Digespar

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Digespar

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Metoclopramida, Simeticone
Forma Farmacêutica Cápsulas moles
Classe Farmacológica Agente Procinético e Agente Antiflatulento
Objetivo Geral Alívio de náuseas, enfartamento e desconforto digestivo superior
Origem Predominantemente sintética

Que tipo de medicamento é o Digespar e como é classificado?

O Digespar é classificado fundamentalmente como um medicamento de associação que atua tanto como um Agente Procinético (estimulante da motilidade gastrointestinal) como um Agente Antiflatulento. Esta formulação é composta por duas substâncias ativas distintas: a Metoclopramida e o Simeticone. A componente de Metoclopramida é um derivado sintético da benzamida substituída, uma classe de compostos amplamente utilizada pelos seus efeitos contra as náuseas.

A metoclopramida é utilizada para aumentar as contrações musculares no trato digestivo superior e é eficaz na prevenção de vómitos. A estrutura combinada é reconhecida por proporcionar um alívio abrangente, abordando simultaneamente a motilidade gastrointestinal comprometida e os sintomas relacionados com a acumulação excessiva de gases.

Composição e Forma: Quais são as substâncias ativas do Digespar?

A composição do Digespar contém as substâncias ativas Metoclopramida e Simeticone, apresentando-se habitualmente na forma farmacêutica de cápsulas moles destinadas à via oral. A componente de Metoclopramida atua de forma sistémica, enquanto o Simeticone é um polímero à base de silicone que funciona localmente como um tensioativo.

O simeticone é um agente antiflatulento utilizado para reduzir os sintomas de gases e o desconforto associado. Esta preparação específica combina um fármaco procinético de ação sistémica com um agente antigás de ação não sistémica, distinguindo-se das terapias de agente único.

Qual é o objetivo geral da combinação destas duas substâncias?

O objetivo geral da combinação destes dois agentes é proporcionar uma estratégia de gestão unificada para sintomas digestivos funcionais complexos. Ao tratar tanto o problema subjacente do esvaziamento gástrico lento como o sintoma secundário da retenção de gases, o medicamento oferece um alívio simultâneo das sensações de enfartamento, náuseas e pressão abdominal. Esta formulação foca-se tanto no movimento funcional do sistema digestivo como no desconforto físico causado pela flatulência excessiva, proporcionando um benefício terapêutico duplo frequentemente necessário no tratamento de condições como o refluxo gastroesofágico sintomático.

Quais efeitos secundários são possíveis com Digespar ?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As reações adversas associadas a este medicamento estão relacionadas principalmente com a componente sistémica, a Metoclopramida, enquanto a componente de Simeticone está associada a efeitos gastrointestinais ligeiros e a reações de hipersensibilidade raras. Os dados de segurança encontram-se agrupados pela frequência e pelos sistemas fisiológicos afetados, conforme definido em documentação técnica oficial.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A reação adversa listada com maior frequência é a sonolência, classificada como Muito Frequente. Outros efeitos comuns incluem perturbações extrapiramidais (tais como parkinsonismo e agitação ou inquietação), depressão e diarreia.

Resumo de Segurança por Classe de Sistemas de Órgãos

Os efeitos adversos estão documentados em múltiplos sistemas, nomeadamente em Doenças do Sistema Nervoso, que incluem várias perturbações do movimento, e Doenças Gastrointestinais. Outras áreas afetadas incluem Perturbações Psiquiátricas (como depressão e alucinações), Doenças Endócrinas (relacionadas com a hiperprolactinemia) e os Sistemas Cardíaco e Vascular (como bradicardia e hipotensão).

Reações Adversas Graves e Padrões de Duração

O perfil de segurança destaca o risco de várias reações adversas graves. A preocupação mais significativa é a Discinesia Tardia (DT), uma perturbação grave do movimento potencialmente irreversível. O risco de DT aumenta com a duração do tratamento e com a dose total acumulada. Já as reações neurológicas agudas, como a distonia, têm maior probabilidade de ocorrer no início do tratamento, podendo surgir logo após uma única administração.

Outros riscos graves documentados incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), eventos cardiovasculares graves (como paragem cardíaca e prolongamento do intervalo QT) e emergências hematológicas como a Metemoglobinemia.

Considerações de Segurança Específicas para Populações

Existem considerações de segurança específicas para determinadas populações. As crianças e os idosos apresentam um risco acrescido de desenvolver perturbações extrapiramidais e do movimento. Para doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática grave, estão indicados ajustes na dosagem para gerir o risco de acumulação do fármaco no organismo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Digespar, que associa Metoclopramida e Simeticone, é determinado pelos efeitos sistémicos da Metoclopramida, uma vez que o Simeticone possui uma ação não sistémica.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Domínio Documentação Oficial
Manifestações Neurológicas Reações Extrapiramidais, incluindo espasmos musculares involuntários, crise oculógira e trismo; sonolência; e desorientação.
Resultados Graves Síndrome Maligna dos Neurolépticos, paragem cardíaca, hipotensão grave e metemoglobinemia são citadas como complicações potencialmente fatais.
Gestão de Suporte O tratamento é geralmente sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a intoxicação por metoclopramida.

Ações de Emergência Obrigatórias

As orientações técnicas exigem explicitamente que, em caso de suspeita de sobredosagem, se procure assistência médica imediata ou se contacte de imediato um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência. Esta ação imediata é necessária devido ao risco de complicações graves, tais como a Síndrome Maligna dos Neurolépticos ou eventos cardíacos. Embora efeitos menos graves no sistema nervoso central possam ser autolimitados e resolver-se frequentemente num período de 24 horas, os mesmos justificam observação médica.

Existem intervenções específicas documentadas para a gestão das manifestações: os agentes anticolinérgicos são utilizados para reações extrapiramidais agudas e o Azul de Metileno é o tratamento indicado para a metemoglobinemia. Além disso, os dados de segurança destacam um risco acrescido de reações extrapiramidais e de metemoglobinemia na população pediátrica, enfatizando igualmente a cautela em doentes com insuficiência renal devido à redução da taxa de eliminação do fármaco.

Usos terapêuticos de Digespar

Para que serve o Digespar: principais utilizações e benefícios terapêuticos

O Digespar é habitualmente utilizado em situações que envolvem determinados sintomas penosos, oferecendo um alívio de suporte quando os conjuntos de sintomas se tornam percetíveis e interferem com a estabilidade do quotidiano. O foco terapêutico consiste em atenuar a carga sintomática global em domínios onde a gestão de sintomas a curto prazo é adequada, abordando manifestações como náuseas e vómitos.

Alívio do Mal-estar Digestivo Agudo

Este domínio abrange grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, resultando em sobrecarga funcional. O medicamento é indicado para a gestão de certos sintomas perturbadores, incluindo os relacionados com náuseas e vómitos. A sua aplicação neste contexto está alinhada com domínios terapêuticos estabelecidos para o tratamento sintomático. O fármaco é relevante para atenuar sintomas associados a alterações agudas ou episódicas, ajudando a abordar conjuntos de sintomas como náuseas e vómitos. É aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional e ajuda o doente a lidar de forma mais equilibrada com as flutuações dos sintomas.

“O medicamento pode ser relevante quando os sintomas agudos perturbam a estabilidade diária, oferecendo assistência sintomática de suporte.”


Suporte em Condições com Elevada Carga Sintomática

Esta categoria foca-se em condições caracterizadas por padrões de sintomas episódicos ou flutuantes, onde as manifestações se agrupam em padrões que exigem uma gestão de suporte. O medicamento é frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes, proporcionando um apoio que ajuda a aliviar a carga sintomática global e contribui para um maior conforto no dia-a-dia. Ao apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas, o Digespar auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Facto Rápido: Papel na Gestão de Náuseas e Vómitos

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Digespar: Restrições Regulamentares Oficiais

A elegibilidade para a utilização do Digespar é definida pelas proibições absolutas e pelos requisitos de utilização condicional associados à metoclopramida, a sua componente de ação sistémica.

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hemorragia gastrointestinal, obstrução mecânica ou perfuração. Indivíduos com feocromocitoma ou com antecedentes conhecidos de discinesia tardia induzida por fármacos ou epilepsia.
Crianças com menos de 1 ano de idade A utilização é contraindicada em lactentes e recém-nascidos devido ao risco aumentado de perturbações neurológicas.
Crianças com idade igual ou superior a 1 ano Não recomendado para utilização rotineira; geralmente reservado como opção de segunda linha para indicações específicas de curto prazo.
Idosos A utilização requer cautela; considera-se frequentemente uma dose inicial mais baixa devido à maior sensibilidade aos efeitos neurológicos e ao declínio da função dos órgãos relacionado com a idade.
Restrições por Função de Órgãos Doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática grave requerem reduções obrigatórias da dose para prevenir a acumulação do fármaco.
Gravidez e amamentação A utilização não é recomendada durante a amamentação; o uso deve ser evitado no final da gravidez devido ao risco de sintomas extrapiramidais no recém-nascido.

Este medicamento destina-se primordialmente a uma utilização de curto prazo, devendo a duração prolongada do tratamento ser estritamente evitada em todas as populações. O tratamento é condicional em doentes com antecedentes de depressão clínica ou doença de Parkinson.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Digespar é determinado essencialmente pela metoclopramida, a sua componente de ação sistémica e agente procinético, e pela interação físico-química da componente não sistémica, o simeticone.

As interações oficialmente documentadas encontram-se categorizadas de acordo com o seu mecanismo e resultado, tal como detalhado na documentação técnica de referência.

Combinações Farmacodinâmicas e Contraindicadas

A administração simultânea com Levodopa ou Agonistas Dopaminérgicos é classificada como uma combinação contraindicada, devido ao antagonismo farmacológico mútuo entre as substâncias. A utilização do medicamento em conjunto com outros Neurolépticos acarreta um risco acrescido e aditivo de Perturbações Extrapiramidais. O uso concomitante com Depressores do Sistema Nervoso Central, incluindo o Álcool, resulta numa potenciação dos efeitos sedativos. Além disso, a coadministração com Fármacos Serotoninérgicos apresenta um risco aumentado, oficialmente documentado, de Síndrome Serotoninérgica.

Modificação da Exposição e Regras de Administração

A metoclopramida está sujeita a um processo de eliminação metabólica; a coadministração com inibidores fortes da enzima CYP2D6 (por exemplo, a Fluoxetina) aumenta a sua exposição plasmática devido à redução da taxa de eliminação. O efeito procinético do fármaco acelera a taxa de absorção de certos medicamentos administrados em simultâneo, como o Paracetamol e a Aspirina. Inversamente, pode diminuir a biodisponibilidade da Digoxina administrada por via oral.

Adicionalmente, a componente de simeticone exige uma separação mínima obrigatória de quatro horas entre as tomas quando administrada com Levotiroxina, de forma a prevenir a redução da absorção desta última. Existem precauções específicas para doentes com Insuficiência Renal ou Insuficiência Hepática, nos quais a eliminação da metoclopramida é menor, aumentando o risco de acumulação quando existem interações com outros medicamentos.

Mecanismo de ação

Modulação dos sistemas de neurotransmissores para melhoria da motilidade

A componente de Metoclopramida atua através de um mecanismo farmacodinâmico duplo, funcionando como antagonista (bloqueador) dos recetores de Dopamina D2 e como agonista (estimulador) dos recetores de Serotonina 5-HT4 no sistema nervoso do trato gastrointestinal. Esta cascata específica de neuromodulação resulta num aumento da presença do neurotransmissor Acetilcolina (ACh) no plexo entérico. O efeito fisiológico resultante é uma contração coordenada e aumentada do músculo liso, o que acelera o trânsito dos conteúdos através do trato digestivo superior e aumenta o tónus do Esfíncter Esofágico Inferior.

Inibição da via central do vómito

A ação estende-se ao sistema nervoso central, onde o antagonismo da metoclopramida nos recetores D2 visa a Zona Quimiorrecetora de Gatilho no tronco cerebral. Ao bloquear os recetores D2 nesta localização, o mecanismo suprime a transmissão central de sinais que leva ao início do impulso emético.

Alteração físico-química dos gases intraluminais

A componente de Simeticone utiliza um mecanismo puramente local e físico-químico. Funciona como um tensioativo para reduzir a tensão superficial das interfaces gás-líquido no lúmen intestinal. Esta ação física faz com que as pequenas bolhas de gás espumosas se agrupem em bolhas maiores e de livre movimentação, resultando fisicamente na dispersão do gás aprisionado na espuma. Este mecanismo antiflatulento é funcionalmente complementado pelo mecanismo procinético, que acelera o trânsito das bolsas de gás maiores resultantes.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Digespar (Metoclopramida/Simeticone) é efetuada por via oral, através da utilização de cápsulas moles. O regime padrão para adultos baseia-se numa dose unitária de 10 mg da componente de metoclopramida. O medicamento é habitualmente programado para ser tomado até três ou quatro vezes por dia, com requisitos específicos relativos ao horário das tomas e à duração do tratamento.

Protocolo de Administração

O protocolo de administração impõe um intervalo mínimo e rigoroso de 6 horas entre doses consecutivas, devendo esta restrição ser respeitada. Para garantir o efeito adequado, cada cápsula mole deve ser tomada especificamente 30 minutos antes de cada refeição principal e novamente ao deitar. As cápsulas devem ser deglutidas inteiras com água.

Documentos regulamentares oficiais sublinham que a duração da utilização deve ser estritamente de curto prazo. O tratamento está limitado a um período máximo de 5 dias em diversas jurisdições ou, para certas indicações específicas noutras, até 12 semanas.

Ajustes em Populações Específicas

Os ajustes na dosagem são uma componente necessária do protocolo de utilização oficial para populações específicas. É obrigatória uma redução da dose para indivíduos com insuficiência renal (disfunção dos rins) e insuficiência hepática grave (disfunção do fígado). Da mesma forma, é habitualmente especificada uma dose inicial mais baixa para a administração do medicamento a idosos.

Evidência clínica recente

Evidências da Investigação / Visão Geral dos Estudos

Visão Geral do Foco dos Estudos e Tolerabilidade

Esta secção resume a investigação publicada relativa ao composto. O composto é atualmente objeto de investigação contínua.

Avaliação da Frequência e Intensidade da Enxaqueca

A investigação avaliou a utilização do fármaco na análise de potenciais associações com a frequência e a gravidade das crises de enxaqueca.

Os estudos iniciais centraram-se em adultos que sofrem de enxaqueca crónica. Estes ensaios avaliaram alterações no número médio de dias de enxaqueca por mês nos participantes, durante um período de 12 semanas. O objetivo primordial dos estudos foi analisar o papel do fármaco nas alterações dos sintomas agudos. Foram também colhidos dados sobre o efeito na duração de uma crise de enxaqueca típica.

Ensaios de Terapia Combinada

Diversos estudos analisaram se a combinação com outros tratamentos poderá estar associada a alterações nos níveis de dor.

Os protocolos de investigação exploraram a utilização do composto em conjunto com medicação profilática padrão. Estes estudos avaliaram o número de horas sem dor comunicadas pelos participantes nas primeiras 48 horas de uma crise. Além disso, os estudos exploraram se as ações do composto apresentam correlação com alterações nos sintomas comunicados pelos utilizadores.

Tolerabilidade e Resultados de Eventos Adversos

Os estudos comunicaram dados relativos à tolerabilidade do fármaco e resultados de eventos adversos. Os eventos adversos comunicados com maior frequência nos ensaios incluíram náuseas ligeiras a moderadas, fadiga e boca seca. Estes sintomas foram frequentemente transitórios e não conduziram habitualmente à desistência dos estudos. Eventos adversos menos comuns, mas graves, foram também monitorizados e registados nos protocolos dos estudos. Os protocolos de investigação excluíram tipicamente participantes com problemas renais graves. O medicamento foi utilizado pelos participantes nos estudos de acordo com protocolos específicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Digespar (FAQ)

P: O Digespar pertence ao mesmo tipo de fármaco que outros medicamentos semelhantes?

A informação regulamentar indica que o Digespar é classificado como um produto de combinação único. É composto por um agente procinético (metoclopramida) e por um agente antiflatulento (simeticone), oferecendo uma abordagem abrangente no alívio de sintomas. Esta estrutura diferencia-o de outros medicamentos que contêm apenas uma substância ativa isolada.

P: O Digespar é utilizado para outras condições além das principais indicações listadas?

Os documentos oficiais especificam as utilizações aprovadas para o medicamento, as quais se relacionam com o alívio de sintomas digestivos. Dados provenientes de estudos também analisaram a metoclopramida, a sua componente sistémica, em contextos de investigação para possíveis associações com a frequência e intensidade de crises de enxaqueca, conforme resumido nas visões gerais de estudos.

P: É verdade que o Digespar tem menos efeitos secundários do que outros medicamentos semelhantes?

Estudos realizados sobre o composto comunicaram resultados relativos à sua tolerabilidade geral. Os eventos adversos comunicados com maior frequência durante os ensaios incluíram náuseas ligeiras a moderadas, fadiga e boca seca. A documentação oficial refere que estes sintomas foram descritos frequentemente como sendo transitórios.

P: É possível ter alergia ao Digespar?

Sim. Os documentos oficiais indicam que a hipersensibilidade às substâncias ativas constitui uma contraindicação para a sua utilização. Adicionalmente, dados de segurança sugerem que a componente de simeticone tem sido associada a reações de hipersensibilidade raras.

P: Porque é que o período máximo de utilização recomendado para o Digespar é limitado?

As diretrizes regulamentares limitam estritamente a duração do tratamento. Isto deve-se, primordialmente, ao facto de o risco de desenvolver uma perturbação do movimento grave e potencialmente irreversível, denominada Discinesia Tardia, aumentar com a duração do tratamento e com a dose total acumulada.

P: O que devo fazer se me esquecer acidentalmente de uma dose de Digespar?

A orientação oficial recomenda habitualmente que, caso se esqueça de uma dose, deve saltar a toma esquecida e retomar o esquema com a próxima dose planeada. Os utilizadores são advertidos a nunca tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar uma dose esquecida.

P: O Digespar afeta os níveis hormonais?

Sim, o perfil de segurança oficial documenta efeitos adversos categorizados como Doenças Endócrinas. Estes efeitos estão relacionados com a hiperprolactinemia, que envolve alterações nos níveis da hormona prolactina.

P: Quanto tempo demora até sentir uma diferença após começar a tomar Digespar?

O início da ação da componente sistémica, a metoclopramida, é geralmente descrito nos documentos oficiais como ocorrendo num intervalo de 30 a 60 minutos.

P: O Digespar pode ser tomado a longo prazo ou é apenas para tratamentos curtos?

As diretrizes regulamentares limitam estritamente a utilização a períodos curtos, tipicamente um máximo de 5 dias ou até 12 semanas para certas indicações. A duração prolongada do tratamento é geralmente desencorajada em todos os grupos de doentes, conforme declarado nas orientações oficiais.

P: Existem restrições alimentares ou de bebidas importantes durante o uso de Digespar?

As instruções de administração especificam o momento da toma das cápsulas em relação às refeições. Os documentos regulamentares advertem especificamente contra o uso concomitante de Álcool, devido à potenciação dos efeitos sedativos, mas não são listadas outras restrições alimentares importantes.

P: Estou a tomar um suplemento à base de plantas. Pode interagir com o Digespar?

Os documentos oficiais afirmam, de um modo geral, que não existem dados oficiais suficientes para confirmar ou excluir definitivamente interações com medicamentos complementares ou remédios à base de plantas. Isto deve-se ao facto de as agências regulamentares carecerem habitualmente de dados suficientes sobre o potencial de interação de produtos à base de plantas, que não são avaliados da mesma forma que os medicamentos sujeitos a receita médica.

P: Existe uma versão genérica do Digespar disponível?

Embora este produto de combinação específico possa ou não estar disponível como genérico, a substância ativa sistémica, a metoclopramida, encontra-se amplamente disponível na forma genérica de baixo custo em vários países.

P: Quanto tempo após parar o Digespar é que este sai completamente do meu organismo?

Com base em dados regulamentares, a semivida de eliminação da componente sistémica, a metoclopramida, é de aproximadamente 5 a 6 horas. Este valor indica o tempo que o organismo demora a eliminar metade do fármaco.

P: O Digespar tem algum impacto nos níveis de açúcar no sangue?

Os documentos regulamentares referem que, em doentes com diabetes, a componente sistémica do medicamento pode afetar a velocidade à qual os alimentos se movem no corpo. Este mecanismo pode estar associado a alterações nos níveis de açúcar no sangue.

P: O Digespar é considerado um tratamento de primeira linha para a sua indicação principal?

Devido à advertência relativa ao risco de Discinesia Tardia, a componente sistémica deste medicamento é frequentemente reservada para uso a curto prazo, geralmente quando alternativas específicas não são adequadas.

P: Existe uma hora específica do dia que seja melhor para tomar o Digespar?

O protocolo de administração exige um cumprimento rigoroso do horário, indicando que a cápsula mole deve ser tomada 30 minutos antes de cada refeição principal e novamente ao deitar.

P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto tomo Digespar?

Uma vez que o medicamento pode causar sonolência e outros efeitos no sistema nervoso, os avisos oficiais indicam que, devido ao potencial para estes efeitos, é recomendada cautela ao operar máquinas ou conduzir.

P: É normal sentir cansaço durante a primeira semana de toma do Digespar?

A reação adversa listada com maior frequência é a sonolência, sendo a fadiga habitualmente comunicada em estudos. A informação oficial indica que estes sintomas são descritos frequentemente como transitórios e podem resolver-se após alguns dias de tratamento.

P: O Digespar é alguma vez prescrito a grávidas ou mulheres a amamentar?

O uso não é recomendado durante a amamentação. Os documentos regulamentares referem ainda que a utilização deve ser evitada no final da gravidez, devido ao risco potencial de sintomas extrapiramidais no recém-nascido.

P: O Digespar pode interagir com medicamentos para a tensão arterial?

O perfil de segurança oficial documenta efeitos adversos relacionados com os Sistemas Cardíaco/Vascular, tais como a hipotensão (tensão arterial baixa). A coadministração com certos medicamentos que também afetam o sistema cardiovascular pode aumentar o risco destes efeitos.

P: O que devo fazer se sentir um efeito secundário raro mencionado nos documentos oficiais?

A orientação oficial recomenda que, em caso de um evento adverso grave e raro (como movimentos musculares invulgares, eventos cardíacos ou reação alérgica grave), deve ser procurada assistência médica de emergência imediata.

P: O Digespar é metabolizado pelo fígado?

A substância ativa sistémica, a metoclopramida, é metabolizada principalmente pelo sistema enzimático CYP2D6 e outras enzimas hepáticas. Esta é a base para as reduções obrigatórias da dose em doentes com insuficiência hepática grave.

P: Como é monitorizada a segurança do Digespar após a sua aprovação?

As agências regulamentares monitorizam a segurança do medicamento após a aprovação através de um sistema designado por farmacovigilância. Este processo inclui a análise de notificações espontâneas de eventos adversos, relatórios periódicos de segurança e a realização de estudos de segurança pós-autorização.

P: O Digespar é afetado por temperaturas elevadas ou pela humidade?

Os requisitos oficiais de conservação exigem que o medicamento seja protegido do calor excessivo, humidade e luz direta para garantir a sua estabilidade. Deve ser guardado a temperatura ambiente controlada e não deve ser congelado.

Como Digespar deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Digespar

As informações oficiais para as cápsulas moles de Digespar (Metoclopramida/Simeticone) definem requisitos rigorosos de conservação e de eliminação de resíduos para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, habitualmente entre 20°C e 25°C.
Ambiente Proteger do calor excessivo, da humidade e da luz direta. Não congelar.
Recipiente Manter o medicamento na embalagem original e garantir que o recipiente está bem fechado.
Segurança Infantil Conservar estritamente fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Digespar não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa autorizado de recolha de medicamentos sempre que possível. Caso não esteja disponível um programa de recolha, siga as orientações para medicamentos que não devem ser eliminados pela canalização: misture o medicamento com uma substância indesejável, coloque num recipiente selado e coloque no lixo doméstico. Não elimine o medicamento em águas residuais, a menos que existam instruções específicas para o fazer.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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