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Dimethyl Sulfoxide

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Dimethyl Sulfoxide

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Dimethyl Sulfoxide

Factos Rápidos

  • Nome Químico: Dimetilsulfóxido (DMSO)
  • Origem: Subproduto do processamento da pasta de madeira
  • Propriedade Principal: Capacidade de penetrar membranas biológicas
  • Uso Aprovado: Tratamento paliativo para cistite intersticial

O Dimetilsulfóxido (DMSO) é um composto organossulfurado derivado principalmente como um subproduto do processamento da pasta de madeira, apresentando-se como um líquido límpido e incolor à temperatura ambiente. É reconhecido como um poderoso solvente aprótico, o que significa que pode dissolver uma grande variedade de compostos químicos, tanto polares como não polares.

Utilidade Médica e Mecanismo

A propriedade mais significativa do DMSO na medicina é a sua capacidade excecional de penetrar facilmente nas membranas biológicas, incluindo a pele, e de atuar como um transportador para aumentar a difusão de outras pequenas moléculas nos tecidos. Esta propriedade é aproveitada em sistemas de administração tópica de fármacos e explica a sua principal utilização aprovada como uma instilação vesical (lavagem da bexiga) para o tratamento paliativo de sintomas associados à cistite intersticial (síndrome da bexiga dolorosa).

Para além do seu papel como potenciador de penetração, o próprio DMSO apresenta múltiplas ações farmacológicas. Estas incluem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas (bloqueio da dor) e antioxidantes, que se pensa derivarem da sua capacidade de eliminar radicais livres. Adicionalmente, o DMSO é amplamente utilizado na medicina como um crioprotetor para prevenir danos causados por cristais de gelo ao congelar e preservar materiais biológicos, tais como células estaminais e órgãos para transplante.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Dimethyl Sulfoxide?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Os dados de segurança do Dimetilsulfóxido (DMSO), especificamente para a sua utilização aprovada em instilação vesical, definem um perfil de segurança baseado em efeitos locais expectáveis e na necessidade de monitorização sistémica. As reações adversas mais características e classificadas como Muito Frequentes documentadas na rotulagem oficial incluem um sabor a alho sentido pelo doente e um odor correspondente no hálito e na pele, que pode persistir até 72 horas após a administração. Uma dor transitória ou sensação de ardor no local da instilação é também classificada como Frequente, embora se note geralmente que este desconforto diminui com a exposição repetida.


Reações Sistémicas e Graves

Os documentos regulatórios oficiais classificam algumas reações menos frequentes, mas mais sistémicas, por Classe de Sistemas de Órgãos. Estas incluem efeitos adversos relacionados com Doenças do Sangue e do Sistema Linfático (como a hemólise, ou destruição de glóbulos vermelhos) e Doenças do Sistema Imunitário, abrangendo o risco de reações de hipersensibilidade graves (respostas alérgicas). As afeções oculares, incluindo potenciais alterações no cristalino, são uma preocupação de segurança fundamental mencionada na rotulagem, exigindo frequentemente uma monitorização periódica.


Restrições de Segurança e Populações Especiais

As restrições independentes da via de administração incluem uma Contraindicação para doentes com historial conhecido de hipersensibilidade ao fármaco. As considerações de segurança específicas para populações específicas são oficialmente mencionadas para a gravidez, na qual se recomenda precaução na utilização devido à toxicidade detetada no desenvolvimento em estudos animais, e durante a lactação, uma vez que a excreção no leite humano é desconhecida. Devido à capacidade do DMSO para aumentar a penetração através das membranas, o perfil de segurança inclui também uma advertência de nível elevado relativa ao seu potencial para aumentar a exposição sistémica e a toxicidade de medicamentos administrados em conjunto.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulatório oficial relativo à sobredosagem de Dimetilsulfóxido (DMSO) baseia-se primordialmente em reações graves e potencialmente fatais, observadas após a administração de concentrações elevadas ou de quantidades totais elevadas.

