Durela

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Durela

Opção de tratamento: Pain, Chronic Pain

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Durela

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de Tramadol
Forma farmacêutica Cápsula de libertação prolongada
Classe farmacológica Analgésico opioide (sintético de ação central)
Uso comum Gestão da dor moderada a moderadamente intensa
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Durela e o que contém?

O Durela é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um analgésico opioide sintético de ação central. Trata-se de um produto de substância única que contém Cloridrato de Tramadol como o seu componente farmacêutico ativo — um composto fabricado laboratorialmente, em vez de ser derivado de uma fonte natural. Esta classificação inclui o Durela no grupo abrangente dos analgésicos opioides. A investigação confirma que o Tramadol é um analgésico de ação central utilizado no tratamento da dor. Além disso, o Cloridrato de Tramadol é reconhecido pelo seu mecanismo de dupla ação, que envolve tanto a ativação dos recetores opioides mu como a modulação de neurotransmissores específicos, uma característica que o distingue dentro da sua classe.


Compreender a forma de cápsula de libertação prolongada

A forma física do Durela é uma cápsula de libertação prolongada concebida para administração por via oral. Esta formulação de libertação sustentada foi desenvolvida para libertar a substância ativa, o Cloridrato de Tramadol, de forma constante no organismo ao longo de um período prolongado. Esta distinção de design contrasta com as formas de libertação imediata, que proporcionam um alívio da dor rápido, mas de curta duração. Este formato é utilizado para a gestão contínua da dor, de forma ininterrupta. Esta apresentação de ação prolongada está especificamente posicionada para doentes que requerem uma cobertura analgésica constante, evitando as oscilações de eficácia associadas aos medicamentos de ação curta.


Objetivo geral: Gestão da dor em adultos

O objetivo geral do Durela é a prestação de cuidados contínuos na gestão da dor moderada a moderadamente intensa em adultos. O perfil de longa duração da cápsula de libertação prolongada é particularmente adequado para indivíduos com dor crónica que necessitam de um nível de alívio basal constante. Por exemplo, é utilizado para gerir o desconforto persistente onde a necessidade de um efeito analgésico contínuo é necessária ao longo do dia. Ao potenciar os seus dois mecanismos complementares, o medicamento proporciona uma eficácia analgésica fundamental destinada a gerir o desconforto contínuo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Durela?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam os possíveis efeitos adversos do cloridrato de tramadol (o princípio ativo do Durela) com base na sua frequência de ocorrência e nos sistemas fisiológicos afetados. Estas classificações de segurança estabelecem o perfil de risco do medicamento.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos reportados com maior frequência, classificados como Muito frequentes (ge 1/10) nos rótulos regulamentares, incluem tonturas e náuseas. Os efeitos listados como Frequentes (ge 1/100 a < 1/10) afetam muitas vezes o sistema gastrointestinal (ex.: vómitos, obstipação, boca seca) ou o sistema nervoso (ex.: cefaleias, sonolência). Os efeitos classificados como Pouco frequentes ou Raros podem envolver o sistema cardíaco (ex.: palpitações, taquicardia) ou a pele (ex.: prurido, erupção cutânea).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Os documentos oficiais de rotulagem destacam reações específicas que, embora raras, são clinicamente críticas. Estas reações adversas graves incluem a depressão respiratória, convulsões e reações alérgicas graves, como a anafilaxia. Os perfis de segurança regulamentares observam que o risco de náuseas e tonturas é frequentemente reportado como sendo mais comum no início do tratamento.

As restrições de segurança, ou contraindicações, proíbem a utilização do medicamento em determinadas condições, incluindo a depressão respiratória grave, insuficiência hepática ou renal grave e o uso concomitante com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs). Para grupos específicos, como os adultos mais velhos (com 75 ou mais anos), o perfil regulamentar observa que o clearance pode estar reduzido, o que exige uma gestão cautelosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Durela (cloridrato de tramadol) foca-se em eventos fisiológicos graves e potencialmente fatais que exigem intervenção profissional imediata.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Componente Chave Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Depressão respiratória, sedação profunda, convulsões, hipotensão grave, miose (pupilas puntiformes) e a progressão para o coma e a morte são desfechos documentados.
Risco de Vida O risco mais elevado é a depressão respiratória fatal. A Síndrome Serotoninérgica também é listada como uma complicação potencialmente fatal que pode ocorrer em caso de sobredosagem.
Risco Pediátrico A ingestão acidental de apenas uma dose, especialmente por uma criança, pode resultar numa sobredosagem fatal e deve ser tratada como uma emergência extrema.

