Flucozal

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Flucozal

O Flucozal é um medicamento de síntese sujeito a receita médica, cujo princípio ativo, o Fluconazol, o classifica como um antifúngico triazólico concebido para o controlo sistémico de infeções generalizadas causadas por fungos e leveduras.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Fluconazol
Formas Comprimido, Cápsula, Suspensão Oral, Solução Injetável
Classe Farmacológica Agente Antifúngico Sistémico
Uso Comum Controlo de infeções por fungos/leveduras
Origem Derivado triazólico sintético

Identidade Sistémica e Composição

O Flucozal pertence à classe dos agentes antifúngicos sistémicos, distinguindo-se dos antifúngicos tópicos por ser administrado para obter um efeito sistémico, sendo capaz de atingir infeções localizadas em tecidos profundos do organismo. A sua composição é monocomponente, consistindo exclusivamente no Fluconazol como substância ativa. O medicamento é clinicamente reconhecido pela sua elevada biodisponibilidade oral, uma característica central que o diferencia de algumas classes de antifúngicos anteriores, assegurando uma absorção previsível quando tomado por via oral.

Formas Disponíveis e Finalidade

O medicamento encontra-se disponível em diversas formas farmacêuticas, incluindo formatos orais como comprimidos, cápsulas e suspensão oral — esta última frequentemente utilizada em pediatria — bem como uma solução estéril para infusão intravenosa para utilização em contexto clínico. Esta variedade de formulações garante flexibilidade na administração do agente antifúngico. O Fluconazol atua no sentido de interromper a proliferação dos fungos; este mecanismo significa que o fármaco tem a finalidade geral de travar o crescimento e a propagação de agentes patogénicos fúngicos, permitindo que as defesas naturais do organismo controlem a infeção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Flucozal?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Flucozal (Fluconazol) organiza as possíveis reações em categorias específicas de frequência e fisiologia, estritamente com base em documentos regulamentares. As reações são categorizadas de forma a distinguir entre eventos frequentes, tipicamente não graves, e toxicidades raras com significado clínico.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão documentadas utilizando a classificação padrão de frequência:

Categoria Exemplos (Lista Regulamentar Oficial)
Frequentes Cefaleia, náuseas, dor abdominal, diarreia, vómitos e elevação das enzimas hepáticas.
Pouco frequentes Convulsões, tonturas, icterícia, hipocalemia e várias reações cutâneas como prurido e urticária.
Raros Insuficiência hepática, Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), anafilaxia, agranulocitose e Torsade de pointes (arritmia cardíaca).

Considerações de Segurança Sistémica

As reações adversas estão agrupadas pelos sistemas que afetam, incluindo Afeções Hepatobiliares (relativas à função hepática), Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Gastrointestinais, Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos e Cardiopatias (risco de prolongamento do intervalo QT). O potencial de insuficiência hepática e reações cutâneas graves e de alto grau são explicitamente destacados como resultados adversos graves na rotulagem regulamentar.


Notas de Segurança Populacional e Contextual

Os documentos oficiais de segurança incluem limitações e precauções específicas. Recomenda-se precaução em indivíduos com compromisso renal ou hepático pré-existente, uma vez que a eliminação do fármaco e o risco de toxicidade podem ser afetados. A utilização de doses elevadas e prolongadas durante o primeiro trimestre de gravidez está oficialmente associada a um risco acrescido de anomalias congénitas específicas. Além disso, é necessária precaução em doentes com condições pré-existentes que os predisponham a arritmias cardíacas, tais como distúrbios eletrolíticos não corrigidos ou prolongamento do intervalo QT pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Flucozal (Fluconazol) foca-se nas manifestações clínicas documentadas e nos procedimentos de gestão específicos estabelecidos. Os relatos de sobredosagem têm sido acompanhados por efeitos agudos graves no sistema nervoso central, principalmente alucinações e comportamento paranoide. Estas manifestações indicam um cenário grave que requer intervenção imediata.

Ações de Emergência

Ação Necessária Base Procedimental
Procurar assistência médica imediata Necessário devido à potencial gravidade dos efeitos no sistema nervoso central.
Instituir tratamento sintomático Requerido em caso de qualquer sobredosagem.
Contactar imediatamente os serviços de emergência Se a vítima desmaiar, tiver uma convulsão ou não responder.

