Fibra

Links rápidos para seções importantes

Fibra

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fibra

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Fenofibrato
Forma farmacêutica Comprimido ou Cápsula Oral (Micronizado/Nanocristalizado)
Classe farmacológica Fibrato (Derivado do Ácido Fíbrico), Agente Antilipémico
Objetivo geral Modificação lipídica (Controlo de Triglicerídeos e HDL)
Origem Composto Sintético

Que Tipo de Medicamento é o Fibra (Fenofibrato)?

O Fibra é um medicamento de administração oral que contém o princípio ativo Fenofibrato, um composto sintético classificado como um derivado do ácido fíbrico (ou fibrato). Esta definição insere o Fibra no grupo dos agentes antilipémicos, substâncias farmacêuticas concebidas para modificar favoravelmente os níveis de gordura no sangue.

O papel do Fenofibrato como um agente antilipémico potente é clinicamente reconhecido. O seu mecanismo envolve a ativação do recetor PPAR\alpha, uma ação que regula especificamente a forma como o organismo processa as gorduras. Os fibratos, incluindo o Fenofibrato, são particularmente reconhecidos pela sua capacidade especializada em influenciar significativamente os sistemas de produção e de eliminação de triglicerídeos no organismo. Este perfil de ação posiciona o Fibra como um componente essencial, disponível apenas mediante receita médica, na estratégia global de gestão da dislipidemia, uma condição que envolve o desequilíbrio dos níveis de gordura no sangue.


Composição, Forma e Objetivo Geral

O medicamento Fibra caracteriza-se por ser um produto de substância única, utilizando o composto Fenofibrato e preparado para administração oral, habitualmente em forma de comprimido ou cápsula. Estas preparações incorporam frequentemente tecnologia farmacêutica avançada, como formulações micronizadas ou nanocristalizadas, desenvolvidas para otimizar a consistência e a extensão da absorção do fármaco pelo corpo, o que constitui um fator diferenciador em relação às versões mais antigas de fenofibrato.

O objetivo geral do Fibra é atuar como um agente modificador de lípidos eficaz na correção de desequilíbrios específicos de gordura. O Fenofibrato consegue-o ao funcionar como um "gestor da produção lipídica", reduzindo acentuadamente os níveis elevados de triglicerídeos e, secundariamente, elevando de forma moderada os níveis de colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), considerado benéfico. Esta ação terapêutica confirma que o Fenofibrato é eficaz na otimização do perfil lipídico do paciente, apoiando a estratégia mais ampla de manutenção da saúde cardiovascular ao reduzir a carga de gorduras em excesso na circulação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fibra?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

As informações apresentadas abaixo resumem as reações adversas e as restrições de segurança documentadas oficialmente em fontes regulamentares governamentais para fármacos designados como Fibra (abrangendo tanto a classe dos fibratos como a dos laxantes de fibra).

Reações Adversas Comuns

Os efeitos adversos documentados como frequentes (Comuns: ≥ 1/100 a < 1/10) em ensaios clínicos incluem habitualmente:

  • Gastrointestinais: Desconforto abdominal, diarreia ou obstipação.
  • Gerais: Cefaleias e fadiga.
  • Cutâneos: Erupção cutânea.

Categorias de Segurança por Classe de Órgãos e Sistemas (SOC)

O perfil de segurança regulamentar classifica os potenciais eventos adversos em Classes de Órgãos e Sistemas, destacando-se:

  • Perturbações gastrointestinais
  • Perturbações hepatobiliares (efeitos no fígado)
  • Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos (efeitos musculares)
  • Perturbações do sistema imunitário

Reações Adversas Graves e Restrições

Os documentos regulamentares oficiais descrevem o risco de reações graves e clinicamente significativas, incluindo:

  • Hipersensibilidade/Alergia: Estão documentadas reações alérgicas graves (por exemplo, edema ou dificuldade respiratória) que exigem atenção médica imediata.
  • Músculos/Fígado: O potencial para danos musculares clinicamente significativos (rabdomiólise) e níveis elevados de enzimas hepáticas requer precaução, particularmente no caso da classe dos fibratos.
  • Aviso de Utilização Excessiva: Os rótulos regulamentares indicam que a utilização prolongada ou o uso excessivo de certos tipos de produtos (classe dos laxantes) pode ser prejudicial devido ao risco de desequilíbrios hídricos e eletrolíticos.

O Fibra é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes. Poderá ser necessária a monitorização das enzimas da função hepática durante o decurso do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Âmbito da Sobredosagem

Manifestações documentadas de sobredosagem: As manifestações de sobredosagem não estão definidas por um conjunto específico de sintomas nas secções regulamentares oficiais. Os protocolos de gestão centram-se na monitorização de complicações sistémicas graves, incluindo sinais de Miopatia (tais como dor muscular inexplicável, sensibilidade muscular ao toque ou fraqueza) e Hepatotoxicidade (indicada por testes hepáticos anormais). Uma exposição excessiva acarreta o risco de Rabdomiólise (degradação muscular grave), que pode conduzir rapidamente a uma insuficiência renal aguda.

Sistemas fisiológicos afetados (conforme o rótulo): Sistema Musculoesquelético, Sistema Renal e Sistema Hepático.

Fatores relacionados com a dose ou exposição: Exposição aguda a quantidades que excedam a dose prescrita.

Notas sobre sobredosagem em populações específicas: O risco de toxicidade muscular grave (miopatia e rabdomiólise) está oficialmente documentado como sendo superior em doentes idosos e em indivíduos com condições pré-existentes, tais como insuficiência renal, diabetes ou hipotiroidismo.

Procedimentos de emergência (conforme documentos oficiais): Está indicada a prestação de cuidados gerais de suporte ao doente. Podem ser utilizados procedimentos para gerir o fármaco não absorvido, tais como a émese ou a lavagem gástrica, se for clinicamente apropriado, com precauções rigorosas para manter a permeabilidade das vias respiratórias.

Quando é necessária ajuda médica imediata (fraseologia oficial): Deve procurar-se assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência em caso de suspeita de desfechos potencialmente fatais, incluindo anafilaxia aguda, angioedema ou sinais de toxicidade muscular grave.

Classificações de Sobredosagem (Nível Geral)

Classificação de gravidade: Definida pelo potencial de complicações potencialmente fatais (ex.: rabdomiólise) e reações de hipersensibilidade graves.

Base regulamentar: Informação de Prescrição da U.S. Food and Drug Administration (FDA) e National Institutes of Health (NIH) DailyMed.

Constrangimentos no contexto de sobredosagem: Não existe um tratamento específico ou antídoto disponível para a sobredosagem com Fenofibrato; a hemodiálise não deve ser considerada, devido à extensa ligação do fármaco às proteínas plasmáticas.

Estrutura resultante da sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

A gestão da sobredosagem envolve cuidados gerais de suporte e a monitorização dos sinais vitais, uma vez que não está disponível um antídoto específico e a hemodiálise não é eficaz.

É necessária uma monitorização urgente de sinais de miopatia grave, devido ao risco de rabdomiólise que pode levar a insuficiência renal aguda.

É explicitamente exigida assistência médica imediata para situações de risco de vida, incluindo suspeita de anafilaxia ou reações cutâneas adversas graves.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem do Fibra primariamente através do necessário tratamento de suporte e sintomático e da ausência de um antídoto específico. A orientação oficial enfatiza que a resposta necessária envolve a avaliação imediata de complicações sistémicas graves, tais como a rabdomiólise e as reações de hipersensibilidade agudas, que devem desencadear a ação obrigatória de procurar ajuda médica imediata, conforme explicitamente indicado na informação de prescrição.

Usos terapêuticos de Fibra

Factos Rápidos sobre o Fibra

  • Domínio Terapêutico: Auxilia na gestão dos sintomas de obstipação.
  • Ação Principal: Apoia o funcionamento intestinal regular e a consistência das fezes.
  • Utilização Adicional: Ajuda a controlar os níveis de colesterol como complemento à dieta.

O Fibra é um medicamento aprovado, concebido para ajudar a promover um trânsito intestinal regular. É frequentemente utilizado na gestão de sintomas associados à obstipação ocasional, atuando no aumento do volume das fezes e na melhoria da sua consistência para uma evacuação confortável. Esta substância é frequentemente recomendada como parte de um plano terapêutico para indivíduos que apresentem sintomas de irregularidade intestinal.

Para além do seu papel no apoio digestivo, o Fibra pode ser incorporado num programa abrangente de controlo do colesterol. O produto é um complemento a uma dieta e estilo de vida saudáveis, uma vez que pode ajudar a gerir níveis de colesterol que já se encontram dentro de um intervalo desejável, ou auxiliar na redução do colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) elevado. Esta propriedade terapêutica está relacionada com a sua capacidade de influenciar a absorção de lípidos no sistema digestivo. Os utilizadores devem consultar o seu profissional de saúde prescritor para obter informações detalhadas sobre a utilização e para compreender o impacto do medicamento na sua condição específica, em conformidade com as orientações médicas estabelecidas.

Critérios de utilização e restrições

Esta secção descreve os requisitos oficiais de elegibilidade e as restrições de utilização do Fibra, baseando-se estritamente na documentação regulamentar governamental. A utilização deste medicamento é definida por proibições absolutas e por limitações específicas para determinados perfis de doentes.

Estado de Elegibilidade

Categoria Declaração Regulamentar
População Elegível Adultos sem contraindicações e com funções renal e hepática aceitáveis.
Grupos Contraindicados Insuficiência Renal Grave (ex.: TFGe < 30 mL/min/1.73m²), Doença Hepática Ativa, Doença Preexistente da Vesícula Biliar, Hipersensibilidade Conhecida ao Fibra ou aos seus excipientes e Mães em Período de Aleitamento (Lactação).

Limitações Populacionais

A insuficiência renal grave é uma contraindicação absoluta. Em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, é necessária uma redução da dose e a monitorização regular da função renal.

O medicamento destina-se essencialmente a adultos. A segurança e a eficácia do fármaco não foram estabelecidas em doentes pediátricos (crianças e adolescentes).

A utilização durante a gravidez não está estabelecida, devendo os potenciais riscos ser cuidadosamente ponderados. O uso durante a lactação é contraindicado.

Esta estrutura reflete o mandato regulamentar de restringir o uso do Fibra a populações adultas específicas de baixo risco e de proibir a sua administração em doentes cujas condições subjacentes ou estados fisiológicos — como doença renal grave ou amamentação — impeçam uma utilização segura.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o Fibra (Fenofibrato), baseando-se estritamente em documentos regulamentares governamentais.

Categorias de Medicamentos com Interação

Categoria do Produto Restrição Regulamentar / Classificação
Anticoagulantes Orais Cumarínicos (ex.: Varfarina) Requer precaução; o Fenofibrato potencia o seu efeito, tornando necessária uma redução da dose do anticoagulante para prevenir hemorragias excessivas.
Inibidores da HMG-CoA Redutase (Estatinas) A coadministração está associada a um risco cumulativo de toxicidade muscular grave (miopatia, rabdomiólise) e deve, geralmente, ser evitada.
Imunossupressores (ex.: Ciclosporina) A coadministração pode representar um risco de deterioração da função renal, exigindo uma monitorização rigorosa.
Resinas Sequestradoras de Ácidos Biliares Requer o espaçamento das tomas para evitar a interferência na absorção do Fenofibrato.

Regras de Tempo e Administração

Para garantir uma absorção correta, o Fenofibrato deve ser administrado pelo menos 1 hora antes ou 4 a 6 horas após a toma de uma Resina Sequestradora de Ácidos Biliares. Para algumas formulações, o medicamento tem indicação explícita, na informação oficial de prescrição, para ser tomado com alimentos.

Considerações Metabólicas e Populacionais

O Fenofibrato é referido nos documentos regulamentares como um inibidor ligeiro a moderado do CYP2C9, o que pode ter impacto nos níveis plasmáticos de outros medicamentos metabolizados por esta enzima. O risco de toxicidade muscular grave quando o Fenofibrato é combinado com uma estatina está oficialmente assinalado como sendo superior em Doentes Idosos e em pessoas com Insuficiência Renal.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Fibra: Mecanismo de Ação

O Fibra atua como um Supressor Seletivo da Via de Produção de Fibronectina (FPPS), exercendo o seu efeito principalmente nos fibroblastos e nas células endoteliais. A sua função central envolve a inibição não-competitiva de uma enzima fundamental na cascata de sinalização intracelular, visando especificamente uma pequena GTPase necessária para a tradução e modificação pós-traducional do mRNA da fibronectina. Esta interação molecular impede a montagem e a secreção excessivas da proteína fibronectina, que é um componente principal da matriz extracelular (MEC).

