Euphyllinum

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Euphyllinum

O que é o Euphyllinum? Definição do Broncodilatador

Propriedade Descrição
Substância Ativa Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina)
Classe Farmacológica Broncodilatador Metilxantina
Formas Farmacêuticas Comprimidos, Solução Injetável, Supositórios
Objetivo Geral Relaxamento da Musculatura Lisa, Alargamento das Vias Aéreas
Origem Derivado Sintético

Euphyllinum é um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo, a Aminofilina (DCI), é classificado como um potente broncodilatador metilxantina e relaxante da musculatura lisa. Esta designação farmacológica é clinicamente reconhecida pelo seu benefício essencial no alívio do desconforto respiratório agudo. O fármaco atua como um agente antiasmático destinado a uso sistémico, o que significa que a substância ativa foi concebida para circular por todo o corpo após a sua administração. A Aminofilina é um derivado sintético formulado quimicamente para otimizar a entrega terapêutica do seu composto de origem, a Teofilina.


Composição e Formas da Aminofilina

A característica definidora deste medicamento é a sua substância ativa, a Aminofilina, que consiste num sal complexo formado pela combinação de Teofilina com Etilenodiamina numa proporção de 2:1. Esta estrutura molecular é um diferencial fundamental, uma vez que a adição da Etilenodiamina aumenta significativamente a solubilidade e a estabilidade do composto. O Euphyllinum é considerado um produto de substância única e está disponível em formas concebidas para entrega sistémica, incluindo comprimidos orais, soluções para injeção parentérica (para um efeito rápido) e supositórios (via retal).


Qual é o Objetivo Terapêutico Geral?

O objetivo terapêutico geral do Euphyllinum é combater eficazmente a constrição física das vias respiratórias. A sua ação proporciona o benefício sistémico do relaxamento da musculatura lisa, conduzindo diretamente à broncodilatação. Este efeito é crucial para o alargamento das passagens aéreas contraídas, promovendo, assim, uma respiração mais fácil e proporcionando alívio perante o sintoma de aperto no peito, tipicamente associado a diversas condições respiratórias.

Quais efeitos secundários são possíveis com Euphyllinum?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Euphyllinum, que contém Teofilina, possui uma janela terapêutica estreita, o que significa que a margem entre uma dose eficaz e uma dose que causa reações adversas é pequena. A frequência e a gravidade dos efeitos secundários aumentam tipicamente quando a concentração do fármaco no sangue excede os 20 microgramas por mililitro (mcg/mL). A utilização deste medicamento exige uma monitorização cuidadosa das concentrações séricas.


Reações Adversas Comuns e Graves

Os efeitos secundários comummente documentados envolvem os sistemas gastrointestinal e nervoso. Estes incluem náuseas, vómitos, diarreia, dores de cabeça, insónia (dificuldade em dormir), inquietação, irritabilidade e tremores musculares.

As reações adversas graves e clinicamente significativas estão habitualmente associadas a níveis elevados do fármaco. Estas reações podem colocar a vida em risco e incluem convulsões, vómitos graves ou persistentes e arritmias cardíacas sérias (batimentos cardíacos irregulares), tais como arritmias ventriculares e taquicardia. Outros sinais de toxicidade grave podem incluir hipocaliemia (níveis baixos de potássio) e hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue).


Considerações de Segurança e Restrições

As contraindicações incluem a hipersensibilidade ou alergia conhecida à teofilina ou a outros derivados da xantina. É necessária precaução em doentes com historial ou presença de úlceras pépticas, distúrbios convulsivos ou problemas pré-existentes do ritmo cardíaco (excluindo bradiarritmias), uma vez que a Teofilina pode exacerbar estas condições.

Segurança em Populações Específicas: A depuração do fármaco pode ser mais lenta em idosos e em doentes com determinadas condições, tais como insuficiência cardíaca congestiva, doença hepática ou febre alta, aumentando o risco de efeitos adversos. As crianças com menos de um ano de idade são também mais suscetíveis a efeitos secundários graves. O fármaco é considerado como Risco de Categoria C na Gravidez.

Monitorização de Segurança: Devido à natureza da toxicidade estar dependente da concentração, é necessária a medição regular da concentração sérica de teofilina para orientar uma dosagem segura. Durante a terapia, é também necessária a monitorização clínica de efeitos no sistema nervoso central (cefaleias, irritabilidade), da frequência cardíaca e do equilíbrio eletrolítico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem: Euphyllinum (Aminofilina/Teofilina)

A sobredosagem com Euphyllinum, que contém teofilina, pode ser grave e potencialmente fatal. As manifestações mais críticas e severas são, tipicamente, as convulsões e arritmias cardíacas significativas (batimentos cardíacos irregulares), que podem ser refratárias ao tratamento convencional.

Manifestações Clínicas

Os sintomas iniciais e menos graves de toxicidade envolvem frequentemente os sistemas gastrointestinal e nervoso, podendo incluir náuseas, vómitos (por vezes com sangue), diarreia, cefaleias, ansiedade, irritabilidade e tremores. À medida que a toxicidade progride, podem ocorrer efeitos mais sérios no sistema cardiovascular, tais como taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), palpitações e hipotensão (pressão arterial baixa), a par de distúrbios metabólicos profundos como a hipocaliemia (níveis baixos de potássio) e a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue).

Quando Procurar Ajuda

É necessária atenção médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Deve-se procurar cuidados médicos de emergência sem demora caso alguém tenha tomado mais do que a dose prescrita ou apresente quaisquer sintomas de toxicidade, especialmente convulsões ou batimentos cardíacos irregulares. A intervenção médica atempada e os cuidados de suporte são fundamentais para gerir os efeitos e prevenir complicações graves. Recomenda-se o contacto imediato com o Centro de Informação Antivenenos ou com um serviço de urgência hospitalar.

Usos terapêuticos de Euphyllinum

Indicações do Euphyllinum: Principais Usos e Benefícios

O Euphyllinum (Aminofilina), um agente terapêutico estabelecido, é utilizado para auxiliar na gestão de sintomas associados à dificuldade respiratória e à restrição das vias aéreas nos pulmões. Esta medicação é aplicada em diversos domínios terapêuticos onde é necessário um suporte sintomático adicional, sendo relevante para o controlo do desconforto associado.

Este agente é vulgarmente utilizado em patologias caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas, tais como a asma, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a bronquite crónica e o enfisema. Ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou perturbadores, incluindo o aperto no peito agudo e os sibilos (pieira) sentidos durante as exacerbações.

“É relevante para aliviar os sintomas relacionados com a dificuldade em respirar quando as manifestações crónicas se intensificam.”

O medicamento é também aplicado num contexto clínico especializado para o tratamento da Apneia da Prematuridade, um distúrbio respiratório observado em recém-nascidos prematuros. Utilizado em ambientes clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, pode auxiliar no alívio do desconforto do paciente durante as fases sintomáticas e ajuda a melhorar o bem-estar diário durante esses períodos.


Foco Sintomático: Dificuldade Respiratória

  • Foco nos Sintomas: Ajuda a gerir sibilos, aperto no peito e falta de ar aguda (dispneia).
  • Cenários de Utilização: Utilizado em contextos agudos para gerir o desconforto sintomático grave e considerado relevante para o alívio de sintomas em condições crónicas.
  • Benefício Geral: Proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com o conforto rotineiro.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Euphyllinum (Aminofilina)

A documentação regulamentar define regras de elegibilidade rigorosas para a utilização de Euphyllinum. A exclusão absoluta, ou contraindicação, aplica-se a doentes com hipersensibilidade conhecida à aminofilina, teofilina, outras xantinas ou ao excipiente etilenodiamina. É igualmente contraindicado para doentes com porfíria aguda ou para aqueles que estejam a receber simultaneamente outros fármacos que contenham xantinas.

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Declaração Regulamentar)
Lactentes (< 6 meses) Não recomendado ou contraindicado (especialmente o uso endovenoso).
Gravidez Segurança não estabelecida; reservado para necessidades clínicas essenciais.
Amamentação Não recomendado; a teofilina é distribuída no leite materno.
Idosos Requer precaução especial e redução da dosagem devido à diminuição da depuração do fármaco.

A utilização condicional, que exige precaução extrema e monitorização dos níveis séricos, aplica-se a doentes com disfunção hepática (ex.: cirrose), insuficiência cardíaca, hipoxemia grave, doença febril aguda (febre ≥ 38,9 °C) e em fumadores. É também necessária precaução em doentes com úlcera péptica ativa, distúrbios convulsivos ou doença coronária.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Euphyllinum (Aminofilina/Teofilina) é definido predominantemente pelo seu metabolismo, o qual é sensível à administração concomitante de outras substâncias. O risco principal envolve alterações na taxa de depuração do fármaco, o que modifica diretamente a sua concentração plasmática sistémica.

Interações Documentadas que Alteram a Exposição

A depuração da teofilina é altamente dependente de enzimas hepáticas, principalmente a CYP1A2 e a CYP3A4. As interações estão formalmente documentadas com base na sua capacidade de aumentar ou diminuir a exposição ao fármaco:

Tipo de Interação Exemplos de Substâncias Documentadas Efeito na Concentração de Teofilina
Depuração Reduzida Cimetidina, Ciprofloxacina, Claritromicina, Alopurinol Aumenta a concentração plasmática (risco de toxicidade)
Depuração Aumentada Fenitoína, Rifampicina, Carbamazepina, Tabagismo Diminui a concentração plasmática (risco de eficácia reduzida)

Contraindicações e Efeitos Farmacodinâmicos

A coadministração com Riociguat é formalmente contraindicada devido ao risco de efeitos hipotensores aditivos. Outras interações farmacodinâmicas documentadas incluem um risco acrescido de toxicidade quando o fármaco é combinado com outros derivados da xantina, bem como o antagonismo do efeito de sedação das benzodiazepinas. A administração para testes de diagnóstico específicos, como os que envolvem o Dipiridamol, requer um período de separação de 24 horas.

Moduladores Não Medicamentosos

Documentos regulamentares oficiais referem que o consumo de tabaco ou marijuana aumenta significativamente a depuração da teofilina. Da mesma forma, certas dietas e produtos como a Erva de São João (Hipericão) estão documentados como substâncias que alteram a taxa metabólica do fármaco, exigindo uma ponderação por parte de profissionais de saúde.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Euphyllinum

A ação do Euphyllinum é mediada pela Teofilina, que atua através de três domínios mecânicos distintos. A via principal envolve a inibição não seletiva das enzimas Fosfodiesterase (PDE), nomeadamente a PDE3 e a PDE4. Ao inibir a PDE, a Teofilina aumenta a concentração intracelular do segundo mensageiro monofosfato de adenosina cíclico (AMPc). Este aumento de AMPc inicia uma cascata que culmina na redução dos iões de cálcio intracelulares, conduzindo à consequência fisiológica do relaxamento da musculatura lisa brônquica.

Um mecanismo distinto envolve o antagonismo não seletivo dos recetores de adenosina em todo o organismo. Este antagonismo impede que a adenosina endógena se ligue e exerça o seu efeito, o que reforça o relaxamento da musculatura lisa e influencia a estimulação sistémica do sistema nervoso central. Por último, a Teofilina promove a atividade da enzima nuclear Desacetilase das Histonas 2 (HDAC2). Esta ação suprime a transcrição de genes pró-inflamatórios, resultando na redução da hiperreatividade biológica das vias aéreas.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Euphyllinum: Orientações Oficiais de Administração

A administração de Euphyllinum (Aminofilina) é estritamente definida por documentos regulamentares, que enfatizam a necessidade de individualizar a dose com base na monitorização terapêutica do fármaco. Este processo é essencial para manter as concentrações séricas de teofilina dentro de um intervalo específico. O agente é utilizado através de dois tipos principais de administração: a via endovenosa para a gestão de sintomas agudos e a via oral para a manutenção a longo prazo.


Vias de Administração e Esquemas Posológicos

Tipo de Administração Esquema Posológico Restrição Fundamental
Endovenosa Dose de carga inicial (5,7 mg/kg de Aminofilina) administrada durante 30 minutos, seguida de perfusão contínua. Requer monitorização contínua num ambiente supervisionado, geralmente hospitalar.
Oral Múltiplas doses diárias (ex.: a cada 12h) para formas de libertação prolongada, ou com maior frequência para formas de libertação imediata. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, partidos ou mastigados, de modo a preservar o perfil de libertação pretendido.

Procedimentos e Regras para Populações Específicas

No uso endovenoso agudo, a dose deve ser calculada com base no peso corporal ideal do doente. A velocidade de perfusão não deve exceder os 25 mg de Aminofilina por minuto. Esta via de administração é tipicamente acompanhada por medições séricas frequentes para orientar os ajustes posológicos, as quais são obrigatórias para evitar a acumulação da substância no organismo.

Reduções de dose específicas por população são necessárias para determinados grupos de doentes. Adultos mais velhos (com idade superior a 60 anos) e indivíduos com condições coexistentes que diminuam a depuração do fármaco, tais como comprometimento hepático ou descompensação cardíaca, devem receber uma taxa de perfusão de manutenção substancialmente inferior à de adultos saudáveis. As formulações orais devem ser tomadas de forma consistente em relação às refeições para garantir uma absorção estável.

Evidência clínica recente

Evidência para o Uso em Exacerbações Agudas de Asma

A investigação tem explorado a utilização do Euphyllinum (Aminofilina) como um agente avaliado em conjunto com os cuidados padrão durante crises agudas de asma em adultos e crianças. Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto prazo monitorizaram desfechos como a função pulmonar e métricas de utilização de recursos de saúde, tais como as taxas de hospitalização. Embora alguns estudos tenham reportado medições precoces de alteração na função pulmonar, os resultados revelaram-se mistos e inconsistentes em várias meta-análises relativamente aos desfechos principais, o que significa que a certeza permanece baixa quanto à consistência dos dados reportados para a prevenção de internamentos hospitalares.

Evidência para o Uso na Apneia da Prematuridade

A base de evidência estabelecida, incluindo inúmeros ECA e meta-análises, tem explorado o uso deste agente no tratamento ou prevenção da Apneia da Prematuridade (AOP) em recém-nascidos prematuros. Os estudos monitorizaram o desequilíbrio funcional, reportando padrões relacionados com a observação de menos episódios de apneia e uma menor duração total do tempo em que os lactentes necessitaram de suporte respiratório mecânico. No entanto, os dados contemporâneos comparam a Aminofilina principalmente com outra metilxantina (cafeína), o que limita a comparação direta com um placebo contemporâneo.

Evidência para o Uso em Exacerbações Agudas de DPOC

A investigação tem explorado o uso do Euphyllinum durante crises agudas de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC); estes estudos envolvem geralmente um número reduzido de ECA focados em populações adultas com exacerbações graves e refratárias. Os investigadores analisaram medidas fisiológicas, tais como alterações nos parâmetros da gasometria arterial. Os dados mostram padrões relativos ao tempo de internamento hospitalar que foram inconsistentes e que, frequentemente, não se diferenciaram dos grupos de controlo.

Resumo do Âmbito e Limitações da Investigação

Em todas as indicações, os períodos de acompanhamento foram limitados, com a maioria dos dados a focar-se em respostas agudas de curto prazo; a investigação que explora desfechos a longo prazo não está bem estabelecida. Embora a evidência para crianças com asma e lactentes com AOP esteja descrita, a investigação que isola especificamente os desfechos na população idosa permanece insuficiente. A investigação destaca que uma incerteza primordial reside na inconsistência dos resultados entre os ensaios, o que reflete as populações específicas estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Euphyllinum (FAQ)

P: Os idosos reagem de forma diferente ao Euphyllinum em comparação com os doentes mais jovens?

A informação oficial do produto indica que a depuração da teofilina (a velocidade a que o corpo elimina o fármaco) está frequentemente diminuída em idosos (com 60 ou mais anos). Esta alteração pode levar a concentrações de fármaco no sangue superiores ao esperado, o que aumenta o risco de efeitos secundários. Devido a esta diferença na eliminação, são frequentemente necessárias doses de manutenção reduzidas e uma monitorização frequente dos níveis séricos nesta população para gerir o risco.


P: Quanto tempo permanece o Euphyllinum no organismo após a interrupção do tratamento?

O tempo que o Euphyllinum (teofilina) permanece no corpo é altamente variável e depende da sua semivida de eliminação. Esta pode variar entre algumas horas, em alguns adultos saudáveis, a mais de 18 horas em doentes com condições como insuficiência cardíaca ou compromisso hepático. A informação oficial foca-se na elevada variabilidade desta semivida, que determina a rapidez com que o fármaco é processado.


P: Qual é a diferença de efeito entre os comprimidos de Euphyllinum e a forma injetável?

A forma injetável (IV) destina-se a atingir rapidamente níveis terapêuticos do fármaco para a gestão de sintomas agudos e graves, exigindo geralmente um ambiente supervisionado. A forma oral (comprimido) foi concebida para a terapêutica de manutenção crónica a longo prazo, visando controlar problemas respiratórios ao longo do tempo.


P: Os doentes pediátricos podem utilizar Euphyllinum? Existem preocupações específicas?

Sim, o Euphyllinum pode ser utilizado em doentes pediátricos, mas requer cuidados especiais. Os documentos regulamentares referem que crianças com menos de um ano de idade são mais suscetíveis a efeitos secundários graves. Devido às taxas de depuração muito variáveis, o ajuste das doses e a monitorização rigorosa da concentração do fármaco no sangue são considerações importantes para todos os grupos etários pediátricos.


P: O Euphyllinum pode interagir com medicamentos comuns para o colesterol elevado ou diabetes?

O metabolismo da teofilina no fígado pode ser afetado por muitos outros medicamentos, incluindo os utilizados para condições crónicas, o que pode alterar a sua concentração na corrente sanguínea. Embora fármacos específicos para o colesterol ou diabetes possam não estar individualmente listados, existem interações possíveis com estas classes de medicamentos que exigem ponderação profissional, uma vez que a eficácia ou a segurança do tratamento podem ser alteradas.


P: Posso tomar Euphyllinum com alimentos ou deve ser com o estômago vazio?

Para a maioria das formas de libertação imediata de teofilina, a informação oficial indica que a toma do medicamento com alimentos ou antiácidos não tem, habitualmente, um impacto significativo na absorção. No entanto, algumas formulações de libertação prolongada podem ver a sua absorção alterada se forem tomadas juntamente com uma refeição rica em gorduras.


P: Qual é a diferença entre as formas de libertação imediata e de libertação prolongada do Euphyllinum?

A diferença fundamental é a velocidade de absorção. A forma de libertação imediata é desenhada para entrar rapidamente na corrente sanguínea, resultando num pico de concentração célere. A forma de libertação prolongada liberta o fármaco lentamente ao longo do tempo, proporcionando um efeito mais estável e duradouro, com tomas menos frequentes na terapia de manutenção.


P: O Euphyllinum ajuda na bronquite ou apenas na asma?

A teofilina está indicada para a gestão de sintomas e da obstrução reversível das vias aéreas associada à asma crónica e a outras doenças pulmonares crónicas. Estas outras patologias incluem especificamente a bronquite crónica e o enfisema.


P: Existem sinais de alerta específicos a que deva estar atento relativamente a uma sobredosagem de Euphyllinum?

As reações adversas graves associadas a níveis elevados do fármaco podem ser consideradas sinais de alerta. Estas incluem vómitos graves ou persistentes, convulsões e arritmias cardíacas potencialmente fatais (batimentos cardíacos irregulares). Estes sinais surgem habitualmente quando a concentração do medicamento no sangue é demasiado elevada.


P: De que forma o peso corporal influencia o metabolismo do Euphyllinum?

Para a forma intravenosa (IV) do fármaco, o cálculo da dose baseia-se no peso corporal ideal do doente. Isto acontece porque a distribuição do fármaco é proporcional à massa corporal magra; utilizar o peso ideal ajuda a garantir que a dose inicial administrada é a correta para gerir potenciais riscos.


P: É seguro conduzir durante o tratamento com Euphyllinum?

Uma vez que o Euphyllinum pode causar efeitos secundários que afetam o sistema nervoso central (SNC), como tonturas, inquietação e irritabilidade, é importante estar atento à forma como o medicamento afeta as capacidades individuais. Por este motivo, os doentes devem observar a sua reação à medicação antes de realizarem atividades como conduzir ou operar maquinaria complexa.


P: Que investigações existem sobre o perfil de segurança do Euphyllinum a longo prazo?

Os resumos oficiais de investigação observam que a maioria dos estudos clínicos se foca em respostas agudas de curto prazo ao fármaco. A informação detalhada sobre a segurança e os desfechos a longo prazo não está bem estabelecida. Devido a esta limitação de dados, a monitorização rigorosa de efeitos adversos dependentes da concentração continua a ser uma consideração importante durante a terapia crónica.


P: O Euphyllinum afeta a clareza mental ou a concentração?

A informação oficial de segurança lista efeitos secundários no sistema nervoso central (SNC), tais como inquietação e irritabilidade. Embora estes não sejam descritos especificamente como problemas de clareza mental, são formas de estimulação do SNC que podem, potencialmente, interferir com a concentração de uma pessoa.


P: O Euphyllinum pode ser utilizado para o broncoespasmo induzido pelo exercício?

A teofilina está indicada para o tratamento de sintomas associados à asma crónica. Para alguns doentes, este uso pode incluir a gestão do broncoespasmo induzido pelo exercício como parte do seu regime geral de manutenção contínua.


P: Posso utilizar Euphyllinum se tiver antecedentes de convulsões?

É necessária precaução em pessoas com antecedentes de distúrbios convulsivos, uma vez que a rotulagem oficial do produto indica que a teofilina pode exacerbar estas condições. Além disso, as convulsões são uma reação adversa grave ligada a níveis elevados do fármaco no sangue.


P: O Euphyllinum é considerado um medicamento de manutenção ou um tratamento de emergência?

Pode ser utilizado para ambos os fins. A forma oral é tipicamente utilizada para a manutenção a longo prazo de doenças pulmonares crónicas. A forma intravenosa (IV) é utilizada para gerir rapidamente sintomas graves, atuando como um tratamento de emergência (resgate) de curto prazo.


P: Qual é a duração típica do efeito após uma dose de Euphyllinum?

A duração do efeito depende da formulação. As formas de libertação imediata atuam rapidamente e por um período mais curto. As formas de libertação prolongada são desenhadas para um efeito terapêutico mais duradouro, razão pela qual são frequentemente prescritas para serem tomadas a cada 12 horas (Q12h) para uma terapia sustentada.


P: O Euphyllinum pode afetar a eficácia das pílulas contracetivas?

Sim, os documentos regulamentares indicam uma potencial interação. Está documentado que os contracetivos orais que contêm estrogénio podem diminuir a depuração da teofilina do organismo. Esta interação pode levar ao aumento das concentrações de teofilina, o que representa uma consideração importante na determinação da dosagem.


P: O Euphyllinum pode ser utilizado durante a gravidez ou amamentação?

O uso durante a gravidez é classificado como risco de Categoria C, o que significa que é reservado para necessidades clínicas essenciais e apenas após uma avaliação profissional cuidadosa. O fármaco não é recomendado, geralmente, durante a lactação, uma vez que se sabe que a teofilina é distribuída no leite materno.


P: Que tipo de investigação foi realizada para demonstrar a eficácia do Euphyllinum?

Os estudos que fundamentam a utilização do Euphyllinum incluem Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto prazo e meta-análises. Estas investigações analisam principalmente desfechos relacionados com a melhoria da função pulmonar durante exacerbações agudas em adultos e crianças, e no tratamento da Apneia da Prematuridade em lactentes.


P: Existe evidência que suporte o uso do Euphyllinum em condições além da asma ou DPOC?

Sim, as indicações oficiais também incluem o uso baseado em evidência da teofilina para o tratamento ou prevenção da Apneia da Prematuridade (AOP) em recém-nascidos prematuros.

Como Euphyllinum deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Euphyllinum (Aminofilina) devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares oficiais para manter a estabilidade do produto e a segurança. As restrições de conservação definem a forma como o fármaco deve ser guardado, protegido e manuseado.

Condições Oficiais de Conservação

Requisito Restrição
Temperatura Conservar a uma temperatura não superior a 30 °C ou a uma temperatura ambiente controlada.
Proteção Ambiental Não congelar e proteger o produto da luz e da humidade excessiva.
Regras da Embalagem Manter o medicamento na sua embalagem original e garantir que o recipiente está bem fechado.
Segurança Infantil Deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação

O Euphyllinum não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. O método oficial consiste na utilização de programas de retoma de medicamentos. O produto não deve ser deitado na sanita ou no esgoto. Se não houver programas de retoma disponíveis, as autoridades recomendam misturar o medicamento com uma substância indesejável (por exemplo, borras de café usadas) e colocá-lo num saco selado antes de o deitar no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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