Dolostan

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dolostan

Esta secção fundamental estabelece a identidade, a composição e o propósito geral do medicamento Dolostan, que contém a substância ativa Ácido Mefenâmico.

Propriedade Descrição
Substância ativa Ácido Mefenâmico
Forma Comprimido, Cápsula, Suspensão oral
Classe farmacológica Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE)
Ações comuns Analgésica, Anti-inflamatória, Antipirética
Origem Composto sintético

A Identidade e Classe do Dolostan

O Dolostan é uma preparação medicamentosa cuja substância ativa é o Ácido Mefenâmico, pertencente à classe farmacológica abrangente dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs). Quimicamente, trata-se de um composto sintético classificado como um derivado do ácido antranílico dentro do subgrupo dos fenamatos. O seu estatuto como produto de substância única diferencia-o de terapêuticas de combinação.

A sua ação é clinicamente reconhecida por proporcionar alívio numa variedade de condições inflamatórias agudas. Ao contrário de alguns AINEs mais antigos, o Ácido Mefenâmico é frequentemente utilizado para uma gestão de curta duração, um fator considerado na seleção terapêutica, estando disponível sob nomes comerciais comuns como o Ponstel.


Composição e Forma Farmacêutica

O componente central é o Ácido Mefenâmico, formulado para administração por via oral e posterior absorção sistémica no organismo. O fármaco encontra-se comercialmente disponível em diversas preparações farmacêuticas padrão, incluindo as formas comuns de comprimido, cápsula e suspensão oral. A forma de suspensão oral oferece um benefício particular para doentes que possam ter dificuldade em deglutir doses sólidas.


Ação Geral e Benefício Primário

O objetivo principal do Dolostan é oferecer um alívio simultâneo dos três principais sintomas associados à resposta inflamatória: dor, febre e inflamação. Atua como analgésico (alívio da dor), antipirético (redução da febre) e agente anti-inflamatório. Observou-se a eficácia estabelecida do Ácido Mefenâmico oral na gestão da dor aguda moderada a grave. Esta ação constitui o benefício geral, confirmando a utilização pretendida do medicamento para reduzir o desconforto e moderar temperaturas corporais elevadas ao abordar os gatilhos inflamatórios.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dolostan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Dolostan (Ácido Mefenâmico), um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE), encontra-se formalmente documentado em diversos sistemas fisiológicos. Os efeitos adversos são classificados de acordo com a sua frequência aproximada em fontes regulamentares oficiais.

Classificações por Frequência e Sistema de Órgãos

As reações adversas classificadas como Frequentes (ocorrendo em 1% a 10% dos doentes em alguns estudos) afetam tipicamente o Sistema Gastrointestinal, incluindo diarreia (que pode motivar a interrupção do tratamento), dor abdominal, náuseas e vómitos. Outros efeitos comuns envolvem o Sistema Nervoso, tais como cefaleias (dores de cabeça) e tonturas, e a Pele, manifestando-se através de uma erupção cutânea.

Reações Adversas Graves e Risco Sistémico

Os documentos regulamentares enfatizam o risco de Reações Adversas Graves (RAG), consideradas potencialmente fatais. Estas incluem Eventos Gastrointestinais graves (hemorragia, ulceração ou perfuração), Eventos Trombóticos Cardiovasculares (Enfarte do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral) e reações Cutâneas graves (ex.: Síndrome de Stevens-Johnson). Estes eventos graves estão documentados nos sistemas Cardíaco, Vascular e Hepatobiliar, sendo que o risco de ocorrências gastrointestinais e cardiovasculares pode aumentar com a duração da utilização.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

A rotulagem oficial indica restrições específicas para determinados grupos. Os idosos estão sujeitos a um risco acrescido de reações adversas graves, especialmente hemorragias gastrointestinais fatais. O fármaco está estritamente contraindicado no terceiro trimestre da gravidez, devido ao risco de encerramento prematuro do ducto arterioso fetal. A utilização é também restringida em doentes com condições preexistentes graves, tais como insuficiência cardíaca grave ou insuficiência renal ou hepática grave, conforme determinado pelas autoridades regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Esta secção descreve as informações sobre sobredosagem oficialmente documentadas para o Dolostan (Ácido Mefenâmico), baseando-se estritamente em documentos regulamentares governamentais.

Âmbito da Sobredosagem

Manifestações documentadas de sobredosagem: As manifestações de sobredosagem podem incluir efeitos no sistema nervoso central, tais como cansaço extremo, sonolência, convulsões e coma. Os sintomas gastrointestinais habitualmente comunicados são náuseas, vómitos e dor abdominal. Sinais de toxicidade grave incluem vómito com sangue ou com aspeto de borra de café e respiração lenta.

Sistemas fisiológicos afetados: O perfil oficial destaca o potencial impacto grave no Sistema Nervoso Central, no sistema Gastrointestinal (hemorragia, ulceração) e a possibilidade de disfunção renal aguda.

Fatores relacionados com a dose ou exposição: Ingestões agudas de doses elevadas estão associadas a desfechos graves. Especificamente, doses comunicadas acima de 3,5 gramas de ácido mefenâmico estão ligadas a um risco acrescido de convulsões.

Notas de sobredosagem para populações específicas: Embora possam ocorrer resultados graves em todos os doentes, os avisos oficiais referem que doentes idosos ou debilitados podem ter menor tolerância a complicações gastrointestinais graves. Crianças que apresentem sintomas requerem consulta médica imediata.

Declarações de resposta de emergência: Deve contactar-se a linha de apoio do centro de informação antivenenos. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico.

Quando é necessária ajuda médica imediata: Os serviços de emergência imediata devem ser contactados se a pessoa tiver colapsado, tido uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir ser acordada.

Classificações de Sobredosagem

Classificação de gravidade: Desfechos graves ou potencialmente fatais incluem insuficiência renal aguda e coma. As informações sobre sobredosagem derivam de orientações oficiais de prescrição e de orientações governamentais para o doente.

Restrições no contexto de sobredosagem: A utilidade de medidas de descontaminação, como o carvão ativado, requer a orientação de um especialista em toxicologia.

Estrutura de Sobredosagem Resultante

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

A sobredosagem pode manifestar-se através de dor abdominal, vómitos, cansaço extremo, convulsões ou coma. É necessária assistência médica imediata se o doente não responder a estímulos, estiver a ter convulsões ou apresentar dificuldade respiratória. O tratamento envolve gestão sintomática e de suporte, dado que não existe um antídoto específico.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem do Dolostan com base nas manifestações clínicas e nos potenciais desfechos graves associados à toxicidade dos AINEs, tais como eventos gastrointestinais e no sistema nervoso central. Estes documentos determinam explicitamente que os doentes ou cuidadores devem procurar ajuda médica de emergência imediata perante sinais potencialmente fatais como colapso, convulsão ou falta de resposta. Este enquadramento estabelece o âmbito oficial da toxicidade e as ações necessárias para uma resposta de emergência.

Usos terapêuticos de Dolostan

O que o Dolostan trata: principais utilizações e benefícios

O medicamento Dolostan (Ácido Mefenâmico) é habitualmente utilizado para auxiliar no alívio sintomático em contextos clínicos agudos e episódicos. Este fármaco é geralmente aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional contra a dor, a inflamação e a febre, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

O Dolostan é considerado relevante para atenuar a carga sintomática global associada a condições ginecológicas recorrentes, nomeadamente a dismenorreia primária (sintomas de cólicas dolorosas) e a menorragia (fluxo menstrual excessivo). É também aplicável na gestão de estados de dor aguda e processos inflamatórios, tais como cefaleias (dores de cabeça), dores dentárias e dores musculares.

Esta ação proporciona um suporte que ajuda a reduzir o impacto total dos sintomas. O medicamento é frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessária assistência sintomática de curta duração.

Facto Rápido: Suporte para Conjuntos de Sintomas Agudos
O Dolostan é comummente utilizado para abordar a dor e os sintomas de cólicas que criam um esforço fisiológico notável durante os ciclos menstruais, sendo também relevante em contextos que envolvem desconforto pós-procedimento.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Dolostan?

O perfil regulamentar oficial do Dolostan (Ácido Mefenâmico) define populações específicas que podem e que não podem utilizar o medicamento, baseando-se estritamente em contraindicações formais e condições de utilização restrita.

Contraindicações Absolutas

O Dolostan não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida ao Ácido Mefenâmico ou com antecedentes de reações alérgicas (ex.: asma, urticária) à aspirina ou a outros AINEs. O uso está estritamente contraindicado em doentes com ulceração gastrointestinal ativa, inflamação crónica do trato gastrointestinal ou naqueles com insuficiência renal grave, insuficiência hepática grave ou insuficiência cardíaca grave não controlada. O medicamento é também proibido para o tratamento da dor perioperatória no contexto de cirurgia de pontagem coronária (CABG).

Restrições de Idade e Estado Reprodutivo

População Estatuto Regulamentar
Crianças com menos de 14 anos Não Recomendado para uso geral em situações de dor
Gravidez (Último Trimestre) Contraindicado
Mulheres em período de aleitamento Não Recomendado

Utilização Condicional

É necessária precaução no caso dos idosos, devido ao risco acrescido de eventos graves. Doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, hipertensão não controlada ou historial de epilepsia apenas devem utilizar o medicamento sob consideração especial e acompanhamento médico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interações do Dolostan é categorizado pelas restrições regulamentares à coadministração e pelas alterações documentadas tanto na eficácia dos fármacos como na exposição sistémica do organismo. O medicamento está formalmente contraindicado no tratamento da dor após cirurgia de revascularização do miocárdio (pontagem coronária ou CABG) e não deve ser coadministrado com outros AINEs sistémicos (exceto a aspirina), incluindo inibidores da COX-2, devido ao risco acrescido de eventos gastrointestinais graves.

Do ponto de vista farmacodinâmico, a coadministração com anticoagulantes orais (como a varfarina) e Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) está associada a um aumento do risco de hemorragia oficialmente documentado. A eficácia dos diuréticos e da maioria dos agentes anti-hipertensores, incluindo os inibidores da ECA e os ARA II, está também sujeita a um antagonismo farmacodinâmico, o que resulta numa redução do seu efeito e num risco elevado de toxicidade renal. Adicionalmente, o Ácido Mefenâmico pode interferir com o efeito antiagregante plaquetário da aspirina em doses baixas.

No que respeita à farmacocinética, a absorção do Ácido Mefenâmico é significativamente aumentada por antiácidos que contenham hidróxido de magnésio. Além disso, o fármaco reduz a depuração renal de agentes como o lítio e o metotrexato, o que pode levar a concentrações plasmáticas elevadas. As informações regulamentares destacam que a ingestão concomitante de álcool aumenta o risco de danos gastrointestinais, e os doentes que são metabolizadores lentos da enzima CYP2C9 são identificados como uma população específica em risco de exposição sistémica anormalmente elevada.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação do Dolostan (Ácido Mefenâmico) centra-se na modulação bioquímica precisa da via de síntese das prostaglandinas, influenciando as respostas fisiológicas reguladas pela via das Prostaglandinas.


Inibição da Produção de Mediadores Inflamatórios

O Dolostan atua principalmente como um inibidor competitivo não seletivo das enzimas Ciclooxigenase (COX) (COX-1 e COX-2). Ao bloquear estas enzimas, a molécula suprime a conversão do ácido araquidónico em prostaglandinas — os mediadores lipídicos que modulam a vasodilatação, a nociceção e a termorregulação. Esta intervenção molecular resulta diretamente na modulação dos efeitos da PGE2 nas respostas dos tecidos.


Modulação Dual da Nociceção e Termorregulação

A supressão da síntese de prostaglandinas desencadeia um efeito fisiológico em duas frentes. Perifericamente, a menor disponibilidade de prostaglandinas resulta na diminuição da sensibilização química dos nocicetores periféricos (nervos recetores da dor). Centralmente, a atividade do fármaco no hipotálamo permite-lhe suprimir os sinais da PGE2 que modulam o valor de referência térmico do organismo. Este mecanismo modula as vias de sinalização fisiológica associadas à nociceção e à regulação da temperatura central.


Interferência de Recetores Específica dos Fenamatos

Além da inibição enzimática, a classe química do Ácido Mefenâmico (fenamatos) está associada a um mecanismo secundário: o antagonismo de recetores prostanoides específicos (ex.: EP1). Esta ação foca-se num evento de sinalização a jusante e influencia as respostas celulares iniciadas pelas prostaglandinas existentes nas células-alvo, afetando particularmente a contratilidade do tecido muscular liso.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Dolostan: Orientações oficiais de administração

O Dolostan, que contém Ácido Mefenâmico, é administrado por via oral e está disponível em formas como a cápsula de 250 mg e a suspensão oral. As instruções oficiais de utilização definem padrões rigorosos de dosagem e horários para assegurar a sua aplicação restrita e de curta duração.

Posologia padrão e frequência

Para adultos que necessitem de gestão sintomática de dor aguda ou dismenorreia primária, a administração inicia-se com uma dose inicial de 500 mg. Esta é seguida por uma dose de manutenção de 250 mg, tomada a cada seis horas (q6hr).

A administração em condições menstruais deve ser iniciada aquando do início do fluxo e dos sintomas associados. Para todas as indicações aprovadas, a instrução é que o medicamento seja tomado com alimentos ou leite, de forma a reduzir o potencial de irritação gastrointestinal.

Limites temporais e orientações especiais

O princípio fundamental de utilização é a duração mais curta possível com a dose mínima eficaz. O tratamento para a dor aguda deve ser limitado e não deve exceder uma duração total de sete dias. Para a dismenorreia primária, a utilização oficial é habitualmente restrita a dois a três dias por ciclo menstrual.

As instruções oficiais para uma dose esquecida estipulam que essa dose deve ser saltada, devendo o utilizador continuar com a próxima dose agendada; não é permitido duplicar doses para compensar uma dose esquecida. O uso pediátrico geralmente não é recomendado para crianças com menos de 14 anos nestas indicações, embora existam regimes específicos de suspensão oral em algumas regiões para populações mais jovens.

Evidência clínica recente

Dolostan: Evidência Clínica Recente

O Dolostan (Ácido Mefenâmico) é um medicamento que tem sido alvo de investigação clínica. A evidência disponível descreve como o fármaco foi avaliado para condições sintomáticas específicas e de curta duração. Este resumo descreve o âmbito da investigação e identifica áreas onde os dados são ainda emergentes ou insuficientes, sem fornecer qualquer orientação clínica.


Evidência na Dismenorreia Primária (Dores Menstruais)

A avaliação do Dolostan para as cólicas menstruais dolorosas está amplamente explorada na investigação, envolvendo principalmente ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA) de curta duração. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram sintomas flutuantes, sobretudo entre adolescentes e jovens adultas. Os investigadores monitorizaram os resultados comunicados pelas doentes, como a intensidade da dor, e acompanharam a utilização de medicação analgésica concomitante. Os estudos comunicaram padrões de dados relacionados com alterações no grau de dor registado ao longo de um a três ciclos consecutivos. Embora o volume de evidência seja substancial, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a investigação se foca estritamente em padrões de sintomas episódicos e de curta duração.

Evidência na Dor Aguda Ligeira a Moderada

Foram realizados estudos para examinar o medicamento em contextos que envolvem condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, tais como desconforto dentário ou dores gerais. Esta evidência baseia-se principalmente em ensaios clínicos aleatorizados de muito curta duração. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico, incluindo pontuações globais de intensidade da dor e o acompanhamento do tempo até ao início da alteração sintomática. A duração de utilização explorada é estritamente limitada a alterações agudas e de curto prazo, com períodos de acompanhamento habitualmente restritos a alguns dias.

Lacunas e Limitações da Evidência

A investigação sobre o Dolostan foi avaliada em cenários relevantes para padrões de sintomas de curta duração. Uma limitação fundamental prende-se com os efeitos a longo prazo, dado que os períodos de acompanhamento foram limitados nos estudos principais. Existe informação limitada relativamente à utilização repetida ou crónica ao longo de muitos meses ou anos. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, incluindo idosos ou indivíduos com múltiplas condições de saúde preexistentes. A evidência comparativa é também limitada no que respeita a estudos que envolvam as opções terapêuticas mais recentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dolostan (FAQ)


P: De que forma o Dolostan se distingue de outros medicamentos semelhantes disponíveis?

O Dolostan pertence à classe dos fenamatos, um grupo específico dentro da classe dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE). A informação oficial descreve que os fenamatos podem possuir uma ação secundária única envolvendo os recetores de prostanoides, além do mecanismo principal de bloqueio das enzimas COX. Esta caraterização baseia-se nas classificações regulamentares e nas propriedades químicas do fármaco.


P: É verdade que o Dolostan pode causar efeitos secundários a longo prazo?

As informações de prescrição oficiais advertem que o risco de eventos adversos graves, tais como hemorragia gastrointestinal ou eventos cardiovasculares, pode aumentar com a duração do tratamento. Por este motivo, as diretrizes oficiais limitam geralmente a utilização do Dolostan a aplicações de curto prazo, normalmente não excedendo os sete dias em condições agudas.


P: Posso tomar analgésicos de venda livre enquanto estiver a utilizar o Dolostan?

Os documentos oficiais desaconselham a toma de Dolostan com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE) sistémicos (exceto a aspirina), incluindo os que estão disponíveis sem receita médica. Isto deve-se ao facto de a combinação destes medicamentos aumentar significativamente o risco documentado de efeitos secundários gastrointestinais graves. Recomenda-se geralmente a consulta de um profissional de saúde sobre todos os analgésicos que estejam a ser utilizados.


P: O Dolostan afeta a fertilidade ou o planeamento familiar?

De acordo com as informações oficiais do produto, a utilização deste medicamento pode prejudicar a fertilidade feminina. Por esta razão, o Dolostan não é geralmente recomendado para mulheres que estejam ativamente a tentar engravidar.


P: O Dolostan é seguro para pessoas com problemas renais?

O medicamento está estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes diagnosticados com insuficiência renal grave. Além disso, os avisos oficiais estabelecem que o Dolostan não deve ser administrado a doentes com doença renal preexistente ou função renal significativamente diminuída.


P: O Dolostan interage com suplementos à base de plantas ou vitaminas?

As normas de rotulagem regulamentar exigem que os doentes informem o seu profissional de saúde sobre todos os tratamentos concomitantes que estejam a utilizar. Este conselho abrangente cobre todos os produtos em uso simultâneo, incluindo quaisquer produtos à base de plantas, vitaminas ou suplementos alimentares.


P: O que devo fazer se um efeito secundário comum do Dolostan não desaparecer?

A rotulagem de segurança oficial do Dolostan adverte que um efeito adverso comum como a diarreia pode tornar-se suficientemente grave para exigir a descontinuação do medicamento. Perante qualquer efeito secundário persistente, que se agrave ou que cause preocupação, recomenda-se que os doentes consultem um profissional de saúde qualificado.


P: Existem alimentos que devo evitar completamente enquanto estiver a tomar Dolostan?

Os documentos regulamentares instruem que os doentes devem tomar o medicamento com alimentos ou leite para ajudar a reduzir o potencial de irritação do estômago ou do trato digestivo. A informação regulamentar refere que o álcool aumenta o risco de danos gastrointestinais, pelo que a sua ingestão concomitante é desencorajada. Não existem outras restrições alimentares específicas comummente mandatadas.


P: Quanto tempo é que a substância ativa permanece no meu organismo após a última dose?

Os dados farmacocinéticos, que descrevem como o organismo processa o medicamento, mostram que a semivida de eliminação da substância ativa é de aproximadamente duas horas. A semivida é o tempo necessário para que a concentração do medicamento no corpo se reduza para metade.


P: O Dolostan pode ser utilizado para a dor em geral ou serve apenas para o seu propósito principal?

O medicamento está oficialmente indicado para o alívio da dor aguda ligeira a moderada em doentes com idade igual ou superior a 14 anos, além da sua utilização na dismenorreia primária (dor menstrual). Assim, as indicações aprovadas do medicamento abrangem o alívio da dor aguda de intensidade ligeira a moderada.


P: O Dolostan é habitualmente tomado a curto ou a longo prazo?

As diretrizes oficiais enfatizam que o Dolostan deve ser utilizado na dose eficaz mais baixa e durante o menor período de tempo possível. A utilização para condições de dor aguda está especificamente limitada a um máximo de sete dias, em conformidade com o seu propósito de alívio sintomático a curto prazo.


P: O Dolostan começa a fazer efeito imediatamente ou demora alguns dias?

Os dados farmacocinéticos indicam que os níveis máximos da substância ativa no sangue são habitualmente atingidos no prazo de uma a quatro horas após a administração oral. Esta medição da absorção ajuda a estimar quando começa o efeito máximo do medicamento.


P: O Dolostan provoca aumento ou perda de peso?

A informação de segurança oficial lista a retenção de líquidos e o edema (inchaço) como possíveis efeitos associados à utilização do Dolostan. Esta retenção de líquidos pode potencialmente contribuir para um aumento de peso invulgar.


P: Existe uma versão genérica disponível do Dolostan?

O nome genérico da substância ativa do Dolostan é Ácido Mefenâmico. Devido à sua classificação e historial, as formulações genéricas que contêm Ácido Mefenâmico encontram-se amplamente disponíveis.


P: O Dolostan altera a forma como devo comer ou a minha dieta?

Os documentos regulamentares não determinam quaisquer alterações específicas na dieta geral do doente. No entanto, referem que o medicamento deve ser tomado com alimentos ou leite, uma vez que esta ação ajuda a reduzir o potencial de irritação gastrointestinal.


P: Qual é o risco de dependência com o Dolostan?

O Dolostan é um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE) e não está classificado como uma substância controlada pelas entidades reguladoras. A informação oficial não refere qualquer risco de dependência associado à sua utilização.


P: O Dolostan é considerado um opioide ou uma substância controlada?

De acordo com a sua classificação, o Dolostan é um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE) e não tem relação com analgésicos narcóticos. Está oficialmente classificado como não sendo nem um opioide nem uma substância controlada.


P: Preciso de fazer análises ao sangue ou monitorização especial enquanto estiver a tomar Dolostan?

A rotulagem oficial aconselha que a pressão arterial deve ser monitorizada de perto durante o início do tratamento. Além disso, para doentes que tomem simultaneamente fármacos específicos, tais como anticoagulantes orais, é necessária uma monitorização frequente de testes sanguíneos, como o tempo de protrombina.


P: É normal sentir um pouco de cansaço ou tonturas ao iniciar o Dolostan?

Os documentos de segurança oficiais, ao listarem as reações adversas, incluem tanto as tonturas como a sonolência como possíveis efeitos na secção de Doenças do Sistema Nervoso. Isto significa que sentir algum cansaço ou tonturas é uma possibilidade conhecida ao tomar o medicamento.


P: Qual foi o objetivo dos ensaios clínicos iniciais do Dolostan?

O objetivo principal dos ensaios clínicos iniciais foi gerar os dados de segurança e eficácia necessários. Esta informação foi essencial para que as agências reguladoras concedessem a Autorização de Introdução no Mercado (AIM) para as indicações aprovadas do medicamento.


P: Qual é a diferença entre o nome de marca e o nome genérico do Dolostan?

O nome genérico refere-se à substância ativa química, o Ácido Mefenâmico, enquanto o nome de marca (Dolostan) é o nome específico do fabricante. Ambos os nomes descrevem um produto que contém a mesma substância ativa, dosagem e função.


P: Tomar Dolostan afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A rotulagem oficial adverte que o medicamento pode causar efeitos adversos como tonturas, sonolência ou perturbações visuais. A informação regulamentar indica que a utilização de máquinas pesadas ou a condução devem ser evitadas caso estes sintomas ocorram.


P: O Dolostan é conhecido por causar problemas de sono ou insónia?

Os documentos de segurança oficiais listam a insónia (dificuldade em dormir) como um possível efeito adverso comunicado em associação com o medicamento.


P: É possível ser alérgico a um ingrediente do Dolostan?

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem que o medicamento está estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes que tenham uma hipersensibilidade ou alergia conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos outros ingredientes inativos (excipientes) na formulação do produto.


P: Como é que o Dolostan é metabolizado pelo corpo?

A substância ativa é predominantemente metabolizada no organismo pelo fígado. Especificamente, este processo ocorre através da via enzimática do citocromo P450 CYP 2C9, conforme descrito nos dados farmacocinéticos oficiais.

Como Dolostan deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação

O Dolostan (Ácido Mefenâmico) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, mantida oficialmente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F), sendo permitidas oscilações até aos 30 °C.

O medicamento deve ser protegido da humidade e do calor excessivo, devendo também ser mantido livre de congelação. Conserve o produto na embalagem original, garantindo que esta se mantém bem fechada para preservar a integridade do fármaco.

Segurança Infantil e Eliminação

Como salvaguarda obrigatória, o Dolostan deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças em todos os momentos.

Para a eliminação de medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade, a recomendação oficial consiste na utilização de um programa de retoma de medicamentos (pontos de recolha autorizados). O Dolostan não consta na lista de fármacos que devem ser eliminados na sanita. Caso não esteja disponível um sistema de recolha, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável, selado num recipiente e colocado no lixo doméstico, assegurando a remoção de toda a informação pessoal da embalagem original.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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