Esoplex

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Esoplex

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Escitalopram (sob a forma de oxalato de escitalopram)
Forma Comprimido revestido por película, Solução oral
Classe farmacológica Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS)
Objetivo geral Apoio à regulação do humor e da estabilidade emocional
Origem Composto sintético, enantiómero único

Que tipo de medicamento é o Esoplex?

O Esoplex é um medicamento sintético sujeito a receita médica, classificado como um agente psicotrópico e um antidepressivo pertencente à classe dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS). A identidade central do fármaco é definida pela sua substância ativa, o Escitalopram. O composto é clinicamente reconhecido pela sua ação altamente seletiva nas vias da serotonina no cérebro, distinguindo-se de agentes menos específicos. Esta classificação confirma que este medicamento foi concebido para atuar na química cerebral de forma a promover o bem-estar emocional.

O escitalopram é reconhecido quimicamente como o enantiómero S puro do citalopram, um derivado do ftalano bicíclico. Esta distinção de enantiómero único reflete uma composição farmacêutica refinada que visa maximizar o efeito terapêutico pretendido.


Escitalopram: Composição e Formas Disponíveis

A substância ativa do Esoplex é o Escitalopram, utilizado sob a forma de oxalato de escitalopram. Trata-se de um produto de substância única, contendo apenas o composto ativo juntamente com os excipientes farmacêuticos inativos necessários. O Esoplex foi formulado para administração por via oral e é apresentado em duas formas farmacêuticas principais: o comprimido revestido por película (sólido) e a solução oral (líquido). Ambas as formas asseguram uma entrega consistente da substância ativa, oferecendo uma opção diferenciada para doentes que possam ter dificuldade em engolir comprimidos.


Objetivo Geral do Esoplex

O objetivo geral deste medicamento é apoiar a regulação do humor e a estabilidade emocional, potenciando a atividade de sinalização do neurotransmissor serotonina no cérebro. Este benefício resulta diretamente da sua ação principal: a inibição da recaptação da serotonina. Ao bloquear o retorno da serotonina para as células nervosas transmissoras, o Escitalopram aumenta a concentração desta substância química nos espaços entre os neurónios, modelando a comunicação neural. Esta ação foi concebida para restaurar um equilíbrio mais estável na química cerebral responsável pela regulação do humor, um mecanismo amplamente fundamentado por estudos farmacológicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Esoplex?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Escitalopram é definido por reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado, com base na documentação técnica. As reações adversas são frequentemente comunicadas durante a primeira ou segunda semana de tratamento e, de uma forma geral, diminuem de intensidade e frequência com a continuação da utilização.

Classificação de Frequência e Efeitos Sistémicos

As reações adversas notificadas com maior frequência incluem a Cefaleia e as Náuseas, que são classificadas como Muito Frequentes (≥ 1/10). Efeitos classificados como Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) são observados em múltiplos sistemas, incluindo Perturbações Gastrointestinais (Diarreia, Boca Seca), Perturbações do Sistema Nervoso (Insónia, Sonolência, Tonturas) e Perturbações do Sistema Reprodutor (Diminuição da Líbido, Distúrbios na Ejaculação, Anorgasmia).

Reações Adversas Graves e Avisos de Segurança

As informações de segurança destacam várias considerações clinicamente significativas. A utilização de antidepressivos está associada a um risco acrescido de pensamentos e comportamentos suicidas em adolescentes e adultos jovens, exigindo monitorização, especialmente durante os meses iniciais da terapia ou após alterações de dose. Reações raras mas graves incluem a Síndrome Serotoninérgica e o risco de prolongamento do intervalo QTc, que pode levar a arritmias ventriculares graves, tais como Torsade de Pointes. Estão também registados o risco de Hiponatremia e eventos de Hemorragias Anormais.

