Ervebo

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Ervebo

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ervebo

O que é o Ervebo?

Propriedade Descrição
Substância Ativa Vacina viva contra o Ébola Zaire (rVSV-ZEBOV)
Forma Farmacêutica Suspensão para injeção intramuscular (Frasco para injetáveis de dose única)
Classe Farmacológica Vacina de vetor viral recombinante
Utilização Comum Prevenção da doença por vírus Ébola causada pela espécie Zaire ebolavirus
Fabricante Merck Sharp & Dohme (MSD) LLC

O Ervebo é uma vacina especializada, sujeita a receita médica, indicada para a prevenção da doença causada pela espécie Zaire ebolavirus em indivíduos a partir dos 12 meses de idade. Trata-se de uma vacina recombinante, viva e atenuada, administrada através de uma única injeção intramuscular.

A substância ativa da vacina denomina-se oficialmente vacina viva contra o Ébola Zaire (rVSV-ZEBOV). Este componente consiste num vírus da estomatite vesicular (VSV) modificado que atua como um vetor viral, transportando uma proteína de superfície essencial do vírus Ébola. Este design é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de induzir uma resposta imunitária rápida e direcionada, o que é fundamental para os esforços de saúde pública durante a ocorrência de surtos. Esta modificação é considerada essencial para a geração de imunidade protetora.

O Ervebo detém a distinção de ser a primeira vacina aprovada para esta indicação pelas autoridades reguladoras competentes. A sua administração única em dose individual simplifica a logística, sendo um fator diferenciador importante que apoia a sua utilização em estratégias de controlo de surtos, tais como a vacinação em anel.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ervebo?

Âmbito das Reações Adversas

Categoria Descrição
Principais Categorias de Reações Adversas Sintomas sistémicos, reações no local da injeção, doenças musculoesqueléticas e queixas gastrointestinais.
Classificação de Frequência Muito Frequentes (≥ 1/10): Febre (pirexia), cefaleia, dor muscular (mialgia), dor articular (artralgia), fadiga, calafrios, diminuição do apetite, dor no local da injeção, inchaço e vermelhidão (eritema). Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10): Náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, tonturas, sonolência, erupção cutânea, sudação anormal, ulceração na boca e reações pediátricas específicas, como a irritabilidade.
Classes de Sistemas de Órgãos Envolvidos Perturbações gerais e alterações no local de administração, afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos, doenças do sistema nervoso, doenças gastrointestinais, afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos e perturbações psiquiátricas (pediátricas).
Reações Adversas Graves A anafilaxia (reação alérgica grave), a febre grave (pirexia) e a artrite grave estão documentadas nos registos regulamentares como reações raras e clinicamente significativas.
Considerações de Segurança Específicas da População A vacina está contraindicada em indivíduos com antecedentes de reações alérgicas graves, incluindo à proteína de arroz utilizada no fabrico. A febre é reportada com uma frequência mais elevada em doentes pediátricos mais jovens. A segurança e eficácia não foram estabelecidas para indivíduos imunocomprometidos. Os dados sobre gravidez e aleitamento são insuficientes para determinar o risco associado à vacina.
Padrões Relacionados com a Exposição A presença temporária de ARN do vírus da vacina foi detetada em fluidos biológicos e lesões até aproximadamente 20 dias após a vacinação. As ocorrências de artrite ou artralgia surgiram, na maioria das vezes, nas primeiras semanas após a vacinação.
Restrições ou Limitações de Segurança A coadministração de imunoglobulinas, sangue ou transfusões de plasma até 1 mês após a vacinação pode, potencialmente, interferir com a resposta imunitária esperada. A vacina pode causar resultados positivos para alvos da glicoproteína Ébola em determinados testes de diagnóstico.

Classificações de Segurança (Nível Geral)

Classificação Descrição
Modelo de Frequência Regulamentar Utilizado Baseado nos intervalos de frequência padrão (ex.: Muito Frequente: 1/10) utilizados pelas autoridades governamentais.
Base Regulamentar Informação compilada a partir de rotulagem oficial e relatórios de avaliação publicados pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).
Notas de Segurança sobre o Contexto de Utilização A natureza da vacina (viva e atenuada) introduz limitações relativas à potencial excreção viral e interferência com certos ensaios de diagnóstico, conforme indicado na informação oficial do produto.

