Epclusa

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Epclusa

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Epclusa

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Sofosbuvir, Velpatasvir
Forma Comprimido de associação de dose fixa
Classe Farmacológica Agente Antiviral de Ação Direta (AAD)
Objetivo Geral Tratamento da Infeção Crónica por Hepatite C
Origem Sintética

Que Tipo de Medicamento é o Epclusa?

O Epclusa é um agente Antiviral de Ação Direta (AAD) que pertence a uma classe clinicamente reconhecida de medicamentos sintéticos, especificamente concebidos para combater o Vírus da Hepatite C (VHC). É formulado como um produto de associação de dose fixa, contendo as substâncias ativas Sofosbuvir e Velpatasvir, sendo administrado como um único comprimido oral revestido por película. Esta classificação como AAD distingue o medicamento, uma vez que a sua função é atuar diretamente sobre a maquinaria viral, em vez de depender de respostas imunitárias mais amplas, como acontecia com tratamentos mais antigos. A formulação combina estrategicamente duas substâncias antivirais distintas e comprovadas, maximizando o ataque direcionado numa preparação simplificada, disponível apenas mediante receita médica.

A Combinação: Composição e Alcance Pan-genotípico

O medicamento contém duas substâncias ativas individuais, ambas fundamentadas em extensos estudos farmacológicos: o Sofosbuvir, que é um análogo nucleotídeo inibidor, e o Velpatasvir, um inibidor da NS5A. Esta combinação é designada como pan-genotípica porque foi confirmado ser eficaz em todas as seis principais estirpes conhecidas, ou genótipos, do Vírus da Hepatite C. Esta característica única diferencia-o de tratamentos AAD anteriores que, frequentemente, exigiam testes genotípicos específicos antes do início da terapia. Ao interromper duas funções essenciais e separadas do vírus — a replicação e a montagem — a combinação minimiza a capacidade de multiplicação do vírus e ajuda a prevenir o desenvolvimento de resistência viral.

Objetivo Geral: Alcançar a Eliminação Viral

O propósito fundamental deste medicamento é a eliminação da infeção crónica por Hepatite C através da obtenção de uma Resposta Virológica Sustentada (RVS). RVS é o termo científico utilizado para descrever a eliminação duradoura e a longo prazo do Vírus da Hepatite C da corrente sanguínea, após um ciclo completo de terapia. Clinicamente, atingir a RVS é visto como a interrupção bem-sucedida da progressão dos danos hepáticos relacionados com o VHC e das complicações associadas. A natureza altamente direcionada da combinação é essencial para interromper permanentemente o ciclo de vida viral e representa o principal objetivo terapêutico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Epclusa?

Epclusa (sofosbuvir/velpatasvir): Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as restrições de segurança oficialmente documentadas para o Epclusa, baseando-se estritamente nas informações das autoridades reguladoras.

Efeitos Secundários Documentados e Frequências

Os efeitos secundários comunicados em estudos clínicos são classificados de acordo com a sua frequência:

  • Muito Frequentes (Afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais): Cefaleia (dor de cabeça), Fadiga.
  • Frequentes (Afetam até 1 em cada 10 pessoas): Náuseas, Insónia, Diarreia, Nasofaringite (sintomas de constipação).

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

Existem avisos específicos relativos a riscos graves que requerem atenção:

  • Reativação do Vírus da Hepatite B (VHB): Os doentes com coinfeção por Hepatite C e Hepatite B devem ser testados e monitorizados quanto à reativação do VHB durante e após o tratamento com Epclusa, uma vez que esta pode levar a problemas hepáticos graves, incluindo insuficiência hepática.
  • Bradicardia Sintomática Grave: Foram relatados problemas de ritmo cardíaco potencialmente fatais quando o Epclusa é utilizado em combinação com o medicamento antiarrítmico amiodarona. Geralmente, a coadministração não é recomendada e é necessária uma monitorização cardíaca rigorosa caso os medicamentos tenham de ser utilizados em conjunto.

Restrições Relacionadas com a Segurança

O Epclusa, por norma, não deve ser utilizado com determinados medicamentos que reduzam significativamente a sua concentração no sangue, o que poderia comprometer a sua eficácia. Estes incluem indutores potentes da P-gp e/ou indutores potentes do CYP (por exemplo, rifampicina, erva de São João e carbamazepina).

Considerações sobre Populações Específicas

Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes com insuficiência renal grave (incluindo aqueles em diálise); no entanto, os dados de segurança nesta população são limitados. Para doentes grávidas ou em período de amamentação, aplicam-se todos os avisos e restrições relativos à ribavirina, caso o Epclusa seja administrado como parte de um regime de combinação com ribavirina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Mapa de Sobredosagem: Sobredosagem e quando procurar ajuda — Informação Oficial sobre o Epclusa

Esta informação deriva estritamente da secção relativa à Sobredosagem dos documentos regulamentares governamentais oficiais.


Âmbito da Sobredosagem

Propriedade Declaração Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas Não foram identificados oficialmente sintomas agudos exclusivos. A experiência com doses superiores às recomendadas revelou manifestações consistentes com as reações adversas comuns, tais como cefaleia (dor de cabeça) e fadiga.
Sistemas fisiológicos afetados A gestão requer a monitorização dos sinais vitais e a observação do estado clínico do doente.
Fatores relacionados com a dose ou exposição O metabolito do sofosbuvir apresenta uma exposição aumentada em doses supraterapêuticas.
Notas de sobredosagem para populações específicas A hemodiálise pode remover eficazmente o metabolito do sofosbuvir; no entanto, o componente velpatasvir apresenta uma elevada ligação às proteínas e não pode ser removido de forma eficaz. Esta é uma limitação em casos que envolvam insuficiência renal grave.
Declarações de resposta de emergência O tratamento consiste em medidas gerais de suporte e tratamento sintomático. O doente deve ser monitorizado quanto a evidências de toxicidade.
Quando é necessária ajuda médica imediata Se ocorrer uma sobredosagem, procure assistência médica imediata.

Classificações de Sobredosagem (Nível Geral)

Classificação Declaração Oficial
Classificação de gravidade A informação oficial foca-se na gestão necessária e na monitorização de toxicidade, em vez de um grau de gravidade definido.
Limitações no contexto de sobredosagem Não existe um antídoto específico disponível. Não se prevê que o velpatasvir seja removido por hemodiálise.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

As diretrizes oficiais sobre sobredosagem estabelecem que se deve procurar assistência médica imediata após uma suspeita de sobredosagem, uma vez que não existe um antídoto específico disponível para o Epclusa. A gestão clínica limita-se a medidas gerais de suporte e ao tratamento sintomático. Note-se que a hemodiálise é eficaz apenas para o metabolito do sofosbuvir, não tendo efeito sobre o componente velpatasvir. O doente deve permanecer sob monitorização para deteção de sinais de toxicidade e observação rigorosa dos sinais vitais.

O perfil regulamentar determina a necessidade de assistência médica imediata e define a falta de um antídoto específico como a principal limitação terapêutica. Consequentemente, a gestão oficial foca-se em cuidados gerais de suporte e tratamento sintomático, sendo procedimentos como a hemodiálise indicados apenas para a remoção parcial do metabolito de um dos componentes.

Usos terapêuticos de Epclusa

O que o Epclusa trata: principais utilizações e benefícios

O Epclusa é um medicamento de prescrição utilizado principalmente para o tratamento destinado a combater a infeção pelo Vírus da Hepatite C (VHC) em adultos e crianças. O objetivo terapêutico central é abordar a presença viral, o que auxilia na gestão das potenciais consequências sistémicas e de longo prazo da infeção crónica.


Abordagem do VHC em todos os genótipos

Este medicamento é habitualmente utilizado para eliminar a infeção pelo VHC em todos os seis principais genótipos (1 a 6). Este domínio é aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional, sendo utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes. O tratamento é relevante para aliviar sintomas associados a uma elevada carga sistémica, o que desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. As indicações abrangem amplamente a infeção crónica pelo VHC, incluindo doentes sem cirrose, com cirrose compensada ou com cirrose descompensada.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas que Interferem com o Funcionamento Diário


Apoio à Saúde Hepática

Este domínio terapêutico de longo prazo é considerado relevante em condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos no fígado. O VHC crónico causa sintomas ligados ao stresse funcional específico do órgão. Ao tratar a infeção, o Epclusa auxilia na manutenção da estabilidade funcional do fígado e apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o desconforto relacionado com a progressão da doença.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Epclusa?

A elegibilidade para o tratamento com Epclusa é definida com base na idade do doente, no estado do fígado, na função dos órgãos e nos medicamentos administrados em simultâneo. O medicamento está indicado para adultos e doentes pediátricos com 3 ou mais anos de idade com infeção crónica pelo Vírus da Hepatite C (VHC) em todos os seis genótipos principais (1–6).

A elegibilidade está condicionada pela saúde do fígado: doentes com cirrose compensada podem utilizar o Epclusa isoladamente, enquanto doentes com cirrose descompensada (Child-Pugh B ou C) devem utilizá-lo em combinação com a ribavirina (RBV). Se for utilizada a combinação com RBV, aplicam-se todas as contraindicações desta última, incluindo a gravidez.

Restrições Principais de Elegibilidade

  • Vírus da Hepatite B (VHB): Todos os doentes devem ser testados para o VHB antes do tratamento devido ao risco de reativação do vírus, o que constitui uma condição obrigatória para a elegibilidade.
  • Insuficiência Renal Grave: Não pode ser dada qualquer recomendação posológica para doentes com insuficiência renal grave (TFGe < 30 mL/min/1,73 m^2) ou doença renal em fase terminal.
  • Uso Não Recomendado: O uso não é recomendado com certos indutores potentes de fármacos, tais como a rifampicina ou a erva de São João, nem com o medicamento antiarrítmico amiodarona, devido ao risco de complicações graves ou redução da eficácia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Epclusa é determinado pelos seus efeitos nos transportadores de fármacos e nas enzimas metabólicas, o que resulta em restrições específicas para as substâncias administradas em simultâneo.


Restrições e Proibições Formais

A coadministração de indutores potentes da P-glicoproteína (P-gp) e das enzimas CYP (tais como a rifampicina, a carbamazepina e o produto fitoterapêutico erva de São João) não é recomendada, dada a possibilidade de reduções significativas nas concentrações plasmáticas da substância ativa. Uma restrição farmacodinâmica de grande relevância é a não recomendação da coadministração com amiodarona, devido ao risco oficialmente documentado de bradicardia sintomática grave. Este risco é assinalado como sendo superior em doentes com doença hepática avançada.


Interações que Alteram a Exposição Sistémica

O Epclusa pode provocar um aumento da exposição sistémica de certos medicamentos coadministrados ao inibir os transportadores OATP e BCRP. Isto inclui substratos como as estatinas (por exemplo, a rosuvastatina) e a digoxina, que requerem a monitorização necessária. A eliminação do vírus da Hepatite C pode também tornar necessária a monitorização do INR em doentes que tomam Antagonistas da Vitamina K (por exemplo, a varfarina).


Regras de Administração Baseadas no Tempo

Os agentes redutores da acidez gástrica diminuem os níveis de velpatasvir e exigem intervalos específicos para a sua toma. Os antiácidos devem ser tomados com uma separação de, pelo menos, 4 horas em relação ao Epclusa. Os antagonistas dos recetores H2 podem ser tomados simultaneamente ou com 12 horas de intervalo. Os inibidores da bomba de protões (IBP) não são, geralmente, recomendados; se forem coadministrados, o Epclusa deve ser tomado 4 horas antes da dose do IBP e obrigatoriamente acompanhado de alimentos.

Mecanismo de ação

O Epclusa utiliza uma abordagem de duplo mecanismo para inibir diretamente o ciclo de vida do Vírus da Hepatite C (VHC) no interior das células hepáticas. Este ataque coordenado tem como alvo duas proteínas virais diferentes, essenciais para a replicação e montagem, o que resulta na eliminação duradoura do ARN viral em replicação ativa.

Bloqueio da Replicação Genética Viral através da Inibição da NS5B

Este domínio abrange a ação do sofosbuvir, que é convertido num metabolito ativo que visa a enzima do VHC denominada Proteína Não Estrutural 5B (NS5B), a ARN polimerase dependente de ARN. Ao incorporar um componente básico defeituoso na cadeia de ARN viral em formação, este mecanismo causa imediatamente a terminação da cadeia, interrompendo a capacidade do vírus de copiar o seu material genético. Isto inicia uma diminuição na concentração de ARN viral.

Interrupção da Montagem Viral e do Complexo de Replicação via Alvo NS5A

Este domínio foca-se na função do velpatasvir como inibidor da Proteína Não Estrutural 5A (NS5A). A NS5A é uma proteína multifuncional fundamental para a montagem da maquinaria de replicação viral e para o encapsulamento de novas partículas virais. A inibição da NS5A interrompe estes processos essenciais, impedindo tanto a replicação viral eficiente como a libertação de novos viriões infeciosos.

Elevada Barreira à Resistência através da Sinergia de Alvo Duplo

A combinação de inibidores da NS5B e da NS5A cria um efeito sinérgico e uma elevada barreira à resistência. Este alvo duplo, eficaz em todas as principais estirpes virais (atividade pan-genotípica), exige que o vírus sofra duas mutações separadas para conseguir escapar, o que facilita uma redução elevada e sustentada na concentração de ARN-VHC.

Informações sobre dosagem e administração

O Epclusa (sofosbuvir/velpatasvir) é administrado estritamente por via oral, apresentando-se como um produto de associação de dose fixa. O princípio geral da sua utilização envolve um regime padronizado e não ajustável, tomado uma vez por dia. A dose padrão para adultos é de um comprimido de 400 mg/100 mg. Esta toma oral diária é mantida durante toda a duração do tratamento, que é tipicamente fixada em 12 semanas para todos os regimes aprovados, quer seja utilizado isoladamente ou em combinação com outros agentes.

Protocolos e Condições de Administração

Os comprimidos oferecem flexibilidade de administração, uma vez que podem ser tomados com ou sem alimentos. A informação oficial do medicamento simplifica a dosagem para populações específicas ao declarar que não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes adultos com qualquer grau de insuficiência renal ou hepática, incluindo doentes em diálise. Para doentes com cirrose descompensada, o medicamento é utilizado durante 12 semanas em conjunto com ribavirina, com dose baseada no peso.

As regras de administração definem também o procedimento perante o esquecimento de uma toma. Se uma dose for esquecida num período de 18 horas ou menos em relação à hora habitual, a dose deve ser tomada imediatamente. Se tiverem passado mais de 18 horas, a dose esquecida deve ser totalmente saltada, devendo o doente retomar a próxima dose programada; não é permitida a toma de uma dose dupla. Para doentes pediátricos com idade igual ou superior a 3 anos, a dosagem é baseada no peso, utilizando-se as dosagens adequadas de comprimidos ou grânulos orais; de notar que os grânulos orais devem ser administrados com alimentos. Todos os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, partidos ou mastigados.

Evidência clínica recente

Epclusa: Evidência Clínica Recente

A eficácia e a segurança do Epclusa (sofosbuvir/velpatasvir) foram estabelecidas principalmente através de quatro ensaios clínicos de Fase 3, conhecidos como os estudos ASTRAL (ASTRAL-1, ASTRAL-2, ASTRAL-3 e ASTRAL-4).


Eficácia em Diferentes Genótipos

Uma conclusão fundamental dos estudos ASTRAL é a capacidade do regime tratar todos os seis genótipos principais da infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) (Genótipos 1–6). Nos dados combinados dos ensaios ASTRAL-1, ASTRAL-2 e ASTRAL-3, que incluíram doentes com e sem cirrose compensada, 98% dos 1035 participantes tratados durante 12 semanas atingiram uma resposta virológica sustentada 12 semanas após a conclusão do tratamento (SVR12/RVS12).

Estudos que compararam especificamente o Epclusa com regimes mais antigos para as infeções pelos Genótipos 2 e 3 demonstraram taxas de RVS12 mais elevadas com a combinação do Epclusa.


Utilização na Cirrose Descompensada

O ensaio ASTRAL-4 examinou doentes com cirrose descompensada (Classe B de Child-Pugh). Neste estudo, o tratamento com Epclusa associado a ribavirina (RBV) durante 12 semanas resultou numa taxa de RVS12 de 94%, em comparação com 83% para o Epclusa isolado durante o mesmo período. A adição de RBV é, geralmente, considerada para esta população específica de doentes.


Eventos Adversos Mais Frequentemente Relatados

O perfil de segurança foi consistente em todos os ensaios ASTRAL realizados em adultos. Os eventos adversos comunicados com maior frequência (ocorrendo em 10% ou mais dos participantes) foram cefaleia (dor de cabeça) e fadiga. Nos doentes com cirrose descompensada que receberam a combinação com ribavirina, outros eventos adversos comuns incluíram anemia, insónia e náuseas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Epclusa (FAQ)


P: O que se deve saber antes de iniciar o tratamento com Epclusa?

R: As informações oficiais estabelecem que os doentes devem ser testados para o Vírus da Hepatite B (VHB). Os profissionais de saúde devem ser informados sobre todos os medicamentos atuais, incluindo suplementos, e todas as condições médicas pré-existentes, como insuficiência renal ou VIH, bem como se existe planeamento de gravidez ou amamentação.


P: Existem preocupações de saúde a longo prazo associadas ao uso de Epclusa?

R: O risco mais grave a longo prazo mencionado nos documentos oficiais é o potencial de reativação do Vírus da Hepatite B (VHB). Isto pode ocorrer durante ou após o tratamento em doentes com infeção prévia por VHB, sendo necessária monitorização devido ao risco de problemas hepáticos graves.


P: O Epclusa pode afetar a função renal?

R: A informação oficial indica que, geralmente, não é necessário ajuste de dose para doentes com a maioria dos níveis de insuficiência renal. No entanto, os dados clínicos para doentes com problemas renais graves ou em diálise são limitados, e estas populações podem estar sujeitas a requisitos de monitorização específicos.


P: O Epclusa pode ser utilizado durante a gravidez?

R: Não se sabe se o Epclusa isoladamente prejudicará o feto. Contudo, se o Epclusa for utilizado em combinação com a ribavirina, essa combinação é contraindicada devido aos riscos conhecidos de a ribavirina causar malformações congénitas.


P: É seguro amamentar enquanto se toma Epclusa?

R: Desconhece-se se os componentes do Epclusa passam para o leite materno. Se o Epclusa for combinado com a ribavirina, as informações oficiais indicam que a ribavirina é contraindicada durante a amamentação.


P: Que condições médicas impediriam alguém de ser elegível para o Epclusa?

R: O Epclusa é contraindicado para doentes com historial de hipersensibilidade aos seus princípios ativos. O uso também não é, geralmente, recomendado com indutores potentes (como a rifampicina ou a erva de São João) ou com o medicamento cardíaco amiodarona, devido ao risco de complicações.


P: O que acontece após terminar o ciclo completo de tratamento com Epclusa?

R: O objetivo principal é atingir uma Resposta Virológica Sustentada (RVS), o que significa que o vírus é eliminado do sangue 12 semanas após a última dose. É necessária monitorização contínua para uma potencial reativação do VHB em doentes com infeção prévia por Hepatite B, mesmo após o tratamento ter terminado.


P: É possível o vírus da Hepatite C regressar após o uso de Epclusa?

R: Os estudos indicam que a vasta maioria dos participantes atingiu a eliminação viral (SVR12/RVS12), mas uma pequena percentagem de doentes não o conseguiu. Os documentos oficiais reconhecem que a falha do tratamento ou a recaída são possibilidades.


P: Como se compara a eficácia do Epclusa entre diferentes genótipos?

R: Estudos clínicos demonstraram uma eficácia elevada e consistente nos seis principais genótipos do Vírus da Hepatite C (VHC). Esta capacidade de tratar todos os seis genótipos é designada como eficácia pangenotípica.


P: O Epclusa foi estudado em doentes que falharam tratamentos anteriores?

R: Sim, o Epclusa está aprovado tanto para doentes que nunca receberam tratamento como para doentes experientes em tratamento que falharam anteriormente certos tipos de terapias mais antigas.


P: O Epclusa pode causar tonturas ou sensação de desmaio?

R: Podem ocorrer tonturas, particularmente se o Epclusa for utilizado em conjunto com a amiodarona. Isto está relacionado com o risco documentado de bradicardia sintomática grave (um ritmo cardíaco perigosamente lento).


P: O Epclusa causa alterações no humor ou no sono?

R: A insónia está listada como um efeito secundário comum. Relatos de alterações de humor ou sentimentos de depressão foram documentados, particularmente quando o Epclusa é utilizado em combinação com a ribavirina.


P: Com que rapidez o Epclusa começa a atuar no organismo?

R: Os componentes começam a atuar imediatamente ao visar o mecanismo viral no interior das células do fígado, interrompendo a cópia do material genético e impedindo a montagem de novas partículas virais.


P: O Epclusa precisa de ser tomado exatamente à mesma hora todos os dias?

R: O fármaco deve ser tomado uma vez por dia. As regras para uma dose esquecida permitem uma janela de menos de 18 horas antes de saltar a dose, o que reforça a importância de um horário diário consistente.


P: O Epclusa é uma cura para a Hepatite C?

R: O objetivo técnico é atingir uma Resposta Virológica Sustentada (RVS). Clinicamente, atingir a RVS é considerado o sucesso na interrupção da progressão dos danos hepáticos relacionados com a Hepatite C.


P: Os doentes costumam tolerar bem o Epclusa?

R: Nos ensaios clínicos, os efeitos secundários mais comuns foram cefaleia e fadiga. Estes efeitos ocorreram em 10% ou mais dos participantes, sendo geralmente geríveis no contexto clínico.


P: Existem restrições alimentares específicas durante o tratamento?

R: O comprimido revestido pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, se forem prescritos os grânulos orais, estes devem ser administrados com alimentos.


P: Qual é a principal preocupação de segurança mencionada na informação oficial?

R: A preocupação mais grave é o risco de reativação do Vírus da Hepatite B (VHB) em doentes coinfetados, o que pode levar a insuficiência hepática.


P: Os efeitos secundários do Epclusa costumam desaparecer após terminar o tratamento?

R: Os efeitos secundários comuns, como dores de cabeça e fadiga, são geralmente temporários e resolvem-se após a conclusão do ciclo de tratamento de 12 semanas.


P: O Epclusa pode ser tomado por quem fez um transplante de fígado?

R: Sim, as diretrizes incluem o Epclusa nos regimes recomendados para doentes submetidos a um transplante de fígado com infeção crónica por Hepatite C.


P: O Epclusa pode interagir com analgésicos como o paracetamol?

R: O paracetamol é geralmente permitido para gerir efeitos secundários como a dor de cabeça. No entanto, qualquer novo medicamento deve ser revisto com um profissional de saúde para garantir a segurança.


P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto tomo Epclusa?

R: Como os efeitos secundários podem incluir fadiga e tonturas, a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode ser afetada. Recomenda-se que os doentes compreendam a sua reação ao medicamento antes de realizarem tais atividades.

Como Epclusa deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Epclusa

Os comprimidos e grânulos orais de Epclusa devem ser conservados de forma a proteger a integridade do medicamento. O produto deve ser armazenado a uma temperatura inferior a 30°C (86°F), afastado do calor excessivo e da humidade; não deve guardar o medicamento na casa de banho.

Regras de Conservação e Proteção

Mantenha o medicamento na embalagem original e assegure-se de que o recipiente está bem fechado. O produto deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças, sendo que o frasco de comprimidos possui uma tampa resistente à abertura por crianças. No caso dos grânulos orais, qualquer mistura com alimentos deve ser consumida num prazo de 15 minutos e qualquer porção não utilizada da mistura deve ser eliminada de imediato.

Requisitos de Eliminação

Não utilize o medicamento após o prazo de validade indicado. A eliminação do Epclusa não utilizado ou fora de validade deve seguir as orientações oficiais. Questione o seu farmacêutico sobre a utilização de um programa de recolha de medicamentos. Por norma, os medicamentos não devem ser eliminados no lixo doméstico ou nos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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