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Dolutegravir

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Dolutegravir

Factos Rápidos: Dolutegravir

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Dolutegravir (DTG)
Forma Farmacêutica Comprimido revestido por película; comprimido dispersível (Formulação oral)
Classe Farmacológica Agente Antirretroviral; Inibidor da Transferência de Cadeias da Integrase (INSTI)
Objetivo Geral Alcançar a supressão sustentada da carga viral
Origem Composto sintético (Derivado de carbamoil-piridona)

Que Tipo de Medicamento é o Dolutegravir?

O dolutegravir (DTG) é um composto sintético pertencente à classe dos agentes antirretrovirais, especificamente designado como um inibidor da transferência de cadeias da integrase (INSTI) de segunda geração. Esta classe de medicamentos é fundamental na gestão do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). A estrutura química única do dolutegravir, um derivado de carbamoil-piridona, confere-lhe uma elevada barreira genética à resistência, uma vantagem clinicamente reconhecida que ajuda a manter a eficácia do fármaco ao longo do tempo, conforme sustentado por múltiplos estudos farmacológicos.

Composição e Forma Farmacêutica Padrão

O medicamento contém dolutegravir como único princípio ativo quando utilizado isoladamente (comumente conhecido pelo nome comercial Tivicay). Destina-se à via oral e é fornecido principalmente como um comprimido revestido por película. Está também disponível sob a forma de comprimido dispersível (frequentemente designado comercialmente como Tivicay PD), concebido para facilitar a administração em populações específicas de doentes. O dolutegravir é utilizado tanto como ingrediente para terapia de agente único como enquanto componente central em vários produtos de terapia de combinação de dose fixa, demonstrando a sua versatilidade em diferentes estratégias de tratamento.

Objetivo Geral do Inibidor da Integrase

O objetivo fundamental da administração de dolutegravir é alcançar uma supressão profunda e sustentada da carga viral em indivíduos com infeção por VIH-1. Este benefício geral é concretizado através da sua ação altamente específica: o fármaco inibe a enzima viral vital integrase, bloqueando a etapa de transferência de cadeias. Esta ação impede que o material genético do VIH se integre no ADN da célula hospedeira, interrompendo assim o ciclo de replicação e controlando a infeção subjacente. A Organização Mundial da Saúde incluiu consistentemente o dolutegravir na sua lista de medicamentos essenciais, reconhecendo a sua importância nas estratégias globais de tratamento do VIH.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Dolutegravir?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, o dolutegravir pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Ao tratar a infeção por VIH, pode ser difícil distinguir se os sintomas são causados pelo dolutegravir, por outros medicamentos tomados em simultâneo ou pela própria progressão da doença. É fundamental comunicar qualquer alteração no estado de saúde ao profissional de saúde assistente.

Reações alérgicas

O dolutegravir pode causar reações alérgicas graves, embora estas sejam pouco frequentes. Deve-se procurar assistência médica imediata se surgirem sinais como erupção cutânea, febre, falta de energia extrema, inchaço da face ou da boca que cause dificuldade em respirar, ou dores musculares e articulares.

Efeitos secundários comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem dores de cabeça, diarreia e náuseas. Outros sintomas comuns podem incluir:

  • Dificuldade em adormecer (insónia)
  • Tonturas
  • Sonhos anormais
  • Depressão
  • Cansaço (fadiga)
  • Flatulência
  • Aumento dos níveis das enzimas hepáticas ou da creatina fosfoquinase

Efeitos secundários pouco frequentes

Algumas pessoas podem registar inflamação do fígado (hepatite) ou ideação suicida, particularmente em doentes que já tenham tido depressão ou problemas de saúde mental anteriormente.

Considerações de segurança importantes

Síndrome de Reconstituição Imunitária Em alguns doentes com infeção por VIH avançada e historial de infeções oportunistas, podem surgir sinais e sintomas de inflamação de infeções anteriores logo após o início do tratamento antirretroviral. Acredita-se que estes sintomas se devam a uma melhoria na resposta imunitária do organismo, permitindo-lhe combater infeções que poderiam estar presentes sem sintomas óbvios.

Saúde Óssea Alguns doentes que tomam terapia antirretroviral combinada podem desenvolver uma doença óssea designada por osteonecrose. Os sinais a observar incluem rigidez nas articulações, dores e dificuldades de movimento. O risco pode ser maior em indivíduos com tratamento prolongado, consumo de álcool, sistema imunitário muito debilitado ou excesso de peso corporal.

Peso e parâmetros metabólicos Durante o tratamento do VIH, pode ocorrer um aumento do peso e dos níveis de lípidos e de glicose no sangue. Estas alterações estão frequentemente relacionadas com a melhoria do estado de saúde e com o estilo de vida.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações oficiais sublinham que a experiência clínica com a sobredosagem aguda de dolutegravir é limitada. As orientações de emergência mais graves estão frequentemente associadas ao risco de reações de hipersensibilidade potencialmente fatais, e não tipicamente a doses excessivas agudas.

A gestão da sobredosagem é sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico.

Orientação oficial sobre medidas de emergência

Situação Ação Necessária
Potencial Sobredosagem Contactar imediatamente os serviços de emergência ou um centro de informação antivenenos. O tratamento é de suporte; não se conhece nenhum antídoto específico.
Sinais de Hipersensibilidade Procurar assistência médica imediata e suspender o medicamento imediatamente se ocorrerem sinais de uma reação alérgica potencialmente fatal.

Existem sinais específicos que exigem a suspensão imediata do fármaco e cuidados médicos urgentes, incluindo erupção cutânea grave acompanhada por achados sistémicos como febre, mal-estar geral, fadiga, dores musculares ou articulares, ou evidência de disfunção de órgãos, como hepatite. Em todos os casos de suspeita de sobredosagem ou sintomas sistémicos graves, é necessária a monitorização do estado clínico do doente e das aminotransferases hepáticas.

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Usos terapêuticos de Dolutegravir

O dolutegravir é um medicamento antirretroviral utilizado primordialmente no tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana de tipo 1 (VIH-1). O objetivo terapêutico central é gerir o VIH, ajudando a reduzir a quantidade de vírus no organismo, o que se denomina carga viral.


O que o Dolutegravir trata: principais utilizações e benefícios

O dolutegravir é habitualmente utilizado em quadros clínicos que apresentam episódios agudos. A sua principal utilização ocorre em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes, sendo aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional. O medicamento é empregue na abordagem de sintomas que causam mal-estar.

Este medicamento é relevante em contextos clínicos que envolvem uma sobrecarga sistémica elevada, sendo utilizado para gerir sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e com o aumento da atividade fisiológica. Ao aliviar a carga global de sintomas, o medicamento contribui para a manutenção da estabilidade funcional do sistema imunitário.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas que Interferem com o Funcionamento Diário
O dolutegravir proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, auxiliando na manutenção do conforto durante períodos de maior mal-estar.
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Critérios de utilização e restrições

Âmbito de elegibilidade para o uso de dolutegravir

Os documentos oficiais definem as populações específicas que estão autorizadas a utilizar o medicamento, bem como aquelas para as quais o uso é contraindicado ou restrito.

Categoria Estatuto regulamentar (conforme a rotulagem oficial)
Populações para as quais o uso é permitido Adultos com infeção por VIH-1. Doentes pediátricos (sem tratamento prévio ou não tratados com inibidores da integrase) com idade mínima de quatro semanas e peso mínimo de 3 kg.
Populações para as quais o uso não é recomendado Doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh). O uso de determinados produtos de combinação de dose fixa não é recomendado em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <30 mL/min).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com uma reação de hipersensibilidade prévia ao dolutegravir. Doentes a receber em simultâneo o agente antiarrítmico dofetilida (coadministração proibida).
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade A segurança e a eficácia não estão estabelecidas em doentes pediátricos com menos de quatro semanas de idade ou com peso inferior a 3 kg. Existem dados limitados relativos a adultos mais velhos (65 anos ou mais).
Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação Primeiro Trimestre/Periconceção: O uso é restrito ou não recomendado no momento da conceção e durante o primeiro trimestre da gravidez, devido ao risco de defeitos do tubo neural observados em alguns dados de vigilância. Lactação: A amamentação não é recomendada devido ao potencial de transmissão do VIH-1.

Estas classificações detalham as condições e populações específicas que regem o uso aprovado do medicamento, estabelecendo exclusões obrigatórias e populações de uso condicional baseadas estritamente nos requisitos das autoridades regulamentares.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do dolutegravir é definido por alterações farmacocinéticas que envolvem enzimas metabólicas, transportadores renais e quelação.

Classificação Agentes de Interação (Exemplos) Estado Regulamentar Oficial
Combinações Contraindicadas Dofetilida, Fampridina (Dalfampridina) Proibidas devido ao risco de eventos adversos graves resultantes do aumento das concentrações do medicamento coadministrado.
Interação Mediada por Enzimas Rifampicina, Carbamazepina, Fenitoína Indutores fortes de UGT1A1/CYP3A4 diminuem a exposição ao dolutegravir, exigindo um ajuste de dose obrigatório.
Efeito Mediado por Transportadores Metformina O dolutegravir inibe os transportadores renais OCT2/MATE1, levando ao aumento das concentrações plasmáticas de metformina.

Interferência na absorção e restrições de horários

Os agentes que contêm catiões polivalentes, incluindo antiácidos específicos (alumínio, magnésio), sucralfato e suplementos orais de ferro ou cálcio, estão oficialmente documentados como redutores da absorção do dolutegravir através de quelação. As normas regulamentares determinam que o dolutegravir deve ser administrado 2 horas antes ou 6 horas depois destes agentes quando tomados em estado de jejum. No entanto, o dolutegravir e os suplementos orais de ferro ou cálcio podem ser administrados em simultâneo se forem tomados com alimentos.

Notas para populações específicas

A interação com a metformina pode aumentar o risco de acidose lática em doentes com insuficiência renal moderada documentada. Além disso, as informações oficiais indicam que as substâncias conhecidas por diminuir a exposição ao dolutegravir devem ser evitadas na presença de resistência documentada à classe da integrase.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Dolutegravir?

O dolutegravir é um Inibidor da Transferência de Cadeias da Integrase (INSTI) que atua visando uma etapa única e crítica do ciclo de replicação do VIH. O fármaco liga-se diretamente ao centro ativo da enzima viral integrase (IN) quando esta se encontra complexada com o ADN viral. Esta interação envolve a quelação de iões metálicos bivalentes essenciais (Mg^2+) situados no centro catalítico da enzima.

Esta ligação de elevada afinidade obstrui fisicamente a reação de transferência de cadeias, que é o passo final necessário para que o vírus insira permanentemente o seu material genético no ADN da célula hospedeira. Ao impedir que o ADN viral se integre no genoma da célula hospedeira, a formação do provírus é bloqueada, o que interrompe eficazmente a capacidade das células T CD4^+ infetadas de produzirem novas partículas virais. Esta inibição conduz diretamente a uma redução na concentração sistémica de ARN do VIH-1 (carga viral).

Para além do seu mecanismo antirretroviral, o dolutegravir também aciona um mecanismo acessório independente ao inibir o Transportador de Catiões Orgânicos 2 (OCT2) renal do hospedeiro. Esta ação reduz a secreção de creatinina endógena pelos túbulos renais, o que resulta num aumento dos níveis medidos de creatinina sérica.

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Informações sobre dosagem e administração

O dolutegravir é administrado exclusivamente por via oral, estando disponível sob a forma de comprimido revestido por película ou comprimido dispersível. A escolha da dose e da frequência é determinada pelo histórico de tratamento do doente e pela medicação concomitante, conforme delineado nos documentos regulamentares.

Padrões Oficiais de Dosagem e Frequência

O regime padrão para adultos sem resistência conhecida a inibidores da integrase (sem exposição prévia a INSTI) é de 50 mg tomados uma vez ao dia. Este padrão de toma única diária constitui o cronograma principal de administração. Contudo, é obrigatória uma dose de 50 mg duas vezes ao dia para doentes com resistência documentada ou suspeita aos INSTI, ou quando o medicamento é coadministrado com agentes indutores metabólicos específicos (por exemplo, rifampicina).

Requisitos de Utilização Contextual

Os comprimidos revestidos de dolutegravir podem ser tomados com ou sem alimentos. Se o doente tiver resistência documentada aos INSTI, o comprimido deve, preferencialmente, ser tomado com alimentos para otimizar a exposição ao fármaco.

Um requisito procedimental crítico envolve o intervalo de tempo da administração em relação a suplementos. O dolutegravir deve ser separado por um intervalo de 2 horas antes ou 6 horas depois da toma de produtos que contenham catiões polivalentes, tais como ferro, suplementos de cálcio ou antiácidos. Esta separação não é necessária se o medicamento e o suplemento forem tomados simultaneamente com uma refeição.

Administração em Populações Específicas

A administração em doentes pediátricos é determinada por escalões de peso específicos, estando a utilização aprovada para crianças com peso igual ou superior a 3 kg. Os comprimidos dispersíveis são utilizados em crianças mais jovens e devem ser totalmente dispersos em água potável; não devem ser mastigados nem engolidos inteiros. No caso de uma dose ser esquecida, esta deve ser tomada imediatamente, desde que a dose seguinte agendada não deva ser tomada nas 4 horas seguintes. O tratamento é contínuo e de longo prazo, não sendo administrado em ciclos.

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Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o dolutegravir


Evidência para o tratamento inicial do VIH-1 (Sem tratamento anterior)

A investigação que examina o dolutegravir como terapia de primeira linha envolveu, essencialmente, diversos Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de elevado nível que avaliaram os regimes para uma potencial utilização como terapia inicial. Os investigadores exploraram os resultados relacionados com a supressão virológica (carga viral) e a recuperação imunitária (alterações nas células CD4+). Estes estudos reportaram dados recolhidos sobre resultados virológicos e imunitários em populações observadas de adultos e adolescentes sem tratamento anterior, com durações de acompanhamento que se estenderam tipicamente das 48 semanas até aproximadamente três anos (144 semanas). Estudos observacionais de contexto real também examinaram a adesão e a retenção do tratamento fora do ambiente controlado dos ensaios clínicos.


Evidência para a alteração do tratamento ou terapia de segunda linha

Os estudos também analisaram o papel do dolutegravir em indivíduos que mudaram de um regime anterior, o que incluiu aqueles que mantinham o controlo viral ou aqueles que registaram uma não supressão virológica. A investigação explorou como os resultados virológicos foram medidos após a mudança ou o início da segunda linha. Os estudos monitorizaram desfechos como a supressão virológica sustentada e documentaram a incidência de mutações de resistência adquirida à integrase em participantes previamente tratados que apresentavam cargas virais elevadas. Este corpo de evidência descreve padrões de sintomas em indivíduos que necessitaram de uma alteração no seu regime antirretroviral.


Estudos a longo prazo, populações especiais e incertezas

Um foco fundamental da investigação tem sido a monitorização da durabilidade da resposta virológica ao longo de vários anos, utilizando fases de acompanhamento alargadas e estudos observacionais contínuos. A evidência disponível, que inclui dados de fases de extensão, documenta o acompanhamento a longo prazo da infeção por VIH-1. A investigação também examinou o composto em populações especiais, incluindo crianças e adolescentes e mulheres grávidas com infeção por VIH-1. Apesar disso, certos aspetos estão ainda a surgir. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que diz respeito a alterações metabólicas e padrões de aumento de peso, uma vez que as durações de acompanhamento foram limitadas para descrever estes resultados ao longo de uma década ou mais. Os resultados foram mistos ao comparar dados de ensaios controlados com estudos de coorte de contexto real, realçando que a investigação continua em curso em diversas áreas fundamentais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o dolutegravir (FAQ)

P: O que é o dolutegravir e para que é utilizado?

O dolutegravir é um medicamento antirretroviral utilizado para tratar a infeção pelo VIH-1. Pertence a uma classe de medicamentos designada por inibidores da transferência de cadeia da integrase (INSTIs).

Este atua bloqueando uma enzima do VIH chamada integrase, de que o vírus necessita para se multiplicar no organismo. Ao impedir a multiplicação do vírus, o dolutegravir ajuda a reduzir a quantidade de VIH no sangue (carga viral) e a aumentar o número de células T CD4+, que são importantes para o sistema imunitário. O dolutegravir é sempre utilizado em combinação com outros medicamentos antirretrovirais.

P: Como devo tomar o dolutegravir?

Tome sempre o dolutegravir exatamente como indicado pelo seu profissional de saúde.

  • É habitualmente tomado uma vez por dia.
  • Pode tomar com ou sem alimentos.
  • Se estiver a tomar outros medicamentos específicos, tais como carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, fenobarbital ou rifampicina, o seu médico poderá prescrever uma dose mais elevada de dolutegravir (duas vezes por dia).
  • Engula o comprimido inteiro. Não mastigue, esmague ou parta o comprimido.

Importante: Se estiver a tomar certos antiácidos (que contenham alumínio ou magnésio) ou suplementos (que contenham cálcio ou ferro), estes devem ser tomados pelo menos 2 horas antes ou 6 horas depois da toma de dolutegravir. Isto deve-se ao facto de estas substâncias poderem reduzir a quantidade de dolutegravir absorvida pelo organismo.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de dolutegravir?

Se se aperceber de que falhou uma dose de dolutegravir:

  • Se tiverem passado menos de 12 horas desde a hora prevista, tome a dose em falta imediatamente. Depois, tome a dose seguinte à hora habitual.
  • Se tiverem passado mais de 12 horas desde a hora prevista, ignore a dose esquecida e continue com o seu esquema de toma regular.

Não tome uma dose dupla para compensar uma dose esquecida. O esquecimento de doses pode aumentar o risco de o vírus se tornar resistente ao medicamento.

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Como Dolutegravir deve ser armazenado e descartado?

O dolutegravir deve ser conservado e manuseado de acordo com requisitos específicos para manter a integridade do produto.

Categoria de Conservação Requisito
Intervalo de Temperatura Conservar à temperatura ambiente (20 °C a 25 °C), permitindo-se variações até aos 30 °C. Não congelar.
Proteção Conservar na embalagem original e manter o frasco bem fechado, protegido da humidade. Se estiver presente um dessecante (agente de secagem), este não deve ser removido.
Segurança Infantil Manter este medicamento e todos os outros fora da vista e do alcance das crianças.

O produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de forma segura. O método preferencial para a eliminação é através de um programa de retoma de medicamentos ou opção de devolução por correio. Se estes não estiverem disponíveis, a eliminação deve ser feita misturando o medicamento com uma substância indesejável (como terra ou borras de café) e selando a mistura num recipiente antes de a colocar no lixo doméstico. Não deite o medicamento na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Dolutegravir encontrado em:

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