DuoVisc

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de DuoVisc

O que é o DuoVisc? Uma Visão Geral

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Hialuronato de Sódio, Sulfato de Condroitina
Forma de Apresentação Solução Estéril (Sistema de embalagem dupla)
Classe Farmacológica Agente Viscoelástico Oftálmico
Utilização Comum Auxilia em Cirurgia Intraocular
Origem Derivado Biológico (Polissacáridos)

DuoVisc: Um Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico

O DuoVisc é classificado precisamente como um Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico (OVD), funcionando como um agente viscoelástico cirúrgico especializado, utilizado para apoiar e proteger as estruturas internas do olho durante procedimentos cirúrgicos. Pertence à classe farmacológica dos adjuvantes cirúrgicos, cuja função principal é auxiliar fisicamente a operação, em vez de proporcionar um tratamento terapêutico. Estudos farmacológicos confirmam a eficácia destes agentes na manutenção da integridade ocular durante procedimentos delicados.

Este dispositivo é essencial para criar um ambiente estável e seguro durante procedimentos intraoculares, particularmente na extração de catarata e na implantação de lentes intraoculares (LIO). Ao fornecer estrutura e separação física, o dispositivo garante a manutenção do espaço dentro da câmara anterior, o que é crítico para evitar que a estrutura ocular colapse. O uso de um agente combinado permite manter o espaço cirúrgico e proporcionar proteção durante a cirurgia.


Composição e Função de Componente Duplo

O DuoVisc é um produto de combinação único, composto por duas substâncias ativas distintas, de origem biológica: o Hialuronato de Sódio e o Sulfato de Condroitina. Ambos são polissacáridos de elevado peso molecular, especificamente categorizados como Glicosaminoglicanos (GAGs). Esta composição dupla foi especificamente desenvolvida para oferecer o máximo suporte físico ao combinar dois tipos de consistência física: as propriedades altamente viscoelásticas do Hialuronato de Sódio proporcionam estrutura e coesão, enquanto o Sulfato de Condroitina oferece uma ação mais dispersiva.

Esta combinação constitui um fator de diferenciação significativo em relação aos OVDs de agente único, garantindo uma proteção e revestimento eficazes dos tecidos. A componente dispersiva protege o sensível endotélio corneano de potenciais danos mecânicos e induzidos por fluidos durante o procedimento. A utilização deste sistema viscoelástico duplo, fornecido como uma solução estéril para uso intraocular, maximiza a capacidade física de estabilizar o ambiente do olho e salvaguardar componentes internos cruciais.

Quais efeitos secundários são possíveis com DuoVisc?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança do DuoVisc

Como um Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico (OVD) utilizado durante procedimentos intraoculares, o perfil de segurança do DuoVisc foca-se em ocorrências locais e temporárias no interior do olho, conforme documentado pelos organismos reguladores.

Âmbito das Reações Adversas

Categoria Entidades de Segurança Documentadas
Classes de Sistemas de Órgãos Os efeitos estão restritos a Afeções Oculares.
Ocorrências Comuns O evento documentado com maior frequência é o aumento transitório da pressão intraocular (PIO), relatado no período pós-operatório inicial.
Reações Relacionadas Outros eventos relatados incluem reações inflamatórias pós-operatórias localizadas, tais como irite, hipópio e edema corneano.
Reações Adversas Graves As revisões de segurança reconhecem a associação da utilização de OVD a complicações raras mas graves, incluindo descompensação corneana e Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS).
Risco de Hipersensibilidade Os dados de segurança observam o potencial para riscos alérgicos inerentes aos componentes biológicos, tornando a hipersensibilidade conhecida ao Hialuronato de Sódio ou ao Sulfato de Condroitina uma contraindicação.

Resumo de Segurança Regulamentar

As informações oficiais de segurança sublinham que as reações adversas são primariamente físicas e específicas do momento da intervenção. O risco documentado mais significativo é a elevação da PIO, que ocorre localmente quando material viscoelástico residual permanece na câmara anterior do olho após a conclusão da sua finalidade cirúrgica.

