Digoxina

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Digoxina

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Digoxina

O que é a Digoxina? Visão Geral

Propriedade Descrição
Princípio ativo Digoxina
Formas farmacêuticas Comprimido, Solução Oral, Solução Injetável
Classe farmacológica Glicosídeo Cardíaco, Agente Cardiotónico
Objetivo Geral Melhora a força do músculo cardíaco e estabiliza o ritmo
Origem Derivado da planta Digitalis lanata

Digoxina: Definição de um Glicosídeo Cardíaco

A Digoxina é um medicamento sujeito a receita médica, classificado fundamentalmente como um glicosídeo cardíaco, um tipo potente de agente cardiotónico. O seu princípio ativo é a Digoxina, uma substância de elevada pureza que atua diretamente no músculo cardíaco para influenciar o seu funcionamento. O papel da digoxina no reforço das contrações cardíacas é clinicamente reconhecido e fundamentado por estudos farmacológicos.

A classificação do medicamento confirma que a sua estrutura pertence ao grupo dos Cardenólidos. Esta arquitetura química específica é fundamental para o mecanismo do fármaco, confirmando a sua origem como um produto derivado, historicamente isolado e purificado a partir da planta Digitalis lanata (dedaleira-lanuda).


Composição, Formas e Finalidade Geral

O componente central, a Digoxina, é apresentado como um medicamento de substância única em formas farmacêuticas fundamentais, incluindo o comprimido, a solução oral (frequentemente formulada para permitir uma dosagem pediátrica rigorosa) e a solução injetável (injeção intravenosa). Pode ser administrado por via oral ou por via intravenosa.

O objetivo geral da Digoxina é melhorar a eficiência mecânica do coração através da modulação da sua força e do seu ritmo. Esta ação é alcançada através da criação de um efeito inotrópico positivo, que ajuda o músculo cardíaco a contrair-se com maior força, e de um efeito cronotrópico negativo, que ajuda a estabilizar um ritmo cardíaco irregular. Em última análise, o medicamento apoia a capacidade do sistema circulatório para bombear o sangue de forma mais eficaz e constante por todo o corpo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Digoxina?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Digoxina é caracterizado pelo seu intervalo terapêutico estreito, o que significa que a dose eficaz é próxima da dose que causa toxicidade. Os efeitos adversos, particularmente em concentrações mais elevadas, servem frequentemente como indicadores de toxicidade.

Reações Adversas Documentadas por Sistema

As reações adversas listadas nos documentos regulamentares estão classificadas de acordo com o sistema corporal afetado. Estas podem incluir:

Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) Exemplos de Reações Documentadas
Cardiopatias Arritmias, Bloqueio Cardíaco, Enfarte do Miocárdio
Gastrointestinais Náuseas, Vómitos, Diarreia, Dor Abdominal
Sistema Nervoso Cefaleias, Tonturas, Psicose, Confusão
Afeções Oculares Visão Turva, Visão Amarelada/Esverdeada (Cromatopsia)
Sangue e Sistema Linfático Trombocitopenia (Raro)

Frequência e Gravidade

Muitos efeitos comuns, tais como distúrbios gastrointestinais e alterações visuais, estão associados à toxicidade do fármaco. Os dados oficiais de segurança distinguem entre as categorias de frequência comum, pouco comum, rara, muito rara e 'frequência desconhecida'. As reações adversas graves envolvem principalmente arritmias cardíacas potencialmente fatais (incluindo fibrilhação ventricular) e graus avançados de bloqueio cardíaco.

Notas de Segurança para Populações Específicas

  • Pacientes Geriátricos: Os adultos mais velhos apresentam um risco acrescido de toxicidade devido à diminuição da função renal, comum com a idade.
  • Insuficiência Renal: Uma vez que a Digoxina é eliminada principalmente pelos rins, os pacientes com função renal reduzida necessitam de ajuste posológico e monitorização rigorosa para evitar a acumulação e toxicidade.
  • Pacientes Pediátricos: A toxicidade é tipicamente caracterizada precocemente por arritmias cardíacas (ex.: bradicardia), especialmente após a fase inicial de carga.

Restrições de Segurança

As informações regulamentares enfatizam que o risco de toxicidade é significativamente aumentado por desequilíbrios eletrolíticos, particularmente níveis baixos de potássio (hipocalemia), e também por níveis baixos de magnésio ou níveis elevados de cálcio. A rotulagem oficial exige a monitorização destes fatores e a observação através de ECG.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Digoxina foca-se em manifestações cardíacas e metabólicas graves e documentadas. A sobredosagem pode resultar numa grande diversidade de arritmias cardíacas, incluindo bradicardia grave, bloqueio AV (auriculoventricular) de alto grau e taquiarritmias ventriculares potencialmente fatais.

Manifestações Documentadas e Ação de Emergência

Domínio Declarações Regulamentares Oficiais
Manifestações Documentadas Os sintomas incluem náuseas, vómitos, anorexia, confusão e distúrbios visuais, como a perceção de halos verdes ou amarelos. A toxicidade grave está associada a hipercalemia significativa (níveis elevados de potássio no sangue).
Quando Procurar Ajuda É necessária assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem, particularmente se estiverem presentes arritmias potencialmente fatais ou hipercalemia crítica.

Os procedimentos de gestão descritos no Resumo das Caraterísticas do Medicamento incluem a interrupção imediata da Digoxina e a administração do antídoto específico, fragmentos de anticorpos específicos anti-digoxina (Fab de origem ovina), em casos graves ou instáveis. A monitorização cardíaca contínua e a verificação regular dos níveis de potássio sérico são requisitos regulamentares obrigatórios durante a gestão clínica. É de notar que os bebés e crianças pequenas podem exibir inicialmente apenas alterações no ritmo e na frequência cardíaca. Os doentes com insuficiência renal estão oficialmente identificados como tendo um risco acrescido de toxicidade.

Usos terapêuticos de Digoxina

Para que serve a Digoxina: Principais Indicações e Benefícios

A Digoxina é habitualmente utilizada para auxiliar em dois domínios cardíacos principais que envolvem sintomas angustiantes: o tratamento da insuficiência cardíaca e o controlo de arritmias auriculares crónicas. É geralmente aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, nos quais é necessário um suporte sintomático adicional.

Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como o inchaço ou edema, bem como sintomas que interferem com o funcionamento diário, tais como a falta de ar (dispneia) e a fadiga, em condições marcadas por stress fisiológico. Também aborda sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica, como as palpitações desconfortáveis, em situações em que os doentes experienciam ritmos rápidos e irregulares.

“O principal benefício reside na prestação de um alívio de suporte que auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a melhorar o conforto no dia-a-dia.”


Facto Rápido: Foco na Congestão e no Ritmo Cardíaco Acelerado

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Digoxina — informações regulamentares oficiais

O perfil de elegibilidade da Digoxina está estritamente definido nos documentos regulamentares oficiais, que descrevem as populações para as quais o uso é permitido, restrito ou absolutamente proibido.


Populações para as quais o uso é Contraindicado

Classificação Condições Proibidas (Não deve utilizar)
Exclusão Absoluta Fibrilhação Ventricular; Hipersensibilidade conhecida à digoxina ou a outros preparados de digitálicos.
Exclusão por Risco Cardíaco Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW); Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau (exceto se estiver presente um pacemaker funcional).

Regras de Elegibilidade por Idade e Fisiologia

Grupo Populacional Estatuto de Elegibilidade Oficial
Adultos e Pediatria Elegibilidade estabelecida tanto para doentes adultos como pediátricos com insuficiência cardíaca.
Doentes Geriátricos O uso requer precaução; a elegibilidade é altamente restrita pela função renal e pelo baixo peso corporal (massa magra), devido ao risco acrescido de toxicidade.
Insuficiência Renal Não é uma contraindicação absoluta, mas a elegibilidade é restrita e requer uma ponderação cuidadosa, pois a redução da função renal aumenta significativamente a exposição ao fármaco e o risco de toxicidade.
Gravidez/Amamentação Gravidez: Permitido se o benefício clínico superar o risco fetal. Amamentação: Permitido, uma vez que apenas quantidades mínimas são excretadas no leite materno.

