Espo

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Espo

O Espo é um medicamento que contém a substância ativa epoetina alfa. Trata-se de uma solução injetável formulada para estimular a produção de glóbulos vermelhos pelo organismo. Esta substância é uma versão produzida em laboratório de uma hormona natural denominada eritropoietina, que é normalmente produzida pelos rins.

O principal objetivo do tratamento com Espo é aumentar os níveis de hemoglobina no sangue. Os glóbulos vermelhos são essenciais para o transporte de oxigénio dos pulmões para o resto do corpo. Quando os níveis destas células estão baixos, o que é conhecido como anemia, os tecidos e órgãos podem não receber oxigénio suficiente, resultando em sintomas como fadiga extrema e fraqueza.

Este medicamento é habitualmente utilizado em contextos clínicos específicos onde a produção natural de glóbulos vermelhos está comprometida. Isto inclui doentes com insuficiência renal crónica, em que os rins deixam de produzir eritropoietina suficiente, ou doentes que estão a receber determinados tipos de quimioterapia para o tratamento de cancro, que podem suprimir a atividade da medula óssea.

O Espo pode também ser indicado para doentes adultos que irão ser submetidos a cirurgias de grande porte, com o intuito de reduzir a necessidade de transfusões de sangue de dadores externos. Ao estimular a produção das próprias células sanguíneas do doente antes do procedimento, o medicamento ajuda a preparar o organismo para a perda de sangue prevista durante a intervenção cirúrgica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Espo?

Eventuais efeitos secundários e informações de segurança

O Espo (Epoetina Alfa) possui um perfil de segurança documentado pelas autoridades reguladoras, focado essencialmente em reações adversas e riscos cardiovasculares específicos. O efeito secundário mais frequente, classificado como Muito Frequente, é a Hipertensão (tensão arterial elevada), que pode estar dependente da dose e é central para o perfil de segurança do medicamento. Outras reações adversas comuns incluem cefaleias (dores de cabeça), piréxia (febre), náuseas e artralgia (dores articulares).


Reações adversas graves e restrições de segurança

As informações regulamentares contêm declarações de segurança relativas a riscos significativos que afetam principalmente o sistema vascular. O Espo aumenta o risco de Eventos Tromboembólicos (coágulos sanguíneos), incluindo a trombose venosa profunda e o acidente vascular cerebral. Um risco acrescido de morte, enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral está associado à utilização do medicamento quando o objetivo são níveis de hemoglobina superiores a 11 g/dL.

As restrições de segurança específicas incluem Contraindicações para a utilização em doentes com hipertensão não controlada ou com antecedentes de Aplasia Pura da Série Vermelha (APSV) após a utilização de qualquer produto que contenha epoetina. As informações referem ainda que sintomas semelhantes aos da gripe, que podem incluir calafrios e dores ósseas, podem ser mais acentuados no início da terapêutica. Para populações específicas, existe um risco documentado de aumento da mortalidade ou de progressão tumoral em certos doentes oncológicos, bem como um risco aumentado de convulsões em doentes com Doença Renal Crónica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A documentação regulamentar oficial indica que uma sobredosagem de Epoetina Alfa (Espo) se caracteriza principalmente pelos efeitos fisiológicos de uma eritropoiese excessiva, o que resulta em parâmetros hematológicos elevados. A manifestação principal é a manutenção de um nível de hemoglobina (Hb) superior a 12 g/dL ou um aumento anormalmente rápido da hemoglobina (por exemplo, um incremento superior a 2 g/dL num período de quatro semanas).

Esta sobre-estimulação acarreta o risco documentado de resultados adversos graves ou potencialmente fatais, que incluem eventos vasculares trombóticos, tais como a embolia pulmonar ou a trombose do acesso vascular, bem como eventos cardiovasculares major, como o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

Uma sobredosagem pode também agravar uma hipertensão pré-existente, podendo levar a uma crise hipertensiva acompanhada de convulsões ou encefalopatia.

Quando procurar ajuda médica imediata

As orientações regulamentares determinam que se deve procurar assistência médica de emergência se ocorrer qualquer sintoma de uma complicação grave, como dor súbita no peito, fala arrastada, dormência ou fraqueza súbita, ou sinais de um coágulo sanguíneo (por exemplo, dor, inchaço ou calor numa extremidade).