Estrutura de Segurança Resultante

As informações oficiais de segurança estruturam a compreensão do perfil de risco da Ervebo, separando claramente os efeitos sistémicos de frequência elevada esperados das reações adversas graves e raras e das limitações específicas associadas à sua composição de vetor viral vivo.

Ligação ao perfil de segurança global:

O perfil de segurança oficial é definido por reações Muito Frequentes e Frequentes que afetam o local da injeção, a saúde geral e o sistema musculoesquelético, representando a experiência pós-vacinação expectável. Este perfil é equilibrado pela inclusão obrigatória de reações adversas graves e raras e de limitações populacionais específicas, que são características de segurança críticas documentadas pelas autoridades regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações de prescrição regulamentares da Ervebo (Vacina contra o Vírus Ébola Zaire, Viva) não contêm uma secção dedicada à sobredosagem e indicam que não existem casos documentados de sobredosagem nos estudos clínicos. Por conseguinte, não existem sintomas específicos ou protocolos de tratamento estabelecidos para situações de administração que exceda a dose prescrita.

Na ausência de um perfil de sobredosagem, as orientações oficiais para a procura de assistência médica urgente centram-se na gestão imediata de reações adversas graves.


Ações de Emergência Necessárias

A reação mais grave observada, e para a qual as autoridades regulamentares exigem preparação, é a Anafilaxia (uma reação alérgica grave e potencialmente fatal). As instruções oficiais indicam o seguinte:

  • Devem estar disponíveis tratamento e supervisão médica adequados de forma imediata, em caso de ocorrência de um evento anafilático após a administração.
  • Os indivíduos devem ser monitorizados de perto quanto a sinais e sintomas precoces de reações de hipersensibilidade (ex.: anafilaxia ou reações anafilactoides) após a vacinação.
  • É exigido pelos reguladores um período mínimo de observação de 15 minutos após a vacinação para monitorizar a ocorrência de reações imediatas.

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, a ação prescrita nas monografias governamentais é contactar um centro de informação antivenenos (CIAV) ou os serviços de emergência.

Usos terapêuticos de Ervebo

Para que é utilizado o Ervebo: principais utilizações e benefícios

O Ervebo é relevante para reduzir o risco de desenvolver a Doença por Vírus Ébola (DVE) através da imunização ativa, especificamente contra a espécie Zaire ebolavirus em indivíduos com idade igual ou superior a 12 meses. A utilização da vacina centra-se na profilaxia e é pertinente em vários grupos etários. O uso da vacina destina-se a apoiar o objetivo de evitar o curso sintomático grave da infeção, que inclui febre alta, dores de cabeça, dores musculares e a progressão para manifestações ligadas a stress funcional grave em órgãos específicos.

Esta profilaxia direcionada ajuda a sustentar a estabilidade da saúde dos indivíduos e é aplicada em domínios onde é necessário suporte adicional à gestão de sintomas na comunidade. É frequentemente utilizada em cenários de surtos agudos e na profilaxia pré-exposição direcionada para pessoal essencial, como profissionais de saúde. A vacina pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional de indivíduos em risco durante períodos de maior preocupação sanitária.


Facto Rápido: Profilaxia para o Risco de Sobrecarga Sistémica Aguda

O Ervebo apoia o objetivo de evitar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, os quais são comuns na Doença por Vírus Ébola.

Critérios de utilização e restrições

A Ervebo é uma vacina autorizada para utilização em indivíduos a partir dos 12 meses de idade, com o objetivo de prevenir a doença causada pela espécie Zaire ebolavirus. A sua utilização fundamenta-se em documentos regulamentares oficiais de agências governamentais como a EMA e a FDA.

Contraindicações e Restrições

A Ervebo não deve ser administrada a pessoas com antecedentes documentados de reação alérgica grave (ex.: anafilaxia) a qualquer componente da vacina, incluindo a proteína de arroz.

A vacinação poderá ser adiada em indivíduos que apresentem uma doença febril moderada ou grave, ou outra doença aguda intercorrente, até que ocorra a recuperação.

Populações que Requerem Consideração Especial

  • Indivíduos Imunocomprometidos: A segurança e a eficácia da vacina não foram totalmente avaliadas em pessoas imunocomprometidas, podendo a sua eficácia estar diminuída nesta população. Os riscos e benefícios devem ser ponderados cuidadosamente.
  • Gravidez e Aleitamento: Não existem estudos adequados em mulheres grávidas. Embora não constitua uma contraindicação absoluta, os organismos reguladores recomendam que a decisão de vacinar uma mulher grávida ou que esteja a amamentar seja tomada por um profissional de saúde, que deve considerar o risco de exposição da mulher ao vírus Ébola face aos riscos desconhecidos para o feto ou para a criança amamentada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A Ervebo (Vacina contra o Vírus Ébola Zaire, Viva) é uma vacina viva atenuada. Não foram realizados estudos clínicos formais para avaliar a sua interação com outros medicamentos ou produtos.

Produtos que podem interferir com a resposta imunitária

  • Imunoglobulina, Transfusões de Sangue ou Plasma: A administração de imunoglobulina (IG), sangue ou transfusões de plasma não é recomendada concomitantemente com esta vacina. Estes produtos podem interferir com a resposta imunitária esperada se forem administrados no período de 3 meses antes ou até 1 mês após a vacinação com Ervebo.
  • Outras Vacinas: A utilização concomitante com outras vacinas não é geralmente recomendada devido à inexistência de dados sobre a sua coadministração. A Ervebo não deve ser misturada na mesma seringa com qualquer outro produto.
  • Medicamentos Antivirais: Desconhece-se se a utilização simultânea de medicamentos antivirais, incluindo interferões, poderá ter impacto na replicação do vírus da vacina e na sua eficácia global.

Indivíduos imunocomprometidos

A segurança e a eficácia da Ervebo não foram totalmente avaliadas em indivíduos imunocomprometidos. A vacinação pode ser menos eficaz em pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida, ou naquelas que estejam a receber terapia imunossupressora, incluindo doses elevadas de corticosteroides. As decisões relativas à vacinação nesta população devem ponderar o risco da utilização de uma vacina de vírus vivo face ao risco da doença por vírus Ébola.

Interferência com Testes Laboratoriais

Após a vacinação, os indivíduos podem testar positivo para ácidos nucleicos, antigénios ou anticorpos contra a glicoproteína (GP) do Ébola. Os testes de diagnóstico de Ébola devem visar secções não-GP do vírus para evitar interferências causadas pela vacina.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ervebo

Expressão do Antigénio pelo Vetor Viral

Este mecanismo envolve um vetor do vírus da estomatite vesicular recombinante (rVSV) que foi geneticamente modificado para transportar a glicoproteína G (uma proteína de superfície) do vírus alvo. O vetor atua como um sistema de entrega, introduzindo o código genético da proteína G nas células apresentadoras de antigénio (CPAs) do hospedeiro. Isto faz com que as CPAs utilizem a sua própria maquinaria para sintetizar e exibir a proteína G na sua superfície, iniciando o processo de vigilância imunitária.

Ativação do Sistema Imunitário Adaptativo

A proteína G exibida é reconhecida como estranha por componentes fundamentais do sistema imunitário adaptativo, incluindo os linfócitos B e linfócitos T virgens. Isto desencadeia uma cascata rápida e específica de sinalização celular, que envolve a proliferação e diferenciação destas células em células efetoras especializadas. Esta ação agonista direcionada ao sistema adaptativo modula a via de resposta imunitária adaptativa contra a proteína G.

Programação da Memória Humoral e Celular

A cascata de ativação resulta no estabelecimento de uma memória imunitária humoral e celular persistente. As células B maturam em plasmócitos que produzem níveis elevados de anticorpos neutralizantes específicos (imunidade humoral), enquanto as células T se desenvolvem em células de memória de vida longa (imunidade celular). Esta alteração fisiológica de duplo componente estabelece um grupo de células de memória específicas capazes de acelerar a resposta imunitária secundária perante qualquer exposição futura à proteína alvo específica.

Informações sobre dosagem e administração

A ERVEBO é uma vacina indicada para a prevenção da doença causada pelo Zaire ebolavirus em indivíduos a partir dos 12 meses de idade. É administrada numa dose única de 1 mL. Esta vacina destina-se exclusivamente a injeção intramuscular.


Posologia e Administração

A posologia da Ervebo consiste num volume fixo de dose única:

População Posologia Via de Administração
Indivíduos com idade ≥ 12 meses 1 mL Intramuscular (IM)

Preparação e Injeção

  1. Descongelar o frasco à temperatura ambiente até que não seja visível qualquer gelo; não deve ser utilizado um frigorífico para o descongelamento, uma vez que a vacina é sensível a um processo de descongelamento lento.
  2. Antes da utilização, a vacina apresenta-se como um líquido incolor a amarelo-acastanhado pálido e deve ser invertida suavemente várias vezes. Não administrar se for visível descoloração ou matéria particulada.
  3. Aspirar a dose de 1 mL utilizando uma agulha e uma seringa estéreis. A vacina deve ser utilizada imediatamente após o descongelamento.
  4. A dose é administrada por injeção intramuscular, preferencialmente no músculo deltoide do braço não dominante. No caso das crianças, a face anterolateral da coxa também pode ser utilizada.

Vigilância Pós-Vacinação

Tal como com todas as vacinas, devem estar disponíveis supervisão e tratamento médico adequados para o caso de uma reação anafilática ou outra reação alérgica aguda. Os indivíduos devem ser tipicamente monitorizados quanto a sinais de hipersensibilidade durante um período mínimo de 15 minutos após a injeção. Qualquer porção não utilizada da vacina deve ser eliminada.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos da Ervebo

A investigação científica analisou a utilização da vacina em dois contextos principais: a avaliação do seu efeito durante surtos ativos da doença e a análise da resposta imunitária gerada na população em geral. A evidência científica utilizada pelas entidades reguladoras inclui estudos realizados em cenários reais de surtos, bem como ensaios clínicos aleatorizados e controlados que examinaram marcadores imunológicos.


Evidência da utilização na resposta a surtos de Ébola

A investigação analisou a eficácia da vacina em epidemias ativas da doença por vírus Ébola (DVE) causadas pela espécie Zaire ebolavirus. Os investigadores utilizaram um desenho de estudo especializado designado por ensaio de vacinação aleatorizado por agregados (clusters). Este cenário de investigação único foi observado em estudos que examinaram o desequilíbrio fisiológico temporário relacionado com o surgimento da doença.

Os resultados primários analisados pela investigação foram o desenvolvimento de casos de DVE confirmados laboratorialmente ocorridos pelo menos 10 dias após a administração da dose única. Os dados do ensaio aleatorizado por agregados mostram padrões relativos à diferença no número de casos confirmados de DVE observados entre os grupos de vacinação imediata e os grupos de vacinação diferida (atrasada). Estas conclusões descrevem padrões observados nos estudos que contribuem para a compreensão da evolução dos sintomas num cenário de crise.


Duração do efeito e acompanhamento a longo prazo

Para a utilização a longo prazo, diversos estudos monitorizaram a durabilidade da resposta imunitária ao longo de períodos de tempo alargados. A investigação baseada em coortes observacionais longitudinais analisou a evolução dos níveis de anticorpos nas populações observadas até vários anos após a vacinação.

A investigação indica que os níveis de anticorpos medidos podem persistir durante vários anos nalguns indivíduos. No entanto, a evidência atual baseia-se na manutenção dos níveis de anticorpos, que são considerados marcadores indiretos (surrogate markers). Isto significa que a proteção clínica a longo prazo contra o desenvolvimento da DVE ainda não está totalmente estabelecida, apesar da persistência destes marcadores.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Ervebo (FAQ)

P: Quanto tempo demora a Ervebo a fazer efeito após a administração?

Estudos que avaliaram a eficácia da vacina durante surtos compararam casos confirmados de Ébola que ocorreram pelo menos 10 dias após a vacinação entre os grupos de vacinação imediata e diferida. Além disso, a investigação imunológica analisou os níveis de anticorpos nos recetores no prazo de 28 dias após a administração, o que ajuda a estabelecer o intervalo de tempo para a resposta inicial do sistema imunitário.

P: Quais são os pontos que as pessoas mais costumam interpretar erradamente sobre a Ervebo?

A informação oficial é clara: a Ervebo é uma vacina indicada especificamente para a prevenção da doença e não um tratamento para uma infeção ativa. É também importante notar que se trata de uma vacina de vírus vivo atenuado, mas o vetor geneticamente modificado utilizado não pode causar a doença por vírus Ébola.

P: É normal sentir cansaço no dia seguinte à administração da Ervebo?

Reações comuns, como a fadiga, estão documentadas em fontes oficiais como sendo geralmente de intensidade ligeira a moderada. A fadiga é listada como um efeito secundário Muito Frequente, o que significa que pode ser sentida por pelo menos 1 em cada 10 pessoas.

P: Qual é a diferença entre a Ervebo e outros tratamentos experimentais?

A Ervebo foi totalmente aprovada pelas principais entidades reguladoras. Detém a distinção de ser a primeira vacina aprovada tanto pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA como pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a prevenção da doença por vírus Ébola causada pela espécie Zaire.

P: A Ervebo interage com analgésicos comuns de venda livre?

Os documentos oficiais referem que não foram realizados estudos formais de interação para avaliar o efeito com outros medicamentos, incluindo analgésicos comuns. É fundamental garantir que o profissional de saúde que administra a vacina tenha conhecimento de todos os medicamentos que estão a ser tomados.

P: São necessárias alterações específicas no estilo de vida após receber a Ervebo?

As orientações oficiais sugerem que os recetores sigam precauções de segurança específicas até seis semanas após a administração. Estas orientações abrangem o contacto próximo com indivíduos imunocomprometidos, grávidas ou mulheres a amamentar, e crianças com menos de 1 ano de idade, bem como a partilha de objetos de uso pessoal.

P: Como é que a investigação oficial categoriza a segurança da Ervebo?

O perfil de segurança é categorizado por frequência, o que separa as reações esperadas pós-vacinação, como febre ou dor no local da injeção, de reações adversas raras e graves, como a anafilaxia. Esta estrutura define claramente a gama de experiências possíveis para os recetores.

P: O que significa o termo "aprovação condicional" para a Ervebo?

O termo "aprovação condicional" não é utilizado na rotulagem oficial do produto pela FDA ou pela EMA. A vacina recebeu aprovação total de ambas as agências, confirmando o seu estatuto como a primeira vacina aprovada para esta indicação específica.

P: Sabe-se se a Ervebo interage com anticoagulantes?

Não foram realizados estudos formais de interação com anticoagulantes. No entanto, como a vacina é administrada por injeção intramuscular, os profissionais de saúde costumam ser cautelosos ao aplicar qualquer injeção a pessoas que estejam a receber terapia de anticoagulação (medicamentos para "afinar o sangue").

P: A Ervebo é utilizada de forma generalizada em contextos clínicos?

A Ervebo é uma vacina especializada que não se destina ao uso na população em geral. É utilizada principalmente em estratégias de controlo de surtos (como a vacinação em anel) e é recomendada para adultos considerados de alto risco de exposição ocupacional, como profissionais de saúde em centros de tratamento de Ébola.

P: Existem ingredientes na Ervebo sobre os quais as pessoas perguntam frequentemente?

A rotulagem oficial destaca um componente principal: a vacina está contraindicada (não deve ser administrada) a indivíduos com uma reação alérgica grave conhecida à proteína de arroz, que é utilizada no processo de fabrico.

P: Que evidência existe de que a Ervebo é eficaz em cenários de surto?

A eficácia foi examinada através de um ensaio de vacinação aleatorizado por agregados (clusters) durante um surto ativo. Este estudo relatou que não foram observados casos confirmados de doença por vírus Ébola no grupo que recebeu vacinação imediata, em contraste com os casos registados no grupo de vacinação diferida.

P: A Ervebo pode ser administrada juntamente com antibióticos?

Documentos oficiais afirmam que não foram realizados estudos de interação com antibióticos. Além disso, a eficácia da vacina é desconhecida quando administrada em simultâneo com outros medicamentos, tais como antivirais.

P: A Ervebo tem impacto na fertilidade?

Atualmente, não existem dados disponíveis em humanos para avaliar o impacto da Ervebo na fertilidade. Os estudos oficiais e os resumos de dados focaram-se nos riscos conhecidos e nas limitações para grávidas ou mulheres a amamentar.

P: Quais são as expectativas gerais quanto ao tempo de recuperação após efeitos secundários da Ervebo?

Reações comuns como febre, dor de cabeça e fadiga são tipicamente ligeiras a moderadas e prevê-se que desapareçam num período de alguns dias a uma semana após o seu surgimento. Sintomas específicos, como dores articulares, também são geralmente reportados como resolvidos no prazo de uma semana.

P: Como é que um profissional de saúde decide se a Ervebo é adequada para alguém?

A decisão baseia-se na avaliação do profissional de saúde, que considera o risco individual de exposição à doença por Ébola, juntamente com os riscos e limitações documentados da vacina. Isto envolve a revisão do estado do sistema imunitário ou de um historial de reação alérgica grave aos componentes da vacina.

P: Porque é que a Ervebo só é recomendada para certos grupos de pessoas?

As entidades reguladoras, incluindo a OMS, recomendam a sua utilização para indivíduos com o risco mais elevado de exposição potencial devido à indicação especializada da vacina contra a espécie Zaire do vírus Ébola. É uma ferramenta fundamental utilizada principalmente em estratégias de controlo de surtos.

P: A Ervebo está disponível em todos os países?

A Ervebo foi aprovada pelas principais entidades reguladoras, incluindo a FDA e a EMA. Faz também parte de uma reserva global de vacinas contra o Ébola gerida pelo Grupo Internacional de Coordenação (ICG), concebida para garantir que a vacina possa ser acedida rapidamente por populações em risco durante surtos a nível mundial.

P: A Ervebo é eficaz contra diferentes estirpes ou tipos do vírus?

De acordo com a informação oficial do produto, a Ervebo está indicada apenas para a prevenção da doença causada pela espécie Zaire ebolavirus. Não protege contra outras espécies de Ebolavirus ou Marburgvirus.

P: Porque é que a via de administração da Ervebo é importante?

A vacina é administrada especificamente por injeção intramuscular (IM), ou seja, no músculo. Esta via é necessária para o funcionamento pretendido do vetor viral, que foi concebido para iniciar a resposta imunitária no interior do tecido muscular.

P: É comum as pessoas confundirem a Ervebo com um tratamento em vez de prevenção?

Os documentos oficiais são específicos ao descrever a Ervebo como uma vacina que está indicada para a prevenção da doença. As recomendações de saúde pública enfatizam que os indivíduos vacinados devem continuar a seguir as precauções e medidas de controlo de infeção, reforçando o seu papel preventivo.

P: A Ervebo pode ser utilizada em animais em certas circunstâncias?

A indicação é para uso em humanos com idade igual ou superior a 12 meses. No entanto, como precaução de segurança mencionada na informação do produto, os indivíduos que recebem a vacina são aconselhados a evitar expor gado aos seus fluidos corporais por um período de até seis semanas após a vacinação.

P: A Ervebo contém alérgenos comuns como ovos ou látex?

A vacina está contraindicada apenas em indivíduos com uma alergia grave conhecida à proteína de arroz. A rotulagem oficial não lista ovos ou látex como componentes da vacina.

P: O nível de proteção da Ervebo é diferente para adultos mais velhos?

Os estudos clínicos revistos pelas entidades reguladoras incluíram adultos até aos 60 anos de idade. No entanto, detalhes específicos ou diferenças no nível de proteção entre adultos mais velhos e mais jovens não estão explicitamente descritos nos documentos de resumo oficiais.

P: Quais são os pontos-chave a discutir com um médico sobre a elegibilidade para a Ervebo?

Os pontos fundamentais de discussão incluem se a pessoa tem historial de reação alérgica grave a qualquer componente da vacina, se está grávida ou a amamentar, ou se possui um estado imunocomprometido. Estes fatores são críticos na avaliação de risco-benefício.

P: Quais são as regras relativas a viagens após receber a Ervebo?

As orientações oficiais sugerem que os recetores sigam as precauções de segurança relativas ao contacto com outros até seis semanas, para prevenir a potencial transmissão do vírus da vacina. Estas precauções são relevantes ao planear viagens e outras atividades.

Como Ervebo deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a Ervebo?

A Ervebo (Vacina contra o Vírus Ébola Zaire, Viva) deve ser conservada em estado congelado a uma temperatura muito baixa, especificamente entre -80 °C e -60 °C. É fundamental manter o frasco dentro da embalagem exterior para proteger a vacina da luz. O produto deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Após o descongelamento da vacina, esta não deve ser novamente congelada. O produto descongelado permanece estável por um período máximo de 2 semanas quando conservado no frigorífico (entre 2 °C e 8 °C) ou até 4 horas à temperatura ambiente (até 25 °C), desde que se mantenha protegido da luz.

Devido ao facto de a vacina ser um organismo geneticamente modificado, a sua eliminação exige procedimentos específicos. Qualquer vacina não utilizada ou materiais residuais, incluindo frascos e seringas usados, devem ser eliminados de acordo com as diretrizes institucionais relativas a resíduos de risco biológico ou organismos geneticamente modificados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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