É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou perante a ocorrência de reações graves documentadas.


Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os documentos oficiais indicam que as reações graves, que são frequentemente relacionadas com a dose, podem incluir:

  • Dificuldade Respiratória e Broncoespasmo: dificuldade grave em respirar.
  • Eventos Cardiovasculares: bradicardia grave (ritmo cardíaco lento), paragem cardíaca ou hipotensão (pressão arterial perigosamente baixa).
  • Sinais Neurológicos: convulsões, encefalopatia ou perda de consciência.
  • Efeitos Sistémicos: hemólise (destruição de glóbulos vermelhos), elevação das enzimas hepáticas e compromisso renal.

Gestão da Sobredosagem

Factores Relacionados com a Dose: A gravidade dos efeitos tóxicos está explicitamente descrita como estando relacionada com a quantidade de Dimetilsulfóxido administrada. As orientações regulatórias recomendam a minimização da dose total administrada, limitando-a, frequentemente, a não mais de 1 grama por quilograma de peso corporal por dia.

Resposta de Emergência: Para mitigar riscos, está oficialmente previsto que a disponibilidade de medicamentos de emergência seja confirmada na área imediata antes da administração do produto. O tratamento para a sobredosagem é tipicamente de suporte, centrando-se na gestão das manifestações clínicas específicas que surjam.

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Usos terapêuticos de Dimethyl Sulfoxide

Usos Principais e Benefícios do Dimetilsulfóxido

O Dimetilsulfóxido (DMSO) é um composto orgânico amplamente reconhecido pela sua capacidade de penetrar as membranas biológicas e atuar como um agente terapêutico versátil. A sua aplicação principal, aprovada em contextos clínicos específicos, foca-se no alívio de condições inflamatórias e dolorosas, destacando-se a sua utilidade no tratamento da cistite intersticial. Nestes casos, o DMSO é administrado diretamente na bexiga para reduzir a dor e a frequência urinária, proporcionando um alívio significativo para pacientes com esta condição crónica.

Além da sua aplicação urológica, o DMSO é frequentemente utilizado de forma tópica para gerir a dor e o inchaço associados a diversos distúrbios musculoesqueléticos. As suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas permitem que seja aplicado na pele para tratar entorses, tensões musculares e certas formas de artrite. O composto atua na redução da condução nervosa da dor e na diminuição da produção de radicais livres nos tecidos inflamados, o que contribui para a aceleração da recuperação de lesões nos tecidos moles.

Outro benefício relevante do Dimetilsulfóxido reside na sua função como veículo facilitador para a absorção de outros fármacos. Devido à sua elevada permeabilidade, o DMSO pode ser combinado com outros medicamentos para potenciar a sua entrada na corrente sanguínea ou nos tecidos profundos através da derme. Esta característica torna-o uma ferramenta valiosa em contextos onde a entrega localizada de substâncias é necessária.

Embora o DMSO apresente diversos benefícios terapêuticos, o seu uso deve ser monitorizado para evitar irritações cutâneas ou outras reações adversas. A eficácia do composto no tratamento da dor neuropática e de certas condições dermatológicas continua a ser objeto de estudo, consolidando o seu papel como uma opção terapêutica importante na medicina contemporânea para o controlo da inflamação e do desconforto físico.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Dimetilsulfóxido


Âmbito de elegibilidade

Categoria Estatuto na Rotulagem Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Doentes adultos com Cistite Intersticial que necessitem de instilação intravesical.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com historial conhecido de hipersensibilidade ao Dimetilsulfóxido.
Populações para as quais o uso não é recomendado Doentes pediátricos, mulheres grávidas ou em período de lactação.

