Dilax

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dilax

O que é o Dilax (Lactulose)? Visão Geral

Propriedade Descrição
Substância Ativa Lactulose
Forma Farmacêutica Solução Oral Aquosa (Líquida)
Classe Farmacológica Laxante Osmótico, Desintoxicante de Amoníaco
Utilização Comum Promoção da regularidade intestinal, redução dos níveis de amoníaco
Origem Derivado dissacarídeo sintético

O Dilax é um medicamento que contém a substância ativa lactulose, um derivado dissacarídeo sintético estruturalmente alterado a partir da lactose, o açúcar natural do leite. É classificado como um laxante osmótico porque a sua principal ação física envolve a retenção de água no lúmen do cólon. Este perfil de duplo mecanismo distingue o Dilax de classes mais simples, como os laxantes puramente estimulantes, que funcionam através da irritação direta da mucosa.

Que Tipo de Medicamento é o Dilax (Lactulose)?

A lactulose é classificada principalmente como um laxante osmótico e, secundariamente, como um desintoxicante de amoníaco, definindo as suas duas principais ações farmacológicas. Uma revisão abrangente confirma que a lactulose é um agente osmótico estabelecido, utilizado para tratar a irregularidade intestinal, indicando que o medicamento ajuda eficazmente a aliviar o desconforto ao aumentar suavemente o conteúdo de água das fezes. É um produto de substância única, geralmente apresentado como uma solução oral aquosa viscosa e límpida.

Composição, Forma e Objetivo Geral

O objetivo geral do medicamento é duplo: ajuda a aliviar o trânsito intestinal lento ou difícil e auxilia na redução de níveis elevados de certos compostos residuais que se podem acumular no organismo. Uma vez que o intestino delgado não consegue decompor nem absorver a lactulose, esta chega intacta ao intestino grosso, garantindo que o seu efeito terapêutico seja localizado. O mecanismo da lactulose na estabilização do pH intestinal e na redução da absorção de amoníaco é reconhecido clinicamente, confirmando o seu papel especializado no apoio ao equilíbrio químico interno do corpo, indo além do simples alívio da obstipação ocasional.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dilax?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Dilax é definido primordialmente pelo risco de eventos adversos sistémicos graves, os quais estão fortemente associados ao ato de exceder a dose única recomendada. Estes eventos incluem a desidratação grave e anomalias eletrolíticas críticas (hiperfosfatemia, hipocalcemia) que podem conduzir a lesões orgânicas agudas.

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

Os efeitos secundários documentados mais graves envolvem os sistemas renal e cardíaco. Relatos confirmam instâncias de lesão renal aguda e arritmias (batimentos cardíacos irregulares) resultantes de desequilíbrios eletrolíticos significativos, que, em casos raros, resultaram em morte. A gravidade destes efeitos adversos é semelhante, quer o produto seja administrado por via oral ou por via retal.

Classe de Órgãos e Sistemas Reação Adversa Grave (Associada ao Excesso de Dose)
Doenças Renais e Urinárias Lesão renal aguda, diminuição do débito urinário
Doenças Cardíacas Arritmias, compromisso cardíaco
Perturbações Gerais Desidratação grave, anomalias eletrolíticas (hiper ou hipocalemia, hiperfosfatemia)

Precauções de Segurança para Populações Específicas

As populações vulneráveis requerem uma precaução particular, dado que o risco de efeitos secundários graves é acrescido. Este produto está contraindicado para utilização retal em crianças com menos de 2 anos de idade. É necessária prudência em adultos com mais de 55 anos de idade e em doentes com condições preexistentes, tais como doença renal, insuficiência cardíaca ou renal, ou inflamação/obstrução intestinal.

Restrições e Monitorização

Para mitigar o risco, o Dilax não deve ser utilizado mais do que uma vez num período de 24 horas. É também aconselhada cautela ao tomar o produto em conjunto com determinados medicamentos que afetam a função renal, incluindo diuréticos, inibidores da ECA, ARA II ou AINEs.

Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de desidratação ou lesão renal, tais como tonturas, diminuição da micção ou inchaço, devendo procurar assistência médica imediata caso tais sintomas ocorram após a administração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Dilax (Lactulose) é definido por uma exacerbação do seu efeito farmacológico primário no sistema gastrointestinal, conforme documentado nas informações oficiais de prescrição. As manifestações de sobredosagem limitam-se estritamente às consequências observadas resultantes de uma dosagem excessiva.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sinais clínicos de uma sobredosagem oficialmente documentados incluem diarreia grave e persistente, dor abdominal intensa e flatulência excessiva.


Consequências Graves e Ação de Emergência

O principal risco associado a uma sobredosagem de Dilax não é a toxicidade sistémica, mas sim o distúrbio metabólico causado pela perda descontrolada de fluidos. A diarreia grave e persistente pode conduzir rapidamente à desidratação e a um desequilíbrio eletrolítico crítico, documentado especificamente como hipocalemia (baixos níveis de potássio) e hiponatremia (baixos níveis de sódio).

Perante qualquer suspeita de sobredosagem, o medicamento deve ser descontinuado imediatamente. É necessária ajuda médica urgente sempre que existam sintomas de perda grave de fluidos ou de desequilíbrio eletrolítico. As orientações determinam que os indivíduos sintomáticos devem procurar assistência médica imediata para monitorização clínica e intervenção.


Gestão e Estado do Antídoto

Os procedimentos de gestão oficialmente descritos consistem num tratamento sintomático e de apoio. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, o foco principal da intervenção clínica é a necessária correção da perda de fluidos e de eletrólitos documentada.

Usos terapêuticos de Dilax

Para que é Utilizado o Dilax: Principais Indicações e Benefícios

O Dilax é frequentemente utilizado em áreas terapêuticas que envolvem um esforço fisiológico percetível. O medicamento é relevante para a gestão de condições que se apresentam com manifestações episódicas ou recorrentes, as quais incluem a obstipação crónica e os sintomas neurocognitivos associados à Encefalopatia Hepática (EH).


Tratamento da Obstipação e Dificuldades Intestinais

O Dilax é aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto devido a evacuações pouco frequentes e à presença de fezes duras e difíceis de expelir. Esta utilização é comum em situações que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas e durante as fases agudas da obstipação, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto.

“É aplicado na abordagem de conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos.”

Cuidados de Apoio na Encefalopatia Hepática

Para doentes com doença hepática, o medicamento é considerado relevante para atenuar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, especificamente na gestão de sintomas de confusão ligeira e desorientação grave associados à Encefalopatia Hepática. Ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis e contribui para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos.


Facto Rápido: Apoio sintomático para o Esforço e Desconforto Cognitivo

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Dilax (Lactulose)

Populações Contraindicadas (Proibição Absoluta)

O Dilax está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com galactosemia ou por aqueles que necessitem de uma dieta pobre em galactose, conforme estabelecido nos documentos oficiais. O uso é também estritamente proibido na presença de obstrução gastrointestinal ou perfuração gastrointestinal, incluindo situações de elevado risco de perfuração, ou hipersensibilidade conhecida à substância ativa.


Uso Condicional e Regras Relacionadas com a Idade

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Doentes Pediátricos O uso em lactentes e crianças pequenas é restrito, exigindo supervisão médica rigorosa; para algumas indicações, a segurança e eficácia não foram estabelecidas.
Doentes Diabéticos Utilizar com precaução na Diabetes Mellitus, especialmente quando são necessárias doses elevadas para a Encefalopatia Hepática.
Uso a Longo Prazo O uso que exceda os seis meses em doentes idosos ou debilitados requer o controlo periódico dos eletrólitos séricos.
Gravidez e Aleitamento Permitido/Pode ser considerado se claramente necessário, uma vez que não se preveem efeitos devido à exposição sistémica negligenciável.

Estas declarações oficiais de elegibilidade definem limites claros para a utilização com base no risco metabólico, na integridade gastrointestinal aguda e nas restrições por faixa etária, conforme determinado pelas autoridades competentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Dilax com outros medicamentos e produtos

Os padrões de interação do Dilax (Lactulose) estão oficialmente documentados, focando-se em alterações na farmacodinâmica, na eficácia e na exposição de medicamentos administrados concomitantemente. O medicamento é formalmente contraindicado em doentes com Galactosemia, devido à presença de vestígios de açúcares na sua composição.


Interações Farmacodinâmicas Documentadas

A coadministração com Antiácidos não absorvíveis pode inibir a redução do pH do cólon pretendida pela lactulose, resultando potencialmente numa falta de efeito terapêutico, particularmente no que diz respeito à redução do amoníaco. O uso de certos Diuréticos (Tiazidas, Diuréticos da alça), Corticosteroides e Anfotericina B em simultâneo com o Dilax acarreta um risco aditivo de depleção de potássio (hipocalemia).


Restrições de Administração e de Exposição

Na gestão da Encefalopatia Hepática, a coadministração de outros laxantes é restrita para evitar interferências no processo crítico de avaliação da dose. A hipocalemia, caso seja induzida por uma dosagem excessiva, pode potenciar os efeitos dos Glicosídeos Cardíacos (ex.: Digoxina). Além disso, a aceleração do tempo de trânsito gastrointestinal causada por laxantes fortes pode diminuir a absorção de certos medicamentos orais, como a hidrocodona. De acordo com as diretrizes de rotulagem, a administração de Lactulose deve ser separada por, pelo menos, duas horas de certos compostos, incluindo o Carbonato de Lantânio.

Mecanismo de ação

A ação do Dilax (Lactulose) é definida pela sua dependência do ecossistema do cólon, exercendo uma influência de duplo mecanismo através da dinâmica de fluidos e da neutralização química, em vez de uma interação direta com os recetores humanos.

Regulação Osmótica Mediada pela Microbiota

Este domínio descreve como o medicamento depende da flora bacteriana do cólon como o seu principal alvo biológico. A lactulose não absorvida e os subprodutos da sua fermentação (Ácidos Gordos de Cadeia Curta) criam uma pressão osmótica elevada, que atrai água para o lúmen do intestino grosso. Esta deslocação de fluidos aumenta o volume e a hidratação do conteúdo intestinal, o que estimula fisicamente as contrações peristálticas, aumentando a magnitude da atividade do músculo liso.

Modificação do pH Intraluminal e Retenção de Resíduos

Este mecanismo é regido pela acidificação do conteúdo do cólon. A presença de Ácidos Gordos de Cadeia Curta reduz significativamente o pH, o que converte quimicamente o amoníaco (NH3) sistémico e altamente permeável no ião amónio (NH4^+), que não é absorvível. Esta retenção iónica impede a difusão deste resíduo nitrogenado de volta para a circulação portal, restringindo a transferência de amoníaco através do epitélio intestinal.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Dilax é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

A administração do Dilax (Lactulose) é realizada segundo regimes adaptados à condição específica a tratar, com base nos documentos oficiais de prescrição. Os padrões de utilização são definidos pela via de administração necessária, pelos objetivos de titulação da dose e pela duração adequada da terapia.


Vias Oficiais e Esquemas Posológicos

A principal via de administração é a solução oral. No entanto, a via retal (clister) está também oficialmente aprovada para utilização durante episódios agudos de Encefalopatia Hepática (EH), quando a ingestão oral não é viável.

Indicação Esquema Posológico Frequência e Objetivo de Titulação
Obstipação Crónica Dose inicial habitual de 15 mL a 30 mL (10–20 g) por dia. Uma vez por dia, ajustada para obter uma evacuação suave e moldada por dia.
Encefalopatia Hepática Dose de manutenção habitual de 30 mL a 45 mL (20–30 g) por dose. Geralmente três a quatro vezes por dia, ajustada para manter duas a três evacuações suaves por dia.

Preparação e Contexto de Utilização

Para a ingestão por via oral, a solução pode ser tomada pura ou misturada com água, leite ou sumo de fruta para melhorar o paladar. Se a dose total diária for tomada de uma só vez, recomenda-se que seja consumida à mesma hora todos os dias, como por exemplo durante o pequeno-almoço. Ao preparar um clister retal, a solução de lactulose deve ser diluída com água ou solução salina.

É oficialmente recomendado que os doentes garantam uma ingestão de líquidos suficiente (ex.: 1,5 L a 2 L por dia) durante o curso da utilização. Embora o uso a curto prazo seja frequentemente suficiente para a obstipação, a gestão da Encefalopatia Hepática é definida nos documentos regulamentares como um regime terapêutico contínuo e de longo prazo para prevenir a recorrência.

Evidência clínica recente

Dilax: Provas Clínicas Recentes

As provas clínicas relativas ao Dilax (bisacodilo), um laxante estimulante, derivam principalmente de estudos que avaliam a sua utilização no tratamento da obstipação ocasional e crónica, bem como na preparação intestinal antes de procedimentos de diagnóstico, como a colonoscopia. A investigação foca-se consistentemente no seu efeito sobre a função intestinal e as características das fezes.


Eficácia no Tratamento da Obstipação

Uma revisão sistemática forneceu evidências que apoiam a utilização do Dilax para a obstipação crónica, embora alguns estudos sugiram que a sua utilização deve ser limitada a curtos períodos. Estudos comparativos mediram frequentemente o desempenho do fármaco face a um placebo, demonstrando um aumento observado no número médio de dejeções por semana e uma melhoria na consistência das fezes entre os doentes que receberam Dilax. Numa análise, a proporção de doentes que referiram uma avaliação global positiva da eficácia foi superior no grupo Dilax em comparação com o grupo placebo.


Papel na Preparação Intestinal

O Dilax é frequentemente incluído em regimes de limpeza intestinal antes de uma colonoscopia ou cirurgia. Os dados clínicos apoiam a sua utilização na obtenção de uma evacuação intestinal adequada, o que é fundamental para o sucesso dos procedimentos. A sua ação inicia-se normalmente entre 6 a 12 horas após a administração oral, um intervalo de tempo relevante para os protocolos de preparação de procedimentos.


Segurança e Lacunas na Investigação

Os estudos referem geralmente que os efeitos secundários são ligeiros e frequentes, envolvendo muitas vezes cólicas abdominais e diarreia. No entanto, algumas revisões clínicas alertam contra a utilização prolongada (superior a quatro semanas) devido ao potencial de efeitos colónicos prejudiciais a longo prazo, o que continua a ser uma área que justifica uma investigação epidemiológica adicional. As provas atuais apoiam o perfil de eficácia e segurança a curto prazo do fármaco para as suas utilizações aprovadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dilax (FAQ)

P: O Dilax tem interações conhecidas com medicamentos comuns para a pressão arterial?

As advertências oficiais aconselham precaução ao utilizar o Dilax em conjunto com certos medicamentos para a pressão arterial, tais como inibidores da ECA, ARA e diuréticos. Esta recomendação deve-se ao facto de estas combinações poderem aumentar o risco de desenvolver um desequilíbrio eletrolítico (sais e minerais no organismo). As informações oficiais do produto salientam a necessidade de uma utilização cuidadosa quando estes medicamentos são combinados.

P: O Dilax pode ser utilizado por pessoas com antecedentes de doença hepática?

De acordo com os documentos regulamentares, o Dilax é especificamente indicado para a prevenção e tratamento da Encefalopatia Hepática (EH). A EH é uma complicação grave que pode resultar de uma doença hepática severa. Para este fim, o fármaco é utilizado para ajudar a reduzir os níveis de amoníaco no sangue.

P: É verdade que o Dilax pode alterar a eficácia da contraceção oral?

A eficácia das pílulas contracetivas orais pode ser reduzida se ocorrer diarreia grave durante a toma de Dilax. Isto deve-se ao potencial de aceleração do tempo de trânsito gastrointestinal, o que impede a absorção adequada do medicamento contracetivo. A informação oficial ao doente refere que poderá ser relevante considerar outras medidas contracetivas se a diarreia grave durar mais de 24 horas.

P: O Dilax foi estudado em populações pediátricas e quais foram as conclusões?

Os documentos regulamentares indicam que a segurança e a eficácia do Dilax para o tratamento da obstipação não foram estabelecidas para todas as formas e utilizações em crianças com menos de 18 anos. Para lactentes e crianças pequenas, a utilização do medicamento é restrita e, geralmente, requer que seja efetuada sob estrita vigilância médica.

P: A toma de Dilax afeta os resultados de análises ao sangue comuns?

Sim, a utilização a longo prazo de Dilax pode afetar os resultados de análises laboratoriais, especificamente as relacionadas com os eletrólitos séricos. A rotulagem oficial indica que o controlo periódico dos eletrólitos (como o potássio, o cloreto e o dióxido de carbono) é necessário para doentes que recebem o medicamento por um período superior a seis meses, a fim de monitorizar potenciais desequilíbrios.

P: Recomenda-se que o Dilax seja tomado com alimentos ou deve ser tomado com o estômago vazio?

A informação oficial ao doente indica que o Dilax pode ser tomado com alimentos ou com o estômago vazio. A solução pode ser tomada pura ou misturada com água, leite ou sumo de fruta para melhorar o sabor.

P: Qual é a diferença entre o Dilax de marca e a sua versão genérica relativamente aos ingredientes ativos?

A versão genérica do Dilax, que é normalmente designada por Lactulose, contém exatamente o mesmo ingrediente farmacêutico ativo que o produto de marca. Este é um requisito estabelecido pelos organismos reguladores para garantir que o genérico é quimicamente equivalente ao original.

P: De que forma é que o Dilax afeta o sistema nervoso central?

O Dilax tem uma influência nula ou negligenciável sobre o sistema nervoso central (SNC). O medicamento é pouco absorvido pela corrente sanguínea e a sua ação principal ocorre localmente no cólon. A informação regulamentar oficial refere igualmente que não provoca sonolência.

P: Existem alterações dietéticas específicas oficialmente recomendadas durante a toma de Dilax?

As orientações oficiais enfatizam a necessidade de manter uma ingestão de líquidos suficiente durante a toma de Dilax. A documentação descreve tipicamente uma recomendação de consumo de 1,5 L a 2 L de líquidos por dia. Este aspeto é importante para apoiar a ação do medicamento e prevenir uma potencial desidratação.

P: Os efeitos secundários comunicados do Dilax são habitualmente temporários?

De acordo com os documentos regulamentares, os efeitos secundários iniciais comuns do Dilax são geralmente temporários. Estes efeitos, tais como flatulência (gases) e cólicas intestinais ligeiras, são habitualmente transitórios e resolvem-se frequentemente após os primeiros dias de utilização.

P: Que tipos de efeitos secundários a longo prazo foram comunicados nos documentos oficiais do Dilax?

A documentação oficial refere que a preocupação mais significativa com a utilização a longo prazo é o potencial para desequilíbrios eletrolíticos. Para doentes que utilizam o medicamento continuamente por mais de seis meses, como idosos ou doentes debilitados, os organismos reguladores observam que é necessária a monitorização periódica dos níveis de eletrólitos séricos.

P: É necessário evitar a toranja ou o sumo de toranja durante a toma de Dilax?

A informação oficial do produto não lista a toranja ou o sumo de toranja como ingredientes a evitar durante a toma de Dilax. Não existem interações graves ou sérias conhecidas entre a Lactulose e a toranja.

P: O Dilax tem alguma interação conhecida com suplementos de ervanária?

De acordo com os recursos oficiais para o doente, não existem problemas conhecidos ou contraindicações específicas associadas à mistura de Dilax (Lactulose) com suplementos ou remédios à base de plantas.

P: O que diz a rotulagem oficial sobre a toma de Dilax e a condução de veículos ou máquinas?

A rotulagem oficial afirma que o Dilax tem uma influência nula ou negligenciável na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Isto é consistente com a sua ação localizada no intestino e a sua absorção mínima para a corrente sanguínea.

P: O Dilax é classificado como uma substância controlada nos EUA ou na UE?

O Dilax não é classificado como uma substância controlada pelos organismos reguladores nos Estados Unidos ou noutras jurisdições. Está listado como "DEA Schedule None", refletindo que não tem potencial de abuso ou dependência.

P: Que informação está disponível sobre o esquecimento de uma dose ocasional de Dilax?

A informação oficial ao doente descreve a orientação para uma dose esquecida como saltar a dose esquecida e tomar a dose seguinte à hora habitual. A orientação estabelece que não é aconselhável tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar a dose omitida.

P: Qual é o risco de dependência associado ao Dilax?

A classificação oficial do Dilax fornece o contexto relativo ao risco de dependência. Uma vez que o medicamento é classificado como um laxante osmótico não absorvível e não é uma substância controlada, não se considera que acarrete risco de vício ou abuso.

P: Existem restrições às atividades físicas durante a utilização de Dilax?

A informação oficial ao doente não lista restrições às atividades físicas gerais durante a toma de Dilax. Dado que o medicamento tem efeitos sistémicos mínimos, a informação oficial não indica que este afetará a capacidade de conduzir, andar de bicicleta ou praticar exercício físico.

P: O Dilax possui um "Black Box Warning" (Aviso de Caixa Preta)?

O rótulo regulamentar oficial do Dilax não inclui um "Black Box Warning". O "Black Box Warning" é a medida de segurança mais forte que um organismo regulador pode exigir, e a sua ausência indica que o Dilax não está sujeito a este nível específico de cautela obrigatória.

P: Porque é que o início da ação varia entre diferentes pessoas, segundo os relatos de doentes?

O início da ação é variável porque o efeito principal do medicamento ocorre apenas após este chegar ao cólon. Os documentos regulamentares referem que, como o tempo de trânsito gastrointestinal varia, o efeito desejado pode demorar entre 24 a 48 horas a manifestar-se, resultando em diferenças individuais.

P: O Dilax tem um risco conhecido de causar erupções cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson?

As reações adversas graves listadas nas advertências oficiais centram-se principalmente em problemas renais (rins) e cardíacos (coração) decorrentes de anomalias eletrolíticas graves. Condições cutâneas severas, como a síndrome de Stevens-Johnson, não constam como um risco conhecido nas principais advertências regulamentares do Dilax.

P: Porque é que o Dilax é por vezes utilizado em combinação com outros fármacos para a mesma condição?

O Dilax é por vezes utilizado em combinação com outros medicamentos, especialmente no tratamento da Encefalopatia Hepática (EH). As evidências sugerem que a administração concomitante com fármacos como a Neomicina pode ser observada como sendo mais eficaz na gestão da EH do que a utilização de qualquer um dos fármacos isoladamente.

P: Qual é o prazo de validade do Dilax após a abertura da embalagem original?

A informação oficial ao doente indica que o período de utilização é geralmente de 12 meses após a primeira abertura do frasco. Os requisitos de conservação determinam que o recipiente deve ser mantido bem fechado e a uma temperatura ambiente controlada para manter a sua estabilidade.

P: O Dilax pode interagir com produtos que contenham álcool, como elixires bucais ou xaropes para a tosse?

De acordo com os recursos oficiais para o doente, não existem interações conhecidas entre o Dilax e o álcool. Esta orientação abrange o consumo de bebidas alcoólicas, bem como a utilização de produtos que possam conter vestígios de álcool, tais como certos elixires bucais ou xaropes para a tosse.

Como Dilax deve ser armazenado e descartado?

Instruções Oficiais de Conservação e Eliminação

A conservação exigida para o Dilax (solução oral de lactulose) é a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente definida entre os 20 °C e os 25 °C. Os regulamentos oficiais determinam que a solução não deve ser congelada e deve ser protegida de calor excessivo (acima de 30 °C) e da luz direta.

Restrição de Armazenamento Requisito Regulamentar
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada. Não congelar.
Recipiente Manter o recipiente bem fechado e utilizar uma tampa de segurança para crianças.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade e Manuseamento: A exposição prolongada a calor elevado ou à luz direta pode causar um escurecimento extremo ou turvação da solução; o produto não deve ser utilizado se esta condição se desenvolver.

Eliminação: O Dilax não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. As diretrizes recomendam a utilização de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha em farmácias) ou de um local de recolha autorizado. Os medicamentos não devem ser eliminados através das águas residuais (deitados na sanita ou no lavatório), a menos que tal seja especificamente indicado na rotulagem do produto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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