Dobutamine

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Dobutamine

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dobutamine

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Dobutamina
Forma Solução estéril para injeção ou infusão intravenosa (IV)
Classe farmacológica Agonista beta1-adrenérgico seletivo, cardiotónico
Objetivo comum Suporte inotrópico para função cardíaca diminuída
Origem Catecolamina sintética

Qual é a classe farmacológica da dobutamina? (Definição e Classificação)

A dobutamina é uma catecolamina sintética, classificada como um fármaco cardiotónico e um agonista beta1-adrenérgico seletivo. Este medicamento atua como um agente simpaticomimético de ação direta, o que significa que mimetiza os efeitos das hormonas de stress naturais ao estimular recetores específicos no músculo cardíaco. A sua distinção é reconhecida clinicamente pela elevada seletividade para os recetores beta1, proporcionando um aumento direcionado da contratilidade do miocárdio com efeitos comparativamente ligeiros na frequência cardíaca e na resistência vascular. Este foco farmacológico é um fator diferenciador fundamental em relação a outros agentes adrenérgicos, sendo a sua eficácia no suporte cardiovascular agudo sustentada por décadas de estudos farmacológicos.

Composição, forma e objetivo geral (Identidade e Benefícios)

A substância ativa é o cloridrato de dobutamina, um produto de ingrediente único disponibilizado como uma solução estéril para injeção ou infusão. Esta formulação é necessária para a administração intravenosa (IV) em contextos de cuidados agudos, refletindo o seu papel como uma intervenção de ação rápida. O composto destaca-se pela sua composição como uma mistura racémica, contendo tanto o isómero (+) como o isómero (-), uma característica que contribui para o seu perfil de efeitos equilibrado. O objetivo geral desta administração é fornecer um suporte inotrópico crucial e imediato, um método para fortalecer a função de bombeamento deprimida do músculo cardíaco, ajudando assim a restaurar e a manter um débito cardíaco adequado quando a função do órgão está comprometida. Este apoio temporário é essencial para assegurar que os órgãos vitais recebem o fluxo sanguíneo necessário.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dobutamine?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da dobutamina é classificado com base em reações adversas documentadas oficialmente, na sua frequência e nos sistemas corporais específicos afetados, conforme descrito nos documentos regulamentares. A maioria dos efeitos adversos está relacionada com a atividade do fármaco no sistema cardiovascular e é, geralmente, dependente da dose, o que significa que são tipicamente reversíveis após a redução ou interrupção da perfusão.


Classificação das Reações Adversas

Apresenta-se de seguida um resumo dos efeitos adversos agrupados por frequência oficial e classe de sistemas e órgãos:

Classificação Classe de Sistemas e Órgãos Exemplos de Reações Listadas Oficialmente
Frequentes (1% a 10%) Cardíaco, Vascular, Sistema Nervoso Aumento da frequência cardíaca (taquicardia), aumento da pressão arterial (hipertensão), batimentos ventriculares prematuros, cefaleias, náuseas, dor torácica inespecífica.
Pouco Frequentes (0,1% a 1%) Cardíaco, Vascular Diminuição acentuada da pressão arterial (hipotensão), fibrilhação ventricular.
Raros (0,01% a 0,1%) Cardíaco, Sistema Imunitário, Sangue Isquemia miocárdica, enfarte do miocárdio, reações de hipersensibilidade graves (incluindo broncoespasmo), trombocitopenia.

Restrições de Segurança e Considerações Especiais

As notas de segurança regulamentares definem restrições específicas para a utilização do medicamento. Este está oficialmente contraindicado em doentes com condições que envolvam obstrução mecânica grave do coração, como a Estenose Hipertrófica Subaórtica Idiopática (EHSI).

Existem considerações de segurança especiais para determinadas populações. Doentes com Fibrilhação Auricular podem estar em risco de desenvolver uma resposta ventricular rápida. Na população pediátrica, os aumentos da frequência cardíaca e da pressão arterial podem ser mais frequentes e intensos do que nos adultos, conforme indicado na rotulagem oficial. A correção do baixo volume de fluidos corporais (hipovolemia) é um requisito obrigatório antes de se iniciar a terapêutica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Dobutamina é, habitualmente, um risco apenas em contexto clínico, uma vez que o medicamento é administrado através de perfusão intravenosa contínua sob supervisão médica. A sobredosagem resulta da administração de uma dose excessiva ou de uma velocidade de perfusão demasiado rápida para o indivíduo.

Manifestações clínicas de sobredosagem

Dado que a Dobutamina atua no sistema cardiovascular, uma sobredosagem caracteriza-se por uma resposta farmacológica excessiva nestas áreas. Os sintomas podem incluir:

  • Aumento excessivo da frequência cardíaca (taquicardia)
  • Elevação significativa da pressão arterial (hipertensão)
  • Arritmias ventriculares (ritmos cardíacos irregulares, tais como contrações ventriculares prematuras ou fibrilhação ventricular)

Ação de emergência e reversibilidade

É necessária ajuda médica imediata ao reconhecer qualquer sinal de efeito excessivo, visto que o médico ou enfermeiro assistente deve intervir rapidamente para ajustar a administração do fármaco. A principal resposta de emergência consiste em reduzir a velocidade de perfusão ou interromper totalmente a medicação.

Devido ao facto de a Dobutamina ter uma duração de ação muito curta (uma semivida de aproximadamente dois minutos), os efeitos de uma sobredosagem são, geralmente, revertidos rapidamente assim que a perfusão é interrompida. As medidas de suporte, como a manutenção de uma via aérea desobstruída e a garantia de ventilação adequada, constituem os cuidados padrão. Em casos de hipertensão ou taquicardia acentuadas ou persistentes, podem ser administrados outros tratamentos específicos, conforme considerado necessário pela equipa de cuidados de saúde.

Usos terapêuticos de Dobutamine

Para que é utilizada a dobutamina: principais utilizações e benefícios

A dobutamina é habitualmente utilizada para fornecer assistência sintomática de curto prazo em situações de descompensação cardíaca resultante de uma contratilidade deprimida. Esta condição pode derivar de doença cardíaca orgânica ou de intervenções cirúrgicas ao coração. Este medicamento é relevante na gestão de quadros clínicos associados à insuficiência cardíaca de baixo débito, insuficiência circulatória aguda grave e choque cardiogénico.

O principal benefício terapêutico é o suporte de um fluxo sanguíneo sistémico adequado, o que pode auxiliar no alívio da sobrecarga causada por um desequilíbrio sistémico profundo. A sua aplicação ocorre tipicamente em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, tais como em fases de exacerbação de insuficiência cardíaca crónica ou no período imediato após cirurgia cardíaca. É igualmente considerada pertinente na gestão da fase aguda da disfunção sistólica grave.

Este fármaco é frequentemente aplicado em situações caracterizadas pela depressão da contratilidade do miocárdio, uma condição de base que conduz a sintomas de desequilíbrio sistémico e má circulação. Ao focar-se nesta questão fundamental, a dobutamina oferece um alívio de suporte que auxilia os doentes durante episódios críticos, atenuando o desconforto e ajudando a manter a estabilidade funcional quando os sintomas geram um esforço fisiológico acentuado.


Facto Rápido: Alívio sintomático para a contratilidade do miocárdio deprimida

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Dobutamina?

A dobutamina é um medicamento de uso hospitalar indicado para doentes que necessitam de suporte inotrópico devido a uma insuficiência cardíaca resultante de doença cardíaca orgânica ou de intervenções cirúrgicas cardíacas. O seu uso deve ser determinado por um profissional de saúde após uma avaliação rigorosa do estado clínico do paciente.

Contraindicações

Este medicamento não deve ser administrado a pessoas com hipersensibilidade conhecida à dobutamina ou a qualquer um dos componentes da formulação. Além disso, a dobutamina é contraindicada em doentes com obstrução mecânica acentuada que afete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue do coração, como no caso de estenose aórtica grave ou cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Precauções e Grupos Específicos

A administração de dobutamina requer cautela em diversas situações clínicas. Doentes com fibrilação auricular devem ser digitalizados antes do início do tratamento, uma vez que a dobutamina pode facilitar a condução auriculoventricular e aumentar a frequência ventricular. É igualmente necessário monitorizar atentamente indivíduos com hipertensão arterial, pois pode ocorrer um aumento da pressão arterial sistólica durante a perfusão.

Em casos de enfarte agudo do miocárdio, o uso de dobutamina deve ser feito com extrema prudência, dado que qualquer aumento na frequência cardíaca ou na força de contração pode intensificar a isquemia ao aumentar a procura de oxigénio pelo músculo cardíaco.

Gravidez e Amamentação

A utilização de dobutamina durante a gravidez só deve ser considerada se o benefício potencial para a mãe superar o risco para o feto, uma vez que não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. No que diz respeito à amamentação, caso o tratamento seja necessário, recomenda-se a interrupção temporária do aleitamento durante o período de administração do fármaco.

Uso Pediátrico

A dobutamina pode ser utilizada em crianças, mas a monitorização deve ser ainda mais rigorosa. O aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial tende a ser mais frequente e acentuado em doentes pediátricos do que em adultos, exigindo um ajuste de dose preciso e vigilância constante dos parâmetros hemodinâmicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação da dobutamina com base em três categorias funcionais principais: efeitos farmacodinâmicos, interferência metabólica e restrições físicas de administração.


Interações Farmacodinâmicas e Metabólicas Documentadas

Substância/Classe de Interação Resultado Documentado Oficialmente
Bloqueadores dos recetores beta Podem tornar a dobutamina ineficaz, aumentando potencialmente a resistência vascular periférica.
Nitroprussiato O uso concomitante resulta habitualmente num débito cardíaco mais elevado e numa menor pressão capilar pulmonar.
Anestésicos Gerais (ex: Halotano) O uso durante a anestesia está associado a um risco aumentado de arritmias ventriculares.
Inibidores da COMT (ex: Entacapone) A coadministração pode resultar em aumento da frequência cardíaca, arritmias e alterações na pressão arterial, sugerindo uma exposição alterada ao fármaco devido à redução do metabolismo.

Restrições de Administração Obrigatórias

As restrições relacionadas com interações focam-se na incompatibilidade física. A solução de dobutamina não deve ser adicionada ou misturada com Bicarbonato de Sódio a 5% ou qualquer outra solução fortemente alcalina. A mistura de dobutamina com outros medicamentos na mesma solução não é recomendada. Deve também evitar-se o uso de agentes ou diluentes que contenham simultaneamente bissulfito de sódio e etanol.

Ausência de Interações Documentadas

Os dados clínicos oficiais indicam explicitamente que não houve evidência de interações medicamentosas quando a dobutamina foi administrada em simultâneo com vários agentes cardiovasculares e de suporte habitualmente utilizados, incluindo preparações de digitálicos, furosemida, lidocaína e heparina.

Mecanismo de ação

Como funciona a dobutamina: uma visão geral do seu mecanismo


Agonismo beta1 e aumento da contratilidade cardíaca

A dobutamina atua essencialmente como um agonista dos recetores adrenérgicos beta1 situados nas células do músculo cardíaco (miócitos). Esta ação inicia uma cascata molecular que estimula a adenilato-ciclase, levando a um aumento do segundo mensageiro intracelular AMP cíclico (cAMP). O cAMP elevado impulsiona então a fosforilação de proteínas, resultando num maior influxo de iões de cálcio (Ca^2+), o que conduz diretamente a uma contração mais forte e vigorosa do músculo cardíaco.


Inotropismo positivo e débito sistémico

O aumento da força de contração, designado como um efeito inotrópico positivo, é a consequência fisiológica central do mecanismo deste fármaco. Ao acelerar esta função mecânica essencial, o medicamento aumenta diretamente o volume de sangue ejetado (volume de ejeção), o que eleva o débito cardíaco medido.


Modulação subtil do tónus vascular periférico

O fármaco também interage com outros recetores adrenérgicos, incluindo os recetores beta2 nos vasos sanguíneos, resultando num ligeiro alargamento dos vasos (vasodilatação). Esta alteração subtil no tónus vascular diminui a resistência (pós-carga), o que permite uma circulação sem entraves do volume de sangue aumentado que foi gerado pelo reforço da contratilidade. A soma do aumento da contratilidade e da redução da resistência periférica resulta na principal alteração fisiológica observável do fármaco: um débito cardíaco elevado.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a dobutamina — Diretrizes Oficiais de Administração

As diretrizes regulamentares oficiais definem rigorosamente o método e a preparação necessários para a utilização adequada da dobutamina, a qual está reservada para administração num contexto médico controlado. Este medicamento é administrado apenas como uma perfusão contínua de curto prazo, diretamente numa veia.

Âmbito da Administração

Elemento da Diretriz Instrução Oficial
Via de Administração Exclusivamente por perfusão intravenosa (IV) contínua.
Esquema Posológico Taxa inicial habitualmente entre 2,5 e 10 microgramas/kg/min. O profissional de saúde deve ajustar (titular) a taxa com precisão para atingir o efeito pretendido.
Requisitos de Preparação A solução concentrada deve ser diluída antes da perfusão, geralmente em Dextrose a 5% ou Cloreto de Sódio a 0,9%. A solução final deve ser inspecionada visualmente quanto à limpidez antes da utilização.
Regras por Grupo Etário Intervalos de dose e protocolos de titulação semelhantes são seguidos para doentes pediátricos (lactentes e crianças), embora seja necessária uma monitorização rigorosa e uma dosagem individualizada.
Condição Procedimental Qualquer défice no volume de fluidos corporais (hipovolemia) deve ser corrigido com expansores de volume adequados antes de se iniciar a perfusão de dobutamina.

Estrutura do Procedimento

As instruções oficiais estabelecem uma sequência de etapas procedimentais que regem a utilização do medicamento:

  1. Verificação da Preparação: A depleção do volume de fluidos deve ser corrigida antes de a perfusão começar.
  2. Diluição: O frasco-ampola concentrado é diluído utilizando soluções intravenosas especificadas (como Dextrose a 5%) para criar uma solução de trabalho para perfusão.
  3. Inspeção: A solução deve ser verificada quanto à sua limpidez e, se apresentar alteração de cor ou turbidez, não deve ser utilizada.
  4. Início e Titulação: A solução é administrada por perfusão numa veia e a taxa de perfusão é continuamente ajustada por um médico para corresponder às necessidades médicas imediatas do doente.

Este procedimento estritamente definido garante que o medicamento é administrado diretamente na corrente sanguínea a uma taxa controlada e personalizada, exclusivamente para uso a curto prazo, conforme delineado nos documentos regulamentares oficiais.

Evidência clínica recente

Dobutamina: Evidência Clínica Recente

A dobutamina é uma amina simpatomimética sintética indicada principalmente para o tratamento de curto prazo da descompensação cardíaca devido à contratilidade deprimida, que pode ocorrer como resultado de doença cardíaca orgânica ou cirurgia cardíaca. A investigação centra-se consistentemente no seu papel na melhoria do débito cardíaco e na manutenção da perfusão de órgãos vitais nestes contextos agudos.


Aplicações e Resultados Clínicos

Ensaios clínicos e meta-análises recentes reafirmaram o perfil da dobutamina como um agente inotrópico de ação direta (aumentando a força de contração do músculo cardíaco) e um agente cronotrópico (aumentando a frequência cardíaca).

  • Insuficiência Cardíaca Aguda (ICA): Estudos avaliam o uso da dobutamina em doentes com disfunção sistólica grave e baixo débito cardíaco. Os resultados sugerem que a sua administração pode levar a aumentos no volume sistólico e no índice cardíaco global, particularmente na ausência de hipotensão grave.
  • Ecocardiografia de Sobrecarga: A dobutamina é amplamente utilizada em testes de esforço cardíaco para mimetizar os efeitos do exercício para fins de diagnóstico, permitindo aos médicos avaliar anomalias no movimento das paredes do coração e isquemia miocárdica quando os doentes não podem ser submetidos a exercício físico.

Perfil de Tolerabilidade

A investigação tem monitorizado o perfil de eventos adversos da dobutamina, particularmente relacionados com os seus efeitos cardiovasculares. Os eventos adversos comunicados com maior frequência em contextos clínicos estão relacionados com o seu mecanismo de ação e incluem:

Categoria de Evento Adverso Exemplos Chave Observados em Estudos
Cardiovascular Aumentos na frequência cardíaca e na pressão arterial, batimentos ventriculares prematuros
Outros Náuseas, cefaleia, palpitações, dor no peito

O fármaco é administrado via perfusão intravenosa contínua, permitindo ajustes rápidos com base na resposta do doente e na monitorização hemodinâmica contínua.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Dobutamina (FAQ)


P: Qual é a diferença entre a Dobutamina e a Dopamina em termos simples?

A dobutamina é uma catecolamina sintética e a sua ação é diferente da ação da dopamina. As informações oficiais indicam que a dobutamina atua diretamente nos recetores beta-1 do coração para aumentar a força do bombeamento. Ao contrário da dopamina, a dobutamina geralmente não causa a libertação de norepinefrina natural e atua principalmente nos recetores beta-1 localizados no músculo cardíaco.


P: A cafeína ou as bebidas energéticas interferem com a Dobutamina?

A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central. Devido às propriedades estimulantes da cafeína, os efeitos do fármaco podem ser aditivos, aumentando potencialmente o risco de efeitos secundários como nervosismo ou uma frequência cardíaca acelerada, de acordo com os princípios clínicos. As informações regulamentares não listam especificamente interações com alimentos ou bebidas.


P: Que tipo de monitorização é feita enquanto alguém está a receber Dobutamina?

Uma vez que a dobutamina é um medicamento cardíaco potente, é necessária uma monitorização cuidadosa. As informações oficiais indicam que o eletrocardiograma (ECG) e a pressão arterial devem ser medidos continuamente. Além disso, a equipa de saúde pode monitorizar medidas especializadas, como a pressão capilar pulmonar e o débito cardíaco, sempre que possível.


P: O que acontece se a Dobutamina for interrompida demasiado depressa?

A dobutamina tem uma duração de ação muito curta, com uma semivida de apenas cerca de dois minutos. Se ocorrerem efeitos secundários, como um aumento da frequência cardíaca, as informações regulamentares afirmam que os efeitos são rapidamente reversíveis após a redução ou interrupção da perfusão devido à semivida curta.


P: Quanto tempo dura o efeito da Dobutamina após a paragem da perfusão?

Os efeitos da dobutamina não duram muito tempo assim que a administração é interrompida. Fontes regulamentares oficiais afirmam que o fármaco tem uma semivida plasmática de apenas cerca de dois minutos, o que significa que os seus efeitos terapêuticos desaparecem rapidamente após a interrupção da perfusão intravenosa contínua.


P: Os doentes idosos podem reagir de forma diferente à Dobutamina?

As informações oficiais referem que os estudos clínicos não incluíram um número suficiente de adultos idosos (idade igual ou superior a 65 anos) para determinar formalmente se a sua resposta é diferente da dos doentes mais jovens. No entanto, não foram reportadas diferenças globais na resposta na experiência clínica disponível até à data.


P: É verdade que a Dobutamina pode aumentar a necessidade de oxigénio no coração?

As precauções regulamentares observam que a dobutamina deve ser utilizada com cuidado, particularmente após um enfarte do miocárdio. Isto deve-se ao facto de se dever evitar o reforço excessivo da contração do coração e uma frequência cardíaca rápida, uma vez que estes podem aumentar o consumo de oxigénio do coração.


P: Um doente pode estar acordado e alerta enquanto recebe Dobutamina?

Os doentes podem permanecer conscientes enquanto recebem dobutamina. Os documentos regulamentares listam potenciais efeitos adversos, tais como ansiedade e tremores. Estes efeitos comunicados sugerem que o doente pode estar acordado e alerta durante a administração.


P: A Dobutamina é considerada um tipo de adrenalina?

Não, a dobutamina não é o mesmo que a adrenalina (epinefrina). De acordo com as informações regulamentares oficiais, a dobutamina é classificada como uma catecolamina sintética que está estruturalmente relacionada com a dopamina, e atua como um agonista beta-1-adrenérgico de ação direta.


P: A Dobutamina faz com que a pessoa se sinta ansiosa ou com tremores?

As informações oficiais listam tanto a ansiedade como os tremores como sintomas que foram comunicados como potenciais efeitos adversos. Estas sensações são referidas como possíveis consequências da atividade do medicamento.


P: O que acontece se a Dobutamina for injetada acidentalmente fora da veia?

Se a solução for injetada acidentalmente nos tecidos fora da veia (infiltração inadvertida), a documentação oficial afirma que foram descritas alterações inflamatórias locais. Foram também comunicados casos isolados de destruição de tecidos, conhecida como necrose cutânea, no local da injeção.


P: Como é armazenada a Dobutamina antes de ser utilizada?

As instruções oficiais de armazenamento exigem que o produto fechado seja armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada, que é tipicamente entre 20 °C e 25 °C. O produto também não deve ser congelado.


P: A Dobutamina pode causar níveis baixos de potássio?

As precauções oficiais afirmam que a dobutamina pode produzir uma redução ligeira na concentração de potássio no sangue (potássio sérico). No entanto, raramente faz com que o doente atinja níveis de hipocaliemia grave.


P: O excesso de peso altera o efeito da Dobutamina?

A administração de dobutamina baseia-se no peso corporal do doente (microgramas por quilograma por minuto), conforme indicado nas informações oficiais. Isto indica que o peso é um fator chave utilizado pelos prestadores de cuidados de saúde ao calcular e ajustar a taxa de perfusão.


P: Porque é que a Dobutamina deve ser administrada através de uma linha intravenosa exclusiva?

As restrições oficiais de administração afirmam que não é recomendado que a dobutamina seja misturada com outros fármacos na mesma solução. Isto deve-se principalmente a potenciais incompatibilidades físicas com certas substâncias, o que exige a utilização de uma linha intravenosa separada e dedicada.


P: Porque é que o débito urinário é monitorizado de perto enquanto um doente recebe Dobutamina?

O débito urinário pode ser monitorizado porque os fluidos utilizados para administrar a dobutamina podem potencialmente levar a uma sobrecarga de líquidos em alguns doentes. De acordo com as informações oficiais, uma diminuição na quantidade de urina produzida é um sinal associado à retenção de líquidos que pode exigir atenção.


P: Existem nomes comerciais diferentes para a Dobutamina?

Sim, embora a substância ativa seja o Cloridrato de Dobutamina, o fármaco foi comercializado anteriormente nos Estados Unidos sob o nome comercial DOBUTREX.

Como Dobutamine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Dobutamina

Requisitos Oficiais de Conservação

A dobutamina (cloridrato) para injeção deve ser armazenada de acordo com as especificações regulamentares para manter a integridade do produto.

  • Temperatura: O produto fechado deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações até aos 30 °C.
  • Manuseamento: O frasco deve ser mantido na sua embalagem original e não deve ser congelado nem exposto a calor excessivo.
  • Estabilidade: Após a diluição do produto para perfusão intravenosa, a solução resultante deve ser utilizada num prazo de 24 horas.

Eliminação e Segurança Infantil

Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças. A dobutamina não utilizada ou com o prazo de validade expirado, bem como os resíduos, devem ser eliminados em conformidade com os requisitos locais. As orientações oficiais recomendam frequentemente a utilização de um programa de retoma de medicamentos ou o seguimento de instruções específicas para a eliminação doméstica de injetáveis líquidos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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