com problemas de fígado preexistentes.

P: O que devo fazer se me sentir tonto após começar o Flunariz?

R: A tontura pode ser uma consequência do efeito secundário comum de sonolência. As informações oficiais referem que este efeito pode ser mais pronunciado quando o tratamento é iniciado. Quaisquer efeitos secundários preocupantes ou persistentes são habitualmente geridos sob a orientação de um profissional de saúde.

P: O Flunariz pertence à mesma categoria que os betabloqueadores?

R: Não. A flunarizina pertence à classe dos bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, que modulam o movimento dos iões de cálcio para o interior das células. Os betabloqueadores pertencem a uma classe farmacológica distinta que atua nos recetores que respondem à adrenalina.

Como Flunariz deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Flunariz

Condições Oficiais de Conservação

As formulações orais de flunarizina devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, habitualmente definida entre os 15 °C e os 30 °C. O produto requer proteção contra a luz e a humidade para manter a sua estabilidade, devendo ser mantido na embalagem original.

  • Restrição de Manuseamento: O medicamento não deve ser refrigerado nem congelado.
  • Segurança Infantil: É um requisito obrigatório manter a flunarizina fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Para eliminar o Flunariz fora de validade ou não utilizado, o medicamento deve ser entregue a um farmacêutico ou num ponto de recolha local autorizado. As diretrizes regulamentares proíbem o descarte do medicamento no lixo doméstico ou a sua eliminação através das águas residuais (por exemplo, deitar na sanita ou no lavatório).

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Flunariz encontrado em:

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