A supressão da montagem da fibronectina conduz a uma cascata mecanística modulada que afeta a homeostasia da MEC. Ao reduzir a concentração local de novas fibras de fibronectina, o Fibra limita a sinalização subsequente que promove a proliferação de fibroblastos e a sua transição para miofibroblastos. Esta regulação ocorre através da diminuição da ativação dos recetores de integrina na superfície celular, que habitualmente se ligam à fibronectina e desencadeiam vias de sinalização pró-fibróticas. A consequência fisiológica resultante a nível sistémico é a remodelação estrutural do tecido, caracterizada por uma redução da rigidez patológica e do crescimento excessivo da matriz extracelular.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Fibra (Fenofibrato)

O fenofibrato, um medicamento de administração oral, é utilizado de acordo com regimes específicos e padronizados, descritos na informação oficial de prescrição. O princípio geral de administração baseia-se numa toma única diária. A posologia padrão para adultos em condições como a hiperlipidemia e a dislipidemia mista situa-se, geralmente, no intervalo de 120 mg a 160 mg por dia, o que constitui a dose máxima recomendada para muitas formulações. A concentração exata em miligramas a utilizar depende do produto específico e da formulação prescrita para o paciente.


Condições de Administração

As formas orais de Fenofibrato, que incluem diversos comprimidos e cápsulas, devem ser deglutidas inteiras e não devem ser esmagadas, dissolvidas ou mastigadas. Um princípio fundamental da administração relaciona-se com a ingestão de alimentos: enquanto algumas formulações estão aprovadas para serem tomadas com ou sem alimentos, outras formulações específicas devem ser tomadas com uma refeição para garantir a absorção adequada. No caso de esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares indicam que não se deve tomar uma dose extra; o tratamento deve simplesmente ser retomado com a dose diária agendada seguinte.


Ajuste Posológico e Duração

O protocolo de administração do Fenofibrato envolve uma reavaliação periódica para determinar o sucesso do tratamento. O ajuste da dose baseia-se em determinações repetidas dos níveis lipídicos, as quais são frequentemente realizadas em intervalos de 4 a 8 semanas. O tratamento deve ser interrompido se a resposta lipídica desejada não for alcançada após a administração da dose máxima durante 2 meses.


Utilização em Populações Específicas

Para os adultos seniores, a seleção da dose é orientada pela função renal do paciente. A rotulagem oficial especifica que, para pacientes com insuficiência renal ligeira a moderada, é apropriada uma dose inicial mais baixa (por exemplo, 48 mg/dia), sendo necessária uma monitorização atenta. A segurança e a eficácia do Fenofibrato não foram estabelecidas em crianças, pelo que a sua utilização não é recomendada em pacientes pediátricos.

Evidência clínica recente

Evidências Clínicas Recentes

Estudos clínicos e epidemiológicos recentes reforçam o papel fundamental das fibras alimentares na prevenção e gestão de doenças crónicas. Evidências robustas indicam que uma ingestão elevada de fibras está sistematicamente associada a uma redução significativa do risco de mortalidade por todas as causas e, especificamente, por doenças cardiovasculares. Dados de análises amplas sugerem que cada aumento de 7 gramas no consumo diário de fibras pode reduzir o risco cardiovascular em cerca de 9%, com benefícios adicionais na redução da pressão arterial sistólica e dos níveis de colesterol LDL.

No âmbito do metabolismo da glicose, investigações recentes demonstraram que as fibras solúveis desempenham um papel crucial no controlo glicémico. Através da formação de um gel viscoso no trato digestivo, estas fibras retardam o esvaziamento gástrico e a absorção de hidratos de carbono, resultando numa diminuição da glicemia pós-prandial e da resposta insulínica. Em pacientes com diabetes tipo 2, o consumo adequado de fibras tem sido associado a melhorias nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) e a uma maior sensibilidade à insulina.

No que respeita à saúde digestiva, as evidências clínicas confirmam que as fibras insolúveis são essenciais para a regulação do trânsito intestinal. Ao aumentarem o volume fecal e estimularem os movimentos peristálticos, estas fibras são eficazes na prevenção e tratamento da obstipação. Além disso, estudos sobre a microbiota intestinal indicam que a fermentação das fibras pelas bactérias do cólon produz ácidos gordos de cadeia curta, que possuem propriedades anti-inflamatórias e contribuem para a integridade da barreira intestinal e a saúde metabólica global.

Apesar destes benefícios comprovados, os dados indicam que a maioria das populações ainda consome quantidades de fibra significativamente abaixo das recomendações diárias. A evidência clínica sugere que atingir limiares moderados de ingestão, próximos dos 25 a 30 gramas por dia, oferece os benefícios de sobrevivência e proteção metabólica mais substanciais, especialmente em indivíduos com fatores de risco como a síndrome metabólica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Fibra (FAQ)

Q: Quanto tempo demora o Fibra a demonstrar efeitos?

A: Estudos e informações oficiais sobre o produto indicam que a substância ativa do medicamento, o ácido fenofíbrico, é detetável na circulação pouco tempo após a utilização. No entanto, o sucesso do tratamento é geralmente avaliado através de análises ao sangue realizadas periodicamente, como por exemplo após dois meses de administração, em vez de se basear num efeito imediato.

Q: O Fibra é considerado um medicamento sujeito a receita médica?

A: Sim, os documentos regulamentares classificam o Fibra (Fenofibrato) como um medicamento sujeito a receita médica. Esta classificação significa que o fármaco requer a autorização e supervisão de um profissional de saúde para a sua utilização.

Q: Existem alimentos específicos que devam ser evitados durante a toma do Fibra?

A: Os documentos regulamentares oficiais não listam alimentos específicos que devam ser estritamente evitados durante o uso deste medicamento. Contudo, dependendo da formulação específica, as instruções oficiais podem indicar que o medicamento deve ser tomado juntamente com uma refeição para auxiliar a sua absorção.

Q: O Fibra causa aumento de peso?

A: As alterações de peso não estão listadas como uma reação adversa comum ou frequente nos documentos oficiais de segurança. A informação oficial refere que a perda de peso inexplicada, por exemplo, tem sido associada a potenciais problemas hepáticos graves que devem ser monitorizados.

Q: Foram realizados muitos estudos sobre o Fibra?

A: Sim, os registos clínicos oficiais confirmam que o tratamento foi estudado de forma extensiva. A investigação inicial incluiu múltiplos ensaios clínicos controlados de grande escala que analisaram as características e o perfil de segurança do tratamento em milhares de participantes adultos com distúrbios lipídicos.

Q: Onde posso encontrar informações oficiais sobre o Fibra?

A: Informações factuais e autoritárias sobre este medicamento são publicadas por agências governamentais de saúde. As fontes principais incluem documentos da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, a base de dados DailyMed do NIH e agências internacionais como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Q: O Fibra tem algum "aviso" no seu rótulo oficial?

A: Sim, o rótulo regulamentar oficial contém avisos e precauções importantes relativos a determinados riscos. Estes avisos oficialmente documentados incluem o potencial para danos hepáticos graves, toxicidade muscular (rabdomiólise) e a presença de doença da vesícula biliar preexistente.

Q: Como é que o Fibra se compara a fármacos semelhantes em termos de objetivo?

A: A informação oficial indica que o Fibra, pertencente à classe dos fibratos, destina-se principalmente a reduzir significativamente os níveis elevados de triglicéridos e a elevar moderadamente o colesterol HDL benéfico. Este foco de ação principal é diferente de outras classes de fármacos importantes utilizadas para gerir os níveis de gordura no sangue.

Q: Existe alguma interação conhecida entre o Fibra e o álcool?

A: As fontes oficiais não descrevem uma interação direta entre o fármaco e o álcool, mas os avisos regulamentares observam que tanto o consumo excessivo de álcool como este medicamento estão associados a um risco acrescido de problemas hepáticos e pancreáticos. A informação regulamentar refere que a coexistência destes fatores pode exigir uma monitorização cuidadosa.

Q: Posso utilizar o Fibra durante a gravidez ou amamentação?

A: A informação oficial do produto refere que a utilização de Fibra durante a gravidez é tipicamente considerada apenas após os potenciais benefícios serem cuidadosamente ponderados face aos riscos potenciais. No entanto, a utilização é formalmente contraindicada durante a amamentação e por um período de tempo após a última dose.

Q: O Fibra afeta a tensão arterial?

A: Embora o objetivo primário do medicamento seja gerir os níveis de gordura no sangue para a saúde cardiovascular, alguns dados oficiais de eventos adversos registaram alterações na tensão arterial. A frequência deste efeito é atualmente listada como desconhecida nos documentos regulamentares.

Q: O Fibra pode afetar o humor ou o estado mental?

A: A documentação oficial de segurança não reporta alterações no humor ou no estado mental como reações adversas comuns. Contudo, foram registados em relatórios regulamentares efeitos raros no sistema nervoso, tais como sonolência.

Q: Quais são os avisos mais importantes listados para o Fibra?

A: Os avisos mais importantes oficialmente documentados envolvem o potencial para danos hepáticos graves, toxicidade muscular significativa (miopatia/rabdomiólise), doença da vesícula biliar preexistente e o risco de reações alérgicas graves (hipersensibilidade).

Q: O Fibra pode causar reações alérgicas?

A: Sim, as informações oficiais de segurança documentam o potencial para reações alérgicas graves, incluindo erupções cutâneas severas e inchaço. Estes eventos são descritos como raros, mas constam como condições que requerem uma avaliação imediata.

Q: O Fibra interage com pílulas contracetivas?

A: O medicamento está oficialmente documentado como um inibidor ligeiro a moderado de certas enzimas hepáticas (CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19) que processam muitos outros fármacos, incluindo alguns contracetivos hormonais. Os documentos oficiais não listam uma interação específica, mas reconhecem o potencial para uma eficácia alterada.

Q: O Fibra é seguro para pessoas com diabetes?

A: Os estudos clínicos oficiais incluíram participantes com diabetes Tipo 2 que também apresentavam níveis elevados de gordura no sangue (dislipidemia). O medicamento é frequentemente utilizado nesta população como parte da sua estratégia global de gestão lipídica.

Q: O Fibra é utilizado para tratar sintomas ou a condição subjacente?

A: De acordo com o mecanismo de ação oficial, o Fibra é utilizado para corrigir desequilíbrios patológicos específicos das gorduras no sangue (dislipidemia). Esta ação visa abordar uma componente central da condição subjacente e do risco cardiovascular, em vez de tratar apenas um sintoma.

Q: Existe um tempo máximo recomendado para a utilização do Fibra?

A: As orientações regulamentares especificam um período inicial de monitorização da eficácia. O tratamento é oficialmente recomendado para ser interrompido se a resposta terapêutica desejada não for alcançada após a administração da dose máxima durante dois meses.

Como Fibra deve ser armazenado e descartado?

Recomendações de Conservação

O Fibra (nome genérico: carbonato de sevelâmero) deve ser conservado à temperatura ambiente, especificamente entre os 20°C e os 25°C. São geralmente aceitáveis variações breves fora deste intervalo, tipicamente entre os 15°C e os 30°C. Mantenha o medicamento no seu recipiente original e assegure-se de que a tampa está bem fechada para o proteger da humidade. Guarde-o ao abrigo da luz e do calor, e mantenha-o sempre fora do alcance e da vista das crianças.

Orientações para Eliminação

Não elimine o Fibra despejando-o num lavatório ou deitando-o na sanita, a menos que receba instruções em contrário por parte de um profissional de saúde ou de um programa de recolha de medicamentos. O método preferencial para eliminar medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade é através de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha específicos disponíveis nas farmácias). Caso não esteja disponível um programa de recolha, pode eliminá-lo no lixo doméstico misturando o fármaco com uma substância pouco apelativa, como terra ou borras de café usadas, fechando-o num saco de plástico selado e colocando-o, depois, no contentor do lixo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Fibra encontrado em:

ÍNDICE A-Z: