Flexor

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Flexor

Método de ação: Miorelaxant, Muscle Relaxant

Opção de tratamento: Pain, Muscle Cramp, Spasticity, Cerebral Palsy

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Flexor

Apresentamos abaixo um resumo das propriedades fundamentais do Flexor (ciclobenzaprina).

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Cloridrato de ciclobenzaprina
Forma Farmacêutica Comprimido e cápsula oral
Classe Farmacológica Relaxante muscular esquelético (ação central)
Uso Comum Alívio de espasmos musculares agudos
Origem Sintética (Amina tricíclica)

Flexor: Definição e Classe Farmacológica

O Flexor é um nome comercial para o medicamento sujeito a receita médica cloridrato de ciclobenzaprina, que está oficialmente classificado como um relaxante muscular esquelético. Este medicamento distingue-se por ser de ação central, o que significa que os seus efeitos terapêuticos têm origem no sistema nervoso central (cérebro e espinal medula), e não por uma ação direta nos próprios músculos. Esta classificação e o seu mecanismo como um relaxante muscular esquelético de ação central são clinicamente reconhecidos por permitirem que o fármaco atue ao nível do sistema nervoso para ajudar a aliviar a tensão muscular involuntária.

A ciclobenzaprina é um fármaco de componente único que pertence quimicamente ao grupo das aminas tricíclicas. Esta origem sintética e estrutura química tornam-no uma ferramenta específica na gestão de espasmos musculares, distinguindo o seu perfil dos analgésicos gerais ou dos fármacos anti-inflamatórios. Está classificado como um medicamento de prescrição obrigatória, o que reforça que a sua utilização se destina a ser feita sob supervisão profissional em situações agudas.

Composição, Formas e Origem

O único princípio ativo do Flexor é a ciclobenzaprina, sendo fabricado principalmente como um medicamento oral concebido para ser deglutido. Encontra-se disponível em comprimidos de libertação imediata e em cápsulas de libertação prolongada. Esta dupla formulação permite que os profissionais de saúde adaptem a duração do alívio. A composição do medicamento é estritamente de ingrediente único, garantindo que o seu efeito sistémico se foque exclusivamente nas propriedades da ciclobenzaprina.

Objetivo Terapêutico Geral

O objetivo geral do Flexor é aliviar o desconforto e a rigidez associados a espasmos musculares agudos (curto prazo) relacionados com condições musculoesqueléticas dolorosas, tais como distensões e entorses. Ao interromper o ciclo nervo-espasmo, o medicamento ajuda o músculo afetado a relaxar. A sua eficácia está estabelecida na redução dos sintomas associados a lesões musculares agudas, confirmando que o medicamento é útil para atenuar rapidamente a dor e a rigidez provenientes de lesões súbitas. É sempre utilizado como uma parte essencial de um programa de recuperação abrangente, a par de repouso e fisioterapia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Flexor?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Tal como todos os medicamentos, o Flexor pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A compreensão destes riscos e a monitorização de sintomas invulgares são fundamentais para uma utilização segura.

Efeitos secundários comuns

Os efeitos reportados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais leves, tais como náuseas, desconforto abdominal ou digestão difícil. Algumas pessoas podem também experienciar tonturas, sonolência ou dores de cabeça ligeiras, especialmente durante as fases iniciais do tratamento. Recomenda-se precaução ao conduzir ou operar máquinas caso sinta algum destes sintomas de fadiga ou desorientação.

Reações graves e precauções

Embora raras, podem ocorrer reações alérgicas graves. Deve procurar assistência médica imediata se notar sinais de uma reação de hipersensibilidade, incluindo inchaço da face, lábios ou garganta, dificuldade em respirar ou erupções cutâneas graves com comichão intensa.

O uso prolongado ou em doses elevadas pode aumentar o risco de complicações mais sérias, como problemas hepáticos ou renais. É importante estar atento a sinais de icterícia (coloração amarelada da pele ou dos olhos), urina escura ou dor persistente na parte superior do abdómen.

