Flomaxtra

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Flomaxtra

O que é o Flomaxtra? (Visão Geral Verificada)

Apresentamos um resumo das principais propriedades deste medicamento.

Propriedade Descrição
Substância Ativa Cloridrato de tansulosina
Forma Farmacêutica Comprimido de libertação prolongada / Cápsula dura de libertação modificada
Classe Farmacológica Antagonistas dos recetores adrenérgicos alfa (Bloqueadores alfa-1)
Origem Sintética, derivado de sulfonamida
Via de Administração Oral

Que tipo de medicamento é o Flomaxtra e qual a sua composição?

O Flomaxtra é um medicamento sujeito a receita médica cujo constituinte ativo é o Cloridrato de tansulosina. Esta substância é um composto sintético, categorizado estruturalmente como um derivado de sulfonamida. O medicamento pertence à classe farmacológica abrangente dos antagonistas dos recetores adrenérgicos alfa, habitualmente designados como bloqueadores alfa-1.

Esta classe de medicação é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de atuar seletivamente sobre recetores nervosos encontrados predominantemente no sistema urinário inferior. A tansulosina é um produto de substância única administrado por via oral. A sua identidade química e classificação definem o seu papel funcional na redução da resistência mecânica no trato urinário. A tansulosina atua ajudando a relaxar os músculos da próstata e do colo da bexiga.


Flomaxtra: A forma farmacêutica específica e o objetivo terapêutico geral

A marca Flomaxtra é especificamente reconhecida pela sua formulação em comprimido de libertação prolongada ou cápsula dura de libertação modificada, uma característica distintiva face às versões genéricas de libertação imediata. O Cloridrato de tansulosina é combinado com excipientes orais sólidos especializados para controlar a velocidade a que o composto é absorvido pela corrente sanguínea. Esta tecnologia de formulação é utilizada para garantir uma concentração constante da substância ativa durante um período de tempo prolongado.

O sistema de libertação controlada é fundamental para manter o relaxamento contínuo do músculo liso. A ação central do medicamento consiste em reduzir a resistência ao fluxo de urina, aliviando assim o esforço e o desconforto associados a um sistema urinário inferior restringido, servindo tipicamente homens adultos que apresentam sintomas de dificuldade urinária.

Quais efeitos secundários são possíveis com Flomaxtra?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Flomaxtra, que contém Cloridrato de tansulosina, é definido por reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência e os sistemas fisiológicos afetados, tal como documentado na rotulagem regulamentar oficial.

As reações adversas encontram-se agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Vasculares e Doenças dos Órgãos Reprodutores.


Classificação da Frequência das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Tonturas, cefaleia (dor de cabeça), ejaculação anómala, astenia (falta de força).
Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) Hipotensão ortostática (tonturas ao adotar a posição vertical), palpitações, náuseas, erupção cutânea.
Raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000) Síncope (desmaio), angioedema (inchaço alérgico da face ou garganta), priapismo.
Muito Raros (< 1/10.000) Síndrome de Stevens-Johnson.
Frequência desconhecida Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS), fibrilhação auricular, perturbações visuais.

Notas de Segurança Regulamentares

A rotulagem oficial observa que os sintomas de ortostatismo são detetados mais frequentemente no início do tratamento. As reações adversas graves documentadas em fontes regulamentares incluem a Síncope, o Priapismo e a Síndrome de Stevens-Johnson.

As condicionantes de segurança incluem o potencial para a ocorrência da Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS), uma complicação observada durante a cirurgia de cataratas ou glaucoma em pacientes tratados atualmente ou anteriormente com tansulosina. A utilização não é recomendada em indivíduos com insuficiência hepática grave, uma vez que os dados de segurança não estão totalmente estabelecidos para esta população de pacientes. O uso concomitante com outros bloqueadores alfa-adrenérgicos ou inibidores da PDE5 pode aumentar o risco de hipotensão sintomática.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da Sobredosagem

Elemento Descrição Regulamentar Oficial
Manifestações documentadas A principal manifestação clínica de uma sobredosagem aguda é a hipotensão grave, uma redução acentuada da pressão arterial. Os sintomas documentados podem também incluir taquicardia compensatória (ritmo cardíaco acelerado), tonturas, desmaio (síncope), cefaleia, vómitos e diarreia.
Sistemas fisiológicos afetados O perfil regulamentar enfatiza os efeitos no Sistema cardiovascular e, secundariamente, no Sistema gastrointestinal.
Notas específicas sobre a população Devido ao facto de o fármaco apresentar uma elevada ligação às proteínas plasmáticas, a informação regulamentar refere que é pouco provável que a diálise seja benéfica na gestão de uma sobredosagem.
Declarações de resposta de emergência Procure assistência médica imediata em caso de qualquer suspeita de sobredosagem. A gestão de emergência requer a prestação de suporte cardiovascular, incluindo a utilização de expansores de volume plasmático e vasopressores, se necessário. Para a ingestão recente de grandes quantidades, está documentada a administração de carvão ativado ou a realização de lavagem gástrica.
Quando é necessária ajuda médica urgente Deve procurar-se ajuda médica urgente de imediato se ocorrer qualquer sintoma de sobredosagem, especialmente os que envolvam hipotensão grave ou desmaio.

Classificações de Sobredosagem (Nível Superior)

Elemento de Classificação Descrição Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade A gravidade é definida pelo potencial de efeitos hipotensores graves que conduzem à instabilidade cardiovascular.
Restrições no contexto de sobredosagem Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com tansulosina.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

  • O principal sinal de sobredosagem é uma descida acentuada da pressão arterial (hipotensão grave), que pode ser acompanhada por um ritmo cardíaco mais rápido (taquicardia compensatória) e tonturas.
  • Perante a suspeita de sobredosagem, as agências regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata.
  • A gestão foca-se no suporte cardiovascular, incluindo a colocação do paciente em posição supina e, se necessário, a administração de expansores de volume ou vasopressores para restabelecer a pressão arterial.
  • Procedimentos para reduzir a absorção, tais como a lavagem gástrica e o carvão ativado, estão documentados para a gestão de ingestões massivas recentes.
  • A rotulagem oficial confirma explicitamente que não se conhece um antídoto específico para este medicamento.

Ligação ao perfil global de sobredosagem: O perfil oficial de sobredosagem é definido pelo elevado risco de instabilidade hemodinâmica e hipotensão grave, o que despoleta a obrigatoriedade de procurar assistência médica imediata. Os procedimentos documentados confirmam que a gestão é puramente sintomática e de suporte, centrando-se na estabilização da pressão arterial e na remoção do fármaco não absorvido, dada a inexistência de um antídoto conhecido.

Usos terapêuticos de Flomaxtra

O Flomaxtra é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão dos sinais e sintomas da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) em homens adultos. Este medicamento é considerado pertinente em contextos que envolvem uma sobrecarga sistémica elevada, nos quais os sintomas interferem com o funcionamento diário. É relevante para a gestão de sintomas que se agrupam em padrões que requerem cuidados de suporte, tais como os sintomas de armazenamento irritativos secundários e os sintomas de esvaziamento obstrutivos.

O medicamento é geralmente utilizado para gerir sintomas relacionados com a tensão funcional orgânica específica, que incluem a hesitação (dificuldade em iniciar a micção), um fluxo urinário fraco, a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, a urgência urinária e a noctúria (necessidade de urinar durante a noite). Este suporte sintomático contribui para aliviar a carga global dos sintomas e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Facto Rápido: Gestão de Suporte para Sintomas Obstrutivos O Flomaxtra pode ajudar a manter a estabilidade funcional ao facilitar o esforço necessário para urinar e ao abordar sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica ou muscular.

O Flomaxtra é comummente utilizado para auxiliar em condições caracterizadas por períodos de exacerbação dos sintomas, como a HBP crónica, particularmente quando os sintomas atingem uma intensidade moderada a grave. Apoiar o paciente na gestão destes sintomas pode contribuir para uma melhoria do conforto e da estabilidade. O medicamento é aplicado na abordagem do mal-estar associado à dificuldade urinária crónica.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Flomaxtra — Informação Regulamentar Oficial

Âmbito de Elegibilidade

Populações Autorizadas (com base na rotulagem) Homens Adultos com HBP
Populações Contraindicadas Hipersensibilidade, Histórico de Hipotensão Ortostática, Insuficiência Hepática Grave
Regra Relativa à Idade Não indicado para crianças/adolescentes com menos de 18 anos
Regra Específica da Condição Precaução em caso de Comprometimento Renal Grave (Depuração da Creatinina < 10 ml/min)
Restrição Condicional Não recomendada a iniciação se tiver cirurgia de Catarata ou Glaucoma agendada

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Classificação da Gravidade da Elegibilidade:

  • Contraindicado: Hipersensibilidade, Histórico de Hipotensão Ortostática, Insuficiência Hepática Grave.
  • Não Indicado: População Pediátrica, Mulheres/Gravidez/Lactação.
  • Precaução/Não Estudado: Comprometimento Renal Grave, Cirurgia Ocular Agendada.

Ligação ao perfil de elegibilidade global: Os documentos regulamentares oficiais estabelecem que o Flomaxtra é exclusivamente indicado para homens adultos e é estritamente proibido (contraindicado) para indivíduos com históricos médicos graves específicos, incluindo insuficiência hepática grave, certos problemas circulatórios e hipersensibilidade conhecida. Esta estrutura formal estabelece critérios claros de inclusão e exclusão baseados na rotulagem, aconselhando precaução em doentes com comprometimento renal grave, uma vez que a utilização nestes casos não foi estudada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Flomaxtra (Cloridrato de tansulosina) documenta padrões de interação específicos relacionados com o metabolismo, a depuração (clearance) e os efeitos aditivos.

Combinações Contraindicadas e Restritas

Uma restrição central envolve os efeitos hipotensores aditivos. A coadministração com outros agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos é formalmente contraindicada devido ao risco de hipotensão sintomática. Recomenda-se também precaução quando a tansulosina é coadministrada com inibidores da fosfodiesterase-5 (PDE5), como o sildenafil ou o tadalafil, devido ao seu potencial para aumentar os efeitos de redução da pressão arterial.

Interações Farmacocinéticas

A exposição à tansulosina é significativamente alterada por medicamentos coadministrados que inibem as enzimas CYP3A4 e CYP2D6. Inibidores potentes da CYP3A4, como o Cetoconazol, podem levar a um aumento substancial das concentrações plasmáticas de tansulosina. Esta combinação é restrita, particularmente em doentes identificados como fracos metabolizadores da CYP2D6, devido ao risco acrescido de exposição. Da mesma forma, inibidores potentes da CYP2D6, como a Paroxetina, exigem cautela. Demonstrou-se também que a Cimetidina aumenta a exposição à tansulosina através da diminuição da sua depuração renal.

Requisitos de Alimentação e Horários

Está documentado que a extensão da absorção da tansulosina é sensível à ingestão de alimentos. Para garantir uma exposição consistente ao fármaco, a rotulagem oficial exige que o medicamento seja tomado com uma refeição, a uma hora constante todos os dias.

Mecanismo de ação

Antagonismo dos Recetores Alfa-1: O Alvo Molecular

O principal mecanismo de ação envolve o bloqueio específico dos adrenocetores alfa-1 (alfa1-AR), particularmente dos subtipos alfa1A e alfa1D, que se encontram concentrados no músculo liso do trato urinário inferior. Ao atuar como um antagonista competitivo, a molécula impede que o neurotransmissor natural Norepinefrina se ligue e ative estes recetores, resultando na inibição da cascata de sinalização da contração.


Urosseletividade e Redução do Tónus Muscular Dinâmico

A preferência funcional do mecanismo pelos subtipos alfa1A e alfa1D (denominada urosseletividade) direciona a sua atividade principal para a próstata e o colo da bexiga, minimizando a influência nos recetores alfa1B encontrados no músculo vascular. Esta interrupção direcionada do tónus do Sistema Nervoso Simpático (SNS) faz com que o músculo liso na uretra prostática e no colo da bexiga sofra um relaxamento, o que diminui fisiologicamente a resistência mecânica interna na uretra.


Limitação Mecanística ao Componente Dinâmico

Este mecanismo opera exclusivamente ao abordar o componente dinâmico de qualquer obstrução — a tensão funcional das fibras musculares. A ação está inteiramente focada na modulação das vias de sinalização e do tónus muscular; consequentemente, o mecanismo é condicionado pelo componente estático, não exercendo influência sobre o mesmo, o qual envolve o tamanho físico ou o volume do próprio tecido sólido prostático.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Flomaxtra é definida por um conjunto padronizado de instruções oficiais que regem o método, o momento e a dosagem deste medicamento de libertação prolongada. O Flomaxtra é administrado por via oral, o que é consistente com a sua formulação como um comprimido ou cápsula de libertação modificada. O padrão de administração habitual é de uma vez ao dia.

A dose inicial e de manutenção típica, de acordo com os documentos regulamentares, é de 0,4 mg (ou 400 microgramas). Dependendo da rotulagem regional do produto, a dose pode ser aumentada para 0,8 mg uma vez ao dia, caso a resposta do paciente à dose inicial seja insuficiente após duas a quatro semanas de utilização.

A administração requer que a unidade — seja ela um comprimido ou uma cápsula — seja engolida inteira, não podendo ser esmagada, mastigada ou aberta. Esta restrição de procedimento é essencial para preservar o mecanismo de libertação prolongada do fármaco. As orientações oficiais sobre o momento da toma em relação aos alimentos variam consoante a região: algumas informações especificam a administração aproximadamente 30 minutos após a mesma refeição todos os dias, enquanto outros documentos permitem a toma com ou sem alimentos.

Se a terapia for interrompida por vários dias, a instrução oficial é reiniciar o tratamento com a dose inicial de 0,4 mg uma vez ao dia. Além disso, a informação regulamentar refere que, geralmente, não são necessários ajustes posológicos para pacientes com insuficiência renal ligeira a moderada, mas a utilização do medicamento está oficialmente limitada em casos de insuficiência hepática grave.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Clínica Recente

Diversos estudos analisaram o efeito da tansulosina, o princípio ativo do Flomaxtra, focado principalmente no tratamento de sintomas do trato urinário inferior (LUTS) associados à hiperplasia benigna da próstata (HBP). A investigação avaliou se o fármaco afetava os sintomas relacionados com o fluxo urinário e o esvaziamento da bexiga, através da observação de alterações em pontuações de sintomas padronizadas (ex.: Pontuação Internacional de Sintomas Prostáticos, IPSS) e na taxa de fluxo urinário máximo (Qmax).


Resultados de Curto Prazo e Cronologia

Ensaios clínicos aleatórios e controlados, com uma duração de 12 a 13 semanas, compararam a tansulosina com um placebo. Nestes ensaios clínicos, observou-se uma redução na gravidade dos sintomas nos participantes que utilizaram tansulosina, a qual foi geralmente superior à redução verificada nos grupos de placebo. Os estudos empregaram frequentemente várias avaliações de doses nos participantes, iniciando-se tipicamente com 0,4 mg uma vez ao dia.

  • Início do Efeito: O início do efeito é, geralmente, rápido. Algumas investigações observaram que os participantes registaram dados sintomáticos iniciais pouco tempo após a administração, com melhorias significativas nos LUTS frequentemente observadas logo na primeira semana de tratamento e continuando a progredir durante o primeiro mês.

Investigação de Longo Prazo e Utilização em Combinação

Efeitos Sustentados: Estudos de extensão abertos acompanharam participantes por períodos de até seis anos. Estas avaliações de longo prazo indicaram que as melhorias iniciais nas pontuações de sintomas e nas taxas de fluxo urinário foram mantidas ao longo da duração do estudo nos doentes que permaneceram em terapia. O efeito sintomático a longo prazo foi limitado no âmbito de toda a investigação revista.

Estudos de Combinação: A investigação também analisou o uso da tansulosina em combinação com outras classes de fármacos utilizados para a HBP. Alguns participantes sob terapia combinada descreveram melhores resultados relativamente à capacidade de realizar as atividades do quotidiano em comparação com os grupos em monoterapia, embora os resultados em estudos comparativos tenham, por vezes, diferido com base no desenho específico do estudo e nas características dos participantes.


Populações Não Estudadas

A investigação focou-se primordialmente em condições relacionadas com a HBP em homens adultos. De um modo geral, os estudos não foram desenhados para avaliar o efeito do fármaco em condições diferentes das relacionadas com a HBP. Existe evidência publicada limitada relativamente à utilização da tansulosina em populações pediátricas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre Flomaxtra (FAQ)


P: O Flomaxtra é um tipo de medicamento para a tensão arterial?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que este medicamento não está aprovado (não é indicado) para o tratamento da tensão arterial elevada, conhecida como hipertensão. Pertence a uma classe de medicamentos designada por bloqueadores alfa, que atuam principalmente através do relaxamento dos músculos da próstata e do colo da bexiga para melhorar o fluxo urinário. Devido a esta ação, pode causar uma redução na tensão arterial como um efeito secundário potencial, mas esse não é o seu objetivo principal.


P: Que tipo de investigação foi realizada sobre a utilização a longo prazo do Flomaxtra?

Estudos e informações oficiais indicam que a investigação sobre este medicamento inclui estudos de extensão abertos, que acompanharam participantes que permaneceram em terapia por períodos de até seis anos. Estas avaliações de longo prazo foram concebidas para analisar se as melhorias iniciais nas pontuações de sintomas foram, de um modo geral, mantidas ao longo desse tempo.


P: O Flomaxtra está aprovado para o tratamento de pedras nos rins?

O medicamento está formalmente indicado e aprovado para o tratamento dos sinais e sintomas da hiperplasia benigna da próstata (HBP), que consiste no aumento do tamanho da próstata. De acordo com a rotulagem oficial, a utilização para outras condições, como cálculos renais (pedras nos rins), não está listada como parte da indicação regulamentar formal.


P: O Flomaxtra afeta a capacidade de conduzir?

Os avisos regulamentares recomendam precaução ao conduzir ou utilizar máquinas. Isto deve-se ao facto de o medicamento poder causar efeitos adversos, como tonturas ou sensação de desmaio, que podem potencialmente comprometer os reflexos, sendo aconselhada prudência na condução.


P: O Flomaxtra destina-se a curar a condição subjacente?

A informação oficial do produto refere que este medicamento se destina a ajudar a controlar os sintomas associados à HBP, tais como dificuldades no fluxo urinário. Não foi concebido nem se destina a curar o problema subjacente do aumento da próstata ou a própria doença.


P: O que devo fazer se sentir uma dor de cabeça persistente enquanto tomo Flomaxtra?

A dor de cabeça está listada nos resumos de segurança regulamentares como uma reação adversa frequente associada à utilização do medicamento. Se um indivíduo sentir uma dor de cabeça persistente, a informação regulamentar aconselha a consulta de um profissional de saúde.


P: O Flomaxtra tem efeitos secundários sexuais conhecidos além de problemas de ejaculação?

Os documentos regulamentares listam a ejaculação anormal como um efeito secundário comum deste medicamento. Além disso, o perfil de segurança oficial regista a reação adversa rara de Priapismo, que é definida como uma ereção persistente e, frequentemente, dolorosa.


P: Existem versões genéricas do Flomaxtra disponíveis?

