Fenix

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fenix

Informações Rápidas

  • Nome do Dispositivo: Sistema de Restauração de Continência FENIX
  • Tipo: Implante cirúrgico permanente (Dispositivo Médico)
  • Indicação: Tratamento da incontinência fecal (perda acidental de fezes)
  • Mecanismo: Reforça o esfíncter anal através de força magnética.

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é um dispositivo médico implantável concebido para a gestão cirúrgica da incontinência fecal (IF), também conhecida como perda acidental de fezes. Geralmente, está indicado para pacientes que não responderam ou que não são candidatos a terapias conservadoras e menos invasivas, tais como modificações na dieta, exercícios do pavimento pélvico (biofeedback) ou estimulação do nervo sagrado.

Descrição e Funcionamento do Dispositivo

O FENIX consiste num pequeno implante flexível em forma de anel, composto por uma série de contas de titânio interligadas, cada uma contendo um núcleo magnético. Este design permite que a atração magnética entre as contas ofereça resistência, com o objetivo de reforçar a função de um músculo esfíncter anal enfraquecido ou danificado. Ao reforçar o tónus de repouso do canal anal, o dispositivo auxilia na prevenção da passagem involuntária de fezes.

Durante uma evacuação normal, o aumento da pressão intra-abdominal gerado pelo paciente separa as contas magnéticas, permitindo a passagem controlada da matéria fecal. Assim que a pressão diminui, as forças magnéticas fazem com que as contas se fechem, restaurando a resistência necessária para manter a continência.

É importante notar que o fabricante anunciou anteriormente a descontinuação comercial do dispositivo, embora o suporte clínico para pacientes com o dispositivo implantado permaneça em vigor.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fenix?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Sistema de Restauração de Continência FENIX, um implante cirúrgico permanente, baseia-se em eventos adversos documentados durante estudos clínicos e na vigilância pós-comercialização. As informações regulamentares estruturam os riscos em torno de complicações relacionadas com o dispositivo e exclusões específicas de doentes.


Âmbito das Reações Adversas

As reações adversas associadas ao dispositivo e ao procedimento são classificadas por frequência. As complicações comuns incluem dor anal, urgência fecal, obstipação e eventos que requerem a remoção do dispositivo ou reoperação.

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Eventos Adversos Documentados
Doenças Gastrointestinais Obstipação, urgência fecal, dificuldade na evacuação, dor anal ou retal
Complicações Cirúrgicas Migração do dispositivo, necessidade de explantação, infeção no local do implante

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

As reações adversas graves documentadas em relatórios oficiais incluem a erosão do implante na parede retal ou vaginal, infeção grave que pode exigir a remoção cirúrgica do dispositivo e obstrução intestinal.

O dispositivo apresenta limitações de segurança específicas devido aos seus componentes magnéticos. É classificado como Não Seguro para RM (MR Unsafe), o que significa que a Ressonância Magnética (RM) é estritamente contraindicada, a menos que o dispositivo seja removido cirurgicamente. A diatermia (terapia de calor por alta frequência) também é contraindicada.

Considerações de segurança para populações específicas indicam que o dispositivo é contraindicado para utilização em doentes com Doença Inflamatória do Intestino ativa (ex.: doença de Crohn ou colite ulcerosa) e a sua segurança não está estabelecida em doentes grávidas ou que planeiem engravidar.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é um dispositivo médico permanente e não farmacológico; não se trata de um medicamento ou fármaco. Como resultado, a documentação regulamentar oficial não contém uma secção definida sobre sobredosagem química ou dose excessiva, nem descreve manifestações centradas em fármacos.

Entidade Estatuto Regulamentar Oficial (Rotulagem do Dispositivo)
Manifestações de Sobredosagem Documentadas Nenhuma documentada. As manifestações de toxicidade química estão ausentes.
Informação sobre Antídotos Não aplicável. Não existe um antídoto específico para um implante magnético.
Gestão Toxicológica Não se descrevem procedimentos definidos (ex.: lavagem gástrica).

