Esomezol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Esomezol

Que tipo de medicamento é o Esomezol?

O Esomezol é um medicamento que contém a substância ativa esomeprazol. Este fármaco está classificado como um Inibidor da Bomba de Protões (IBP), um tipo potente de inibidor da secreção ácida gástrica. Esta classificação é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de proporcionar um controlo eficaz e sustentado da acidez no trato digestivo superior. O esomeprazol distingue-se quimicamente por ser o enantiómero-S purificado do omeprazole. Este estereoisómero específico é o preferido na formulação devido à sua absorção e metabolismo eficientes, oferecendo um efeito de supressão ácida consistente e fiável quando comparado com compostos de mistura.

Composição e formas disponíveis do Esomezol

Este medicamento é um produto monocomposto, formulado com esomeprazol, frequentemente sob a forma de sal de magnésio ou de estrôncio. O Esomezol é administrado principalmente por via oral, através de comprimidos gastrorresistentes e cápsulas de libertação retardada, estando também disponível para infusão intravenosa (IV). O recurso ao design gastrorresistente é fundamental, uma vez que o composto ativo de benzimidazol é conhecido por sofrer uma degradação rápida na presença do ácido do estômago. O revestimento garante que o esomeprazol permanece protegido até que possa ser absorvido de forma eficaz no intestino delgado.

Função principal: Objetivo geral do esomeprazol

O objetivo central do Esomezol é alcançar uma redução substancial e duradoura da produção de ácido gástrico, sendo esta a ação terapêutica fundamental necessária para a gestão de distúrbios relacionados com a acidez. O fármaco proporciona alívio de sintomas típicos, tais como a azia e a regurgitação ácida, que são comuns em condições que envolvem o refluxo do conteúdo estomacal. Estudos farmacológicos sustentam o mecanismo através do qual o medicamento bloqueia especificamente a etapa final da produção de ácido, tratando assim a causa raiz do excesso de acidez.

Quais efeitos secundários são possíveis com Esomezol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Esomezol (Esomeprazol) é definido com base na frequência e na classe de órgãos e sistemas das reações adversas documentadas. Estas classificações estabelecem os riscos esperados associados ao tratamento.


Classificações por Frequência e Órgãos/Sistemas

As reações adversas estão formalmente agrupadas pela frequência com que ocorrem:

  • Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 100): As reações incluem dor de cabeça, dor abdominal, diarreia, obstipação, flatulência e náuseas/vómitos, afetando principalmente os sistemas gastrointestinal e nervoso.
  • Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 1.000): Foram relatados efeitos como insónia, tonturas, boca seca, edema periférico, dermatite, prurido e urticária.
  • Raros (afetam 1 a 10 utilizadores em 10.000): Eventos raros podem envolver o sistema hematológico e linfático (ex.: leucopenia), perturbações psiquiátricas (ex.: depressão) e o sistema hepatobiliar (ex.: hepatite).

Segurança Clinicamente Significativa e Relacionada com a Duração

A rotulagem oficial documenta diversas reações adversas graves, incluindo condições cutâneas raras mas severas, como a Necrólise Epidérmica Tóxica e a Síndrome de Stevens-Johnson, bem como a Nefrite Intersticial Aguda.

Os riscos de segurança estão também associados à duração da exposição:

  • Uso a longo prazo (ex.: igual ou superior a 1 ano): A informação refere um risco acrescido de fraturas ósseas (anca, punho, coluna) e o potencial para Hipomagnesemia (níveis baixos de magnésio no soro). O uso diário prolongado (superior a dois anos) pode também estar associado à deficiência de Vitamina B12.

Existem considerações de segurança específicas para certas populações, incluindo uma gestão especial para doentes com insuficiência hepática grave. A utilização está oficialmente contraindicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Esomeprazol ou a outros benzimidazóis substituídos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Esomezol e Quando Procurar Ajuda

Os documentos oficiais sobre o Esomezol (Esomeprazol) detalham o perfil de sobredosagem com base numa experiência humana limitada. Em todos os casos de suspeita de sobredosagem, a indicação é a de procurar assistência médica imediata ou contactar de imediato um centro de controlo de venenos.

As manifestações documentadas são classificadas como variáveis. Os sinais observados após exposições a doses elevadas do composto relacionado, o omeprazol, incluíram perturbações como confusão, sonolência, taquicardia (batimento cardíaco acelerado), náuseas, dor de cabeça, visão turva, diaforese (transpiração excessiva), rubor e boca seca. Estes efeitos são tipicamente semelhantes às reações adversas observadas no uso clínico normal.

A gestão de uma sobredosagem baseia-se numa estratégia universalmente estabelecida. Não se conhece qualquer antídoto específico para o Esomezol. Consequentemente, o tratamento deve limitar-se a medidas sintomáticas e de suporte. Devido à elevada ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, especifica-se que não se espera que o Esomezol seja removido de forma eficaz por diálise. Esta limitação documentada orienta a gestão clínica para a observação e o apoio.

Usos terapêuticos de Esomezol

Principais Utilizações e Benefícios do Esomezol

O Esomezol é comummente utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes. Este medicamento é aplicável em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos.

É utilizado para ajudar a gerir condições como a esofagite erosiva, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) sintomática e certos tipos de úlceras gástricas. O medicamento pode auxiliar os pacientes na gestão de sintomas que criam uma sobrecarga fisiológica percetível.

“Desempenha um papel na gestão de sintomas que interferem com as atividades rotineiras.”

Gestão de Suporte dos Sintomas

O Esomezol é relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, fornecendo um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas. É geralmente aplicado em áreas onde é necessária assistência sintomática a curto prazo, oferecendo um apoio que contribui para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos. Este medicamento é também relevante em condições que apresentam episódios agudos.


Facto Rápido: Pode auxiliar com sintomas relacionados com o desconforto físico.


Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Esomezol (esomeprazol) está estritamente definida nos documentos oficiais, que distinguem as contraindicações absolutas das populações de uso condicionado.

Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais o uso é permitido Adultos (18+ anos) e pacientes pediátricos de 1 mês a 17 anos para indicações específicas previstas na rotulagem.
Populações para as quais o uso é contraindicado Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao esomeprazol ou a benzimidazóis substituídos, e pacientes a receber tratamento concomitante com nelfinavir ou rilpivirina.
Regras de elegibilidade por idade A utilização não está estabelecida em lactentes com menos de 1 mês.

Elegibilidade Específica por Condição

A insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh) exige que a utilização seja limitada a uma dose diária máxima específica. Embora não seja absolutamente proibido, as orientações exigem que a existência de neoplasia gástrica maligna seja afastada antes de se iniciar a terapia em adultos, uma vez que a resposta sintomática não impede a sua presença. O uso na gravidez é geralmente restrito e o uso durante a lactação não é recomendado.

Resumo Regulamentar

Os documentos oficiais definem a elegibilidade através de proibições absolutas (contraindicações) e do delineamento de restrições de uso específicas baseadas na idade e em condições fisiológicas existentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Padrões Oficiais de Interação

O perfil de interação oficial do Esomezol é definido por dois mecanismos fundamentais documentados: o seu efeito de supressão ácida e a sua capacidade de inibir a enzima CYP2C19. A alteração no pH gástrico modifica a biodisponibilidade de medicamentos administrados em simultâneo, reduzindo a absorção de fármacos como o Cetoconazol e o Erlotinib, enquanto, inversamente, aumenta a absorção da Digoxina.

Devido à inibição do CYP2C19, o Esomezol pode afetar a exposição sistémica de diversos outros fármacos. A coadministração está documentada como redutora da concentração plasmática do metabolito ativo do Clopidogrel e pode elevar os níveis plasmáticos de medicamentos como a Varfarina, o Tacrolimus e o Cilostazol.

Restrições de Interação

As informações regulamentares especificam restrições rigorosas para a coadministração. O uso com os medicamentos antirretrovirais Nelfinavir e Rilpivirina está formalmente contraindicado. A utilização de Esomezol deve também ser evitada com indutores potentes, como a Rifampicina e o produto fitoterápico Hipericão (Erva de S. João), uma vez que estas combinações podem reduzir substancialmente as concentrações de Esomezol. É referida a consideração de uma suspensão temporária durante a administração de doses elevadas de Metotrexato. Adicionalmente, está documentado que os pacientes identificados como Metabolizadores Lentos do CYP2C19 apresentam uma maior exposição sistémica ao próprio Esomezol.

Mecanismo de ação

Inibição Irreversível da Bomba de Protões Gástrica

O Esomezol funciona como um pró-fármaco inativo que é absorvido seletivamente e concentrado no canalículo secretor altamente ácido das células parietais gástricas. Neste ambiente de pH baixo, a molécula sofre uma ativação condicionada pelo pH, convertendo-se no seu metabolito ativo, a sulfenamida. Esta forma ativa atua então sobre a enzima Adenosina Trifosfatase de Hidrogénio-Potássio Gástrica (H^+/K^+-ATPase), vulgarmente conhecida como Bomba de Protões.

O fármaco atua como um inibidor irreversível através da formação de uma ligação covalente estável com resíduos específicos de cisteína na bomba. Esta interação bloqueia a etapa final da secreção ácida — a troca de iões H^+ por iões K^+ — independentemente do estímulo fisiológico inicial (por exemplo, gastrina, histamina ou acetilcolina). A consequência fisiológica desta inibição é um aumento significativo e sustentado do pH intragástrico (reduzindo a acidez), o que modula todo o sistema da dinâmica do ácido gástrico. Devido à magnitude da supressão ácida, pode ocorrer um efeito fisiológico secundário de um aumento por retroalimentação na secreção de Gastrina.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração e Dosagem

A utilização do Esomezol (Esomeprazol) é estritamente regulada por instruções detalhadas das autoridades competentes, que definem as vias de administração aprovadas, os regimes posológicos e os passos de preparação necessários.


Âmbito da Administração

Item Instrução Oficial
Via de Administração Oral (cápsulas, comprimidos ou suspensão) e Intravenosa (IV), tipicamente administrada como injeção ou perfusão.
Esquema Posológico A dose oral padrão para adultos é geralmente de 20 mg ou 40 mg uma vez ao dia. Regimes de doses elevadas para condições como a Síndrome de Zollinger-Ellison podem exigir a individualização até 240 mg/dia em doses divididas.
Momento em Relação às Refeições As formas orais de libertação retardada devem ser tomadas pelo menos uma hora antes de uma refeição para garantir a absorção adequada.
Restrições de Preparação As cápsulas devem ser engolidas inteiras ou abertas e dispersas em veículos aprovados como puré de maçã ou água sem gás; os grânulos não devem ser mastigados nem triturados.
Regras para Populações Uma dose oral máxima de 20 mg uma vez ao dia não deve ser excedida em pacientes adultos com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh). A dosagem pediátrica é determinada pela idade e pelo peso corporal.
Regra para Doses Esquecidas Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da próxima dose programada, a dose esquecida deve ser ignorada; não tome uma dose dupla para compensar.

Padrão de Uso e Restrições

Os ciclos de tratamento iniciais variam tipicamente entre 4 a 8 semanas para indicações de cicatrização. A administração IV é geralmente reservada para utilização a curto prazo. Os requisitos de preparação específicos, tais como tomar o medicamento com o estômago vazio e manter a integridade do revestimento gastrorresistente, são passos procedimentais essenciais que definem a utilização adequada do medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Esomezol


Evidência sobre a Cicatrização da Esofagite Erosiva

A investigação científica tem-se focado no estudo do Esomezol em contextos clínicos que envolvem a inflamação e lesão do revestimento do esófago, uma condição conhecida como esofagite erosiva (EE). A principal abordagem de investigação envolveu ensaios controlados aleatorizados (ECA) de curto prazo, que exploraram resultados relacionados com a cicatrização da mucosa esofágica. O nível de evidência é classificado como Elevado, devido à estrutura e ao tipo de ensaios controlados disponíveis para vários grupos etários. Contudo, em alguns estudos que envolveram lactentes e crianças muito jovens, os investigadores frequentemente não incluíram um placebo para comparação, e a evidência descrevendo resultados em pediatria focou-se principalmente em pacientes com graus menos graves de EE.


