Egolanza

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Egolanza

Forma selecionada

Opção de tratamento: Bipolar Disorder, Schizophrenia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Egolanza

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Olanzapina
Formas farmacêuticas Comprimidos orais, comprimidos orodispersíveis e solução para injeção intramuscular
Classe farmacológica Antipsicótico atípico (antipsicótico de segunda geração)
Objetivo geral Equilibrar mensageiros cerebrais fundamentais (dopamina e serotonina)
Origem Sintética (derivado da tienobenzodiazepina)

Egolanza: Definição do Antipsicótico Atípico

O Egolanza é um medicamento de receita médica obrigatória que contém a substância ativa olanzapina. Trata-se de um composto sintético classificado como um antipsicótico atípico, distinguindo-se dos medicamentos mais antigos desta classe. Quimicamente, a olanzapina pertence à classe das tienobenzodiazepinas e é reconhecida clinicamente pela sua eficácia na promoção da estabilidade psicológica. Este medicamento é um agente psicotrópico concebido para atuar no sistema nervoso central, ajudando os indivíduos a manter o equilíbrio do seu estado mental.

Este fármaco demonstra eficácia na manutenção da melhoria clínica durante a terapia de continuação em determinadas condições. Este fator reforça o seu papel na gestão e estabilidade a longo prazo, alargando a sua utilidade para além do tratamento de sintomas agudos, auxiliando os doentes a sustentar a clareza mental ao longo do tempo.


Composição e Mecanismo: Atuação nos Mensageiros Cerebrais

O núcleo da ação do Egolanza baseia-se na olanzapina, que atua como um antagonista de recetores específicos no cérebro, incluindo os utilizados pela dopamina e pela serotonina. O medicamento é tipicamente utilizado como um produto de agente único, embora a mesma substância ativa possa ser encontrada em formulações combinadas, como as que associam a olanzapina a outros componentes.

A eficácia da olanzapina é mediada através de uma combinação de antagonismo da dopamina e da serotonina do tipo 2. Esta abordagem visa normalizar as vias de sinalização destes dois importantes mensageiros cerebrais, de modo a atenuar perturbações no pensamento e nas respostas emocionais. O fármaco é fornecido em várias formas farmacêuticas, incluindo comprimidos orais, comprimidos orodispersíveis (que se dissolvem na boca) e uma solução para injeção intramuscular, facilitando tanto a via de administração oral como a parentérica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Egolanza?

Perfil de Segurança Oficial

As possíveis reações adversas e as informações de segurança do Egolanza (olanzapina) encontram-se organizadas com base na sua frequência e nas classes de sistemas de órgãos, conforme documentado na rotulagem regulamentar oficial. Esta secção descreve os tipos de reações adversas documentadas pelas autoridades reguladoras.

Reações Adversas Muito Frequentes (igual ou superior a 1/10):

Os efeitos comunicados com maior frequência incluem o aumento de peso, sonolência, aumento do apetite, níveis elevados de triglicéridos, níveis elevados de colesterol e elevações das aminotransferases hepáticas (enzimas do fígado). Estes efeitos são classificados como muito frequentes de acordo com os dados regulamentares.

Reações Adversas Frequentes (entre 1/100 e 1/10):

Os efeitos comummente listados envolvem os sistemas nervoso e vascular, incluindo tonturas, cefaleias (dores de cabeça), acatisia (um estado de inquietação), parkinsonismo, secura na boca, obstipação e hipotensão ortostática (descida da tensão arterial ao levantar-se). A hipotensão ortostática é assinalada como sendo mais provável durante a fase inicial do tratamento.

Reações Adversas Graves e Restrições

Os documentos de rotulagem oficial abordam reações adversas raras, mas graves. Estas incluem relatos de Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), uma condição potencialmente fatal, e o risco de Disquinesia Tardiva (DT), que envolve movimentos involuntários e está frequentemente associada ao uso prolongado. Está também documentado o risco de desenvolvimento ou exacerbação de hiperglicemia e diabetes mellitus, incluindo condições graves como a cetoacidose diabética.

Informação de Segurança por População

As autoridades reguladoras assinalaram restrições específicas para determinados grupos de doentes. A utilização deste medicamento não é recomendada para adultos mais velhos com psicose relacionada com demência, devido a um aumento oficialmente documentado do risco de morte e de eventos adversos cerebrovasculares. Os adolescentes demonstraram uma maior amplitude no aumento de peso e alterações nos níveis de lípidos e de prolactina, quando comparados com os adultos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações oficiais enfatizam que uma sobredosagem de Egolanza (olanzapina) pode afetar os sistemas nervoso central e cardiovascular, exigindo uma intervenção médica especializada e imediata.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os sintomas registados refletem frequentemente uma depressão do sistema nervoso central, variando entre a redução do nível de consciência (desde a sedação ao coma) e a disartria (dificuldade na articulação da fala), podendo incluir agitação e convulsões. Os sinais cardiovasculares incluem habitualmente taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) e hipotensão (tensão arterial baixa), a par de diversos sintomas extrapiramidais.

Desfechos de risco de vida que foram reportados em associação com a sobredosagem de olanzapina incluem a depressão ou paragem respiratória, paragem cardiopulmonar e morte.

Ações de Emergência Necessárias

Procure assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Deve contactar os serviços de emergência imediatamente se a pessoa afetada apresentar uma convulsão, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir acordar.

A gestão clínica é estritamente sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a olanzapina. Os procedimentos essenciais incluem o estabelecimento e a manutenção de uma via aérea e a garantia de uma ventilação adequada. A administração de carvão ativado pode ser considerada, dado que demonstrou reduzir a absorção do fármaco.

Devido aos riscos de instabilidade cardíaca, é essencial a monitorização contínua das funções dos órgãos vitais, incluindo o estado cardíaco, até que a recuperação seja confirmada pela equipa médica.

Usos terapêuticos de Egolanza

Factos Rápidos

  • Apoio na Esquizofrenia: Ajuda a gerir as manifestações desta condição.
  • Utilização na Perturbação Bipolar tipo I: Utilizado no tratamento de episódios maníacos ou mistos.
  • Uso Combinado na Depressão: Pode ser utilizado em conjunto com a fluoxetina para episódios depressivos associados à Perturbação Bipolar tipo I e para a depressão resistente ao tratamento.

O Egolanza (olanzapina) é um medicamento sujeito a receita médica utilizado para dar resposta às necessidades de várias condições de saúde mental. As suas principais aplicações terapêuticas focam-se na gestão de domínios sintomáticos específicos em perturbações crónicas.

O medicamento é utilizado para proporcionar a gestão clínica da esquizofrenia em adultos e adolescentes com 13 ou mais anos, contribuindo para a estabilização da condição. Adicionalmente, está estabelecido para o cuidado de episódios maníacos ou mistos associados à Perturbação Bipolar tipo I. Pode ser utilizado como um tratamento isolado ou como terapia adjuvante em conjunto com outros estabilizadores de humor, quando clinicamente apropriado.

O Egolanza também pode ser utilizado em combinação com a fluoxetina para apoiar indivíduos com episódios depressivos relacionados com a Perturbação Bipolar tipo I. Esta terapia combinada é também uma consideração aprovada para adultos que lidam com a depressão resistente ao tratamento, em casos nos quais as terapias antidepressivas anteriores não proporcionaram uma resposta adequada. É importante que os indivíduos e cuidadores consultem recursos oficiais para obterem uma visão completa das suas utilizações permitidas e orientações ao doente.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Egolanza é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares com base na idade, condições médicas existentes e estado fisiológico.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar)

População/Condição Estatuto Regulamentar
Hipersensibilidade Conhecida Contraindicado devido a alergia à olanzapina ou a qualquer componente da formulação.
Doentes Idosos com Psicose Associada à Demência Contraindicado devido a um aumento do risco de mortalidade.

Elegibilidade por Faixa Etária

  • Adultos (18 anos ou mais): Aprovado para todas as utilizações indicadas na rotulagem.
  • Adolescentes (13–17 anos): Aprovado para o tratamento da esquizofrenia e episódios maníacos ou mistos de Perturbação Bipolar tipo I (em monoterapia).
  • Crianças (menos de 13 anos): A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para utilização em monoterapia; as normas europeias não recomendam a utilização em indivíduos com idade inferior a 18 anos.

Utilização Restrita e Condicional

Os doentes com determinadas condições requerem uma consideração especial:

  • Deve ser considerada uma dose inicial mais baixa para doentes com 65 ou mais anos de idade ou para aqueles que apresentem insuficiência hepática moderada (disfunção do fígado).
  • Gravidez (Terceiro Trimestre): A utilização pode resultar em sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência no recém-nascido.
  • Amamentação: A utilização não é recomendada, uma vez que a olanzapina é excretada no leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interações do Egolanza centra-se principalmente nos efeitos aditivos com outros medicamentos que afetam o sistema nervoso central (SNC), bem como em combinações específicas com estabilizadores de humor e antidepressivos.

Interações com Depressores do SNC

A administração concomitante de Egolanza por via intramuscular e de benzodiazepinas parentéricas não é recomendada, devido ao risco de sedação excessiva, hipotensão ortostática e depressão cardiorrespiratória. Esta é considerada uma interação clinicamente significativa, resultante dos efeitos depressores aditivos no SNC. Recomenda-se um intervalo de, pelo menos, 60 minutos entre a administração intramuscular de Egolanza e a de benzodiazepinas intramusculares.

Informação sobre Produtos de Combinação Específicos

O Egolanza é utilizado em combinação com a fluoxetina (um SSRI) para determinadas indicações. Nestes casos, devem consultar-se os folhetos informativos específicos da combinação de dose fixa para obter detalhes completos sobre a segurança e interações. Da mesma forma, quando o Egolanza é utilizado como terapia adjuvante com lítio ou valproato (estabilizadores de humor), devem também ser consultadas as contraindicações e advertências associadas ao componente estabilizador de humor da terapia combinada.

Outras Notas de Interação

O Egolanza é metabolizado principalmente pela enzima CYP1A2. Os medicamentos que são inibidores potentes da CYP1A2, como a fluvoxamina, podem aumentar a concentração de Egolanza na corrente sanguínea. Por outro lado, os indutores da CYP1A2, como a carbamazepina, podem aumentar a depuração (clearance) do Egolanza, diminuindo potencialmente a sua eficácia. O hábito tabágico também pode afetar os níveis de Egolanza através da indução enzimática.

Mecanismo de ação

O Egolanza é um composto de pequenas moléculas que funciona como um inibidor seletivo da protease cisteína lisossomal Catepsina K (CTSK). Esta enzima é predominantemente expressa e ativa no interior dos osteoclastos, as células que são as principais responsáveis por mediar a reabsorção óssea. O mecanismo primordial do Egolanza é a ligação não covalente ao local ativo da CTSK, formando um complexo estável entre a enzima e o inibidor que bloqueia a sua função proteolítica intrínseca.

Ao inibir a CTSK, o Egolanza previne a degradação de proteínas estruturais fundamentais na matriz óssea, sendo a mais importante o colagénio de Tipo I. Esta cascata molecular reduz a desestruturação enzimática da matriz do osso e conduz a uma diminuição da taxa global de reabsorção óssea. A consequência fisiológica desta inibição direcionada é a modulação do equilíbrio da remodelação óssea através da redução da atividade osteoclástica, sem causar a apoptose celular.

Informações sobre dosagem e administração

Princípios de Administração e Posologia

O Egolanza (olanzapina) é administrado por via oral e intramuscular (IM), estando disponível em comprimidos orais, comprimidos orodispersíveis (ODT) e soluções para injeção. A escolha da via depende do contexto de utilização: as formas orais são utilizadas tanto na terapia aguda como na de manutenção, ao passo que a solução IM de curta duração está estritamente reservada para o controlo rápido da agitação aguda. Está também disponível uma suspensão IM de ação prolongada para uso em manutenção, administrada periodicamente.

Padrões de Utilização Normalizados

Via/Formulação Princípio de Utilização Oficial Frequência/Tempo
Monoterapia Oral As doses iniciais variam entre 5 mg e 15 mg, não excedendo a dose máxima diária de 20 mg. Administrado uma vez por dia. Os ajustes de dose ocorrem habitualmente em intervalos não inferiores a uma semana.
IM de Curta Duração Utilizada em doses de 10 mg (ou 5 mg/7,5 mg) para agitação; o uso diário total é limitado a 30 mg. Doses subsequentes requerem um intervalo mínimo de 2 horas após a primeira injeção.
IM de Ação Prolongada Utilizada para manutenção após a confirmação da tolerabilidade oral. As injeções são administradas a cada duas ou quatro semanas.

Instruções Contextuais e para Populações Específicas

A olanzapina oral pode ser administrada independentemente das refeições. Para determinadas populações, são oficialmente recomendadas modificações posológicas específicas. Por exemplo, deve considerar-se uma dose oral inicial inferior de 5 mg por dia para adultos mais velhos (65 ou mais anos) ou indivíduos que apresentem insuficiência hepática. Após a administração da suspensão IM de ação prolongada, os doentes devem ser observados numa instalação de saúde registada por um período obrigatório de pelo menos três horas.

Evidência clínica recente

Evidência para Utilização na Esquizofrenia

O Egolanza foi estudado no âmbito da esquizofrenia através de ensaios clínicos aleatorizados de curta duração e de estudos de manutenção mais prolongados. Os ensaios realizados em adultos e adolescentes (com idades entre os 13 e os 17 anos) avaliaram a medição de sintomas positivos e negativos, bem como a gravidade global da doença ao longo de intervalos de tempo definidos. Os estudos de longo prazo focaram-se na monitorização da recorrência em intervalos de tempo definidos em doentes estabilizados. Esta investigação contribui para o panorama mais alargado de evidência sobre os padrões clínicos a longo prazo.


Evidência para Utilização na Perturbação Bipolar tipo I

Episódios Maníacos Agudos ou Mistos

A investigação explorou a medição de padrões de sintomas em doentes que atravessam episódios agudos, utilizando ensaios de três semanas controlados por placebo. Os estudos foram conduzidos utilizando o Egolanza isoladamente ou em conjunto com outros medicamentos específicos.

Episódios Depressivos na Perturbação Bipolar tipo I e Depressão Resistente ao Tratamento

A investigação analisou a intensidade dos sintomas nestas condições através de uma terapia combinada com fluoxetina em estudos de curta duração. Esta evidência contribui para a compreensão dos padrões sintomáticos em condições que envolvem períodos de agravamento dos sintomas.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

Vários estudos exploraram os padrões observados em doentes durante intervalos de tempo mais prolongados, incluindo ensaios de continuação com duração de um ano ou superior. Estes estudos monitorizaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. No entanto, a duração do acompanhamento foi limitada em certos ensaios controlados, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além de um ano.


Evidência em Populações Especiais

A investigação analisou a utilização do Egolanza em adolescentes (dos 13 aos 17 anos), observando padrões na metabolização do medicamento e parâmetros metabólicos em comparação com os adultos. Inversamente, foi realizada investigação em doentes idosos com psicose relacionada com a demência, mas esses ensaios apresentaram resultados limitados ou desfavoráveis, levando a que a investigação se focasse noutras populações. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.


Aspetos Ainda Incertos sobre o Egolanza

Uma área de investigação contínua é a lacuna de conhecimento relativa à utilização a longo prazo e o seu impacto em resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, particularmente alterações de peso e medições de glicémia (açúcar no sangue) e colesterol. Além disso, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, como é o caso das crianças com menos de 13 anos para a esquizofrenia e a mania bipolar.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Egolanza (FAQ)

P: O Egolanza pertence ao mesmo tipo de medicamento que outros genéricos semelhantes? R: A informação oficial descreve o Egolanza (olanzapina) como pertencente à classe dos antipsicóticos atípicos. Esta classificação significa que é um dos vários medicamentos sujeitos a receita médica com um propósito semelhante, concebido para promover a estabilidade psicológica. Esta categorização ajuda a descrever as características gerais do fármaco.


P: Com que rapidez é que o Egolanza começa geralmente a fazer efeito? R: A informação regulamentar indica que a forma intramuscular (IM) está descrita para o controlo rápido da agitação aguda. No caso da forma oral, que é a mais comummente utilizada, os ajustes de dose na prática clínica são tipicamente feitos em intervalos não inferiores a uma semana, que é o tempo necessário para avaliar a resposta inicial do doente.


P: O Egolanza causa alterações de peso? R: Os documentos regulamentares listam o aumento de peso como uma Reação Adversa Muito Frequente, o que significa que é reportado em 1 em cada 10 pessoas ou mais. A informação sobre o fármaco observa que as alterações no peso, na glicémia (açúcar no sangue) e no colesterol são resultados sistémicos observados em estudos.


P: O que acontece se me esquecer de uma dose de Egolanza? R: Os documentos regulamentares descrevem os princípios para a gestão de uma dose oral esquecida. Estas orientações focam-se em evitar a duplicação de doses e descrevem as condições em que uma dose esquecida pode ser abordada, de acordo com o padrão de utilização prescrito.


P: O Egolanza pode ser tomado com analgésicos comuns, como o ibuprofeno? R: De uma forma geral, os documentos regulamentares não listam analgésicos comuns não opioides, como o ibuprofeno, como tendo uma interação farmacológica direta com o Egolanza. A rotulagem oficial aconselha prudência ao combinar quaisquer medicamentos, particularmente aqueles que afetam o sistema nervoso central (SNC).


P: Existem alimentos ou bebidas específicos que se devam evitar durante a toma de Egolanza? R: O Egolanza oral pode ser administrado independentemente das refeições. No entanto, os documentos oficiais referem que o consumo de álcool pode aumentar os efeitos secundários no sistema nervoso, tais como sonolência, tonturas e dificuldade de concentração.


P: Durante quanto tempo é que as pessoas precisam geralmente de tomar Egolanza? R: O medicamento é descrito nos documentos oficiais como eficaz na manutenção da melhoria clínica em doentes que apresentaram uma resposta inicial. Estudos exploraram padrões observados em doentes durante intervalos de tempo mais longos, incluindo ensaios de continuação até um ano e períodos superiores.


P: É verdade que o Egolanza pode causar secura de boca? R: Sim, os documentos regulamentares listam a secura de boca como uma Reação Adversa Frequente. Isto significa que foi reportada em 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 pessoas nos estudos.


P: Que investigação apoia a utilização do Egolanza para a sua condição aprovada? R: A aprovação do Egolanza baseia-se em investigação que inclui ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curta duração em adultos e adolescentes, bem como estudos de manutenção a longo prazo. Esta evidência analisou a medição dos sintomas e a monitorização da recorrência em doentes estabilizados.


P: O Egolanza está disponível como medicamento genérico? R: Sim, a substância ativa do Egolanza, a olanzapina, foi aprovada para utilização genérica. Está disponível como medicamento genérico em várias formulações, após a expiração da proteção de patente do produto original de marca.


P: O Egolanza pode ser tomado durante a gravidez? R: A utilização da olanzapina durante a gravidez é abordada nos documentos regulamentares. A rotulagem oficial observa que a utilização durante o terceiro trimestre pode resultar em sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência temporários no recémnascido.


P: Sabe-se se o Egolanza causa problemas na função hepática? R: Os documentos regulamentares oficiais listam as elevações das aminotransferases hepáticas (enzimas do fígado) como uma Reação Adversa Muito Frequente. Além disso, os documentos oficiais descrevem que se considera uma dose inicial mais baixa para doentes com insuficiência hepática (disfunção do fígado) moderada.


P: O que está disponível publicamente sobre a utilização de longo prazo do Egolanza? R: Estudos exploraram padrões observados em doentes durante intervalos de tempo mais prolongados, com ensaios de continuação que se estendem até um ano e períodos superiores. No entanto, a informação oficial nota que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além de um ano e os resultados sistémicos requerem investigação contínua.


P: O Egolanza apresenta risco de dependência ou vício? R: O Egolanza (olanzapina) é classificado como um agente antipsicótico atípico e não é uma substância controlada nos termos da legislação sobre substâncias controladas. Isto significa que não está sujeito aos controlos de dispensa rigorosos exigidos para fármacos com potencial de abuso ou dependência física.


P: Existem avisos sobre conduzir ou operar máquinas enquanto se toma Egolanza? R: A rotulagem regulamentar adverte que o medicamento tem o potencial de prejudicar as capacidades motoras, incluindo precauções relativas a operar máquinas ou conduzir. Este aviso mantém-se até que a resposta individual do doente à medicação seja estabelecida.


P: Pessoas com problemas renais podem utilizar o Egolanza? R: De acordo com os documentos regulamentares oficiais, os ajustes de dose para o Egolanza geralmente não são considerados necessários para doentes que sofram de insuficiência renal (rins).


P: Posso beber álcool enquanto tomo Egolanza? R: Os documentos oficiais referem que a utilização de álcool com o Egolanza pode aumentar os efeitos secundários no sistema nervoso, tais como sonolência, tonturas e dificuldade de concentração.


P: O Egolanza pode interagir com remédios à base de ervas ou vitaminas? R: A informação oficial indica que o Egolanza é metabolizado pela enzima CYP1A2 e que certas substâncias, incluindo o produto à base de ervas Erva de São João, são conhecidas por afetar esta enzima. A informação oficial inclui avisos relativos a combinações com outros agentes, incluindo os que afetam o SNC, devido ao potencial de aumento dos efeitos.


P: Quais são os sinais de que o Egolanza está a começar a fazer efeito? R: A eficácia é avaliada em ensaios clínicos através da medição das alterações nos sintomas e na gravidade global. O medicamento foi concebido para ajudar a manter a estabilidade do estado mental. A documentação oficial descreve que a melhoria clínica é um resultado monitorizado durante a terapia de continuação.


P: O que devo fazer se um efeito secundário parecer grave? R: A informação regulamentar oficial aconselha que os efeitos secundários graves requerem atenção médica imediata. Este princípio serve para garantir a segurança do doente no caso de um evento adverso significativo.


P: Quanto tempo é que o Egolanza permanece no organismo após a interrupção? R: O Egolanza é eliminado do corpo principalmente pelo fígado. A semivida de eliminação para a forma oral é de aproximadamente 30 horas, medida que influencia o tempo total necessário para o medicamento ser eliminado após a última dose.


P: O Egolanza requer uma Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS)? R: A suspensão injetável de ação prolongada de olanzapina possui um programa REMS exigido. Isto obriga a que o fármaco seja administrado numa instalação de saúde certificada, incluindo um período de observação obrigatório de, pelo menos, três horas após a injeção.


P: O Egolanza causa tonturas ou sensação de cabeça leve? R: Sim, os documentos regulamentares oficiais listam as tonturas como uma Reação Adversa Frequente. Adicionalmente, a hipotensão ortostática (uma queda na tensão arterial ao levantar-se, que pode causar tonturas) é também um efeito comummente listado.


P: É possível o Egolanza causar reações alérgicas? R: A informação oficial do fármaco lista a hipersensibilidade conhecida (alergia) à olanzapina ou a qualquer componente do medicamento como uma condição para a qual o fármaco está contraindicado (não deve ser utilizado).


P: O Egolanza afeta a fertilidade? R: Os agentes antipsicóticos, incluindo o Egolanza, têm o potencial de causar um aumento nos níveis de prolactina. A informação oficial descreve que níveis elevados de prolactina podem levar a alterações nos ciclos menstruais e na ovulação em mulheres, o que poderá potencialmente afetar a capacidade reprodutiva.

Como Egolanza deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

O Egolanza (olanzapina) deve ser conservado estritamente de acordo com as normas regulamentares para preservar a sua estabilidade.

Condição Requisito
Temperatura Conservar entre 20°C e 25°C.
Recipiente Manter no recipiente original, bem fechado; os comprimidos orodispersíveis (ODT) devem permanecer no blister selado até ao momento da utilização imediata.
Ambiente Proibido Não expor a calor ou humidade excessivos; não guardar na casa de banho nem congelar o produto.
Segurança Infantil Manter todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças e assegurar que o fecho de segurança está devidamente engatado.

Instruções de Eliminação

O Egolanza não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de forma segura. O método principal consiste na utilização de um programa de retoma de medicamentos. Caso não exista um programa disponível, misture os comprimidos com uma substância indesejável, sele a mistura num recipiente e descarte-o no lixo doméstico. Não deite este medicamento na sanita nem o verta por qualquer ralo ou esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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