Este perfil regulamentar confirma que a sobredosagem toxicológica é irrelevante. Consequentemente, as informações sobre quando procurar assistência médica urgente estão ligadas a complicações cirúrgicas ou do dispositivo graves, e não a um evento tóxico de base farmacológica. É necessária assistência médica imediata perante a manifestação de complicações graves, tais como infeção não controlada, migração do dispositivo ou erosão, conforme detalhado nos resumos oficiais de segurança. Estes resultados graves exigem uma revisão clínica célere e, frequentemente, intervenção cirúrgica, mas são classificados de forma distinta dos cenários de sobredosagem química. O contexto regulamentar do sistema FENIX limita-se estritamente à sua segurança mecânica e aos riscos do procedimento.

Usos terapêuticos de Fenix

O Sistema de Continência FENIX é geralmente utilizado para a gestão cirúrgica da incontinência fecal crónica (IF) em doentes adultos, uma condição também descrita como perda acidental de fezes. O seu domínio terapêutico foca-se em fornecer suporte à continência em quadros clínicos caracterizados por uma insuficiência do esfíncter anal, sintomas refratários e danos estruturais resultantes de trauma ou cirurgias anteriores. O implante é aplicado especificamente para tratar a passagem involuntária de fezes em situações onde as terapias conservadoras falharam, auxiliando os doentes no controlo das evacuações.

"Este suporte contribui para um maior bem-estar durante os períodos sintomáticos e ajuda a melhorar o conforto no dia a dia."

Esta opção de gestão cirúrgica a longo prazo ajuda a reduzir a carga global dos sintomas que interferem com as atividades diárias, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Auxilia nos sintomas de evacuações involuntárias.

Critérios de utilização e restrições

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é indicado exclusivamente para doentes adultos com incontinência fecal causada por um esfíncter anal deficiente. A elegibilidade está restrita a indivíduos que não obtiveram sucesso com terapias conservadoras não cirúrgicas ou que não são candidatos a esse tipo de abordagens.

Populações Contraindicadas

A utilização do FENIX é estritamente contraindicada em vários grupos. Isto inclui indivíduos com uma alergia conhecida ao titânio, níquel ou neodímio (componentes do dispositivo), doentes com uma infeção ativa sistémica ou localizada, e pessoas com outro dispositivo eletrónico implantado (como um pacemaker ou desfibrilhador), devido ao risco de interferência magnética.

Restrições Fisiológicas e de Idade

O dispositivo é contraindicado em doentes pediátricos (com idade inferior a 18 anos). A sua utilização não é recomendada para mulheres grávidas ou que planeiem engravidar, e a segurança durante a amamentação não foi estabelecida. O dispositivo é classificado como Não Seguro para RM (MR Unsafe) e não é adequado para doentes que necessitem de Ressonância Magnética (RM) frequente ou recorrente na zona pélvica.

Exclusões Relacionadas com Patologias Específicas

A elegibilidade é também proibida em doentes com certas condições anorretais coexistentes, incluindo Doença Inflamatória do Intestino ativa, fístulas anorretais ou prolapso retal grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é um implante cirúrgico magnético permanente; consequentemente, o seu perfil de interações oficialmente documentado é regido por restrições físicas e eletromagnéticas, em vez das interações farmacológicas típicas dos produtos medicinais.


Interações Eletromagnéticas e Físicas

A limitação principal e mais significativa associada ao sistema FENIX é a contraindicação absoluta para a realização de Ressonância Magnética (RM). Esta restrição baseia-se na determinação oficial de que os fortes campos eletromagnéticos gerados por um equipamento de RM podem exercer força sobre o implante magnético, levando potencialmente à deslocação do dispositivo e a lesões graves para o doente. Esta condicionante deve ser comunicada aos profissionais de saúde antes de qualquer procedimento de diagnóstico por imagem que envolva campos magnéticos fortes.


