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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Escontral

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Desloratadina
Forma Comprimidos revestidos por película, solução oral, comprimidos bucodispersíveis
Classe farmacológica Anti-histamínico de segunda geração
Uso comum Alívio sintomático de condições alérgicas
Origem Sintética (metabolito ativo da Loratadina)

Que Tipo de Medicamento é o Escontral? (Identidade e Classificação)

O Escontral é uma preparação medicinal cuja identidade central é definida pela sua substância ativa, a Desloratadina, um composto classificado pelo sistema Anatómico Terapêutico Químico (ATC) como um anti-histamínico para uso sistémico. A desloratadina atua como um antagonista seletivo dos recetores H1 periféricos e como um anti-histamínico de segunda geração. Esta classificação indica que o fármaco bloqueia especificamente a atividade da histamina — uma substância que o organismo liberta durante uma reação alérgica — principalmente nos tecidos fora do sistema nervoso central. Enquanto composto sintético, a desloratadina é reconhecida como o principal metabolito ativo do anti-histamínico mais antigo, a loratadina. O facto de a desloratadina ser um metabolito ativo é clinicamente reconhecido por contribuir para o seu rápido início de ação quando comparada com o seu composto de origem.


Composição, Formas e Propósito Geral (Identidade Física e Terapêutica)

O Escontral é formulado como um produto de substância única destinado à administração oral, distinguindo-se por oferecer formas farmacêuticas flexíveis, incluindo comprimidos revestidos por película, uma solução oral e os comprimidos bucodispersíveis especializados. A principal substância ativa é a Desloratadina, que é combinada com excipientes farmacêuticos padrão para criar o produto final.

O propósito terapêutico geral do Escontral é proporcionar o alívio sintomático das manifestações de condições alérgicas, tais como a congestão nasal persistente associada à rinite alérgica ou o prurido desconfortável e as pápulas da urticária crónica idiopática. O fármaco possui aprovação formal para estas utilizações, sendo reconhecido como um tratamento fundamental para gerir o prurido persistente e a inflamação relacionada com alergias. Este medicamento foi concebido para gerir eficazmente o desconforto das alergias comuns com uma dosagem conveniente de uma vez ao dia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Escontral?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Escontral (Desloratadina) está oficialmente definido nos documentos regulamentares, que listam as reações adversas de acordo com a sua frequência e a classe de órgãos e sistemas afetada.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas mais comuns comunicadas em ensaios clínicos, ocorrendo em ≥ 1/100 a < 1/10 dos doentes, são Cefaleia (dor de cabeça), Secura da boca e Fadiga. Estes efeitos comuns foram geralmente comunicados no início do tratamento.

As reações classificadas como Muito Raras (ocorrendo em < 1/10.000 dos doentes) ou registadas em vigilância pós-comercialização (Frequência desconhecida) incluem efeitos no sistema nervoso central, tais como convulsões, insónia e tonturas, bem como efeitos gastrointestinais (ex.: náuseas, diarrieia).

Reações Sistémicas e Graves

Os relatórios pós-comercialização documentam reações raras, mas clinicamente significativas. Estas envolvem o sistema imunitário, incluindo eventos de hipersensibilidade grave, tais como anafilaxia e angioedema. Efeitos no sistema cardíaco (ex.: prolongamento do intervalo QT, arritmia) e doenças hepatobiliares (ex.: Hepatite, Icterícia) também foram comunicados nas categorias de frequência muito rara e desconhecida.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

As informações oficiais recomendam precaução e podem sugerir uma dose inicial mais baixa para indivíduos com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática, devido ao potencial de aumento da exposição ao fármaco. Existem também conclusões de segurança específicas para doentes pediátricos com menos de 1 ano de idade. Recomenda-se igualmente precaução na administração do medicamento a doentes com antecedentes de convulsões ou fatores de risco para as mesmas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil de sobredosagem oficialmente documentado para o Escontral (Desloratadina) indica que as manifestações clínicas são, geralmente, semelhantes ao perfil de reações adversas observado em doses terapêuticas, embora a intensidade dos efeitos possa ser superior.

Manifestações Documentadas e Ações de Emergência

As manifestações clínicas comunicadas em associação com a sobredosagem incluem sonolência, fadiga e cefaleia (dor de cabeça). Resultados potenciais graves, embora menos frequentes, incluem efeitos nos sistemas cardíaco e nervoso, tais como taquicardia, palpitações e convulsões.

Na eventualidade de suspeita de sobredosagem, as diretrizes regulamentares determinam que deve procurar assistência médica imediata ou contactar de imediato um Centro de Informação Antivenenos.

É necessária ajuda médica urgente, como contactar os serviços de emergência locais, se a pessoa apresentar manifestações graves, incluindo colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de acordar.

Gestão Clínica e Monitorização

A gestão de uma sobredosagem envolve um tratamento sintomático e de suporte, juntamente com a consideração de medidas padrão para remover qualquer substância ativa não absorvida. Os documentos regulamentares confirmam que não se conhece um antídoto específico para a desloratadina. Está igualmente documentado que a substância ativa não é eliminada por hemodiálise.

As considerações sobre sobredosagem para a população pediátrica referem que, embora o perfil de eventos seja semelhante ao dos adultos, a intensidade potencial dos efeitos pode ser maior.

Usos terapêuticos de Escontral

O que o Escontral Trata: Principais Usos e Benefícios

O Escontral (Desloratadina) é habitualmente utilizado para auxiliar no alívio de sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica em situações que envolvem certas manifestações alérgicas persistentes. As suas aplicações são relevantes para atenuar o desconforto em domínios sintomáticos fundamentais.

Este medicamento é indicado para aliviar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos em condições caracterizadas por períodos de agravamento, incluindo a Rinite Alérgica (tanto nas formas sazonais como perenes) e a Urticária Crónica Idiopática (urticária persistente). Ajuda a tratar sintomas que criam uma limitação funcional percetível, tais como espirros frequentes, corrimento nasal, congestão nasal, desconforto ocular associado (comichão e lacrimejo) e prurido cutâneo intenso. De um modo geral, apoia a capacidade de o paciente lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.


Gestão de Sintomas e Conforto

O Escontral é aplicado em áreas terapêuticas onde é necessário um suporte sintomático adicional. É utilizado na gestão de condições que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas na pele e nas vias respiratórias, especificamente no que diz respeito ao prurido intenso e ao número e tamanho das pápulas urticadas.

“Apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.”

Este auxílio contribui para um melhor conforto durante os períodos de maior intensidade dos sintomas, ajudando a diminuir a carga sintomática global associada a estas condições crónicas.

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Alérgico
Indicação Principal Alívio sintomático da rinite alérgica (sazonal e perene) e urticária crónica.
Benefício Central Auxílio na manutenção da estabilidade funcional e redução do peso de sintomas irritativos.
Foco nos Sintomas Atua na congestão nasal, espirros, desconforto ocular e prurido cutâneo persistente/urticária.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Escontral — Informações Regulamentares Oficiais

Esta secção descreve quem é elegível para a desloratadina (Escontral), baseando-se estritamente nos documentos regulamentares oficiais.


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial / Declaração
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos) constituem a população padrão aprovada para a utilização de comprimidos revestidos por película. A solução oral está aprovada para crianças a partir dos 6 meses de idade.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade à substância ativa desloratadina, ao composto de origem loratadina ou a qualquer um dos excipientes do produto.
Critérios etários de elegibilidade A segurança e eficácia não foram estabelecidas em crianças com menos de 6 meses de idade.
Critérios de elegibilidade por condição clínica A utilização requer precaução em doentes com insuficiência renal grave ou compromisso hepático (doença do fígado).
Estatuto de elegibilidade na gravidez e aleitamento A utilização não é recomendada durante a gravidez ou o aleitamento (visto que o fármaco passa para o leite materno).
Restrições relacionadas com a elegibilidade Recomenda-se precaução em doentes com antecedentes médicos ou familiares de convulsões.

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

O medicamento é contraindicado com base na hipersensibilidade. O uso é designado com precaução em casos de compromisso orgânico grave ou antecedentes de convulsões. A utilização não é recomendada para mulheres grávidas ou a amamentar.


Ligação ao perfil geral de elegibilidade

Os documentos oficiais estabelecem limites claros para a utilização da desloratadina, definindo a contraindicação absoluta por alergia conhecida e o uso condicional pelo historial clínico do doente e saúde dos órgãos. A elegibilidade padrão começa aos 12 anos para os comprimidos, sendo necessária a formulação em solução oral para grupos etários inferiores.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Escontral (Desloratadina) baseia-se nos efeitos documentados sobre a exposição sistémica do fármaco e nas características farmacocinéticas de populações específicas, conforme descrito nas informações regulamentares de prescrição.

Interações Farmacocinéticas Documentadas

A administração conjunta de desloratadina com determinados medicamentos pode resultar em alterações nas concentrações plasmáticas (Cmax e AUC). Estas situações são classificadas como interações farmacocinéticas, resultantes de mudanças no metabolismo do fármaco. Entre os medicamentos documentados que aumentam formalmente a exposição sistémica à desloratadina e ao seu metabolito incluem-se o Cetoconazol, a Eritromicina, a Cimetidina, a Fluoxetina e a Azitromicina.

Substância Pedente de Interação Descrição Oficial do Resultado
Cetoconazol Aumento da AUC plasmática da desloratadina e do seu metabolito
Eritromicina Aumento da AUC plasmática da desloratadina e do seu metabolito

Outras Considerações sobre Interações

As informações oficiais indicam que a desloratadina pode ser tomada com ou sem alimentos, uma vez que a ingestão de comida não afeta significativamente a biodisponibilidade do medicamento. Além disso, os ensaios clínicos demonstraram que a desloratadina não potenciou os efeitos do álcool que prejudicam o desempenho, embora tenham sido comunicados casos de intolerância ao álcool em contexto de vigilância pós-comercialização.

Dados específicos sobre determinadas populações referem que doentes com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave, bem como indivíduos classificados como metabolizadores lentos, apresentam uma exposição sistémica aumentada à desloratadina.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo dos Recetores H1

A ação primária do Escontral envolve a ligação altamente seletiva e o antagonismo do recetor periférico H1 da histamina (H1R). Esta ação impede a ligação e a ativação do recetor pela histamina natural do organismo, limitando, consequentemente, a cascata de sinalização associada. Este processo constitui uma interferência nos padrões de sinalização mediados pelo recetor H1.

Interrupção da Cascata de Sinalização da Histamina

O mecanismo funciona através da modificação dos passos moleculares iniciais na cascata de sinalização da histamina, o que resulta na modulação da progressão dessa mesma cascata e da sinalização sistémica a jusante. A interferência modifica as dinâmicas de sinalização que influenciam a permeabilidade capilar e a estimulação dos nervos sensoriais.

Ação Periférica e Exclusão da Barreira Hematoencefálica

O fármaco apresenta uma capacidade reduzida de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE). Esta propriedade físico-química faz com que o acesso e a ligação do mecanismo aos alvos H1R ocorram primordialmente nos sistemas periféricos, com uma penetração mínima através da barreira hematoencefálica.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Escontral — Orientações Oficiais de Administração

Instrução Detalhe
Via de administração Oral (através de comprimido, comprimido bucodispersível ou solução)
Esquema posológico Dose Padrão (ge 12 anos): 5 mg uma vez ao dia. Ajuste de Dose (Comprometimento Grave): 5 mg em dias alternados para adultos com insuficiência renal ou hepática grave.
Momento da toma (refeições) Pode ser administrado com ou sem alimentos.
Requisitos de preparação A solução oral deve ser medida com precisão utilizando um dispositivo de medição calibrado.
Regras por grupo etário Adultos/Adolescentes (ge 12 anos): 5 mg uma vez ao dia. Crianças (6 meses a 11 anos): A dose é ajustada pela idade (1 mg, 1,25 mg ou 2,5 mg) recorrendo à solução oral ou ao comprimido de 2,5 mg.
Esquecimento de dose Tomar a dose esquecida assim que se lembrar; a dose seguinte deve ser tomada à hora habitual. Não tomar duas doses ao mesmo tempo.
Condições procedimentais O comprimido bucodispersível (ODT) deve ser retirado do blister imediatamente antes da utilização, colocado sobre a língua, deixado desintegrar-se e engolido com ou sem água.

Classificações das Instruções

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Sistémico, Oral
Padrão de frequência Uma vez ao dia (qDay)
Base regulamentar FDA / EMA
Limitações de contexto de uso A duração é determinada pela natureza temporal da condição; na rinite intermitente, o tratamento pode ser interrompido após a resolução dos sintomas.

Estrutura do Procedimento Resultante

A utilização oficial do Escontral estrutura-se de acordo com as etapas documentadas de determinação da dose adequada (5 mg diários ou 5 mg em dias alternados) com base na idade e no estado funcional renal ou hepático. Deve selecionar-se a forma farmacêutica correta, garantindo que a solução oral é medida cuidadosamente com um dispositivo calibrado. A administração da dose total deve ser feita por via oral, uma vez a cada 24 horas, independentemente da ingestão de alimentos. No caso específico das formas bucodispersíveis, o comprimido deve ser tomado imediatamente após a abertura do blister.


Ligação ao protocolo global de utilização

As instruções oficiais estabelecem um protocolo preciso de administração oral uma vez ao dia, aplicado de forma consistente em todas as formas aprovadas e grupos etários. Este protocolo foi desenhado para acomodar diferenças fisiológicas, exigindo um ajuste de frequência para dias alternados apenas para adultos com comprometimento renal ou hepático grave, permitindo a padronização da entrega da substância ativa de acordo com os requisitos regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Escontral (Desloratadina)


Evidência para Utilização em Condições Caracterizadas por Sintomas Nasais Variáveis (Rinite Alérgica)

A investigação sobre a Desloratadina na rinite alérgica baseou-se primordialmente em estudos aleatorizados e controlados por placebo, realizados para analisar sintomas associados tanto às formas sazonais como perenes da condição. Estes estudos foram desenhados para monitorizar os resultados reportados pelos doentes, focando-se na medição de sintomas relacionados com o desconforto físico, tais como espirros, corrimento nasal (rinorreia), congestão e prurido (comichão). Os resultados obtidos nestes contextos controlados descrevem a evolução dos sintomas nas populações observadas, e os dados demonstraram padrões de resposta observados nas medições sintomáticas quando comparados com a população que recebeu placebo. A investigação oferece uma visão sobre os padrões de sintomas a curto prazo, embora exista informação limitada quanto aos resultados a longo prazo, uma vez que a maioria dos ensaios controlados se focou num acompanhamento de curta duração (até três meses).


Evidência para Utilização em Condições Envolvendo Manifestações Cutâneas Episódicas (Urticária Idiopática Crónica)

A desloratadina foi também estudada para a observação de sintomas de urticária idiopática crónica, ou pápulas persistentes. As principais medições focaram-se numa pontuação combinada, utilizada para acompanhar alterações na gravidade do prurido (comichão), a par do tamanho e número das pápulas (vergões). As conclusões descrevem padrões observados nos estudos ao longo de intervalos de tempo definidos, frequentemente até seis semanas. A maior parte da investigação controlada centrou-se no curto prazo, onde os períodos de acompanhamento foram limitados, não estando os efeitos a longo prazo totalmente estabelecidos por investigação controlada exaustiva.


Investigação em Grupos Específicos (Populações Especiais)

Investigação clínica específica examinou a forma como a desloratadina foi observada em indivíduos fora da população principal dos ensaios com adultos, incluindo adolescentes e crianças (com idade igual ou superior a 2 anos). No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, as conclusões relativas a subgrupos são incertas ou menos robustas para adultos mais velhos, onde ensaios controlados aleatorizados dedicados de larga escala estão frequentemente ausentes. Isto significa que os resultados se aplicam apenas às populações efetivamente estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Escontral (FAQ)

Q: Quanto tempo demora o Escontral a começar a fazer efeito?

Os estudos e as informações oficiais indicam que a substância ativa do Escontral é detetada na corrente sanguínea 30 minutos após a administração. Foi tipicamente observado um efeito anti-histamínico a partir de 1 hora após a toma. O rápido início de atividade é coerente com a finalidade aprovada do fármaco para o controlo de sintomas.


Q: O Escontral pode causar dificuldades em dormir?

A dificuldade em dormir, especificamente referida como insónia nos documentos regulamentares, foi comunicada como um efeito secundário pouco frequente a muito raro nos ensaios clínicos. Não consta entre as reações observadas com maior frequência, mas a possibilidade é referida na informação oficial do produto.


Q: É normal sentir tonturas ao iniciar o tratamento com Escontral?

As tonturas são um efeito secundário possível e estão classificadas nos documentos regulamentares como uma reação adversa frequente, o que significa que ocorre em 1% a 10% dos doentes. A informação oficial indica que os efeitos secundários frequentes, incluindo as tonturas, têm maior probabilidade de ser comunicados quando o indivíduo inicia o tratamento.


Q: Porque é que algumas pessoas dizem que o Escontral as faz sentir cansadas?

A fadiga (sensação de cansaço) está classificada nos documentos regulamentares como uma das reações adversas mais frequentes comunicadas nos ensaios clínicos. Esta classificação indica que se trata de uma ocorrência reconhecida nos dados regulamentares, sendo habitualmente comunicada no início do tratamento.


Q: É normal observar alterações no apetite durante a toma de Escontral?

Os relatórios oficiais sobre o perfil de segurança do fármaco indicam que foram registadas alterações no apetite. Especificamente, tanto o aumento do apetite como a anorexia (perda de apetite) foram comunicados na categoria de frequência "frequente" nos dados dos ensaios clínicos.


Q: Qual é o período de tempo habitual para a toma de Escontral?

A duração da utilização não é fixa e é determinada pela natureza temporal da condição. Por exemplo, os documentos regulamentares descrevem que, para condições como a rinite alérgica intermitente, a utilização pode ser interrompida quando os sintomas desaparecem. Para condições persistentes, é típico o uso contínuo por períodos mais longos.


Q: Sabe-se se o Escontral causa aumento ou perda de peso?

Os documentos regulamentares indicam que foi registado um aumento de peso na vigilância pós-comercialização. Esta conclusão está atualmente categorizada como tendo uma frequência desconhecida. A perda de peso não está especificamente listada no perfil de segurança oficial.


Q: O Escontral afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os ensaios clínicos não demonstraram prejuízo na capacidade de condução para a maioria dos doentes. No entanto, como a sonolência foi comunicada muito raramente, a informação do produto indica que os indivíduos devem estar atentos à sua reação pessoal antes de realizarem atividades que exijam alerta mental, como conduzir ou utilizar máquinas.


Q: Quais são os efeitos a longo prazo da toma de Escontral?

A maioria dos ensaios clínicos controlados com o Escontral focou-se na utilização a curto prazo, durando habitualmente até três meses. Consequentemente, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos por investigação controlada exaustiva. É frequentemente recomendada uma monitorização regular durante períodos de utilização prolongados.


Q: O que devo fazer se um efeito secundário do Escontral parecer preocupante?

A orientação oficial aconselha a procurar assistência médica imediata se ocorrer uma reação grave, como dificuldade em respirar, inchaço do rosto ou uma alteração rápida ou grave no estado de saúde. A orientação geral sugere a consulta de um profissional de saúde para efeitos secundários que sejam preocupantes, mas que não constituam uma emergência.


Q: O Escontral pode ser esmagado ou partido?

As instruções de administração oficiais para os comprimidos revestidos por película indicam que o comprimido deve ser engolido inteiro com água. Se o medicamento for uma solução oral, deve ser medido rigorosamente com o dispositivo fornecido. Existem instruções específicas de modificação apenas para a forma de comprimido orodispersível.


Q: Como é que o Escontral se compara a um placebo nos ensaios clínicos?

Nos ensaios clínicos controlados por placebo, os dados do estudo demonstraram padrões distintos relacionados com a melhoria de sintomas, como espirros e comichão, quando comparados com a população que recebeu uma substância inativa (placebo).


Q: A hora do dia em que tomo o Escontral é importante?

O Escontral é oficialmente um medicamento de toma única diária, o que significa que deve ser tomado aproximadamente a cada 24 horas. A hora do dia é flexível e o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.


Q: O Escontral pode tornar a pessoa mais sensível ao sol?

O aumento da sensibilidade ao sol, conhecido como fotossensibilidade, foi registado em relatórios pós-comercialização do Escontral. A frequência oficial desta ocorrência é atualmente desconhecida, mas a possibilidade está incluída nos dados de vigilância regulamentar.


Q: O Escontral é o mesmo tipo de medicamento que outros anti-histamínicos?

O Escontral é identificado pelo seu princípio ativo, a desloratadina, que está classificada como um antagonista seletivo dos recetores H1 periféricos de segunda geração. Esta classificação indica que pertence à mesma categoria geral de medicamentos que tratam condições alérgicas.


Q: Qual é a principal diferença entre o Escontral e outros fármacos que tratam a mesma condição?

A classificação oficial reconhece o princípio ativo do Escontral, a desloratadina, como o principal metabolito ativo de um anti-histamínico mais antigo, a loratadina. Esta identidade química única distingue-o do seu composto de origem e de outros medicamentos relacionados.


Q: O Escontral perde eficácia com o tempo?

Em estudos controlados que duraram até 28 dias, não houve evidência de taquifilaxia (o termo técnico para a perda rápida ou súbita de eficácia de um fármaco). Isto indica que o medicamento manteve a sua atividade durante o período do estudo.


Q: Quanto tempo dura o efeito de uma dose de Escontral?

Estudos demonstraram que a atividade anti-histamínica de uma dose de Escontral pode persistir até 24 horas. Esta característica farmacológica é a base para o seu esquema posológico aprovado de toma única diária.


Q: O que acontece se tomar acidentalmente duas doses de Escontral num curto intervalo?

O perfil de eventos adversos associado a uma sobredosagem é descrito nos documentos oficiais como sendo semelhante ao observado com doses terapêuticas, mas a gravidade dos efeitos pode ser maior. O esquema posológico estabelecido é de toma única diária.


Q: O Escontral tem impacto no humor?

Relatórios oficiais de vigilância pós-comercialização e revisões regulamentares recentes incluíram efeitos no humor. Estes relatórios registaram ocorrências como humor depressivo, comportamento anormal e agressividade (em doentes pediátricos).


Q: Existe investigação sobre o uso de Escontral em pessoas com problemas de fígado?

Os documentos regulamentares recomendam precaução para doentes com insuficiência hepática grave. Isto deve-se ao potencial de aumento da exposição ao fármaco e a relatos de efeitos adversos no fígado, como hepatite e icterícia, nos dados de segurança.

Como Escontral deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Escontral (Desloratadina)

Os documentos regulamentares oficiais definem requisitos específicos para a conservação e eliminação do Escontral (Desloratadina), com o objetivo de manter a estabilidade do produto e garantir a segurança.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos revestidos por película devem ser conservados a uma temperatura não superior a 30°C e mantidos na embalagem de origem para proteção contra a humidade. A solução oral não necessita de condições especiais de temperatura de conservação, mas não deve ser congelada e deve ser protegida da luz no seu frasco original.

Relativamente à estabilidade após a abertura, a solução oral tem um prazo de validade de 2 meses após a primeira abertura. Já os comprimidos fornecidos num frasco (contentor) devem ser utilizados num prazo de 3 meses após a primeira abertura. É fundamental que o medicamento seja mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Escontral (comprimidos ou solução oral) que esteja fora do prazo de validade ou que já não seja necessário não deve ser eliminado através da canalização ou do lixo doméstico. Os doentes são instruídos a consultar o seu farmacêutico sobre os métodos adequados para eliminar os medicamentos de que já não necessita, contribuindo assim para a proteção do meio ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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