Regras Específicas por Condição e Idade

  • Uso Pediátrico: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças ou adolescentes.
  • Uso Geriátrico: Não estão documentadas restrições específicas além das aplicáveis à população adulta em geral.
  • Compromisso Hepático e Renal: Recomenda-se precaução; a elegibilidade contínua requer a realização de análises periódicas às funções hepática e renal.
  • Saúde Ocular: A continuidade do uso obriga à realização de exames oftalmológicos periódicos para monitorizar potenciais alterações.
  • Estado de Gravidez: O uso não é recomendado e deve ocorrer apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
  • Lactação: O uso não é recomendado, uma vez que se desconhece se o fármaco é excretado no leite humano.

Estrutura Resultante de Elegibilidade

A rotulagem regulatória do Dimetilsulfóxido estabelece uma exclusão absoluta para indivíduos com hipersensibilidade ao produto. A utilização não está estabelecida para doentes pediátricos e não é recomendada durante a gravidez ou a amamentação. Aplica-se uma elegibilidade condicional a doentes com compromisso hepático ou renal, que devem ser submetidos a monitorização bioquímica regular, e àqueles que necessitem de exames oculares periódicos para prosseguirem com o tratamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulatórios oficiais para o Dimetilsulfóxido (DMSO), enquanto solução intravesical aprovada, focam-se principalmente no potencial de interações entre medicamentos, embora a lista reportada seja restrita e esteja especificamente associada à via de administração aprovada.

Medicamentos com Interação Documentada

Os dois produtos medicinais seguintes estão listados na rotulagem oficial como tendo interações reportadas com o Dimetilsulfóxido:

  • Sulindaco
  • Verteporfina

A rotulagem regulatória para a formulação aprovada não fornece atualmente um mecanismo de ação detalhado para estas interações específicas, nem as classifica por gravidade (ex.: Grave, Moderada ou Ligeira) na secção padrão de interações. Não foram impostas regras específicas de administração baseadas no tempo (como requisitos de intervalo entre doses) com base nestas interações documentadas.

Contexto e Limitações das Interações

Embora a solução intravesical de Dimetilsulfóxido tenha um perfil de interações formais limitado, a informação regulatória reconhece uma propriedade fundamental da substância: a sua capacidade de potenciar a penetração de outros materiais através das membranas biológicas quando utilizada de forma tópica ou transdérmica. No entanto, este facto é assinalado como uma característica geral da substância e não como uma limitação formal de interação medicamentosa para o produto aprovado de uso não tópico. A estrutura oficial de interações é, portanto, definida de forma restrita e estritamente limitada à informação relevante para a utilização interna aprovada.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Dimetilsulfóxido

A ação do Dimetilsulfóxido (DMSO) abrange vários domínios, sendo caracterizada por interações moleculares diretas que modulam diversos processos fisiológicos fundamentais.

Modulação da Inflamação Local e do Stresse Celular

O DMSO atua principalmente como um neutralizador direto de radicais livres, eliminando eficazmente moléculas altamente reativas, nomeadamente o radical hidroxilo (OHcdot), o que reduz o potencial de stresse oxidativo. Esta ação antioxidante é combinada com a redução da atividade de citocinas pró-inflamatórias (como o TNF-alfa), que são mediadores que impulsionam as respostas inflamatórias. Coletivamente, estes mecanismos levam à diminuição da concentração de mediadores pró-inflamatórios e à subsequente redução da sensibilização neural local.

Interrupção da Sinalização da Dor e do Tónus Muscular

O mecanismo inclui um efeito analgésico localizado, alcançado através da interação com as fibras nervosas periféricas, causando um abrandamento reversível da velocidade de condução nervosa que bloqueia os sinais nociceptivos. Além disso, o DMSO modula a dinâmica do cálcio intracelular nas células musculares lisas, resultando no relaxamento da parede dos órgãos. Esta ação modula tanto a frequência de transmissão de sinais como a tensão muscular lisa localizada.

Modulação de Membranas e Potenciação do Mecanismo

Uma característica única do DMSO é a sua ação de modulação estrutural nas membranas biológicas. Ao integrar-se de forma reversível nas bicamadas lipídicas, aumenta a permeabilidade da membrana. Este mecanismo facilita o acesso a tecidos mais profundos da própria molécula e de quaisquer agentes administrados em conjunto, contribuindo para a entrega dos mecanismos anti-inflamatórios e analgésicos às camadas de tecido mais profundas.

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Informações sobre dosagem e administração

O Dimetilsulfóxido é utilizado através de uma técnica procedimental especializada conhecida como instilação intravesical, que consiste na administração direta da solução na bexiga. Esta é a única via de administração aprovada para o fármaco, estando explicitamente definido que a solução não se destina a injeção intravenosa ou intramuscular.

Protocolo Oficial de Administração

A dose padrão para adultos envolve a instilação de 50 mililitros (mL) da solução aquosa a 50% especificada por sessão de tratamento. O volume da dose é fixo, correspondendo a 0,54 gramas de Dimetilsulfóxido por mililitro de solução. O procedimento requer a utilização de um cateter ou seringa para administrar o medicamento na bexiga num contexto clínico, sendo habitualmente gerido por um profissional de saúde.

Frequência e Duração

O tratamento segue um cronograma definido. A frequência padrão consiste na repetição da instilação a cada duas semanas. Este padrão de administração quinzenal é mantido até que se atinja um ponto de alívio sintomático máximo. Após a fase inicial de indução, o tempo entre os tratamentos pode ser alargado, podendo transitar-se para um regime menos frequente para manutenção.

Condições do Procedimento

Um elemento crítico das instruções de utilização é o tempo de permanência necessário: a solução deve permanecer na bexiga durante um período mínimo de 15 minutos antes de ser expelida através de micção espontânea. Embora o tratamento seja habitualmente realizado sem anestesia, as sessões de instilação iniciais podem ser executadas sob anestesia em doentes que apresentem uma elevada sensibilidade vesical, conforme delineado nos documentos de prescrição.

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Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Dimetilsulfóxido

Evidência para o uso na Cistite Intersticial/Síndrome de Dor Vesical (CI/SDV)

A investigação que explora o Dimetilsulfóxido (DMSO) foi avaliada no contexto dos sintomas da Cistite Intersticial/Síndrome de Dor Vesical (CI/SDV), baseando-se principalmente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos foram desenhados para examinar as experiências relatadas pelos doentes relativamente à evolução dos sintomas ao longo do tempo, comparando frequentemente a instilação de DMSO com um placebo ou com outra substância. Foram medidos resultados relacionados com o desconforto físico e índices específicos de sintomas e problemas, a par de indicadores de funcionamento diário, como alterações na frequência urinária.

Os estudos descreveram como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante o período de estudo de curta duração. A investigação destaca alterações medidas durante este período para resultados que monitorizam o esforço ou stresse fisiológico. Os achados descrevem padrões observados nos estudos relativos a resultados relatados pelos doentes sobre o desconforto percecionado e a urgência urinária. As principais limitações incluem o facto de as amostras terem sido modestas nalguns dos ECA originais, e a qualidade da evidência variar entre estudos devido a diferenças nos protocolos de diagnóstico e tratamento.


Evidência em Criopreservação e Bancos de Tecidos Biológicos

O uso de DMSO na preservação de materiais biológicos foi estudado durante um período significativo, principalmente em ambientes laboratoriais e clínicos especializados. Esta investigação explorou a viabilidade celular pós-descongelamento, focando-se na preservação de células e tecidos a temperaturas ultra-baixas, como no caso do transplante de órgãos ou de células estaminais. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional, medindo a viabilidade celular após o descongelamento e a integridade funcional das células (a sua capacidade de crescer e de se desenvolverem normalmente).

As medições laboratoriais descreveram padrões de sobrevivência celular após o descongelamento. Os dados clínicos provenientes de protocolos de transplante descrevem a enxertia e a função de células que foram processadas e armazenadas utilizando métodos baseados em DMSO. Os dados relativos à recuperação funcional a longo prazo destes materiais preservados permanecem insuficientes quando comparados com métodos que não utilizam DMSO.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos através de um corpo robusto de ensaios controlados. A investigação explorou resultados relacionados com o funcionamento diário ou nível de atividade durante períodos prolongados em doentes com CI/SDV, principalmente através de contextos observacionais. Falta evidência comparativa em estudos de larga escala que comparem diretamente a instilação de DMSO com outros tratamentos para a CI/SDV. A informação relativa a resultados em crianças, adolescentes ou adultos mais velhos com CI/SDV também permanece limitada.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dimetilsulfóxido (FAQ)


P: Existem problemas conhecidos entre o Dimetilsulfóxido e o consumo de álcool?

As informações oficiais dos medicamentos para a solução intravesical aprovada habitualmente não listam o álcool como uma interação formal e documentada. É importante recordar que as listas de interações oficiais focam-se principalmente em conflitos entre medicamentos. Esta informação é descritiva dos dados regulatórios e não pretende servir como aconselhamento médico.

P: O Dimetilsulfóxido interage com analgésicos comuns de venda livre?

O perfil de interações formais listado nos documentos oficiais é limitado, mencionando apenas os medicamentos sujeitos a receita médica Sulindaco e Verteporfina. No entanto, o Dimetilsulfóxido possui uma propriedade química conhecida que lhe permite potenciar a penetração de outras substâncias através das membranas biológicas. Isto significa que o potencial para o aumento da exposição sistémica de quaisquer produtos administrados em conjunto é uma consideração documentada.

P: Quais são as principais diferenças entre o Dimetilsulfóxido de grau farmacêutico aprovado e o de grau industrial?

As entidades reguladoras sublinham que o fármaco aprovado é de Grau Médico. Este grau distingue-se do Grau Industrial por ser submetido a uma certificação rigorosa que atesta um padrão de pureza elevada e garante a ausência de contaminantes prejudiciais. O Grau Médico é a única forma aprovada para tratamento em humanos.

P: O uso de Dimetilsulfóxido afeta a tensão arterial ou a frequência cardíaca?

Embora o uso intravesical aprovado não liste habitualmente alterações na tensão arterial ou na frequência cardíaca como efeitos secundários frequentes, o perfil de segurança do fármaco inclui a monitorização de efeitos sistémicos. Foram observadas alterações transitórias na frequência cardíaca e na tensão arterial em estudos, particularmente quando o fármaco é administrado por via intravenosa em contextos de investigação.

P: O Dimetilsulfóxido é o mesmo composto químico que o MSM (Metilsulfonilmetano)?

Não, o Dimetilsulfóxido é uma entidade química distinta do Metilsulfonilmetano (MSM). Embora ambos sejam compostos de organoenxofre e estejam quimicamente relacionados, possuem estruturas moleculares diferentes e são utilizados para finalidades distintas.

P: É normal sentir ligeiras náuseas ou desconforto gástrico após usar Dimetilsulfóxido?

Sim, foram reportadas náuseas, vómitos ou desconforto gástrico geral como efeitos secundários sistémicos associados ao uso de Dimetilsulfóxido. A frequência destes sintomas pode variar entre doentes, mas são considerados parte do perfil de segurança conhecido do fármaco.

P: Porque é que o Dimetilsulfóxido é por vezes mencionado em discussões sobre investigação em medicina veterinária?

O Dimetilsulfóxido é mencionado na medicina veterinária porque possui uma formulação tópica aprovada para uso em animais específicos. Este uso aprovado destina-se ao tratamento de certas condições inflamatórias e inchaço agudo em cães e cavalos.

P: Existem medicamentos específicos para a saúde mental que interagem com o Dimetilsulfóxido?

O rótulo oficial do Dimetilsulfóxido não nomeia especificamente quaisquer medicamentos de saúde mental como interações formais. Contudo, a rotulagem regulatória inclui um aviso relativo à coadministração com medicamentos que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC), tais como sedativos. Isto deve-se ao potencial do Dimetilsulfóxido para aumentar os efeitos desses medicamentos.

P: Como é regulada a pureza do Dimetilsulfóxido de grau farmacêutico?

A pureza do Dimetilsulfóxido de grau farmacêutico é estritamente regulada pelos principais organismos governamentais. A regulamentação exige o cumprimento das normas de Boas Práticas de Fabrico (GMP). Estas normas garantem que o produto mantém um elevado nível de pureza e possui um baixo potencial tóxico nos níveis de utilização aceites.

P: De que forma a concentração de Dimetilsulfóxido na formulação prescrita afeta a sua utilização?

A única concentração aprovada para instilação intravesical para a cistite intersticial é a solução aquosa a 50%. Todos os dados regulatórios de segurança e eficácia baseiam-se exclusivamente nesta formulação específica. Por conseguinte, o uso aprovado está dependente desta concentração fixa.

P: O Dimetilsulfóxido afeta os padrões de sono?

O perfil de segurança oficial inclui efeitos secundários reportados que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC), tais como tonturas, sonolência e letargia. Estes efeitos podem influenciar indiretamente o estado de alerta do doente durante o dia ou os seus padrões de sono.

P: Existem diferenças assinaláveis na forma como o Dimetilsulfóxido é regulado nos EUA face à Europa?

O objetivo regulatório central, que é o tratamento da cistite intersticial, é geralmente consistente entre as diferentes agências internacionais. No entanto, as classificações regulatórias específicas, os padrões de grau exigidos e os elementos detalhados da rotulagem podem variar entre países.

P: Qual é a fórmula molecular do Dimetilsulfóxido?

A fórmula molecular do Dimetilsulfóxido, que descreve o número e o tipo de átomos presentes na molécula, é C2H6OS. Esta é a estrutura química identificada nas bases de dados regulatórias e farmacopeias.

P: As fontes oficiais descrevem algum potencial do Dimetilsulfóxido para causar irritação na pele?

Sim, as informações oficiais de segurança, embora focadas principalmente no uso intravesical, afirmam que o contacto direto da pele com o Dimetilsulfóxido pode causar reações locais. Estas reações podem incluir irritação cutânea, vermelhidão (eritema) e uma sensação de ardor.

P: Existem restrições à condução ou ao manuseamento de máquinas durante o uso de Dimetilsulfóxido?

Sim, existem avisos oficiais relativamente a atividades que exijam alerta mental total. Isto deve-se ao potencial documentado de efeitos secundários, como tonturas, sonolência ou sedação, que podem afetar o estado de alerta após a administração.

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Como Dimethyl Sulfoxide deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Dimetilsulfóxido

As diretrizes regulatórias oficiais exigem condições específicas para manter a estabilidade e a segurança do Dimetilsulfóxido (DMSO).


Requisitos de Armazenamento

No que respeita à temperatura e ao ambiente, deve-se conservar o DMSO num local fresco, seco e bem ventilado, tipicamente entre os 15 °C e os 25 °C. O recipiente deve ser mantido hermeticamente fechado para proteger o produto da humidade, uma vez que é altamente higroscópico, ou seja, absorve água do ar.

Quanto às condições proibidas, o produto deve ser armazenado ao abrigo da luz solar direta e mantido afastado do calor, faíscas, chamas abertas e materiais incompatíveis, tais como agentes oxidantes fortes ou ácidos. No âmbito da segurança infantil, os recipientes devem ser guardados fora do alcance e da vista das crianças e, dependendo da classificação regulatória, pode ser exigido o seu armazenamento num local fechado à chave.

Requisitos de Eliminação

Relativamente aos resíduos químicos, o DMSO não utilizado ou fora do prazo de validade, bem como os seus recipientes, devem ser eliminados através de uma unidade de tratamento de resíduos aprovada ou por um recoletor de resíduos comerciais licenciado.

Para garantir a proteção ambiental, é estritamente proibida a libertação do produto em ralos, águas superficiais ou águas subterrâneas. O produto não deve ser vertido na rede de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Dimethyl Sulfoxide encontrado em:

ÍNDICE A-Z: