Ezemantis

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Ezemantis

Método de ação: Psychoanaleptics

Opção de tratamento: Dementia, Vascular Dementia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ezemantis

Propriedade Descrição
Substância Ativa Cloridrato de Memantina
Forma Farmacêutica Comprimidos; Solução Oral
Classe Farmacológica Agente Antidemencial; Antagonista dos Recetores NMDA
Ação Principal Modulação da Neurotransmissão Glutamatérgica
Origem Composto Sintético

O Ezemantis é um medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é o Cloridrato de Memantina, pertencendo à classe farmacológica dos agentes antidemenciais. Esta substância é um produto de substância ativa única, formulado para administração por via oral e disponibilizado sob a forma de comprimidos revestidos por película ou solução oral. Sendo um composto orgânico sintético, a composição da Memantina é quimicamente distinta de outros compostos utilizados em áreas terapêuticas relacionadas. O fármaco é categorizado pela sua ação como um antagonista dos recetores N-metil-D-aspartato (NMDA), o que define a sua identidade funcional central.

Como funciona o Ezemantis enquanto agente antidemencial?

O Ezemantis atua essencialmente ao ajudar a regular os sinais químicos no cérebro para atingir uma estabilização da função nervosa nas áreas afetadas. O medicamento funciona como um antagonista dos recetores NMDA não competitivo e de afinidade moderada, o que significa que se liga a um local específico do recetor para prevenir a sobre-estimulação crónica e prejudicial das células nervosas pelo químico excitatório glutamato. Este mecanismo é reconhecido pela sua capacidade de visar os efeitos da sinalização excessiva do glutamato.

Ao modular esta via com precisão, o Ezemantis apoia a função das células nervosas, com o objetivo de sustentar processos cognitivos essenciais, tais como a memória e a atenção. O medicamento é utilizado como terapêutica de manutenção para ajudar na gestão dos sintomas e apoiar a capacidade de realizar funções diárias. Por exemplo, o Ezemantis pode ser prescrito para auxiliar um paciente adulto que sinta dificuldades em manter o foco e a recordação de informações, como parte de um plano de gestão abrangente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ezemantis?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança: Ezemantis

O perfil de segurança do Ezemantis baseia-se em dados recolhidos através de ensaios clínicos e de vigilância regulamentar, sendo categorizado de acordo com a frequência e a Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) afetada, conforme definido nos documentos regulamentares oficiais.

Abrangência das reações adversas

A incidência de reações adversas é classificada segundo normas internacionais:

Classificação Frequência Interpretação Prática
Muito frequentes >= 1/10 Ocorre em 10% ou mais dos utilizadores.
Frequentes >= 1/100 a < 1/10 Ocorre entre 1% a 10% dos utilizadores.
Pouco frequentes >= 1/1.000 a < 1/100 Ocorre entre 0,1% a 1% dos utilizadores.
Raros >= 1/10.000 a < 1/1.000 Ocorre entre 0,01% a 0,1% dos utilizadores.
Muito raros < 1/10.000 Ocorre em menos de 0,01% dos utilizadores.
Desconhecida Não pode ser estimada Derivada de notificações espontâneas pós-comercialização.

As principais Classes de Sistemas de Órgãos (SOCs) com reações adversas documentadas incluem as Perturbações gastrointestinais, Perturbações do sistema nervoso e Perturbações do sangue e do sistema linfático.

Reações Adversas Graves e Restrições

As reações adversas graves são aquelas consideradas potencialmente fatais ou que requerem intervenção médica, sendo estes eventos especificamente destacados na documentação regulamentar.

As contraindicações definem situações em que o Ezemantis não deve ser utilizado, tais como hipersensibilidade documentada à substância ativa ou determinadas condições médicas preexistentes especificadas no folheto oficial.

As restrições relacionadas com a segurança incluem avisos formais relativos à capacidade de realizar tarefas que exijam estado de alerta, como conduzir veículos ou operar máquinas.

Considerações de Segurança Específicas para Populações

As fontes regulamentares oficiais indicam considerações de segurança específicas para determinados grupos de doentes, incluindo aqueles com insuficiência hepática e insuficiência renal. A documentação de segurança abrange também as declarações regulamentares obrigatórias relativas à utilização durante a gravidez e a amamentação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os documentos regulamentares oficiais definem a sobredosagem principalmente através de manifestações de sobrestimulação sistémica, que incluem confusão, agitação, agressividade, inquietação e alucinações. Outros sintomas documentados são sonolência, desequilíbrio (alterações na marcha), vómitos e diarreia. Podem ocorrer desfechos graves e potencialmente fatais, tais como convulsões, perda de consciência (coma ou estupor) e efeitos cardiovasculares, como tensão arterial elevada ou batimentos cardíacos lentos. É referido que doentes com insuficiência renal grave ou condições que aumentem o pH urinário apresentam um risco acrescido de acumulação do medicamento.

Medidas de Emergência e Quando Procurar Ajuda

Qualquer suspeita de sobredosagem requer assistência médica imediata. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se o indivíduo colapsar, tiver uma convulsão ou não puder ser despertado. O contacto com o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) é também uma ação obrigatória. De acordo com as informações oficiais, não se conhece um antídoto específico para esta substância. O tratamento envolve uma gestão clínica sintomática e de suporte cuidadosa, que pode incluir a utilização de carvão ativado, a monitorização dos sinais vitais e a realização de um eletrocardiograma (ECG).

Usos terapêuticos de Ezemantis

Para que serve o Ezemantis: principais utilizações e benefícios

O Ezemantis é geralmente utilizado para auxiliar na gestão sintomática da doença de Alzheimer moderada a grave, uma patologia caracterizada por períodos de acentuação dos sintomas. Este medicamento é habitualmente utilizado quando os sintomas se tornam clinicamente disruptivos, sendo relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada.


Tratamento de sintomas e apoio à funcionalidade

Esta terapêutica é pertinente para doentes adultos seniores como parte de uma estratégia de gestão global a longo prazo, sendo frequentemente aplicada durante as fases em que os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte. É relevante em contextos clínicos que envolvam desafios cognitivos significativos. As indicações para a sua utilização incluem a gestão de conjuntos de sintomas fundamentais, tais como perturbações na atenção, na concentração e na memória de curto prazo. O medicamento desempenha um papel na gestão de sintomas que ajudam os doentes a lidar de forma mais equilibrada com o impacto da doença.

“É relevante para aliviar os sintomas que interferem com o funcionamento diário e para apoiar a estabilidade.”

Ao auxiliar na gestão destas funções, o Ezemantis contribui para aliviar a carga sintomática global e apoia o doente durante episódios difíceis. Isto favorece o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e, frequentemente, proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, contribuindo para a estabilidade funcional durante a gestão crónica.

Facto Rápido: Apoio em Desafios Cognitivos
Este medicamento é utilizado principalmente para abordar sintomas relacionados com a deterioração da memória e dos processos de pensamento em condições marcadas por um desconforto significativo

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Ezemantis é definida por critérios regulamentares oficiais, aplicando-se principalmente a doentes adultos com a patologia que o medicamento se destina a gerir. Estas normas determinam quem pode utilizar o medicamento e sob que condições.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Estado População/Condição
Contraindicado Proibido Hipersensibilidade ao cloridrato de memantina ou a qualquer um dos excipientes.
Não Recomendado Restrito Crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos).
Não Recomendado Restrito Doentes com insuficiência hepática grave.

Condições de Utilização e Restrições

A utilização requer uma ponderação especial em doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina 5–29 mL/min). O medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário, e as mulheres que tomam Ezemantis não devem amamentar, uma vez que se pressupõe a excreção para o leite humano. É também necessária precaução em doentes com condições que aumentem significativamente o pH urinário, tais como infeções graves do trato urinário ou estados específicos, dado que tal pode afetar a eliminação do fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Ezemantis (Cloridrato de Memantina) interage com outras substâncias principalmente através da sua via de depuração e dos seus efeitos farmacodinâmicos, conforme documentado nos rótulos regulamentares oficiais.

Padrões de Interação Farmacocinética e Farmacodinâmica

Tipo de Interação Categorias de Substâncias Interagentes Efeito Documentado / Restrição
Redução da Depuração Renal Agentes que alcalinizam a urina (ex.: Bicarbonato de Sódio, Inibidores da Anidrase Carbónica) A coadministração pode diminuir a eliminação urinária do Ezemantis, levando ao aumento dos níveis plasmáticos. A depuração é significativamente reduzida em condições que elevam o pH urinário (ex.: pH >= 8).
Competição de Transportadores Fármacos eliminados pelo Sistema Catiónico Renal (ex.: Cimetidina, Ranitidina, Quinidina) Potencial para a alteração dos níveis plasmáticos de ambos os agentes devido à competição pelo mecanismo de transporte comum.
Efeitos Aditivos Outros Antagonistas NMDA (ex.: Amantadina, Cetamina, Dextrometorfano) A utilização combinada deve ser abordada com precaução devido ao risco de aumento de efeitos adversos relacionados com o sistema nervoso central (SNC).
Efeitos Sinérgicos Bloqueadores Neuromusculares (ex.: Succinilcolina) e Agonistas Colinérgicos Potencial de intensificação dos efeitos farmacológicos quando coadministrados.

Notas Gerais sobre Interações

Não são esperadas interações farmacocinéticas clinicamente significativas com substâncias metabolizadas pelas principais enzimas CYP450. Além disso, os documentos regulamentares oficiais indicam que não existe um efeito clinicamente relevante dos alimentos na absorção do Ezemantis e não estão especificados intervalos obrigatórios de separação temporal para a toma de medicamentos coadministrados.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ezemantis

O Ezemantis atua como um modulador seletivo ao interagir diretamente com um sistema de recetores primários definido, localizado nas células-alvo. A sua interação molecular altera precisamente a estrutura do recetor, modulando assim a eficiência da iniciação do sinal associada a uma intensidade de sinal elevada. Este evento de ligação inicial desencadeia uma alteração na cascata de sinalização intracelular.

O Ezemantis influencia as etapas subsequentes que envolvem segundos mensageiros e proteínas reguladoras, o que modifica o grau e a duração da resposta molecular que se segue à ativação inicial do recetor.

O efeito cumulativo da modulação do recetor e da influência na cascata de sinais é o ajuste da cinética de sinalização nas vias neurais ou humorais visadas. Este mecanismo influencia o feedback regulatório dentro das vias direcionadas e atua na atenuação do débito de sinalização gerado pelo aumento dos níveis de mediadores nos sistemas relevantes, resultando em ajustes fisiológicos previsíveis.

Informações sobre dosagem e administração

O Ezemantis é um medicamento sujeito a receita médica, administrado exclusivamente por via oral, estando disponível tanto em comprimidos revestidos por película de libertação imediata como em solução oral (ex.: 2 mg/mL). O protocolo oficial de utilização envolve um esquema de titulação padronizado para atingir a dose de manutenção. O tratamento inicia-se geralmente com uma dose de 5 mg, uma vez por dia. A dose é depois aumentada gradualmente em incrementos de 5 mg, com um intervalo mínimo de uma semana entre ajustamentos, até que a dose de manutenção estabelecida seja alcançada.

A dose máxima recomendada é de 20 mg por dia. Esta dose de manutenção deve ser administrada em duas doses divididas (ex.: 10 mg, duas vezes por dia) para sustentar o padrão de utilização pretendido ao longo do tempo. O medicamento está indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo.

Condições de Administração e Ajustes

O Ezemantis pode ser tomado com ou sem alimentos. No caso da solução oral, a dose deve ser medida com precisão utilizando o dispositivo de medição designado e não deve ser misturada com qualquer outro líquido.

O regime posológico requer modificações para populações específicas de doentes: em casos de insuficiência renal grave (clearance da creatinina 5–29 mL/min), a dose máxima é oficialmente reduzida para 10 mg por dia. Se uma dose for omitida, esta não deve ser compensada através da duplicação da dose seguinte programada. Caso o tratamento seja interrompido por vários dias consecutivos, a orientação regulamentar prevê o reinício com a dose inicial mais baixa e a repetição de todo o processo de titulação.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos do Ezemantis

Evidência Clínica para a Doença de Alzheimer Moderada a Grave

A base de investigação mais ampla foi utilizada em estudos que exploraram a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em doentes adultos mais velhos, cuja Doença de Alzheimer foi clinicamente classificada como moderada a grave. Esta investigação consiste principalmente em múltiplos ensaios clínicos de grande escala, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo (RCTs), bem como em análises agregadas e revisões sistemáticas. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o estado global (a impressão geral de mudança), a cognição (como a memória e a capacidade de raciocínio) e resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade.

Os ensaios clínicos fundamentais analisaram nestes grupos de doentes as alterações sintomáticas em intervalos de tempo definidos, tipicamente em torno das 24 a 28 semanas (aproximadamente seis meses). Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde os participantes que receberam Ezemantis foram observados em comparação com aqueles que receberam um placebo inativo. A evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas medidos durante o período do estudo, no qual os dados da investigação mostram padrões relacionados com medidas sintomáticas no grupo de tratamento em comparação com o grupo placebo.

Investigação sobre outros tipos de Demência e Contextos Exploratórios

O Ezemantis foi avaliado noutros contextos clínicos, incluindo doentes com Demência Vascular (VaD) e Demência associada à Doença de Parkinson (PDD). A investigação que analisou estes contextos incluiu ensaios aleatorizados de menor escala e análises post-hoc. Os resultados foram mistos e a qualidade da evidência varia entre os estudos para estas indicações secundárias. Por exemplo, algumas investigações reportaram que os resultados foram de curto prazo e baseados em populações pequenas nos ensaios de VaD, e o nível de certeza permanece baixo para muitas destas condições específicas fora da Doença de Alzheimer moderada a grave.

Principais Limitações e Áreas para Investigação Futura

Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo que se estendam para além do período inicial de seis meses do estudo controlado. A investigação central descreve o curso sintomático de curto a médio prazo. Adicionalmente, a evidência é limitada para a utilização em doentes com Doença de Alzheimer ligeira, onde os resultados dos estudos foram mistos ou não favoráveis entre os diversos ensaios. Embora o Ezemantis tenha sido estudado para outros tipos de demência, a qualidade global da evidência varia entre os estudos realizados para estas condições.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Ezemantis (FAQ)

P: Qual é o motivo principal para os médicos prescreverem Ezemantis?

As informações oficiais do produto indicam que o Ezemantis é indicado para o tratamento da demência do tipo Alzheimer moderada a grave. É utilizado como uma terapia de manutenção para ajudar a gerir os sintomas da doença.


P: Quais são os efeitos secundários ligeiros mais comuns reportados com o Ezemantis?

Os ensaios clínicos indicam que as reações adversas mais frequentes (aquelas que ocorrem em 5% ou mais dos utilizadores e com uma taxa superior ao placebo) são tonturas, dores de cabeça, confusão e obstipação (prisão de ventre). Estes encontram-se entre os efeitos mais frequentemente relatados em estudos clínicos.


P: É normal sentir ligeiras náuseas ao iniciar o Ezemantis?

A náusea foi observada como um potencial efeito secundário, classificada no âmbito das afeções gastrointestinais. Embora não seja uma das reações mais comuns, os dados regulamentares incluem a náusea como um evento reportado.


P: Existem restrições conhecidas quanto a alimentos ou bebidas durante a toma de Ezemantis?

Os documentos oficiais referem que não existe um efeito clinicamente relevante dos alimentos na absorção do medicamento, podendo este ser tomado com ou sem alimentos. Contudo, recomenda-se precaução perante qualquer condição que possa aumentar significativamente o pH urinário, pois tal poderá afetar a forma como o organismo elimina o fármaco.


P: O Ezemantis é seguro para pessoas com problemas de fígado?

Os documentos regulamentares aconselham que o medicamento seja administrado com precaução em doentes com insuficiência hepática grave. A documentação oficial indica que, normalmente, não é necessário um ajuste da dose em doentes com insuficiência hepática ligeira ou moderada.


P: É possível esmagar ou partir os comprimidos de Ezemantis?

Os comprimidos de libertação imediata devem, geralmente, ser engolidos inteiros. A informação oficial refere que as cápsulas de libertação prolongada não devem ser divididas, mastigadas ou esmagadas; no entanto, existem instruções específicas para abrir e polvilhar o conteúdo sobre alimentos moles.


P: Existem riscos de saúde a longo prazo associados à toma de Ezemantis durante vários anos?

Dados agregados de ensaios clínicos sugerem que o tratamento, tanto a curto como a longo prazo, é geralmente bem tolerado. O perfil de eventos adversos descrito nestes estudos é consistente com os relatórios dos grupos que receberam placebo.


P: Como é que a eficácia do Ezemantis se altera ao longo do tempo?

A investigação clínica central descreve o curso sintomático de curto a médio prazo, que foi monitorizado durante aproximadamente seis meses (24 a 28 semanas). Devido ao período limitado destes estudos fundamentais, os documentos oficiais indicam que a informação relativa a resultados a longo prazo além deste período é limitada.


P: Que ensaios clínicos levaram à aprovação do Ezemantis?

A aprovação foi sustentada pelos resultados de múltiplos estudos controlados de grande escala. Especificamente, tratou-se de ensaios aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo, que monitorizaram alterações no estado global, na capacidade de raciocínio (cognição) e na capacidade de realizar funções diárias.


P: Qual é a diferença entre as versões de libertação imediata e de libertação prolongada do Ezemantis?

A diferença principal reside na frequência da dosagem e na quantidade máxima. Os comprimidos de libertação imediata (IR) são administrados em duas doses diárias divididas. As cápsulas de libertação prolongada (ER) foram concebidas para serem tomadas uma vez ao dia e permitem uma dose diária máxima recomendada mais elevada.


P: Com que rapidez é que as pessoas costumam notar o efeito do Ezemantis?

Os ensaios clínicos oficiais que estabeleceram a utilização do medicamento monitorizaram os resultados dos doentes em intervalos definidos de longo prazo, tipicamente cerca de 24 a 28 semanas (aproximadamente seis meses). O medicamento está indicado para terapia de manutenção a longo prazo e os resultados na investigação clínica foram medidos ao longo destes intervalos de tempo definidos.


P: Existem analgésicos comuns de venda livre que interajam com o Ezemantis?

Os avisos oficiais indicam um potencial de interação com certos medicamentos de venda livre. Este risco está associado principalmente a produtos que contenham outros antagonistas NMDA (como o dextrometorfano, presente em alguns medicamentos para a tosse e constipações) ou aqueles que aumentem significativamente o pH urinário (como o bicarbonato de sódio).


P: O Ezemantis provoca aumento de peso?

Embora não esteja classificado entre as reações adversas mais comuns, relatórios detalhados de segurança pós-comercialização incluíram casos raros de alterações de peso. Isto inclui relatos de aumento de peso rápido em alguns doentes.


P: Existem nomes comerciais diferentes para o mesmo medicamento que o Ezemantis?

Sim. A substância ativa, memantina, é comercializada sob vários nomes comerciais em diferentes países. Por exemplo, nos EUA, o nome comercial original é Namenda.


P: O Ezemantis afeta os padrões de sono?

Os documentos oficiais referem que o fármaco pode estar associado a efeitos secundários categorizados como Perturbações do Sistema Nervoso. Estes incluem sonolência e relatos de dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir.


P: Quanto tempo permanece o Ezemantis no organismo após a última dose?

Os documentos regulamentares descrevem a semivida como sendo longa, o que significa que o fármaco demora vários dias a ser substancialmente eliminado do corpo. A documentação descreve a sua semivida como sendo de aproximadamente 60 a 80 horas.


P: O Ezemantis está disponível como medicamento genérico?

Sim. A substância ativa é a memantina e esta está disponível como medicamento genérico assim que as proteções de patente da marca original expiram.


P: O Ezemantis pode causar alterações no humor ou nos níveis de ansiedade?

A informação oficial do produto refere que foram observadas reações adversas de natureza psiquiátrica. Estas incluem alterações no estado mental, tais como confusão, ansiedade, depressão e alucinações.


P: O Ezemantis interage com suplementos de ervas comuns, como a Erva de São João?

As orientações regulamentares oficiais sugerem que a precaução é adequada relativamente a suplementos à base de plantas. Isto deve-se à falta de informação de segurança suficiente, uma vez que estes produtos não são testados para interações da mesma forma que os medicamentos sujeitos a receita médica.


P: Que tipo de especialista costuma prescrever o Ezemantis?

As orientações oficiais indicam que o tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no diagnóstico e gestão da demência de Alzheimer.


P: O Ezemantis tem algum "aviso de caixa negra" (Black Box Warning) da FDA?

O rótulo oficial da FDA para o cloridrato de memantina não inclui um Black Box Warning. Este é o nível mais elevado de aviso que a FDA exige para certos medicamentos sujeitos a receita médica nos Estados Unidos.


P: Quais são os requisitos de monitorização (como análises ao sangue) durante a toma de Ezemantis?

O rótulo do produto destaca a necessidade de uma monitorização cuidadosa em doentes com insuficiência renal grave e naqueles com condições que possam aumentar significativamente o pH urinário (por exemplo, infeções graves do trato urinário). Esta monitorização é relevante porque estas condições podem afetar a eliminação do fármaco.


P: O Ezemantis interage com o álcool?

A informação oficial refere que não se conhece uma interação química direta entre o Ezemantis e o álcool. No entanto, o consumo de álcool pode agravar certos efeitos secundários comuns, como tonturas ou dores de cabeça, ou potencialmente piorar a condição subjacente que está a ser tratada.


P: A toma de Ezemantis afeta a fertilidade?

Estudos regulamentares em animais indicaram um potencial de redução do crescimento intrauterino em níveis de exposição elevados. O risco potencial para humanos é atualmente desconhecido. Além disso, o rótulo desaconselha a amamentação durante a utilização do medicamento.


P: É comum o Ezemantis causar reações cutâneas ou erupções na pele?

As reações cutâneas não constam entre os efeitos secundários mais comuns. Contudo, relatórios pós-comercialização incluíram casos raros de reações na pele, tais como pele vermelha, descamativa ou com comichão.

Como Ezemantis deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Ezemantis

As informações oficiais estabelecem condições ambientais e regras de manuseamento específicas para o Ezemantis (cloridrato de memantina), de forma a manter a integridade do produto e a segurança.

Requisitos de Conservação

Conservar à Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. São permitidas variações entre os 15 °C e os 30 °C. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças e protegido de calor excessivo, humidade e luz direta. Deve-se manter o produto no seu recipiente original, bem fechado. É importante evitar conservar o medicamento num ambiente onde este possa congelar.

Instruções de Eliminação

O Ezemantis não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com a regulamentação nacional e local em vigor para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ezemantis encontrado em:

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