Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Exalgo
Evidência para o Uso em Dor Crónica Grave
O Exalgo (hidromorfona de libertação prolongada) foi estudado para o controlo da dor crónica grave que requer uma gestão analgésica ininterrupta. A investigação principal que explorou esta utilização envolveu Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA), um método de investigação clínica altamente controlado onde os doentes são distribuídos aleatoriamente para receber o fármaco em estudo, um substituto inativo (placebo) ou outro medicamento ativo. Os principais estudos regulamentares focaram-se em doentes adultos tolerantes a opioides, ou seja, indivíduos que já tomavam regularmente outros opioides para a sua dor.
A investigação explorou os resultados relacionados com o desconforto físico, medindo as alterações na intensidade da dor reportada pelos doentes através de escalas padrão durante um período de cerca de 12 semanas. Um tipo fundamental de desenho de estudo utilizado foi o ensaio de retirada aleatorizada, que foi estudado para avaliar a estabilidade das observações: após um período de estabilização da dose, os doentes passavam aleatoriamente para o fármaco em estudo ou para o placebo, de forma a observar como os sintomas evoluíam ao longo do tempo. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos; estes padrões foram monitorizados em grupos que receberam o fármaco em estudo versus placebo para observar diferenças nos resultados comunicados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido durante o período de avaliação de curto prazo. Estes estudos também analisaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, utilizando questionários para doentes.
Estrutura dos Ensaios Clínicos e Comparadores
Além de comparar o medicamento com um placebo, a investigação analisou o desempenho da hidromorfona de libertação prolongada em comparação com outros analgésicos opioides de ação longa, como a oxicodona de libertação prolongada. Estes ensaios comparativos foram estudados para avaliar a não-inferioridade em relação às terapêuticas existentes. No contexto destes ensaios, os dados mostram padrões relacionados com as medições da intensidade da dor onde a não-inferioridade foi estudada para comparação com os comparadores ativos. Adicionalmente, foram observados estudos farmacocinéticos (PK) específicos para monitorizar a concentração do fármaco no sangue ao longo do tempo, ajudando a confirmar que o sistema de entrega especializado OROS foi observado em estudos para descrever o seu perfil de libertação sustentada.
Evidência a Longo Prazo e Dados de Acompanhamento
A evidência altamente controlada — os ECA controlados por placebo — monitorizou tipicamente os doentes para investigação de alterações sintomáticas a curto prazo durante aproximadamente 12 semanas. Para reunir informações sobre o uso prolongado do fármaco, foram realizados estudos de extensão abertos de longo prazo. Nestes estudos, todos os participantes receberam o medicamento e foram monitorizados por um período mais longo, por vezes até um ano ou mais. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante este período prolongado, o que contribui para o panorama mais amplo de evidência relativo à estabilidade do período de observação a longo prazo. No entanto, é importante notar que estes estudos de longo prazo são menos rigorosos do que os ECA iniciais em oculto, uma vez que todos os doentes sabiam que estavam a receber a medicação ativa.
Estudos em Grupos de Doentes Específicos
A maioria da evidência e os ensaios fundamentais foram avaliados em doentes adultos tolerantes a opioides com dor crónica, tal como Lombalgia Crónica. Devido a este foco, as conclusões para subgrupos são incertas para muitas outras condições específicas de dor crónica. Os estudos exploraram o uso desta formulação noutros grupos, incluindo ensaios comparativos que envolveram alguns doentes oncológicos não tolerantes a opioides. Foram observados estudos específicos e independentes em pequenos grupos de doentes pediátricos tolerantes a opioides (com idades entre os 7 e os 17 anos) para analisar o processamento do fármaco pelo organismo (farmacocinética), e os dados mostram padrões relacionados com o processamento do fármaco (farmacocinética) nesta população mais jovem.
Compreender as Lacunas e Incertezas da Investigação
Apesar da investigação central, a evidência é limitada em diversas áreas fundamentais. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos por ensaios aleatorizados de alta qualidade; os dados de longo prazo disponíveis provêm maioritariamente de estudos abertos. Isto significa que, embora alguns doentes tenham sido acompanhados nestes contextos por mais de um ano, estes achados carecem da certeza científica dos ECA em oculto. Além disso, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas; consequentemente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, tais como para doentes que não são tolerantes a opioides ou para aqueles com comorbilidades específicas. Os estudos existentes oferecem uma visão limitada sobre o estado funcional a longo prazo dos doentes após a descontinuação do tratamento, o que permanece incerto.