As declarações regulamentares oficiais restringem ou advertem contra o uso em doentes com comorbilidades específicas, incluindo a Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva (CMHO) e distúrbios eletrolíticos graves (por exemplo, hipocalemia). O uso geralmente não é recomendado em doentes com Enfarte Agudo do Miocárdio ou miocardite.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A Digoxina possui uma margem terapêutica estreita, o que significa que a sua concentração no sangue deve ser mantida dentro de limites específicos para ser eficaz e evitar efeitos adversos graves. Consequentemente, muitos outros medicamentos e produtos podem alterar significativamente a quantidade de Digoxina no organismo ou potenciar os seus efeitos no coração.

Categorias Principais de Interação

Categoria do Produto Interagente Efeito Potencial na Digoxina Exemplos de Medicamentos
Antiarrítmicos Aumento dos níveis de Digoxina, maior abrandamento da frequência cardíaca Amiodarona, Quinidina, Propafenona
Antagonistas dos Canais de Cálcio Aumento dos níveis de Digoxina, maior abrandamento da frequência cardíaca Verapamil, Diltiazem, Nifedipina
Antibióticos Aumento dos níveis de Digoxina por alteração das bactérias intestinais Eritromicina, Claritromicina, Tetraciclinas
Diuréticos Maior risco de toxicidade devido a desequilíbrio eletrolítico Furosemida, Hidroclorotiazida (O risco aumenta com níveis baixos de potássio ou magnésio)
Agentes Hipolipemiantes Redução da absorção de Digoxina no trato digestivo Colestiramina, Colestipol
Produtos Herbais/Sem Receita Efeitos variáveis, incluindo redução da eficácia ou risco de toxicidade Erva de S. João, Alcaçuz, Suplementos de Fibra

Considerações Importantes

Muitas interações estão associadas ao sistema de transporte da glicoproteína-P (PGP), que move a Digoxina para fora das células. Medicamentos que inibem a PGP podem fazer com que os níveis de Digoxina subam, enquanto os indutores podem fazer com que os níveis baixem. A manutenção de níveis normais de potássio e magnésio é fundamental, uma vez que níveis baixos destes eletrólitos podem aumentar a sensibilidade do coração à Digoxina, elevando significativamente o risco de toxicidade, mesmo que os níveis sanguíneos de Digoxina estejam dentro do intervalo esperado. Quaisquer alterações num regime medicamentoso existente ou a adição de um novo produto devem ser discutidas com um profissional de saúde para assegurar os ajustes e a monitorização necessários.

Mecanismo de ação

Como Funciona a Digoxina

A Digoxina exerce a sua ação farmacológica através de duas vias mecanísticas simultâneas: a inibição molecular direta no interior do miócito cardíaco e a modulação indireta do controlo autonómico.


Mecanismo Molecular: Modulação da Força de Contração

A Digoxina atua como um inibidor reversível da enzima ATPase de Sódio-Potássio (Na^+/K^+-ATPase), um alvo molecular central na membrana das células do coração. O bloqueio desta bomba altera o equilíbrio essencial dos iões de sódio (Na^+), o que reduz indiretamente a remoção dos iões de cálcio (Ca^2+) da célula. Esta cascata leva a um aumento controlado do Ca^2+ intracelular, que é o principal motor da contração muscular. O efeito fisiológico resultante é um efeito inotrópico positivo, definido pelo aumento da força e da velocidade de encurtamento das fibras miocárdicas.


Controlo Autonómico: Modulação da Condução Elétrica

Simultaneamente, o segundo mecanismo envolve o sistema nervoso autónomo, onde a Digoxina atua como um agente vagotónico, aumentando os sinais do Nervo Vago para o coração. Esta atividade nervosa reforçada influencia prioritariamente o nó auriculoventricular (AV), o regulador de passagem dos impulsos elétricos. O efeito fisiológico resultante é um efeito cronotrópico negativo, que abranda a velocidade de condução e prolonga o tempo de recuperação do nó, resultando numa redução da frequência cardíaca e na modulação do tempo elétrico.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Digoxina: Orientações Oficiais de Administração

A administração da Digoxina segue um protocolo padronizado para assegurar uma exposição fisiológica consistente. O tratamento divide-se geralmente em duas fases: uma Dose de Digitalização (Carga) de curto prazo, para atingir níveis terapêuticos rapidamente, seguida de uma Dose de Manutenção a longo prazo.


Âmbito da Administração

Elemento de Administração Instruções Oficiais
Vias Aprovadas Principalmente Via Oral (comprimido ou solução) e Injeção Intravenosa (IV). A via intramuscular (IM) é geralmente desencorajada devido à absorção deficiente e à dor.
Dosagem Padrão A Dose de Manutenção para Adultos situa-se habitualmente entre 125 e 250 microgramas (0,125 a 0,25 mg) diários, tomados geralmente uma vez ao dia.
Esquema Posológico A Dose de Digitalização é administrada em frações divididas (ex: metade da dose inicialmente, seguida de quartos a cada 6-8 horas) ao longo de 24 horas. A Dose de Manutenção é tomada à mesma hora todos os dias.
Regras Contextuais A Digoxina pode ser tomada com ou sem alimentos. A injeção intravenosa deve ser administrada lentamente, durante um período de cinco minutos ou mais, e não deve ser misturada com outros medicamentos na mesma via.

Utilização em Populações Específicas

A dosagem requer ajuste com base, prioritariamente, na função renal do doente (Depuração da Creatinina), uma vez que os rins controlam a eliminação do fármaco. Os adultos mais velhos necessitam frequentemente de uma dose inicial mais baixa devido a alterações fisiológicas relacionadas com a idade. Os doentes pediátricos requerem uma dosagem calculada com precisão, tendo em conta o seu grupo etário e peso corporal.

Protocolo de Procedimento

O protocolo oficial determina o início com uma fase de carga rápida através de doses fracionadas, seguida de uma transição para o regime de manutenção de toma única diária. Toda esta sequência é condicionada pelo estado renal do doente, que rege a seleção final da dose a longo prazo.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Investigação Clínica

A evidência clínica relativa à digoxina foca-se essencialmente na sua utilização na gestão da insuficiência cardíaca crónica com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e na fibrilhação auricular (FA). Embora a digoxina seja utilizada há séculos, a investigação continua a refinar o seu papel na cardiologia contemporânea, especialmente quando utilizada em conjunto com as terapêuticas médicas modernas orientadas pelas normas clínicas atuais.


Principais Conclusões na Insuficiência Cardíaca e Mortalidade

  • O Estudo DIG (Digitalis Investigation Group): Este grande ensaio clínico aleatorizado e controlado examinou a digoxina em doentes com ICFEr. Os resultados do estudo demonstraram um efeito neutro na mortalidade por todas as causas ao comparar a digoxina com o placebo. Uma conclusão fundamental foi a redução na taxa de hospitalizações relacionadas com o agravamento da insuficiência cardíaca.
  • Preocupações nos Dados Observacionais: Numerosos estudos observacionais e metanálises relataram uma associação entre o uso de digoxina e um risco acrescido de mortalidade, particularmente em doentes com fibrilhação auricular. No entanto, as análises que consideram o viés de prescrição (situação em que doentes em estado mais grave têm maior probabilidade de receber digoxina) sugerem que, em contextos de estudos aleatorizados, o efeito na mortalidade é neutro.

Perfil de Eficácia e Segurança

Condição Estudada Principal Conclusão da Investigação Segurança/Tolerabilidade
ICFEr Redução consistente nas hospitalizações relacionadas com a insuficiência cardíaca. Efeito neutro na mortalidade global em ensaios clínicos aleatorizados. A segurança está intimamente ligada à concentração sérica. Níveis sanguíneos mais elevados têm sido associados a um risco acrescido de eventos adversos.
Fibrilhação Auricular (FA) Utilizada para o controlo da frequência ventricular. Os estudos indicam que pode reduzir a frequência de episódios sintomáticos de FA em alguns doentes. A digoxina possui uma margem terapêutica estreita, o que significa que a dose eficaz é muito próxima da dose que pode causar efeitos secundários graves, exigindo uma monitorização cuidadosa.

Áreas de Investigação Emergentes

Investigações exploratórias recentes também têm analisado potenciais aplicações para além das doenças cardiovasculares. Por exemplo, pequenos estudos de prova de conceito examinaram o efeito da digoxina em condições não cardíacas, tais como a redução de clusters de células tumorais circulantes em certos tipos de cancro, embora estas conclusões necessitem de validação em ensaios clínicos de maior dimensão.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Digoxina (FAQ)


P: Quanto tempo demora a Digoxina a começar a atuar após a toma?

De acordo com as informações oficiais do produto, o tempo necessário para que os primeiros sinais do efeito do medicamento sejam observados é, tipicamente, entre 30 minutos a 2 horas após a administração por via oral. O efeito máximo, ou pico de ação no coração, ocorre geralmente entre 2 a 8 horas após a administração.

P: O que acontece se eu parar de tomar Digoxina?

Os documentos oficiais enfatizam que a interrupção súbita do medicamento sem orientação médica deve ser evitada. A suspensão abrupta do fármaco tem sido associada, em estudos clínicos, a um risco acrescido de hospitalizações por agravamento da insuficiência cardíaca.

P: A Digoxina é utilizada para a pressão arterial elevada?

Os documentos regulamentares listam como indicações principais, ou utilizações aprovadas para a Digoxina, o tratamento da insuficiência cardíaca ligeira a moderada e de um ritmo cardíaco irregular chamado fibrilhação auricular. A pressão arterial elevada (hipertensão) não consta como uma indicação primária para este fármaco.

P: Existem versões genéricas da Digoxina disponíveis?

Sim, a substância ativa, Digoxina, possui versões genéricas aprovadas. Estas encontram-se disponíveis através de vários fabricantes, tanto na forma de comprimidos como de solução injetável, conforme confirmado pelas bases de dados regulamentares de produtos.

P: Tomar Digoxina a longo prazo aumenta os riscos?

A Digoxina é frequentemente prescrita como um tratamento de manutenção prolongado para condições cardíacas crónicas. Embora os documentos oficiais não refiram um aumento generalizado do risco a longo prazo, a segurança está estritamente ligada à concentração do medicamento no sangue. Níveis sanguíneos mais elevados ou desequilíbrios eletrolíticos preexistentes podem aumentar significativamente o risco de efeitos secundários graves, tais como arritmias cardíacas.

P: Qual é a diferença entre a Digoxina e outros medicamentos para o ritmo cardíaco?

A Digoxina é classificada como um glicosídeo cardíaco, que atua principalmente aumentando a força das contrações cardíacas e abrandando os sinais elétricos através do principal ponto de condução do coração. Outros medicamentos para o ritmo cardíaco, conhecidos como antiarrítmicos, pertencem a uma classe distinta e afetam o sistema elétrico do coração através de mecanismos diferentes.

P: Durante quanto tempo pode uma pessoa manter o tratamento com Digoxina?

Uma vez que a Digoxina é utilizada para gerir condições crónicas (de longa duração), como a insuficiência cardíaca e a fibrilhação auricular, é tipicamente prescrita como um tratamento de manutenção a longo prazo. A duração do tratamento é frequentemente prolongada, podendo durar muitos anos.

P: Porque é que se diz que a Digoxina é um medicamento "forte"?

O medicamento é classificado como um agente cardiotónico potente. A informação oficial descreve-o como tendo uma margem terapêutica estreita, o que significa que a dose eficaz é muito próxima da dose que pode causar toxicidade, exigindo uma monitorização cuidadosa para garantir a utilização correta.

P: É normal sentir cansaço ao iniciar a Digoxina?

A informação oficial do produto lista a fadiga geral, fraqueza e sonolência entre as reações adversas comuns ou frequentemente relatadas. A ocorrência destes efeitos está documentada nos dados oficiais de segurança.

P: A Digoxina afeta o sono?

Alguns recursos oficiais para o doente referem que a dificuldade em dormir, ou insónia, está listada como um possível efeito secundário do medicamento.

P: Existe risco de interação entre a Digoxina e analgésicos comuns?

Os documentos regulamentares contêm avisos relativos a potenciais interações com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), uma classe que inclui alguns analgésicos comuns. Esta precaução deve-se ao facto de certos analgésicos poderem comprometer a função renal, o que poderia afetar a eliminação da Digoxina do organismo.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante o uso de Digoxina?

A informação oficial destinada ao doente refere que certos alimentos e suplementos podem afetar a absorção. Especificamente, a toma do medicamento com grandes quantidades de certos cereais ricos em fibra ou suplementos de farelo pode interferir com a quantidade de Digoxina absorvida pelo corpo. O alcaçuz preto é também mencionado como um produto que pode interagir.

P: A Digoxina é prescrita durante a gravidez?

As orientações oficiais indicam que o medicamento pode ser utilizado durante a gravidez quando se determina que o benefício clínico para a progenitora supera o potencial risco para o feto. A utilização durante a gestação deve ocorrer sob supervisão de um especialista para ajudar a gerir a condição subjacente.

P: O que fazer se eu me esquecer de tomar uma dose de Digoxina?

As diretrizes oficiais aconselham geralmente que, se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que houver memória do facto. No entanto, se estiver muito próximo da hora da dose seguinte (por exemplo, um atraso superior a 12 horas), as orientações oficiais recomendam saltar a dose esquecida e retomar o esquema habitual.

P: O que acontece se a Digoxina for tomada com álcool?

As orientações para o doente sugerem que, especialmente ao iniciar o medicamento, pode ser recomendada a limitação do álcool até que a pessoa compreenda como o fármaco a afeta, particularmente porque o medicamento pode causar efeitos secundários como tonturas.

P: Posso conduzir enquanto tomo Digoxina?

A rotulagem oficial afirma que a Digoxina pode causar efeitos secundários como tonturas, confusão ou distúrbios visuais (como visão turva ou amarelada). Os doentes são alertados para estarem cientes destes efeitos potenciais antes de operarem máquinas ou conduzirem.

P: A Digoxina é uma cura para problemas cardíacos ou apenas gere os sintomas?

O fármaco é utilizado no tratamento da insuficiência cardíaca e da fibrilhação auricular principalmente para ajudar a gerir os sintomas e melhorar a função cardíaca. Não é descrito na informação oficial como uma cura para estas condições crónicas.

P: Existem avisos específicos para pessoas com problemas de tiroide que tomam Digoxina?

Sim, os documentos oficiais advertem que a dosagem pode necessitar de ajuste em doentes com doença da tiroide. Isto acontece porque tanto uma tiroide subativa (hipotiroidismo) como hiperativa (hipertiroidismo) podem alterar a sensibilidade e a resposta do organismo ao medicamento.

P: Existe um risco elevado de interação medicamentosa com medicamentos comuns para a constipação?

A informação regulamentar adverte contra o uso de agentes simpatomiméticos, frequentemente encontrados em remédios de venda livre para constipações e gripe. Estes agentes, quando combinados com a Digoxina, podem ocasionalmente causar um ritmo cardíaco irregular e afetar a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Como Digoxina deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Digoxina

A Digoxina deve ser armazenada estritamente de acordo com as especificações regulamentares para manter a sua estabilidade e garantir a segurança pública.

Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito (Comprimidos/Solução Oral/Injetável)
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, geralmente entre 20 °C e 25 °C. A solução injetável deve ser conservada a uma temperatura inferior a 30 °C.
Proteção Manter na embalagem original, bem fechada e resistente à luz, ao abrigo da humidade e do calor excessivo.
Nota de Manuseamento Não refrigerar nem congelar a solução oral. A solução injetável destina-se a uma única utilização; qualquer porção não utilizada deve ser eliminada imediatamente.

Segurança Infantil e Eliminação

A Digoxina deve ser sempre guardada fora da vista e do alcance das crianças.

Para a eliminação, os medicamentos não utilizados ou fora de validade devem ser entregues num ponto de recolha autorizado (normalmente através do sistema VALORMED disponível em farmácias). Se tal não for possível, elimine o medicamento no lixo doméstico após misturá-lo com uma substância indesejável e selar o conteúdo num recipiente. As orientações regulamentares estipulam explicitamente que não deve deitar a Digoxina na sanita nem eliminá-la através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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