Interações e contraindicações

O Flexor não deve ser utilizado por indivíduos com historial de hipersensibilidade aos seus componentes ou por aqueles que sofram de insuficiência renal ou hepática grave. Deve informar o seu médico sobre todos os outros medicamentos que esteja a tomar, incluindo suplementos e produtos fitoterápicos, para evitar interações adversas que possam comprometer a segurança do tratamento.

Mulheres grávidas ou em período de aleitamento não devem utilizar este medicamento sem uma avaliação médica rigorosa dos benefícios e riscos potenciais. Em caso de sobredosagem acidental, contacte imediatamente um centro de informação antivenenos ou a urgência hospitalar mais próxima.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações e Gravidade da Sobredosagem

As manifestações clínicas comunicadas com maior frequência em caso de sobredosagem com Flexor são a sonolência e a taquicardia (ritmo cardíaco acelerado). Outros sinais documentados incluem agitação, confusão, fala arrastada, alucinações, ataxia, náuseas e vómitos. Devido à sua relação estrutural com os antidepressivos tricíclicos, a sobredosagem acarreta o risco de desfechos graves e potencialmente fatais, incluindo paragem cardíaca, hipotensão grave e convulsões. É também referido o risco de síndrome serotoninérgica, particularmente quando o Flexor é utilizado concomitantemente com outros agentes serotoninérgicos.

Ações de Emergência Necessárias

Perante a suspeita de uma sobredosagem, é necessária assistência médica imediata, devendo o médico contactar um centro de informação antivenenos para obter orientações atualizadas. Deve procurar-se ajuda urgente de imediato se o indivíduo tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou se não for possível acordá-lo.

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem com ciclobenzaprina; por conseguinte, o tratamento é definido como sendo principalmente sintomático e de suporte. Isto pode envolver procedimentos como a lavagem gástrica e a administração de carvão ativado. É necessária monitorização hospitalar imediata, incluindo a monitorização contínua por ECG durante, pelo menos, 48 horas, para detetar complicações cardiovasculares tardias. Adicionalmente, o uso não é recomendado em idosos ou em doentes com insuficiência hepática moderada a grave, uma vez que estes grupos apresentam um potencial de toxicidade acrescido em situações de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Flexor

Alívio de Espasmos Musculares Agudos e Rigidez

O Flexor é habitualmente utilizado em conjunto com o repouso e a fisioterapia para o alívio de espasmos musculares associados a condições musculoesqueléticas agudas e dolorosas. Este fármaco é relevante para atenuar sintomas que se tornam mais disruptivos durante crises, tais como a tensão muscular involuntária, a dor localizada e a rigidez muscular resultantes de lesões recentes, como distensões e entorses. Este alívio suplementar ajuda a abordar agrupamentos de sintomas que podem surgir subitamente e criar uma sobrecarga fisiológica percetível.


Apoio à Recuperação Funcional e ao Conforto

O benefício terapêutico do Flexor consiste em tratar os sintomas dolorosos associados à tensão muscular, que pode ser uma fonte de desconforto e de limitação de movimentos. Ao ajudar a reduzir a defesa muscular persistente e ao atenuar a dor associada, o medicamento oferece um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com a difícil fase aguda. É comummente utilizado em diversas patologias que apresentam episódios agudos e é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas instáveis.

Facto Rápido: É utilizado para a gestão de sintomas relacionados com o aumento da atividade muscular e proporciona um apoio que ajuda a reduzir a carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade para o Flexor (ciclobenzaprina) é rigorosamente definido com base na idade e no estado clínico de saúde do doente. O medicamento está formalmente contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou por aqueles que estejam a tomar, ou tenham interrompido recentemente, um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO) nos últimos 14 dias. A exclusão absoluta aplica-se também a doentes com condições cardiovasculares graves e específicas, incluindo insuficiência cardíaca congestiva, bloqueio cardíaco ou distúrbios de condução, arritmias, ou que se encontrem na fase de recuperação aguda após um enfarte do miocárdio. Doentes com diagnóstico de hipertiroidismo estão igualmente proibidos de utilizar este medicamento.

O Flexor está estabelecido para utilização em adultos e adolescentes com 15 ou mais anos de idade. O uso não é recomendado em crianças com menos de 15 anos, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas. O uso também não é recomendado para a forma de libertação prolongada em adultos mais velhos ou em doentes com insuficiência hepática (fígado) moderada a grave. Doentes com patologias como glaucoma de ângulo fechado ou antecedentes de retenção urinária devem utilizar o medicamento com precaução. Durante a gravidez, o uso é permitido apenas se claramente necessário, e recomenda-se cautela durante a amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Flexor (ciclobenzaprina) é definido com base em considerações farmacodinâmicas e farmacocinéticas.

Classificações de Interação

Tipo de Classificação Declaração Oficial
Gravidade da Interação Contraindicado (IMAOs). Advertência/Precaução (Fármacos Serotoninérgicos, Depressores do SNC).
Regra Temporal Não deve ser utilizado concomitantemente com IMAOs ou nos 14 dias seguintes à sua descontinuação.
Modificação da Exposição A coadministração da forma de libertação prolongada com alimentos aumenta a exposição sistémica: a concentração máxima (Cmax) aumenta 35% e a exposição total (AUC) aumenta 20%.
Nota sobre a População O uso não é recomendado em doentes com insuficiência hepática moderada a grave devido a concentrações plasmáticas significativamente mais elevadas.

Declarações de Interação

  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs): O uso é formalmente proibido devido ao risco de eventos graves, incluindo crises hiperpiréticas e convulsões.
  • Fármacos Serotoninérgicos: A combinação com agentes como ISRS, ISRSN, antidepressivos tricíclicos e Tramadol está documentada como causadora de risco de Síndrome Serotoninérgica.
  • Depressores do SNC: A ciclobenzaprina pode potenciar os efeitos de outros depressores do Sistema Nervoso Central, incluindo o álcool e os barbitúricos, levando ao aumento da depressão do SNC.
  • Medicamentos Anticolinérgicos: A coadministração acarreta o risco de efeitos aditivos semelhantes aos da atropina.

Esta estrutura detalha as substâncias e condições sob as quais a exposição ou a atividade farmacodinâmica do produto é alterada clínica ou quantitativamente.

Mecanismo de ação

O Flexor é classificado como um antagonista seletivo e competitivo do recetor A1, um componente molecular das redes de sinalização intracelular. O composto liga-se diretamente ao sítio ativo do recetor, inibindo a ligação de agonistas endógenos e bloqueando o início da cascata de transdução de sinal mediada pelo recetor A1 no interior da célula-alvo.

A principal consequência intracelular do antagonismo do recetor A1 é a desinibição resultante da via de sinalização STAT3 e a correspondente redução na fosforilação das proteínas JAK. Esta modulação causa uma diminuição, dependente da concentração, na translocação nuclear de fatores de transcrição específicos. Consequentemente, a expressão de citocinas pró-inflamatórias, especificamente a Interleucina-6 (IL-6) e o TNF-alfa, é suprimida ao nível transcripcional. Esta modulação integrada das vias altera, em última análise, o equilíbrio da diferenciação celular no sistema esquelético, diminuindo a proliferação e a ativação dos osteoclastos e modulando a relação entre a reabsorção e a formação óssea.

Informações sobre dosagem e administração

O Flexor (ciclobenzaprina) é administrado exclusivamente por via oral para o tratamento de curta duração de patologias musculoesqueléticas agudas. De acordo com as diretrizes oficiais de administração, a terapêutica contínua deve limitar-se a um período de duas a três semanas. Esta restrição de duração define o papel do medicamento especificamente na fase inicial e aguda do desconforto muscular.

O medicamento é disponibilizado em duas formulações orais distintas, cada uma com uma frequência e intervalo de dose padronizados:

Formulação Regime Posológico Padrão Dose Máxima
Comprimidos de Libertação Imediata 5 mg, tomados três vezes ao dia 10 mg, três vezes ao dia, não excedendo 60 mg/dia
Cápsulas de Libertação Prolongada 15 mg, tomadas uma vez ao dia 30 mg, uma vez ao dia

No caso dos comprimidos de libertação imediata, a administração pode ocorrer com ou sem alimentos. A cápsula de libertação prolongada possui restrições de manuseamento específicas: a cápsula ou o seu conteúdo não devem ser esmagados nem mastigados, de modo a preservar as suas propriedades de libertação controlada. Em casos onde a deglutição da cápsula seja difícil, o seu conteúdo pode ser dispersado sobre uma colher de sopa de um alimento pastoso, como puré de maçã, e deglutido imediatamente.

As instruções específicas para certas populações exigem uma administração cautelosa. Para adultos seniores e doentes com insuficiência hepática ligeira, deve utilizar-se a dose mínima eficaz (por exemplo, 5 mg na formulação de libertação imediata) no início do tratamento, com um ajuste progressivo e lento. Geralmente, a cápsula de libertação prolongada não é recomendada para utilização em adultos seniores.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Flexor (Ciclobenzaprina)

Esta visão geral descreve o âmbito da investigação clínica realizada com o Flexor, detalhando os tipos de estudos efetuados e o contributo desses dados para a compreensão do medicamento, sem oferecer qualquer aconselhamento ou orientação clínica.


Evidência para o Espasmo Muscular Agudo

A base de evidência para o Flexor consiste, em grande parte, em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA), um tipo de estudo utilizado frequentemente na investigação clínica. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram condições associadas a episódios agudos ou disruptivos de espasmo muscular. Os investigadores monitorizaram doentes adultos (com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos) durante intervalos de tempo definidos, comparando habitualmente o medicamento com uma substância inativa (placebo). A investigação analisou os resultados comunicados pelos próprios doentes descrevendo o desconforto percecionado, e mediram-se as alterações em resultados relacionados com a intensidade do espasmo muscular e em indicadores que refletem o funcionamento diário.

Estudos focados em episódios onde os sintomas se tornam mais evidentes relataram a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante os curtos períodos do estudo. Estes achados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com resultados como a dor local e a restrição de movimentos. A evidência contribui para compreender os padrões de sintomas durante a fase inicial e aguda de condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas.

Investigação sobre a Duração dos Estudos e Resultados a Longo Prazo

A investigação clínica sobre o Flexor foi relevante em ensaios que avaliaram padrões de sintomas a curto prazo ou episódicos. A grande maioria da investigação que explorou alterações de sintomas a curto prazo envolveu períodos de acompanhamento que foram limitados, durando habitualmente apenas sete a catorze dias. Devido a este âmbito definido da investigação, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e o grau de certeza permanece baixo para utilizações que ultrapassem as duas a três semanas. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo para além da fase aguda inicial.

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza

A investigação destaca o que se sabe — e o que ainda é incerto — sobre o medicamento. A qualidade da evidência varia entre os estudos e algumas revisões científicas indicam que as alterações nos sintomas comunicadas, quando comparadas com uma substância inativa, são modestas. Os resultados foram mistos em vários indicadores e, em algumas instâncias, os achados em subgrupos são incertos. Especificamente, a investigação analisou o desequilíbrio fisiológico temporário relacionado com o espasmo agudo, mas o Flexor não foi estudado para sintomas relacionados com a espasticidade ou outros distúrbios do sistema nervoso central.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Flexor (FAQ)


P: Existem restrições alimentares importantes durante a toma de Flexor?

As informações oficiais do produto indicam que a ingestão da cápsula de libertação prolongada com alimentos pode aumentar a quantidade de medicamento absorvida pelo organismo (exposição sistémica). O rótulo oficial geralmente não enumera restrições alimentares importantes, para além da advertência contra o consumo de álcool.


P: O Flexor interage com analgésicos comuns de venda livre?

As informações regulamentares advertem especificamente contra a toma de Flexor com fármacos que aumentem os níveis de serotonina. Embora os analgésicos comuns de venda livre (OTC) não estejam geralmente incluídos nesta advertência, o Flexor pode potenciar os efeitos de outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC). O perfil de interação deve ser analisado com um profissional de saúde.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Flexor não funcionou com elas?

Estudos clínicos observaram que as alterações nos sintomas comunicadas, quando comparadas com uma substância inativa, são por vezes modestas. Além disso, revisões científicas apontaram que os resultados foram mistos em diversos indicadores dos doentes. Esta variabilidade e incerteza reconhecidas nos resultados da investigação podem estar relacionadas com o facto de alguns indivíduos não sentirem o efeito pretendido.


P: O Flexor pode interagir com suplementos comuns, como multivitamínicos?

As informações oficiais para o doente descrevem a importância de comunicar todas as substâncias utilizadas, incluindo suplementos e remédios herbáceos, a um profissional de saúde. Embora não existam interações comunicadas habitualmente para multivitamínicos padrão, certos remédios herbáceos (como a erva de São João) apresentam o risco de uma reação grave chamada Síndrome Serotoninérgica.


P: É normal sentir uma sensação de formigueiro ao iniciar o Flexor?

Sensações de formigueiro, conhecidas clinicamente como parestesias, são ocasionalmente referidas em relatórios de segurança regulamentares. Estas não constam geralmente entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência. Os efeitos secundários mais comuns relatados estão associados ao sistema nervoso, como sonolência ou tonturas.


P: Existem interações relatadas com remédios herbáceos?

Sim. Documentos regulamentares oficiais advertem especificamente contra a utilização concomitante de Flexor com certos remédios herbáceos. Por exemplo, a combinação do medicamento com ervas como a erva de São João não é recomendada devido ao risco potencial de desenvolvimento de Síndrome Serotoninérgica.


P: A eficácia do Flexor varia muito entre indivíduos?

Estudos que analisaram o medicamento indicaram que os resultados relativos à melhoria dos sintomas podem ser mistos ao comparar diferentes grupos de doentes. As revisões regulamentares afirmam que o grau de certeza no alívio dos sintomas permanece baixo para utilizações que ultrapassem o período inicial de curto prazo, sugerindo que a resposta individual pode variar.


P: Existe investigação que sugira benefícios do Flexor além das utilizações aprovadas?

Resumos oficiais de investigação clarificam o âmbito dos estudos realizados com o Flexor. A evidência destaca o que é conhecido, mas também refere explicitamente que o medicamento não foi estudado para condições como espasticidade ou outros distúrbios do sistema nervoso central.


P: Com que rapidez as pessoas começam normalmente a sentir os efeitos do Flexor?

De acordo com as informações oficiais do produto, a formulação em comprimido de libertação imediata começa geralmente a atuar cerca de uma hora após a toma. O pico do efeito terapêutico do fármaco ocorre habitualmente cerca de quatro horas após a administração.


P: O Flexor permanece no sistema durante muito tempo?

O Flexor tem um tempo de eliminação relativamente longo, referido nos documentos regulamentares como semivida. A semivida média é de 18 horas para o comprimido de libertação imediata e de 32 horas para a cápsula de libertação prolongada, o que significa que o fármaco demora vários dias a ser totalmente eliminado do corpo.


P: O Flexor causa habituação ou dependência?

A substância ativa do Flexor, a ciclobenzaprina, não está classificada como uma substância controlada ao abrigo da Lei de Substâncias Controladas dos EUA. Esta classificação regulamentar indica que o fármaco não apresenta o mesmo risco de abuso ou dependência que os medicamentos que são controlados federalmente.


P: Qual é a classificação geral de segurança do Flexor?

O Flexor é classificado como um medicamento de Receita Médica Obrigatória (Rx) que requer supervisão profissional. Não é categorizado como uma substância controlada pela DEA e está classificado na Categoria B de Gravidez, o que indica que não houve risco demonstrado para o feto em estudos animais.


P: Pessoas com problemas renais podem utilizar o Flexor?

O Flexor é decomposto principalmente pelo fígado antes de os resíduos serem excretados pelos rins. Documentos oficiais aconselham precaução e um aumento lento da dose em doentes com insuficiência renal ligeira. No entanto, o medicamento é geralmente evitado em casos de insuficiência grave.


P: O Flexor precisa de ser tomado à mesma hora todos os dias?

As diretrizes regulamentares para a cápsula de libertação prolongada recomendam explicitamente que as doses sejam tomadas aproximadamente à mesma hora todos os dias. A consistência no horário diário é indicada para manter níveis estáveis do fármaco no organismo.


P: Que percentagem de pessoas refere sentir os efeitos secundários mais comuns?

A rotulagem oficial do produto reporta a frequência observada em estudos clínicos. A sonolência é o efeito secundário mais comum, ocorrendo em até 38% dos doentes, e a boca seca é também muito frequente, sendo relatada por até 32% das pessoas.


P: A toma de Flexor afeta a tensão arterial?

O perfil de segurança refere que a hipertensão (tensão arterial elevada) é um sintoma menos frequente, por vezes observado em casos de sobredosagem.


P: Como é que a FDA classifica o Flexor em termos de risco?

A FDA aprovou o Flexor para utilização a curto prazo no espasmo muscular agudo. Está classificado na Categoria B de Gravidez, o que significa que os estudos em animais não indicaram risco para o feto. Além disso, não é controlado federalmente pela DEA.


P: Qual é a semivida do Flexor?

A semivida de eliminação é o tempo que demora para que metade do fármaco seja removido do organismo. A semivida média é de cerca de 18 horas para o comprimido de libertação imediata e de 32 horas para a cápsula de libertação prolongada.


P: O Flexor causa aumento ou perda de peso?

Relatórios de segurança regulamentares oficiais indicam que foi relatado aumento de peso na experiência pós-comercialização deste medicamento. No entanto, este não consta entre as reações adversas mais comuns relatadas em ensaios clínicos.


P: Quais são as instruções gerais para interromper o Flexor?

A literatura oficial para o doente adverte que, se o medicamento for interrompido subitamente após uma utilização prolongada, os doentes podem sentir sintomas como náuseas, dor de cabeça e mal-estar geral. A literatura regulamentar aconselha os doentes a consultarem um profissional de saúde antes de efetuarem qualquer alteração na sua terapia.

Como Flexor deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Flexor (Ciclobenzaprina)

As diretrizes oficiais definem rigorosamente a forma como o Flexor (ciclobenzaprina) deve ser armazenado e descartado.

Condições de Armazenamento Necessárias

O Flexor deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, e deve ser protegido do congelamento. O medicamento deve ser guardado afastado do calor excessivo, da humidade e da luz, no seu recipiente original bem fechado.

Manuseamento e Eliminação

Para evitar a exposição acidental, o Flexor deve estar sempre seguro e fora do alcance e da vista das crianças, utilizando tampas de segurança. Não guarde medicamentos fora do prazo de validade. O Flexor não utilizado ou expirado não deve ser deitado na sanita ou no esgoto. O método de eliminação preferencial é através de um programa de retoma de medicamentos (como a entrega em farmácias). Alternativamente, o medicamento pode ser misturado com uma substância indesejada, selado num saco e colocado no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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