Evidência no Controlo da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) Sintomática

A investigação avaliou o Esomezol em adultos, adolescentes e lactentes com DRGE Sintomática, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas, como a azia (pirose) frequente. Os estudos foram realizados através de ensaios aleatorizados de curto prazo controlados por placebo. Os principais resultados monitorizados relacionaram-se com as experiências reportadas pelos pacientes, acompanhando especificamente a resolução dos sintomas de azia e resultados que refletem o funcionamento diário.

Os dados sugerem que o foco de muitos resultados reportados se centra na fase inicial do tratamento (cerca de 5 a 14 dias), o que significa que os resultados a longo prazo para o controlo contínuo dos sintomas nem sempre constituem o objetivo primário.


Lacunas na Investigação e Incertezas

Embora exista investigação substancial em adultos para as indicações principais, a evidência destaca o que é conhecido e o que permanece incerto. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além dos típicos seis a doze meses de acompanhamento nos estudos de manutenção. Os dados para certos grupos específicos, como crianças com formas mais graves de EE, permanecem insuficientes em comparação com os dados em adultos.

Adicionalmente, a qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente no que toca a condições de hipersecreção patológica raras, como a Síndrome de Zollinger-Ellison. Devido à baixa prevalência, estas condições foram exploradas através de estudos observacionais mais pequenos e séries de casos, em vez de grandes ensaios aleatorizados, o que significa que o grau de certeza permanece baixo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Esomezol (FAQ)


P: O Esomezol é igual a outros medicamentos para a acidez estomacal?

O Esomezol, que contém a substância ativa esomeprazol, pertence a uma classe de medicamentos chamada Inibidores da Bomba de Protões (IBP). Os documentos oficiais descrevem a distinção fundamental face a outros IBP através da sua estrutura química: é o S-enantiómero purificado do omeprazol. Esta formulação específica pode afetar a forma como o medicamento é metabolizado, resultando por vezes num nível sustentado do fármaco no organismo.


P: Quanto tempo demora o Esomezol a fazer efeito após a primeira dose?

De acordo com as informações oficiais do produto de venda livre, o Esomezol não se destina ao alívio imediato. Foi concebido para atuar ao longo de um período de tempo, podendo demorar entre um a quatro dias para que a ação esperada de redução de ácido se inicie.


P: Existem certas vitaminas ou suplementos que possam interagir com o Esomezol?

Os documentos oficiais referem que a coadministração com o produto fitoterápico Hipericão (Erva de S. João) deve ser evitada. Além disso, as informações indicam que o uso a longo prazo deste medicamento pode afetar a absorção de Vitamina B12 (cobalamina) pelo organismo. A informação sobre todas as vitaminas e suplementos utilizados deve ser partilhada com um profissional de saúde.


P: Qual é a diferença entre o Esomezol e um fármaco semelhante como o omeprazol?

As informações oficiais indicam que o Esomezol é o S-enantiómero do omeprazol. Isto significa que são quimicamente semelhantes, mas o Esomezol é uma versão purificada de um componente específico da imagem em espelho do omeprazol. Esta diferença é assinalada por afetar a forma como o organismo processa o medicamento, o que pode contribuir para a sua ação de supressão ácida.


P: Porque é que algumas pessoas precisam de tomar Esomezol durante muito tempo?

Embora muitos usos sejam de curto prazo, a rotulagem oficial indica que o uso a longo prazo é por vezes necessário para condições que causam produção excessiva de ácido, como a Síndrome de Zollinger-Ellison. Também pode ser utilizado para a manutenção da cicatrização a longo prazo em pacientes com esofagite erosiva grave.


P: Existe um período máximo de tempo durante o qual o uso de Esomezol é habitualmente recomendado?

