Dysport

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dysport

Factos Rápidos: Dysport (abobotulinumtoxina A)

Propriedade Descrição
Substância activa abobotulinumtoxina A (Toxina Botulínica Tipo A)
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução injectável
Classe farmacológica Agente de bloqueio neuromuscular
Objectivo geral Alívio da actividade muscular excessiva ou involuntária
Origem Produto biológico (derivado de Clostridium Botulinum)

O que é o Dysport e como é classificado?

O Dysport é o nome comercial da abobotulinumtoxina A, uma substância terapêutica biológica designada como um agente de bloqueio neuromuscular. Esta classificação significa que a substância actua de forma a interromper, selectiva e temporariamente, a transmissão de sinais das terminações nervosas para os músculos visados. O objectivo principal da abobotulinumtoxina A é moderar condições resultantes de actividade e tensão muscular excessivas, involuntárias ou sustentadas.

Estudos farmacológicos publicados por organizações governamentais de saúde apoiam consistentemente a utilização da abobotulinumtoxina A para proporcionar um relaxamento muscular preciso e localizado. Este mecanismo de acção é inteiramente de actuação periférica, o que garante que o seu efeito seja direccionado exclusivamente para a junção neuromuscular local, em vez de causar uma sedação global. Isto oferece um método focado para gerir a actividade muscular aberrante.

Composição, Origem e Forma Física

A substância activa, abobotulinumtoxina A, é um complexo proteico purificado de Toxina Botulínica Tipo A produzido através da fermentação da bactéria Clostridium Botulinum. A origem biológica desta substância e o seu complexo processo de fabrico são fundamentais para a sua natureza. O fármaco é fornecido como um pó liofilizado para solução injectável, uma forma especializada de secagem por congelação necessária para preservar a estrutura proteica complexa.

Como produto de ingrediente único, foi concebido exclusivamente para injecção intramuscular. Esta via é essencial, garantindo que a neurotoxina activa seja entregue directamente no músculo, maximizando a eficácia localizada. Esta substância caracteriza-se pela sua elevada afinidade e ligação selectiva às terminações nervosas colinérgicas. Isto significa que o medicamento foi especificamente desenhado para visar o nervo responsável por sinalizar a contracção do músculo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dysport?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da abobotulinumtoxina A (Dysport) está organizado de acordo com a frequência de ocorrência, os sistemas do organismo afectados e o potencial de disseminação do efeito da toxina além do local da injecção, conforme definido pela documentação regulamentar oficial.

Reacções Adversas Oficiais e Frequências

Os efeitos secundários são classificados segundo a sua frequência documentada. As reacções comuns (que ocorrem em 1% a 10% das pessoas) incluem frequentemente efeitos localizados, tais como fraqueza muscular e dor no local da injecção. Outros efeitos comummente reportados são a dor de cabeça, boca seca, fadiga e disfagia (dificuldade em engolir), com a incidência a variar dependendo da condição que está a ser tratada.

As reacções encontram-se agrupadas por sistemas de órgãos, envolvendo o Sistema Musculoesquelético (ex: dor nas extremidades), o Sistema Nervoso (ex: tonturas) e Afecções Oculares (ex: pálpebra descaída ou ptose).

Considerações de Segurança Graves

A rotulagem regulamentar inclui um aviso de destaque relativo ao potencial de Disseminação dos Efeitos da Toxina à Distância. Os sintomas desta disseminação podem manifestar-se num período que varia entre algumas horas a várias semanas após a injecção e podem incluir fraqueza muscular generalizada, dificuldade em falar e dificuldade em engolir ou respirar. Estas dificuldades respiratórias e de deglutição são destacadas como complicações graves e potencialmente fatais.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

A abobotulinumtoxina A está oficialmente contra-indicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao fármaco, a qualquer componente da formulação, ou especificamente à proteína do leite de vaca, bem como em caso de infecção no local da injecção. As condicionantes de segurança referem ainda que as unidades de potência não são permutáveis com outros produtos de toxina botulínica. É recomendada precaução especial para doentes pediátricos tratados para espasticidade e indivíduos com problemas respiratórios ou de deglutição pré-existentes, uma vez que estes grupos podem enfrentar um risco superior de reacções adversas sistémicas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Dysport ou o efeito sistémico excessivo está oficialmente documentado como a Disseminação dos Efeitos da Toxina à Distância. Este fenómeno caracteriza-se pela afectação por parte da toxina de áreas distantes do local da injecção, produzindo sintomas consistentes com o botulismo.

Âmbito da Sobredosagem

Domínio Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Os sintomas incluem fraqueza muscular generalizada, comprometimento da visão (visão dupla, visão turva, pálpebras descaídas), dificuldades na fala (disartria/disfonia) e incontinência urinária.
Sistemas Fisiológicos Afectados Principalmente os sistemas Neuromuscular, Respiratório e Gastrointestinal (deglutição).
Factores de Exposição e Tempo Os efeitos podem manifestar-se num período entre horas a semanas após a injecção. O risco é considerado maior em crianças tratadas para a espasticidade e adultos com distúrbios neuromusculares ou de deglutição/respiração pré-existentes.
Resposta de Emergência É necessária assistência médica imediata perante qualquer dificuldade em engolir, respirar ou falar. Os serviços de emergência devem ser contactados em caso de dificuldade respiratória ou colapso, devido à natureza potencialmente fatal do compromisso respiratório e da disfagia grave.

Classificações de Sobredosagem

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de Gravidade Potencialmente fatal devido à possibilidade de insuficiência respiratória e complicações fatais resultantes de dificuldades de deglutição.
Gestão de Suporte O tratamento é sintomático e de suporte. Existe uma antitoxina disponível através das autoridades de saúde pública, mas esta não reverte os efeitos que já são aparentes. É necessária uma monitorização prolongada durante várias semanas.

Ligação ao Perfil Geral de Sobredosagem

O perfil oficial define o risco de sobredosagem ao descrever os efeitos tóxicos sistémicos da disseminação à distância e ao detalhar a intervenção imediata obrigatória necessária para gerir complicações críticas e tardias, como a insuficiência respiratória e da deglutição. Esta informação tem um propósito informativo e reflecte exclusivamente as declarações encontradas na rotulagem aprovada pelas autoridades competentes.

Usos terapêuticos de Dysport

O Dysport (abobotulinumtoxina A) é utilizado na gestão de quadros sintomáticos caracterizados por sintomas de aumento da actividade neurológica ou muscular, proporcionando um alívio terapêutico de suporte. De acordo com os dados clínicos de referência, o medicamento é habitualmente utilizado em patologias que apresentam sintomas acentuados, nas quais a gestão de suporte dos sintomas é considerada adequada.

Principais Aplicações Terapêuticas

O medicamento é aplicado na abordagem de condições como a distonia cervical (torcicolo espasmódico) e o blefarospasmo, que são caracterizados por contracções musculares graves e sustentadas. É também relevante para atenuar a rigidez e a limitação funcional causadas pela espasticidade nos membros de adultos e de doentes pediátricos (com 2 anos ou mais) após eventos neurológicos. Um domínio final inclui a aplicação estética para a suavização de rugas verticais entre as sobrancelhas de grau moderado a grave. Esta aplicação proporciona um alívio de suporte que contribui para uma melhoria da aparência em situações nas quais os doentes experienciam estas manifestações disruptivas.


Facto Rápido: Alívio para a Actividade Muscular Involuntária
Objectivo Primário Proporciona um alívio de suporte que ajuda a mitigar a carga global dos sintomas.
Benefício Funcional Pode auxiliar na melhoria da estabilidade funcional e da mobilidade em membros com espasticidade.
Tipo de Sintoma Utilizado para gerir sintomas que provocam um esforço funcional notório (ex: espasmos graves, rigidez).
Condições Alvo Relevante em patologias caracterizadas por períodos de sintomas acentuados (ex: distonia, espasticidade).

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Dysport — Informação Regulamentar Oficial

O perfil de elegibilidade para o Dysport (abobotulinumtoxina A) está estritamente definido pela documentação regulamentar oficial, tendo como base as contra-indicações, a idade e as condições médicas pré-existentes.

Classificação População ou Condição
Contra-indicado Hipersensibilidade (alergia) conhecida à abobotulinumtoxina A ou a qualquer componente da formulação.
Contra-indicado Hipersensibilidade conhecida à proteína do leite de vaca.
Contra-indicado Presença de infecção no local ou locais propostos para a injecção.
Uso Estabelecido Adultos no tratamento da distonia cervical e espasticidade dos membros.
Uso Estabelecido Doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos no tratamento da espasticidade dos membros.
Uso com Restrições Adultos com 65 ou mais anos no tratamento cosmético de rugas glabelares.

Restrições Específicas por Condição Médica

Indivíduos com doenças neuromusculares pré-existentes (tais como miastenia gravis ou esclerose lateral amiotrófica — ELA) ou com dificuldades de deglutição ou respiratórias devem ser monitorizados com particular atenção por um clínico. Segundo a rotulagem oficial, estes grupos podem apresentar um risco acrescido de efeitos clínicos decorrentes do medicamento.

Gravidez e Lactação

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. A utilização durante a gravidez é permitida apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. O uso em mães que amamentam não foi avaliado, não sendo conhecido se o fármaco é excretado no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interacções com outros medicamentos e produtos

O perfil de interacções da abobotulinumtoxina A foca-se exclusivamente na potenciação farmacodinâmica. A documentação técnica não regista interacções farmacocinéticas significativas (tais como efeitos mediados pelo complexo enzimático CYP ou por transportadores) que alterem a exposição ao fármaco. Todas as interacções documentadas são classificadas como situações que requerem uma observação clínica atenta devido ao risco de efeitos aditivos.

Âmbito das Interacções

Categoria da Substância Interagente Padrão de Interacção Oficial
Agentes que interferem com a transmissão neuromuscular Potenciam o efeito da toxina botulínica, aumentando o risco de fraqueza muscular excessiva.
Fármacos anticolinérgicos Podem potenciar os efeitos anticolinérgicos sistémicos.
Outros produtos de Toxina Botulínica O efeito é oficialmente desconhecido; o risco de fraqueza muscular exacerbada é aumentado.

Declarações Oficiais de Interacção

  • Antibióticos aminoglicosídeos (ex: gentamicina) e agentes do tipo curare (curarizantes) estão documentados como substâncias que potenciam a acção de bloqueio neuromuscular da abobotulinumtoxina A.
  • O uso de fármacos anticolinérgicos pode aumentar o risco de efeitos sistémicos, tais como visão turva ou boca seca.
  • Existe uma advertência contra a co-administração com outros produtos de neurotoxina botulínica devido ao potencial de fraqueza muscular excessiva e aditiva. As unidades de potência não são permutáveis entre si.
  • Embora não se conheçam interacções que afectem a disposição do fármaco no organismo, o consumo de álcool pode agravar o potencial efeito secundário sistémico de visão turva.
  • Doentes idosos (com 65 ou mais anos) requerem uma observação próxima quando recebem tratamento concomitante com agentes que interferem com a transmissão neuromuscular.

Mecanismo de ação

Alvo Molecular da Libertação de Neurotransmissores

O mecanismo central da abobotulinumtoxina A (Dysport) envolve um processo enzimático específico, composto por várias etapas, que se foca na maquinaria de libertação das células nervosas. A substância activa liga-se ao terminal nervoso periférico e, após ser internalizada, actua como uma protease que cliva uma proteína vital denominada SNAP-25. Esta acção desactiva quimicamente o sistema necessário para que as vesículas sinápticas libertem o neurotransmissor acetilcolina (ACh).


Bloqueio Neuromuscular Resultante

Ao interromper a libertação de acetilcolina na junção neuromuscular (JNM), o fármaco suspende funcionalmente a via de sinalização que liga o nervo à fibra muscular. Este processo, conhecido como desnervação química, é a causa directa da consequência fisiológica do medicamento: uma redução temporária e localizada da resposta motora eferente, que resulta em paresia muscular. O mecanismo é estritamente de actuação periférica; os seus efeitos limitam-se exclusivamente à região onde foi aplicada a injecção.


⏳ Recuperação Biológica e Duração do Mecanismo

O efeito é intrinsecamente temporário, uma vez que o bloqueio funcional é superado pelos processos regenerativos naturais da célula nervosa. Com o passar do tempo, o terminal nervoso restaura lentamente a sua capacidade de libertar acetilcolina através da síntese de nova proteína SNAP-25 e através da formação de novas ramificações nervosas. Este processo de recuperação biológica determina a duração do efeito fisiológico do fármaco, conduzindo ao restabelecimento gradual da transmissão neuromuscular.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Dysport (Abobotulinumtoxina A)

As instruções oficiais para a administração do Dysport (Abobotulinumtoxina A) são altamente específicas e baseiam-se em documentação regulamentar técnica. O Dysport é fornecido sob a forma de um pó liofilizado para solução injectável e deve ser administrado por um profissional de saúde qualificado.

Preparação e Administração

Tipo de Instrução Requisito
Via Injecção intramuscular (IM) para a maioria das indicações (ex: rugas glabelares, espasticidade, distonia cervical). Outras vias, como a subcutânea, podem estar indicadas para condições específicas.
Preparação O pó deve ser reconstituído com uma solução injectável de Cloreto de Sódio 9 mg/ml (0,9%) sem conservantes (soro fisiológico estéril). O frasco deve ser rodado suavemente, e não agitado, para evitar a desnaturação da substância.
Manuseamento O produto destina-se a uso único num único doente; qualquer excedente deve ser eliminado após a sessão de tratamento. As unidades de Dysport não são permutáveis com outros produtos de toxina botulínica.

Dosagem e Calendarização

A administração é determinada pela condição específica que está a ser tratada, o que define a dose total, a distribuição pelos músculos e a frequência do tratamento:

  • Dosagem: As doses são medidas em Unidades, com limites específicos de unidades totais e por local de injecção que variam amplamente (por exemplo, 50 Unidades totais para rugas glabelares; até 1500 Unidades totais para espasticidade no adulto).
  • Frequência: O intervalo mínimo entre tratamentos com Dysport para qualquer indicação é estritamente de 12 semanas (3 meses).
  • Uso Pediátrico: Para a espasticidade pediátrica (em crianças com idade igual ou superior a 2 anos), a dosagem é calculada com base em Unidades/kg de peso corporal, com um limite máximo por sessão.

A injecção pode exigir a utilização de técnicas de orientação (como a electromiografia) para assegurar a colocação precisa nos músculos alvo.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Dysport

A investigação clínica relativa ao Dysport (abobotulinumtoxina A) focou-se na avaliação do produto em estudos rigorosamente desenhados para analisar condições específicas caracterizadas por actividade muscular excessiva. O resumo seguinte detalha os tipos de investigação conduzida, os resultados medidos e as limitações registadas na literatura científica e regulamentar. Este texto é meramente descritivo e não contém recomendações clínicas nem faz afirmações sobre o que cada doente individualmente deve esperar.


Evidência no Tratamento da Distonia Cervical

A investigação sobre a distonia cervical (torcicolo espasmódico) baseou-se principalmente em ensaios clínicos fundamentais, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo. Estes estudos foram utilizados para explorar a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em doentes adultos com esta condição. O foco principal da análise foi a alteração numa medida validada denominada Escala de Classificação de Torcicolo Espasmódico de Toronto Western (TWSTRS), que combina avaliações da gravidade dos espasmos, da dor e da incapacidade.

Os estudos registaram medições na pontuação total da TWSTRS em pontos específicos de acompanhamento a curto prazo, como a 4.ª semana após a injecção. Foram efectuadas comparações com intervenções de controlo (placebo). Uma nota de incerteza reside no facto de muitos estudos controlados iniciais terem sido realizados com períodos de acompanhamento limitados (ex: 12 semanas), o que significa que os dados sobre o curso total e sustentado da condição dependem de extensões de estudos abertos de longo prazo.

Evidência no Tratamento da Espasticidade dos Membros em Adultos

A investigação foi conduzida em adultos com espasticidade — uma condição marcada por limitações funcionais — com base em ensaios controlados de Fase III para os membros superiores e membros inferiores. Estes estudos observaram as respostas ao longo de intervalos de tempo definidos em adultos que tinham desenvolvido espasticidade, frequentemente após um acidente vascular cerebral (AVC) ou outra lesão neurológica. O foco principal destes ensaios foi a alteração do tónus muscular, que foi medida utilizando a Escala de Ashworth Modificada (MAS) num ponto de avaliação de curto prazo (tipicamente à 4.ª semana).

O Foco da Investigação: Alteração do Tónus Muscular vs. Função Activa

Embora a investigação destaque as alterações medidas durante o período de estudo para o tónus muscular (movimento passivo), a qualidade da evidência varia entre os estudos quanto à questão de saber se estas alterações se traduziram consistentemente em alterações correspondentes na função activa (tais como uma maior velocidade de marcha ou um aumento da amplitude de movimento durante actividades complexas) nos períodos controlados de curto prazo. Os dados relativos a medidas funcionais activas foram avaliados ao longo de administrações múltiplas e repetidas em contextos observacionais de longo prazo e em regime aberto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Dysport (FAQ)

P: Com que rapidez se costumam notar os efeitos do Dysport?

R: Estudos sobre a utilização do Dysport em determinadas condições demonstraram que os efeitos iniciais podem começar a ser percebidos com relativa rapidez. A informação oficial indica que, para algumas indicações aprovadas, o início das alterações pode ser observado entre dois a três dias após a injecção.


P: O efeito do Dysport dura um período de tempo previsível?

R: A duração do efeito varia dependendo da condição tratada e da resposta individual de cada doente. De acordo com a informação oficial do produto, as directrizes regulamentares indicam que os intervalos entre tratamentos devem ter pelo menos 12 semanas (3 meses) de diferença para qualquer uma das utilizações aprovadas.


P: O Dysport é o mesmo tipo de substância que o Botox?

R: Tanto o Dysport como o Botox são formulações de toxina botulínica do tipo A, mas não são produtos idênticos. Os documentos regulamentares enfatizam que as unidades de potência utilizadas para medir o Dysport são específicas deste produto e não são permutáveis com as unidades de qualquer outro produto de toxina botulínica.


P: Qual é a principal diferença entre o Dysport e outros tratamentos semelhantes?

R: A informação oficial indica que o Dysport possui uma formulação distinta, o que afecta as suas características moleculares e o seu tamanho molecular quando comparado com tratamentos semelhantes. Devido a estas diferenças, as unidades de medida do Dysport não são directamente equivalentes às de outras neurotoxinas.


P: Existe um período de espera recomendado entre os tratamentos com Dysport?

R: Sim. A rotulagem oficial estipula de forma clara que o intervalo mínimo entre injecções para todas as indicações aprovadas é de, pelo menos, 12 semanas (três meses). Este intervalo mínimo obrigatório é especificado nos documentos regulamentares para garantir a segurança da administração.


P: O Dysport é considerado um tratamento permanente?

R: Não, o Dysport é considerado um tratamento temporário. O efeito é transitório porque o terminal nervoso recupera naturalmente a sua capacidade de libertar o neurotransmissor necessário, levando ao restabelecimento gradual da actividade muscular.


P: Posso utilizar Dysport se estiver grávida ou a amamentar?

R: As orientações regulamentares oficiais declaram que o uso de Dysport não é recomendado durante a gravidez, a menos que seja estabelecida uma necessidade médica clara por um profissional de saúde. Da mesma forma, a informação oficial do produto refere que o seu uso geralmente não é recomendado durante o aleitamento.


P: Existem efeitos a longo prazo associados ao uso de Dysport?

R: Os documentos regulamentares descrevem um perfil de reacções adversas baseado em estudos clínicos e na experiência pós-comercialização. Não existe qualquer declaração na rotulagem oficial que defina uma lista de efeitos permanentes ou irreversíveis comuns a longo prazo resultantes da utilização repetida.


P: Para que serve o Dysport, além do que é habitualmente mencionado?

R: Além da melhoria temporária das rugas glabelares (rugas de expressão) em adultos, as utilizações médicas aprovadas para o Dysport incluem o tratamento da distonia cervical (torcicolo espasmódico) e da espasticidade em adultos e em doentes pediátricos com idade igual ou superior a dois anos.


P: O Dysport pode causar dores de cabeça ou enxaquecas?

R: A dor de cabeça (cefaleia) consta nos documentos regulamentares oficiais como um efeito secundário frequentemente relatado nos estudos clínicos do Dysport. A incidência desta reacção adversa varia consoante a condição específica que está a ser tratada.


P: É normal sentir uma sensação de picada ou ardor durante o procedimento?

R: A informação oficial de segurança lista a dor ou desconforto no local da injecção como uma reacção adversa comum em pessoas tratadas com Dysport. Este termo geral pode incluir várias sensações sentidas no momento da administração da injecção.


P: Existem actividades específicas a evitar logo após o tratamento com Dysport?

R: A informação oficial para o doente descreve habitualmente precauções como evitar esfregar ou massajar a área tratada e evitar actividade física intensa imediatamente após a injecção. Estas sugestões visam ajudar a prevenir que o fármaco se desloque do local do tratamento.


P: Existe um limite de idade para quem pode utilizar Dysport?

R: Sim, as utilizações aprovadas definem a faixa etária. Para o tratamento da espasticidade, o Dysport está aprovado para uso em doentes a partir dos 2 anos de idade. Para o tratamento da distonia cervical e das rugas glabelares, está aprovado para utilização em adultos (18 anos ou mais).


P: O que devo fazer se sentir um efeito secundário inesperado?

R: As orientações oficiais indicam que os doentes que apresentem sintomas de disseminação dos efeitos da toxina à distância, tais como dificuldade em engolir ou respirar, devem procurar assistência médica imediata. Os doentes devem contactar o seu profissional de saúde sobre quaisquer outros efeitos secundários sentidos.


P: Preciso de fazer alguma preparação antes de um tratamento com Dysport?

R: A rotulagem oficial não prescreve passos específicos de preparação para o doente. No entanto, a advertência regulamentar sublinha a importância de informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos actuais, particularmente aqueles que interferem com a transmissão neuromuscular.


P: Os efeitos do Dysport podem ser revertidos ou minimizados, se necessário?

R: Os efeitos fisiológicos não podem ser interrompidos ou revertidos de imediato, uma vez que o mecanismo do fármaco envolve a clivagem química de uma proteína e a recuperação depende da regeneração biológica do terminal nervoso, que é um processo gradual.


P: Qual é a diferença entre as "unidades" de Dysport e as "unidades" de Botox?

R: As unidades de potência do Dysport e as unidades utilizadas para outros produtos de toxina botulínica não são as mesmas. A rotulagem oficial enfatiza que as unidades do Dysport são específicas do produto e medidas através de padrões laboratoriais diferentes, o que significa que as doses numéricas não podem ser comparadas directamente entre produtos.


P: As reacções alérgicas ao Dysport ocorrem com frequência?

R: A hipersensibilidade conhecida ao Dysport ou à proteína do leite de vaca é listada como uma contra-indicação. Embora tenham sido relatadas reacções alérgicas graves na experiência pós-comercialização, a rotulagem oficial não as classifica como um evento adverso comum (que ocorre com uma frequência entre 1% a 10%).


P: O seguro costuma cobrir o custo do Dysport?

R: A cobertura depende da condição tratada. Geralmente, a comparticipação ou cobertura é concedida quando o Dysport é utilizado para condições médicas aprovadas, como a espasticidade ou a distonia cervical, mas habitualmente não existe cobertura quando é utilizado para fins puramente cosméticos.


P: Que informação é fornecida no folheto informativo do Dysport?

R: Documentos oficiais focados no doente, como o Folheto Informativo, fornecem detalhes sobre as utilizações aprovadas do fármaco, o que evitar durante o tratamento, potenciais efeitos secundários e avisos de segurança importantes.


P: O álcool ou a cafeína afectam o resultado de um tratamento com Dysport?

R: A rotulagem oficial do produto adverte que o consumo de álcool pode agravar o potencial efeito secundário sistémico de visão turva. A cafeína não é mencionada especificamente no perfil de interacções do fármaco.

Como Dysport deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação de Dysport (abobotulinumtoxina A)


Requisitos de Conservação

O Dysport não reconstituído (pó liofilizado) deve ser conservado em refrigeração, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto deve ser mantido na sua embalagem de origem para que fique protegido da luz. É obrigatório que o medicamento não seja congelado em momento algum. Após a reconstituição do produto, a solução deve continuar a ser refrigerada e ser utilizada num prazo de 24 horas. Para garantir a segurança, o Dysport deve ser sempre mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Sendo um frasco para dose única, qualquer parte não utilizada da solução reconstituída deve ser descartada de imediato. O produto residual que permaneça no frasco ou na seringa deve ser inactivado utilizando uma solução diluída de hipoclorito (1% de cloro livre). Todos os materiais relacionados devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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