Dumore

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dumore

O Dumore é um medicamento que contém a substância ativa duloxetina. Pertence a um grupo de fármacos conhecidos como inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (SNRI). Este medicamento atua aumentando os níveis de serotonina e norepinefrina no sistema nervoso, substâncias químicas que desempenham um papel crucial na regulação do humor e na modulação das vias da dor no organismo.

Este fármaco é indicado principalmente para o tratamento da perturbação depressiva major em adultos. Além das suas aplicações na saúde mental, o Dumore é também utilizado na gestão da dor neuropática periférica diabética, uma condição caracterizada por dor ardente, lancinante ou persistente causada por danos nos nervos em pacientes com diabetes.

Adicionalmente, o medicamento pode ser prescrito para o tratamento da perturbação de ansiedade generalizada, que se manifesta através de sentimentos crónicos de ansiedade e nervosismo. Em certos casos, é também utilizado para o controlo da dor muscular ou osteoarticular crónica, como a fibromialgia ou a dor lombar crónica, ajudando a melhorar a funcionalidade física e a qualidade de vida do paciente ao intervir na forma como o cérebro processa os sinais de dor.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dumore?

Perfil de Segurança e Reações Adversas

As informações oficiais de segurança da Duloxetina (Dumore) classificam os efeitos possíveis de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico ou órgão envolvido. O perfil de segurança identifica efeitos que variam de muito comuns a reações adversas raras e graves.

Reações Adversas Muito Comuns (ocorrem em mais de 1 em cada 10 doentes): envolvem tipicamente o sistema nervoso e o trato gastrointestinal, incluindo náuseas, dores de cabeça, secura de boca e sonolência. Reações Adversas Comuns (ocorrem em 1 a 10 em cada 100 doentes): incluem obstipação, tonturas, fadiga, diminuição do apetite e hiperidrose (aumento da transpiração).

Reações Adversas Graves

Os avisos regulamentares destacam riscos específicos e clinicamente significativos. Existe uma advertência de segurança rigorosa relativa a um aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas em crianças, adolescentes e jovens adultos (até aos 24 anos), particularmente quando a terapêutica é iniciada ou a dose é alterada. Outros riscos graves documentados incluem a hepatotoxicidade (lesão hepática grave, potencialmente fatal), a síndrome serotoninérgica (uma reação que pode colocar a vida em risco) e o risco de glaucoma de ângulo fechado.

Notas de Segurança Relativas a Populações e Exposição

As restrições de segurança desaconselham o uso deste medicamento em doentes com insuficiência renal grave ou doença hepática crónica. Adicionalmente, as informações oficiais referem que a interrupção abrupta pode levar a uma síndrome de descontinuação, com sintomas como tonturas, náuseas e dores de cabeça. O risco de hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue) também é assinalado, particularmente em adultos de idade avançada.

Esta informação estruturada define formalmente o panorama de segurança do medicamento, distinguindo os efeitos comuns dos riscos graves menos frequentes, e destacando restrições específicas baseadas no estado de saúde do doente e no momento da exposição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem e quando procurar ajuda para o Dumore é um tema estritamente definido pela documentação regulamentar oficial. As manifestações documentadas de exposição a uma sobredosagem aguda incluem efeitos no sistema nervoso central, tais como sonolência, tonturas, convulsões, síncope e coma. A taquicardia, os vómitos e a diarreia também estão listados como sinais clínicos.

A gravidade da sobredosagem é caracterizada pelo potencial de resultados que colocam a vida em risco. Estes resultados incluem o desenvolvimento da Síndrome Serotoninérgica, que está explicitamente documentada como uma complicação, bem como reações semelhantes à Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) e, em casos raros, insuficiência hepática. Foram relatados desfechos fatais, particularmente em casos que envolvem a ingestão conjunta com outras substâncias, incluindo álcool, em doses reportadas de 1000 mg ou superiores.

As autoridades regulamentares enfatizam que não se conhece um antídoto específico para o cloridrato de duloxetina. Por conseguinte, qualquer suspeita de sobredosagem exige que os indivíduos procurem imediatamente assistência médica de emergência. Os procedimentos de gestão detalhados na informação oficial de prescrição incluem o início de tratamento sintomático e de suporte, sendo necessária a observação clínica contínua, incluindo a monitorização dos sinais vitais e do ritmo cardíaco (ECG). Este enquadramento regulamentar define as ações críticas necessárias para gerir uma potencial toxicidade.

Usos terapêuticos de Dumore

O que o Dumore trata: principais utilizações e benefícios

O Dumore (Duloxetina) é um medicamento geralmente utilizado para proporcionar uma gestão de suporte em diversas áreas terapêuticas caracterizadas por sintomas persistentes. Estes sintomas interferem frequentemente com o funcionamento diário e criam um esforço fisiológico percetível. O medicamento é relevante para proporcionar alívio sintomático e pode auxiliar na gestão de manifestações crónicas e disruptivas.

Este fármaco é habitualmente utilizado para ajudar em condições que apresentam uma carga sintomática significativa, incluindo a Perturbação Depressiva Maior, a Perturbação de Ansiedade Generalizada, a Dor Neuropática Periférica Diabética e a Dor Musculoesquelética Crónica.

A sua aplicação é pertinente quando o paciente experiencia sintomas relacionados com o sofrimento emocional, como a tristeza persistente e a preocupação incontrolável, bem como desconforto físico, como sensações de ardor, pontadas ou dores generalizadas persistentes. Esta abordagem ajuda a atenuar a carga global dos sintomas, apoiando os pacientes durante episódios de maior desconforto.

O benefício oferecido é o alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, o que pode favorecer o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Abordagem de sintomas de dor crónica com limitação funcional O medicamento é considerado relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, particularmente em síndromes de dor persistente onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente. Isto ajuda a manter uma sensação de estabilidade nos períodos em que os sintomas são mais visíveis.

Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade para o Dumore é determinado pela documentação regulamentar governamental oficial, que especifica tanto as populações de doentes para as quais o uso é permitido como aquelas para as quais o uso é estritamente excluído ou restrito.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Regra (Base Regulamentar Oficial)
Populações para as quais o uso é permitido Adultos (com 18 anos ou mais) que cumpram todos os critérios para a(s) indicação(ões) oficialmente aprovada(s).
Populações para as quais o uso é contraindicado Indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer excipiente do produto; doentes com Insuficiência Hepática Grave documentada (por exemplo, Classe C de Child-Pugh), uma vez que esta condição apresenta um risco inaceitável.
Populações para as quais o uso é restrito Doentes com Insuficiência Renal Moderada (por exemplo, depuração da creatinina < 50 mL/min) estão sujeitos a ajustes posológicos oficiais específicos e a uma monitorização reforçada.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade O uso pediátrico (doentes com menos de 18 anos de idade) não está estabelecido devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia nesta população.
Estado de Gravidez/Lactação O uso não é recomendado durante a gravidez ou lactação devido a dados oficiais que indicam a excreção no leite humano ou evidências de potencial risco fetal.

Resumo da Elegibilidade Oficial

Os documentos regulamentares oficiais determinam que apenas os doentes que se enquadram nos critérios restritos da indicação aprovada e que não apresentam Contraindicações listadas podem utilizar o medicamento. O perfil proíbe estritamente o uso com base em estados clínicos pré-existentes, tais como certos graus de compromisso de órgãos, onde o organismo regulador considerou que os riscos superam claramente quaisquer benefícios potenciais, definindo assim quem está oficialmente excluído do tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Combinações Contraindicadas e Intervalos Temporais

A administração conjunta de Dumore com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) é formalmente proibida devido ao risco grave de Síndrome Serotoninérgica. Deve decorrer um intervalo obrigatório de, pelo menos, 14 dias entre a interrupção de um IMAO e o início do Dumore, e vice-versa. As informações oficiais do produto também classificam como contraindicada a administração conjunta com outras substâncias que apresentem propriedades semelhantes aos IMAO, especificamente a Linezolida e o Azul de Metileno por via intravenosa. Além disso, a combinação com inibidores potentes da enzima CYP1A2, incluindo a fluvoxamina, ciprofloxacina e enoxacina, deve ser evitada, uma vez que aumenta significativamente a exposição sistémica ao fármaco.

Perfil de Interação Metabólica

A duloxetina é metabolizada pelos sistemas enzimáticos hepáticos CYP1A2 e CYP2D6. A documentação oficial descreve que a inibição potente da CYP1A2 por agentes como a fluvoxamina resulta num aumento de até seis vezes na concentração plasmática máxima (Cmax) e na área sob a curva (AUC) do fármaco, o que constitui a base para a restrição. O Dumore é classificado como um inibidor moderado da CYP2D6, uma limitação farmacocinética que pode exigir a consideração da dose em medicamentos administrados em simultâneo que sejam substratos dessa enzima.

Limitações Farmacodinâmicas e de Eliminação

Os documentos regulamentares identificam efeitos farmacodinâmicos aditivos ao combinar o Dumore com outros agentes serotoninérgicos (por exemplo, triptanos, tramadol) e com agentes que interferem com a hemostase (por exemplo, AINEs, anticoagulantes), devido ao potencial risco acrescido de Síndrome Serotoninérgica ou episódios de hemorragia anormal, respetivamente. O uso deve ser evitado em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min) ou insuficiência hepática, dado que a eliminação é reduzida nestas populações, aumentando a exposição. O consumo substancial de álcool é também uma limitação documentada devido ao risco acrescido de hepatotoxicidade.

Mecanismo de ação

Inibição Dupla da Recaptação de Neurotransmissores

O Dumore atua como um inibidor duplo do Transportador de Serotonina (SERT) e do Transportador de Norepinefrina (NET) no sistema nervoso central (SNC). Esta interação molecular bloqueia a recaptação destes neurotransmissores a partir da fenda sináptica, resultando em concentrações sinápticas elevadas e sustentadas que modulam os circuitos neuronais.


Modulação da Via Inibitória Descendente

O aumento resultante da serotonina e da norepinefrina nas sinapses reforça a atividade da via inibitória descendente, um sistema funcional que se projeta do cérebro para a medula espinal. Esta via influencia a transmissão e o processamento de estímulos nociceptivos no sistema nervoso central.


Apoio à Função Estrutural dos Nervos Periféricos

O fármaco contém também um co-fator (Metilcobalamina) que contribui para as vias metabólicas necessárias para a síntese e manutenção da bainha de mielina em redor das fibras nervosas periféricas. Esta ação apoia a manutenção da integridade da transmissão dos sinais nervosos e contribui para a função metabólica da estrutura nervosa periférica.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito da Administração

Propriedade Instruções Oficiais de Rotulagem
Via de administração Apenas para administração por via oral.
Esquema posológico O regime envolve uma dose inicial (por exemplo, 30 mg) durante um curto período, transitando para uma dose de manutenção padrão de 60 mg. A ingestão diária máxima recomendada pode ser de 120 mg/dia para certas condições (Perturbação Depressiva Maior/Perturbação de Ansiedade Generalizada) ou limitada a 60 mg/dia para síndromes de dor crónica.
Momento em relação às refeições Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Regras de administração por grupo etário O uso é restrito em doentes com insuficiência renal ou hepática grave. Estão definidos esquemas posológicos pediátricos específicos para utilizações aprovadas, como a Perturbação de Ansiedade Generalizada.
Regras para doses esquecidas Se uma dose for esquecida, deve ser tomada o mais brevemente possível; no entanto, deve ser saltada se estiver próxima da hora da dose seguinte. Não tome duas doses ao mesmo tempo.
Condições procedimentais especiais A cápsula de libertação retardada deve ser engolida inteira e não deve ser mastigada, esmagada ou aberta. A cessação do tratamento requer uma redução gradual da dose ao longo de, pelo menos, uma a duas semanas.

Classificações das Instruções

Classificação Princípio
Tipo de método de administração Oral
Padrão de frequência Uma vez por dia (dose de manutenção).

Estrutura do Procedimento Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Iniciar a terapêutica com a dose inicial oficialmente especificada durante a duração definida.
  • Manter a dose prescrita numa frequência de uma vez por dia, tomada independentemente das refeições.
  • Engolir a cápsula inteira para manter a integridade da formulação de libertação retardada.
  • Ao concluir a terapêutica, realizar um esquema de redução gradual, diminuindo a dose progressivamente ao longo do período de tempo especificado.

Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

As instruções oficiais estabelecem um protocolo estruturado centrado na administração oral de uma cápsula íntegra de libertação retardada. Esta estrutura exige um período de titulação específico de uma dose inicial até um nível de manutenção de toma única diária, garantindo a entrega consistente da substância ativa. O protocolo é completado pelo requisito obrigatório de descontinuação gradual para concluir devidamente o tratamento, conforme delineado pelas autoridades regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Dumore

Esta secção apresenta uma visão descritiva da evidência científica que foi avaliada para o Dumore (Duloxetina), centrando-se no desenho dos estudos, nos tipos de experiências dos doentes que foram medidas e nas áreas onde a investigação ainda é considerada limitada ou está em curso. Esta evidência descreve padrões gerais observados em grupos de doentes e não constitui uma previsão de resultados individuais.


Evidência na Perturbação Depressiva Major (PDM)

A base de evidência para a PDM assenta principalmente em ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECA) de curto prazo. Os investigadores monitorizaram resultados relacionados com alterações nas pontuações de escalas de sintomas depressivos e medidas de estado funcional ao longo de períodos de observação que, habitualmente, se estenderam até às dezasseis semanas. A investigação descreve padrões observados nos estudos, relatando como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e contribuiu para a compreensão dos padrões de sintomas relativos ao desconforto físico associado. Os dados agregados descrevem frequentemente padrões relacionados com uma magnitude de mudança medida que a literatura científica caracteriza, por vezes, como pequena. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que diz respeito à durabilidade sustentada das alterações para além de um ano.


Evidência na Dor Neuropática Diabética Periférica (DNDP)

Relativamente à Dor Neuropática Diabética Periférica, a investigação fundamenta-se em múltiplos ensaios de curto prazo controlados por placebo. Estes estudos examinaram principalmente resultados relatados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado, medindo alterações nas pontuações médias diárias de dor ao longo de cerca de doze semanas. Os dados mostram padrões relacionados com a administração da dose, tendo sido observado em alguns estudos que a administração de níveis de dose mais elevados não apresentou associação com desfechos de dor primários diferentes em comparação com uma dose padrão. A investigação foca-se essencialmente na redução das escalas de dor a curto prazo, sendo limitados os estudos focados em alterações subjacentes à condição clínica.


Lacunas na Investigação e Incertezas

A investigação tem explorado o medicamento para algumas indicações em populações de adultos de idade avançada. A investigação que explora resultados a longo prazo para grupos de crianças e adolescentes permanece limitada. É uma limitação padrão da investigação que os ensaios clínicos aleatorizados nucleares tenham geralmente excluído indivíduos com condições médicas complexas e instáveis. Por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e existe pouca informação disponível para certos grupos, tais como aqueles com compromisso orgânico grave. Verifica-se uma falta de evidência comparativa proveniente de ensaios comparativos diretos ("head-to-head") contra todos os outros tratamentos ativos para todas as indicações.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dumore (FAQ)

P: Quanto tempo dura o período da dose inicial antes da passagem para a dose de manutenção?

R: As informações oficiais do produto descrevem frequentemente um período inicial de dose de introdução de uma semana antes da transição para a dose de manutenção padrão. Para certas condições e populações específicas de doentes, tais como adultos de idade avançada ou crianças, o período da dose inicial pode, no entanto, ser definido como duas semanas.

P: Quais são os efeitos secundários comunicados com maior frequência?

R: Os documentos regulamentares referem que as reações adversas muito comuns (que ocorrem em mais de 1 em cada 10 doentes) incluem náuseas, secura de boca, dores de cabeça e sonolência. As reações adversas comuns (que ocorrem em 1 a 10 em cada 100 doentes) incluem aumento da transpiração, obstipação, tonturas, fadiga e diminuição do apetite.

P: Posso tomar este medicamento se também estiver a tomar um inibidor potente da CYP1A2?

R: As informações oficiais aconselham que a administração conjunta com inibidores potentes da CYP1A2, tais como a fluvoxamina, ciprofloxacina ou enoxacina, deve ser geralmente evitada. Isto deve-se ao facto de estas combinações poderem levar a uma concentração mais elevada de Dumore no organismo, o que pode aumentar o risco de reações adversas.

P: Para que condições ou diagnósticos específicos está o Dumore aprovado?

R: O fármaco está oficialmente aprovado pelas autoridades regulamentares para o tratamento de várias condições. Estas incluem a Perturbação Depressiva Major (PDM), a Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG), a Dor Neuropática Diabética Periférica (DNDP), a fibromialgia e a dor musculoesquelética crónica.

P: Quanto tempo demora o Dumore a começar a atuar nos meus sintomas?

R: Os padrões observados em estudos clínicos indicam que foram comunicadas algumas alterações iniciais nos sintomas, como no sono ou nos níveis de energia, num período de 1 a 2 semanas. No entanto, o efeito terapêutico total observado pode exigir 1 a 4 semanas ou mais de utilização consistente.

P: Este medicamento é classificado como viciante ou causador de dependência?

R: Este medicamento não está classificado como uma substância controlada pelas agências regulamentares. Embora não seja considerado viciante, as informações oficiais referem que interromper a medicação subitamente pode levar a uma síndrome de descontinuação. Esta condição pode incluir sintomas como tonturas, náuseas e dores de cabeça.

P: Qual é o intervalo de tempo necessário se houver uma mudança de um IMAO para o Dumore?

R: Os documentos regulamentares estabelecem um período de separação obrigatório na transição entre este fármaco e um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO). Deve decorrer um mínimo de 14 dias entre a interrupção de um IMAO e o início do Dumore para ajudar a reduzir o risco de uma reação potencialmente grave chamada Síndrome Serotoninérgica.

P: Existem alimentos ou bebidas desaconselhados durante a toma deste medicamento?

R: Os avisos oficiais referem que o uso deste medicamento é desaconselhado em doentes que consumam quantidades substanciais de álcool. Isto deve-se a um risco acrescido de lesão hepática grave, ou hepatotoxicidade, associado a esta combinação.

P: Qual é a diferença entre este medicamento e um SSRI típico?

R: O Dumore é classificado como um Inibidor da Reabsorção de Serotonina e Norepinefrina (SNRI) porque o seu mecanismo de ação envolve o aumento da atividade de dois neurotransmissores: Serotonina e Norepinefrina. Em contraste, um Inibidor Seletivo da Reabsorção da Serotonina (SSRI) típico foca-se principalmente no aumento da atividade de apenas um neurotransmissor, a Serotonina.

Como Dumore deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

Os documentos regulamentares oficiais exigem que o Dumore (Cápsulas de Libertação Retardada de Duloxetina) seja conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório manter o medicamento no seu recipiente original, bem fechado, e protegido da humidade excessiva. O produto nunca deve ser refrigerado ou congelado, uma vez que tal pode comprometer a formulação especializada de libertação retardada. Por segurança, o medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

O Dumore não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado na sanita nem despejado num ralo. O método oficial de eliminação consiste na utilização de um programa seguro de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha nas farmácias) ou no seguimento do procedimento aprovado para o lixo doméstico. Este procedimento requer a mistura das cápsulas com uma substância indesejável, como borras de café ou terra, selando a mistura num saco e eliminando-o com o lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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