O perfil de segurança aborda também o potencial para complicações inflamatórias e estruturais graves que, embora raras, são fundamentais de reconhecer no quadro técnico deste dispositivo cirúrgico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do DuoVisc, enquanto Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico, é definido por complicações oculares localizadas que surgem devido à retenção de excesso de material na câmara anterior após a cirurgia. A retenção do produto é o fator de exposição associado ao risco de sobredosagem, não se tratando de uma toxicidade sistémica.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

A principal manifestação clínica documentada é o aumento da pressão intraocular (PIO), que pode resultar em reações inflamatórias pós-operatórias transitórias. Resultados graves, incluindo inflamação intraocular e a Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS), são complicações documentadas que acarretam o risco de potencial perda de visão. Os doentes com glaucoma pré-existente apresentam um risco acrescido de sofrerem estes aumentos de pressão durante o período pós-operatório inicial.

Ações de Emergência Necessárias

As diretrizes de emergência determinam que o dispositivo deve ser removido ou lavado da câmara anterior no final do procedimento cirúrgico para mitigar estes riscos. Caso a PIO pós-operatória suba acima dos valores esperados, é necessária terapia corretiva.

É indispensável assistência médica imediata perante sintomas graves, tais como alterações na visão, dor ocular ou irritação ocular muito intensa. Não se conhece um antídoto químico específico para este problema, uma vez que se trata de uma questão de natureza mecânica relacionada com a presença física do material no olho.

Usos terapêuticos de DuoVisc

Para que é utilizado o DuoVisc: Principais Aplicações e Benefícios

O DuoVisc, um sistema especializado de dispositivos viscocirúrgicos oftálmicos (OVD), é habitualmente utilizado em patologias que se manifestam através de episódios agudos, principalmente em situações que envolvem ocorrências recorrentes ou episódicas, como sucede durante procedimentos cirúrgicos do segmento anterior. Esta aplicação é relevante em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. Os procedimentos em que este sistema pode fazer parte da gestão sintomática incluem a extração de catarata e a implantação de uma lente intraocular (LIO). Os OVDs sustentam a estrutura ocular durante estas intervenções.

O sistema viscoelástico duplo ajuda a abordar agrupamentos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos durante a cirurgia, atuando como uma almofada protetora. Proporciona um apoio que auxilia na redução da carga geral de sintomas e contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomatologia acentuada. A sua função primária contribui para aliviar a carga sintomática global do doente durante o procedimento. Os dois componentes, ProVisc e Viscoat, podem auxiliar na gestão da sobrecarga sistémica associada a uma atividade fisiológica elevada. O ProVisc auxilia na manutenção da estabilidade funcional, enquanto o Viscoat pode auxiliar no alívio de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, oferecendo proteção de suporte aos tecidos. Esta função de suporte é frequentemente utilizada em ambientes clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.


Facto Rápido: Alívio para Agrupamentos de Sintomas

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o DuoVisc?

Este Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico (OVD) está aprovado para utilização em contextos cirúrgicos específicos. A elegibilidade para o sistema DuoVisc é determinada pelo seu estatuto regulamentar oficial, focando-se em contraindicações absolutas e nos procedimentos indicados.

Contraindicações e Restrições

Classificação Regra das Informações Regulamentares
Contraindicação Absoluta O DuoVisc está contraindicado em doentes com hipersensibilidade (alergia) conhecida ao Hialuronato de Sódio, ao Sulfato de Condroitina ou a qualquer outro componente do sistema do dispositivo.
População Permitida A utilização é permitida em doentes adultos e adultos mais velhos submetidos a procedimentos cirúrgicos do segmento anterior, principalmente à extração de catarata e à implantação de Lente Intraocular (LIO).
Utilização Condicional A utilização requer a existência de capacidades clínicas para a monitorização pós-operatória cuidadosa da pressão intraocular (PIO), uma vez que têm sido associadas elevações transitórias a produtos que contêm hialuronato de sódio.

Elegibilidade em Populações Especiais

Devido à ação local do dispositivo no interior do olho, as informações regulamentares oficiais não contêm restrições explícitas relacionadas com a insuficiência renal, insuficiência hepática, gravidez ou amamentação. Do mesmo modo, a utilização pediátrica não é explicitamente restringida na rotulagem principal do dispositivo, embora os procedimentos a que se destina sejam tipicamente realizados em adultos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O DuoVisc é classificado como um Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico (OVD), destinado a uma utilização local e temporária no interior do olho durante intervenções cirúrgicas. Os componentes do produto, o Hialuronato de Sódio e o Sulfato de Condroitina, apresentam uma absorção sistémica desprezível. Isto significa que estas substâncias não circulam pelo organismo de uma forma que possa originar as interações medicamentosas sistémicas convencionais.


Perfil de Interações e Restrições

A documentação oficial do DuoVisc não inclui uma secção padrão de interações medicamentosas sistémicas. Este facto reflete a via de administração local do produto e a ausência de uma ação farmacológica sistémica. O perfil oficial é definido pelas seguintes conclusões:

Quanto às interações medicamentosas sistémicas, não estão listados quaisquer medicamentos como substâncias de interação. As informações oficiais não contêm restrições para a coadministração com outros medicamentos baseadas no risco de interação sistémica.

No que respeita a interações metabólicas e de transportadores, os dados oficiais não descrevem interações metabólicas. Não estão documentadas interações mediadas pelo citocromo P450 (CYP) ou baseadas em transportadores de fármacos que possam alterar a eliminação (clearance) ou a exposição a outros medicamentos.

Relativamente a restrições alimentares e de substâncias, não são impostas restrições ao consumo de alimentos, álcool, suplementos ou produtos à base de plantas.

No que toca a restrições temporais, não estão especificadas regras de separação temporal obrigatória para a coadministração com medicamentos sistémicos devido a preocupações com interações.

Esta estrutura de interações é definida pela inexistência de dados documentados sobre interações sistémicas, confirmando que não constam na lista oficial quaisquer combinações contraindicadas formais, modificações na exposição a fármacos ou restrições temporais específicas devido ao risco de interação.

Mecanismo de ação

Como funciona o DuoVisc

O mecanismo de ação do DuoVisc é exclusivamente biofísico e reológico (dinâmica de escoamento), baseando-se nas propriedades físicas únicas dos seus dois componentes de elevado peso molecular: o Hialuronato de Sódio e o Sulfato de Condroitina. Funciona como um dispositivo viscocirúrgico, exercendo uma presença física nas estruturas oculares internas, em vez de modular vias bioquímicas.


Mecanismo de Dupla Ação: Manutenção de Espaço e Proteção de Tecidos

O mecanismo central deste dispositivo é a aplicação sinérgica de duas ações físicas distintas. O componente de Hialuronato de Sódio, altamente coesivo, proporciona uma viscosidade de volume, atuando imediatamente como um suporte estrutural interno temporário para preservar o volume da câmara anterior e manter a separação das estruturas internas. Em paralelo, o componente de Sulfato de Condroitina, devido à sua carga polianiónica, proporciona uma elevada adesão superficial ao endotélio corneano (que possui carga positiva), formando uma barreira biofísica aderente. Esta ação de duplo componente mantém uma elevada integridade estrutural e fornece, simultaneamente, cobertura de superfície.


Modulação da Resistência ao Escoamento do Humor Aquoso

Uma consequência mecânica direta da elevada viscosidade do material é a alteração física temporária da dinâmica dos fluidos intraoculares. A presença física do material impede mecanicamente a via normal de saída do fluido através da Rede Trabecular, resultando num aumento transitório da resistência ao escoamento. Este mecanismo é uma restrição física temporária na dinâmica de fluidos que persiste apenas durante o período da sua presença física no olho.

Informações sobre dosagem e administração

Como o DuoVisc é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O DuoVisc é um Dispositivo Viscocirúrgico Oftálmico (OVD) e a sua utilização é estritamente definida por um protocolo cirúrgico, em vez de um regime tradicional de dosagem de medicamentos. As orientações abaixo descrevem o método oficial de administração conforme especificado nos documentos regulamentares.


Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial
Via de Administração Instilação ou injeção intraocular na câmara anterior do olho, como auxílio cirúrgico.
Regime de Administração É utilizada uma quantidade suficiente de cada componente, determinada pelo critério do cirurgião e pelas necessidades do procedimento.
Requisitos de Preparação As seringas devem atingir a temperatura ambiente (aproximadamente 20–40 minutos) antes da utilização. Não deve ser congelado.
Frequência Aplicação única durante um procedimento cirúrgico oftálmico individual, como a extração de catarata.

Estrutura do Procedimento

O sistema DuoVisc, composto pelos componentes Viscoat (dispersivo) e ProVisc (coesivo), é aplicado sequencialmente para garantir tanto a proteção dos tecidos como a manutenção do espaço dentro do olho.

Primeiro, o Viscoat é normalmente instilado para revestir e proteger cuidadosamente o sensível endotélio corneano.

De seguida, o ProVisc é injetado para manter a profundidade da câmara anterior e proporcionar o espaço cirúrgico necessário. Pode ser utilizado ProVisc adicional para substituir qualquer material perdido durante a manipulação.

A remoção completa de todo o material OVD é oficialmente recomendada após a conclusão do procedimento cirúrgico.

Estas instruções definem o DuoVisc como um auxílio estéril de uso agudo que deve ser administrado e removido sob a supervisão de um especialista num ambiente cirúrgico.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o DuoVisc

Evidência para Utilização na Extração de Catarata e Implantação de Lente Intraocular

O DuoVisc foi avaliado em investigação que explorou a sua aplicação durante a cirurgia de catarata, especificamente nos casos em que a lente natural é removida e uma lente artificial (LIO) é implantada. A investigação nesta área examinou as alterações oculares a curto prazo. Os estudos focaram-se principalmente em Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (ECCA), que são estudos onde os grupos de comparação são criados de forma aleatória para permitir uma análise imparcial. Estes ensaios monitorizaram resultados como a integridade das células endoteliais corneanas — uma camada de células na parte posterior da córnea. As alterações na contagem ou na espessura destas células estiveram entre as medições reportadas.

Estes estudos centraram-se em episódios onde as alterações se tornam mais percetíveis, nomeadamente no período imediato após a cirurgia. A investigação explorou padrões de aumentos temporários da pressão ocular (PIO) observados nos estudos, bem como os resultados relacionados com as células endoteliais da córnea. Os ensaios incluíram doentes adultos e adultos mais velhos que, habitualmente, foram submetidos a cirurgias de catarata rotineiras e sem complicações. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos a alterações medidas na córnea pouco tempo após o procedimento.

Estudos Comparativos com Outros Dispositivos

A investigação também analisou de que forma o DuoVisc se comparava a outros produtos utilizados no olho durante a cirurgia, conhecidos como Dispositivos Viscocirúrgicos Oftálmicos (OVD). Foram realizados estudos para comparar o DuoVisc com OVD de agente único ou com diferentes combinações de dispositivos. Este tipo de investigação foi avaliado em contextos clínicos para verificar se os dados mostram padrões relacionados com a avaliação do espaço de trabalho cirúrgico e medições pós-operatórias da córnea. Os resultados foram divergentes entre os diferentes estudos, e as diferenças reportadas podem estar relacionadas com fatores como a técnica cirúrgica ou as características específicas dos grupos de doentes incluídos.

Estudos a Longo Prazo e Acompanhamento Alargado

Isto significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo no que diz respeito à saúde da córnea ou a potenciais alterações prolongadas na pressão ocular que possam ser observadas ao longo de vários anos. Os estudos existentes contribuem para o panorama geral da evidência ao fornecerem dados sobre a estabilidade a curto prazo, mas os resultados a longo prazo não se encontram bem caracterizados.

O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o DuoVisc

Uma limitação fundamental é o facto de as dimensões das amostras terem sido modestas em muitos dos ensaios comparativos, o que significa que a investigação apenas analisou um pequeno número de doentes. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos e a interpretação dos resultados baseia-se, por vezes, em relatos subjetivos do cirurgião que realiza a operação. Os estudos existentes fornecem uma visão limitada sobre as necessidades de doentes que não pertençam à população típica de baixo risco para cataratas. Isto significa que a investigação realça o âmbito atual dos dados — e o que ainda permanece incerto — sobre a utilização do DuoVisc.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o DuoVisc (FAQ)

P: O DuoVisc pode ser utilizado em qualquer outro tipo de cirurgia ocular?

De acordo com os documentos regulamentares, o DuoVisc está indicado para ser utilizado como meio auxiliar cirúrgico em procedimentos do segmento anterior, especificamente na extração de cataratas e na implantação de uma lente intraocular (LIO). As informações oficiais centram-se apenas nesta utilização documentada.


P: Qual é a diferença entre o DuoVisc e outros OVD (Dispositivos Viscocirúrgicos Oftálmicos)?

O DuoVisc é único por ser um sistema de dois componentes, ao contrário dos dispositivos viscocirúrgicos oftalmológicos (OVD) de agente único. Este sistema combina dois tipos de materiais distintos: um é mais coesivo, para manter o espaço cirúrgico, e o outro é mais dispersivo, para ajudar a proteger os tecidos oculares sensíveis, como o endotélio corneano.


P: Existe investigação sobre a utilização do DuoVisc em doentes pediátricos?

Os estudos sobre o dispositivo incluíram principalmente doentes adultos e adultos mais velhos, geralmente com 45 ou mais anos, submetidos a cirurgias de catarata convencionais. A evidência regulamentar existente reflete maioritariamente resultados em populações adultas, uma vez que este foi o foco dos estudos clínicos citados.


P: Doentes sensíveis a certas proteínas ou ingredientes podem utilizar o DuoVisc?

A rotulagem oficial indica que o DuoVisc não deve ser utilizado se a pessoa tiver alergias conhecidas ou hipersensibilidade a qualquer um dos seus componentes específicos. Estes componentes incluem o Hialuronato de Sódio e o Sulfato de Condroitina.


P: Porque é que a remoção completa do DuoVisc é importante segundo as diretrizes oficiais?

As diretrizes oficiais recomendam a remoção total do material viscoelástico ao concluir o procedimento cirúrgico. Isto deve-se ao risco potencial de qualquer resíduo deixado no olho causar um aumento temporário da pressão intraocular (PIO).


P: Os componentes do DuoVisc encontram-se naturalmente no corpo?

Sim, os componentes ativos, o Hialuronato de Sódio e o Sulfato de Condroitina, são descritos nos documentos oficiais como substâncias que se encontram naturalmente nos tecidos e cartilagens do corpo humano.


P: Existem contraindicações listadas para o DuoVisc?

A principal contraindicação listada nas informações de segurança oficiais é a existência de alergias conhecidas ou hipersensibilidade a qualquer componente do dispositivo DuoVisc.


P: Porque é que um cirurgião escolheria o DuoVisc em vez de um OVD monofásico?

A escolha relaciona-se com o design de dupla ação do material. O sistema é descrito como permitindo a utilização sequencial de dois materiais, que se destinam a fornecer tanto ações coesivas, como a manutenção de espaço, quanto ações dispersivas, como a proteção de tecidos.


P: O DuoVisc interage com a anestesia geral utilizada na cirurgia?

Os documentos regulamentares não contêm uma secção padrão de interações medicamentosas sistémicas, o que reflete a utilização local do produto. Não estão listadas no perfil oficial interações específicas com a anestesia geral ou local utilizada durante o procedimento.


P: O DuoVisc pode ser utilizado em caso de pressão ocular elevada pré-existente (glaucoma)?

Recomenda-se precaução na secção de avisos oficiais. A existência de pressão ocular elevada pré-existente, como no caso do glaucoma, é descrita nos avisos como um fator de risco para um aumento temporário da pressão intraocular (PIO) durante o período pós-operatório imediato.


P: Existem limites de idade específicos para quem pode receber o DuoVisc?

A rotulagem oficial não define um limite de idade máximo ou mínimo específico para a utilização. No entanto, a base de evidência clínica do dispositivo provém principalmente de populações de adultos e de adultos mais velhos.


P: De onde provém a informação oficial sobre o DuoVisc?

A informação oficial é publicada por organismos reguladores governamentais que supervisionam os dispositivos médicos, tal como as conclusões publicadas em documentação de aprovação regulamentar.


P: Porque é que as fontes oficiais afirmam que o DuoVisc deve ser usado com precaução em certos doentes?

São incluídos avisos e precauções na documentação oficial para abordar riscos específicos e documentados. Por exemplo, identifica-se o glaucoma pré-existente como um fator de risco para um pico temporário de pressão ocular após o procedimento.


P: Que tipo de perturbações visuais estão por vezes ligadas à utilização do DuoVisc?

A documentação oficial foca-se no potencial de eventos adversos, tais como aumentos temporários da pressão intraocular (PIO) ou inflamação. Os avisos centram-se em eventos clínicos que poderiam levar a alterações visuais.


P: Existem diferentes versões ou concentrações do DuoVisc?

O produto é fornecido como um sistema único composto por duas soluções viscoelásticas específicas, o VISCOAT e o PROVISC. Cada solução possui uma concentração definida e específica de ingredientes ativos.


P: A diabetes afeta a elegibilidade para receber o DuoVisc?

A diabetes não costuma estar listada como uma exclusão geral ou contraindicação nos documentos oficiais. No entanto, são recomendadas as precauções gerais que se aplicam a todos os procedimentos cirúrgicos do segmento anterior.


P: Existem materiais no DuoVisc que causem irritação habitualmente?

Foram reportadas reações inflamatórias pós-operatórias, tais como irite ou hipopíon (inflamação no interior do olho), associadas à utilização de viscoelásticos oftálmicos.


P: O DuoVisc é descrito como sendo utilizado apenas em ambiente de bloco operatório?

Sim, o dispositivo está classificado para uso intraocular e está indicado como meio auxiliar cirúrgico em procedimentos do segmento anterior. Esta via de administração requer que a sua utilização ocorra num ambiente cirúrgico controlado e estéril.


P: Que organismos oficiais regulam o uso e a segurança do DuoVisc?

A supervisão regulamentar da utilização e segurança do dispositivo é assegurada por organismos governamentais através de processos especializados de aprovação de dispositivos médicos.


P: Qual é a percentagem de doentes que sofre um aumento temporário da pressão intraocular após utilizar o DuoVisc?

A rotulagem oficial confirma que um aumento temporário da pressão intraocular (PIO) é um risco conhecido e um evento frequentemente documentado. Contudo, as informações regulamentares não costumam incluir uma percentagem definitiva única para todas as populações de doentes.


P: A utilização do DuoVisc é descrita como obrigatória na cirurgia de catarata?

O DuoVisc está oficialmente classificado como um meio auxiliar ou adjunto cirúrgico oftálmico para o procedimento. A documentação oficial não descreve a sua utilização como obrigatória para a cirurgia de catarata.

Como DuoVisc deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o DuoVisc®

O armazenamento e a eliminação do Sistema Viscoelástico DuoVisc (PROVISC® e VISCOAT®) devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares para dispositivos médicos, com o objetivo de manter a sua esterilidade e estabilidade.


Condições de Armazenamento Obrigatórias

Detalhe Requisito
Temperatura Conservar no frigorífico, entre 2°C e 8°C.
Proteção Deve ser protegido do congelamento e da luz.
Manuseamento Prévio O produto refrigerado deve atingir a temperatura ambiente (aproximadamente 20–40 minutos) antes de ser utilizado.

Eliminação e Manuseamento

Este sistema destina-se exclusivamente a uma utilização única. O produto só deve ser utilizado se o material se apresentar transparente e se o recipiente estiver intacto.

A eliminação de todos os materiais não utilizados ou contaminados deve seguir os procedimentos de eliminação segura aplicáveis, em conformidade com as leis e os regulamentos locais vigentes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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