Ausência de Interações Farmacológicas

Uma vez que o sistema FENIX funciona como um dispositivo físico e não é absorvido pelo organismo, as informações regulamentares oficiais confirmam a ausência de interações farmacológicas documentadas com outros medicamentos, alimentos, álcool ou suplementos. O implante não é metabolizado e não participa em interações mediadas por enzimas (como o sistema CYP), transportadores ou interações farmacodinâmicas que possam afetar a eliminação ou a concentração plasmática de fármacos coadministrados. Consequentemente, não existem regras de administração baseadas em horários relacionadas com o perfil de interação deste dispositivo. O perfil de interações documentado limita-se estritamente a forças físicas externas e a equipamentos médicos.

Mecanismo de ação

Como Funciona o FENIX

O sistema FENIX opera através de um mecanismo de reforço biomecânico aplicado ao complexo do esfíncter anal para controlar o diâmetro do lúmen do canal anal. O anel implantado, constituído por uma série de contas de titânio magnéticas interligadas, exerce uma força de atração magnética constante e calibrada. Esta força reforça fisicamente o tónus de repouso do esfíncter, aumentando assim a pressão de repouso no interior do canal anal — um requisito fisiológico fundamental para estabelecer uma barreira de continência funcional e resistir à passagem involuntária de conteúdos.

O mecanismo foi concebido com base numa dinâmica de superação da pressão. Durante a defecação voluntária, a pressão intra-abdominal gerada pelo paciente deve exceder a força magnética fixa para separar as contas e abrir o lúmen. Assim que essa pressão diminui, a força magnética de restauração automática volta a atuar de imediato, fechando a barreira e restabelecendo rapidamente a zona de alta pressão. O funcionamento do dispositivo está condicionado por este limiar de força fixo: uma pressão insuficiente pode levar à limitação de não se conseguir a separação total dos elementos magnéticos, enquanto pressões súbitas e excessivas podem ultrapassar temporariamente o selo magnético.

Informações sobre dosagem e administração

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é um implante cirúrgico permanente (dispositivo médico). As diretrizes oficiais para a sua utilização são definidas pelo procedimento de colocação cirúrgica necessário e pelo padrão funcional contínuo resultante, em vez de um esquema farmacológico tradicional.

Âmbito da Administração

A via de administração oficial é a implantação cirúrgica direta na zona do esfíncter anal. O regime consiste num procedimento único e definitivo que resulta num implante permanente. Ao contrário da medicação por via oral, o FENIX não envolve doses de manutenção nem administração diária por parte do doente. A dimensão específica do anel, que determina o número de contas de titânio magnéticas, é determinada intraoperatoriamente pelo cirurgião para se ajustar à anatomia individual, conforme descrito nas instruções de utilização.

Padrão e Contexto de Utilização

O sistema destina-se a um suporte funcional de longo prazo ou permanente e requer um procedimento cirúrgico único, não repetível. Após a colocação, o dispositivo funciona de forma contínua e passiva. O seu funcionamento está ligado à fisiologia do doente: o sistema depende da geração de pressão intra-abdominal para superar momentaneamente a atração magnética entre as contas, permitindo a evacuação intestinal.

As regulamentações oficiais limitam estritamente a sua utilização a doentes adultos cujos sintomas persistiram apesar de tentativas com terapias conservadoras menos invasivas. O próprio procedimento de colocação deve ser realizado num hospital ou ambiente especializado sob a supervisão direta de um especialista em cirurgia, refletindo a complexidade da intervenção.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Fenix

Evidência para utilização na Incontinência Fecal Crónica

O Sistema de Restauração de Continência FENIX foi avaliado em investigação que explorou a gestão cirúrgica da Incontinência Fecal (IF) crónica, também conhecida como perda acidental de fezes, em doentes adultos. A investigação focou-se principalmente em indivíduos que não responderam de forma suficiente à gestão conservadora ou para os quais as opções cirúrgicas menos invasivas não eram adequadas.

Os estudos realizados durante a investigação analisaram de que forma os sintomas se alteram ao longo do tempo nestas populações de doentes. A investigação incluiu estudos prospetivos multicêntricos, que acompanham os resultados num grupo de doentes ao longo do tempo, e pelo menos um ensaio clínico aleatorizado (ECA) que comparou o FENIX com outro tratamento estabelecido, a Estimulação de Nervos Sagrados (ENS). A investigação explorou resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido e as alterações funcionais após a implantação do dispositivo.