Notas de Segurança para Populações Específicas

Existem considerações específicas para determinados grupos. Os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis à hiponatremia induzida por ISRS. Recomenda-se precaução em doentes com insuficiência renal ou hepática grave. A utilização durante a fase final da gravidez está associada a um risco de Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-nascido.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos oficiais especificam que uma sobredosagem de Escitalopram pode apresentar-se através de um perfil de manifestações serotoninérgicas e neurológicas. Estes sinais documentados incluem frequentemente efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas, tremores, confusão e sonolência, a par de perturbações gastrointestinais como náuseas e vómitos.


A sobredosagem está associada ao risco de resultados graves ou potencialmente fatais. Estes incluem o desenvolvimento de Síndrome Serotoninérgica, que requer a interrupção imediata do medicamento, bem como convulsões e coma. Destaca-se também um risco específico para o sistema cardiovascular, observando-se o potencial para o prolongamento do intervalo QTc e Torsade de Pointes (TdP), particularmente após a ingestão de doses elevadas.


Devido à gravidade dos resultados documentados, as diretrizes determinam explicitamente que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata ou contactar imediatamente um centro de informação antivenenos perante qualquer suspeita de sobredosagem. A gestão é definida como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico. Os procedimentos necessários incluem a monitorização cardíaca (ECG) devido aos riscos cardiovasculares. É registada uma precaução especial para doentes com metabolismo alterado, e o risco de hiponatremia é reconhecido como um fator que complica a gestão da sobredosagem na população idosa.

Usos terapêuticos de Esoplex

Indicações do Esoplex: Principais Utilizações e Benefícios

O Esoplex é geralmente utilizado para abordar agrupamentos de sintomas que causam uma sobrecarga funcional percetível em diversos domínios terapêuticos fundamentais. De acordo com as orientações clínicas sobre o Escitalopram, a sua aplicação é relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, incluindo a Perturbação Depressiva Maior (PDM), a Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG), a Perturbação de Pânico, a Perturbação de Ansiedade Social e a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC).

O principal benefício foca-se na redução da carga sintomática global nestas situações, ajudando a moderar manifestações como o humor baixo persistente, a preocupação crónica e os pensamentos intrusivos. Este alívio de suporte auxilia na manutenção da estabilidade funcional e contribui para uma melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos. O papel do medicamento consiste em ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas e em apoiar uma experiência emocional mais equilibrada.


Factos Rápidos: Alívio de Sintomas de Humor e Ansiedade

Propriedade Descrição
Foco Principal Condições que envolvem o humor e o medo excessivo
Sintomas Alvo Principais Tristeza persistente, ataques de pânico e pensamentos intrusivos
Benefício para o Doente Apoio à manutenção da estabilidade emocional e do conforto funcional
Contexto Típico Episódios agudos e gestão de sintomas a longo prazo

Critérios de utilização e restrições

O Esoplex é um medicamento sujeito a receita médica com regras de elegibilidade populacional específicas, definidas pelas autoridades regulamentares.

Contraindicações (Não Deve Utilizar)

A utilização de Esoplex está estritamente contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ao escitalopram, ao citalopram ou a qualquer componente do produto. Não deve ser utilizado em simultâneo com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs), incluindo a linezolida e o azul de metileno intravenoso, nem com a pimozida.

Elegibilidade por Faixa Etária

População Estatuto de Elegibilidade Estabelecido
Adultos (≥ 18 anos) Estabelecida para a Perturbação Depressiva Maior (PDM) e Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG)
Adolescentes (12-17 anos) Estabelecida para a PDM
Crianças (7-11 anos) Estabelecida para a PAG
Crianças (< 7 anos) Elegibilidade não estabelecida para a PAG
Idosos (≥ 65 anos) A utilização requer precaução e recomenda-se geralmente uma dose máxima inferior

Condições e Utilização Condicionada

Doentes com insuficiência renal grave, insuficiência hepática, antecedentes de convulsões, glaucoma de ângulo fechado ou antecedentes de mania/perturbação bipolar requerem precaução e monitorização durante a utilização. Além disso, o aleitamento não é recomendado durante o tratamento, e a utilização durante a gravidez só é permitida se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos oficiais classificam as interações com o escitalopram (a substância ativa do Esoplex) com base nos efeitos fisiológicos e químicos resultantes.

Proibições Regulamentares Formais

A coadministração é estritamente contraindicada com certas substâncias. Estas combinações proibidas incluem todos os Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs), tais como os utilizados para condições psiquiátricas e agentes não seletivos como a linezolida e o azul de metileno intravenoso. Adicionalmente, a coadministração de pimozida e outros medicamentos conhecidos por causarem o prolongamento do intervalo QT é oficialmente proibida.

Interações Farmacodinâmicas e Farmacocinéticas

Tipo de Interação Categoria do Agente Interagente Descrição do Resultado Oficial
Farmacodinâmica Agentes Serotoninérgicos (ex: triptanos, tramadol, erva de S. João) Risco acrescido de Síndrome Serotoninérgica devido a efeitos aditivos.
Farmacodinâmica Anticoagulantes/Antiagregantes plaquetários (ex: AINEs, varfarina) Risco acrescido de hemorragia anormal devido a efeitos na hemóstase.
Farmacocinética Inibidores do CYP2C19 (ex: cimetidina, omeprazol) Aumento significativo da concentração plasmática (exposição) do escitalopram.

A coadministração com indutores enzimáticos, como a carbamazepina, pode resultar oficialmente na diminuição das concentrações plasmáticas de escitalopram. As normas exigem um período obrigatório de 14 dias de intervalo ao transitar de ou para um IMAO irreversível. O consumo de álcool não é formalmente recomendado durante o tratamento.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo do Transportador de Serotonina

A interação molecular primária envolve a ligação de alta afinidade e seletiva do enantiómero S (Escitalopram) ao Transportador de Serotonina (SERT). Ao bloquear fisicamente esta proteína de recaptação, o fármaco aumenta de imediato a concentração de serotonina (5-HT) na fenda sináptica. Esta ação inicia o sinal para uma atividade serotonérgica reforçada, um passo fundamental que influencia a dinâmica de sinalização em vias neurais específicas.


Adaptação Neural Dependente do Tempo

Esta ação imediata traduz-se num efeito fisiológico sustentado ao longo do tempo através de uma alteração adaptativa necessária. O aumento persistente da serotonina sináptica impulsiona a dessensibilização dos Autorrecetores inibitórios 5-HT1A. Esta reorganização celular remove o mecanismo de feedback negativo, permitindo que os neurónios nos Núcleos da Rafe aumentem o seu ritmo de disparo e mantenham uma libertação reforçada de 5-HT, o que é necessário para o estado fisiológico adaptativo.


Modulação dos Circuitos Neurais Afetivos

O nível elevado e sustentado de neurotransmissão serotonérgica resultante contribui para a consequência sistémica final do fármaco. O mecanismo atua em vias que envolvem a sinalização mediada por recetores, causando a modulação da atividade dentro do Sistema Límbico central e dos seus córtex associados. Este efeito sistémico conduz a ajustes fisiológicos previsíveis que modulam a atividade dos circuitos neurais que regulam a função límbica.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Esoplex é definida por um protocolo preciso estabelecido para a via oral, estando disponível em comprimidos revestidos por película ou em solução oral. A posologia é geralmente de uma toma única diária, e o medicamento pode ser tomado de manhã ou à noite, com ou sem alimentos.


Doses Padrão e Calendário de Tratamento

A dose inicial padrão para adultos com Perturbação Depressiva Maior ou Perturbação de Ansiedade Generalizada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose diária máxima para todas as indicações em adultos é de 20 mg. Na maioria das utilizações em adultos, a dose pode ser ajustada após um período mínimo de uma semana. No entanto, para condições como a Perturbação de Pânico, recomenda-se uma dose inicial de 5 mg por dia durante a primeira semana, antes de aumentar para 10 mg.


Regras Especiais de Administração

As diretrizes especificam que a consolidação do tratamento para certas condições, como a Perturbação Depressiva Maior, requer a utilização durante pelo menos seis meses após a resolução dos sintomas. A dose máxima recomendada é habitualmente limitada a 10 mg uma vez ao dia para idosos (com 65 ou mais anos) e doentes com insuficiência hepática, refletindo a necessidade de precaução nestes grupos. Para quem utiliza a solução oral, deve ser garantida uma medição rigorosa com um dispositivo graduado.

Se uma dose for esquecida, a orientação é que seja tomada assim que se lembrar; contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser saltada — não devem ser tomadas doses duplas. Ao interromper o tratamento, recomenda-se vivamente uma redução gradual da dose para seguir um processo de descontinuação seguro.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Esoplex

As informações abaixo resumem a investigação clínica e a evidência científica para o escitalopram, a substância ativa do Esoplex, conforme reportado por fontes regulamentares e científicas oficiais. Esta visão geral descreve o panorama da investigação, as populações estudadas e as limitações conhecidas, mas não fornece aconselhamento médico, instruções ou informações de segurança.


Investigação sobre Resultados na Perturbação Depressiva Maior (PDM)

A investigação que explora os resultados na Perturbação Depressiva Maior (PDM) baseia-se prioritariamente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados. Estes estudos de curto prazo, que duraram frequentemente entre seis a oito semanas, foram realizados durante períodos de maior atividade dos sintomas e a investigação analisou os resultados por comparação com um placebo inativo. Os resultados medidos incluíram a alteração na intensidade dos sintomas depressivos e a taxa de indivíduos que cumpriram critérios pré-definidos para a redução ou remissão dos sintomas.

Para além da fase inicial de tratamento, foram realizados estudos de longo prazo para examinar padrões observados durante períodos de tratamento prolongados. Estes ensaios de manutenção observaram populações em estudo por períodos de até um ano ou mais para avaliar padrões relacionados com a prevenção do retorno dos sintomas (recaída). As conclusões descrevem padrões de grupo observados nestes estudos, que contribuem para a compreensão da evolução dos sintomas.


Investigação sobre Resultados na Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG)

A investigação para a Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) também se centra em ensaios controlados por placebo de curto prazo, com uma duração típica de oito a doze semanas. Nestes estudos, a investigação analisou resultados onde o medicamento foi avaliado a par de um placebo inativo, focando-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como alterações nas pontuações globais de gravidade dos sintomas de ansiedade e medições do impacto no funcionamento diário ou nível de atividade.

Estes estudos focaram-se em indivíduos com PAG; doentes com condições de saúde mental coexistentes significativas foram frequentemente excluídos das populações estudadas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com as alterações medidas durante o período do estudo em escalas de ansiedade. Esta investigação contribui para a compreensão dos padrões de sintomas em condições caracterizadas por preocupação crónica e períodos de maior atividade sintomática.


Investigação sobre Resultados na Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) e Perturbação de Pânico

Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC)

A investigação para a POC recorreu a Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados de maior duração, alguns durando entre 12 e 24 semanas. Esta duração prolongada foi utilizada para avaliar resultados relacionados com a intensidade ou variabilidade dos sintomas. Os estudos relataram que as alterações medidas nos padrões de sintomas exigiram tipicamente uma maior duração de tratamento para serem observadas, em comparação com os ensaios para a PDM ou PAG.

Perturbação de Pânico

A base de evidência para a Perturbação de Pânico envolve ensaios controlados por placebo de curto prazo, durando tipicamente cerca de 10 a 12 semanas. A investigação explorou resultados que captam fases de atividade sintomática acentuada, focando-se principalmente na monitorização da frequência de ataques de pânico com sintomatologia completa e alterações na intensidade global dos sintomas. A investigação descreve padrões observados nos estudos relacionados com a alteração medida durante o período de estudo. O volume global de ensaios pivotais dedicados é limitado.


Incertezas e Principais Lacunas na Investigação

Faz parte da avaliação científica padrão reconhecer áreas onde a investigação ainda decorre ou onde os dados são limitados. As limitações identificadas na investigação incluem o facto de os dados para certos grupos permanecerem insuficientes, como no caso de crianças com menos de 12 anos de idade. Além disso, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além de um ano utilizando o padrão mais elevado de investigação em dupla ocultação, especialmente para condições como a Perturbação de Pânico e a Perturbação de Ansiedade Social.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Esoplex (FAQ)

Q: Qual é a principal diferença entre o Esoplex e outros medicamentos que tratam a mesma condição?

De acordo com as informações oficiais do produto, a substância ativa do Esoplex é descrita como o S-enantiómero isolado do citalopram. Este composto pertence à classe de medicamentos conhecida como Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS).

Q: O Esoplex é considerado um tipo de medicamento 'forte' ou 'novo'?

Os documentos de classificação oficial definem este medicamento como um agente psicotrópico e um antidepressivo. A substância ativa é um composto sintético que atua na química do cérebro.

Q: O Esoplex possui alguma classificação oficial que eu deva conhecer (como ser uma substância controlada)?

A classificação regulamentar oficial confirma que este medicamento é um fármaco sujeito a receita médica. Geralmente, não está classificado como uma substância controlada segundo as diretrizes regulamentares padrão.

Q: Com que rapidez o Esoplex começa a fazer efeito após a toma?

Estudos regulamentares descrevem que a ação molecular inicial é imediata, mas a melhoria clínica pode começar a ser observada após 1 a 4 semanas de tratamento contínuo.

Q: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Esoplex?

Os documentos oficiais aconselham a tomar a dose esquecida assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada — não deve ser tomada uma dose dupla.

Q: Existem resultados de investigação a longo prazo disponíveis para o Esoplex?

A investigação inclui ensaios de manutenção que analisaram padrões de sintomas por períodos de até um ano ou mais. Estes estudos avaliaram padrões relacionados com a prevenção do reaparecimento dos sintomas (recaída).

Q: A toma de Esoplex altera os resultados de exames laboratoriais comuns?

As informações regulamentares observam que a utilização pode levar ao risco de certas condições, tais como hiponatremia (baixo nível de sódio) e eventos de hemorragia anormal. Estes riscos podem exigir a monitorização de parâmetros laboratoriais relacionados.

Q: Como é que o Esoplex se compara a versões genéricas de medicamentos semelhantes?

As agências regulamentares exigem que as versões genéricas demonstrem equivalência farmacêutica e bioequivalência em relação ao produto de marca. Isto significa que o genérico deve fornecer a mesma quantidade de substância ativa na corrente sanguínea, da mesma forma que o medicamento de marca.

Q: Qual é a ligação entre o Esoplex e a saúde do meu fígado?

Os documentos oficiais observam que o fármaco é metabolizado principalmente no fígado. Devido a isto, as diretrizes indicam que é geralmente recomendada uma dose máxima inferior em casos de insuficiência hepática (função hepática reduzida).

Q: Pessoas fisicamente ativas ou atletas podem tomar Esoplex?

As informações oficiais de segurança observam que o fármaco pode causar efeitos como sonolência e tonturas. O perfil de segurança indica que certas reações comuns podem afetar a capacidade de realizar tarefas físicas.

Q: O Esoplex acumula-se no corpo ao longo do tempo?

Documentos regulamentares descrevem a semivida de eliminação da substância ativa como sendo de aproximadamente 27 a 32 horas. Esta semivida ajuda a estabelecer níveis consistentes, conhecidos como concentrações em estado estacionário, com a toma diária contínua.

Q: É normal sentir uma alteração no apetite ao iniciar o Esoplex?

Segundo a documentação oficial, tanto a diminuição do apetite como o aumento do apetite estão listados como reações adversas notificadas durante os ensaios clínicos.

Q: O Esoplex pode causar alterações no humor ou nos níveis de energia?

O perfil de segurança lista reações adversas comuns que se relacionam com a regulação da energia e do humor, incluindo insónia, sonolência, tonturas e fadiga.

Q: Como é que o Esoplex afeta condições crónicas existentes, como diabetes ou doenças cardíacas?

As informações oficiais incluem um aviso relativo ao risco de prolongamento do QTc (uma alteração na atividade elétrica do coração), que é uma consideração de segurança documentada.

Q: Como é que a hora do dia em que tomo o Esoplex se relaciona com as condições de utilização descritas?

A administração é descrita como sendo de uma vez ao dia, podendo o medicamento ser tomado de manhã ou à noite. Esta flexibilidade baseia-se na longa semivida de eliminação do fármaco, o que ajuda a manter níveis consistentes ao longo do dia.

Q: Qual é a definição de 'duração máxima de utilização' para o Esoplex?

As diretrizes definem uma duração mínima de tratamento necessária para condições como a Perturbação Depressiva Maior. Tipicamente, não é definida uma duração máxima universal nos documentos regulamentares; contudo, a revisão permitiu a utilização a longo prazo em ensaios clínicos para além deste período.

Q: Quanto tempo demora para que quaisquer efeitos secundários visíveis do Esoplex desapareçam após interromper a utilização?

As orientações oficiais recomendam a redução gradual da dose aquando da interrupção para ajudar a minimizar a ocorrência de sintomas de descontinuação.

Q: É possível ficar dependente do Esoplex?

Os documentos recomendam a redução gradual da dose para minimizar o risco de desenvolver sintomas de descontinuação ao interromper o tratamento. O foco regulamentar está em minimizar o risco de sintomas de descontinuação através de um desmame gradual.

Q: Por que razão são por vezes necessárias análises ao sangue rotineiras para pessoas que tomam Esoplex?

A monitorização pode ser necessária devido ao risco documentado de certos eventos adversos, tais como hiponatremia (baixo nível de sódio) e hemorragia anormal. Poderão também ser necessários controlos rotineiros para doentes com insuficiência hepática (função hepática reduzida).

Q: A eficácia do Esoplex altera-se com base na idade ou peso do doente?

Os documentos oficiais observam que uma dose máxima inferior é geralmente recomendada para adultos mais velhos (65 anos ou mais). O rótulo oficial não fornece ajustes de dose específicos baseados no peso do doente.

Q: Existem fatores genéticos conhecidos que influenciam a forma como uma pessoa responde ao Esoplex?

As informações oficiais sobre o metabolismo mencionam o envolvimento de enzimas hepáticas (ex: CYP2C19), que apresentam variações genéticas conhecidas que podem influenciar o processamento do medicamento pelo organismo.

Q: Qual é a finalidade dos ingredientes inativos listados no Esoplex?

Ingredientes inativos, tais como enchimentos e aglutinantes, são incluídos para auxiliar na formação física e estabilidade do comprimido ou solução. Podem também ser utilizados para conferir cor ou sabor.

Q: O Esoplex está aprovado para utilização em países fora dos EUA?

A substância ativa, escitalopram, está aprovada para utilização por importantes organismos reguladores fora dos EUA, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Health Canada.

Q: O Esoplex pode ser utilizado por alguém que é geralmente saudável, mas que tem a condição?

O medicamento está indicado para utilização em adultos que cumpram os critérios de diagnóstico para condições como a Perturbação Depressiva Maior (PDM) e a Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG).

Como Esoplex deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Esoplex (Escitalopram)

O Esoplex (Escitalopram) deve ser conservado sob condições ambientais específicas para manter a sua estabilidade, conforme exigido pelos documentos técnicos.


Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar entre 20°C e 25°C (Temperatura Ambiente Controlada).
Proteção Manter a embalagem bem fechada e afastada de calor excessivo, humidade e luz solar.
Segurança O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções para Eliminação

As orientações oficiais de eliminação recomendam a utilização de um programa de retoma de medicamentos. Uma vez que o Esoplex não consta da lista de fármacos que podem ser eliminados por via de esgotos domésticos, caso não esteja disponível uma opção de retoma, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável (por exemplo, terra ou borras de café usadas) e colocado num recipiente fechado antes de ser descartado no lixo doméstico. A eliminação deve cumprir sempre os requisitos locais para produtos não utilizados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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