Dithranol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dithranol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ditranol (Antralina)
Forma Tópica (Creme, Pomada, Solução, Espuma, Pasta)
Classe farmacológica Agente Antipsoriático, Derivado do Antraceno
Uso comum Controlo da Psoríase Crónica
Origem Composto Sintético

O que é o Ditranol?

Que tipo de medicamento é o Ditranol?

O ditranol, também designado pelo seu nome não proprietário antralina, é um medicamento especializado, formalmente classificado como um agente antipsoriático tópico. Esta classificação insere-o num grupo definido de tratamentos dermatológicos para patologias cutâneas persistentes, um papel que tem sido clinicamente reconhecido há décadas. De acordo com o sistema de classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC), o ditranol está integrado no subgrupo dos derivados do antraceno, o que fundamenta a sua classificação química. Este agente é conhecido pela sua eficácia no controlo da psoríase crónica em placas, confirmando o seu propósito terapêutico estabelecido.

Composição e Formas de Apresentação

O componente terapêutico central é a substância ativa Ditranol (DCI), um composto sintético quimicamente identificado como um derivado do antraceno (C14H10O3), estruturalmente relacionado com a crisarobina, esta última menos utilizada. O ditranol é preparado exclusivamente para administração tópica, o que envolve a aplicação do composto diretamente na superfície da pele afetada. Um fator diferenciador deste composto é a diversidade de formas farmacêuticas disponíveis, incluindo preparações em creme, pomada, pasta, solução, espuma e champô, que utilizam veículos específicos para assegurar tanto a estabilidade como a entrega eficaz e localizada do fármaco.

Ação Fundamental nas Células da Pele

A principal ação fisiológica do ditranol é a de um potente agente antiproliferativo, um mecanismo fundamentado por estudos farmacológicos que demonstram a sua capacidade de abrandar a multiplicação excessivamente rápida das células da pele (queratinócitos). Este efeito é alcançado a um nível celular básico, interferindo com a síntese de componentes celulares essenciais e perturbando o fornecimento de energia mitocondrial da célula. Este mecanismo complexo liga-se diretamente ao seu objetivo geral: ao suprimir a proliferação celular descontrolada e ao promover uma diferenciação de queratinócitos mais normalizada, o ditranol auxilia no alívio da descamação e espessura características das lesões psoriáticas em adultos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dithranol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do ditranol (antralina) é definido em grande parte por reações cutâneas locais esperadas, que estão classificadas na categoria de afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos.

Reações Adversas e Frequência

As reações adversas mais frequentemente documentadas são localizadas e dizem respeito ao local de aplicação. As classificações clínicas listam habitualmente os seguintes efeitos como comuns ou esperados:

Tipo de Reação Adversa Classe de Sistemas de Órgãos Classificação Típica
Eritema (vermelhidão) Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Comum
Sensação de ardor Perturbações gerais e alterações no local de administração Comum
Irritação cutânea, Prurido (comichão) Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Comum
Descoloração da pele ou cabelo Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Comum

Reações Graves e Limitações Específicas

Uma reação clinicamente mais significativa documentada é a sensibilidade de contacto alérgica ou a dermatite de contacto grave, situações que podem exigir a redução da concentração ou a interrupção da terapia.

Refira-se que o efeito irritante é dependente da concentração utilizada e pode ser mais acentuado no início do tratamento.

As restrições de segurança fundamentais determinam que o ditranol deve ser evitado em pele não afetada pela psoríase, pele inflamada, com feridas, ou perto de áreas sensíveis como os olhos e membranas mucosas. O agente é também geralmente contraindicado em casos de psoríase aguda ou eritrodérmica. Existem ainda referências ao potencial de fotossensibilidade e ao risco de manchar a pele e o cabelo, bem como a ocorrência de manchas permanentes em tecidos e vestuário.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil oficial para a sobredosagem de ditranol é estritamente definido pela via de exposição, distinguindo-se entre a toxicidade tópica localizada e o risco de ingestão acidental.

A aplicação tópica excessiva — como a utilização de uma concentração ou de um tempo de contacto que exceda os limites recomendados — está documentada como causa de sinais de irritação cutânea local intensa, incluindo uma sensação de ardor e vermelhidão acentuada (eritema). Não se conhecem efeitos secundários sistémicos resultantes desta forma de sobredosagem tópica, limitando-se o risco primário à pele e à área local afetada.

Manifestações de Sobredosagem e Ação de Emergência

Via de Exposição Manifestação Documentada Ação Necessária
Uso Tópico Excessivo Irritação cutânea local grave ou persistente e ardor. Procurar aconselhamento médico se os sintomas locais persistirem.
Ingestão Acidental Irritação do trato digestivo. Consultar um médico imediatamente.

Na eventualidade de uma ingestão acidental, a gestão clínica deve ser sintomática e de suporte. A intervenção neste cenário pode incluir procedimentos como a lavagem gástrica, conforme determinado pelo médico assistente. Refira-se que não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem com ditranol.

Usos terapêuticos de Dithranol

O ditranol é um agente tópico especializado, habitualmente utilizado por adultos para a gestão da psoríase crónica em placas. Este agente é considerado relevante para o controlo de manifestações de psoríase, tanto na sua forma subaguda como crónica.


Foco Terapêutico e Alívio de Sintomas

Este agente é pertinente em condições caracterizadas por períodos de sintomas exacerbados, particularmente naquelas que envolvem placas cutâneas estáveis e elevadas. A sua utilização é aplicável em contextos clínicos que envolvem desafios crónicos da pele, apoiando o doente durante episódios difíceis ao atenuar o mau estar. O ditranol desempenha um papel na gestão de conjuntos de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, abordando as manifestações visíveis de descamação excessiva (hiperqueratose), espessura das placas e vermelhidão acentuada (eritema). Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a melhorar o conforto diário ao aliviar o desconforto físico das lesões.

A terapia é frequentemente aplicada quando a gestão sintomática de suporte é adequada para a psoríase localizada, sendo relevante em contextos que exijam assistência sintomática adicional.

"Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a melhorar o conforto diário ao aliviar o desconforto físico das lesões."

O agente é aplicado na abordagem de condições que apresentam manifestações recorrentes, tais como a psoríase vulgar e outras formas de psoríase crónica em placas.


Factos Rápidos sobre o Benefício Terapêutico

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Psoriáticos Chave
Domínios de Sintomas Abordados Espessura da placa, descamação excessiva e vermelhidão inflamatória.
Contexto Típico de Utilização Áreas localizadas de psoríase crónica, estável ou resistente à terapia.
Benefício Central para o Doente Apoia o conforto diário e ajuda a aliviar a carga global dos sintomas visíveis.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o uso de ditranol (antralina) é definida por regras populacionais específicas, documentadas nas informações regulamentares oficiais.

Populações e Condições com Utilização Proibida

O medicamento é formalmente contraindicado nos seguintes grupos e situações:

Doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa, o ditranol, ou a qualquer outro componente da formulação específica do produto. Também se excluem indivíduos com psoríase aguda ou pustular, bem como situações de erupções de psoríase ativamente inflamadas, uma vez que o seu uso está restrito à psoríase crónica em placas estável. Adicionalmente, deve ser evitada a aplicação em locais anatómicos sensíveis, incluindo o rosto, membranas mucosas ou pregas cutâneas sensíveis (áreas intertriginosas).

Elegibilidade por Idade e Condições Específicas

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial
Grupo Principal Elegível Adultos com psoríase crónica em placas.
Uso Pediátrico A segurança e eficácia não foram estabelecidas para crianças com menos de 12 anos. O uso está limitado a adolescentes a partir dos 12 anos em indicações específicas.
Gravidez Uso condicional; a administração está restrita a situações em que seja considerada claramente necessária.
Amamentação (Lactação) Deve ser exercida precaução. Desconhece-se se o medicamento é excretado no leite humano, exigindo a ponderação entre interromper o fármaco ou a amamentação.

Os documentos regulamentares não referem restrições explícitas de elegibilidade relacionadas com insuficiência hepática ou renal.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil Oficial de Interações

O perfil de interações do ditranol é definido principalmente pela sua absorção sistémica mínima e por limitações tópicas específicas. Uma conclusão significativa quanto ao risco sistémico é a confirmação de que o ditranol não inibe a atividade das enzimas microssomais hepáticas (enzimas CYP). Este facto resulta numa probabilidade formalmente reduzida de ocorrência de interações medicamentosas sistémicas adversas.

Restrições Relacionadas com Interações

Existem diversos condicionalismos locais e temporais para a coadministração de outros produtos:

O ditranol não deve ser utilizado em simultâneo com medicamentos fotossensibilizantes, uma vez que esta combinação pode potenciar os efeitos de sensibilidade à luz. O uso de produtos que contenham propilenoglicol também está restrito, devido ao risco de o ditranol ser oxidado e quimicamente inativado.

Relativamente aos modificadores de eficácia, está documentado que preparações contendo ácido salicílico podem potenciar o efeito do tratamento. Por outro lado, a aplicação concomitante de substâncias tópicas como o alcatrão de hulha, o óxido de zinco ou o amido pode diminuir os resultados terapêuticos.

Quanto às restrições de absorção, o ditranol pode aumentar a absorção de outras substâncias aplicadas na mesma área da pele, o que representa um fator de cautela para outros agentes tópicos coadministrados.

Regras Obrigatórias de Intervalo Temporal

Existe um requisito temporal crítico em relação a tratamentos anteriores: deve ser respeitado um intervalo mínimo de uma a duas semanas entre a interrupção do uso de corticosteroides tópicos de longa duração e o início do tratamento com ditranol. Esta regra de intervalo é necessária para mitigar o risco do fenómeno de "rebound" (efeito de ricochete) da psoríase.

Conclusão do Perfil de Interação

A estrutura de interações é predominantemente limitada ao local de aplicação. O perfil estabelece a ausência de riscos farmacocinéticos sistémicos, focando-se na definição de regras rigorosas de tempo e de coadministração para agentes tópicos e fotossensibilizantes, de modo a preservar a estabilidade e a eficácia do fármaco.

Mecanismo de ação

Supressão do Crescimento Excessivo de Células Epidérmicas

O mecanismo principal do ditranol baseia-se na sua atuação como um agente redutor que, após a aplicação, gera Espécies Reativas de Oxigénio (ERO) e radicais livres. Estas espécies altamente reativas incidem sobre as estruturas energéticas das células, as mitocôndrias, perturbando o seu fornecimento de energia e inativando enzimas metabólicas fundamentais. Este processo conduz diretamente à inibição da síntese de ADN e da atividade mitótica nos queratinócitos em rápida proliferação, resultando na regulação da cinética das células epidérmicas.


Modulação da Sinalização Inflamatória Local

Paralelamente à sua ação antiproliferativa, o ditranol exerce um efeito anti-inflamatório através da modulação do ambiente imunitário local. O seu mecanismo suprime a produção de várias citocinas pró-inflamatórias (como a IL-8 e a IL-36) e reduz a capacidade de infiltração de células imunitárias nos tecidos, nomeadamente linfócitos T e neutrófilos. Ao atenuar o ciclo de sinalização inflamatória e ao limitar a migração destas células, o mecanismo promove uma diminuição da atividade do sistema imunitário localizado.


Limitações Mecanísticas da Ação Redox

O mecanismo terapêutico depende de uma química redox não específica que gera ERO, as quais atuam sobre uma gama alargada de alvos celulares. Este mecanismo intrínseco não pode ser totalmente dissociado de uma atividade bioquímica colateral em estruturas celulares que não são o alvo principal. Esta limitação do mecanismo está relacionada com o stresse bioquímico local resultante, que é uma característica intrínseca deste modo de ação.

Informações sobre dosagem e administração

A administração de ditranol, também conhecido por antralina, está formalmente limitada à via tópica para uso dermatológico, encontrando-se formulado exclusivamente em diversas formas, incluindo cremes, pomadas, pastas e champôs. As concentrações variam habitualmente entre 0,1% e 2% entre as várias formulações disponíveis.


O princípio fundamental de utilização é a Terapia de Contacto Curto (SCT), um regime especializado em que o medicamento é aplicado durante um período breve e controlado, em vez de permanecer continuamente na pele. A aplicação nas lesões é geralmente aconselhada uma vez por dia. O protocolo de tratamento inicia-se com uma concentração inicial baixa e um tempo de contacto curto, normalmente entre 5 a 15 minutos. As instruções oficiais determinam que tanto a concentração do produto como a duração do contacto sejam aumentadas gradualmente (tituladas) até que se observe a resposta pretendida.


As diretrizes oficiais exigem que o produto seja aplicado moderadamente e apenas sobre as lesões psoriáticas, existindo instruções rigorosas para evitar áreas sensíveis, tais como os olhos, membranas mucosas, rosto, pescoço e pregas cutâneas. No final do tempo de contacto prescrito, o produto deve ser removido completamente através de lavagem ou banho. Para populações específicas, como adolescentes a partir dos 12 anos, pode ser aplicada uma formulação em champô no couro cabeludo durante 3 a 5 minutos, até quatro vezes por semana, seguindo as instruções definidas no rótulo. Este protocolo assegura que a aplicação é administrada sob condições procedimentais rigorosamente definidas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Ditranol


Evidência para Uso em Psoríase Crónica em Placas

A investigação clínica avaliou o ditranol na gestão da psoríase crónica em placas, uma condição caracterizada por períodos de intensificação de sintomas, tais como manchas cutâneas persistentes e salientes. Os tipos de estudos realizados incluem Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas, que frequentemente combinam resultados de múltiplos ensaios individuais para proporcionar uma compreensão mais alargada.

Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e o estado da pele, utilizando principalmente a escala padronizada conhecida como pontuação PASI (Psoriasis Area and Severity Index). Esta pontuação é utilizada na investigação para analisar a evolução dos sintomas ao longo do tempo, quantificando diferenças na descamação, na vermelhidão e na espessura da pele. Os ECA relataram que, quando o ditranol foi comparado com um placebo, foram observados padrões de alteração nas pontuações padronizadas da doença.

A base de evidência recebeu uma classificação de Alta, indicando a existência de um volume substancial de Ensaios Controlados Aleatorizados sobre o tema. Contudo, a vasta experiência clínica com o ditranol ao longo de muitos anos excede frequentemente a quantidade de documentação moderna e formal disponível através de ensaios clínicos de grande escala.


Ensaios Comparativos e Investigação com Placebo

A investigação analisou o ditranol em ensaios concebidos para avaliar o seu posicionamento relativo na gestão dos sintomas. Estudos controlados exploraram vários métodos de aplicação e regimes, tais como a terapia de contacto curto, que é relevante em ensaios que avaliam padrões de sintomas episódicos ou de curto prazo.

Estudos comparativos que analisaram o ditranol juntamente com agentes como os análogos da Vitamina D indicaram resultados mistos entre os diversos ensaios. A evidência comparativa permanece limitada nalgumas áreas, particularmente em comparações modernas com a totalidade das opções tópicas disponíveis. Além disso, alguns estudos monitorizam os resultados de regimes terapêuticos combinados que associam o ditranol a outros tratamentos, tais como a fototerapia UVB ou corticosteroides tópicos.

Estudos de Longo Prazo e Dados de Seguimento

Estudos focados no impacto a longo prazo do ditranol analisaram durante quanto tempo a pele mantinha o seu estado de melhoria após a terapia, acompanhando frequentemente os doentes para medir a duração da remissão. A duração do seguimento foi limitada em muitos dos principais estudos de eficácia, abrangendo habitualmente entre três a oito semanas. No entanto, alguns ensaios incluíram períodos de seguimento alargados, com investigação que descreve padrões de recaída observados em alguns estudos até um período de dois anos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ditranol (FAQ)

P: Para que é utilizado o Ditranol?

R: O ditranol é um medicamento tópico utilizado principalmente para tratar a psoríase, uma condição cutânea comum que faz com que as células se acumulem rapidamente na superfície da pele, formando escamas espessas e prateadas e manchas secas que causam comichão. É frequentemente utilizado na psoríase crónica em placas.

P: Como é que o Ditranol atua?

R: Pensa-se que o ditranol atue através da inibição do crescimento e da multiplicação excessiva das células da pele (queratinócitos) que caracterizam a psoríase. Também atua como um agente anti-inflamatório, ajudando a reduzir a vermelhidão e a espessura das placas psoriáticas.

P: Quanto tempo demora o Ditranol a fazer efeito?

R: O tempo que o ditranol demora a apresentar melhorias pode variar entre indivíduos e depende da gravidade da psoríase e do regime de tratamento específico. Geralmente, podem observar-se melhorias visíveis após várias semanas de utilização consistente. O tratamento é frequentemente continuado até que as manchas na pele afetada tenham desaparecido.

P: Qual é a forma correta de aplicar o Ditranol?

R: O ditranol é habitualmente aplicado nas áreas afetadas da pele, evitando o contacto com a pele sã e áreas sensíveis como os olhos, a boca e os órgãos genitais. É tipicamente aplicado como uma terapia de contacto curto, o que significa que é deixado na pele durante um curto período (frequentemente entre 10 a 60 minutos) antes de ser meticulosamente removido com lavagem. O seu médico fornecerá instruções específicas sobre a concentração e a duração da aplicação.

P: Quais são os efeitos secundários comuns do Ditranol?

R: Os efeitos secundários comuns incluem irritação cutânea, como ardor, vermelhidão ou comichão, especialmente ao iniciar o tratamento ou ao utilizar concentrações mais elevadas. O ditranol também pode causar manchas temporárias arroxeadas ou acastanhadas na pele, no cabelo e no vestuário. Estas manchas são geralmente reversíveis na pele, mas podem ser permanentes nos tecidos. São utilizadas técnicas de aplicação adequadas e a terapia de contacto curto para minimizar os efeitos secundários.

P: O Ditranol pode ser utilizado no rosto ou nas pregas da pele?

R: O ditranol não é geralmente recomendado para utilização no rosto, nas virilhas ou noutras áreas sensíveis da pele (como as pregas cutâneas) devido ao elevado risco de irritação grave e de coloração. Se for prescrito para áreas próximas do rosto ou pregas, são utilizadas concentrações baixas e tempos de contacto muito breves sob estrita vigilância médica.

Como Dithranol deve ser armazenado e descartado?

Informações de Conservação e Eliminação

As preparações de ditranol devem ser conservadas sob condições específicas para garantir a sua estabilidade e segurança.

Âmbito da Conservação Requisito Regulamentar
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C), evitando o calor excessivo.
Regra do Recipiente Manter o recipiente bem fechado ou devidamente tapado para proteger o conteúdo.
Segurança Infantil O medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Relativamente à eliminação, o produto não deve ser simplesmente deitado no lixo comum nem na canalização. O ditranol não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser descartado através de um programa oficial de recolha de medicamentos. Caso não exista uma opção de recolha disponível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como borras de café ou terra) e colocado num recipiente selado antes de ser depositado no lixo doméstico. Toda a informação pessoal deve ser removida da embalagem antes de a descartar.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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