Ações de Emergência Necessárias

A gestão de uma sobredosagem de Durela é essencialmente sintomática e de suporte. A informação regulamentar sublinha que os efeitos do tramadol podem não ser completamente revertidos pela naloxona, um antagonista opioide. Devido ao elevado risco de depressão respiratória fatal e coma, deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou ingestão acidental, conforme indicado na informação oficial de prescrição. O perfil regulamentar determina que o fármaco deve ser descontinuado caso haja suspeita de Síndrome Serotoninérgica.

Usos terapêuticos de Durela

Este medicamento é habitualmente utilizado em contextos clínicos para o controlo da dor crónica moderada a moderadamente grave em adultos que necessitam de suporte sintomático contínuo ao longo do tempo. O seu domínio terapêutico envolve o alívio do desconforto persistente associado a condições de longa duração, como a osteoartrite e a lombalgia crónica.

A utilização principal da formulação de libertação prolongada promove um alívio sintomático estável e sustentado, contribuindo para a redução da carga global dos sintomas. Esta abordagem é relevante para a gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário e criam uma tensão fisiológica percetível. A natureza de ação prolongada da terapêutica ajuda os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas, o que pode auxiliar no conforto geral do doente. Este suporte constante é aplicado na abordagem de sintomas que interferem com as atividades diárias e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, ajudando os doentes a manter o seu bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Controlo da Dor Crónica Moderada
Alvo Primário Dor crónica moderada a moderadamente grave
Objetivo Sintomático Suporte sintomático sustentado
Foco do Benefício Auxilia na manutenção da estabilidade funcional

Critérios de utilização e restrições

O Durela (Tramadol de libertação prolongada) está aprovado para utilização em adultos que necessitem de um tratamento opioide diário e contínuo para a dor. A rotulagem regulamentar oficial estabelece diversos grupos populacionais para os quais a utilização é estritamente contraindicada.


Estatuto Oficial de Elegibilidade

Categoria Estatuto Regulamentar
Contraindicações Absolutas Contraindicado em doentes com depressão respiratória significativa, asma brônquica aguda ou grave, obstrução gastrointestinal conhecida ou suspeita (incluindo íleo paralítico), ou hipersensibilidade conhecida ao tramadol. A utilização é também contraindicada em indivíduos que tomem Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs) ou nos 14 dias após a interrupção dos mesmos.
Elegibilidade Pediátrica Contraindicado em crianças com menos de 12 anos para todas as utilizações. A utilização é também contraindicada em doentes com menos de 18 anos após amigdalectomia e/ou adenoidectomia.
Comprometimento de Órgãos Majores Não recomendado para doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 mL/min) ou insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh). A formulação de libertação prolongada não permite a flexibilidade de dosagem necessária para uma utilização segura nestes grupos.
Gravidez/Amamentação A utilização durante a gravidez não é recomendada devido ao risco de síndrome de abstinência opioide neonatal. A utilização é contraindicada em mulheres a amamentar devido ao potencial de reações adversas graves no bebé.

O perfil regulamentar define limites de exclusão rigorosos, restringindo o medicamento às populações adultas adequadas e proibindo o seu uso em vários grupos de alto risco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Durela (cloridrato de tramadol de libertação prolongada) baseia-se em condicionalismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos documentados. Esta informação define rigorosamente as substâncias que interagem com o medicamento e as respetivas restrições formais resultantes.

Classificações Regulamentares de Interação

Combinação Contraindicada: O uso concomitante com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs) é estritamente proibido e deve ser respeitado um intervalo obrigatório de 14 dias entre a toma destas substâncias.

Risco Farmacodinâmico: A rotulagem oficial documenta um aumento do risco de sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte com a coadministração de outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o álcool. Além disso, a administração conjunta com agentes serotonérgicos ou fármacos que diminuem o limiar convulsivo (por exemplo, ISRS) aumenta o risco formal de Síndrome Serotoninérgica e de convulsões.

Alterações na Exposição Farmacocinética: Ocorrem interações através dos sistemas enzimáticos CYP2D6 e CYP3A4. Está documentado que os inibidores da CYP2D6 (como a fluoxetina) aumentam a concentração do fármaco original, reduzindo simultaneamente os níveis do metabolito ativo M1. Inversamente, os indutores da CYP3A4 (como a carbamazepina) aumentam o metabolismo, resultando numa menor exposição ao fármaco e numa eficácia reduzida, conforme documentado oficialmente.

Risco Específico em Determinadas Populações: O perfil assinala uma advertência específica para a população de metabolizadores ultrarrápidos da CYP2D6. Este estatuto genético resulta numa exposição mais elevada ao metabolito M1, documentada oficialmente, e num risco acrescido de depressão respiratória.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Durela: Mecanismo de Ação

O Durela (cloridrato de tramadol) atua através de um mecanismo duplo e sinérgico, modulando dois sistemas fundamentais no sistema nervoso central para regular a transmissão dos sinais nocicetivos.


Interação com o Recetor Opioide mu Central

Este mecanismo envolve a atuação do fármaco como um agonista nos recetores opioides mu (MOR), localizados principalmente no cérebro e na medula espinhal. A ativação destes recetores inicia uma cascata de sinalização inibitória ao nível neuronal, levando à hiperpolarização dos neurónios aferentes. Isto resulta na consequência fisiológica de uma transmissão reduzida do sinal aferente, ao limitar a capacidade destes neurónios de transmitirem o input nocicetivo.


Aumento dos Neurotransmissores das Vias Descendentes

Simultaneamente, o Durela modula a sinalização nocicetiva ao bloquear a recaptação de norepinefrina (NE) e de serotonina (5-HT). A inibição das proteínas NET e SERT aumenta a concentração sináptica destes neurotransmissores. Esta alteração fisiológica potencia a atividade das vias inibitórias descendentes da dor, o que aumenta a capacidade funcional das vias centrais para atenuar os sinais nocicetivos ao nível da medula espinhal.


Sinergia do Mecanismo Duplo

A interação simultânea com os recetores opioides mu e com as vias monoaminérgicas cria um efeito inibitório coordenado no processamento nocicetivo central. O resultado final representa uma resposta fisiológica sinérgica onde a modulação combinada da transmissão e da supressão de sinais otimiza o perfil de efeito global.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Durela é Utilizado


O Durela (cloridrato de tramadol em cápsulas de libertação prolongada) é administrado por via oral e foi concebido para uma toma única diária, com o objetivo de proporcionar um controlo contínuo da dor durante as 24 horas. A formulação de libertação prolongada exige que o medicamento seja engolido inteiro com líquidos e nunca deve ser esmagado, mastigado, dissolvido ou dividido, uma vez que estas ações comprometeriam a sua função de libertação sustentada e levariam a uma libertação descontrolada da dose.

Protocolo Oficial de Dosagem e Administração

O regime estabelecido envolve o início com uma dose baixa e o ajuste progressivo de acordo com um calendário definido. Para doentes que não estejam atualmente a tomar um opioide, a dose inicial habitual é de 100 mg uma vez ao dia. A dose pode então ser aumentada individualmente em incrementos de 100 mg após ter decorrido um intervalo mínimo de cinco dias, de modo a atingir o nível de suporte adequado. A dose diária máxima recomendada para a forma de libertação prolongada é de 300 mg por dia.

A administração é flexível em relação à alimentação; a cápsula pode ser tomada com ou sem uma refeição. No entanto, as orientações regulamentares especificam que os doentes devem manter um padrão de administração consistente (sempre com alimentos ou sempre sem alimentos) todos os dias, para ajudar a estabilizar os níveis do fármaco.

Utilização em Populações Específicas

Aplicam-se princípios de administração específicos a certas populações. A dosagem deve ser iniciada com precaução em adultos mais velhos, especialmente naqueles com mais de 75 anos, devido a alterações nos padrões de eliminação do fármaco. Além disso, a formulação de libertação prolongada não é recomendada para doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 30 mL/min), uma vez que a flexibilidade limitada de dosagem da forma em cápsula não permite acomodar com segurança as reduções de dose necessárias.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Durela

Esta secção descreve a estrutura da investigação clínica e a base de evidências para o Durela (cloridrato de tramadol de libertação prolongada), centrando-se nas condições específicas, nos resultados e nos grupos de doentes analisados pela investigação. Esta informação ajuda a contextualizar a forma como os doentes reportaram a sua experiência em contextos clínicos, mas não oferece previsões ou aconselhamento pessoal.


Evidência de Ensaios Clínicos para a Dor na Osteoartrite

O corpo principal de investigação relacionado com o Durela para a dor da osteoartrite inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos compararam tipicamente o medicamento com um placebo em adultos com desconforto físico crónico, geralmente envolvendo as articulações do joelho ou da anca. A investigação analisou condições em que os sintomas podem variar de intensidade e são marcados por limitações funcionais.

As principais medições monitorizadas nestes ensaios incluíram resultados relacionados com o desconforto físico (intensidade da dor) e resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade (avaliados através de índices como o Índice de Osteoartrite WOMAC). Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde as medições da dor e da função física diferiram frequentemente entre o grupo do Durela e o grupo do placebo ao longo dos intervalos de tempo definidos. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, indicando como evoluiu o desconforto reportado pelos próprios doentes.


Evidência de Ensaios Clínicos para a Dor Lombar Crónica

A evidência para o controlo da dor lombar crónica também inclui desenhos de investigação controlados. Os estudos monitorizaram grupos de doentes adultos com dor lombar crónica, uma condição que envolve períodos de agravamento dos sintomas. A investigação centrou-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional associado ao desconforto persistente.

Os dados mostram padrões relacionados com os resultados acompanhados, relatando que as medições da dor e da função se alteraram ao longo do período de investigação. Estes resultados contribuem para o panorama geral da evidência ao descrever alterações a curto prazo. É importante notar que muitos ensaios registaram taxas elevadas de descontinuação por parte dos doentes, o que influencia a forma como os restantes dados são contextualizados.


Dados a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

A maioria dos ensaios clínicos controlados e aleatorizados para o Durela teve durações de acompanhamento limitadas ao curto prazo, tipicamente 12 semanas ou menos. Por conseguinte, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que descrevam a consistência sustentada das medições observadas ao longo de períodos de seis meses a um ano ou mais. Os efeitos globais a longo prazo não estão totalmente estabelecidos através de dados controlados extensos, e a certeza permanece baixa quanto à durabilidade do efeito.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Durela (FAQ)


P: Se me esquecer de uma dose de Durela, o que dizem as instruções oficiais que devo fazer?

As informações oficiais estabelecem que o Durela deve ser tomado uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias. As instruções gerais para opioides de libertação prolongada aconselham a tomar a dose esquecida apenas se ainda houver tempo suficiente até à dose seguinte agendada. Os avisos regulamentares indicam que se deve evitar tomar duas doses ao mesmo tempo devido ao risco de sobredosagem acidental.

P: É verdade que o Durela pode causar alterações de peso?

As alterações de peso não constam habitualmente entre os efeitos secundários reportados com maior frequência (Muito Frequentes ou Frequentes) nos documentos regulamentares do Tramadol de Libertação Prolongada. Os documentos regulamentares aconselham a que qualquer preocupação sobre alterações físicas, incluindo o peso, seja discutida com o profissional de saúde que prescreveu o medicamento.

P: O Durela pode ser tomado com analgésicos comuns de venda livre?

Os documentos regulamentares focam os seus avisos principalmente nas interações com depressores do SNC, agentes serotonérgicos e inibidores enzimáticos específicos. Geralmente, não existem contraindicações declaradas contra o uso de Durela com analgésicos comuns de venda livre, como o paracetamol ou o ibuprofeno. A consideração de todas as combinações de fármacos é tipicamente gerida pelo profissional de saúde prescritor.

P: Existem interações conhecidas entre o Durela e suplementos vitamínicos comuns?

Embora vitaminas específicas possam não ter avisos explícitos, a literatura oficial exige que os doentes informem o seu médico sobre todos os medicamentos, incluindo vitaminas e produtos à base de plantas. Isto é especialmente importante porque certos remédios herbáceos, como a Erva de São João, podem aumentar o risco de efeitos secundários graves, como a Síndrome Serotoninérgica, quando combinados com o Durela.

P: O que deve ser feito se ocorrer um efeito secundário grave com o Durela?

Os folhetos informativos descrevem reações adversas graves que requerem atenção médica de emergência imediata. Estes sinais raros, mas críticos, incluem sintomas como respiração lenta ou superficial, tonturas graves, confusão ou uma convulsão. A documentação oficial estabelece que estes sinais exigem assistência médica de emergência imediata.

P: A orientação oficial refere que o Durela pode afetar os padrões de sono?

Sim, os documentos oficiais listam a sonolência como um efeito secundário comum, o qual pode afetar o estado de vigília de uma pessoa. Além disso, alguns resumos regulamentares observam que foram reportadas perturbações do sono, incluindo dificuldade em dormir (insónia), em doentes que tomam o medicamento.

P: Como é que a literatura oficial descreve a segurança a longo prazo do Durela?

A literatura oficial observa que a maioria dos ensaios clínicos controlados para a forma de libertação prolongada foram de curto prazo, tipicamente 12 semanas ou menos, o que significa que existem dados limitados de longo prazo sobre a eficácia sustentada. O risco de dependência, abuso e uso indevido está documentado como persistindo ao longo de toda a terapia, e o perfil regulamentar indica que a reavaliação periódica é um componente essencial da estratégia de gestão a longo prazo.

P: Qual é a informação oficial relativa ao uso de Durela durante a gravidez?

A informação oficial estabelece que o uso prolongado de Durela durante a gravidez não é recomendado. Isto deve-se ao facto de poder resultar em Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal (NOWS), que é uma condição potencialmente grave para o recém-nascido após o nascimento.

P: Existem avisos oficiais sobre parar o Durela subitamente?

Sim, os avisos oficiais estabelecem que o Durela não deve ser reduzido rapidamente ou interrompido abruptamente num doente com dependência física. Parar subitamente pode resultar em sintomas graves de abstinência de opioides e num retorno descontrolado da dor. Devido a este risco, a orientação oficial descreve a necessidade de uma redução gradual da dose ao descontinuar o medicamento.

P: Qual é a relação entre o Durela e a função hepática?

O tramadol, a substância ativa, é processado pelo fígado. A rotulagem oficial observa que o Durela geralmente não é recomendado para doentes com insuficiência hepática grave (danos hepáticos graves) devido à dificuldade em ajustar a dose adequadamente com a forma de cápsula de libertação prolongada.

P: O que significa exatamente o rótulo "Schedule IV" (Tabela IV) para o Durela?

O Durela, contendo Tramadol, é classificado como uma substância controlada da Tabela IV nos Estados Unidos. Esta classificação legal indica que o fármaco tem um uso médico aceite, mas apresenta um potencial inferior de abuso e dependência em comparação com substâncias nas Tabelas I, II ou III.

P: Existem nomes comerciais diferentes para o mesmo medicamento que o Durela?

Sim, Durela é um nome comercial para o Cloridrato de Tramadol de Libertação Prolongada. A substância ativa, Tramadol, está amplamente disponível sob inúmeros outros nomes comerciais e como produto genérico, tanto em formas de libertação imediata como de libertação prolongada, a nível global.

P: O Durela está disponível em diferentes formas farmacêuticas (ex: comprimido, líquido)?

O Durela é especificamente fabricado e comercializado como uma Cápsula de Libertação Prolongada. Embora a substância ativa, o Tramadol, esteja disponível noutras formulações como comprimidos de libertação imediata ou soluções orais, estas não são geralmente vendidas sob a marca Durela.

P: Está disponível no mercado uma versão genérica do Durela?

Sim. A substância ativa do Durela, o Cloridrato de Tramadol de Libertação Prolongada, está disponível em versões genéricas. Estas formulações genéricas são consideradas terapeuticamente equivalentes ao produto de marca.

P: O Durela pode afetar os resultados de exames laboratoriais?

O tramadol não é geralmente incluído nos testes de droga padrão de 5 ou 10 painéis. No entanto, pode ser detetado por painéis de rastreio especializados ou avançados, o que pode ser relevante para programas específicos de monitorização de opioides.

P: O Durela é frequentemente prescrito juntamente com outros medicamentos?

O Durela está aprovado para aliviar a dor em pessoas que se espera necessitarem de tratamento opioide consistente. Na gestão da dor crónica, é comum este medicamento ser prescrito como parte de uma terapia combinada que pode envolver medicamentos não opioides.

P: Sabe-se se o Durela causa problemas de visão?

As listas oficiais de reações adversas observam que foram reportadas anomalias na visão, incluindo visão turva, em doentes que tomam o medicamento. Estes efeitos são geralmente listados nas categorias de frequência Pouco Frequente ou Rara.

P: Existem instruções diferentes para tomar Durela dependendo da hora do dia?

As instruções oficiais especificam a toma de Durela uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias, para manter níveis sanguíneos consistentes. Não existe restrição quanto à toma especificamente de manhã ou à noite, desde que o horário seja consistente.

P: O Durela é abrangido pela maioria dos formulários nacionais de medicamentos?

O estatuto nos formulários para o Durela varia amplamente conforme o plano de seguro e o sistema nacional de saúde. Muitos formulários incluem-no, mas a cobertura envolve frequentemente escalões específicos ou requisitos de autorização prévia local.

P: O termo "contraindicação" no contexto do Durela significa o quê?

Uma contraindicação é um sintoma ou condição médica que serve de motivo para um tratamento não ser utilizado por poder ser prejudicial. Para o Durela, as contraindicações absolutas incluem depressão respiratória grave ou o uso concomitante com medicamentos IMAO.

P: A substância ativa do Durela também é utilizada em quaisquer outros produtos?

Sim. O Cloridrato de Tramadol, a substância ativa do Durela, é também utilizado em inúmeros outros produtos medicinais. Estes incluem comprimidos de libertação imediata e produtos combinados, tais como os que combinam tramadol com paracetamol.

P: Pessoas alérgicas a certos ingredientes inativos podem ainda assim tomar Durela?

A informação oficial para o doente indica que a informação relativa a todas as alergias conhecidas, incluindo alergias a componentes não ativos, deve ser partilhada com um profissional de saúde. Isto deve-se ao facto de o Durela conter ingredientes inativos que poderiam potencialmente causar reações alérgicas.

P: Existem alterações específicas no estilo de vida recomendadas durante o uso de Durela?

Os avisos oficiais desaconselham vivamente o consumo de álcool durante a toma de Durela devido ao risco significativamente aumentado de efeitos secundários graves. Devido ao risco de sonolência, os documentos regulamentares contêm avisos sobre operar máquinas perigosas até que o efeito total do medicamento seja conhecido.

P: Qual é a duração máxima pela qual o Durela foi estudado em ensaios clínicos?

Embora muitos ensaios controlados tenham sido de curto prazo (12 semanas ou menos), alguns estudos controlados que investigaram o uso a longo prazo de formulações de tramadol de libertação prolongada foram realizados por períodos de até seis meses.

P: Existem diretrizes oficiais específicas para o uso de Durela em adolescentes?

A orientação oficial contraindica estritamente o uso de Durela em crianças com menos de 12 anos de idade. O seu uso é também evitado em adolescentes dos 12 aos 18 anos que tenham fatores de risco específicos para problemas respiratórios, como apneia obstrutiva do sono.

P: O Durela tem nomes diferentes noutros países?

Sim. Embora o nome comercial Durela possa ser específico de um mercado, o tramadol de libertação prolongada é vendido globalmente sob diversos nomes comerciais diferentes, dependendo do país e do fabricante.

P: Sabe-se se o Durela causa alterações no humor ou comportamento?

Os avisos oficiais observam que o Durela pode fazer com que algumas pessoas fiquem agitadas, irritáveis ou apresentem outros comportamentos anormais. É também mencionado que pode estar associado a sintomas psicológicos graves, incluindo pensamentos ou tendências suicidas, em alguns doentes.

P: Que tipo de estudos foram realizados sobre o Durela?

A evidência primária que apoia o uso do Durela provém de ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos compararam o Durela com placebo na gestão de condições como a dor lombar crónica e a dor da osteoartrite.

P: Existe um folheto informativo oficial para o doente disponível para o Durela?

Sim. Como opioide sujeito a receita médica, o Durela deve ser acompanhado por um Guia de Medicação (Folheto Informativo). Este guia fornece informações de segurança e avisos cruciais ao doente.

P: Quais são as diretrizes oficiais sobre o consumo de álcool durante a toma de Durela?

Os avisos regulamentares oficiais desaconselham o uso de álcool durante a toma de Durela. A combinação dos dois aumenta significativamente o risco de sedação profunda, depressão respiratória grave (problemas respiratórios), coma e morte.

Como Durela deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do Durela

O Durela (cloridrato de tramadol de libertação prolongada) deve ser manuseado e conservado de acordo com as normas regulamentares oficiais para substâncias controladas.

Condições de Conservação

O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F), e deve ser protegido do congelamento, calor excessivo, humidade e luz. É obrigatório manter o Durela no seu recipiente fechado e guardá-lo de forma segura, totalmente fora da vista e do alcance das crianças e de terceiros, devido ao elevado risco de ingestão acidental fatal.

Instruções para Eliminação

O Durela não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado prontamente. O método preferencial consiste na devolução a um programa de recolha de fármacos autorizado. Caso não esteja disponível uma opção de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas), colocado num saco selado e depositado no lixo doméstico. Não deve esmagar as cápsulas e deve rasurar toda a informação pessoal do rótulo da receita antes de proceder à eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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