Ertapenem

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Ertapenem

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ertapenem

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ertapenem de sódio
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução injetável
Classe farmacológica Antibiótico Carbapenem (beta-lactâmico)
Objetivo geral Eliminação de infeções bacterianas suscetíveis
Origem Sintética

Que tipo de antibiótico é o Ertapenem?

O Ertapenem é um agente antibacteriano potente e sintético, classificado oficialmente como um antibiótico carbapenem. Os carbapenemos representam uma classe especializada e crucial da família mais vasta de medicamentos beta-lactâmicos. A substância ativa deste fármaco é o Ertapenem de sódio. Esta classificação e a sua origem sintética indicam que o medicamento é clinicamente reconhecido pela sua eficácia abrangente contra uma grande e variada gama de bactérias suscetíveis, o que lhe confere um perfil de largo espetro necessário para o tratamento de infeções graves.

Composição, Forma e Objetivo Geral

O Ertapenem é fornecido como um pó liofilizado estéril para solução injetável de constituinte único, que necessita de reconstituição num veículo aquoso antes da sua administração. O fármaco destina-se exclusivamente à administração parentérica — sendo introduzido diretamente no sistema do doente por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) — o que garante uma disponibilidade sistémica imediata e completa. Funcionalmente, o Ertapenem é um agente bactericida potente; o seu objetivo principal é eliminar ativamente as bactérias nocivas que causam a doença. Estudos farmacológicos fundamentam a capacidade do fármaco em atingir rapidamente concentrações plasmáticas elevadas e fiáveis, necessárias para a eliminação sistémica eficaz de agentes patogénicos.

Porque é que a Classe dos Carbapenemos é Importante?

A classe dos carbapenemos oferece uma vantagem terapêutica única devido à sua estabilidade molecular e à sua semivida plasmática longa, o que a distingue de muitos outros beta-lactâmicos. O Ertapenem foi especificamente concebido com uma resistência robusta a muitas enzimas bacterianas beta-lactamases, que são mecanismos de defesa frequentemente utilizados pelas bactérias para degradar e neutralizar outros antibióticos comuns. Esta característica permite que o Ertapenem permaneça ativo e potente contra um largo espetro de agentes patogénicos, tornando-o uma opção de tratamento essencial para infeções bacterianas graves ou resilientes que requeiram uma dosagem diária única.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ertapenem?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Ertapenem Sódico, um antibiótico carbapenem, está oficialmente documentado com base na classificação regulamentar e na experiência clínica. As reações adversas são agrupadas de acordo com o sistema do corpo afetado e a frequência observada.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A rotulagem oficial classifica diversas reações por incidência:

  • Muito Comuns (ocorrem em ge 1 em cada 10 doentes): as reações incluem diarreia, dor de cabeça e complicações na veia da perfusão, tais como flebite.
  • Comuns (ocorrem em ge 1 em cada 100 a < 1 em cada 10 doentes): as reações envolvem o Sistema Gastrointestinal (ex.: náuseas, vómitos, dor abdominal) e Análises Laboratoriais (ex.: elevações transitórias das enzimas hepáticas e aumento da contagem de plaquetas).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais de segurança destacam o potencial para Reações Adversas Graves. Estas reações incluem reações de hipersensibilidade severas (ex.: anafilaxia), convulsões e diarreia associada à Clostridioides difficile (DACD) ou colite. O medicamento é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Ertapenem, a outros carbapenemos ou com antecedentes de reações alérgicas graves a outros antibióticos beta-lactâmicos.

Os dados de segurança indicam também considerações específicas para certas populações de doentes. Em doentes com compromisso renal, observam-se concentrações plasmáticas mais elevadas, particularmente naqueles com disfunção renal grave. Além disso, a administração conjunta com ácido valproico ou valproato de sódio pode reduzir a concentração sérica desses fármacos, um padrão de segurança que poderá aumentar o risco de convulsões.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Ertapenem e quando procurar ajuda

A documentação oficial detalha as manifestações e as ações de emergência necessárias em caso de sobredosagem com Ertapenem. As manifestações clínicas relatadas em casos de elevada exposição incluem náuseas, diarreria e tonturas. No entanto, o principal risco de vida envolve o Sistema Nervoso Central (SNC).

Desfechos Graves Documentados

Sistema Manifestações Graves
SNC Convulsões (atividade convulsiva), encefalopatia, nível de consciência diminuído, alucinações e mioclonias.

Doentes com função renal comprometida (Depuração da Creatinina le 30 mL/min) apresentam um risco documentado mais elevado de encefalopatia induzida por Ertapenem devido à diminuição da eliminação do fármaco.

Ações de Emergência Necessárias

Deve ser procurada assistência médica imediata contactando os serviços de emergência (como o 112) ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) perante qualquer suspeita de sobredosagem. Esta ação é especificamente necessária se o indivíduo tiver desmaiado, sofrido uma convulsão, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir acordar.

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem com Ertapenem. Por conseguinte, a gestão clínica consiste em tratamento sintomático e de suporte. O fármaco é parcialmente removível do organismo, uma vez que aproximadamente 30% da dose pode ser eliminada após uma sessão de hemodiálise de quatro horas.

Usos terapêuticos de Ertapenem

O que o Ertapenem trata: principais utilizações e benefícios

O Ertapenem é um antibiótico carbapenem especializado, utilizado primordialmente na gestão de infeções bacterianas suscetíveis que são classificadas como moderadas a graves e complicadas em doentes adultos e pediátricos (com idade igual ou superior a 3 meses). Este medicamento é relevante em contextos clínicos que envolvem uma carga sistémica elevada, uma vez que atua sobre uma vasta gama de bactérias, tal como delineado por fontes de referência para o Ertapenem injetável.

É habitualmente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos, incluindo infeções intra-abdominais complicadas (cIAI), infeções complicadas da pele e das estruturas da pele (cSSSI), infeções do pé diabético, pneumonia adquirida na comunidade (PAC) que requeira hospitalização, infeções complicadas do trato urinário (cITU), pielonefrite e infeções pélvicas agudas. O Ertapenem ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como febre alta, mal-estar profundo e dor severa localizada.

“A aplicação deste medicamento é utilizada em contextos marcados por um aumento do desconforto ou tensão associados a condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado.”

Esta medicação oferece alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com manifestações relacionadas com o desequilíbrio sistémico e o stresse funcional de órgãos específicos. É frequentemente utilizado para ajudar na redução do risco de infeções do local cirúrgico (ILC) após procedimentos de alto risco, como a cirurgia colorretal eletiva em adultos.


Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Sistémico O Ertapenem é habitualmente utilizado para ajudar com sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico durante períodos de sintomas acentuados (por exemplo, febre alta e mal-estar).

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ertapenem?

As regras de elegibilidade populacional para o Ertapenem estão estritamente definidas e dependem de fatores como o histórico de alergias, a idade e a função renal.


Populações com contraindicação

O Ertapenem não deve ser utilizado por qualquer doente com um histórico conhecido de hipersensibilidade grave ou reação anafilática ao Ertapenem, a qualquer outro agente antibacteriano do grupo dos carbapenemes ou a qualquer outro tipo de antibiótico beta-lactâmico (tais como penicilinas ou cefalosporinas).

  • Restrição da Administração Intramuscular (IM): A via de administração IM é especificamente contraindicada em doentes com alergia conhecida a anestésicos locais do tipo amida (como a lidocaína), ou naqueles que apresentem choque grave ou bloqueio cardíaco (devido ao diluente utilizado).

Elegibilidade por Idade e Função Orgânica

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade
Lactentes com menos de 3 meses O uso não é recomendado, pois a segurança e a eficácia não foram estabelecidas.
Crianças (ge 3 meses) e Adultos Elegíveis para utilização.
Insuficiência Renal Grave Uso condicional requerendo um ajuste de dose específico ou não recomendado para utilização, dependendo das diretrizes regionais aplicáveis.

Gravidez e Lactação

O uso durante a gravidez não é recomendado, a menos que o benefício potencial justifique o risco. As mulheres que amamentam não devem amamentar enquanto estiverem a receber Ertapenem, uma vez que o fármaco é excretado no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Âmbito das interações

  • Categorias de produtos medicinais com interações documentadas: Anticonvulsivantes (Ácido Valproico/Divalproato de Sódio) e medicamentos que contenham Probenecida.
  • Medicamentos específicos (se explicitamente listados): Probenecida, Ácido Valproico, Divalproato de Sódio.
  • Base mecanística das interações: Competição pela secreção tubular renal ativa (com a Probenecida); redução da concentração sérica do anticonvulsivante co-administrado (com o Ácido Valproico/Divalproato de Sódio).
  • Regras de interação baseadas no tempo: Nenhuma documentada para medicamentos co-administrados; contudo, o Ertapenem não deve ser misturado ou co-perfundido com diluentes que contenham dextrose.
  • Notas de interação para populações específicas: Existe precaução para doentes com compromisso renal, uma vez que a redução da depuração pode exacerbar o efeito de interações que aumentam a exposição.
  • Restrições relacionadas com interações: A co-administração com Ácido Valproico/Divalproato de Sódio não é, geralmente, recomendada devido ao risco significativo de diminuição da concentração plasmática do anticonvulsivante.

Classificações das interações (nível geral)

  • Classificação da gravidade da interação: Existem interações clinicamente significativas que alteram a exposição plasmática do Ertapenem ou do fármaco co-administrado.
  • Base regulamentar: Oficialmente documentado nas informações regulamentares do Resumo das Características do Medicamento e nas Informações de Prescrição.
  • Constrangimentos no contexto da interação: Não estão documentadas interações clinicamente significativas com alimentos, álcool ou com as principais vias enzimáticas do Citocromo P450 (CYP).

Estrutura resultante das interações

Os documentos regulamentares definem o perfil de interação do Ertapenem com base em preocupações farmacocinéticas e farmacodinâmicas fundamentais. A co-administração de Probenecida resulta numa interação mediada por transportadores que leva ao aumento da exposição sistémica ao Ertapenem. O uso concomitante com Ácido Valproico ou Divalproato de Sódio está associado a uma redução acentuada na concentração sérica do anticonvulsivante. Este perfil é ainda caracterizado pela conclusão oficial de que o fármaco não é um substrato ou inibidor das principais enzimas CYP, minimizando o risco de interações metabólicas.

Mecanismo de ação

O Ertapenem é um composto da classe dos carbapenemos que atua como um inibidor da síntese da parede celular bacteriana. A molécula difunde-se passivamente através das porinas da membrana externa bacteriana e localiza-se no espaço periplasmático. O anel beta-lactâmico do fármaco atua como um análogo estrutural do terminal D-Ala-D-Ala do precursor do peptidoglicano, que é o substrato natural das enzimas transpeptidases. Os alvos biológicos são um conjunto de enzimas bacterianas conhecidas como Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), principalmente formas de elevado peso molecular, tais como a PBP2 e a PBP3 na E. coli.

O Ertapenem forma uma ligação covalente estável com o resíduo de serina do local ativo das PBPs alvo, inativando-as permanentemente através de um processo de acilação. Esta interação molecular impede a reação de transpeptidação, que é a etapa final da formação de ligações cruzadas no peptidoglicano. O bloqueio desta via intracelular interrompe a montagem e a integridade estrutural da parede celular bacteriana. A cascata de eventos subsequente envolve a acumulação de precursores da parede celular e a ativação de enzimas autolíticas bacterianas. A consequência fisiológica resultante ao nível do sistema é a instabilidade osmótica e a subsequente lise da célula bacteriana.

Informações sobre dosagem e administração

O Ertapenem é administrado exclusivamente por vias parentéricas, sob a forma de uma perfusão intravenosa (IV) ou de uma injeção intramuscular (IM), utilizando a sua formulação como pó liofilizado para solução injetável. A duração do tratamento varia tipicamente entre 3 a 14 dias, dependendo do regime específico estabelecido, sendo que a administração por via IM está limitada a um máximo de 7 dias.

Posologia Padrão e Frequência

População Dose e Frequência Administração
Adultos (13 anos ou mais) 1 grama, uma vez por dia Perfusão IV durante 30 minutos.
Pediatria (3 meses a 12 anos) 15 mg/kg, duas vezes por dia (não excedendo 1 g/dia) Via IV ou IM.
Profilaxia Cirúrgica (Adultos) Dose única de 1 grama Via IV, concluída 1 hora antes da incisão.

Regras Procedimentais e para Populações Específicas

Na preparação para utilização, o Ertapenem não deve ser misturado nem co-perfundido com quaisquer outros medicamentos, e a sua reconstituição deve evitar rigorosamente diluentes que contenham dextrose (alfa-D-glicose). A dose intravenosa deve ser administrada ao longo de um período de 30 minutos, o que constitui um requisito procedimental fundamental para a sua correta administração.

Para doentes adultos com insuficiência renal avançada (depuração da creatinina le 30 mL/min), a dosagem diária padrão é reduzida para 500 mg. Os doentes que recebam esta dose reduzida e que sejam submetidos a hemodiálise num período de seis horas após a administração, necessitam de receber uma dose suplementar de 150 mg após a sessão para manter os níveis adequados.

Evidência clínica recente

Ertapenem: Evidência Clínica Recente


Evidência Principal para Infeções Complicadas

A base da investigação científica para o Ertapenem consiste principalmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) multicêntricos de grande escala e em análises de dados agregados. Os estudos exploraram a utilização do Ertapenem em infeções complicadas que afetam o abdómen, os pulmões (Pneumonia Adquirida na Comunidade ou PAC), a zona pélvica e o trato urinário (ITUc). Os investigadores monitorizaram a resposta clínica e as Taxas de Resposta Microbiológica (medição da presença de bactérias) ao longo de intervalos de tratamento curtos e definidos, com os resultados a serem normalmente reportados entre 7 a 28 dias após o tratamento. A investigação também analisou o medicamento para infeções do pé diabético, mas os estudos excluem explicitamente casos que envolvam infeção óssea (osteomielite).

Evidência para Prevenção de Infeções e Grupos Especiais

O Ertapenem foi estudado para a prevenção, ou profilaxia, de infeções do local cirúrgico (ILC) através de Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) prospetivos e duplamente cegos. Esta evidência é específica para doentes adultos submetidos a cirurgia colorretal eletiva, com os resultados a serem monitorizados 4 semanas após o procedimento. A investigação avaliou igualmente o uso de Ertapenem em populações especiais, incluindo doentes pediátricos (com 3 meses de idade ou mais) e grupos de adultos mais velhos. Para as crianças, os padrões clínicos foram frequentemente derivados de dados robustos de ECA em adultos, combinados com estudos pediátricos específicos de farmacocinética e tolerabilidade.

Limitações da Investigação e Incerteza

A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, centrando-se largamente na fase de tratamento agudo e de curto prazo. Uma limitação assinalada na investigação é a inclusão de um número limitado de casos classificados como graves para muitos tipos de infeção. Além disso, devido aos curtos períodos de acompanhamento, existe informação limitada sobre desfechos a longo prazo ou sobre a persistência dos padrões observados ao longo de vários meses.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ertapenem (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Ertapenem e outros antibióticos do grupo dos 'penemes'?

R: O Ertapenem é reconhecido por possuir uma semivida mais longa em comparação com outros carbapenemes, o que permite o seu esquema de administração de uma vez por dia. No entanto, a informação oficial indica que, ao contrário de outros fármacos da mesma família, o Ertapenem não é tão eficaz contra certos tipos de bactérias, como a Pseudomonas aeruginosa e espécies de Enterococcus.

P: Com que rapidez é que o Ertapenem começa a fazer efeito após a primeira dose?

R: A informação para o doente refere que se observa geralmente uma resposta clínica nos primeiros dias de tratamento. Se os sintomas não melhorarem ou se agravarem, deve consultar-se um profissional de saúde.

P: Porque é que o Ertapenem é habitualmente administrado em ambiente hospitalar?

R: O Ertapenem é um medicamento especializado utilizado para tratar certas infeções bacterianas graves e deve ser administrado por injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM). Devido à natureza das infeções tratadas e à via de administração, o fármaco é frequentemente administrado num hospital ou contexto clínico onde está disponível apoio profissional.

P: É normal sentir cansaço ou fraqueza durante o tratamento com Ertapenem?

R: Relatórios oficiais indicam que o cansaço (fadiga) e a astenia (fraqueza) foram reportados como efeitos adversos do Ertapenem. Estes efeitos são tipicamente classificados como pouco frequentes.

P: O Ertapenem causa dores nas articulações ou dores musculares?

R: Os documentos oficiais referem que a dor nas articulações (artralgia) e os espasmos musculares foram registados como efeitos adversos. Estas reações são descritas como pouco frequentes, afetando uma pequena percentagem de doentes nos dados clínicos.

P: O Ertapenem pode afetar os meus níveis de açúcar no sangue?

R: Sim, dados indicam que foram reportadas alterações nos níveis de glicose no sangue em alguns doentes. Isto inclui instâncias documentadas de aumento da glicose sérica e, menos frequentemente, hipoglicemia (açúcar baixo no sangue).

P: Existe risco de danos nos tendões com o Ertapenem, tal como acontece com outros antibióticos?

R: Os danos nos tendões não constam como uma reação adversa específica ou classificada para o Ertapenem na informação oficial do medicamento. Foram reportados problemas gerais no sistema musculoesquelético, tais como fraqueza muscular.

P: O Ertapenem interage com analgésicos comuns de venda livre?

R: As informações oficiais do medicamento não listam interações clinicamente significativas com analgésicos comuns de venda livre. É prática comum informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos em utilização, incluindo produtos sem receita médica.

P: Existem suplementos à base de plantas que devam ser evitados durante o uso de Ertapenem?

R: Não existem suplementos de ervas específicos listados como tendo interação com o Ertapenem. No entanto, é aconselhável informar o profissional de saúde sobre todos os produtos e suplementos naturais utilizados.

P: Como é que o Ertapenem interage com as pílulas contracetivas?

R: As informações oficiais não listam os contracetivos orais como fármacos de interação clinicamente significativa. Em geral, recomenda-se que doentes em idade fértil discutam métodos de controlo de natalidade com um profissional de saúde.

P: É seguro tomar uma vacina enquanto estou a usar Ertapenem?

R: Não existem interações especificamente listadas com vacinas comuns. Geralmente, o momento da vacinação durante este tratamento é determinado em consulta com um profissional de saúde, dado que algumas vacinas podem ser adiadas durante uma doença aguda.

P: Existe um risco elevado de desenvolvimento de resistência bacteriana com o uso de Ertapenem?

R: A resistência antibiótica pode desenvolver-se quando o tratamento não é concluído conforme prescrito. Este risco está ligado à possibilidade de as bactérias não serem totalmente eliminadas.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Ertapenem?

R: Se falhar uma dose, esta deve ser administrada assim que possível; no entanto, se estiver próximo da dose seguinte, deve saltar a dose esquecida. Não se deve duplicar doses. Devem seguir-se as instruções específicas fornecidas pelo prestador de cuidados de saúde.

P: O Ertapenem pode causar dificuldades em dormir ou pesadelos?

R: A insónia (dificuldade em dormir) está listada como um efeito adverso comum. Embora os pesadelos não estejam especificamente listados, enquadram-se na possibilidade documentada de efeitos no sistema nervoso central.

P: Qual é o conhecimento atual sobre a segurança do Ertapenem em pessoas com doença hepática?

R: Habitualmente, não é recomendado o ajuste da dose em doentes com função hepática (fígado) comprometida. Pode ocorrer monitorização dos níveis de enzimas hepáticas durante o tratamento.

P: O uso de Ertapenem faz com que a pessoa se sinta ansiosa ou deprimida?

R: Relatórios descrevem efeitos secundários psiquiátricos, incluindo ansiedade e depressão mental, como efeitos menos frequentes.

P: Existem reações cutâneas comuns associadas ao Ertapenem?

R: A informação oficial lista problemas de pele, como erupção cutânea e prurido (comichão), como efeitos adversos comuns. Condições cutâneas mais graves foram reportadas raramente.

P: O Ertapenem pode interagir com suplementos de ferro ou cálcio?

R: Suplementos minerais específicos não estão listados como tendo interação. Contudo, os doentes devem informar a equipa de saúde sobre todas as vitaminas e suplementos minerais que estejam a utilizar.

P: O que significa o termo 'complicada' ao descrever as infeções que o Ertapenem trata?

R: No contexto clínico, 'complicada' refere-se geralmente a infeções associadas a fatores secundários, como um abcesso ou uma condição médica subjacente, o que torna a infeção mais difícil de tratar do que uma infeção simples.

P: É típico os doentes passarem do Ertapenem intravenoso (IV) para um antibiótico oral?

R: Sim, esta é uma prática descrita. Após a melhoria do estado clínico com o tratamento IV, um profissional de saúde pode transitar o tratamento para um antibiótico oral para completar o ciclo prescrito.

P: O Ertapenem pode ser usado para infeções comuns como a gripe ou amigdalites?

R: O Ertapenem é um antibiótico especializado reservado para infeções bacterianas graves e resistentes. O fármaco é indicado para infeções bacterianas e não para infeções virais, como a gripe.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Ertapenem?

R: Reações de hipersensibilidade grave podem incluir urticária, inchaço da face, língua ou garganta, ou dificuldade em respirar. Se estes ocorrerem, é necessária assistência médica de emergência imediata.

P: O Ertapenem afeta a função renal?

R: Os rins desempenham um papel principal na eliminação do fármaco. Por este motivo, é necessária uma dose mais baixa para doentes com insuficiência renal grave. A função renal pode ser avaliada durante o tratamento.

P: O Ertapenem é o mesmo que o Meropenem ou o Imipenem?

R: Não, o Ertapenem é um fármaco distinto, embora pertença à mesma família, os carbapenemes. Cada fármaco tem propriedades únicas, tais como diferentes espetros de ação e esquemas posológicos.

P: O Ertapenem pode ser administrado a uma pessoa com historial de epilepsia?

R: Existe um risco documentado de convulsões com este medicamento. É necessária uma avaliação clínica cuidadosa, uma vez que o fármaco pode interagir com certos medicamentos anticonvulsivantes.

P: Como é que o Ertapenem afeta as bactérias 'boas' do intestino?

R: A ação de largo espetro do Ertapenem pode perturbar o equilíbrio natural das bactérias intestinais, o que pode levar a diarreia e ao risco de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD).

P: O que acontece se o Ertapenem for administrado demasiado depressa?

R: A dose intravenosa deve ser administrada lentamente, durante um período de 30 minutos, para garantir a correta administração e mitigar o risco de reações adversas.

P: Existe investigação sobre novos usos para o Ertapenem?

R: A base de investigação atual foca-se nos usos aprovados para infeções complicadas e prevenção cirúrgica. Estudos continuam a ser publicados, mas potenciais novos usos não fazem parte da rotulagem oficial atual.

P: Existe um número máximo de dias que uma pessoa pode receber Ertapenem?

R: A duração de um ciclo de tratamento varia tipicamente entre 3 a 14 dias. Não está especificado um limite máximo cumulativo de ciclos ao longo da vida para este fármaco.

Como Ertapenem deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Ertapenem: Requisitos Regulamentares Oficiais

As instruções para a conservação do pó de Ertapenem sódico e das suas soluções preparadas baseiam-se em informações oficiais para garantir a estabilidade e a segurança do medicamento.

Condições de Conservação

Requisito Pó não reconstituído Solução Preparada
Temperatura Conservar a temperatura igual ou inferior a 25 °C Conservar sob refrigeração (2 °C a 8 °C) ou a 25 °C
Estabilidade Manter na embalagem exterior para proteger do calor e da humidade Deve ser utilizada num prazo de 24 horas (refrigerada) ou 6 horas (25 °C)
Proibição Não conservar acima de 25 °C Não congelar

Manuseamento e Eliminação

Uma vez retirada da refrigeração, a solução deve ser utilizada num período máximo de quatro horas. O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças. Todo o produto não utilizado, materiais residuais e objetos cortantes e perfurantes devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais e a legislação nacional em vigor.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ertapenem encontrado em:

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