Em todos os casos de suspeita de sobredosagem, os profissionais de saúde devem instituir tratamento sintomático e medidas de suporte, incluindo a lavagem gástrica, se for clinicamente adequado. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com Fluconazol. A eliminação do fármaco pode ser potenciada, estando documentado que uma sessão de hemodiálise de 3 horas diminui as concentrações plasmáticas em aproximadamente 50%. Esta informação orienta a resposta necessária num contexto hospitalar.

Usos terapêuticos de Flucozal

O que o Flucozal trata: principais utilizações e benefícios

O Flucozal (Fluconazol) é um medicamento antifúngico geralmente utilizado em diversas condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado causado por fungos e leveduras. Contribui para a gestão do agente patogénico fúngico e para a redução da carga sintomática associada. A sua relevância terapêutica abrange tanto afeções localizadas comuns como doenças sistémicas graves.


O medicamento é utilizado na gestão de condições caracterizadas por desconforto sistémico ou localizado, incluindo a candidemia, a meningite criptocócica, a candidíase oral, a candidíase esofágica e as infeções vaginais por leveduras. É também relevante no alívio de sintomas associados a certas infeções fúngicas dérmicas, tais como a tinha e o pé de atleta.

O principal benefício terapêutico envolve o apoio na gestão da carga sistémica da infeção, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e no alívio de sintomas indicativos de doença profunda e em disseminação. Para condições localizadas ou recorrentes, é utilizado na gestão de conjuntos de sintomas como a irritação e a inflamação, contribuindo para a melhoria do conforto.

“O Flucozal é considerado relevante pelo seu papel de suporte na profilaxia, o que ajuda a reduzir o risco de doença fúngica em doentes imunocomprometidos de alto risco.”


Facto Rápido: Alívio de Suporte para Infeções Fúngicas
O medicamento é aplicado na abordagem de sintomas relacionados com o desconforto físico e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante episódios de manifestações localizadas ou de carga fúngica sistémica.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Flucozal

As informações seguintes refletem a elegibilidade populacional, as situações de não elegibilidade e o estatuto de restrição oficialmente documentados para o Flucozal (Fluconazol), baseando-se estritamente em documentos regulamentares governamentais.

Âmbito de Elegibilidade Estatuto/Restrição
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao fluconazol ou a outros derivados azólicos. É proibida a coadministração com medicamentos específicos que prolongam o intervalo QT e são metabolizados pela CYP3A4 (ex: cisaprida, pimozida).
Regras de elegibilidade específicas por condição O uso requer precaução em doentes com compromisso hepático ou doenças cardíacas (ex: risco de arritmia). Doentes com função renal diminuída requerem um ajuste da dose em terapêuticas de doses múltiplas.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade O uso está estabelecido em adultos e para indicações selecionadas na população pediátrica, mas a segurança e eficácia não estão estabelecidas para todas as indicações pediátricas (ex: candidíase genital).
Elegibilidade na gravidez e aleitamento O uso não é recomendado, de uma forma geral, na gravidez, mas é condicionalmente permitido em infeções graves ou que coloquem a vida em risco. Mulheres com potencial reprodutor devem utilizar contraceção eficaz. O fluconazol passa para o leite materno; o uso requer precaução.

O medicamento é contraindicado em doentes com hipersensibilidade ou em determinadas coadministrações de medicamentos que possam interferir com o ritmo cardíaco. O seu uso está estabelecido em adultos e, de forma condicional, em crianças para o tratamento de infeções sistémicas selecionadas. Adicionalmente, a utilização do fármaco requer precaução e monitorização rigorosa em doentes que apresentem compromisso hepático ou renal.