Tipos de Investigação e Resultados Analisados

A base de evidência para o FENIX consiste primariamente numa combinação de desenhos de estudo, incluindo estudos observacionais, séries de casos e estudos de coorte prospetivos. A investigação analisou resultados que refletem o funcionamento diário, especificamente explorando se a utilização do dispositivo estava associada a uma redução ≥ 50% no número de episódios de incontinência fecal por semana. Os investigadores também monitorizaram a frequência com que o dispositivo permanecia implantado durante os períodos de estudo. Os estudos descrevem padrões observados nas populações, incluindo alterações reportadas na gravidade dos sintomas e nas pontuações de Qualidade de Vida (QoL) reportadas pelos doentes durante os primeiros dois anos de acompanhamento.

Aspetos que permanecem Incertos na Investigação

Várias limitações importantes foram observadas na literatura científica. A dimensão das amostras foi modesta nos estudos iniciais e alguns ensaios comparativos fundamentais foram pequenos ou interrompidos precocemente, limitando o rigor da evidência de nível mais elevado. Além disso, a duração do acompanhamento foi limitada em muitos relatórios, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Existe informação limitada para resultados a longo prazo que permitam avaliar a manutenção das alterações observadas para além dos cinco anos. Adicionalmente, os dados para certos grupos de doentes, como crianças ou idosos, permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Fenix (FAQ)


P: Com que rapidez é que o Fenix começa geralmente a funcionar?

R: O Fenix é um implante cirúrgico permanente e não possui o efeito imediato de um medicamento. Os estudos oficiais começam geralmente a avaliar o benefício funcional vários meses após o procedimento de implantação, habitualmente por volta dos três meses após a cirurgia, permitindo a recuperação. As alterações observadas na função são descritas em relação ao período de recuperação e adaptação individual.


P: Qual é o prazo típico para se observar o benefício total do Fenix?

R: O resultado funcional total e estabelecido pode tornar-se evidente ao longo de um período mais alargado após a recuperação inicial. Os estudos clínicos monitorizaram tipicamente os resultados dos doentes durante os primeiros um a dois anos. Os dados oficiais são limitados e os resultados a longo prazo, para além dos cinco anos, ainda estão a ser explorados.


P: É normal sentir uma alteração nos níveis de energia após a colocação do Fenix?

R: As informações de segurança regulamentares para o Fenix documentam principalmente efeitos secundários locais relacionados com o local da cirurgia e o trato gastrointestinal, tais como dor ou obstipação. Efeitos secundários sistémicos, como alterações notáveis nos níveis de energia ou fadiga, não estão explicitamente listados como eventos adversos comummente comunicados e relacionados com o dispositivo na informação regulamentar oficial.


P: O Fenix causa aumento ou perda de peso na maioria das pessoas?

R: O Fenix é um implante cirúrgico permanente que funciona de forma mecânica e não é absorvido pelo organismo. Alterações significativas no peso corporal não estão listadas como um evento adverso documentado relacionado com o dispositivo ou com o procedimento na informação regulamentar oficial.


P: O que acontece se um efeito secundário ligeiro do Fenix me incomodar?

R: A documentação oficial lista complicações comuns, incluindo dor anal, urgência e obstipação. As orientações oficiais indicam que todos os eventos incómodos ou persistentes devem ser comunicados ao profissional de saúde do doente para avaliação. A informação oficial não fornece instruções específicas para a autogestão de efeitos secundários ligeiros.


P: Qual é o processo para interromper o Fenix após a conclusão do tratamento?

R: O sistema Fenix destina-se a ser um implante cirúrgico permanente, concebido para suporte funcional a longo prazo. Ao contrário de um medicamento, não existe um processo rotineiro para interromper ou concluir o tratamento. A remoção cirúrgica (explantação) está documentada principalmente em casos onde uma complicação, como infeção ou erosão do dispositivo, determina a sua necessidade clínica.


