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Duphalac 66.5%

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Duphalac 66.5%

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Duphalac 66.5%

O que é o Duphalac 66,5%?

O Duphalac 66,5% é uma solução oral que contém a substância ativa lactulose. Classificado como um laxante osmótico, este medicamento é utilizado principalmente para tratar a obstipação (prisão de ventre), facilitando a passagem das fezes ao tornar o conteúdo intestinal mais húmido e suave.

A lactulose é um açúcar sintético que não é absorvido pelo organismo para a corrente sanguínea. Em vez disso, atua localmente no cólon, onde é decomposta por bactérias intestinais em ácidos orgânicos. Este processo atrai água para o intestino, aumentando o volume das fezes e estimulando o movimento intestinal natural.

Além do tratamento da obstipação crónica ou ocasional, o Duphalac 66,5% é também utilizado em contextos clínicos específicos, como na encefalopatia portossistémica. Nestes casos, ajuda a reduzir os níveis de amoníaco no sangue, promovendo a sua eliminação através do sistema digestivo e melhorando a função cognitiva em doentes com patologias hepáticas graves.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Duphalac 66.5%?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Duphalac (solução de lactulose) caracteriza-se essencialmente por efeitos no sistema gastrointestinal, o que é coerente com a sua ação localizada no intestino. As reações adversas são formalmente classificadas pela sua frequência em documentos regulamentares, sendo que a maioria dos efeitos é temporária e, frequentemente, está relacionada com a dose.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As fontes regulamentares oficiais classificam os potenciais efeitos nas seguintes categorias:

Classificação Exemplo de Reação Adversa
Muito Frequentes Diarreia
Frequentes Flatulência, dor abdominal, náuseas, vómitos
Pouco Frequentes Desequilíbrio eletrolítico (associado à diarreia)
Frequência Desconhecida Reações de hipersensibilidade (ex.: erupção cutânea, prurido)

Estes efeitos inserem-se em Classes de Sistemas de Órgãos que incluem Doenças Gastrointestinais, Doenças do Metabolismo e da Nutrição, e Doenças do Sistema Imunitário.


Considerações de Segurança e Restrições

Existem padrões de segurança e limitações documentados na rotulagem oficial:

  • Padrões Relacionados com a Dose: A diarreia e o potencial para subsequentes distúrbios hídricos e eletrolíticos são explicitamente referidos como consequências de doses elevadas ou prolongadas. A flatulência é comum no início do tratamento e, tipicamente, desaparece após alguns dias.
  • Potencial de Reações Graves: O principal risco associado a uma dosagem excessiva ou não ajustada é o potencial de distúrbios eletrolíticos graves e a consequente desidratação.
  • Contraindicações: O uso de Duphalac está formalmente restringido em indivíduos com condições como galactosemia, obstrução gastrointestinal ou na presença de doenças inflamatórias intestinais agudas, como a doença de Crohn ou a colite ulcerosa. É também documentada uma precaução específica para doentes diabéticos devido ao teor residual de açúcares presentes na solução.

A documentação regulamentar enfatiza que o risco de reações adversas graves está diretamente ligado à dose administrada e à duração do tratamento, estabelecendo uma estrutura rigorosa para a compreensão do seu perfil de segurança oficial.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com a solução de lactulose está oficialmente documentada como manifestando-se, primordialmente, através de diarreia grave e persistente e de dores ou cólicas abdominais acentuadas. Outras apresentações clínicas associadas podem incluir náuseas e vómitos.

A consequência mais crítica de exceder a dose documentada é a perda excessiva de líquidos, que pode levar rapidamente a distúrbios eletrolíticos significativos. Este desequilíbrio fisiológico cria o risco de desenvolvimento de condições graves, tais como a hipocaliemia (níveis baixos de potássio no sangue) e a hipernatremia (níveis elevados de sódio no sangue). As fontes regulamentares observam que os doentes idosos ou gravemente doentes podem apresentar um risco acrescido destes efeitos metabólicos graves, devido ao risco de uma perda acelerada de fluidos.

Em qualquer caso confirmado ou suspeito de sobredosagem, a rotulagem regulamentar determina que os indivíduos contactem imediatamente um profissional de saúde, o serviço de urgência hospitalar ou um Centro de Informação Antivenenos. A primeira medida necessária para gerir os sintomas é a interrupção do tratamento ou uma redução imediata da dose. Os procedimentos de tratamento são descritos como sendo estritamente sintomáticos e de suporte, focando-se na reposição hídrica e eletrolítica e na correção dos distúrbios eletrolíticos, uma vez que está oficialmente declarado que não se conhece nenhum antídoto específico para este composto.

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Usos terapêuticos de Duphalac 66.5%

O que o Duphalac 66,5% trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Duphalac 66,5% (solução de lactulose) é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas que causam mal-estar. É comummente aplicado em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional, com o objetivo de contribuir para a redução da carga global de sintomas e apoiar os doentes durante episódios de maior desconforto. Este medicamento é principalmente utilizado na abordagem de conjuntos de sintomas relacionados com a obstipação crónica e a encefalopatia hepática (EH). Este uso de suporte é relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão.


Alívio Sintomático na Obstipação Crónica

Esta formulação é utilizada para auxiliar no alívio sintomático em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes de obstipação crónica. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, tais como a dificuldade na passagem das fezes e o desconforto significativo. O benefício terapêutico contribui para atenuar a carga sintomática global e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

“Apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar.”

Gestão de Suporte na Encefalopatia Hepática

O Duphalac é também aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional em condições onde a estabilidade funcional é afetada, como as que envolvem sintomas específicos de mal-estar (ex: EH). Isto é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é considerada apropriada. Neste âmbito, ajuda a tratar grupos de sintomas que interferem com o funcionamento diário, auxilia na manutenção da estabilidade funcional e apoia os doentes durante episódios difíceis.

Facto Rápido: Relevante para sintomas que interferem com o funcionamento diário

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Critérios de utilização e restrições

O Duphalac 66.5% (solução de lactulose) está sujeito a regras de elegibilidade rigorosas delineadas nos documentos regulamentares oficiais. A utilização é absolutamente contraindicada em doentes com diagnóstico de galactosemia ou naqueles que necessitem de uma dieta pobre em galactose, devido aos açúcares residuais resultantes do processo de fabrico. O medicamento também não deve ser utilizado em caso de hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou aos seus excipientes, nem se o doente apresentar obstrução gastrointestinal, perfuração ou risco de perfuração. Indivíduos com intolerâncias hereditárias raras, tais como deficiência total de lactase ou má absorção de glucose-galactose, também estão oficialmente excluídos da utilização.

Adultos e adolescentes estão autorizados a utilizar o Duphalac para os fins indicados no rótulo. A elegibilidade para outras populações é especificada da seguinte forma:

Grupo de Elegibilidade Estatuto Regulamentar Contexto das Restrições
Grávidas e Mulheres a Amamentar Permitido Não se preveem efeitos devido à absorção sistémica insignificante.
Doentes Diabéticos Utilizar com Precaução As doses elevadas para a Encefalopatia Hepática (EH) podem necessitar de ser monitorizadas.
Crianças (para EH) Não Estabelecido A segurança e eficácia para o tratamento da EH em doentes com menos de 18 anos não estão estabelecidas.
Crianças (Obstipação) Permitido A utilização é autorizada, mas recomenda-se supervisão médica.

Não existem recomendações especiais para a utilização em doentes idosos ou naqueles com insuficiência renal ou hepática, o que é coerente com a exposição sistémica insignificante do fármaco.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial identifica interações com outros medicamentos relacionadas primordialmente com o antagonismo funcional no cólon ou com o risco sistémico aditivo relativo ao equilíbrio eletrolítico. Como a substância ativa, a lactulose, é minimamente absorvida, o seu perfil de interações foca-se em efeitos locais e nas alterações fisiológicas resultantes.


Padrões de Interação Documentados

Categoria do Medicamento Declaração Oficial de Interação
Antiácidos não absorvíveis A coadministração pode inibir a redução pretendida do pH colónico induzida pela lactulose, o que pode reduzir a eficácia local esperada do medicamento.
Agentes anti-infeciosos orais Certos agentes podem interferir com a degradação bacteriana essencial da lactulose no cólon, o que pode levar a uma resposta terapêutica inadequada.
Diuréticos e Corticosteroides O uso crónico de lactulose pode causar hipocaliemia; o uso concomitante destes agentes que reduzem o potássio pode aumentar o risco de níveis baixos de potássio sérico devido a um efeito aditivo.
Outros Laxantes O uso concomitante requer precaução, particularmente durante o tratamento da Encefalopatia Hepática, uma vez que a ocorrência de fezes moles pode dificultar a avaliação correta da dose necessária.

Notas sobre Populações e Horários

  • Regras de Horários: A rotulagem regulamentar oficial não especifica janelas obrigatórias de intervalo para a administração, tal como a exigência de separar as doses por um número específico de horas.
  • Utilização a Longo Prazo: Para doentes em tratamento prolongado (superior a seis meses), as diretrizes oficiais recomendam a monitorização de desequilíbrios eletrolíticos, o que constitui uma consideração crítica quando estes doentes também tomam agentes que interagem com a lactulose. O perfil regulamentar estabelece limites claros contra substâncias que contrariem o ambiente ácido pretendido no cólon ou que contribuam para o risco de hipocaliemia.
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Mecanismo de ação

Modulação Osmótica Iniciada pela Microbiota

O mecanismo é iniciado pelas bactérias sacarolíticas do cólon, que fermentam a lactulose não absorvida em ácidos gordos de cadeia curta (AGCC). A presença destes metabolitos e da lactulose residual cria um gradiente osmótico substancial, atraindo água para o cólon. Este influxo de água aumenta a hidratação da massa fecal e aumenta o seu volume, o que estimula mecanicamente o peristaltismo colónico e acelera o trânsito intestinal.


Mecanismo de Retenção de Amoníaco por Via do pH

A produção de ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) reduz significativamente o pH no interior do cólon. Este ambiente ácido promove a partição por gradiente de pH (retenção iónica) do amoníaco livremente difusível (NH3), convertendo-o em amónio não absorvível (NH4^+). Este processo químico resulta na excreção do amoníaco que se difundiu a partir da circulação sistémica, uma vez que o ião retido é eliminado do organismo através da ação catártica osmótica.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar Duphalac 66.5% - Diretrizes Oficiais de Administração

O Duphalac 66.5% (solução de lactulose) é administrado de acordo com protocolos regulamentares específicos que definem a via, a dose e a frequência com base na condição clínica em tratamento.

Vias de Administração e Frequência

As vias aprovadas para esta solução são primordialmente a via oral; no entanto, a via retal (como enema de retenção) está oficialmente designada para a gestão inicial de condições específicas, como a encefalopatia porto-sistémica. A frequência de utilização está diretamente ligada à patologia e à fase terapêutica.

Condição Regime de Dose Inicial em Adultos Frequência e Ajuste
Obstipação Crónica 15 mL a 45 mL diariamente (10 g a 30 g de lactulose). Pode ser tomado como uma dose diária única ou em duas doses divididas.
Encefalopatia Hepática (EH) 30 mL a 45 mL (20 g a 30 g) três a quatro vezes por dia. A dose é titulada para produzir duas a três fezes moles diariamente.

Preparação e Regras de Procedimento

Quando administrada por via oral, a solução pode ser tomada sem diluir ou misturada com um copo de água, leite ou sumo de fruta para melhorar a palatabilidade. Se for tomada uma dose diária única, as orientações regulamentares sugerem a manutenção de um horário consistente, como a administração ao pequeno-almoço. Conforme indicado nas especificações do produto, a solução requer habitualmente 24 a 48 horas antes que ocorra o movimento intestinal pretendido.

Os doentes devem assegurar uma ingestão de líquidos suficiente (aproximadamente 1,5 a 2 litros por dia) durante o período de administração. O uso pediátrico não está normalizado e requer a determinação da dose e supervisão por um profissional de saúde. No caso de uma dose esquecida, o doente deve geralmente saltar a dose esquecida se estiver quase na hora da dose seguinte e retomar o horário regular, sem tomar duas doses simultaneamente.

Estas instruções oficiais definem a via padronizada, os limites de dosagem e os princípios de titulação necessários para a utilização consistente e correta do medicamento.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Duphalac 66.5%

Esta secção fornece um resumo da investigação clínica realizada sobre a substância ativa, a lactulose, focando-se nos tipos de estudos existentes, nos resultados que estes mediram e na qualidade geral da evidência resultante, conforme registado por organismos reguladores e literatura científica revista por pares. A investigação fornece um contexto, mas não previsões individuais; os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.


Evidência para o Uso na Obstipação Crónica

A base de evidência para a utilização desta solução no contexto da obstipação crónica — uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas — consiste primordialmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) de curto prazo e revisões sistemáticas subsequentes. Estes estudos foram utilizados na investigação para explorar a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo e compararam frequentemente a solução com um placebo ou com outra substância utilizada nos ensaios.

O que os investigadores estudaram: A investigação examinou resultados relacionados com o desconforto físico e o esforço fisiológico, tais como a frequência de evacuações espontâneas por semana, e os estudos monitorizaram as alterações na consistência das fezes utilizando instrumentos padronizados. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos ao longo destes períodos limitados de observação, centrando-se nas mudanças medidas na frequência das evacuações. Os relatórios documentaram consistentemente padrões relacionados com eventos gastrointestinais (como flatulência e distensão abdominal) nas populações observadas.

Evidência para a Gestão de Suporte na Encefalopatia Hepática (EH)

A investigação sobre o uso complementar desta solução para a Encefalopatia Hepática (EH) — uma condição marcada por limitações funcionais e períodos de maior atividade sintomática — inclui ECA, estudos abertos mais antigos e meta-análises abrangentes. Esta evidência foi derivada de contextos com cargas de sintomas variáveis.

O que os investigadores estudaram: Os estudos exploraram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, especificamente o estado final dos sintomas de EH manifesta (acompanhados através de escalas de graduação específicas) e as taxas de ocorrência de episódios em doentes adultos com cirrose hepática. Os resultados indicam que a solução foi estudada em relação às taxas de ocorrência de episódios durante intervalos de tempo definidos. As revisões regulamentares citam frequentemente que a qualidade da evidência varia entre os estudos, notando a presença de potenciais fatores de enviesamento nas metodologias de vários ensaios mais antigos que contribuíram para a base de evidência inicial.

O que Permanece Incerto na Investigação

A maioria dos ECA primários para ambas as indicações é relevante em ensaios que avaliam padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos, o que significa que as durações de acompanhamento foram limitadas. Existem dados comparativos limitados para algumas das opções terapêuticas mais recentes, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para nenhuma das indicações. Os dados para certos grupos específicos de doentes ou comorbilidades complexas permanecem insuficientes. Os estudos ajudam a mostrar o que foi observado até agora, mas a evidência descreve padrões de grupo e não resultados individuais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Duphalac 66.5% (FAQ)

P: Porque é que o Duphalac demora mais tempo a atuar do que outros laxantes?

R: O tempo necessário para o Duphalac atuar é determinado pelo seu mecanismo de ação. O medicamento deve ser primeiro decomposto pelas bactérias do cólon para criar o efeito osmótico que atrai água para o intestino. Este processo significa que a evacuação pretendida requer normalmente 24 a 48 horas após a administração.


P: É normal sentir muitos gases e inchaço abdominal ao iniciar o Duphalac?

R: Sim, a informação oficial do produto refere que a flatulência (gases) e a dor abdominal são efeitos secundários comuns. A flatulência é frequentemente comunicada no início do tratamento. Esta produção de gases faz parte do mecanismo de ação do fármaco, que envolve a fermentação pelas bactérias intestinais.


P: Os efeitos secundários como a flatulência costumam diminuir com o tempo após o início da medicação?

R: Os documentos regulamentares indicam que o efeito secundário da flatulência é frequentemente temporário. Espera-se que diminua ao fim de poucos dias de utilização contínua, à medida que o organismo se ajusta ao tratamento.


P: O Duphalac pode ser tomado a longo prazo para a obstipação crónica ou é apenas para uso a curto prazo?

R: O Duphalac está indicado para a obstipação crónica. Contudo, para doentes em tratamento prolongado (superior a seis meses), as diretrizes oficiais recomendam a monitorização regular do equilíbrio eletrolítico. Esta recomendação serve para acompanhar o equilíbrio mineral do organismo durante o uso prolongado.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados ao tomar Duphalac?

R: Os avisos oficiais focam-se no teor reduzido de açúcares relacionados presentes no medicamento. Devido a isto, o Duphalac não deve ser utilizado por doentes que necessitem de uma dieta pobre em galactose. Os documentos regulamentares centram-se primordialmente na exclusão de doentes que exijam uma dieta com restrição de galactose.


P: O Duphalac afeta a absorção de outros medicamentos orais que eu tome?

R: A substância ativa, a lactulose, é minimamente absorvida pela corrente sanguínea. Portanto, o seu perfil de interações foca-se principalmente em efeitos locais no cólon, como a interferência de antiácidos ou antibióticos que possam reduzir a sua eficácia. A exposição sistémica é insignificante.


P: O Duphalac pode afetar os resultados de uma colonoscopia ou de outros exames intestinais?

R: A preparação para procedimentos como a colonoscopia requer tipicamente medicamentos específicos de limpeza intestinal, conforme determinado por um profissional de saúde. O Duphalac não é geralmente utilizado isoladamente para este fim, e devem ser obtidas instruções específicas antes do procedimento.


P: Qual é o intervalo de tempo habitual para o Duphalac começar a atuar após a primeira dose?

R: O efeito terapêutico pretendido — a evacuação — requer tipicamente 24 a 48 horas para ocorrer após a administração. Este atraso esperado deve-se ao tempo necessário para que o medicamento chegue ao cólon e seja ativado.


P: Qual é o papel das bactérias no intestino para tornar o Duphalac eficaz?

R: As bactérias do cólon são essenciais para que o Duphalac funcione. Elas fermentam (decompõem) a lactulose em ácidos específicos que criam o efeito osmótico para atrair água para as fezes, tornando-as mais moles e fáceis de expelir.


P: O Duphalac é eficaz para a obstipação causada por analgésicos opioides?

R: As orientações oficiais para medicamentos essenciais incluem o uso da lactulose para a prevenção da obstipação em doentes que tomam analgésicos opioides. O seu uso neste contexto baseia-se na sua ação osmótica, que ajuda a manter a hidratação das fezes.


P: O Duphalac existe noutra forma além de xarope ou solução líquida?

R: A substância ativa, a lactulose, é formulada mais comummente como uma solução oral (xarope). No entanto, as fontes oficiais observam que também pode estar disponível na forma de pó para solução oral (saquetas) em vários mercados.


P: Existe alguma evidência de que o Duphalac afete o microbioma intestinal?

R: Sim, o Duphalac é classificado em estudos farmacológicos como um Prebiótico. Esta designação reflete o seu papel conhecido na modulação da microflora colónica (o microbioma intestinal), ao promover o crescimento e a atividade de bactérias benéficas no cólon.


P: Com que rapidez deverei ver uma redução nos gases e no inchaço após começar o Duphalac?

R: Os dados oficiais indicam que os efeitos secundários comuns de flatulência e inchaço tipicamente melhoram com o tempo. Estes efeitos geralmente desaparecem ao fim de poucos dias de terapia contínua.


P: Tomar o Duphalac todos os dias à mesma hora melhora a sua eficácia?

R: As orientações regulamentares sugerem um horário diário consistente para doses únicas, como tomar ao pequeno-almoço, o que pode apoiar a adesão ao plano de tratamento. No entanto, não existe qualquer alegação de que isto melhore especificamente a ação física do medicamento.


P: O que devo fazer se a solução de Duphalac mudar de cor e ficar mais escura?

R: É esperado um ligeiro escurecimento normal da cor durante o armazenamento e este não afeta a ação do medicamento. No entanto, se a solução ficar extremamente escura, turva ou se espessar (o que pode ocorrer se for incorretamente conservada), recomenda-se contactar um profissional de saúde ou farmacêutico antes de usar.


P: O Duphalac pode ser utilizado para tratar a impactação fecal?

R: Embora as indicações primárias sejam a Obstipação Crónica e a Encefalopatia Hepática, a lactulose tem sido documentada em certas diretrizes médicas como sendo eficaz no tratamento de fezes impactadas em contextos clínicos específicos. A sua ação ajuda através da hidratação e do amolecimento da massa impactada.


P: O Duphalac pode ser tomado com ou sem alimentos?

R: De acordo com as instruções oficiais de administração, o Duphalac pode ser tomado com ou sem alimentos. Para facilitar a administração, a solução pode ser tomada pura ou misturada com um líquido como água ou sumo.


P: Qual é a diferença entre o Duphalac e a solução de lactulose genérica?

R: O Duphalac é um produto de marca que contém a substância ativa lactulose. As soluções de lactulose genéricas contêm a mesma substância ativa na mesma concentração. Ambas são consideradas quimicamente equivalentes.


P: O Duphalac é seguro para crianças e quais são as diretrizes gerais de idade?

R: As orientações oficiais indicam que a maioria dos adultos e jovens a partir dos 14 anos pode tomá-lo. Para bebés e crianças com menos de 14 anos, o medicamento só é permitido para uso nesta faixa etária quando recomendado por um profissional de saúde para a obstipação.


P: Existem sinais de que uma dosagem de Duphalac possa estar demasiado elevada?

R: O sinal clínico mais claro de uma dose excessiva é a diarreia. A diarreia persistente ou grave pode levar à perda de líquidos e a distúrbios eletrolíticos (como potássio baixo). Se surgir diarreia, consulte um profissional de saúde relativamente à dosagem.

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Como Duphalac 66.5% deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação de Duphalac 66.5% Solução Oral

Requisitos de Conservação

A solução oral de Duphalac deve ser conservada num local fresco, onde a temperatura permaneça abaixo dos 25°C. É obrigatório manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Condição Requisito (Rotulagem Oficial)
Temperatura Conservar abaixo de 25°C; evitar temperaturas superiores a 30°C.
Proteção Proteger da exposição prolongada à luz direta.
Proibições Não conservar no frigorífico nem no congelador.

O congelamento pode levar a que a solução se torne mais espessa até atingir um estado semissólido. Por outro lado, a exposição prolongada ao calor intenso ou à luz pode fazer com que a solução fique muito escura e turva, indicando que não deve ser utilizada. No entanto, um ligeiro escurecimento normal da cor não altera a eficácia do medicamento.

Instruções de Eliminação

O Duphalac não deve ser eliminado juntamente com o lixo doméstico ou através das águas residuais (por exemplo, não deve ser deitado na sanita). Qualquer solução não utilizada ou cujo prazo de validade tenha expirado deve ser entregue ao farmacêutico para uma eliminação adequada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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