Eloquine

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Eloquine

Método de ação: Antimalarial, Antiprotozoal

Opção de tratamento: Infection, Malaria

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Eloquine

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de mefloquina
Forma farmacêutica Comprimido (para administração oral)
Classe farmacológica Antimalárico, Esquizonticida hemático
Finalidade geral Prevenção e tratamento da malária
Origem Composto orgânico sintético

Que Tipo de Medicamento é a Mefloquina?

A mefloquina, o nome genérico estabelecido para o medicamento de receita médica associado à marca Eloquine, é fundamentalmente classificada como um agente antimalárico. Este composto orgânico sintético pertence à família dos derivados do 4-quinolinometanol, uma classificação que a liga quimicamente ao quinino, um composto antimalárico mais antigo, sendo esta linhagem reconhecida por estudos farmacológicos. A sua importância nos sistemas de saúde globais é atestada pela sua inclusão de longa data na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, tanto para o tratamento como para a quimioprevenção da malária.

Composição e Forma Física da Mefloquina

A principal substância ativa do medicamento é o cloridrato de mefloquina, que é administrado como um produto de ingrediente único. A mefloquina é tipicamente preparada sob a forma de comprimidos para administração oral, definindo o seu método de entrega direto para os doentes. Os comprimidos contêm o sal de cloridrato de mefloquina, sendo que a dosagem medicinal é geralmente referenciada com base no conteúdo equivalente da molécula ativa de mefloquina base. A característica definidora deste produto é a sua apresentação oral fixa, o que o distingue de tratamentos antimaláricos injetáveis ou intravenosos.

Finalidade Geral e Mecanismo de Ação

O objetivo terapêutico essencial da mefloquina é prevenir e gerir infeções causadas pelos parasitas Plasmodium que provocam a malária. Clinicamente, é reconhecida pela sua utilidade em dois cenários principais: profilaxia (prevenção) para indivíduos que viajam para áreas endémicas e tratamento de infeções agudas causadas por estirpes suscetíveis. A mefloquina atua como um esquizonticida hemático, o que significa que a sua ação se dirige à eliminação das formas do parasita que se multiplicam nos glóbulos vermelhos do hospedeiro, tratando assim a fase aguda da doença. Esta atividade específica torna-a um componente valioso e fiável na gestão da malária, particularmente contra estirpes como o P. falciparum resistente à cloroquina.

Quais efeitos secundários são possíveis com Eloquine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do cloridrato de mefloquina (Eloquine) está formalmente classificado pelas autoridades reguladoras, com as reações adversas agrupadas por frequência e pelo sistema de órgãos afetado. O foco mais crítico é o Perfil de Segurança Neuropsiquiátrico, que inclui um espectro de efeitos nos sistemas nervoso e psiquiátrico.

De acordo com as classificações regulamentares oficiais, as reações adversas estão agrupadas da seguinte forma:

Classificação de Frequência Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes (≥ 1/10) Insónia, pesadelos.
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Tonturas, cefaleias (dores de cabeça), náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia.
Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) Ansiedade, depressão, acufenos (zumbidos nos ouvidos), perturbações visuais.
Raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000) Convulsões, perturbações psicóticas, ideação suicida e comportamento suicida.

As reações adversas graves documentadas na rotulagem oficial incluem efeitos neuropsiquiátricos graves e persistentes, tais como ansiedade, paranoia, alucinações e depressão, tendo sido reportado que estes podem continuar por meses ou anos após a interrupção do tratamento. O medicamento está contraindicado para profilaxia em indivíduos com um histórico específico de perturbações psiquiátricas (por exemplo, depressão ativa, ansiedade generalizada) ou um histórico de convulsões, refletindo uma restrição regulamentar baseada num risco acrescido. Além disso, os documentos regulatórios referem explicitamente o potencial para alguns efeitos neurológicos e psiquiátricos, como tonturas e vertigens, persistirem durante muito tempo após a suspensão do medicamento.

As notas de segurança aconselham também precaução em doentes com função hepática comprometida e indicam um risco de prolongamento do intervalo QTc, particularmente quando utilizado concomitantemente com outros medicamentos que afetam o coração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Eloquine (cloridrato de mefloquina) está oficialmente documentada como resultando num agravamento dos efeitos adversos conhecidos, afetando particularmente o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular. As manifestações podem incluir sintomas neuropsiquiátricos graves, tais como ansiedade aguda, confusão, comportamento psicótico, alucinações e convulsões generalizadas. São também assinaladas perturbações cardiovasculares, que podem envolver o prolongamento do intervalo QTc, arritmias e outras alterações transitórias no eletrocardiograma (ECG).

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, as diretrizes regulamentares determinam que o doente deve contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou um serviço de urgência, mesmo que não existam sintomas presentes. Além disso, se surgirem sintomas psiquiátricos graves durante o tratamento — incluindo ansiedade aguda, confusão ou inquietação — a medicação deve ser interrompida prontamente, uma vez que estes sintomas podem preceder um evento mais grave.

Devido à declaração regulamentar oficial de que não existe um antídoto específico conhecido, a gestão da sobredosagem de Eloquine foca-se no tratamento sintomático e de suporte intensivo. Este deve incluir a monitorização tanto da função cardíaca (por ECG) como do estado neuropsiquiátrico durante um período mínimo de 24 horas. O risco de convulsões pode estar aumentado em doentes com um histórico de epilepsia, e a eliminação prolongada do fármaco é um fator a considerar em indivíduos com função hepática comprometida.

Usos terapêuticos de Eloquine

O que o Eloquine trata: principais utilizações e benefícios

O Eloquine (hidroxicloroquina) é habitualmente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos e manifestações recorrentes que produzem uma carga sintomática significativa. De acordo com as indicações oficiais, o medicamento pode auxiliar na gestão dos sintomas da artrite reumatoide, das formas sistémicas ou discoides crónicas do lúpus eritematoso e da malária não complicada. A medicação é considerada relevante para o alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos.

Facto Rápido: Apoio em sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos

Em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, o medicamento contribui para o alívio da carga global de sintomas. Este cuidado de suporte auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com o funcionamento diário. Como um benefício secundário, o medicamento pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

“Apoia o doente durante episódios difíceis ao aliviar a angústia”

Esta gestão de suporte é utilizada em cenários marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários e é frequentemente empregue durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis.

Critérios de utilização e restrições

Regras Oficiais de Elegibilidade e Não Elegibilidade

O cloridrato de mefloquina (Eloquine) é estritamente contraindicado para a profilaxia (prevenção) em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao composto ou a agentes relacionados. O medicamento não deve ser prescrito para profilaxia em doentes que apresentem antecedentes de convulsões ou perturbações psiquiátricas graves, incluindo depressão ativa, ansiedade generalizada, psicose ou esquizofrenia.

Limiares de Idade e Condição Médica

A utilização não está estabelecida na população pediátrica com idade inferior a 6 meses ou com peso inferior a 5 kg; crianças e adultos acima destes limiares são considerados elegíveis. Embora não existam contraindicações específicas para a população geriátrica, recomenda-se precaução nos idosos devido à maior probabilidade de problemas de condução cardíaca pré-existentes.

A insuficiência hepática grave é uma contraindicação formal para o uso profilático. Doentes com antecedentes de epilepsia apenas devem receber a prescrição do medicamento para o tratamento curativo da malária, não sendo elegíveis para a profilaxia. O perfil regulamentar permite a sua utilização durante a gravidez e a amamentação para a prevenção e o tratamento da malária.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos (Mefloquina)

As interações com outros produtos estão oficialmente documentadas com base no seu efeito no ritmo cardíaco, no risco de convulsões ou na alteração da concentração de mefloquina no organismo.

Combinações Contraindicadas e a Evitar

Certas combinações são restringidas devido ao potencial de prolongamento fatal do intervalo QTc (um problema grave de ritmo cardíaco). A halofantrina e o cetoconazol são explicitamente contraindicados e não devem ser administrados em simultâneo nem no período de 15 semanas após a última dose de mefloquina.

Efeitos Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

Tipo de Interação Exemplos de Medicamentos Interagentes
Modificação da Exposição Inibidores fortes da CYP3A4 (ex.: cetoconazol) podem aumentar os níveis de mefloquina; indutores fortes (ex.: rifampicina) podem diminuir os níveis.
Efeitos Farmacodinâmicos Aditivos Medicamentos que reduzem o limiar de convulsão (ex.: certos antidepressivos, antipsicóticos) ou outros antimaláricos (ex.: quinina, cloroquina) podem aumentar o risco de convulsões ou outros eventos no sistema nervoso central.
Condução Cardíaca A coadministração com outros agentes que prolongam o intervalo QT (ex.: certos antiarrítmicos) requer precaução devido a riscos aditivos.

Restrições de Administração

A absorção da mefloquina é aumentada quando tomada com alimentos. Deve existir um intervalo mínimo de 12 horas entre a administração de mefloquina e a última dose de quinina ou quinidina, quando estas são utilizadas para tratamento curativo. Além disso, a vacinação com a vacina oral viva atenuada contra a febre tifoide deve estar concluída pelo menos 3 dias antes da primeira dose de mefloquina.

Mecanismo de ação

Como funciona o Eloquine

O Eloquine (Mefloquina) exerce a sua ação primária como um esquizonticida hemático através da inibição de duas vias metabólicas essenciais no interior do vacúolo digestivo do parasita Plasmodium. A molécula acumula-se neste organelo ácido e impede que o parasita desintoxique a ferriprotoporfirina IX (heme) tóxica ao bloquear a sua polimerização. A acumulação resultante de heme tóxico causa stresse oxidativo e danos nas membranas do parasita.

Simultaneamente, a mefloquina inibe o ribossoma 80S do parasita, interrompendo a síntese proteica essencial. Esta dupla ação conduz diretamente à citotoxicidade e à rutura estrutural dos parasitas que circulam no sangue. O seu mecanismo de ação limita-se exclusivamente às formas circulantes e carece de atividade contra as formas hepáticas latentes (hipnozoítos).

Adicionalmente, o fármaco atua como um agonista parcial e antagonista em alvos secundários do hospedeiro, nomeadamente nos recetores de Serotonina 5-HT2A e de Adenosina A2A no sistema nervoso central, introduzindo uma consequência fisiológica de neurotransmissão central modulada.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Eloquine é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Eloquine (Mefloquina) é administrado segundo regimes específicos delineados pelas autoridades reguladoras para garantir uma utilização padronizada nas suas indicações aprovadas. O medicamento é disponibilizado exclusivamente sob a forma de comprimido para consumo oral. O método de ingestão requer que o comprimido seja deglutido com alimentos e pelo menos 240 mL de água; esta condição de toma é especificada para otimizar a absorção e reduzir potenciais irritações.

Para doentes impossibilitados de deglutir o comprimido inteiro, as diretrizes oficiais permitem que o comprimido seja esmagado e suspenso numa pequena quantidade de água, leite ou outra bebida para consumo.


Regimes de Dosagem Estipulados

O regime posológico padrão difere com base no objetivo clínico, estando todas as doses definidas pela rotulagem regulamentar:

Finalidade Esquema de Dosagem em Adultos Notas sobre a Duração do Tratamento
Profilaxia da Malária 250 mg uma vez por semana Deve ser tomado no mesmo dia de cada semana, iniciando-se 1 a 2 semanas antes da exposição e continuando por 4 semanas consecutivas após abandonar a área endémica.
Tratamento da Malária Aguda Dose total de 1250 mg Administrada como dose única ou dividida (750 mg iniciais, seguidos de 500 mg passadas 6 a 12 horas).

Regras Populacionais e de Procedimento

Administração Pediátrica: A dosagem para crianças é baseada no peso e é calculada de modo a não exceder a dose máxima de adulto, tanto para a profilaxia como para o tratamento.

Restrição de Procedimento: Para a profilaxia, a adesão rigorosa a um calendário de toma no mesmo dia de cada semana é essencial. Se o medicamento for vomitado nos 30 minutos seguintes à toma, é necessária a repetição da dose total; caso o vómito ocorra entre os 30 e os 60 minutos, deve ser administrada uma nova toma de meia dose.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Foco da Investigação

Os estudos avaliaram o efeito do medicamento em indivíduos com colite ulcerosa (CU) moderada a grave.


Resultados dos Ensaios Clínicos

Foram realizados estudos em indivíduos que não responderam aos tratamentos convencionais. Os principais resultados reportados nos ensaios de Fase 3 incluem:

  • Fase de Indução (Semanas 0–16):

    • Remissão Clínica: Os resultados sugeriram uma associação com as taxas de remissão clínica após o período de indução.
    • Alívio de Sintomas: A investigação examinou a associação com o alívio dos sintomas.
    • Os estudos principais analisaram desfechos relacionados com os níveis de inflamação e indicadores de cicatrização da mucosa.
  • Fase de Manutenção (Até 52 Semanas):

    • Os estudos examinaram os resultados relativos aos participantes que responderam durante a fase de indução até à Semana 52.

Estudos de Dosagem e Acompanhamento

Os estudos avaliaram uma dosagem de 100 mg administrada a cada quatro semanas, explorando a sua associação com a manutenção da remissão. Esta foi a dosagem principal examinada nos ensaios de longa duração.

Os dados analisaram também a relação entre uma dosagem inferior (50 mg) e os eventos de efeitos secundários reportados, enquanto exploravam a sua relação com o controlo dos sintomas. A investigação não forneceu informações relativas à duração da utilização.


Aceitação pelo Doente e Qualidade de Vida

A investigação que explorou fatores de utilização pelos doentes assinalou o esquema de administração como um potencial benefício.

Os estudos também mediram alterações nas métricas de qualidade de vida, as quais foram avaliadas nos participantes que atingiram resposta clínica ou remissão.


Perfil de Segurança

Estudos de acompanhamento a longo prazo avaliaram o perfil de segurança. A investigação revista não reportou a descoberta de quaisquer novos sinais de segurança significativos. Os eventos adversos reportados com maior frequência nos estudos foram consistentes com os eventos esperados na população de doentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Eloquine (FAQ)

Q: Com que rapidez é que o Eloquine começa a fazer efeito?

A: A informação oficial indica que, após uma dose única, a concentração mais elevada da substância ativa no sangue é geralmente atingida num período de 6 a 24 horas. No caso da prevenção (profilaxia), o medicamento é tomado semanalmente, sendo que as concentrações sanguíneas em estado de equilíbrio são normalmente alcançadas após 7 a 10 semanas de administração contínua.

Q: O que acontece se eu parar de tomar Eloquine subitamente?

A: Informações regulamentares referem que, se o medicamento for interrompido, existem relatos de que certos efeitos no sistema nervoso, como tonturas ou perda de equilíbrio, podem persistir durante meses ou anos. Os documentos oficiais descrevem que, se ocorrerem certos sintomas psiquiátricos graves, a descontinuação do medicamento deve ser considerada com base na informação oficial do produto.

Q: Durante quanto tempo se pode tomar Eloquine em segurança?

A: As diretrizes regulamentares definem que a duração do uso para prevenção (profilaxia) deve cobrir todo o período de exposição, acrescido de quatro semanas consecutivas após sair da zona endémica. Foram realizados estudos sobre o comportamento do fármaco no organismo durante dois anos, mas os documentos oficiais não definem um limite máximo específico para a duração da utilização.

Q: O Eloquine está aprovado para uso em crianças?

A: Sim, de acordo com a rotulagem regulamentar oficial, o medicamento está aprovado para utilização em crianças com idade igual ou superior a 6 meses ou que pesem 5 kg ou mais. As doses para crianças são calculadas com base no peso corporal e não podem exceder a dose máxima para adultos.

Q: O Eloquine foi estudado em pessoas com problemas renais?

A: Os documentos oficiais descrevem que o medicamento é eliminado do organismo principalmente pelo fígado e através das fezes. Uma vez que uma quantidade muito reduzida do fármaco é eliminada pelos rins, a informação regulamentar foca-se menos em ajustes de dose específicos ou em estudos sobre insuficiência renal.

Q: Como é que o Eloquine é eliminado do organismo?

A: O medicamento é amplamente processado, ou metabolizado, pelo fígado, que é a principal via de eliminação. É removido do organismo sobretudo através da bílis e das fezes, com apenas uma pequena parte a ser excretada pela urina.

Q: A hora do dia em que tomo o Eloquine é importante?

A: A importância de tomar o medicamento com alimentos e água está devidamente assinalada na informação oficial de prescrição. Para a dosagem semanal preventiva, as instruções oficiais determinam que a dose deve ser tomada sempre no mesmo dia da semana.

Q: Que condições específicas devem ser monitorizadas durante a toma de Eloquine?

A: A orientação regulamentar sugere que a precaução e a monitorização podem ser necessárias em doentes com função hepática comprometida. Além disso, como o medicamento pode prolongar o intervalo QTc (uma medida do ritmo cardíaco), poderá ser necessária a monitorização de alterações no ritmo cardíaco, particularmente quando o medicamento é utilizado com outros fármacos que afetem o coração.

Q: Preciso de receita médica para obter Eloquine?

A: Sim. A mefloquina, o princípio ativo do Eloquine, é um medicamento sujeito a receita médica. Os documentos oficiais estipulam que apenas está disponível mediante prescrição de um profissional de saúde.

Q: O Eloquine pode afetar o sono?

A: Sim, as classificações de segurança oficiais listam a insónia (dificuldade em dormir) e os pesadelos como efeitos secundários Muito Comuns. O perfil de segurança neuropsiquiátrico inclui também outros efeitos reportados no sistema nervoso, como tonturas e dores de cabeça.

Q: Por que razão algumas pessoas dizem que o Eloquine as faz sentir agitadas?

A: Os documentos regulamentares oficiais incluem a inquietação, a ansiedade e os tremores entre as reações adversas conhecidas que fazem parte do perfil de segurança neuropsiquiátrico do medicamento.

Q: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Eloquine?

A: A informação regulamentar aconselha que, se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da próxima dose programada, a dose esquecida deve ser saltada para continuar o horário regular. A orientação oficial adverte contra a toma de uma dose dupla.

Q: O que significa 'contraindicação' no caso do Eloquine?

A: Na rotulagem médica, uma 'contraindicação' identifica uma situação específica ou condição pré-existente em que o medicamento não deve ser utilizado, porque o risco de dano é considerado superior a qualquer potencial benefício. Para a prevenção com Eloquine, isto aplica-se a doentes com certas perturbações psiquiátricas ou convulsivas graves.

Q: O Eloquine é utilizado para condições de longa duração ou para tratamento de curta duração?

A: O medicamento está aprovado para dois fins principais: o tratamento de curta duração de uma infeção aguda por malária e a profilaxia (prevenção). A prevenção exige um ciclo de doses semanais durante o período da viagem e por mais quatro semanas após o seu término.

Q: O Eloquine tem um potencial elevado de dependência?

A: Os documentos oficiais de segurança regulamentar não reportam nem indicam que o medicamento tenha tendências de habituação ou potencial de dependência.

Q: O Eloquine pode causar alterações no apetite ou no peso?

A: Os documentos oficiais listam a perda de apetite (anorexia) como um evento adverso reportado associado ao medicamento.

Q: Como devo armazenar o Eloquine?

A: A informação oficial indica que os comprimidos devem ser conservados na embalagem original a uma Temperatura Ambiente Controlada (entre 20°C e 25°C). Devem ser mantidos afastados do calor excessivo e da humidade, e guardados num local seguro, fora da vista e do alcance das crianças.

Q: O Eloquine é afetado pelo consumo de álcool?

A: A informação oficial para o doente recomenda precaução, referindo que o consumo de álcool pode agravar certos efeitos secundários do medicamento, particularmente o potencial para tonturas, sonolência ou perda de equilíbrio.

Q: O Eloquine pode ser tomado se eu tiver antecedentes de problemas cardíacos?

A: Devido ao potencial de prolongamento do intervalo QTc (um problema de ritmo cardíaco), os documentos oficiais aconselham precaução, devendo o uso ser evitado em doentes com certas doenças cardíacas pré-existentes. Os documentos regulamentares indicam que os benefícios e riscos potenciais devem ser ponderados nestas situações clínicas.

Q: Qual é a duração típica do tratamento com Eloquine?

A: Para o tratamento da malária aguda, a dose curativa total é administrada rapidamente, muitas vezes como uma dose única ou dividida em duas doses tomadas com poucas horas de intervalo. Para a prevenção (profilaxia), o medicamento é tomado semanalmente durante a viagem e continuado por quatro semanas consecutivas após sair da zona endémica.

Q: O Eloquine tem efeitos conhecidos no humor?

A: Sim. O perfil de segurança neuropsiquiátrico oficial inclui reações adversas reportadas que afetam o humor, tais como ansiedade, depressão, perturbações psicóticas e casos de ideação ou comportamento suicida.

Q: Existem avisos oficiais sobre tomar Eloquine antes de conduzir?

A: Sim. Os avisos oficiais recomendam precaução em atividades que exijam alerta e coordenação motora fina, como conduzir ou operar máquinas. Isto deve-se ao facto de terem sido reportados efeitos adversos como tonturas, perda de equilíbrio ou outras perturbações do sistema nervoso.

Q: O Eloquine é utilizado principalmente para infeções ou condições inflamatórias?

A: O medicamento é classificado principalmente como um agente antimalárico. A sua utilização principal, de acordo com os documentos regulamentares, é a prevenção e o tratamento de infeções causadas pelos parasitas Plasmodium que provocam a malária.

Q: E se o Eloquine parecer não estar a funcionar no meu caso?

A: As diretrizes oficiais aconselham que, se os sintomas da condição que está a ser tratada não melhorarem em poucos dias, ou se piorarem, deve consultar um médico.

Q: A toma de Eloquine pode afetar os resultados de análises ao sangue?

A: O medicamento tem sido associado a alterações em certas contagens de células sanguíneas, como uma diminuição temporária dos glóbulos brancos ou vermelhos. Também tem sido associado a uma elevação transitória das enzimas hepáticas, o que pode refletir-se em análises sanguíneas de rotina.

Q: Como é que as autoridades acompanham a segurança do Eloquine após a aprovação?

A: As agências governamentais acompanham a segurança dos medicamentos após a aprovação incentivando doentes e profissionais de saúde a reportarem quaisquer efeitos secundários que experimentem. Isto é feito através de programas oficiais de notificação voluntária de farmacovigilância.

Q: Qual é a evidência relativa ao Eloquine e a efeitos secundários a longo prazo?

A: Os documentos regulamentares incluem um aviso específico sobre o potencial para efeitos neuropsiquiátricos graves. Estes incluem tonturas e perda de equilíbrio, que foram reportados como persistindo durante meses ou mesmo anos após a interrupção do medicamento.

Q: A maioria dos doentes tolera bem o Eloquine?

A: Os perfis de segurança oficiais documentam uma gama de reações adversas, listando efeitos muito comuns (ex: insónia, pesadelos) e efeitos neuropsiquiátricos menos comuns, mas graves. A probabilidade de sofrer efeitos secundários está detalhada por frequência na rotulagem oficial.

Q: O Eloquine está relacionado com ou deriva de alguma substância natural?

A: O princípio ativo, mefloquina, é descrito como um composto orgânico sintético. Quimicamente, está relacionado com a quinina, que é uma substância antimalárica mais antiga que foi originalmente derivada da casca da árvore de quina.

Como Eloquine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Eloquine (Cloridrato de Mefloquina)

Os comprimidos de Eloquine devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações de temperatura até aos 30°C.

Requisitos de Armazenamento

  • Proteção Ambiental: O medicamento deve ser mantido afastado do calor excessivo e da humidade; por este motivo, a sua conservação em locais como a casa de banho é geralmente desaconselhada.
  • Integridade da Embalagem: Conserve os comprimidos na embalagem original, garantindo que o recipiente se mantém bem fechado.
  • Segurança Infantil: Por questões de segurança, a medicação deve ser guardada num local seguro, fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Eloquine não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado na sanita nem despejado num lavatório. O método preferencial para a sua eliminação é através de um programa de retoma de medicamentos. Caso não esteja disponível um programa de retoma, os comprimidos devem ser misturados com uma substância indesejável, colocados num saco ou recipiente fechado e depositados no lixo doméstico. Toda a informação de identificação deve ser removida do rótulo original antes da eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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