Entyvio

Links rápidos para seções importantes

Entyvio

Forma selecionada

Opção de tratamento: Crohn'S Disease, Colitis, Colitis,Ulcerative

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Entyvio

O que é o Entyvio?

O medicamento Entyvio é o nome comercial do fármaco de receita médica Vedolizumab, um medicamento biológico avançado utilizado para gerir a inflamação crónica no trato digestivo. Está classificado como um antagonista dos recetores da integrina e funciona como um imunossupressor seletivo. O Entyvio é fabricado pela Takeda Pharmaceuticals.

Propriedade Descrição
Substância Ativa Vedolizumab (Anticorpo Monoclonal)
Forma Farmacêutica Pó liofilizado para infusão IV; Solução para injeção subcutânea (SC)
Classe Farmacológica Antagonista dos Recetores da Integrina
Utilização Comum Gestão da inflamação crónica, moderada a grave, no intestino
Origem Anticorpo Monoclonal IgG1 Humanizado Recombinante

Vedolizumab: Que Tipo de Medicamento Biológico é o Entyvio?

O vedolizumab é definido como um anticorpo monoclonal IgG1 humanizado recombinante, o que significa que a substância ativa é uma proteína concebida através de engenharia para visar precisamente um único componente do sistema imunitário. Esta especialização permite que o fármaco atue com elevada precisão no organismo.

O produto é um medicamento de substância única administrado quer como pó liofilizado para concentrado para solução para infusão (intravenosa, IV), quer como solução para injeção subcutânea (SC). A Caneta Entyvio é uma característica distintiva da forma subcutânea, concebida para facilitar a autoadministração em doentes adultos elegíveis. A administração subcutânea mantém a eficácia do medicamento ao longo do tempo, proporcionando flexibilidade na administração do tratamento após a fase inicial intravenosa.

A Ação Específica e Seletiva do Vedolizumab no Intestino

O vedolizumab atua através de um mecanismo altamente especializado e seletivo do intestino, restringindo o seu efeito anti-inflamatório primário ao trato gastrointestinal. Como antagonista dos recetores da integrina, o fármaco funciona ligando-se especificamente à proteína integrina alpha4beta7, que é predominantemente expressa na superfície das células imunitárias que provocam a inflamação intestinal. Esta ligação direcionada é reconhecida por reduzir a inflamação na origem.

Ao bloquear esta molécula de adesão, o vedolizumab cria um bloqueio molecular, impedindo que estes linfócitos T inflamatórios migrem para o tecido intestinal. O propósito geral desta ação é controlar eficazmente a inflamação e mitigar os danos nos tecidos do revestimento intestinal, oferecendo uma opção terapêutica focada para gerir condições intestinais crónicas onde a atividade excessiva das células imunitárias é o problema central.

Quais efeitos secundários são possíveis com Entyvio?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança sobre o Entyvio (vedolizumab)

O perfil de segurança do vedolizumab é classificado formalmente em categorias baseadas na incidência e no impacto fisiológico.

Classificação de frequência Exemplos de reações adversas
Muito frequentes (≥ 1/10) Nasofaringite, dor de cabeça (cefaleia), artralgia (dor nas articulações)
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Infeção do trato respiratório superior, pirexia (febre), fadiga, náuseas, erupção cutânea, sinusite, reações relacionadas com a perfusão, reações no local de injeção

Reações adversas graves

Existem diversas considerações de segurança graves documentadas em associação com este medicamento, incluindo infeções graves, tais como sépsis, tuberculose e infeções oportunistas. O tratamento não é geralmente recomendado em doentes com infeções graves ativas até que estas estejam controladas. A Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP), uma infeção cerebral rara e grave, é listada como um risco potencial que não pode ser excluído, exigindo a monitorização de sintomas neurológicos novos ou agravados. Foram também comunicadas reações graves relacionadas com a perfusão e casos de lesão hepática, caracterizados pela elevação das transaminases ou da bilirrubina.