P: O Fenix pode ser triturado ou dividido se um doente tiver dificuldade em engolir?

R: Não. O Fenix é um implante cirúrgico composto por contas de titânio magnéticas ligadas entre si, e não um medicamento sólido oral. É colocado através de cirurgia diretamente na zona do esfíncter anal e nunca é tomado por via oral, pelo que a trituração ou divisão não são aplicáveis.


P: Qual é a relação entre o Fenix e o sistema imunitário?

R: A função principal do Fenix é biomecânica, o que significa que utiliza a força magnética para reforçar fisicamente o músculo do esfíncter. Não modula intencionalmente o sistema imunitário. No entanto, complicações relacionadas com o dispositivo, como infeção e erosão, são eventos adversos graves documentados em relatórios regulamentares, os quais envolvem necessariamente a resposta imunitária do organismo.


P: É comum o Fenix causar tonturas ou fadiga?

R: Os resumos regulamentares oficiais de eventos adversos focam-se em questões locais, como dor anal, obstipação e complicações cirúrgicas. Sintomas sistémicos, como tonturas e fadiga, não estão listados entre os eventos adversos comummente comunicados relacionados com o dispositivo nos documentos regulamentares.


P: O Fenix tem algum efeito conhecido na clareza mental ou no humor?

R: O sistema Fenix funciona mecanicamente como um dispositivo não farmacológico e não é conhecido por afetar diretamente o sistema nervoso central. Os estudos clínicos medem as pontuações de Qualidade de Vida (QoL) reportadas pelos doentes, que podem captar alterações no bem-estar emocional e na autoperceção relacionadas com a melhoria funcional.


P: Quais são as razões comuns pelas quais um médico pode interromper o tratamento com o Fenix?

R: A única forma de interromper o tratamento é através da remoção cirúrgica (explantação) do dispositivo permanente. Os relatórios oficiais citam razões para a remoção relacionadas com complicações, incluindo infeção grave, migração do dispositivo, erosão nos tecidos circundantes e dor crónica não aliviada.


P: O Fenix é um tipo de anti-inflamatório ou outra coisa?

R: O Fenix é classificado como um implante cirúrgico permanente e é considerado um dispositivo médico. Não é um fármaco, um anti-inflamatório ou qualquer outro tipo de agente farmacológico. A sua função é reforçar mecanicamente o esfíncter anal através de força magnética.


P: O Fenix pode ser utilizado se eu consumir álcool ocasionalmente?

R: Uma vez que o Fenix é um implante físico e não um agente farmacológico, não existe interação medicamentosa documentada entre o dispositivo e o álcool. A informação oficial do dispositivo não fornece orientações gerais de estilo de vida pós-cirúrgico ou a longo prazo relativamente ao consumo de álcool.


P: O que acontece se eu falhar uma dose de Fenix?

R: O Fenix é um implante cirúrgico permanente e não envolve um esquema posológico diário. O dispositivo é concebido para funcionar continuamente como um suporte biomecânico passivo após ter sido colocado com sucesso. Portanto, o conceito de "dose esquecida" não é aplicável.


P: Existem horas específicas do dia em que o Fenix é normalmente tomado?

R: O Fenix é um implante cirúrgico permanente e não é tomado pelo doente em nenhuma hora específica do dia. O seu funcionamento é contínuo, fornecendo suporte passivo ao esfíncter anal.


P: Como é que o Fenix se compara, em termos de perfil de segurança, com medicamentos semelhantes?

R: O Fenix é um dispositivo implantado cirurgicamente, o que significa que o seu perfil de segurança é definido por complicações cirúrgicas e relacionadas com o dispositivo (ex.: explantação, infeção). Este perfil é fundamentalmente diferente dos tratamentos farmacológicos, que acarretam efeitos secundários sistémicos relacionados com o metabolismo de substâncias químicas.


P: O que acontece se o Fenix for utilizado por alguém que não precise dele?

R: O Fenix é apenas indicado para doentes adultos com incontinência fecal crónica que não obtiveram resultados com tratamentos menos invasivos. O procedimento não é reversível sem nova cirurgia e acarreta riscos cirúrgicos inerentes; por isso, a sua utilização em indivíduos que não cumprem os critérios de elegibilidade oficiais está fora da indicação aprovada e acarreta riscos cirúrgicos desnecessários.


P: Como é medida a eficácia do Fenix nos ensaios clínicos?

R: A eficácia nos ensaios clínicos regulamentares é tipicamente medida através de resultados objetivos, como o diário intestinal do doente para registar a redução nos episódios semanais de incontinência fecal. O sucesso é frequentemente definido por uma redução ≥ 50%, em conjunto com as pontuações de Qualidade de Vida (QoL) reportadas pelos doentes.


P: Existem grupos específicos de doentes que respondem melhor ao Fenix?

R: A investigação para o Fenix envolveu principalmente doentes adultos que não encontraram alívio com tratamentos conservadores. Os documentos oficiais estabelecem os critérios de elegibilidade para utilização, mas não definem características clínicas específicas que possam prever de forma fiável uma resposta melhor ou pior ao dispositivo.


P: Quanto tempo permanece o Fenix no corpo após a última dose?

R: O Fenix é um implante cirúrgico permanente concebido para suporte funcional a longo prazo, ao contrário de um fármaco que é eliminado do organismo. Destina-se a permanecer no local indefinidamente, a menos que surja uma complicação que exija a remoção cirúrgica.


P: O Fenix interage com substâncias recreativas comuns?

R: O dispositivo não tem interação farmacológica documentada com qualquer substância porque não é metabolizado. A informação regulamentar oficial é omissa quanto à utilização geral pós-cirúrgica e a longo prazo em conjunto com substâncias recreativas.


P: A utilização principal do Fenix é a mesma em todos os países?

R: O Fenix recebeu autorizações regulamentares em múltiplas regiões internacionais (como os EUA, o Reino Unido e a UE). Nestas áreas, o dispositivo é indicado para a mesma utilização principal: o tratamento da incontinência fecal crónica em adultos que não responderam a opções menos invasivas.


P: O Fenix pode causar sensibilidade à luz solar?

R: Os relatórios de segurança regulamentares oficiais para o Fenix focam-se em eventos adversos locais relacionados com o dispositivo e o procedimento. A sensibilidade à luz solar (fotossensibilidade) não está listada como um evento adverso documentado relacionado com o dispositivo na informação oficial do produto.


P: Porque é que o Fenix é por vezes preferido em relação a medicamentos mais antigos para a mesma condição?

R: O Fenix é uma intervenção cirúrgica, não um medicamento de primeira linha. As indicações oficiais estabelecem que é utilizado em doentes que já não obtiveram sucesso com medidas conservadoras e tratamentos menos invasivos. Não é preferido em vez de medicamentos, mas sim reservado para utilização após as opções não cirúrgicas terem sido mal sucedidas.

Como Fenix deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Proceder à Eliminação do Sistema de Restauração de Continência FENIX

O Sistema de Restauração de Continência FENIX é um implante cirúrgico estéril; os seus requisitos de armazenamento e eliminação centram-se na manutenção da esterilidade do dispositivo antes da implantação e no manuseamento seguro de dispositivos explantados, conforme definido pelas instruções regulamentares oficiais.


Requisitos de Armazenamento (Dispositivo Não Utilizado)

O dispositivo embalado deve ser armazenado entre 10°C e 30°C e protegido do calor excessivo e da humidade. A integridade da embalagem estéril é fundamental; o dispositivo destina-se a uma única utilização e não deve ser utilizado após a data de validade ou se a embalagem estiver aberta ou danificada.

Requisitos de Eliminação (Dispositivo Explantado)

Se o dispositivo for removido cirurgicamente, o implante explantado deve ser manuseado e eliminado pelo estabelecimento de saúde como Resíduo de Risco Biológico/Infecioso. A eliminação deve cumprir rigorosamente as políticas institucionais e os regulamentos nacionais e locais aplicáveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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