Euphyllin

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Euphyllin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Teofilinato de colina
Forma Comprimidos, comprimidos de libertação prolongada, supositórios, solução oral, solução injetável
Classe farmacológica Broncodilatador (Derivado da xantina)
Utilização comum Alívio da obstrução brônquica
Origem Sintética
Tipo Produto de ingrediente único

Euphyllin: Definição e Classificação Farmacológica

O Euphyllin é uma preparação farmacêutica sintética de ingrediente único cuja substância ativa é o Teofilinato de colina, um composto clinicamente reconhecido pelo seu papel sistémico nos cuidados respiratórios. Quimicamente, é classificado como um derivado da xantina e é reconhecido pelo sistema ATC da Organização Mundial de Saúde (OMS) como um fármaco sistémico para doenças obstrutivas das vias aéreas. Esta substância ativa é um sal formado pela combinação da teofilina, o broncodilatador base, com a colina. A integração da colina diferencia este composto da teofilina simples, sendo a sua estrutura frequentemente concebida para aumentar a solubilidade global e melhorar o perfil de tolerância do doente, uma característica apoiada por estudos farmacológicos.

Formas de Teofilinato de Colina e Objetivo Geral

O medicamento é amplamente classificado como um agente broncodilatador e espasmolítico, o que significa que atua no relaxamento do tecido muscular. O Teofilinato de colina é fabricado em diversas preparações farmacêuticas, incluindo comprimidos (normais e de libertação prolongada), solução oral, supositórios e uma solução injetável apresentada em ampolas. O objetivo geral abrangente deste medicamento está diretamente relacionado com a sua capacidade de relaxar os músculos lisos que envolvem os brónquios. Esta ação facilita a broncodilatação, que consiste no alargamento físico das vias respiratórias, promovendo assim um fluxo de ar mais fácil e combatendo o aperto associado à obstrução brônquica. A disponibilidade de múltiplas formas garante que o composto possa ser administrado através de várias vias, apoiando o seu papel como uma ferramenta para a gestão da constrição crónica dos músculos das vias aéreas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Euphyllin?

O perfil de segurança oficial do Teofilinato de colina (o núcleo ativo do Euphyllin) enfatiza que o risco de reações adversas é altamente dependente da concentração, o que significa que a gravidade e a frequência dos efeitos estão ligadas à quantidade da substância na corrente sanguínea, um fator explicitamente monitorizado pelas entidades reguladoras.

Reações Adversas Documentadas

As reações adversas estão classificadas em documentos regulamentares em diversos sistemas fisiológicos. Os efeitos comuns não graves frequentemente listados incluem náuseas, vómitos, diarreia, cefaleias, insónia e agitação. Estas reações menos graves são frequentemente transitórias, especialmente no início da terapia.

Classe de Sistemas e Órgãos Principais Reações Adversas (Foco Regulamentar)
Gastrointestinal Náuseas, Vómitos, Diarreia, Desconforto abdominal
Sistema Nervoso Cefaleias, Tonturas, Tremores, Crises convulsivas
Distúrbios Cardíacos Taquicardia (batimento cardíaco rápido), Arritmias ventriculares

Considerações de Segurança Graves

Os eventos adversos mais críticos documentados nos rótulos oficiais são as crises convulsivas potencialmente fatais e as arritmias ventriculares (batimentos cardíacos irregulares) que podem colocar a vida em risco, particularmente quando as concentrações do fármaco excedem o intervalo terapêutico recomendado. A toxicidade grave pode também ser indicada por vómitos persistentes ou hipotensão profunda.

Restrições por População e Exposição

A documentação regulamentar determina considerações de segurança específicas para grupos de doentes com alterações na eliminação do fármaco. Os adultos mais velhos e indivíduos com insuficiência hepática (ex: cirrose) são identificados como tendo um risco significativamente aumentado de toxicidade grave devido ao metabolismo reduzido do composto. O medicamento é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a derivados da xantina e exige extrema cautela naqueles com distúrbios convulsivos pré-existentes.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informações regulamentares oficiais

A sobredosagem com Euphyllin (Teofilinato de Colina) está formalmente documentada como envolvendo uma progressão de sintomas graves que afetam múltiplos sistemas fisiológicos. As manifestações iniciais incluem frequentemente desconforto gastrointestinal, tais como náuseas, vómitos graves e dor abdominal, juntamente com efeitos no sistema nervoso central (SNC), como tremores, agitação e inquietação.


Manifestações graves e medidas necessárias

As informações oficiais de prescrição destacam o risco de desfechos potencialmente fatais, incluindo convulsões generalizadas e arritmias ventriculares graves que podem levar à paragem cardíaca e morte. Estas manifestações graves exigem que seja procurada assistência médica imediata. Devido aos riscos sistémicos, os cuidados de emergência profissional são obrigatórios perante qualquer deterioração clínica significativa.


Gestão e requisitos de monitorização

Uma vez que não se conhece nenhum antídoto químico específico, o protocolo de gestão é estritamente sintomático e de suporte. Os documentos regulamentares exigem a descontaminação gastrointestinal, como a administração de carvão ativado. Para toxicidade grave, estão oficialmente documentados procedimentos para a eliminação melhorada, nomeadamente a hemodiálise. É necessária a monitorização contínua das concentrações séricas de teofilina, dos eletrólitos e do ritmo cardíaco através de ECG durante a hospitalização. Observa-se que a gravidade da sobredosagem é acrescida em bebés muito pequenos e em doentes idosos, bem como naqueles com condições pré-existentes que prejudicam a eliminação do fármaco, tais como insuficiência hepática ou insuficiência cardíaca.

Usos terapêuticos de Euphyllin

O Que o Euphyllin Trata: Principais Utilizações e Benefícios

Este medicamento é frequentemente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas em condições caracterizadas pela restrição do fluxo de ar, tais como a asma brônquica e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), incluindo a bronquite crónica e o enfisema. De acordo com revisões clínicas de referência, a substância ativa, teofilina, é utilizada para prevenir e tratar sintomas causados por estas patologias. O objetivo consiste em fornecer um suporte sintomático continuado para gerir a natureza persistente destas doenças, podendo ajudar na redução da carga geral de sintomas e apoiar os doentes durante episódios de maior desconforto.


O Teofilinato de colina é comummente utilizado para ajudar com sintomas relacionados com o estreitamento das vias respiratórias. É aplicado quando surgem grupos de sintomas de forma súbita ou flutuante, tais como aperto no peito, pieira e falta de ar associados a estas manifestações físicas. Revela-se relevante para a gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível. O alívio sintomático é importante para os doentes, apoiando-os a lidar de forma mais estável com episódios difíceis e auxiliando na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas são mais evidentes. As utilizações especializadas incluem também a gestão de suporte para a apneia da prematuridade em lactentes e é relevante para o alívio de sintomas relacionados com a cefaleia pós-punção dural.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Relacionados com a Constrição das Vias Respiratórias

Categoria Utilização Comum
Condições Principais Asma Crónica, DPOC, Bronquite Crónica
Sintomas Primários Pieira, Aperto no Peito, Dispneia
Papel Terapêutico Suporte, Gestão de Sintomas a Longo Prazo
Benefício para o Doente Atenuação da carga sintomática global

Critérios de utilização e restrições

O Euphyllin está contraindicado em qualquer indivíduo com hipersensibilidade documentada a derivados da xantina, o que inclui a teofilina. Algumas normas regulamentares oficiais especificam também uma contraindicação para a utilização em crianças com menos de seis meses de idade.

A elegibilidade é significativamente restringida pela idade e por condições de saúde subjacentes, devido ao metabolismo altamente variável do fármaco. É necessária precaução extrema quando o medicamento é utilizado em lactentes com menos de um ano e em idosos (60 ou mais anos), uma vez que ambos os grupos apresentam uma depuração metabólica reduzida, aumentando o risco de toxicidade.

A utilização está também restringida em doentes com estados fisiológicos comprometidos, incluindo insuficiência hepática (por exemplo, cirrose), insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e doença febril aguda. Condições como a doença ulcerosa péptica ativa e distúrbios convulsivos requerem cautela, conforme documentado pelos organismos reguladores.

Em termos de estado reprodutivo, o fármaco está classificado na Categoria C de Gravidez da FDA dos EUA. O uso durante a gravidez ou lactação é restrito e permitido apenas quando o benefício documentado para a mãe for determinado como superior ao risco potencial para o feto ou para o lactente em amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Euphyllin (Teofilinato de colina) é determinado por alterações farmacocinéticas que modificam a sua depuração e por efeitos farmacodinâmicos específicos, conforme documentado pelas autoridades reguladoras.


Alterações na Depuração Farmacocinética

A depuração (eliminação) da substância ativa, a teofilina, está formalmente documentada como sendo afetada por fármacos administrados em simultâneo e por fatores fisiológicos.

Resultado da Interação Substâncias / Fatores de Interação
Diminuição da Depuração (Aumento da Exposição) Cimetidina, Antibióticos macrólidos (ex: Eritromicina), Ciprofloxacina, Fluvoxamina, Zileuton
Aumento da Depuração (Diminuição da Exposição) Anticonvulsivantes (ex: Fenitoína, Carbamazepina), Rifampicina, Tabagismo, Erva de São João

A depuração é também reduzida em populações específicas, incluindo doentes idosos, recém-nascidos e indivíduos com insuficiência hepática ou febre aguda, sendo esta uma limitação reconhecida na rotulagem oficial.


Efeitos Farmacodinâmicos e Restrições

Estão assinaladas interações farmacodinâmicas específicas nos documentos regulamentares, tais como o antagonismo de agonistas dos recetores de Adenosina administrados conjuntamente e a interferência nos efeitos sedativos das Benzodiazepinas.

A administração concomitante com Efedrina está oficialmente contraindicada em crianças com menos de 6 anos de idade. Adicionalmente, o uso simultâneo de agonistas beta2-adrenérgicos, corticosteroides ou diuréticos pode potenciar o risco de hipocaliemia (níveis baixos de potássio no sangue).

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Euphyllin (Teofilina) define-se pela sua capacidade de modular dois processos celulares distintos: a atividade enzimática e a sinalização de recetores, que em conjunto influenciam a função do músculo liso e a regulação inflamatória inata.

A ação primária é uma inibição competitiva não seletiva das enzimas Fosfodiesterase (PDE), principalmente a PDE3 e a PDE4, no músculo liso das vias aéreas. Esta inibição impede a degradação do mensageiro celular cAMP, levando à sua acumulação. A cascata molecular subsequente reduz os níveis de cálcio dentro das células musculares, resultando numa redução da força contrátil no músculo liso brônquico.

A teofilina atua também como um antagonista não seletivo através do bloqueio dos Recetores de Adenosina. Uma vez que a adenosina promove normalmente a contração muscular e a libertação de mediadores inflamatórios, o seu bloqueio contraria estes sinais. Este antagonismo dos recetores contribui para uma estimulação sistémica e afeta processos fisiológicos que modulam a reatividade das vias aéreas, complementando o efeito de inibição enzimática.

Além disso, o fármaco exerce um efeito anti-inflamatório molecular ao aumentar indiretamente a função da Histona Desacetilase 2 (HDAC2), uma enzima envolvida na supressão da transcrição de genes pró-inflamatórios. Isto oferece um mecanismo separado, dependente da concentração, que suprime a produção de mediadores inflamatórios no sistema respiratório.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Euphyllin é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Euphyllin, que contém a substância ativa Teofilinato de colina (Teofilina), é utilizado em dois contextos principais de administração, conforme descrito pelas diretrizes regulamentares. A via oral, que inclui comprimidos, cápsulas ou soluções, é o método padrão para a terapia de manutenção a longo prazo e para a prevenção de sintomas. Por outro lado, a via intravenosa (IV) é reservada para a gestão de curta duração de condições agudas e é tipicamente administrada num contexto clínico supervisionado.


Posologia Oficial e Frequência

A administração oral padrão baseia-se em regras fixas para o início e a manutenção do tratamento. A dose inicial típica para adultos varia entre 300 a 400 mg por dia, podendo ser administrada como uma dose única ou dividida em duas doses diárias. Em termos gerais, a dose diária total para adultos não deve exceder os 600 mg. As formas de manutenção são agendadas com maior frequência para administração uma ou duas vezes ao dia, sendo recomendado que todas as doses sejam tomadas à mesma hora todos os dias para garantir níveis consistentes do fármaco no organismo.


Requisitos de Administração e Ajustes

As instruções oficiais incluem orientações específicas para a preparação e ingestão. Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, partidos ou mastigados. O cálculo da dose baseia-se frequentemente no peso corporal ideal do doente. Os documentos regulamentares especificam restrições posológicas para certas populações, limitando habitualmente a dose diária total para adultos idosos a não mais de 400 mg, enquanto a dosagem pediátrica é estritamente determinada pela idade e pelo peso corporal. Se uma dose for esquecida, as indicações oficiais sugerem que a dose em falta seja tomada logo que o doente se lembre.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação: Visão Geral dos Estudos sobre o Euphyllin

Evidência para o uso na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

A investigação analisou a utilização do Teofilinato de Colina (Teofilina) na DPOC e inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e Revisões Sistemáticas abrangentes. Estes estudos focam-se principalmente em populações adultas com condições obstrutivas crónicas estáveis. A investigação observou uma associação entre a utilização e testes objetivos da função pulmonar, como as medições de expiração forçada (VEF1), e monitorizou também os resultados relatados pelos doentes relativos ao desconforto físico. Nestes ensaios, os resultados descreveram padrões de alterações nas medições da função pulmonar quando o medicamento foi comparado com uma substância inativa.

Os estudos também exploraram o uso deste fármaco como terapia adjuvante em conjunto com medicamentos inalatórios modernos. A evidência relativa aos resultados das exacerbações foi observada em alguns estudos como sendo altamente variável e heterogénea. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que diz respeito à manutenção sustentada da função pulmonar ao longo de muitos anos, e os dados para certos grupos permanecem insuficientes.


Evidência para o uso na Asma Brônquica Crónica

A evidência para a gestão de sintomas na asma brônquica crónica provém de ECA que estudaram tanto adultos como crianças com condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. Os investigadores monitorizaram medidas objetivas, como o Débito Expiratório de Pico (DEP), e resultados relatados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido e a necessidade de inaladores de alívio. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, descrevendo padrões relacionados com alterações na função pulmonar e na necessidade de medicação de alívio quando comparado com o placebo.

Muitos ensaios que exploram o uso deste medicamento para a asma apresentam durações de acompanhamento limitadas, fornecendo dados restritos sobre a durabilidade das medições funcionais relatadas. A evidência comparativa que avalia diretamente este medicamento face a certas terapias inalatórias modernas é frequentemente escassa ou baseada em amostras de dimensões modestas.


Evidência para o uso especializado na Apneia da Prematuridade

A investigação que apoia este uso especializado apresenta-se frequentemente sob a forma de ensaios aleatorizados dedicados, focados exclusivamente em lactentes prematuros. Os estudos que exploram alterações de sintomas a curto prazo analisaram a frequência e a gravidade dos episódios apneicos, bem como a necessidade de suporte respiratório. A investigação relata que o uso do medicamento foi associado a uma menor frequência de episódios de apneia observados nesta população. Os resultados descreveram padrões que foram observados em alguns estudos como sendo geralmente uniformes, embora esteja disponível informação limitada relativa aos resultados neurodesenvolvimentais a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Euphyllin (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Euphyllin a começar a fazer efeito após a toma?

A: A rapidez de ação do Euphyllin depende da formulação específica. As informações oficiais do produto para as formas de libertação prolongada indicam que as concentrações máximas na corrente sanguínea são tipicamente atingidas após aproximadamente cinco horas, uma vez estabelecido um regime diário estável. O início do efeito terapêutico desejado pode ainda variar para cada indivíduo.

P: O Euphyllin existe em diferentes formas, como comprimidos ou líquido?

A: Sim, a informação regulamentar confirma que a substância ativa, teofilina, está disponível em várias formas para se adequar a diferentes necessidades. Estas formas documentadas incluem comprimidos orais padrão, comprimidos de libertação sustentada, solução oral (líquido) e uma solução para injeção tipicamente reservada para utilização em contexto clínico.

P: É normal sentir um pouco de inquietação ou nervosismo após tomar Euphyllin?

A: Os dados oficiais de segurança listam a inquietação e os tremores como efeitos adversos documentados do sistema nervoso. Estes efeitos dependem frequentemente da concentração do medicamento no sangue. A informação regulamentar indica que estes são efeitos adversos documentados do sistema nervoso.

P: É seguro beber café ou cafeína enquanto estiver a tomar Euphyllin?

A: O medicamento pertence à mesma classe química que a cafeína (um derivado da Xantina). Os avisos regulamentares indicam que a utilização de produtos que contenham cafeína pode aumentar o potencial de efeitos secundários estimulantes e pode potencialmente alterar a eliminação do medicamento. Este é um ponto a ter em conta durante o tratamento.

P: Qual é a duração típica do tratamento com Euphyllin?

A: O Euphyllin está oficialmente indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo de doenças obstrutivas crónicas das vias respiratórias. Isto significa que é tipicamente prescrito por períodos prolongados para ajudar a controlar sintomas crónicos. O tempo específico durante o qual o medicamento é necessário é determinado pelo médico assistente com base nas necessidades de gestão a longo prazo do indivíduo.

P: Por que razão o meu médico precisa de verificar os meus níveis sanguíneos enquanto estou a tomar Euphyllin?

A: Devido ao seu estreito índice terapêutico, a rotulagem oficial enfatiza a importância da monitorização da concentração sanguínea. Esta monitorização é feita para evitar que os níveis do fármaco se tornem demasiado elevados, o que aumenta o risco de efeitos adversos graves, tais como convulsões ou arritmias ventriculares (batimentos cardíacos irregulares).

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados à utilização de Euphyllin?

A: Os rótulos oficiais documentam potenciais eventos graves como convulsões e arritmias, particularmente quando as concentrações sanguíneas são elevadas. O perfil de segurança a longo prazo foca-se nestes efeitos dependentes da concentração. Os dados que detalham especificamente os resultados de segurança ao longo de muitos anos de utilização sustentada são frequentemente limitados nos resumos regulamentares.

P: O Euphyllin interage com medicamentos para a tensão arterial elevada?

A: Sim, os dados oficiais de interação medicamentosa referem que o Euphyllin pode interagir com certos medicamentos para a tensão arterial, especificamente os diuréticos. A utilização concomitante pode aumentar o risco de um desequilíbrio eletrolítico chamado hipocaliemia, onde os níveis de potássio no sangue são demasiado baixos.

P: O Euphyllin pode afetar o meu humor ou causar ansiedade?

A: Embora os dados de segurança regulamentares não utilizem explicitamente o termo "ansiedade", listam outros efeitos no sistema nervoso central, tais como inquietação, insónia (dificuldade em dormir) e tremores. Estes efeitos documentados estão frequentemente relacionados com as propriedades estimulantes do medicamento.

P: O Euphyllin pode ser tomado com alimentos ou precisa de ser tomado com o estômago vazio?

A: As instruções regulamentares afirmam que, para uma estabilidade sustentada do fármaco, o medicamento deve ser tomado de forma consistente — ou sempre com alimentos ou sempre com o estômago vazio. Esta prática ajuda a garantir níveis de fármaco estáveis e previsíveis na corrente sanguínea, o que é importante para a eficácia e segurança.

P: Qual é o objetivo do revestimento entérico nalguns comprimidos de Euphyllin?

A: O objetivo dos revestimentos especiais dos comprimidos é, geralmente, controlar como e onde o medicamento é libertado no sistema digestivo. Para formulações como comprimidos de libertação prolongada, o revestimento ajuda a abrandar a absorção para manter um efeito terapêutico durante várias horas ou para ajudar a reduzir a irritação estomacal.

P: O Euphyllin interage com suplementos à base de ervas?

A: A informação regulamentar refere especificamente que o suplemento à base de ervas Erva de São João (Hipericão) pode interagir com o Euphyllin. Esta interação pode aumentar a taxa à qual o corpo elimina o fármaco, levando potencialmente a níveis sanguíneos mais baixos e eficácia reduzida.

P: Por que razão existem preocupações sobre as interações medicamentosas com o Euphyllin?

A: As preocupações existem porque a eliminação da teofilina é facilmente alterada por muitas outras substâncias. Uma vez que o medicamento tem um índice terapêutico estreito (pequena margem entre eficácia e toxicidade), qualquer alteração na eliminação pode alterar rapidamente o nível sanguíneo, aumentando o risco de ineficácia ou de toxicidade grave.

P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto estiver a tomar Euphyllin?

A: Os documentos oficiais declaram que, geralmente, se espera que o medicamento tenha nenhuma ou influência insignificante na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, o rótulo também lista efeitos no sistema nervoso como tonturas e tremores, que têm o potencial de afetar o desempenho.

P: O Euphyllin é utilizado apenas para problemas respiratórios?

A: As principais utilizações aprovadas do Euphyllin são para condições que envolvam obstrução brônquica, tais como asma e DPOC. Os documentos regulamentares também confirmam a sua utilização num contexto específico e especializado para tratar a apneia da prematuridade (pausas respiratórias) em lactentes prematuros.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Euphyllin?

A: A informação ao doente indica que, se uma dose for esquecida, deve ser tomada logo que se lembre. No entanto, a recomendação oficial é saltar a dose esquecida se estiver quase na hora da próxima dose agendada. Isto evita o risco de tomar demasiado medicamento de uma só vez.

P: O Euphyllin pode ser utilizado por crianças e, se sim, quais são as preocupações?

A: O Euphyllin (teofilina) está aprovado para utilização em crianças, com a dosagem estritamente baseada na idade e no peso corporal, refletindo a necessidade de um controlo preciso. Devido a diferenças no metabolismo, justifica-se precaução em lactentes e crianças muito pequenas devido a um risco aumentado de toxicidade.

P: Existem diferentes dosagens ou concentrações de comprimidos de Euphyllin?

A: Sim, a informação oficial do produto confirma que o Euphyllin (teofilina) é fornecido em múltiplas concentrações de comprimidos que variam com base na formulação específica. Estas diferentes dosagens são necessárias para atingir as concentrações sanguíneas precisas necessárias para a eficácia e segurança.

P: Quanto tempo permanece o Euphyllin no sistema?

A: O tempo que o fármaco demora a ser eliminado do corpo varia muito entre indivíduos. No entanto, para adultos saudáveis que não fumam, a semivida de eliminação média está tipicamente documentada como sendo cerca de 7 a 9 horas. Este é o tempo necessário para que metade do medicamento seja eliminado da corrente sanguínea.

P: Quais são os sinais de que o Euphyllin está a funcionar para a minha respiração?

A: O Euphyllin atua ajudando a relaxar os músculos lisos nas vias respiratórias, o que leva à broncodilatação (alargamento das vias respiratórias). Este mecanismo destina-se a aliviar sintomas como pieira, tosse e falta de ar associados à obstrução brônquica crónica.

Como Euphyllin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Euphyllin (Teofilinato de Colina)

As normas oficiais exigem que o Euphyllin seja armazenado sob condições específicas para manter a estabilidade do produto.


Requisitos de Conservação

  • Temperatura: O medicamento deve ser mantido a uma Temperatura Ambiente Controlada, habitualmente entre 20 C e 25 C (68 F e 77 F). São geralmente permitidas excursões curtas de temperatura até aos 30 C.
  • Proteção: O recipiente deve ser mantido bem fechado e protegido da luz e da humidade.
  • Segurança Infantil: É obrigatório armazenar o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
  • Manuseamento: As porções não utilizadas de certas formulações, como a solução injetável, devem ser eliminadas após a utilização. As formas orais devem ser mantidas na embalagem original.

Instruções para Eliminação

Para eliminar o Euphyllin não utilizado ou fora do prazo de validade, siga as instruções do seu farmacêutico ou utilize um programa oficial de recolha de medicamentos. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem despejado num ralo, a menos que tal seja explicitamente aconselhado por uma autoridade reguladora.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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