Notas sobre a administração e segurança populacional

As reações relacionadas com a perfusão, incluindo reações de hipersensibilidade grave como a anafilaxia, estão associadas à via intravenosa e podem ocorrer durante ou nas horas seguintes à perfusão. As reações no local de injeção estão associadas à administração subcutânea. O medicamento é contraindicado em doentes com uma reação de hipersensibilidade grave conhecida ao vedolizumab. Para doentes com mais de 65 anos de idade, não é necessário um ajuste específico da dose. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em doentes pediátricos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Entyvio e Quando Procurar Ajuda

As informações sobre a sobredosagem com Entyvio (vedolizumab) baseiam-se nos perfis de segurança estabelecidos pelas autoridades de saúde, focando-se principalmente na gestão clínica.

Perfil de Sobredosagem

Atualmente, não existem sinais específicos exclusivos documentados em ensaios clínicos que resultem de doses acidentais elevadas. A abordagem clínica foca-se no suporte ao doente.

Categoria Estado de Referência
Sintomas de Sobredosagem Documentados Nenhum especificamente listado.
Antídoto Específico Não é conhecido qualquer antídoto específico.
Gestão Imediata Deve ser iniciado tratamento de suporte e sintomático.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

A gestão da sobredosagem está associada ao tratamento imediato de potenciais reações adversas agudas graves. Uma vez que o vedolizumab é um medicamento biológico, é necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou de reação grave que ocorra durante ou após a administração.

Na eventualidade de uma sobredosagem, um profissional de saúde deve interromper a administração imediatamente e fornecer o tratamento de suporte e sintomático necessário. Esta intervenção é fundamental para a gestão de riscos graves, tais como hipersensibilidade severa ou anafilaxia, que podem estar associados ao fármaco.

Usos terapêuticos de Entyvio

Factos Rápidos

  • Colite Ulcerosa (CU) ativa, de moderada a grave, em adultos.
  • Doença de Crohn (DC) ativa, de moderada a grave, em adultos.

O Entyvio é uma terapia médica indicada para o tratamento de duas patologias inflamatórias crónicas do sistema digestivo: colite ulcerosa (CU) ativa, de moderada a grave, e doença de Crohn (DC) ativa, de moderada a grave, em doentes adultos. É tipicamente considerado como uma opção de tratamento para indivíduos que demonstraram uma resposta inadequada, que apresentaram uma perda de resposta ou que revelaram intolerância a terapias convencionais, imunomoduladores ou bloqueadores do fator de necrose tumoral (TNF).

O propósito terapêutico deste medicamento é ajudar a reduzir a atividade inflamatória da doença no trato gastrointestinal. Estudos clínicos indicam que o Entyvio ajuda os doentes a atingir uma resposta clínica e, em alguns casos, a remissão clínica. Isto pode incluir a melhoria do aspeto do revestimento intestinal (mucosa) e o apoio aos doentes na obtenção de uma remissão isenta de corticosteroides. Para obter uma lista completa de indicações e critérios de utilização, consulte a rotulagem aprovada e a visão geral terapêutica.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Entyvio?

A elegibilidade para o tratamento com Entyvio (vedolizumab) é definida rigorosamente com base em exclusões absolutas e condições de utilização específicas. O medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade grave conhecida a qualquer componente da fórmula ou que apresentem uma infeção grave ativa, como sépsis ou tuberculose. O início do tratamento não deve ocorrer até que qualquer infeção grave e ativa esteja totalmente controlada.

Estado da População Regra de Utilização
Utilização Aprovada Estabelecida para utilização em doentes adultos (com 18 ou mais anos), incluindo doentes idosos.
Utilização Pediátrica A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças com menos de 18 anos de idade.
Compromisso de Órgãos A utilização é restrita em doentes com compromisso renal ou hepático, uma vez que o fármaco não foi estudado nestas populações, impossibilitando recomendações posológicas.
Estado Reprodutivo A utilização durante a gravidez e a amamentação é restrita. Mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção adequada durante, pelo menos, 18 semanas após a última dose.
Comorbilidades O medicamento não é recomendado para utilização conjunta com outros imunossupressores biológicos.

Estas diretrizes refletem as classificações de Contraindicado, Restrito e Não Estabelecido que determinam a aptidão clínica para receber este medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interação do vedolizumab é definido por condicionantes farmacodinâmicas relacionadas com outros agentes imunossupressores e pela documentação formal relativa às suas propriedades farmacocinéticas.

Interações com Imunossupressores Biológicos

A coadministração de Entyvio com outros imunossupressores biológicos não é recomendada. Esta restrição aplica-se a medicamentos como o natalizumab e os bloqueadores do TNF (Fator de Necrose Tumoral). A combinação destes agentes cria um potencial para efeitos imunossupressores aditivos, o que pode aumentar o risco de infeção. Ao iniciar o Entyvio após exposição prévia ao natalizumab, as orientações especificam um período obrigatório de intervalo mínimo de 12 semanas.

Interação com Vacinas

A utilização de vacinas durante o tratamento deve seguir critérios específicos. As vacinas vivas devem ser utilizadas com precaução devido a evidências de que a exposição ao Entyvio pode resultar numa resposta imunitária reduzida, especificamente no risco de taxas de seroconversão mais baixas. As vacinas não vivas podem continuar a ser administradas de acordo com as diretrizes padrão.

Avaliação de Interações Farmacocinéticas

Com base em análises farmacocinéticas, a coadministração de Entyvio com certas terapias não biológicas, incluindo corticosteroides e imunomoduladores convencionais (tais como azatioprina ou metotrexato), não demonstrou um efeito clinicamente relevante na concentração de vedolizumab no organismo. Não foram documentados estudos formais de interação medicamentosa que visem especificamente as enzimas do Citocromo P450 (CYP).

Mecanismo de ação

O Entyvio (vedolizumab) é um anticorpo monoclonal IgG1 humanizado que funciona como um antagonista seletivo da integrina. O seu alvo biológico é o heterodímero da integrina alpha4beta7, um recetor da superfície celular expresso num subconjunto de leucócitos circulantes, principalmente linfócitos T.

O vedolizumab liga-se especificamente à integrina alpha4beta7, impedindo estericamente e inibindo a sua interação molecular com o seu ligante correspondente, a molécula de adesão celular da adressina das mucosas-1 (MAdCAM-1). A MAdCAM-1 é expressa predominantemente nas células endoteliais da rede vascular no trato gastrointestinal.

Este bloqueio da alpha4beta7 / MAdCAM-1 impede o passo molecular necessário para a extravasação dos linfócitos T — o processo de adesão e migração dos leucócitos através do endotélio vascular — para a lâmina própria intestinal. A cascata subsequente é uma consequência fisiológica ao nível do sistema caracterizada pela modulação das vias de tráfego celular, levando a uma redução seletiva da concentração de células T de memória pró-inflamatórias no tecido intestinal, sem afetar significativamente a vigilância imunitária sistémica fora do compartimento intestinal.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Entyvio

O Entyvio (vedolizumab) é administrado de acordo com uma estrutura de tratamento específica de duas fases, definida pelas diretrizes de prescrição. A administração utiliza duas vias distintas e as respetivas formas farmacêuticas.

O tratamento inicia-se com a fase de indução, que consiste na administração de 300 mg de vedolizumab através de perfusão intravenosa (IV) na semana 0, semana 2 e semana 6. Esta dose inicial, preparada através da reconstituição e diluição de um pó liofilizado numa solução estéril, deve ser infundida durante aproximadamente 30 minutos num ambiente clínico adequado.

Após o período de indução, os doentes transitam para a fase de manutenção, utilizando um de dois métodos estabelecidos. A via intravenosa pode ser mantida com uma perfusão de 300 mg administrada a cada oito semanas. Em alternativa, os doentes podem optar pela injeção subcutânea (SC) de 108 mg, administrada a cada duas semanas. Esta forma subcutânea pode ser aplicada pelo próprio doente ou por um cuidador, após a devida formação técnica. No caso de esquecimento de uma dose subcutânea, a indicação é que a mesma seja administrada o mais rapidamente possível, retomando-se posteriormente o esquema quinzenal regular.

Um aspeto processual importante é a avaliação do benefício terapêutico; o tratamento é interrompido se não for observada uma resposta clínica até à semana 14. Relativamente a grupos específicos, não é necessário qualquer ajuste na dosagem para doentes idosos. Contudo, não existem recomendações posológicas definidas para doentes pediátricos ou para indivíduos com compromisso renal ou hepático grave.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Entyvio (Vedolizumab)


Evidência para o Uso na Colite Ulcerosa (CU) Ativa Moderada a Grave

A investigação analisou a utilização do medicamento em adultos com Colite Ulcerosa (CU) ativa de grau moderado a grave. A base principal de investigação para este medicamento consiste em estudos controlados de grande escala, conhecidos como ensaios controlados aleatórios, em dupla ocultação e controlados por placebo (ECA). Estes estudos examinaram doentes que não tinham respondido adequadamente, ou que não toleravam, os tratamentos padrão ou outros tipos de medicamentos biológicos, tais como os bloqueadores de TNF. Os ensaios exploraram resultados relacionados com o desconforto físico e resultados que refletem o funcionamento ou o nível de atividade diária.

Nestes estudos, os investigadores monitorizaram vários resultados fundamentais. Foram acompanhadas as medições da evolução dos sintomas da CU ao longo do tempo, incluindo se os doentes foram observados a atingir um estado de resposta clínica ou de remissão clínica. Os estudos também examinaram o aspeto do revestimento intestinal (estado da mucosa) para observar a evolução da inflamação. A investigação destaca o número de doentes avaliados durante o período do estudo que conseguiram interromper a utilização de medicação corticosteroide, mantendo o seu estado clínico definido.


Evidência para o Uso na Doença de Crohn (DC) Ativa Moderada a Grave

Para a Doença de Crohn (DC), a estrutura da investigação é semelhante. A investigação analisou o medicamento em adultos com a doença ativa de grau moderado a grave. Estes ensaios também incluíram populações que anteriormente não tinham respondido a terapêuticas convencionais ou a bloqueadores de anti-TNF. Os estudos também monitorizaram resultados que captam fases de maior atividade dos sintomas e acompanharam a ocorrência de eventos relacionados com a DC, tais como cirurgias e hospitalizações.

Os resultados indicam que o tempo necessário para os doentes apresentarem uma alteração clínica mensurável na DC foi observado, em alguns estudos, como sendo mais lento do que os padrões documentados nas populações dos estudos de CU. Os dados mostram padrões relacionados com o número de doentes que foram avaliados como tendo interrompido os corticosteroides, mantendo o estado clínico definido ao longo da fase de manutenção.


Áreas de Incerteza na Investigação e Lacunas nos Estudos

Embora exista uma base de evidência aleatória de alta qualidade, os efeitos a longo prazo em complicações ou resultados menos comuns não estão totalmente estabelecidos e dependem de dados não aleatórios. Uma área onde os dados são limitados refere-se à investigação comparativa direta ("head-to-head") face a todas as outras classes de terapêuticas biológicas disponíveis para a CU e DC. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e não fornecem previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Entyvio (FAQ)

P: O Entyvio é considerado um medicamento forte ou agressivo?

R: O Entyvio é classificado como um medicamento biológico e um antagonista dos recetores da integrina. A sua ação biológica é descrita como seletiva para o trato gastrointestinal, o que significa que a sua função principal é bloquear a entrada de células imunitárias específicas no revestimento intestinal. Este mecanismo é considerado direcionado porque não afeta significativamente a vigilância imunitária sistémica fora do compartimento intestinal.

P: Quanto tempo demora normalmente até que uma pessoa note os efeitos do Entyvio?

R: Os ensaios clínicos monitorizaram a fase de indução até à Semana 14. Foram observados sinais iniciais de redução da inflamação intestinal em alguns doentes com colite ulcerosa logo na Semana 6.

P: É normal sentir cansaço ou fadiga após uma infusão de Entyvio?

R: A fadiga está classificada como uma reação adversa comum na informação oficial do produto. Podem também ocorrer reações relacionadas com a infusão durante ou várias horas após o tratamento, e estas reações podem incluir sintomas como o cansaço.

P: É necessário fazer o rastreio da tuberculose (TB) antes de iniciar o Entyvio?

R: O medicamento é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes que tenham uma infeção grave ativa, sendo a tuberculose (TB) citada como um exemplo. As orientações oficiais indicam que o tratamento não deve ser iniciado na presença de qualquer infeção grave e ativa até que esta esteja controlada.

P: Como é que o Entyvio afeta a capacidade de receber vacinas não vivas?

R: De acordo com o perfil oficial do produto, as vacinas não vivas podem continuar a ser administradas em conformidade com as diretrizes padrão. As vacinas vivas estão sujeitas a precauções oficiais relativamente a uma potencial redução da resposta imunitária.

P: É obrigatório tomar alguma vacina específica antes de iniciar o Entyvio?

R: As diretrizes regulamentares recomendam que o estado de imunização de uma pessoa seja atualizado de acordo com as diretrizes padrão antes de iniciar o tratamento com Entyvio.

P: É possível tomar Entyvio durante a gravidez ou o período de amamentação?

R: O uso durante a gravidez e a lactação é, geralmente, restrito de acordo com as informações oficiais de prescrição. Os documentos oficiais referem que o medicamento tem utilização restrita durante a gravidez e só deve ser considerado se o benefício clínico superar os riscos potenciais. As mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção adequada durante e por um período após o tratamento.

P: O Entyvio aumenta o risco de desenvolver certos tipos de problemas de pele?

R: O perfil oficial de segurança lista a erupção cutânea e o prurido (comichão) como reações adversas comuns relatadas em ensaios clínicos. Os avisos de reações adversas graves documentados em fontes regulamentares não listam condições de pele graves específicas.

P: O Entyvio é um tipo de quimioterapia ou um medicamento contra o cancro?

R: O Entyvio é classificado como um medicamento biológico e um antagonista dos recetores da integrina, não como um medicamento de quimioterapia. Além disso, a investigação regulamentar indica que a taxa de desenvolvimento de cancro durante a toma de Entyvio é comparável à taxa de referência esperada na população de doentes com doença inflamatória intestinal (DII).

P: Qual foi o período mais longo que alguém esteve em tratamento com Entyvio?

R: Na investigação que sustenta o medicamento, foram realizados estudos de acompanhamento a longo prazo para avaliar o perfil de segurança. Estes estudos incluíram doentes com exposição ao tratamento de até cinco anos.

P: Porque é que algumas pessoas chamam ao Entyvio um tratamento "seletivo para o trato gastrointestinal"?

R: O medicamento é frequentemente chamado de seletivo para o trato gastrointestinal porque o seu mecanismo de ação foi concebido para ser altamente focado. Ele visa especificamente a integrina alfa4beta7 nas células imunitárias, criando essencialmente um bloqueio molecular que impede estas células de migrarem para o tecido intestinal.

P: Quais são os efeitos secundários a longo prazo mais comuns comunicados com o Entyvio?

R: Os dados de longo prazo de até cinco anos demonstraram, de um modo geral, um perfil de segurança favorável. A lesão hepática é citada nos avisos oficiais como uma potencial reação adversa grave que pode exigir monitorização ao longo do tempo.

P: O que acontece se eu faltar a uma consulta de infusão de Entyvio?

R: A infusão intravenosa segue um esquema rigorosamente cronometrado para a indução e manutenção. O momento para receber uma dose subsequente, caso uma tenha sido esquecida, baseia-se numa avaliação clínica individual.

P: O Entyvio pode ser utilizado em pessoas que tiveram certos tipos de cancro no passado?

R: Os documentos regulamentares oficiais não listam um historial de cancro prévio como uma contraindicação. A investigação sugere que a taxa de ocorrência de cancro é semelhante à taxa esperada na população de doentes com DII.

P: O Entyvio pode causar uma reação à infusão e como é que isso se sente?

R: As reações relacionadas com a infusão estão listadas como reações adversas comuns e potencialmente graves. A documentação oficial lista sintomas que podem ocorrer durante ou várias horas após o tratamento, incluindo erupção cutânea, comichão, inchaço da face, falta de ar, pieira, tonturas ou palpitações.

P: Existe um limite de idade máxima para uma pessoa começar o Entyvio?

R: O medicamento está aprovado para utilização em doentes adultos com 18 ou mais anos, o que inclui doentes idosos. A informação oficial do produto especifica que não é necessário qualquer ajuste de dose para idosos e não é especificado qualquer limite de idade máxima para o tratamento.

P: Os homens que planeiam ser pais podem utilizar Entyvio?

R: A investigação disponível que investigou especificamente a qualidade do esperma em homens sugere que os parâmetros medidos foram comparáveis aos observados em indivíduos saudáveis.

P: Tomar Entyvio significa que se pode parar de tomar esteroides orais?

R: Os ensaios clínicos acompanharam uma das medições como o número de doentes que conseguiram descontinuar o uso de medicação corticosteroide enquanto mantinham o seu estado clínico definido.

P: Com que rapidez é que o medicamento sai do corpo após a última dose?

R: Com base em modelos farmacocinéticos oficiais, a semivida de eliminação terminal da substância ativa (vedolizumab) é estimada em aproximadamente 25,5 dias. A semivida é o tempo que demora para que metade do medicamento seja eliminado do organismo.

P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum das infusões de Entyvio?

R: A dor de cabeça está classificada como uma reação adversa muito comum na informação oficial de segurança. As reações relacionadas com a infusão também são possíveis, e a dor de cabeça é um dos sintomas que pode ocorrer durante ou várias horas após uma administração.

P: O Entyvio afeta os testes de função hepática ou renal?

R: Os avisos oficiais referem que foram comunicados casos de lesão hepática, indicados por níveis elevados de enzimas hepáticas. Adicionalmente, o uso do medicamento é restrito em doentes com insuficiência renal ou hepática grave, porque a segurança não foi totalmente estabelecida nessas populações.

P: Porque é que os médicos verificam a Hepatite B antes de iniciar o Entyvio?

R: O medicamento é contraindicado em infeções graves ativas. Além disso, os avisos oficiais destacam que a potencial lesão hepática é uma reação adversa grave, e os doentes devem ser monitorizados quanto a novos sinais ou agravamento de problemas no fígado.

P: Qual é o procedimento para lidar com um efeito secundário grave durante o tratamento com Entyvio?

R: A informação de prescrição oficial aconselha que, se ocorrerem sintomas de uma reação adversa grave, é necessária atenção imediata de um profissional de saúde.

P: Qual a diferença entre a injeção subcutânea (SC) de Entyvio e o processo de infusão?

R: A injeção subcutânea (SC) é administrada a cada duas semanas e é frequentemente autoinjetada pelo doente ou por um cuidador. Isto difere da infusão intravenosa (IV), que é administrada num ambiente clínico.

P: Que evidência sustenta a utilização de Entyvio em doentes que falharam outros biológicos?

R: As indicações terapêuticas oficiais descrevem que o medicamento é indicado para utilização em doentes adultos que tiveram uma resposta inadequada, perderam a resposta ou foram intolerantes a terapêuticas anteriores, incluindo um antagonista de TNF-alfa.

P: Qual é o impacto potencial do Entyvio na fertilidade?

R: Para mulheres com potencial reprodutivo, o medicamento tem utilização restrita durante a gravidez e é necessária contraceção adequada. A investigação que investigou especificamente a fertilidade masculina sugeriu que a qualidade do esperma em homens sob tratamento é comparável à de indivíduos saudáveis.

Como Entyvio deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Entyvio

O Entyvio (vedolizumab) deve ser conservado e manuseado de acordo com requisitos rigorosos para garantir a integridade e a eficácia do produto.

Requisitos de Conservação

Os frascos e as canetas pré-cheias por abrir devem ser mantidos sob refrigeração, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. O medicamento não deve, em circunstância alguma, ser congelado. Para garantir a proteção necessária contra a exposição à luz, o produto deve ser sempre mantido dentro da sua embalagem de origem.

No caso específico da caneta para administração subcutânea (SC), existe a possibilidade de a manter à temperatura ambiente, até um máximo de 25 °C, por um período que não pode exceder os sete dias. Se este prazo for ultrapassado, a caneta deve ser rejeitada e não deve ser utilizada. Relativamente às soluções preparadas para perfusão intravenosa (IV), estas possuem períodos de estabilidade curtos e específicos, devendo ser utilizadas ou eliminadas de acordo com os prazos rigorosos indicados na rotulagem do produto.

Instruções de Eliminação

As canetas pré-cheias utilizadas devem ser colocadas imediatamente num contentor apropriado para a eliminação de objetos cortantes. Estas canetas não podem ser recicladas nem devem ser depositadas no lixo doméstico comum. É fundamental que tanto o medicamento como o contentor de objetos cortantes sejam mantidos permanentemente fora do alcance e da vista das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Entyvio encontrado em:

ÍNDICE A-Z: