Dolocatil Codeina

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Dolocatil Codeina

Método de ação: Analgesic, Antitussive Opioid, Opioid

Opção de tratamento: Period Pain, Pain, Headache, Toothache, Migraine, Neuralgia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dolocatil Codeina

Propriedade Descrição
Substância ativa Paracetamol e Fosfato de codeína
Forma Comprimido, Comprimido oblongo, Solução oral
Classe farmacológica Analgésico composto (combinação de Opioide/Não-opioide)
Objetivo geral Alívio de dor ligeira a moderadamente grave, Redução da febre
Origem Sintética (Paracetamol) e Semissintética (Codeína)

Que tipo de medicamento é o Dolocatil Codeína?

O Dolocatil Codeína é precisamente definido como um produto de combinação de dose fixa, categorizado como um analgésico composto. Esta classificação destaca que o medicamento integra estrategicamente duas substâncias ativas distintas numa única forma de administração: um agente não-opioide e um agente opioide. Esta formulação estratégica é clinicamente reconhecida por proporcionar uma analgesia eficaz em situações onde a dor moderada requer uma intervenção superior àquela que os fármacos não-opioides isolados conseguem oferecer. Esta combinação de Paracetamol e Codeína é reconhecida globalmente pela sua utilidade na gestão da dor.

Composição e Formas Físicas do Analgésico

A constituição fundamental do medicamento baseia-se nos seus dois princípios ativos: o Paracetamol e o Fosfato de codeína. O paracetamol, um analgésico anilido sintético, é combinado com a codeína, que é classificada como um derivado semissintético de alcaloides naturais do ópio. Este produto combinado é fabricado mais frequentemente em formas doseadas sólidas para ingestão oral, tais como o comprimido ou o comprimido oblongo, utilizando excipientes farmacêuticos. Está também disponível em preparações líquidas, especificamente como solução oral, com a formulação a utilizar um sistema de veículo aquoso. Estudos farmacológicos apoiam a sua utilização na gestão da dor pós-procedimental, demonstrando o efeito sinérgico pretendido das duas moléculas ativas.

Objetivo Geral e Ação Analgésica Principal

O propósito terapêutico geral do produto é potenciar a sua composição dupla para proporcionar uma modulação eficaz dos sinais de dor e uma redução geral da febre. Os dois componentes executam ações fisiológicas distintas: a Codeína atua a nível central, ligando-se aos recetores opioides para alterar a perceção da dor por parte do doente no cérebro e na medula espinhal, enquanto o Paracetamol proporciona, em simultâneo, um efeito analgésico e antipirético periférico. Este produto é geralmente utilizado para o alívio de dor ligeira a moderadamente grave. Esta ação em duas frentes confirma que o medicamento foi concebido para gerir o desconforto quando a utilização de um analgésico opioide em combinação é necessária para um alívio eficaz.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dolocatil Codeina?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança deste medicamento está estruturado de acordo com a classificação regulamentar das reações adversas associadas tanto ao paracetamol como à codeína. Os eventos adversos oficialmente documentados estão agrupados pela sua frequência e pelo sistema do organismo afetado.

Reações Adversas Notificadas com Maior Frequência

As reações adversas reportadas com maior frequência nos documentos regulamentares envolvem o Sistema Nervoso e o Sistema Gastrointestinal. Estas incluem comummente sonolência, atordoamento, tonturas, sedação, náuseas e obstipação.

Reações Adversas Graves

Os documentos oficiais de rotulagem destacam dois riscos de segurança principais e potencialmente fatais:

  • Insuficiência Hepática Aguda (Hepatotoxicidade): Associada ao componente paracetamol, este risco é dependente da dose e aumenta significativamente ao exceder a dose diária máxima.
  • Depressão Respiratória com Risco de Vida: Este risco está associado ao componente codeína e é descrito como sendo mais provável de ocorrer durante as primeiras 24 a 72 horas de tratamento ou após qualquer aumento da dose.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

As informações de segurança regulamentares especificam limitações para certos grupos de doentes. O medicamento não é geralmente recomendado para crianças com menos de 12 anos devido ao risco de metabolismo ultra-rápido da codeína. Nos idosos, verifica-se uma maior suscetibilidade a efeitos como confusão e depressão respiratória. A utilização durante a gravidez pode resultar em Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal (SAON) no recém-nascido.

Restrições e Limitações de Segurança

As diretrizes de segurança oficiais observam explicitamente que a coadministração com álcool ou outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) pode resultar numa depressão aditiva do SNC, incluindo sedação profunda e depressão respiratória. Além disso, o fármaco é contraindicado em situações como obstrução gastrointestinal conhecida ou suspeita e depressão respiratória grave.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Qualquer suspeita de ingestão deste medicamento que exceda o limite prescrito é classificada como um evento potencialmente fatal que requer assistência médica imediata. Devido à possibilidade de um início rápido de sintomas graves, as orientações regulamentares determinam a intervenção urgente dos serviços de emergência.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

O perfil de sobredosagem reflete o risco duplo dos seus dois componentes:

No que respeita ao componente Codeína, as manifestações centram-se na depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) e respiratória, apresentando-se com respiração superficial, lenta ou difícil, sonolência profunda que pode evoluir para estupor ou coma, e pupilas muito pequenas ou puntiformes (miose).

Relativamente ao componente Paracetamol, os sintomas iniciais incluem náuseas, vómitos e dor abdominal. O desfecho documentado mais grave é a necrose hepática (insuficiência hepática), que pode ter um início tardio e pode vir a necessitar de transplante hepático.

Ações de Emergência Regulamentares

A gestão em ambiente hospitalar exige a administração imediata de antídotos específicos: a Naloxona é utilizada para reverter a depressão respiratória clinicamente significativa causada pelo opioide, e a N-acetilcisteína (NAC) é utilizada para mitigar o risco de danos hepáticos graves resultantes do componente paracetamol. A monitorização contínua dos sinais vitais e da função hepática é essencial em todos os casos de sobredosagem.

Riscos em Populações Específicas

As informações oficiais de rotulagem advertem contra a utilização em crianças com menos de 12 anos de idade, devido ao risco documentado de depressão respiratória fatal. Existe também um risco acrescido documentado de lesão hepática grave em adultos que consumam três ou mais bebidas alcoólicas diariamente.

Usos terapêuticos de Dolocatil Codeina

Para que serve o Dolocatil Codeína: Principais Utilizações e Benefícios

Esta combinação é aplicada em diversos domínios terapêuticos onde é necessário um suporte sintomático adicional, sendo considerada relevante em situações onde os doentes experienciam um desconforto percetível. De acordo com as informações globais sobre este fármaco, a combinação é habitualmente utilizada para ajudar em casos de dor ligeira a moderada.

Este composto é geralmente utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes e sintomas que criam uma sobrecarga fisiológica acentuada. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, tais como os resultantes de eventos pós-traumáticos, aflição musculoesquelética aguda e certas formas de dor dentária. Além disso, a combinação pode auxiliar no alívio de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como dores corporais generalizadas e temperatura corporal elevada (febre).

“Esta combinação proporciona um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidarem de forma mais estável durante episódios difíceis.”

Ao abordar estes sintomas pronunciados, o medicamento pode fornecer um apoio que ajuda a atenuar a carga sintomática global e pode contribuir para uma melhoria do conforto durante períodos de exacerbação dos sintomas.


Foco nos Sintomas: Desconforto Agudo

O Dolocatil Codeína é habitualmente utilizado quando sintomas associados a alterações agudas ou episódicas, tais como a dor pós-cirúrgica ou a dor menstrual grave, podem criar uma sobrecarga fisiológica percetível.

Critérios de utilização e restrições

O Dolocatil Codeína é uma combinação analgésica opioide cuja utilização é estritamente regulada por normas específicas para diferentes grupos populacionais. O medicamento está contraindicado (não deve ser utilizado) em vários grupos-chave para prevenir reações adversas graves, relacionadas principalmente com a variabilidade do metabolismo da codeína em morfina.

A exclusão absoluta aplica-se a crianças com menos de 12 anos de idade para qualquer fim, e a adolescentes com menos de 18 anos que tenham sido submetidos à remoção das amígdalas ou adenoides para o tratamento da apneia obstrutiva do sono. Indivíduos identificados como Metabolizadores Ultra-Rápidos da enzima CYP2D6 estão também proibidos de utilizar este fármaco, devido ao risco de depressão respiratória fatal. O medicamento está igualmente contraindicado para mulheres a amamentar.

População Estado de Elegibilidade (Terminologia Regulamentar)
Crianças < 12 anos Contraindicado
Doentes < 18 anos após cirurgia de Apneia Obstrutiva do Sono Contraindicado
Mulheres a amamentar Contraindicado
Metabolizadores Ultra-Rápidos Contraindicado

A utilização requer precaução e pode exigir uma monitorização especial em idosos e doentes com compromisso da função renal ou hepática, devido à possibilidade de uma eliminação mais lenta do fármaco. Para adolescentes entre os 12 e os 18 anos, o uso está geralmente restrito ao tratamento de dor aguda que não possa ser adequadamente aliviada apenas com medicamentos não opioides.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação deste analgésico composto através de restrições específicas e alterações farmacocinéticas documentadas, relacionadas com os seus componentes: o Paracetamol e a Codeína.

Restrições Relacionadas com Interações

Classificação Substâncias Interagentes Declaração Regulamentar Oficial
Combinação Contraindicada Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) Coadministração proibida devido ao risco documentado de depressão grave do SNC e depressão respiratória aditiva.
Restrição por Toxicidade Outros produtos contendo paracetamol ou codeína Coadministração proibida para evitar exceder as dosagens máximas e o risco de toxicidade e sobredosagem aguda.

Padrões de Interação Documentados

A administração conjunta com depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o álcool, sedativos e outros opioides, é oficialmente assinalada por produzir uma depressão aditiva do SNC, aumentando o risco de sedação profunda. O uso concomitante com fármacos serotoninérgicos pode resultar no risco oficialmente documentado de síndrome serotoninérgica.

Do ponto de vista farmacocinético, substâncias que inibem a enzima CYP2D6 (por exemplo, certos antidepressivos) podem reduzir a conversão da Codeína no seu metabolito ativo, afetando potencialmente a sua eficácia. Inversamente, os indutores das enzimas CYP (como a Rifampicina ou a Erva de São João/Hipericão) estão documentados como fatores de aumento do risco de hepatotoxicidade pelo Paracetamol, um risco oficialmente descrito como sendo superior em doentes com compromisso hepático pré-existente.

A Metoclopramida e a Domperidona são indicadas como substâncias que aumentam a velocidade de absorção do Paracetamol, enquanto a Colestiramina reduz a sua absorção, exigindo a separação temporal das tomas deste medicamento.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação deste medicamento envolve a atividade de duas entidades moleculares distintas: a codeína e o paracetamol. A codeína funciona como um pró-fármaco, sofrendo um processo de O-desmetilação, realizado principalmente pela enzima citocromo P450 2D6 (CYP2D6) no fígado, para gerar o seu metabolito ativo, a morfina. A morfina atua como agonista nos recetores opioides mu (MOR) distribuídos por todo o sistema nervoso central (SNC), incluindo o cérebro e a medula espinhal. A ativação destes recetores está ligada às proteínas G, iniciando uma cascata intracelular que inibe a adenilato ciclase, diminuindo o AMP cíclico (cAMP) e provocando um influxo de iões de potássio. Este processo resulta na hiperpolarização neuronal e numa redução da excitabilidade, o que acaba por inibir a libertação de neurotransmissores nociceptivos (sinalizadores de dor) a partir das terminações nervosas aferentes.

Simultaneamente, crê-se que o paracetamol (acetaminofeno) atue a nível central através da inibição da síntese de prostaglandinas, envolvendo provavelmente a inibição seletiva da ciclo-oxigenase-2 (COX-2) no sistema nervoso central sob condições de baixos níveis de ácido araquidónico. Esta ação seletiva modula a produção de moléculas de sinalização pró-nociceptivas. Adicionalmente, o mecanismo do paracetamol pode envolver a ativação de vias serotonérgicas descendentes. A modulação farmacológica combinada do sistema opioide mu e da síntese central de prostaglandinas resulta numa alteração da transmissão sistémica dos sinais de dor.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais de Utilização

Os comprimidos de Dolocatil Codeína devem ser tomados por via oral, respeitando rigorosamente os limites de dosagem e duração estabelecidos. As instruções especificam que a sua utilização está limitada a adultos e adolescentes com idade superior a 15 anos.


Dosagem e Calendário

Âmbito da Administração Instrução Oficial
Dose Recomendada Utilizar a menor dose que alivie ou controle a dor.
Intervalo entre Doses As doses devem ser espaçadas por um intervalo de, pelo menos, 4 horas.
Duração Máxima Não tomar durante mais de 3 dias; se a dor persistir ou agravar, interrompa o tratamento e consulte um médico.
Dose Diária Máxima 6 comprimidos em 24 horas (para a dosagem de 650 mg/30 mg).
Dose Máxima de Paracetamol Não exceder um total de 4.000 mg (4 g) de paracetamol em 24 horas.

Regras de Procedimento

  • Método de Administração: O comprimido pode ser engolido inteiro ou partido (fracionado) para facilitar a deglutição. Deve ser tomado com um líquido, como água, leite ou sumo de fruta. A toma do comprimido não depende do horário das refeições, uma vez que pode ser tomado com ou sem alimentos.
  • Ranhura do Comprimido: A linha de quebra no comprimido destina-se apenas a facilitar a deglutição e não a dividir a dose em metades iguais.
  • Omissão de Dose: Caso se esqueça de uma dose, não tome uma dose dupla para compensar a que se esqueceu de tomar. Tome a dose esquecida quando se lembrar, garantindo que o intervalo mínimo de 4 horas é mantido antes da dose seguinte. Se a hora da próxima toma planeada estiver muito próxima, ignore a dose esquecida por completo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Dolocatil Codeína

Esta secção descreve os tipos de investigação científica realizados sobre a combinação de paracetamol e codeína, os contextos clínicos observados nos estudos e as áreas onde os dados permanecem insuficientes, de acordo com as revisões regulamentares e científicas.


Evidência na Dor Aguda Pós-Cirúrgica

Esta parte resume a estrutura da investigação clínica — essencialmente Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC) e Meta-análises — que examinaram a utilização desta combinação na investigação da dor sentida imediatamente após procedimentos cirúrgicos.

A utilização desta combinação foi estudada para explorar resultados relacionados com o desconforto físico. A evidência principal foi avaliada em ECAC de curto prazo, altamente estruturados, onde participantes adultos foram monitorizados. Os estudos reportaram padrões verificados nas medições da dor em comparação com o placebo. Os resultados descreveram padrões quando agrupados em várias investigações, contribuindo para o conjunto de evidências científicas. No entanto, a evidência deriva principalmente de investigações focadas na administração de uma dose única. Os resultados a longo prazo não estão devidamente caracterizados.


Evidência em Modelos de Dor Dentária Aguda

Esta secção foca-se no corpo de evidência que explorou a utilização do medicamento especificamente para o alívio da dor após procedimentos dentários comuns, baseando-se também fortemente em ECAC de dose única, descrevendo os principais resultados medidos nesses ensaios.

A investigação foi avaliada em estudos focados na dor aguda sentida após intervenções dentárias. Os dados mostram padrões relacionados com medições de dor em comparação com grupos de controlo nestas condições. Existe uma lacuna de evidência comparativa em relação a novas opções de combinações não opioides, o que significa que a investigação continua a explorar alterações nos sintomas a curto prazo. As durações de acompanhamento foram limitadas à administração de uma dose única, deixando uma lacuna na investigação relativa a doses repetidas.


Lacunas na Investigação e Questões por Esclarecer

Esta parte final sintetiza as áreas onde a evidência é ainda limitada ou está em desenvolvimento. Os dados permanecem insuficientes para certos grupos, incluindo idosos, crianças e indivíduos com condições de saúde complexas e coexistentes. Além disso, os dados sobre resultados a longo prazo após uma utilização prolongada estão incompletos, estando a decorrer investigações nesta área. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais os ensaios foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dolocatil Codeína (FAQ)


Q: Qual é o tempo médio até que os doentes comecem a notar os efeitos?

A: De acordo com as informações oficiais do produto, descreve-se geralmente que o medicamento começa a atuar cerca de 30 a 60 minutos após a toma. Este intervalo está relacionado com a forma como o organismo absorve os componentes.


Q: Quanto tempo dura habitualmente o efeito do Dolocatil Codeína?

A: Os documentos regulamentares indicam que a duração do efeito analgésico dura, tipicamente, cerca de 4 a 6 horas. Esta duração é um fator importante para determinar o intervalo de tempo necessário entre as doses.


Q: O Dolocatil Codeína pode causar alterações no humor ou no estado de espírito?

A: A documentação oficial indica que podem ocorrer efeitos no sistema nervoso que incluem alterações de humor. Estas mudanças são por vezes descritas como disforia (um estado de insatisfação) ou euforia (uma sensação de bem-estar intenso).


Q: É normal sentir algum cansaço após tomar este medicamento?

A: A documentação oficial de segurança lista a sonolência e a sedação entre as reações adversas comunicadas com maior frequência. Este é um efeito comum devido à ação do componente opioide no sistema nervoso central.


Q: Qual é a classificação oficial de segurança do Dolocatil Codeína nos organismos reguladores?

A: Devido ao seu conteúdo em codeína, este medicamento é designado como uma substância controlada sob legislação regulamentar. Esta classificação impõe controlos rigorosos sobre a sua utilização.


Q: Tomar Dolocatil Codeína pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: Os documentos regulamentares advertem explicitamente que, devido ao potencial de tonturas e sonolência, a capacidade de realizar tarefas que exijam perícia, como conduzir ou operar máquinas pesadas, pode estar comprometida. Este aviso baseia-se nos efeitos do fármaco no sistema nervoso central.


Q: O Dolocatil Codeína pode ser utilizado por crianças, segundo as diretrizes regulamentares?

A: As orientações oficiais restringem o uso a adolescentes entre os 12 e os 18 anos apenas quando os medicamentos não opioides não conseguiram proporcionar um alívio adequado da dor. O medicamento está contraindicado para todas as crianças com menos de 12 anos de idade.


Q: Existe informação sobre o uso em idosos nos folhetos oficiais do medicamento?

A: Sim, a informação regulamentar refere que o uso requer precaução em idosos. Isto deve-se ao facto de os doentes mais velhos poderem ser mais suscetíveis a reações adversas, como confusão e depressão respiratória, sendo frequentemente descritas doses iniciais reduzidas.


Q: Existem condições de saúde específicas que tornem uma pessoa inelegível para usar este fármaco?

A: Sim, os documentos oficiais declaram que o medicamento está contraindicado em indivíduos com depressão respiratória grave ou doença hepática grave. Também está contraindicado se houver presença, conhecida ou suspeita, de obstrução gastrointestinal.


Q: Pessoas com problemas hepáticos podem usar Dolocatil Codeína, com base na informação regulamentar?

A: A informação regulamentar aconselha que o uso requer precaução em doentes com insuficiência hepática (problemas no fígado) ligeira a moderada. O medicamento é contraindicado em casos de doença hepática grave.


Q: O Dolocatil Codeína interage com medicamentos comuns para a constipação de venda livre?

A: Os documentos oficiais aconselham precaução com esta classe de medicamentos. Muitos remédios para a constipação podem conter paracetamol, o que acarreta o risco de exceder o limite diário máximo, ou conter anti-histamínicos que podem causar sedação e tonturas aditivas.


Q: O que acontece se eu parar de tomar Dolocatil Codeína subitamente?

A: A informação regulamentar observa que pode ocorrer dependência física após uma utilização repetida, e a interrupção abrupta pode estar associada a sintomas de privação.


Q: As reações alérgicas ao Dolocatil Codeína são comuns?

A: Os dados oficiais de segurança confirmam que são possíveis reações alérgicas. Embora a frequência seja descrita como rara, foram notificadas reações cutâneas graves e outras reações de hipersensibilidade severas relacionadas com este medicamento.


Q: O Dolocatil Codeína tem impacto na pressão arterial?

A: Sim, os documentos oficiais listam a hipotensão ortostática como uma possível reação adversa. Isto descreve uma queda na pressão arterial que pode ocorrer quando uma pessoa se levanta demasiado rápido, particularmente em doentes sensíveis.


Q: Posso tornar-me tolerante aos efeitos do Dolocatil Codeína com o tempo?

A: Os documentos regulamentares descrevem que a tolerância pode desenvolver-se com o uso contínuo ou repetido de produtos que contenham opioides. A tolerância é descrita como a necessidade de um aumento da exposição para atingir o mesmo efeito inicial.


Q: O Dolocatil Codeína pode causar dores de cabeça por uso frequente?

A: A cefaleia por uso excessivo de medicação (MOH) está descrita nos avisos oficiais para doentes que utilizam analgésicos com frequência ou por períodos prolongados.


Q: O Dolocatil Codeína é o mesmo que tomar apenas codeína?

A: Não, as descrições oficiais indicam que este medicamento é um produto de combinação de dose fixa. Integra estrategicamente dois princípios ativos distintos: paracetamol e codeína. Esta combinação destina-se a proporcionar um alívio da dor mais abrangente do que a codeína isoladamente.


Q: Como é que o Dolocatil Codeína difere do paracetamol regular?

A: A diferença fundamental é a adição de codeína, um agente opioide, à base de paracetamol. Esta adição proporciona uma ação analgésica extra destinada ao alívio da dor quando o paracetamol isolado não é suficiente para gerir o nível de dor sentido.


Q: O Dolocatil Codeína trata a dor crónica ou apenas a dor aguda?

A: Os documentos regulamentares limitam o seu uso a uma duração máxima de 3 dias. Este limite indica que o seu propósito é o alívio a curto prazo da dor aguda.


Q: O Dolocatil Codeína é considerado como tendo risco de dependência ou adição?

A: A rotulagem oficial afirma que o medicamento acarreta um risco de desenvolvimento de dependência física, abuso e adição. Os avisos regulamentares enfatizam que este risco aumenta, particularmente com o uso prolongado ou excessivo.


Q: Existem estudos que examinem a segurança do uso a longo prazo?

A: A evidência científica, conforme resumida pelas revisões regulamentares, indica que os dados são limitados ou insuficientes quanto à segurança e aos resultados para o doente após o uso prolongado ou a longo prazo deste medicamento.


Q: É verdade que algumas pessoas não sentem os efeitos do componente de codeína?

A: Sim, os documentos oficiais abordam esta variação genética. Indivíduos descritos como 'metabolizadores pobres' da enzima CYP2D6 podem sentir pouco ou nenhum efeito do componente codeína, uma vez que não conseguem convertê-la eficazmente na sua forma ativa.


Q: Quais são os sintomas de uma utilização excessiva de Dolocatil Codeína?

A: Os sinais de sobredosagem podem incluir depressão respiratória grave, sonolência extrema, lábios ou unhas azuladas e sintomas de danos hepáticos, como náuseas, vómitos ou dor de estômago.


Q: Porque é que o Dolocatil Codeína exige frequentemente receita médica?

A: Devido à sua classificação como substância controlada e aos riscos regulamentares significativos de reações adversas graves, o medicamento está disponível apenas mediante receita médica.


Q: O uso deste fármaco está ligado a escalas de dor ou níveis de gravidade específicos?

A: A indicação oficial de 'dor ligeira a moderadamente forte' baseia-se em níveis de dor que correspondem tipicamente a intervalos específicos em escalas padronizadas de avaliação da dor. Estas escalas são habitualmente utilizadas na investigação clínica que fundamenta o uso do medicamento.


Q: Existe um efeito de 'teto' para o alívio da dor oferecido por esta combinação?

A: A quantidade diária máxima do componente paracetamol constitui o limite regulamentar estrito. Este limite define o 'teto' para o intervalo terapêutico da combinação e não pode ser excedido.


Q: Que investigação existe sobre as diferenças genéticas que afetam a forma como as pessoas metabolizam a codeína?

A: Os documentos regulamentares descrevem investigações sobre a enzima citocromo P450 2D6 (CYP2D6), que é crítica para o metabolismo da codeína. Esta investigação serve de base aos avisos oficiais e contraindicações relacionados com metabolizadores ultra-rápidos e pobres.


Q: Posso tomar Dolocatil Codeína se estiver a usar medicação para a ansiedade ou depressão?

A: Os documentos oficiais contêm avisos explícitos relativos à coadministração com depressores do sistema nervoso central (SNC) e fármacos serotoninérgicos. Estas classes incluem muitos medicamentos usados para a ansiedade e depressão, e a sua combinação pode estar associada a um risco acrescido de efeitos adversos, como sedação excessiva.

Como Dolocatil Codeina deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e proceder à eliminação do Dolocatil Codeína

A conservação e a eliminação do Dolocatil Codeína (Paracetamol e fosfato de codeína) devem cumprir rigorosamente as indicações oficiais de rotulagem para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Requisitos de Conservação

Requisito Condição Específica
Temperatura Conservar abaixo de 30 °C; Não congelar.
Proteção Proteger da luz e da humidade.
Embalagem Manter na embalagem de origem e devidamente fechada.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

O prazo de validade indicado para o produto é de 24 meses, desde que conservado nas condições especificadas.

Instruções de Eliminação

Os medicamentos não utilizados ou com o prazo de validade expirado devem ser tratados como resíduos farmacêuticos. Elimine o produto de acordo com os regulamentos locais através de programas de retoma de medicamentos. As normas oficiais determinam estritamente que não deve deitar fora os medicamentos nas águas residuais nem no lixo doméstico, de forma a evitar a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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