Gestão clínica:

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem de Epoetina Alfa. A gestão oficial descrita envolve a redução imediata da dose ou a interrupção da terapêutica para controlar a hemoglobina elevada, e a prestação de tratamento sintomático e de suporte para quaisquer complicações resultantes. É igualmente necessária uma monitorização rigorosa da pressão arterial e dos sintomas neurológicos.

Usos terapêuticos de Espo

O que o Espo trata: principais utilizações e benefícios

O Espo (epoetina alfa) é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados com um desequilíbrio sistémico, particularmente em contextos clínicos que envolvam anemia significativa e persistente resultante de várias condições crónicas. De acordo com as informações gerais sobre a epoetina alfa, as suas principais áreas terapêuticas incluem a gestão da anemia em doentes com Doença Renal Crónica (DRC) e o tratamento da anemia associada à quimioterapia mielossupressora para neoplasias não mieloides.

Principais Aplicações Terapêuticas

O Espo é geralmente aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional para abordar o conjunto de sintomas debilitantes da anemia: fadiga severa, fraqueza generalizada e falta de ar que interferem com o funcionamento diário. O benefício central ajuda a abordar o stress fisiológico relacionado com o défice de oxigénio, auxiliando geralmente a aliviar a carga total de sintomas e podendo ajudar na manutenção da estabilidade funcional.

O medicamento é utilizado em cenários clínicos como a gestão a longo prazo da DRC, a gestão da anemia induzida pelo tratamento de certos tipos de quimioterapia ou pela terapia com zidovudina para o VIH, e estrategicamente para reduzir a necessidade de transfusões de sangue alogénico em determinadas cirurgias eletivas.

“Este tratamento apoia os doentes durante episódios de maior desconforto e ajuda-os a lidar de forma mais constante com os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico.”


Facto Rápido: Suporte na Gestão dos Sintomas da Anemia

Foco no Sintoma Objetivo Terapêutico Contextos Comuns
Fadiga e Fraqueza Alívio da carga sintomática global Doença Renal Crónica (DRC)
Défice de Oxigénio Suporte à estabilidade funcional Anemia induzida por quimioterapia
Necessidade de Transfusão Minimizar a exposição alogénica Contextos pré-operatórios selecionados

Critérios de utilização e restrições

Perfil oficial de elegibilidade regulamentar para o Espo

As agências reguladoras definem rigorosamente as populações elegíveis para utilizar o Espo com base em dados de segurança e eficácia. Este perfil descreve as exclusões absolutas e as restrições específicas derivadas das informações oficiais de prescrição governamentais.

Categoria Declaração Regulamentar
Populações Contraindicadas A utilização é absolutamente proibida em doentes com um histórico documentado de hipersensibilidade grave (ex.: anafilaxia) ao Espo ou a qualquer um dos seus excipientes. É também contraindicado na gravidez; mulheres com potencial reprodutivo devem aderir a protocolos obrigatórios de contraceção.
Regras para Condições Específicas O uso é, geralmente, não recomendado ou deve ser evitado em doentes com disfunção orgânica descompensada grave, tal como insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh) ou insuficiência renal avançada (TFG <30 mL/min).
Elegibilidade por Idade A utilização está estabelecida em adultos (18 anos ou mais). O uso pediátrico está restrito a grupos etários específicos (ex.: dos 2 aos 11 anos) apenas para determinadas indicações. A utilização em lactentes e recém-nascidos não está, tipicamente, estabelecida ou pode ser especificamente proibida.
Estado Fisiológico Lactação/Mulheres a amamentar: O uso não é recomendado ou é proibido, uma vez que o fármaco pode ser excretado no leite humano. Doentes com polimorfismos genéticos específicos que afetem o metabolismo do fármaco podem ser excluídos ou necessitar de monitorização rigorosa.

Estas declarações oficiais definem os limites da utilização autorizada, restringindo a população elegível àqueles em que o perfil de benefício-risco foi formalmente avaliado e aceite pelos organismos reguladores.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Espo com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o Espo (Epoetina Alfa) conforme indicado nos rótulos regulamentares, focando-se estritamente na monitorização necessária e nas modificações conhecidas na exposição.


Âmbito das Interações

Categoria Resumo da Documentação Regulamentar Oficial
Categorias de produtos medicinais com interações documentadas Androgénios (ex.: derivados da testosterona).
Medicamentos específicos (se explicitamente listados) Ciclosporina.
Base mecanística das interações (apenas se indicada no rótulo) Sinergia Farmacodinâmica: Os androgénios podem aumentar a resposta eritropoiética. Alteração da Concentração de Ciclosporina: A exposição à Ciclosporina pode ser reduzida devido à ligação aos glóbulos vermelhos recém-formados.
Regras de interação baseadas no tempo (se aplicável) Nenhum documentado.
Restrições relacionadas com interações Nenhum documentado como contraindicação formal medicamento-medicamento devido a risco de interação.

Classificações de Interação (Nível Geral)

Categoria Resumo da Documentação Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade da interação Utilizar com Cautela / Monitorizar para a Ciclosporina. Efeito Potenciado para os Androgénios.
Restrições de contexto da interação Doentes em coadministração com Ciclosporina podem necessitar de monitorização dos níveis sanguíneos de Ciclosporina.

Declarações Oficiais de Interação

  • A coadministração com Androgénios pode resultar numa potenciação farmacodinâmica da resposta dos glóbulos vermelhos.
  • O uso de Espo pode causar uma redução na concentração plasmática da Ciclosporina coadministrada, exigindo uma monitorização rigorosa dos níveis sanguíneos de Ciclosporina.
  • Os documentos regulamentares não especificam quaisquer requisitos obrigatórios para o tempo ou separação da administração em relação a outros medicamentos.
  • A informação oficial de prescrição não documenta o envolvimento do Espo em interações através das principais enzimas do citocromo P450 ou transportadores de fármacos.

A estrutura de interação regulamentar caracteriza-se por um baixo risco de interações medicamentosas metabólicas clássicas. Centra-se em duas interações não metabólicas específicas: a necessidade de monitorizar a exposição à Ciclosporina e uma nota relativa à potencial resposta potenciada quando coadministrado com Androgénios. Não são especificadas contraindicações formais baseadas no risco de interação nos rótulos oficiais.

Mecanismo de ação

O Espo é um inibidor da bomba de protões que é ativado pelo ambiente ácido nos canalículos de secreção das células parietais gástricas. A elevada lipofilicidade da molécula facilita a sua acumulação seletiva neste ambiente.

A forma ativada da molécula liga-se covalentemente a resíduos de cisteína expostos na H^+/K^+-ATPase gástrica (bomba de protões) localizada na superfície luminal da membrana das células parietais. Esta ligação resulta na inibição irreversível e não competitiva da capacidade da enzima de trocar iões de potássio por iões de hidrogénio (H^+).

Esta cascata mecanística bloqueia a via final comum da secreção ácida gástrica, diminuindo assim a concentração de iões de hidrogénio no lúmen gástrico. A modulação resultante do ambiente gástrico é mantida até que novas bombas de protões sejam sintetizadas pela célula.

Informações sobre dosagem e administração

O tratamento com Espo deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no tratamento das condições para as quais o medicamento é indicado. A administração deste medicamento é geralmente realizada por via subcutânea (sob a pele) ou por via intravenosa (numa veia).

A dosagem exata e a frequência das administrações são determinadas pelo médico com base no peso corporal do paciente, na condição clínica específica e nos níveis de hemoglobina monitorizados através de análises ao sangue. É fundamental seguir rigorosamente o esquema posológico prescrito pelo profissional de saúde para garantir a eficácia e segurança do tratamento.

Se o medicamento for administrado por via subcutânea, os locais de injeção comuns incluem a coxa, a zona abdominal ou a parte superior do braço. Recomenda-se alternar o local de cada injeção para evitar irritações cutâneas. Antes da utilização, o medicamento deve ser retirado do frigorífico e deixado atingir a temperatura ambiente de forma natural.