Para o uso de venda livre no tratamento da azia frequente, a duração recomendada é tipicamente de até 14 dias. Para usos sujeitos a receita médica, os ciclos de tratamento para cicatrização são geralmente de 4 a 8 semanas, com a terapia de manutenção a não exceder geralmente os 6 meses. Padrões de utilização específicos para além destes prazos são determinados pelo profissional de saúde prescritor.


P: O Esomezol está aprovado para utilização em crianças e, em caso afirmativo, para que condições?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Esomezol está aprovado para pacientes pediátricos dos 1 mês aos 17 anos para condições específicas previstas na rotulagem. Estas incluem o tratamento a curto prazo da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) sintomática e a cicatrização da esofagite erosiva (EE) em determinados grupos etários.


P: O Esomezol pode ser tomado juntamente com medicamentos para a ansiedade ou depressão?

As informações oficiais indicam que o Esomezol pode afetar a metabolização de certos medicamentos, aumentando potencialmente a sua concentração no sangue. Isto inclui alguns medicamentos antidepressivos, como o antidepressivo tricíclico clomipramina. Os pacientes devem rever as potenciais interações com o seu profissional de saúde antes de combinarem medicamentos.


P: Que avisos existem relativamente ao Esomezol e à função renal?

Os avisos oficiais descrevem uma reação adversa rara mas grave denominada Nefrite Tubulointersticial Aguda, que é uma condição inflamatória renal que pode ocorrer em qualquer momento durante o tratamento. Os pacientes que experimentem alterações na função renal devem consultar o seu prestador de cuidados de saúde.


P: O Esomezol tem alguma interação conhecida com chás de ervas?

Os documentos oficiais aconselham especificamente que os pacientes devem evitar tomar Esomezol com o produto fitoterápico Hipericão (Erva de S. João), pois este pode reduzir substancialmente a concentração de Esomezol no organismo. Recomenda-se geralmente que os pacientes partilhem informações sobre todos os produtos fitoterápicos e chás utilizados com um profissional de saúde.


P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito de uma dose de Esomezol?

O rótulo de venda livre do Esomezol descreve o produto como um redutor de ácido de 24 horas. Isto sugere que o efeito esperado de uma dose única é geralmente sustentado ao longo do dia.


P: O Esomezol está disponível sem receita médica ou apenas com receita?

O Esomezol está disponível em ambos os formatos, dependendo da dosagem e da indicação. Uma formulação de 20 mg está disponível sem receita médica para o tratamento da azia frequente, enquanto as dosagens sujeitas a receita médica são utilizadas para outras condições específicas relacionadas com o ácido.


P: O Esomezol é utilizado para tratar outras condições além de problemas de acidez estomacal?

A função primária do Esomezol é suprimir o ácido gástrico. As suas utilizações indicadas estão relacionadas com o excesso de ácido gástrico, como a DRGE e a síndrome de Zollinger-Ellison. No entanto, também é indicado para utilização na erradicação de H. pylori (em combinação com antibióticos específicos) para reduzir o risco de úlceras.


P: O consumo de álcool afeta a forma como o Esomezol atua?

A rotulagem oficial inclui a recomendação de não tomar este medicamento com álcool. Esta orientação baseia-se nos riscos gerais associados à mistura de qualquer medicação com álcool.


P: O Esomezol é considerado seguro para adultos mais velhos ou para a população idosa?

Estudos oficiais indicam que não foram observadas diferenças globais na segurança ou eficácia entre indivíduos idosos e mais jovens em ensaios clínicos. No entanto, os documentos observam que os pacientes mais velhos podem registar uma incidência mais elevada de certos efeitos secundários relacionados com a duração, tais como fraturas ósseas.


P: Que tipo de interações são descritas entre o Esomezol e os antiácidos?

As informações oficiais afirmam que não é considerado necessário qualquer ajuste de dose para o Esomezol quando este é tomado em conjunto com antiácidos. As informações observam que os antiácidos não são descritos como interferindo significativamente com a absorção do Esomezol.


P: Porque é que os médicos prescrevem por vezes Esomezol com certos antibióticos?