Os documentos oficiais definem quem pode e quem não pode utilizar o Flucozal através do estabelecimento de contraindicações absolutas e da definição de regras de uso condicional para populações específicas, tais como indivíduos com disfunção de órgãos ou em fases específicas da vida, como a gravidez.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Flucozal (fluconazol) é um conhecido inibidor de certas enzimas do citocromo P450 (CYP), particularmente a CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4. Esta ação pode diminuir a velocidade com que muitos outros medicamentos são eliminados ou processados pelo organismo, aumentando potencialmente a sua concentração no corpo e elevando o risco de efeitos adversos.

Combinações Contraindicadas

A administração conjunta é oficialmente contraindicada com medicamentos que sejam extensamente metabolizados pela CYP3A4 e reconhecidos por prolongar o intervalo QT, uma vez que esta combinação aumenta significativamente o risco de anomalias graves do ritmo cardíaco, incluindo Torsade de Pointes. Exemplos específicos incluem a cisaprida, a pimozida, a quinidina e a terfenadina.

Interações que Requerem Precaução

É necessária uma monitorização rigorosa ou ajuste da dose para diversas classes de medicamentos, incluindo:

O uso de anticoagulantes, como a varfarina, pode resultar num aumento do tempo de protrombina (INR) e do risco de hemorragia devido à inibição da CYP2C9. No caso dos hipoglicemiantes orais, como as sulfonilureias, existe o risco de níveis baixos de açúcar no sangue, o que exige uma vigilância atenta. Para doentes a tomar imunossupressores, como a ciclosporina ou o tacrolimus, pode ocorrer um aumento das concentrações plasmáticas, podendo ser necessária a redução da dose destas substâncias. Relativamente às estatinas, como a atorvastatina ou a sinvastatina, verifica-se um risco acrescido de toxicidade muscular, nomeadamente miopatia ou rabdomiólise. Por fim, a administração com benzodiazepinas de ação curta, como o midazolam ou o triazolam, pode aumentar os níveis plasmáticos destes fármacos, o que pode levar a uma sedação mais prolongada ou intensa.

Adicionalmente, medicamentos que induzem as enzimas que metabolizam fármacos, como a rifampicina, podem reduzir a concentração de Flucozal, diminuindo potencialmente a sua eficácia. O efeito de inibição enzimática do Flucozal pode persistir durante aproximadamente quatro a cinco dias após a toma da última dose, devido à sua longa semivida.

Mecanismo de ação

O Flucozal (Fluconazol) atua através de um mecanismo de ação sistémico e direcionado que incide sobre o agente patogénico fúngico invasor. O seu efeito principal consiste na inibição competitiva altamente seletiva da enzima fúngica lanosterol 14-alfa-desmetilase (ERG11). Esta enzima, pertencente ao Citocromo P450, é essencial para a conversão do lanosterol em ergosterol, um componente fundamental da membrana celular dos fungos.

A inibição da ERG11 resulta numa consequência celular dupla: a depleção funcional de ergosterol e a acumulação simultânea de esteróis 14-alfa-metilo tóxicos. Estes precursores integram-se na membrana celular fúngica, levando à sua rutura estrutural e ao aumento da permeabilidade. Este dano duplo provoca a interrupção sistémica da proliferação fúngica (um efeito fungistático), reduzindo a carga do agente patogénico. Esta ação pretendida pode ser condicionada por vias de adaptação fúngica, tais como o aumento da atividade das bombas de efluxo que expelem ativamente a molécula da célula, reduzindo a concentração necessária para a inibição da ERG11.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Flucozal

A utilização do Flucozal (Fluconazol) é regida por princípios de administração e regimes posológicos estabelecidos em documentos regulamentares oficiais. Trata-se de um agente administrado por via oral ou através de perfusão intravenosa (IV). As formas orais, que incluem comprimidos, cápsulas e suspensão oral, podem ser tomadas com ou sem alimentos. A escolha entre a via oral e a via intravenosa depende das necessidades clínicas do doente, sendo a solução para perfusão administrada lentamente, a uma velocidade que não exceda os 10 mL por minuto.


Padrões de Dosagem e Frequência

Para muitas infeções profundas ou sistémicas, é administrada uma dose de carga no primeiro dia, que é frequentemente o dobro da dose diária de manutenção, de modo a atingir rapidamente concentrações de estado estacionário. Após este procedimento, o padrão habitual é a dosagem de uma vez por dia. Está especificada uma dose oral única de 150 mg para a candidíase vaginal aguda, enquanto os regimes para infeções recorrentes podem envolver dosagens intermitentes (por exemplo, nos dias 1, 4 e 7), seguidas de manutenção a longo prazo.

A duração do tratamento varia significativamente; por exemplo, a supressão de recaídas de meningite criptocócica em doentes de alto risco pode exigir uma dose diária de manutenção a longo prazo, ao passo que as infeções das mucosas requerem tratamento até que os parâmetros clínicos e laboratoriais confirmem a resolução.


Ajustes Populacionais e Procedimentos

O ajuste da dose é uma instrução procedimental obrigatória para doentes com compromisso da função renal. Após a dose de carga inicial, a dose de manutenção deve, tipicamente, ser reduzida em 50% para indivíduos com compromisso renal moderado a grave (depuração da creatinina le 50 mL/min). Na pediatria, a dosagem é calculada com base no peso corporal (mg/kg). No caso de uma dose esquecida, os doentes devem tomá-la assim que se lembrarem, a menos que esteja próxima a hora da dose seguinte, caso em que a dose esquecida deve ser omitida para evitar a toma de duas doses simultaneamente.

Evidência clínica recente

Flucozal: Evidência Clínica Recente

Evidência na Gestão de Infeções Fúngicas Sistémicas e Graves

A investigação analisou a utilização do Flucozal em condições graves, incluindo a candidíase sistémica e a meningite criptocócica. Os estudos avaliaram populações que incluíam frequentemente adultos em estado crítico. Os investigadores mediram primordialmente as taxas de cura clínica e a erradicação microbiológica, definida como a eliminação do organismo fúngico do sangue ou de outros locais do corpo. No caso da meningite, os estudos monitorizaram a taxa de alteração nas culturas do líquido cefalorraquidiano (LCR) e os padrões de recaída durante as fases de consolidação e manutenção. Alguns ensaios registaram medidas de mortalidade mais elevadas em grupos de monoterapia em comparação com os que receberam regimes combinados. Os estudos exploraram também padrões nas fases subsequentes de tratamento a longo prazo.

O que permanece incerto é a evidência comparativa face a novos agentes antifúngicos em determinados grupos de doentes, sendo que a evidência para a gestão de infeções causadas por espécies de Candida menos comuns é limitada.

Evidência de Uso na Profilaxia de Alto Risco

O Flucozal foi estudado pelo seu papel na análise da incidência de doença fúngica em doentes com sistemas imunitários significativamente comprometidos. A investigação incluiu Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas, centrando-se em doentes com leucemia aguda ou submetidos a transplantes de células estaminais hematopoiéticas (TCEH). Os investigadores analisaram resultados relacionados com a incidência de infeções fúngicas invasivas (IFI) e a sobrevivência.

Os estudos observaram padrões relacionados com a diferença na incidência de IFI entre o grupo do Flucozal e os grupos de controlo. Estas descobertas contribuem para o panorama geral da evidência relativa à profilaxia durante períodos de alto risco.

O que permanece incerto na investigação sobre o Flucozal

O nível de certeza permanece baixo em algumas áreas específicas. A qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente para indicações menos comuns onde o tamanho das amostras foi modesto. Os dados para certos grupos continuam a ser insuficientes; por exemplo, a evidência comparativa com novos antifúngicos, dados para certas espécies não-albicans e evidência para infeções por bolores. Existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo para além das durações de acompanhamento estabelecidas nos ensaios clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Flucozal (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Flucozal a fazer efeito?

A ação do medicamento está dependente da obtenção de concentrações plasmáticas estáveis, o que geralmente ocorre entre 5 a 10 dias após o início de um regime diário padrão. Quando é administrada uma dose de carga no primeiro dia, os níveis necessários para o efeito terapêutico são atingidos muito mais rapidamente, frequentemente logo ao segundo dia de tratamento.

P: Existe uma versão genérica do Flucozal?

Sim, a substância ativa deste produto é oficialmente designada por Fluconazol. Esta substância está amplamente disponível sob diversos nomes comerciais e é também comercializada em formulações genéricas que contêm a mesma substância ativa.

P: Qual é a duração habitual do tratamento com Flucozal?

A duração varia consoante o tipo de infeção fúngica. Os esquemas terapêuticos podem ir desde uma dose única em certas situações agudas até uma terapia de manutenção diária prolongada, que pode durar seis meses ou mais, especialmente para prevenir a recorrência de infeções graves.

P: Posso tomar Flucozal se estiver grávida ou a amamentar?

O uso durante a gravidez não é recomendado de forma geral, particularmente em doses elevadas ou tratamentos prolongados durante o primeiro trimestre, devido ao risco potencial para o feto. No entanto, pode ser utilizado em infeções graves ou fatais se o benefício terapêutico for considerado superior ao risco potencial. O fluconazol passa para o leite materno, pelo que se exige precaução durante o aleitamento.

P: Por que motivo algumas pessoas precisam de uma dose mais baixa de Flucozal?

A dose é normalmente reduzida em 50% em indivíduos com compromisso renal, uma vez que a diminuição da função dos rins afeta a forma como o organismo elimina o fármaco. Além disso, a dosagem na população pediátrica é determinada com base no peso corporal e não por uma dose padrão fixa.

P: O Flucozal torna a pessoa mais sensível ao sol?

Existem registos de vários efeitos adversos cutâneos, como erupção cutânea, comichão e urticária. No entanto, a fotossensibilidade não é identificada explicitamente como uma reação adversa frequente ou conhecida para este produto.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose?

Caso se esqueça de uma dose, a orientação é tomá-la assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, deve saltar a dose esquecida para evitar a toma de duas doses em simultâneo.

P: O que devo saber sobre a interrupção do Flucozal?

O tratamento deve ser continuado durante todo o período especificado pelo profissional de saúde para reduzir o risco de a infeção reincidir. Em várias condições graves, é necessária uma terapia de manutenção contínua para evitar recaídas.

P: O Flucozal é considerado um tratamento comum para os seus principais usos?

O Fluconazol é frequentemente citado como um agente oral preferencial ou primário para o tratamento de certas infeções, como a candidíase vaginal não complicada e na fase de manutenção da meningite criptocócica.

P: O Flucozal interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A administração conjunta com ibuprofeno pode aumentar a concentração deste analgésico no corpo. Por este motivo, pode ser necessário considerar ajustes na dosagem do ibuprofeno durante o tratamento.

P: Como é que o Flucozal se distingue de produtos semelhantes de venda livre?

O Flucozal é um medicamento antifúngico triazólico sistémico sujeito a receita médica, aprovado para o tratamento de infeções em todo o corpo. Em contraste, muitos produtos de venda livre são antifúngicos tópicos destinados apenas ao tratamento local e externo de infeções menos graves.

P: Que tipo de estudos apoiam o uso do Flucozal?

O uso deste medicamento é apoiado por diversos estudos clínicos, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados. Estes estudos mediram resultados como as taxas de cura clínica, a erradicação do organismo fúngico e a eficácia na prevenção de infeções em doentes de alto risco.

P: O Flucozal causa preocupações de saúde a longo prazo?

Existe um risco potencial de toxicidade hepática e a necessidade de monitorização da função do fígado, especialmente quando o medicamento é utilizado por períodos prolongados. Este é considerado um risco clínico importante.

P: O Flucozal afeta a eficácia da pílula contracetiva?

O Fluconazol pode aumentar a concentração plasmática das hormonas presentes em certos contracetivos orais, como o etinilestradiol. A documentação foca-se especificamente neste aumento dos níveis hormonais.

P: Existem limites de idade para o uso de Flucozal?

O uso do medicamento está estabelecido na população adulta e em indicações específicas na população pediátrica, incluindo recém-nascidos. Existem também dados específicos colhidos em indivíduos com 65 ou mais anos.

P: Sente-se o efeito do Flucozal imediatamente ou o processo é gradual?

Embora a concentração máxima no sangue possa ser atingida pouco tempo após a dose, o efeito terapêutico total depende de atingir e manter concentrações estáveis, o que demora geralmente vários dias de tratamento contínuo.

P: Qual é a classificação de segurança do Flucozal?

O fármaco possui classificações de perigo pelas suas propriedades químicas, incluindo Toxicidade Oral Aguda e Toxicidade Reprodutiva Categoria 1B. Para o uso na gravidez, são utilizados resumos de risco detalhados em vez de categorias simples.

P: Existe investigação sobre o uso de Flucozal em crianças?

Sim, existem informações posológicas específicas para a população pediátrica em todas as idades, desde recém-nascidos a adolescentes, para indicações como candidíase invasiva e meningite criptocócica.

P: A eficácia do Flucozal muda com o uso continuado?

A ação do fármaco pode ser afetada por vias de adaptação fúngica, onde o organismo desenvolve mecanismos para expelir o fármaco da célula. O uso a longo prazo é gerido com doses de manutenção para reduzir o risco de recaída.

P: O Flucozal é a primeira escolha para as condições que trata?

Este fármaco é frequentemente citado como uma opção terapêutica preferencial para certas condições fúngicas, incluindo candidíase vulvovaginal não complicada, de acordo com diretrizes clínicas de referência.

P: Que temas de investigação são comuns nos estudos sobre o Flucozal?

Os principais temas incluem a demonstração de taxas de cura clínica, a erradicação microbiológica do patógeno, a eficácia na profilaxia para doentes de alto risco e a prevenção de recaídas após o tratamento agudo.

P: Qual é a evidência que apoia o funcionamento do Flucozal?

A ação do fármaco é apoiada por evidência que demonstra a inibição do crescimento fúngico. Esta evidência baseia-se em resultados clínicos que incluem a erradicação microbiológica documentada do organismo e a obtenção de cura clínica.

P: Existem considerações especiais para idosos que utilizam Flucozal?

Estudos mostram que tanto a semivida média como a exposição total ao fármaco tendem a ser superiores na população com 65 ou mais anos quando comparada com adultos mais jovens.

P: Qual é o perfil de risco do Flucozal?

Os riscos importantes incluem o potencial de insuficiência hepática, reações dermatológicas graves e o risco de prolongamento do intervalo QT. Estes riscos estão sujeitos a medidas de segurança e monitorização contínua.

P: Existe um agravamento dos sintomas após parar o Flucozal?

Para condições específicas, como a meningite criptocócica, é necessária terapia de manutenção para a supressão de recaídas. A recaída caracteriza-se pelo regresso da infeção após a conclusão da fase de tratamento ativo.

P: O Flucozal afeta o sono ou os níveis de energia?

As reações possíveis incluem tonturas, sonolência e insónia. Além disso, a fadiga e o mal-estar geral estão listados como reações adversas possíveis.

P: Como é monitorizada a segurança do Flucozal após a sua comercialização?

A segurança é monitorizada continuamente através de atividades de farmacovigilância, que envolvem a recolha e análise global de reações adversas reportadas para atualizar as medidas de segurança do produto.

Como Flucozal deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Fluconazol (Flucozal)

Os comprimidos de fluconazol e o pó seco para suspensão devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. É fundamental que os recipientes sejam mantidos bem fechados e em local seco para garantir a integridade do medicamento.


Estabilidade e Segurança Infantil

A suspensão oral, após ser reconstituída, deve ser conservada a uma temperatura igual ou inferior a 30 °C, sendo estritamente proibida a sua congelação. Esta formulação líquida apresenta um período de estabilidade de duas semanas, devendo qualquer conteúdo remanescente ser eliminado após este prazo. Independentemente da forma farmacêutica, todos os componentes do medicamento devem ser mantidos fora do alcance e da vista das crianças.


Requisitos de Eliminação

A eliminação do medicamento deve cumprir rigorosamente todas as regulamentações locais e nacionais em vigor. O produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser libertado no meio ambiente, o que inclui a proibição expressa de o eliminar através das águas residuais (esgotos) ou do lixo doméstico comum. Devido à sua classificação como fármaco perigoso para efeitos de gestão de resíduos, o fluconazol exige um processamento específico através de uma unidade de tratamento de resíduos devidamente aprovada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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