Duasma

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Duasma

O Duasma é um medicamento concebido para ajudar a gerir e controlar problemas respiratórios crónicos, especificamente a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Pertence a uma classe de fármacos que atuam para facilitar a respiração, visando as causas subjacentes ao estreitamento das vias respiratórias.

Este medicamento combina habitualmente dois tipos de componentes ativos. O primeiro componente é um corticosteróide, que atua na redução da inflamação e do inchaço nas passagens de ar dos pulmões. O segundo componente é um broncodilatador de longa duração, que ajuda a relaxar os músculos em redor das vias respiratórias, mantendo-as abertas durante um período prolongado.

O objetivo principal do Duasma é o tratamento de manutenção a longo prazo. Não se destina a ser utilizado como um inalador de alívio rápido para crises agudas de falta de ar. Em vez disso, a utilização regular ajuda a prevenir o aparecimento de sintomas como a pieira, a tosse e a dificuldade respiratória, permitindo que os doentes mantenham uma melhor função pulmonar e qualidade de vida no quotidiano.

Quais efeitos secundários são possíveis com Duasma?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

A documentação oficial de segurança do Duasma (Budesonida, inalada) classifica as reações adversas com base na sua frequência observada e no sistema corporal específico afetado, de acordo com as normas regulamentares.


Categorias Oficiais de Reações Adversas

Os efeitos adversos são agrupados em categorias de frequência padrão definidas pelas agências reguladoras:

  • Reações Comuns (≥ 1/100 a < 1/10): Tipicamente efeitos localizados, tais como Candidíase Orofaríngea (aftas), Rouquidão (disfonia), Irritação da Garganta e Tosse. As reações sistémicas listadas como comuns incluem Cefaleia e Náuseas.
  • Reações Pouco Comuns (≥ 1/1.000 a < 1/100): Os efeitos documentados incluem o aparecimento de Nódoas Negras (equimoses), Eczema, Depressão e Ansiedade.
  • Reações Raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000): Riscos a longo prazo, tais como Cataratas, Glaucoma e o Atraso no Crescimento em crianças e adolescentes, estão oficialmente classificados como raros.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Os rótulos regulamentares documentam reações graves específicas e limitações de segurança:

  • Riscos Graves: A informação do produto inclui o potencial para Efeitos Sistémicos dos Corticosteróides (por exemplo, Supressão Adrenal), associados principalmente ao uso prolongado de doses elevadas. Reações de Hipersensibilidade imediatas e tardias, bem como o Broncoespasmo Paradoxal (agravamento agudo da respiração imediatamente após a utilização), são também preocupações documentadas.
  • Notas de Segurança Populacional: As declarações oficiais incluem o risco de atraso no crescimento na população pediátrica com terapia de longo prazo e a necessidade de observação em indivíduos com insuficiência hepática, devido ao potencial aumento da exposição sistémica.
  • Restrição Regulamentar: O Duasma não está indicado para o alívio do broncoespasmo agudo ou do estado de mal asmático, e a hipersensibilidade conhecida à substância ativa constitui uma contraindicação formal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Duasma e quando procurar ajuda

O perfil oficialmente documentado para a sobredosagem com Duasma foca-se principalmente nos efeitos sistémicos resultantes de uma utilização prolongada ou excessiva, em vez de uma toxicidade aguda de ocorrência única.

Propriedade Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações de sobredosagem documentadas Sinais clínicos consistentes com Hipercorticismo ou características Cushingoides, resultantes de uma exposição prolongada ou excessiva.
Sistemas fisiológicos afetados O Eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA) é afetado, podendo levar à supressão adrenal.
Fatores relacionados com a dose ou exposição O risco de sobredosagem está associado principalmente à utilização de doses excessivas ou à administração prolongada.
Notas de sobredosagem para populações específicas Doentes com compromisso hepático moderado a grave e doentes pediátricos apresentam um risco aumentado de efeitos sistémicos oficialmente registado.
Declarações de resposta de emergência A sobredosagem aguda requer procedimentos imediatos, tais como lavagem gástrica ou emese.
Quando é necessária ajuda médica imediata Deve procurar-se assistência médica imediata em caso de sobredosagem aguda.

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

  • A Supressão do Eixo Adrenal é um risco sério e documentado, associado à utilização prolongada de doses elevadas.
  • A gestão da sobredosagem aguda inclui a procura de assistência médica imediata e envolve procedimentos seguidos de terapia sintomática e de suporte.
  • O perfil regulamentar confirma que não existe um antídoto específico disponível.
  • Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de efeitos sistémicos de corticosteroides, sendo que aqueles com compromisso hepático são identificados como tendo um risco oficialmente aumentado destes resultados adversos.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem de Duasma essencialmente através do risco de excesso de glucocorticoides sistémicos. Isto é evidenciado pela supressão do eixo HPA e pelo hipercorticismo resultante da utilização crónica de doses elevadas. A sobredosagem aguda requer que seja procurada assistência médica imediata para iniciar as medidas processuais oficiais e os cuidados gerais de suporte e sintomáticos, devido à ausência de um antídoto específico documentado.

Usos terapêuticos de Duasma

O Duasma é habitualmente utilizado como uma terapia de controlo diário para a gestão a longo prazo de doenças respiratórias crónicas, incluindo principalmente a asma brônquica e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Atua como um suporte profilático, auxiliando os pacientes a lidar com os sintomas centrais da asma e apoiando a estabilidade clínica ao longo das várias fases da doença.

Esta terapia é aplicada no tratamento dos sintomas persistentes causados pela irritação crónica das vias respiratórias, tais como a pieira, a sensação de aperto no peito e a tosse crónica. A sua função preventiva ajuda na gestão da probabilidade e da intensidade de episódios sintomáticos recorrentes, o que contribui para aliviar a carga total de sintomas e apoia o bem-estar geral quando ocorrem manifestações que interferem com o funcionamento diário.

“Esta terapia é relevante em contextos clínicos onde é necessário um suporte sintomático de longo prazo para manter a estabilidade funcional.”


Facto Rápido: Alívio da Inflamação Crónica

O Duasma é considerado relevante para pacientes com formas persistentes de asma e problemas pulmonares crónicos. Desempenha um papel na gestão dos estados inflamatórios ou irritativos subjacentes para auxiliar na abordagem de sintomas associados a alterações agudas ou episódicas.

Critérios de utilização e restrições

O Duasma (budesonida) é um medicamento de controlo disponível apenas mediante receita médica. A elegibilidade para a sua utilização é definida por diretrizes regulamentares oficiais relativas à idade, ao estado clínico agudo e a condições de saúde subjacentes.


Contraindicações e Inelegibilidade

O Duasma está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com:

  • Hipersensibilidade ou alergia conhecida à budesonida ou a qualquer componente da formulação específica.
  • Broncoespasmo agudo, estado de mal asmático (status asthmaticus) ou outros episódios agudos de asma. O Duasma destina-se à terapia de manutenção e não ao alívio de emergência.

Elegibilidade por Faixa Etária

O grupo etário aprovado para utilização depende da formulação específica do produto:

  • Suspensão para Inalação (Forma Nebulizada): Indicada para crianças dos 12 meses aos 8 anos de idade.
  • Pó Inalatório (Forma DPI): Indicado para doentes com 6 ou mais anos de idade, incluindo adolescentes e adultos.

A utilização não está estabelecida em crianças com menos de 12 meses para a suspensão ou com menos de 6 anos para a forma em pó.


Restrições e Utilização Condicional

O compromisso hepático grave (Classe C de Child-Pugh) é uma restrição e a utilização não é recomendada devido ao aumento esperado na exposição sistémica. Doentes com tuberculose existente, infeções sistémicas não tratadas (fúngicas, bacterianas ou virais) ou herpes simplex ocular devem utilizar o medicamento com precaução. A utilização durante a gravidez e a lactação é condicional e apenas permitida se o médico prescritor determinar que os benefícios potenciais superam claramente quaisquer riscos potenciais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Duasma, uma combinação de budesonida (um corticosteróide inalado) e formoterol (um agonista beta2 de longa duração), acarreta riscos de interação específicos relacionados com ambos os componentes ativos. Os pacientes devem informar o seu profissional de saúde sobre todos os outros medicamentos, incluindo produtos de venda livre e suplementos.

  • Inibidores Potentes do CYP3A4: Prevê-se que a utilização concomitante com inibidores fortes da enzima Citocromo P450 3A4 (tais como o cetoconazol, ritonavir ou atazanavir) aumente significativamente a exposição sistémica à budesonida. Esta interação farmacocinética pode levar a potenciais efeitos sistémicos dos corticosteróides, incluindo a supressão adrenal. Esta combinação deve ser utilizada com precaução e os pacientes devem ser monitorizados quanto a sinais de aumento da exposição a corticosteróides.

  • Agentes Bloqueadores Beta-Adrenérgicos (Beta-bloqueadores): Estes medicamentos podem opor-se ao efeito do componente formoterol, bloqueando potencialmente a sua ação broncodilatadora e causando broncoespasmo grave em pacientes com asma. Se a coadministração for necessária, devem ser considerados com precaução os beta-bloqueadores cardiosseletivos.

  • Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) e Antidepressivos Tricíclicos (ATC): A utilização destes medicamentos com o Duasma deve ser abordada com extrema precaução. Estes podem potenciar os efeitos cardiovasculares do formoterol, aumentando o risco de eventos adversos, tais como a elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial.

  • Diuréticos: Diuréticos não poupadores de potássio (por exemplo, diuréticos da ansa ou tiazídicos), derivados da xantina e outros esteróides podem potenciar o efeito hipocalémico (baixo nível de potássio) associado a beta-agonistas como o formoterol. A utilização concomitante requer precaução e monitorização de hipocalémia e/ou alterações no eletrocardiograma (ECG).

  • Outros Agonistas Beta2 de Longa Duração: Não utilize o Duasma em combinação com outros medicamentos que contenham um Agonista Beta2 de Longa Duração (LABA) sob qualquer circunstância, pois isto aumenta o risco de sobredosagem relacionada com LABA e de efeitos adversos graves.

Mecanismo de ação

O Duasma é um produto de combinação cujo mecanismo envolve dois agentes distintos que atuam em alvos biológicos separados. O componente corticosteróide é um agonista do recetor de glucocorticóides (RG). Este liga-se com elevada afinidade ao RG citoplasmático em células-alvo, tais como as que se encontram nas vias aéreas pulmonares. Este complexo fármaco-recetor desloca-se para o núcleo, onde modula a transcrição genética. Atua através da transativação, aumentando a expressão de proteínas anti-inflamatórias como a lipocortina-1 (que inibe a fosfolipase A2), e através da transrepressão, suprimindo a atividade de fatores de transcrição pró-inflamatórios, incluindo o Fator Nuclear-kappa B (NF-κB). Isto leva a uma síntese reduzida de mediadores pró-inflamatórios, tais como citocinas, quimiocinas e eicosanóides, resultando num ambiente molecular que modula as respostas dos tecidos locais.

O segundo componente é um agonista dos recetores beta-2 adrenérgicos de longa duração. Este interage com o recetor beta-2 acoplado à proteína G na superfície das células musculares lisas das vias respiratórias, ativando a enzima adenilil ciclase. Esta ativação catalisa a conversão de ATP em AMP cíclico (cAMP), aumentando a concentração intracelular de cAMP. O nível elevado de cAMP ativa subsequentemente a Proteína Quinase A (PKA), que inicia uma cascata de fosforilação. Esta cascata leva, em última análise, ao relaxamento das fibras musculares lisas, causando broncodilatação e um consequente aumento da condutância das vias aéreas.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Duasma é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Duasma, enquanto monoterapia com corticosteróides inalados, destina-se exclusivamente ao tratamento de manutenção a longo prazo e deve ser administrado de acordo com os protocolos regulamentares definidos pelas autoridades de saúde. A via de administração aprovada é a inalação oral, utilizando principalmente um inalador de pó seco (DPI) ou uma suspensão administrada através de um nebulizador.

O regime de tratamento padrão requer que o medicamento seja tomado duas vezes ao dia. Para pacientes que atingem um controlo estável, as orientações oficiais indicam que a dose deve ser subsequentemente titulada progressivamente para baixo até à quantidade mínima necessária para a manutenção contínua. Um esquema de uma toma diária pode ser considerado para pacientes com sintomas bem controlados, sendo geralmente efetuada à noite.


Requisitos de Procedimento e Populações

Detalhe da Administração Requisito Oficial
Tipo de Nebulizador Apenas um nebulizador a jato ligado a um compressor de ar está aprovado para a forma em suspensão; não devem ser utilizados nebulizadores ultrassónicos.
Uso Pediátrico A suspensão para inalação está indicada para crianças entre os 12 meses e os 8 anos de idade, com doses específicas escalonadas com base na terapia anterior do paciente.
Protocolo Pós-Utilização Lavar a boca com água e cuspir o líquido do enxaguamento (não engolir) é um passo obrigatório após cada administração.

O uso adequado do medicamento exige a adesão a estas condições, incluindo as restrições do dispositivo e o protocolo de higiene pós-inalação. Além disso, ao transferir um paciente de corticosteróides orais sistémicos, a dose inalada é iniciada enquanto o corticosteróide oral é reduzido gradualmente durante um período de tempo definido.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Duasma (Budesonida Inalatória)

A base de investigação do Duasma como tratamento diário é sustentada maioritariamente por inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas abrangentes, que realizaram estudos durante períodos que variam, geralmente, entre vários meses e um ano. Esta investigação foi aplicada em estudos que analisaram as experiências relatadas pelos doentes com asma persistente, uma patologia caracterizada por limitações funcionais e por condições que apresentam ciclos de estabilidade e de exacerbações (crises).

A investigação analisou a forma como os resultados relacionados com o funcionamento diário ou o nível de atividade foram monitorizados através de alterações em medições objetivas da função pulmonar, tais como a quantidade de ar que uma pessoa consegue expelir com força num segundo (VEMS1) e o Pico de Fluxo Expiratório (PFE). Os estudos também monitorizaram a frequência de alterações episódicas ou agudas, focando-se especificamente no número de vezes que os doentes sofreram uma exacerbação de asma suficientemente grave para exigir corticosteroides orais ou cuidados de emergência. Os estudos monitorizaram as alterações no VEMS1 em relação aos valores de referência nas populações observadas, e os resultados descrevem os padrões observados na investigação.

Investigação sobre o Controlo de Exacerbações Agudas de Asma

O Duasma também foi estudado para utilização durante períodos de aumento da atividade dos sintomas. Os ensaios analisaram resultados que captam fases de maior atividade sintomática, focando-se em verificar se a adição de Duasma estava associada a diferenças nas taxas finais de internamento hospitalar ou na necessidade de tratamento de suporte máximo por parte do doente. Os resultados foram mistos em diferentes estudos; alguns ensaios descreveram a alteração nos resultados medidos, com certos padrões observados em alguns estudos em crianças, mas outros ensaios comunicaram resultados variáveis quando o Duasma foi adicionado ao tratamento padrão para adultos.

Lacunas na Investigação e Incertezas

O papel da budesonida em monoterapia na manutenção a longo prazo da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) estável permanece incerto, uma vez que a maior parte da investigação atual apoia a sua utilização apenas em produtos de associação (combinados). Carece de evidência comparativa a utilização da monoterapia versus a terapia combinada na DPOC estável. Adicionalmente, os dados a longo prazo para resultados como a saúde óssea ou a visão, ao longo de uma vida inteira de utilização, ainda estão a emergir.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Duasma (FAQ)


P: Qual é a rapidez com que deverei sentir os efeitos do Duasma após iniciar o tratamento?

R: O Duasma é prescrito como um medicamento de manutenção para controlo a longo prazo e não para alívio imediato. De acordo com as informações oficiais do produto, o componente formoterol pode iniciar o efeito de broncodilatação (abertura das vias respiratórias) rapidamente, geralmente em poucos minutos. Os efeitos anti-inflamatórios do componente budesonida são tipicamente observados após uma utilização consistente a longo prazo.


P: É normal sentir algum tremor ou nervosismo ao tomar Duasma?

R: Podem ocorrer sensações de tremor ou nervosismo. Os documentos regulamentares indicam que o componente beta-agonista do Duasma (formoterol) pode causar comummente tremor. Outros efeitos no sistema nervoso, como ansiedade ou nervosismo, também foram relatados na experiência clínica.


P: Posso utilizar uma câmara de expansão (espaçador) com o meu inalador Duasma?

R: Para a formulação em aerossol (inalador pressurizado de dose medida ou MDI) do Duasma, as informações oficiais do produto permitem a utilização de um dispositivo espaçador. Um espaçador é frequentemente utilizado para facilitar a administração do medicamento e pode ajudar a mitigar o risco de desenvolver candidíase oral ("sapinhos").


P: Quais são os sinais de que o Duasma está realmente a funcionar para a minha condição?

R: Os estudos regulamentares monitorizaram a eficácia através da medição da melhoria da função pulmonar e da redução de exacerbações graves que exigiram cuidados de emergência. Alterações nos sintomas pessoais ou na utilização de inaladores de alívio deve ser discutida com um profissional de saúde. Um aumento significativo na necessidade de um inalador de alívio de curta ação é, frequentemente, um indício de que é necessária uma avaliação médica.


P: O Duasma pode ser utilizado durante a gravidez ou a amamentação?

R: O uso de Duasma durante a gravidez ou a amamentação é condicional. De acordo com a rotulagem regulamentar, só é permitido se o médico prescritor determinar que o benefício esperado para a mãe supera claramente qualquer risco potencial para a criança.


P: O uso de Duasma afetará o meu sistema imunitário?

R: Sim, os corticosteroides inalados podem ter um efeito no sistema imunitário. O componente corticosteroide do Duasma pode causar imunossupressão. Doentes com infeções sistémicas existentes ou não tratadas devem ser monitorizados cuidadosamente.


P: O Duasma apresenta um risco conhecido de alterações na densidade óssea com o uso a longo prazo?

R: O uso prolongado de qualquer corticosteroide inalado por via oral pode estar associado a uma diminuição da densidade mineral óssea (DMO). Os avisos regulamentares aconselham que doentes com preocupações sobre a densidade óssea ou com fatores de risco devem discutir estes efeitos potenciais com o seu profissional de saúde.


P: Qual é a diferença entre as formas de pó e spray deste tipo de medicamento?

R: As informações oficiais do produto listam o Duasma como estando disponível em múltiplas formas, incluindo um inalador de pó seco (DPI) e um inalador pressurizado de dose medida (MDI) em aerossol. A diferença reside no dispositivo de administração e nos grupos etários específicos aprovados para cada formulação. Todas as formas são concebidas para administrar o medicamento diretamente nos pulmões.


P: O Duasma é seguro para uso diário a longo prazo?

R: O Duasma é especificamente indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo. No entanto, a documentação oficial de segurança alerta que o uso prolongado, especialmente em doses elevadas, acarreta um risco potencial grave de supressão adrenal (afetando as glândulas adrenais). Os potenciais riscos sistémicos associados ao uso contínuo necessitam de monitorização médica regular.


P: Quais são os efeitos secundários mais comummente relatados ao tomar Duasma?

R: Com base na revisão regulamentar dos dados de ensaios clínicos, os efeitos secundários mais comummente relatados, que ocorreram em 3% ou mais dos doentes, incluem infeção do trato respiratório superior, cefaleias (dores de cabeça), nasofaringite (constipação comum) e dor faringolaríngea (dor de garganta).


P: O que acontece se eu esquecer acidentalmente uma dose de Duasma?

R: As informações oficiais para o doente indicam que uma dose esquecida deve ser gerida retomando o esquema regular para a dose seguinte. Instruções para ações específicas, como se deve ou não tomar uma dose esquecida, fazem parte das instruções detalhadas de administração fornecidas pelo seu farmacêutico ou médico prescritor.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante a utilização do Duasma?

R: As informações oficiais sobre interações medicamentosas aconselham que o sumo de toranja demonstrou aumentar a absorção de budesonida, embora este efeito seja menos significativo com a utilização inalada. Além disso, devido ao componente formoterol, o consumo excessivo de alimentos e bebidas que contenham cafeína deve ser feito com precaução, pois pode potenciar os efeitos do beta-agonista.


P: Quanto tempo dura normalmente o efeito de uma única dose de Duasma?

R: Estudos clínicos que apoiam a aprovação regulamentar indicam que o efeito de broncodilatação do componente formoterol é mantido por pelo menos 12 horas. Esta duração sustenta o esquema posológico padrão de duas vezes ao dia (a cada 12 horas) prescrito para o medicamento.


P: O Duasma causa aumento de peso ou alterações no apetite?

R: A documentação oficial de reações adversas lista o aumento de peso como um efeito secundário pouco frequente (ocorrendo em menos de 1 em cada 100 pessoas). A perda de apetite também foi relatada como um efeito secundário menos comum nalguns estudos.


P: O uso de Duasma pode afetar o meu sono?

R: Sim, alguns doentes podem experienciar distúrbios do sono. As informações regulamentares referem que o componente formoterol pode estar associado a efeitos secundários como distúrbios do sono e dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir. O uso do fármaco também pode causar nervosismo, o que pode afetar o sono.


P: O Duasma pode ser tomado com suplementos à base de ervas, como a Erva de S. João?

R: Os documentos regulamentares oficiais alertam que o Duasma interage com inibidores potentes do CYP3A4. Os doentes devem garantir que o seu profissional de saúde tem conhecimento de todos os suplementos, incluindo a Erva de S. João, pois estes podem afetar a enzima que metaboliza o Duasma, aumentando potencialmente a exposição sistémica ao componente budesonida.


P: O que devo fazer se os meus sintomas piorarem após iniciar o Duasma?

R: Um agravamento dos sintomas, ou um aumento da frequência de utilização do inalador de alívio de curta ação, justifica atenção médica imediata. Os avisos oficiais desaconselham a descontinuação súbita e o exceder a dosagem prescrita, mesmo que os sintomas estejam a deteriorar-se.


P: Como é que o Duasma é eliminado do organismo?

R: De acordo com a secção de propriedades farmacológicas dos documentos regulamentares, os componentes ativos são eliminados do corpo principalmente através do metabolismo hepático (metabolizados no fígado) em subprodutos inativos, que são depois excretados.


P: Posso utilizar Duasma se tiver uma doença cardíaca?

R: O uso de Duasma requer precaução em doentes com distúrbios cardiovasculares pré-existentes, tais como insuficiência coronária, arritmias cardíacas e tensão arterial elevada (hipertensão). O componente formoterol é um beta-agonista que pode, potencialmente, causar estimulação cardíaca excessiva.


P: Existem sintomas específicos que o Duasma não se destina a tratar?

R: Sim. Os documentos regulamentares declaram explicitamente que o Duasma não é indicado para o alívio de sintomas agudos. Não deve ser utilizado em situações de emergência, tais como broncospasmo agudo ou estado de mal asmático (uma crise de asma aguda grave e prolongada). Destina-se apenas ao tratamento de manutenção.


P: Quanto tempo demora uma pessoa a ajustar-se aos efeitos secundários do Duasma?

R: As informações oficiais indicam que muitos efeitos secundários comuns e previsíveis do componente formoterol, tais como tremor e palpitações, são frequentemente ligeiros quando ocorrem e podem naturalmente diminuir ou desaparecer poucos dias após o início do tratamento.


P: Qual é o prazo de validade de uma embalagem de Duasma fechada?

R: O prazo de validade do produto fechado é determinado pela data de validade do fabricante impressa na embalagem. Assim que o invólucro de alumínio selado que contém, por exemplo, as ampolas para nebulização for aberto, as ampolas devem ser normalmente utilizadas no prazo de duas semanas.


P: Com que frequência são necessários testes de acompanhamento ao tomar Duasma?

R: Embora as orientações regulamentares não especifiquem um calendário de acompanhamento universal, aconselham que os médicos devem monitorizar certos parâmetros de saúde. Isto pode incluir a monitorização da densidade mineral óssea (DMO) e da velocidade de crescimento em doentes pediátricos durante a terapia a longo prazo.


P: Quando foi o Duasma aprovado pela primeira vez?

R: O produto de associação que contém os ingredientes ativos do Duasma recebeu a sua aprovação inicial pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA em 21 de julho de 2006.


P: O Duasma contém lactose ou outros alergénios comuns?

R: A composição específica depende da formulação. A formulação em inalador de pó seco (DPI) contém tipicamente lactose monohidratada como ingrediente inativo. Doentes com alergia ou hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação específica de Duasma não devem utilizá-lo.

Como Duasma deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Armazenamento

O Duasma (budesonida para inalação) deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C (68 F a 77 F), de acordo com a rotulagem regulamentar oficial. O produto deve ser protegido de condições ambientais extremas, garantindo especificamente que não seja congelado.

No caso da suspensão para inalação, as ampolas de dose unitária devem ser protegidas da luz, permanecendo na saqueta de alumínio original selada até ao momento em que forem necessárias. Assim que a saqueta de alumínio for aberta, as ampolas devem ser utilizadas num prazo de duas semanas e quaisquer ampolas parcialmente utilizadas devem ser eliminadas imediatamente.

Todos os medicamentos devem ser armazenados de forma segura, fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação.

Instruções de Eliminação

A eliminação de Duasma não utilizado, caducado ou indesejado deve ser realizada de acordo com os regulamentos e normas locais. O dispositivo inalador vazio deve ser descartado após a administração do número de doses designado, conforme indicado no rótulo do produto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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