O Esomezol está oficialmente indicado para utilização como parte de um regime de terapia tripla para tratar uma infeção causada pela bactéria H. pylori. É combinado com antibióticos como a amoxicilina e a claritromicina para erradicar a bactéria e reduzir o risco de recorrência de úlceras.


P: Existem interações relatadas entre o Esomezol e analgésicos comuns?

O Esomezol está especificamente indicado para a redução do risco de úlceras gástricas causadas pelo uso continuado de Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), que são analgésicos comuns, em pacientes que necessitam de continuar a utilizar AINEs.


P: O Esomezol é utilizado para prevenir certos tipos de úlceras?

Sim, os documentos indicam que o Esomezol é utilizado para reduzir o risco de dois tipos de úlceras. Está indicado para a redução do risco de úlceras gástricas associadas ao uso prolongado de AINEs e para reduzir o risco de recorrência de úlcera duodenal após o tratamento de H. pylori.


P: Que informações oficiais estão disponíveis sobre o Esomezol e o risco de infeção?

Os avisos oficiais referem que o tratamento com Inibidores da Bomba de Protões (IBP), incluindo o Esomezol, pode estar associado a um risco acrescido de diarreia associada a Clostridium difficile (CDAD). Esta é uma infeção intestinal que requer atenção médica.


P: É normal sentir uma alteração no apetite após iniciar o Esomezol?

Relatos de experiência pós-comercialização incluíram a perda de apetite como uma potencial reação adversa com este medicamento. No entanto, a frequência exacta desta ocorrência não é conhecida.


P: Qual é a composição de ingredientes inativos das pastilhas de Esomezol?

O rótulo oficial do produto lista os ingredientes inativos, também conhecidos como excipientes, que são utilizados para formular o comprimido ou cápsula. Estes incluem tipicamente substâncias como dióxido de titânio, vários agentes corantes e componentes de revestimento (como hipromelose ou citrato de trietilo) para proteger o medicamento do ácido do estômago.


P: Quais são as expectativas gerais para uma consulta de acompanhamento ao tomar Esomezol?

Para o uso de venda livre, os pacientes são aconselhados a consultar um profissional de saúde se os seus sintomas piorarem ou não melhorarem após o ciclo de tratamento padrão de 14 dias. Isto estabelece um ponto de verificação obrigatório com base na orientação oficial.


P: O Esomezol interage com medicamentos comuns para a tensão arterial elevada?

O Esomezol tem sido associado a potenciais interações com uma grande variedade de medicamentos devido ao seu efeito nas enzimas hepáticas. Embora medicamentos específicos para a tensão arterial elevada nem sempre sejam listados, os dados indicam potenciais interações moderadas com vários tipos de fármacos. A informação sobre todos os medicamentos sujeitos a receita médica utilizados deve ser partilhada com um profissional de saúde.


P: Qual é a recomendação geral se for detetado um efeito secundário durante a toma de Esomezol?

A rotulagem oficial afirma que, se for sentida uma reação alérgica grave, sinais de um evento adverso sério ou sintomas graves, é necessário o contacto imediato com um médico ou prestador de cuidados de saúde.

Como Esomezol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Esomezol

O Esomezol (esomeprazol) deve ser conservado sob controlos ambientais específicos para preservar a sua eficácia. O medicamento deve ser mantido a uma Temperatura Ambiente Controlada, habitualmente definida entre os 20 °C e os 25 °C, não devendo ser armazenado acima dos 30 °C.


Condições Necessárias

Componente de Armazenamento Requisito
Temperatura Temperatura Ambiente Controlada
Proteção Proteger da luz e da humidade
Recipiente Manter na embalagem original e garantir que esta se encontra bem fechada
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças

As soluções preparadas para utilização intravenosa ou suspensão oral possuem uma estabilidade limitada e devem ser administradas ou eliminadas num curto espaço de tempo, especificamente definido, após a sua reconstituição.

Eliminação

O Esomezol fora de prazo ou não utilizado não deve ser eliminado através dos esgotos nem deitado no lixo doméstico. A eliminação deve ser realizada em conformidade com os requisitos locais aplicáveis aos resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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