Diltiazem

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Diltiazem

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Diltiazem

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de diltiazem
Formas farmacêuticas Comprimido, Cápsula (libertação prolongada), Solução (injetável)
Classe farmacológica Bloqueador dos Canais de Cálcio (BCC)
Objetivo comum Gestão do ritmo cardíaco e da tensão circulatória
Origem Sintética (derivado da benzotiazepina)

O que é o Diltiazem e qual a sua Identidade Farmacológica?

O diltiazem é um medicamento sujeito a receita médica que contém o princípio ativo cloridrato de diltiazem, um composto sintético derivado da estrutura química da benzotiazepina. Esta substância é fundamentalmente classificada como um fármaco cardiovascular e pertence à classe dos Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC). A formulação de diltiazem é clinicamente reconhecida pelos seus efeitos terapêuticos equilibrados, atuando tanto no sistema elétrico do coração como na rede vascular periférica.

Especificamente, o diltiazem é um BCC não-di-hidropiridínico, o que constitui um fator diferenciador essencial face a outros antagonistas do cálcio. Esta distinção significa que o diltiazem exerce um efeito dual moderado, sendo altamente valorizado pela sua aplicabilidade em cenários de utilização comum onde se requer, em simultâneo, a redução da frequência cardíaca e o relaxamento dos vasos sanguíneos. Marcas conhecidas que contêm esta Denominação Comum Internacional (DCI) incluem o Cardizem e o Tiazac, o que reflete a sua ampla aceitação.

Objetivo Geral e Mecanismo de Ação do Diltiazem

O objetivo geral do diltiazem é melhorar o funcionamento global do sistema circulatório através da redução simultânea da frequência cardíaca e do relaxamento dos vasos sanguíneos. O fármaco atua como um antagonista do cálcio, inibindo o movimento do cálcio para o interior das células cardíacas e vasculares. Esta ação resulta em efeitos fisiológicos que incluem uma influência cronotrópica negativa (abrandamento do ritmo cardíaco) e uma redução da resistência vascular periférica (vasodilatação).

Esta classe de compostos é reconhecida pelo seu efeito simultâneo no sistema de condução do coração e no tónus vascular. Isto significa que o fármaco ajuda a reduzir a carga de trabalho do coração, ao mesmo tempo que melhora o fluxo sanguíneo através de artérias relaxadas.

Formas Disponíveis: Libertação Imediata versus Libertação Prolongada

O diltiazem é um produto de substância ativa única preparado para administração oral e intravenosa. As suas formas farmacêuticas incluem comprimidos orais (de libertação imediata), cápsulas (de libertação prolongada) e uma solução aquosa para injeção. A distinção fundamental entre as formas orais é o padrão de libertação: as formas de libertação prolongada são formuladas com excipientes para assegurar uma cedência sustentada de cloridrato de diltiazem ao longo de um dia completo, oferecendo uma presença terapêutica consistente no organismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Diltiazem?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do cloridrato de diltiazem é formalmente categorizado pelas autoridades regulamentares, estando as reações adversas agrupadas por frequência e pelo sistema orgânico afetado. Os efeitos secundários documentados com maior frequência incluem o edema periférico (inchaço, particularmente nas pernas), cefaleias (dores de cabeça) e fadiga, sendo todos classificados como Frequentes.

Efeitos menos habituais (Pouco Frequentes) podem incluir palpitações, bradicardia (ritmo cardíaco lento), insónia e elevações temporárias das enzimas hepáticas (transaminases). Reações raras podem envolver problemas cutâneos como a urticária.

As reações adversas graves, embora raras, encontram-se documentadas nas informações oficiais. Estas incluem o desenvolvimento ou agravamento de insuficiência cardíaca congestiva e perturbações graves da atividade elétrica do coração, como o bloqueio auriculoventricular (AV) de alto grau. Reações cutâneas graves e potencialmente fatais, tais como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a necrólise epidérmica tóxica (NET), também estão oficialmente listadas como possíveis.

As notas de segurança especificam que certos efeitos cardiovasculares, como a bradicardia, podem ser observados com maior frequência durante o início do tratamento ou após um aumento da dose. Além disso, as informações oficiais definem limitações rigorosas de utilização (contraindicações). O diltiazem não se destina a ser utilizado em indivíduos com condições pré-existentes, tais como a síndrome do nó sinusal (exceto se o doente for portador de um pacemaker) ou hipotensão grave (tensão arterial muito baixa).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com diltiazem afeta principalmente o sistema cardiovascular, exigindo intervenção médica imediata. As manifestações clínicas reconhecidas incluem bradicardia grave (ritmo cardíaco anormalmente lento), hipotensão profunda (pressão arterial baixa) e distúrbios significativos da condução cardíaca, tais como o bloqueio atrioventricular (AV) de segundo ou terceiro grau. Outros achados documentados podem incluir alterações do estado mental, confusão e hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue).

Podem ocorrer desfechos graves ou potencialmente fatais. Estas consequências sérias incluem a possibilidade de insuficiência cardíaca, o desenvolvimento de choque cardiogénico e, em casos extremos, assistolia (paragem cardíaca completa).

Devido ao risco de eventos potencialmente fatais, deve ser procurada ajuda médica de emergência imediatamente após qualquer suspeita de sobredosagem. É necessário contactar de imediato os serviços de emergência ou um centro de informação antivenenos. Não se conhece nenhum antídoto específico para o diltiazem; por conseguinte, a gestão foca-se na prestação de tratamento sintomático e de suporte imediato em ambiente hospitalar. Isto pode envolver intervenções específicas, tais como a utilização de sais de cálcio intravenosos, vasopressores ou a necessidade de monitorização por ECG contínua e observação prolongada, particularmente com formulações de libertação prolongada.

Usos terapêuticos de Diltiazem

Factos Rápidos

  • Hipertensão (Tensão Arterial Elevada): Utilizado para auxiliar na gestão de níveis elevados de tensão arterial.
  • Angina: Utilizado para o controlo da angina crónica estável (dor no peito) e da angina resultante de espasmo da artéria coronária (angina de Prinzmetal).
  • Arritmia: Empregue para o controlo temporário da frequência ventricular rápida em certas perturbações do ritmo cardíaco, como a fibrilhação auricular e o flutter auricular.
  • Taquicardia Supraventricular: Indicado para a gestão da taquicardia supraventricular paroxística (TSVP).

O diltiazem é um medicamento aprovado para o tratamento de várias condições cardiovasculares. Os seus principais domínios terapêuticos envolvem o auxílio no controlo da tensão arterial e a abordagem de sintomas cardíacos específicos. Pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros agentes para o tratamento da hipertensão, uma patologia onde a redução da tensão arterial é vital para diminuir o risco de eventos cardiovasculares.

O fármaco é também indicado para melhorar a funcionalidade diária em indivíduos que gerem angina crónica estável e angina variante. Pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade do desconforto torácico associado a estas condições. Adicionalmente, o diltiazem é utilizado em contexto hospitalar para o controlo temporário da frequência cardíaca em certas taquicardias supraventriculares e noutras arritmias auriculares. Para obter informações abrangentes sobre as suas utilizações aprovadas, devem consultar-se as orientações clínicas oficiais sobre o diltiazem.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Diltiazem?

A elegibilidade para a utilização de diltiazem é estritamente determinada por critérios clínicos, centrando-se no estado de condução cardíaca e na estabilidade hemodinâmica do doente. Existem contraindicações absolutas que proíbem o uso de diltiazem em doentes com bloqueio atrioventricular (AV) de segundo ou terceiro grau ou com doença do nó sinusal, a menos que esteja presente um pacemaker ventricular funcional. O medicamento é também contraindicado para doentes que apresentem hipotensão grave (pressão arterial sistólica inferior a 90 mm Hg) ou para aqueles com fibrilação ou flutter auricular combinados com uma via acessória de condução (por exemplo, síndrome de Wolff-Parkinson-White).

Relativamente aos grupos etários, a segurança e a eficácia do diltiazem não foram estabelecidas na população pediátrica (crianças). Os adultos mais velhos podem utilizar o medicamento, mas requerem precaução, uma vez que têm maior probabilidade de apresentar um declínio da função orgânica relacionado com a idade.

A utilização requer igualmente precaução e monitorização em doentes com compromisso prévio da função hepática ou da função renal. No que diz respeito à gravidez, as normas oficiais restringem o uso apenas a situações em que o benefício potencial supere o risco para o feto. A utilização durante a lactação é geralmente contraindicada, uma vez que o fármaco é excretado no leite humano, estabelecendo limites claros sobre quem está oficialmente autorizado a utilizar o medicamento sob as condições aprovadas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Diltiazem com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do diltiazem é definido por padrões documentados de interação entre fármacos e outras substâncias, envolvendo principalmente as vias metabólicas e o ritmo cardíaco. Todas as restrições documentadas baseiam-se estritamente nas informações aprovadas pelas autoridades regulamentares.


Classificações de Interação e Restrições

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Combinações Contraindicadas A coadministração com ivabradina é formalmente proibida nas informações regulamentares. O uso concomitante com bloqueadores beta intravenosos também é proibido.
Base Metabólica O diltiazem é um inibidor moderado do CYP3A4 e um inibidor fraco da glicoproteína P (P-gp). Está também documentado como sendo, ele próprio, um substrato do CYP3A4.
Efeitos Farmacodinâmicos Ocorrem efeitos aditivos na função cardíaca com bloqueadores beta (via oral), digitálicos/digoxina e amiodarona, o que pode resultar em bradicardia acentuada ou distúrbios de condução.

Modificação da Exposição e Interações com Substâncias

A inibição do CYP3A4 e da P-gp pelo diltiazem leva a um aumento das concentrações plasmáticas de muitos medicamentos administrados em simultâneo, incluindo fármacos como a sinvastatina e a ciclosporina. Esta inibição está também associada a um aumento do risco de hemorragia quando o diltiazem é coadministrado com Anticoagulantes Orais Diretos (AODs).

As informações oficiais aconselham os doentes a evitar o consumo simultâneo de álcool com as formas de libertação prolongada, uma vez que o álcool aumenta a velocidade e a extensão da exposição ao diltiazem. Além disso, o risco de interação, particularmente a bradicardia com certos agentes, é assinalado como sendo uma preocupação específica em doentes idosos e doentes com insuficiência hepática.

Mecanismo de ação

Interação com os Canais de Cálcio

O diltiazem, um bloqueador dos canais de cálcio não-di-hidropiridínico, exerce o seu efeito através da inibição seletiva da entrada de iões de cálcio extracelulares (Ca^2+) através dos canais de cálcio de tipo L dependentes da voltagem, localizados nas células do miocárdio e do músculo liso vascular. Esta inibição reduz a concentração intracelular de Ca^2+, o que medeia múltiplas consequências nos mecanismos subsequentes.

Efeitos nos Tecidos Vascular e Cardíaco

No músculo liso vascular, a redução da disponibilidade de cálcio leva à diminuição da resistência vascular periférica através da vasodilatação. No miocárdio, esta ação reduz a força de contração (inotropismo negativo) e diminui a frequência de despolarização do nó sinoauricular (SA) e a velocidade de condução através do nó auriculoventricular (AV) — fenómenos designados como cronotropismo e dromotropismo negativos. Coletivamente, estes efeitos resultam numa diminuição da necessidade de oxigénio pelo coração.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Diltiazem é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O diltiazem é administrado por duas vias principais, de acordo com as informações regulamentares: a via oral para a gestão crónica e a via intravenosa (IV) para o controlo temporário da frequência cardíaca em contexto hospitalar. A escolha da forma farmacêutica dita a frequência da dosagem e as condições de administração necessárias.


Protocolo de Administração Oral

Forma Farmacêutica Frequência e Instruções de Toma Dose Inicial (Típica) Ajustes Posológicos
Libertação Prolongada Uma vez ao dia, podendo geralmente ser tomado independentemente das refeições. 180 mg a 240 mg Titulação lenta, aguardando-se tipicamente 7 a 14 dias entre aumentos.
Libertação Imediata Quatro vezes ao dia, prescrito para ser tomado antes das refeições e ao deitar. 30 mg, quatro vezes ao dia A dose diária total pode ser aumentada gradualmente até um máximo de 360 mg/dia.

Importante: As cápsulas ou comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados ou mastigados, de forma a preservar o mecanismo de libertação sustentada.


Administração Intravenosa (IV)

A via intravenosa está reservada para o controlo temporário da frequência cardíaca em arritmias específicas (como a fibrilhação auricular) e requer monitorização contínua de ECG e da tensão arterial em ambiente clínico.

  • Dose de Carga: Um bolus inicial de 0,25 mg/kg é administrado durante dois minutos, seguido de um segundo bolus (0,35 mg/kg), se necessário.
  • Perfusão de Manutenção: Uma perfusão contínua inicia-se tipicamente a 5 mg/hora e pode ser titulada até aos 15 mg/hora. A perfusão destina-se a uma utilização temporária e, geralmente, não deve exceder as 24 horas.

Considerações em Populações Especiais

Para idosos e indivíduos com insuficiência hepática, as instruções oficiais aconselham que o tratamento deve iniciar-se com a dose mais baixa e ser aumentado gradualmente com monitorização próxima. A utilização na população pediátrica não é, geralmente, recomendada, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Diltiazem

Evidência para o uso na Hipertensão

Esta secção resume os tipos de investigação, tais como ensaios controlados aleatorizados e estudos observacionais, que exploraram a utilização do diltiazem no contexto da pressão arterial elevada e as medidas que foram avaliadas nesses estudos.

A investigação que envolveu o diltiazem para a pressão arterial elevada foi conduzida em estudos focados em diversas populações de doentes. Estes esforços de investigação exploraram desfechos fisiológicos, monitorizando principalmente as leituras da pressão arterial ao longo de intervalos de tempo definidos. A investigação documenta dados que indicam variações na pressão arterial medida em alguns participantes dos estudos. As medições reportadas durante o período do estudo descreveram alterações que foram observadas em associação com a medicação em estudo. No entanto, os resultados foram mistos em vários estudos, e a extensão das alterações reportadas pode variar significativamente dependendo do grupo de doentes e do desenho específico do estudo.

Evidência para o uso na Angina de Peito Estável Crónica

Esta secção apresenta uma visão geral das estruturas de investigação, incluindo ensaios de curto e médio prazo, que investigaram o diltiazem em relação à capacidade funcional e métricas de sintomas relacionados com a angina de peito estável crónica.

Para condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, a investigação explorou desfechos relacionados com o desconforto físico e desfechos que descrevem alterações episódicas ou agudas. Os estudos monitorizaram métricas relacionadas com a frequência dos sintomas durante o período do estudo. A investigação descreve medições da tolerância ao exercício e outras medidas funcionais que foram avaliadas em ensaios. Contudo, a evidência é limitada no que diz respeito à estabilidade destes resultados ao longo de períodos prolongados. A investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante, uma vez que os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

O que ainda permanece incerto sobre o Diltiazem

Uma limitação primária em todo o corpo de investigação é que as dimensões das amostras foram modestas em alguns ensaios, o que significa que os resultados podem não ser amplamente generalizáveis. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram mistos ao comparar dados de diferentes grupos de investigação. O que permanece incerto inclui uma melhor compreensão dos desfechos a longo prazo, dado que as durações do acompanhamento foram limitadas, e o papel ideal do diltiazem em doentes com histórias médicas complexas. A evidência destaca o que se sabe — e o que ainda é incerto — sobre a forma como o medicamento foi estudado tanto para a pressão arterial elevada como para a angina de peito estável crónica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o diltiazem (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre o diltiazem e outros medicamentos comuns para a pressão arterial?

O diltiazem pertence a um grupo de medicamentos chamados bloqueadores dos canais de cálcio não-di-hidropiridínicos. Esta classe distingue-se pela sua ação tanto no sistema elétrico do coração como nos vasos sanguíneos. Esta influência equilibrada é diferente de outras classes comuns de medicamentos para a pressão arterial, como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), que afetam um sistema hormonal, ou os beta-bloqueadores, que bloqueiam os recetores de adrenalina.


P: O diltiazem pode causar cansaço ou tonturas?

A informação oficial lista a fadiga (cansaço) como um efeito secundário comum do diltiazem. Ocasionalmente, também pode levar a uma descida sintomática da pressão arterial, o que pode causar sensações de tontura. Se estes efeitos ocorrerem, a informação oficial aconselha os doentes a tomarem precauções.


P: Que tipos de alimentos ou bebidas devem ser limitados durante a toma de diltiazem?

A informação oficial aconselha os doentes que tomam diltiazem de libertação prolongada a evitar o consumo de álcool, pois este pode aumentar a concentração do medicamento na corrente sanguínea. Além disso, o sumo de toranja pode interferir com o metabolismo do medicamento, aumentando potencialmente os níveis e os efeitos do diltiazem.


P: Se eu já tomo uma estatina, é seguro combiná-la com o diltiazem?

O diltiazem pode aumentar a concentração plasmática de certos medicamentos coadministrados, incluindo estatinas como a simvastatina. Esta interação deve-se ao facto de o diltiazem afetar a via de metabolismo do fármaco (CYP3A4). A interação potencial significa que a coadministração pode exigir uma monitorização clínica próxima e a ponderação da dose por um profissional de saúde.


P: Com que frequência as pessoas costumam precisar de exames de sangue enquanto tomam diltiazem?

A necessidade de exames de sangue de rotina está sujeita ao critério clínico. A informação oficial de prescrição refere que o diltiazem pode, por vezes, causar um aumento temporário das enzimas hepáticas. A monitorização, particularmente da função hepática, pode ser utilizada como parte da estratégia de gestão, especialmente para indivíduos com compromisso hepático pré-existente ou durante o início da terapia.


P: Como é que o diltiazem afeta o desempenho atlético ou a tolerância ao exercício?

Estudos que analisaram o diltiazem para condições como a angina de peito estável crónica mediram frequentemente a tolerância ao exercício como um desfecho. Estes esforços de investigação descrevem medições da capacidade funcional que foram avaliadas durante os ensaios. Os resultados refletem as condições específicas sob as quais os estudos foram realizados.


P: O diltiazem pode interagir com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno?

A informação oficial indica que os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, podem reduzir o efeito de descida da pressão arterial do diltiazem. A coadministração pode exigir uma monitorização próxima da pressão arterial, conforme documentado na informação oficial sobre interações medicamentosas.


P: Com que rapidez o diltiazem começa a fazer efeito após a primeira dose?

O início do efeito depende da forma utilizada. Para a injeção intravenosa (IV) utilizada em contextos clínicos, pode ocorrer uma alteração na frequência cardíaca em poucos minutos. As formas orais destinam-se a uma gestão crónica e sustentada, sendo frequentemente introduzidas gradualmente ao longo de um período de tempo.


P: Se eu me esquecer de uma dose de diltiazem, qual é o conselho geralmente aceite?

A informação oficial ao doente descreve geralmente a toma da dose assim que se lembrar. No entanto, se estiver perto da hora da próxima dose programada, a informação oficial refere que a dose esquecida deve ser saltada para evitar a toma de uma dose dupla.


P: Qual é a ligação entre o diltiazem e a toranja?

A toranja e o sumo de toranja podem interferir com o metabolismo do diltiazem no organismo. Esta interação pode aumentar potencialmente a quantidade de diltiazem na corrente sanguínea, o que pode amplificar os efeitos do medicamento.


P: O diltiazem causa aumento ou perda de peso?

As alterações de peso não estão consistentemente documentadas como efeitos comuns ou pouco comuns na rotulagem oficial. O aumento de peso foi listado em alguns relatórios de reações adversas, mas a frequência não é amplamente reportada em todos os documentos oficiais.


P: Quais são os suplementos comuns ou produtos à base de plantas que podem interagir com o diltiazem?

O diltiazem tem o potencial de interagir com muitas substâncias diferentes devido ao seu envolvimento na via metabólica (CYP3A4). A informação oficial aconselha cautela com suplementos à base de plantas, afirmando que frequentemente não existem dados suficientes disponíveis para confirmar a sua segurança quando tomados simultaneamente com o diltiazem.


P: Como é que o mecanismo de ação do diltiazem é diferente de um inibidor da ECA?

O diltiazem funciona como um bloqueador dos canais de cálcio, o que significa que impede a entrada de cálcio nas células do coração e dos vasos sanguíneos, relaxando os vasos e abrandando o coração. Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) funcionam de forma diferente, impedindo a formação de uma hormona (angiotensina II) que faz com que os vasos sanguíneos se estreitem.


P: Quais são as restrições ao conduzir ou operar máquinas enquanto tomo diltiazem?

Avisos oficiais mencionam que o diltiazem pode ocasionalmente causar efeitos secundários como tonturas ou descida sintomática da pressão arterial. Os doentes são aconselhados a ter cautela e a evitar tarefas perigosas, como conduzir ou operar máquinas, se sentirem estes efeitos.


P: O diltiazem afeta os níveis de açúcar no sangue?

Embora não seja comummente reportada, a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) foi listada como uma reação adversa em alguns relatórios. A frequência deste efeito não está amplamente estabelecida em todos os documentos oficiais.


P: O que deve ser feito se eu tiver uma dor de estômago forte após iniciar o diltiazem?

A dor de estômago ou o desconforto abdominal estão listados como potenciais efeitos secundários nos perfis de segurança oficiais. A dor abdominal grave é referida como um sintoma raro mas grave em documentos de segurança oficiais.


P: As versões genéricas do diltiazem são consideradas iguais ao medicamento de marca?

Sim, as autoridades reguladoras aprovam versões genéricas do diltiazem após certificar que são terapeuticamente equivalentes ao medicamento de marca de referência. Isto significa que são obrigadas a conter a mesma substância ativa e a atuar no organismo da mesma forma.


P: O diltiazem pode causar boca seca?

A boca seca está listada como uma reação adversa em alguns perfis de segurança. É considerado um efeito raro do medicamento.


P: O diltiazem interage com suplementos como magnésio ou cálcio?

A informação oficial sobre interações refere que o diltiazem pode interagir com suplementos de cálcio, particularmente o carbonato de cálcio, o que pode potencialmente reduzir a eficácia do medicamento. A coadministração destes agentes pode estar sujeita a uma monitorização próxima.


P: O diltiazem é utilizado para ajudar a prevenir ataques cardíacos?

O diltiazem é utilizado para gerir condições como a pressão arterial elevada e a angina. Controlar a pressão arterial elevada e gerir a angina são medidas que ajudam a reduzir o risco de eventos cardiovasculares associados, incluindo ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.


P: Porque é que as pessoas são instruídas a tomar diltiazem a uma hora específica do dia?

As instruções oficiais prescrevem que o diltiazem de libertação imediata seja tomado quatro vezes por dia, inclusive antes das refeições e ao deitar. Este esquema destina-se a garantir que uma concentração consistente e estável do fármaco seja mantida no organismo ao longo do ciclo de 24 horas, o que é fundamental para o seu efeito terapêutico sustentado.


P: Existe evidência científica que suporte o uso do diltiazem para problemas de ritmo cardíaco?

Embora os resumos de investigação se foquem frequentemente na hipertensão e na angina, o diltiazem também é utilizado clinicamente para o controlo temporário da frequência cardíaca em arritmias específicas, como a fibrilação auricular. O uso para o controlo do ritmo é apoiado pelo seu mecanismo de afetar o sistema elétrico do coração.


P: Quais são as principais razões pelas quais um médico pode escolher o diltiazem em vez de outro fármaco?

O diltiazem é um bloqueador dos canais de cálcio não-di-hidropiridínico reconhecido pelo seu efeito duplo único. A sua ação reduz a frequência cardíaca ao mesmo tempo que relaxa os vasos sanguíneos. Este perfil terapêutico equilibrado é frequentemente valorizado quando tanto a redução da frequência cardíaca como a melhoria da circulação são considerações importantes.

Como Diltiazem deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Diltiazem?

Forma Farmacêutica Condições de Armazenamento Necessárias
Formas Orais (Comprimidos/Cápsulas) Conservar a temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C), protegido da humidade excessiva. Deve ser dispensado num recipiente bem fechado e resistente à luz, com fecho de segurança para crianças.
Frascos Injetáveis (Intactos) Conservar sob refrigeração (2°C a 8°C). Não congelar.

Todas as formas de diltiazem devem ser mantidas fora do alcance das crianças. A solução injetável reconstituída permanece estável durante 24 horas; qualquer porção não utilizada deve ser descartada. A eliminação de produtos orais fora do prazo de validade ou não utilizados deve ser realizada de acordo com os regulamentos locais de resíduos farmacêuticos e não deve ser despejada na sanita ou num ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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