Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Femicare
A progesterona, o princípio ativo do Femicare, tem sido estudada para diversas utilizações clínicas específicas. A evidência disponível provém essencialmente de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), Revisões Sistemáticas e amplos Estudos Observacionais. Estes estudos focam-se na avaliação do papel da progesterona em processos fisiológicos específicos, e a investigação analisou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional.
Evidência na Proteção Endometrial na Terapia com Estrogénios
A investigação tem analisado extensivamente o papel da progesterona em mulheres na pós-menopausa que recebem terapia hormonal da menopausa (THM) de base estrogénica. Estudos de larga escala e de longo prazo, que acompanham mulheres ao longo de vários anos, foram utilizados em investigação para explorar o estado fisiológico do revestimento uterino (endométrio). Os investigadores monitorizaram prioritariamente a incidência de patologia endometrial (hiperplasia ou carcinoma) e mediram a espessura do revestimento uterino como indicadores principais de alterações fisiológicas medidas.
Os resultados descrevem padrões observados onde a adição de progesterona foi associada a medições que mostram diferenças nos resultados medidos para a hiperplasia endometrial quando comparada com a administração isolada de estrogénios. Esta investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, refletindo o requisito do estudo para o uso de progestagénios neste contexto.
Evidência no Suporte Hormonal na Procriação Medicamente Assistida (PMA)
A progesterona foi estudada pelo seu papel como suporte hormonal em mulheres submetidas a Procriação Medicamente Assistida (PMA), como a FIV (Fecundação In Vitro). Os principais resultados analisados foram as taxas de sucesso na gravidez (taxas de gravidez clínica e de nados-vivos) e o sucesso da implantação em ciclos específicos de PMA. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, indicando que o uso de progesterona foi observado em alguns estudos como estando associado a diferenças nas taxas de nados-vivos medidas, quando comparado com o placebo ou com a ausência de intervenção em ciclos de FIV. Estudos monitorizaram os níveis hormonais séricos, uma abordagem de investigação utilizada para avaliar o estado hormonal da fase lútea durante as fases iniciais da gravidez.
Evidência na Gestão do Ciclo Menstrual e Sintomas Relacionados
Regularidade do Ciclo Menstrual
A progesterona foi avaliada em mulheres que apresentam condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, tais como períodos menstruais irregulares ou ausentes. A investigação analisou os padrões do ciclo, focando-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional e na avaliação de um padrão de ciclo regular. Os resultados descrevem padrões observados onde a administração de progesterona foi associada ao início da hemorragia menstrual e a resultados medidos no padrão do ciclo nas populações observadas.
Sintomas Vasomotores e Neuroendócrinos
A progesterona foi estudada pelo seu papel na gestão de resultados específicos da menopausa relacionados com alterações fisiológicas medidas, como os fogachos e os suores noturnos. A investigação também explorou resultados comunicados pelas doentes sobre o desconforto percebido, como a qualidade do sono, tensão e ansiedade ligadas a oscilações hormonais. Os ensaios clínicos relatam consistentemente como os sintomas evoluíram nas populações observadas no contexto de um elevado efeito placebo — o que significa que as participantes que receberam uma substância inativa também relataram melhorias nos sintomas.