Caso o paciente ou um prestador de cuidados de saúde realize a administração em casa, deve receber formação técnica adequada por parte de um profissional de saúde qualificado. A solução deve ser verificada visualmente antes da utilização; apenas soluções límpidas e sem partículas devem ser administradas. Não deve agitar o frasco ou a seringa, pois isso pode danificar o princípio ativo.

Se uma dose for esquecida, o paciente deve contactar o médico assistente para obter instruções sobre como proceder. Não deve ser administrada uma dose dupla para compensar a dose em falta. A monitorização regular da pressão arterial e dos níveis sanguíneos é uma componente essencial do acompanhamento durante o uso de Espo.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Espo (Epoetina Alfa)

A base de evidência para o Espo é definida primordialmente por um vasto conjunto de Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas sobre as suas principais utilizações. A investigação que monitoriza a anemia relacionada com a Doença Renal Crónica (DRC) analisou doentes adultos com Doença Renal em Estádio Terminal, tanto em regime de diálise como fora dele. Os ensaios reportaram medições consistentes com aumentos na concentração de hemoglobina (Hb) e descreveram padrões onde a incidência de transfusões de glóbulos vermelhos alogénicos foi menor nas populações observadas. Os estudos também monitorizaram alterações na fadiga relatada pelos doentes.

A investigação relativa à anemia causada pela quimioterapia baseou-se igualmente em ECCA para monitorizar a incidência de transfusões e as pontuações de fadiga em adultos com tumores não mieloides. Os ensaios reportaram padrões em que a frequência de transfusões foi inferior durante a fase de tratamento ativo. Tanto para a DRC como para a anemia relacionada com a quimioterapia, as revisões regulamentares destacaram que os estudos que visavam objetivos de concentração de Hb mais elevados estavam consistentemente associados a padrões preocupantes relativos a eventos tromboembólicos ou cardiovasculares.

Os estudos exploraram também a evidência do Espo no contexto peri-operatório, limitando-se a cirurgias eletivas não cardíacas específicas. Os ensaios reportaram padrões em que a percentagem de doentes que necessitaram de transfusões de sangue alogénico foi inferior; contudo, a duração do acompanhamento foi estritamente limitada ao período imediato de recuperação, o que restringe a generalização das conclusões.

Embora os estudos observacionais de longo prazo forneçam dados sobre a durabilidade do efeito em condições crónicas, os ECCA específicos de duração alargada são menos comuns. A investigação confirma que a certeza permanece baixa quanto ao impacto total nos resultados a longo prazo e ao estabelecimento de um nível alvo inteiramente isento de todos os riscos potenciais. As conclusões da investigação refletem padrões de grupo observados e não podem oferecer previsões individuais sobre a resposta de cada doente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Espo (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente para o Espo demonstrar o seu efeito total?

R: As informações oficiais indicam que um aumento na contagem de glóbulos vermelhos e nos níveis de hemoglobina é observado, tipicamente, entre 2 a 6 semanas após o início do tratamento. Este intervalo pode variar dependendo da condição individual do doente e da resposta ao medicamento.


P: É possível que o Espo deixe de funcionar após uma utilização prolongada?

R: O rótulo regulamentar oficial aborda o risco de perda de resposta ao tratamento ao longo do tempo. Os prescritores são aconselhados a reavaliar o plano terapêutico caso o doente não apresente resposta num período específico. Uma forma grave, mas rara, de falha do tratamento, denominada Aplasia Pura da Série Vermelha (APSV), é também um risco documentado.


P: O Espo pode ser tomado em segurança com medicamentos para a tensão arterial elevada?

R: A hipertensão (tensão arterial elevada) é um efeito secundário comum do Espo e é considerada um risco sério. Os avisos oficiais afirmam que a importância de um controlo adequado da tensão arterial é enfatizada antes de iniciar o tratamento e durante todo o curso da terapêutica.


P: A maioria das pessoas sente efeitos secundários ao iniciar o Espo?

R: De acordo com a documentação regulamentar, os efeitos secundários comuns — aqueles que ocorrem em 1 a 10 em cada 100 pessoas — incluem hipertensão e sintomas semelhantes aos da gripe, tais como febre, calafrios e dores de cabeça. Estes efeitos podem ser mais proeminentes no início da terapia.


P: O Espo é geralmente seguro para utilização em doentes com mais de 65 anos?

R: Os documentos regulamentares oficiais não listam uma contraindicação específica para doentes com mais de 65 anos. No entanto, todos os doentes adultos estão sujeitos aos mesmos avisos e precauções graves, incluindo o risco aumentado de eventos cardiovasculares e tromboembolismo.


P: Porque é que o Espo tem um aviso de "caixa preta" (boxed warning)?

R: O rótulo oficial inclui um Aviso de Destaque porque foi demonstrado que os Agentes Estimuladores da Eritropoiese (AEE), como o Espo, aumentam o risco de eventos graves. Estes incluem um risco acrescido de morte, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, tromboembolismo e o potencial de progressão ou recorrência de tumores.


P: Como é que o Espo difere do seu medicamento de prescrição mais próximo?

R: O Espo (Epoetina Alfa) é um tipo de Agente Estimulador da Eritropoiese (AEE). Os documentos de farmacologia clínica regulamentar referem-se à Darbepoetina Alfa como um AEE relacionado. A Darbepoetina Alfa tem uma semivida mais longa, o que pode permitir uma dosagem menos frequente em comparação com a Epoetina Alfa.


P: Porque é que o Espo é utilizado para uma condição secundária que parece não estar relacionada com o seu mecanismo?

R: A informação oficial indica que o Espo está aprovado para várias condições distintas. Embora seja utilizado principalmente para a anemia resultante de doença renal crónica ou quimioterapia, também é indicado para reduzir a necessidade de transfusões de sangue alogénico em determinados doentes cirúrgicos.


P: Os estudos sugerem que o Espo funciona de forma diferente com base na idade da pessoa?

R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que a dose e o esquema recomendados podem ser diferentes para doentes pediátricos em comparação com adultos para certas indicações. A dosagem é sempre individualizada pelo profissional de saúde com base nas necessidades específicas do doente.


P: Que tipo de suplementos de venda livre podem interagir com o Espo?

R: Os avisos oficiais enfatizam que deficiências em ferro e vitaminas podem causar uma resposta atrasada ou deficiente ao tratamento com Espo. A rotulagem regulamentar destaca a importância de identificar e corrigir estas deficiências nutricionais para que o fármaco funcione eficazmente.


P: O Espo é seguro para pessoas que têm uma condição pré-existente como a diabetes?

R: Embora as contraindicações oficiais não listem especificamente a diabetes, a importância de discutir todas as condições médicas pré-existentes com um médico é referida na rotulagem para o doente. Condições como a diabetes podem afetar a gestão global e a utilização deste medicamento.


P: Quais são os pontos principais que as fontes oficiais referem sobre interromper o Espo subitamente?

R: Os documentos oficiais afirmam que os doentes devem evitar interromper a medicação sem supervisão médica. A descontinuação sem orientação médica pode levar a um declínio nos níveis de hemoglobina e, potencialmente, exigir uma transfusão de sangue.


P: As diretrizes oficiais recomendam análises ao sangue regulares durante o tratamento com Espo?

R: Sim, as diretrizes oficiais recomendam que os doentes sejam regularmente monitorizados com testes laboratoriais durante a terapia. Estes testes incluem níveis de hemoglobina (Hb), Saturação de Transferrina e Ferritina Sérica para verificar as reservas de ferro.


P: O Espo é o mesmo medicamento que soa como [Nome de Som Semelhante]?

R: Espo é um nome comercial para a substância ativa Epoetina Alfa. O rótulo refere-se à Darbepoetina Alfa como um medicamento relacionado, mas diferente, embora ambos pertençam à classe dos Agentes Estimuladores da Eritropoiese (AEE).


P: É verdade que o Espo pode afetar o humor ou comportamento de uma pessoa?

R: Os documentos regulamentares oficiais listam certos efeitos no humor e comportamento como efeitos secundários menos comuns. Estes relataram incluir desânimo, irritabilidade, sentimentos de tristeza ou vazio, perda de interesse e dificuldade de concentração.


P: Quanto tempo após interromper o Espo é que o fármaco é geralmente eliminado do corpo?

R: A taxa à qual o fármaco é eliminado do corpo é conhecida como a sua semivida. A semivida do Espo varia dependendo da via de administração, mas é geralmente reportada como sendo de várias horas (ex: 4 a 13 horas para utilização intravenosa em doentes renais).


P: Existe uma duração máxima de tempo listada para uma pessoa tomar Espo?

R: Para a anemia induzida pela quimioterapia, o fármaco é tipicamente descontinuado após a conclusão do curso de quimioterapia. Para outras indicações de longo prazo, a duração total do tratamento é determinada pelo prescritor com base nos níveis individuais de hemoglobina do doente.


P: O que devo fazer se um efeito secundário comum do Espo não desaparecer após algumas semanas?

R: A informação oficial para o doente destaca a importância de notificar um médico ou enfermeiro se os efeitos secundários não desaparecerem ou se se tornarem incomodativos. Em alguns casos, como em dores semelhantes às da gripe, o seu profissional de saúde pode sugerir medicamentos para o alívio da dor.


P: O Espo afeta o peso ou o apetite?

R: Os documentos regulamentares listam a diminuição de peso como um efeito adverso comum, ocorrendo em 1 a 10 em cada 100 utilizadores. Alterações no apetite não estão explicitamente listadas no perfil de efeitos secundários comuns.


P: A documentação oficial menciona quaisquer efeitos de privação ou descontinuação para o Espo?

R: Embora não esteja listada nenhuma síndrome de privação clínica específica, a documentação refere que interromper o medicamento sem supervisão médica pode levar a um declínio nos níveis de hemoglobina e pode exigir uma transfusão de sangue.


P: Quais são os motivos comuns pelos quais um prescritor pode descontinuar o Espo?

R: Os motivos para a descontinuação listados nos documentos regulamentares incluem a conclusão da quimioterapia ou da terapia para o VIH, exceder um nível de hemoglobina desejado, ou se um doente não apresentar resposta ao fármaco num período de tempo especificado.


P: O que diz a informação oficial sobre tomar Espo com álcool?

R: A informação oficial para o doente enfatiza a necessidade de discutir o consumo de álcool com um profissional de saúde. Não existe nenhuma contraindicação explícita ou interação específica listada para o álcool nas secções principais do rótulo do fármaco.


P: Quais são os riscos associados a uma sobredosagem acidental de Espo?

R: Um risco primário associado à sobredosagem acidental é o desenvolvimento de policitemia, que é um número excessivamente elevado de glóbulos vermelhos. A gestão desta condição pode exigir um procedimento chamado flebotomia (retirada de sangue), se clinicamente necessário.


P: Existe uma versão genérica do Espo disponível?

R: Sim, o Espo é um medicamento biológico e as agências reguladoras aprovaram versões biossimilares da sua substância ativa, a Epoetina Alfa. Estes biossimilares são altamente semelhantes ao produto de referência.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Espo?

R: A informação oficial para o doente afirma que, no caso de uma dose esquecida, o profissional prescritor deve ser contactado imediatamente para obter orientação sobre os passos seguintes.

Como Espo deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Espo (Epoetina Alfa)

O Espo (Epoetina Alfa) é um medicamento biológico sensível que requer a adesão rigorosa às diretrizes oficiais de conservação e manuseamento para manter a sua eficácia.


Requisitos de conservação

  • Temperatura: O produto deve ser conservado no frigorífico, entre 2°C e 8°C.
  • Proteção: Conservar na embalagem de cartão original para proteger a solução da luz. Não congelar nem agitar vigorosamente a solução.
  • Estabilidade: Se for retirado do frigorífico, o produto permanece geralmente estável à temperatura ambiente (não superior a 25°C) por um período único até três dias. Os frascos multidose devem ser eliminados 21 dias após a primeira utilização.
  • Segurança infantil: Manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de eliminação

Qualquer solução não utilizada deve ser eliminada imediatamente após a utilização, no caso de frascos monodose ou seringas. Todos os medicamentos não utilizados e materiais residuais, incluindo agulhas e seringas usadas, devem ser eliminados de acordo com os requisitos regulamentares locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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