Cloridrato de tansulosina é o nome genérico do princípio ativo do Flomaxtra. Estão geralmente disponíveis produtos genéricos contendo tansulosina em várias regiões após a expiração da proteção da patente original. O seu profissional de saúde ou farmacêutico pode confirmar as opções disponíveis na sua localização.


P: Qual é a relação entre o Flomaxtra e a Finasterida?

O Flomaxtra é um bloqueador alfa que atua através do relaxamento do tónus muscular na próstata e no colo da bexiga. A Finasterida é um tipo diferente de medicamento para a HBP (um inibidor da 5-alfa-redutase) que atua na redução do tamanho físico ou volume do tecido prostático. Uma vez que funcionam de formas diferentes, os dois medicamentos são, por vezes, utilizados em combinação.


P: É normal se o Flomaxtra parecer deixar de fazer efeito após algum tempo?

A investigação revista em documentos regulamentares indicou, geralmente, que as melhorias iniciais nas pontuações de sintomas foram mantidas ao longo da duração de estudos de longo prazo, que duraram até seis anos. Se for notada uma alteração na eficácia do medicamento, os documentos regulamentares sugerem a consulta do médico prescritor.


P: Tomar Flomaxtra em diferentes alturas do dia altera o seu efeito?

As instruções oficiais de administração referem a importância de tomar o medicamento num horário consistente todos os dias. Esta restrição de procedimento serve para garantir que é mantido um nível constante do fármaco no organismo, devido à sua formulação de libertação prolongada.


P: Qual é a explicação científica para o Flomaxtra poder causar tonturas?

O medicamento atua relaxando os músculos, o que pode causar uma descida da tensão arterial, conhecida como hipotensão ortostática. Este efeito, frequentemente desencadeado ao mudar de posição demasiado depressa, é a explicação científica do porquê de poderem ocorrer sintomas como tonturas ou vertigens.


P: Que informação existe sobre a utilização pediátrica do Flomaxtra?

A rotulagem oficial e os documentos regulamentares declaram que o medicamento não é indicado para utilização em crianças ou adolescentes com menos de 18 anos de idade. A sua segurança e eficácia nesta população não foram estabelecidas.


P: As fontes oficiais descrevem mal-entendidos comuns sobre como o Flomaxtra deve ser utilizado?

As orientações regulamentares enfatizam que o comprimido ou cápsula de libertação prolongada deve ser deglutido inteiro. É referido que o medicamento não deve ser esmagado, mastigado ou aberto, uma vez que esta ação destruiria o mecanismo de libertação controlada.


P: Existe evidência de que o Flomaxtra ajuda com todos os sintomas relacionados com a HBP, ou apenas com alguns?

O medicamento é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da HBP, tais como problemas no fluxo urinário e no esvaziamento da bexiga. O seu mecanismo de ação limita-se ao relaxamento do tónus muscular e não reduz o tamanho físico da próstata, que é responsável por alguns outros sintomas.

Como Flomaxtra deve ser armazenado e descartado?

Os requisitos regulamentares oficiais para o armazenamento e a eliminação de Flomaxtra (cloridrato de tansulosina) estão definidos para manter a qualidade do medicamento e garantir a segurança ambiental.

Requisitos de Armazenamento

Classificação de Armazenamento Requisito Condições Proibidas
Temperatura Temperatura ambiente controlada 20 °C a 25 °C Não congelar
Proteção Manter na embalagem de origem; proteger da luz e da humidade Calor excessivo
Segurança Manter fora da vista e do alcance das crianças Não aplicável

Instruções de Eliminação

A eliminação de Flomaxtra não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser efetuada de acordo com os requisitos locais, frequentemente através de uma farmácia ou de um programa autorizado de recolha de medicamentos. O medicamento não deve ser eliminado através das águas residuais (ou seja, não deitar na sanita ou no lavatório) nem depositado no lixo doméstico comum. Estas restrições ambientais asseguram a destruição adequada e evitam a contaminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Flomaxtra encontrado em:

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