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Diclofenaco

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Diclofenaco

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Diclofenaco

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Diclofenac (sal sódico ou potássico)
Formas de apresentação Comprimidos, cápsulas, géis, soluções, injetáveis
Classe farmacológica Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE)
Uso comum Alívio da dor, inflamação e febre
Origem Sintética (derivado do ácido benzeno-acético)

Que Tipo de Medicamento é o Diclofenaco?

O Diclofenaco, que corresponde à Denominação Comum Internacional (DCI) para o Diclofenac, é um Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE) que pertence à classe química dos derivados do ácido fenilacético. Esta substância é sintetizada para utilização farmacêutica, não tendo uma origem natural.

A sua identidade funcional central é definida pelo seu papel como AINE, classificando-o a par de outros agentes utilizados para gerir a dor e a inflamação. O diclofenaco é fornecido principalmente através de dois sais do princípio ativo: diclofenac sódico ou diclofenac potássico, os quais influenciam a velocidade à qual o medicamento é absorvido pelo organismo. A classificação como um derivado do ácido fenilacético é estruturalmente distinta de outras classes de AINEs, sendo clinicamente reconhecido pela sua tendência em inibir preferencialmente a enzima COX-2, uma característica sustentada por estudos farmacológicos abrangentes.

Formas Farmacêuticas e Benefício Geral

O Diclofenaco é produzido numa grande variedade de formas farmacêuticas para permitir tanto o tratamento local como o sistémico, incluindo comprimidos orais (frequentemente com mecanismos de libertação prolongada ou retardada), cápsulas moles, preparações tópicas como géis e pensos, e soluções injetáveis.

A disponibilidade destas formas permite diversas vias de administração, que variam entre a ingestão oral para efeitos sistémicos e a aplicação tópica para desconfortos localizados. O seu propósito geral foca-se consistentemente no alívio sintomático de três sintomas fundamentais: dor, inflamação e febre. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o Diclofenac na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais devido à sua eficácia no alívio do desconforto e do inchaço causados pelos processos inflamatórios do corpo. Quer seja apresentado como um produto de substância única ou numa combinação de dose fixa com agentes gastroprotetores, o fármaco interrompe os sinais que geram estes sintomas.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Diclofenaco?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Diclofenaco sistémico, classificado como um Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE), define potenciais reações adversas em diversos sistemas de órgãos e estabelece restrições de utilização baseadas no risco. As reações adversas são sistematicamente agrupadas por Classe de Sistemas de Órgãos e categorizadas por frequências (de Comuns a Muito Raras) na documentação regulamentar.

Áreas de Preocupação Regulamentar

Classe de Sistemas de Órgãos Reações Adversas Comuns Reações Adversas Graves (Raras/Muito Raras)
Gastrointestinal Náuseas, dispepsia, dor abdominal Hemorragia, ulceração, perfuração (potencialmente fatais)
Sistema Nervoso Cefaleias (dores de cabeça), tonturas
Cardiovascular Edema, hipertensão Enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) (potencialmente fatais)
Pele e Hipersensibilidade Erupção cutânea Reações cutâneas graves (SJS, NET), reações anafiláticas

Padrões de Segurança e Restrições Documentadas

Os documentos oficiais indicam que o risco de eventos trombóticos cardiovasculares graves pode aumentar tanto com a dose administrada como com a duração da utilização. Além disso, podem ocorrer eventos gastrointestinais graves em qualquer momento do tratamento, com ou sem sintomas de alerta prévios.

A utilização de Diclofenaco está sujeita a restrições regulamentares específicas. É contraindicado em pacientes com hemorragia gastrointestinal ativa ou ulceração, bem como naqueles que tenham sofrido de asma, urticária ou outras reações de tipo alérgico após a toma de aspirina ou de outros AINEs. Para pacientes grávidas, a utilização é explicitamente contraindicada durante o terceiro trimestre, devido aos potenciais riscos para o feto. Os pacientes idosos são também reconhecidos nos textos regulamentares como tendo um risco acrescido de sofrerem eventos adversos gastrointestinais graves.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Diclofenaco e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Diclofenaco exige uma ação imediata conforme determinado pelas normas regulamentares, devido ao potencial de toxicidade grave. A documentação oficial regista sintomas que afetam vulgarmente os sistemas gastrointestinal e nervoso central. As manifestações documentadas podem incluir náuseas, vómitos (que podem conter sangue), dor abdominal, diarreia, tonturas, sonolência e cefaleias (dores de cabeça). Sintomas menos comuns, mas graves, podem incluir convulsões, coma, confusão, visão turva e zumbidos nos ouvidos (acufenos).

Consequências Potencialmente Fatais

Os resultados graves ou fatais oficialmente documentados incluem hemorragia interna massiva, danos severos nos rins (que podem resultar num débito urinário reduzido ou nulo) e morte. A população idosa é especificamente mencionada nas fontes regulamentares como estando em maior risco de sofrer consequências mais graves devido a complicações gastrointestinais severas.

Ação de Emergência Necessária

As diretrizes governamentais estabelecem explicitamente que deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência devem ser contactados se a pessoa tiver desmaiado, estiver a sofrer convulsões, não responder a estímulos ou apresentar dificuldades respiratórias. Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem de Diclofenaco. A gestão clínica é sintomática e de suporte, podendo incluir procedimentos como a administração de carvão ativado, fluidos intravenosos e a monitorização contínua dos sinais vitais (ECG, tensão arterial) em ambiente hospitalar.

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Usos terapêuticos de Diclofenaco

Este medicamento é vulgarmente utilizado para auxiliar no controlo de sintomas associados a estados inflamatórios ou irritativos, sendo relevante em diversos contextos terapêuticos agudos. De acordo com as informações clínicas sobre o Diclofenac, a sua aplicação abrange áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional, focando-se estritamente nas condições que o medicamento trata e no conforto que proporciona ao paciente.

O Diclofenaco é pertinente em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada, tais como o alívio da dor persistente, da rigidez e do inchaço em condições como a osteoartrite, a artrite reumatóide e a espondilite anquilosante. É também aplicado durante episódios agudos, incluindo dores espasmódicas intensas resultantes de cólicas renais ou biliares, bem como no desconforto episódico de crises de enxaqueca e na dismenorreia primária (dores menstruais). O uso deste medicamento apoia os pacientes durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento, e pode ajudar a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Inflamatório

Agrupamento de Sintomas Condições Comumente Abordadas Benefício Principal
Dor, rigidez, inchaço Artrite, entorses, recuperação pós-operatória Apoia o bem-estar geral e contribui para a melhoria do conforto.
Dor aguda e espasmódica Cólicas renais/biliares, crises agudas de gota, enxaqueca Ajuda o paciente a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.
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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar Diclofenaco

O perfil de elegibilidade para o Diclofenaco é estritamente regido pela documentação regulamentar e define as populações que estão autorizadas, restringidas ou proibidas de utilizar o medicamento.

Populações com Contraindicação

A utilização é proibida em pacientes com uma hipersensibilidade conhecida ao Diclofenaco, à aspirina ou a qualquer outro AINE, incluindo indivíduos com antecedentes de asma sensível à aspirina. É também contraindicado em pacientes com ulceração, hemorragia ou perfuração gastrointestinal ativa ou recorrente estabelecida, bem como em pacientes com insuficiência cardíaca grave (Classe NYHA II-IV), doença cardíaca isquémica ou doença cerebrovascular.

Restrições Etárias e Fisiológicas

População Estatuto Regulamentar
Adultos Permitido sob as condições padrão descritas na rotulagem.
Crianças/Adolescentes Geralmente não recomendado para crianças com menos de 14 anos nas formas sistémicas; varia consoante o produto específico.
Adultos Mais Velhos (Geriátricos) A utilização requer cautela; recomenda-se a dose mínima eficaz durante o período mais curto possível devido ao maior risco de eventos adversos graves.
Gravidez Contraindicado no último (terceiro) trimestre (a partir das 30 semanas de gestação).
Amamentação Não recomendado por alguns reguladores devido à passagem do fármaco para o leite materno.

Limitações Baseadas em Patologias Prévias

A utilização requer cautela e monitorização rigorosa em pacientes com compromisso hepático ou renal ligeiro a moderado pré-existente ou naqueles com doenças inflamatórias intestinais (como a Doença de Crohn ou Colite Ulcerativa).

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A informação regulamentar oficial para o Diclofenaco destaca interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas específicas que resultam em restrições e proibições formais. Este perfil não é exaustivo, mas inclui os padrões documentados com maior relevância clínica.

Uso Contraindicado e Risco Aditivo

Deve ser evitada a administração conjunta com outros Anti-inflamatórios Não Esteróides (AINEs) sistémicos, incluindo os inibidores seletivos da COX-2. O Diclofenaco está contraindicado no tratamento da dor em contexto de cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CABG) perioperatória e em pacientes com doença cardiovascular grave estabelecida, como a insuficiência cardíaca congestiva (classes NYHA II–IV).

Tipo de Interação Agentes Interagentes Resultado Oficial
Risco de Hemorragia Aditivo Anticoagulantes, Antiagregantes plaquetários, ISRS, Corticosteroides sistémicos Aumenta o risco de ulceração e de hemorragia gastrointestinal.
Alteração da Eficácia do Fármaco Diuréticos, Inibidores da ECA (IECA), ARA II Pode diminuir os efeitos anti-hipertensores e diuréticos.

Modificação da Exposição e Tempo de Administração

A coadministração de Diclofenaco reduz a excreção renal do Metotrexato, o que pode levar à acumulação e ao risco de toxicidade, especialmente se administrado num intervalo de 24 horas. Da mesma forma, o Diclofenaco pode aumentar as concentrações plasmáticas de Lítio e de Digoxina. O consumo concomitante de álcool está documentado como fator que aumenta o risco de hemorragia gastrointestinal grave. Existem advertências relativas ao aumento do risco de toxicidade renal para idosos, indivíduos com depleção de volume ou com compromisso renal quando o Diclofenaco é tomado em conjunto com inibidores da ECA ou ARA II.

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Mecanismo de ação

Como Funciona o Diclofenaco: Mecanismo de Ação

O diclofenaco exerce a sua ação através do envolvimento de alvos moleculares e vias específicas para modular processos fisiológicos. A sua ação mecanística resulta de uma abordagem tripla que controla a sinalização em sistemas biológicos fundamentais.


Inibição Enzimática Alvo na Síntese de Prostanóides

O mecanismo principal envolve a inibição competitiva e reversível das enzimas cicloxigenase (COX), visando especificamente a COX-2 e, em menor grau, a COX-1. Ao bloquear o local ativo destas enzimas, o fármaco impede a conversão do ácido araquidónico em mediadores químicos conhecidos como prostanóides, como a prostaglandina E2 (PGE2). Este bloqueio molecular inicial molda todos os resultados fisiológicos subsequentes.


Modulação da Sinalização Central e Periférica

A redução dos níveis de PGE2 influencia dois sistemas fundamentais. Centralmente, o mecanismo envolve a redução da PGE2 pirogénica no hipotálamo, o que permite que a via termorreguladora central regresse a um ponto de referência mais baixo. Perifericamente, a menor disponibilidade de PGE2 nos tecidos diminui a sensibilização química das terminações nervosas, reduzindo assim a excitabilidade dos neurónios aferentes da dor.


Perfil Mecanístico Preferencial e Reversível

O diclofenaco apresenta um perfil de inibição preferencial e não irreversível, demonstrando uma afinidade superior pela COX-2 em comparação com a COX-1. Esta preferência visa atingir a via da inflamação induzida, enquanto a natureza reversível da sua ligação significa que a duração do efeito fisiológico está diretamente associada à concentração temporal do fármaco, permitindo uma modulação previsível da atividade enzimática.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Diclofenaco

A administração de Diclofenaco segue parâmetros rigorosos definidos por documentos regulamentares, abrangendo diversas vias, esquemas posológicos específicos e instruções precisas de manuseamento. A utilização deve aderir ao princípio de empregar a dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário.


Diretrizes Oficiais de Administração

Âmbito da Administração Detalhes das Fontes Regulamentares
Via de administração: Oral (comprimidos, cápsulas, pó), Tópica (gel, solução, penso), Injeção Intramuscular (IM), Retal (supositórios).
Esquema posológico (regras oficiais): A dose diária típica para uso crónico varia entre 75 mg e 150 mg em doses divididas, embora o limite máximo diário possa variar consoante a formulação e a jurisdição, não excedendo frequentemente os 200 mg para certas formas de libertação prolongada.
Momento em relação às refeições: Os comprimidos de libertação retardada devem, geralmente, ser engolidos inteiros e tomados antes das refeições. As cápsulas líquidas e o pó para solução oral devem ser consumidos com o estômago vazio para facilitar a absorção.
Requisitos de preparação: As formas de libertação prolongada e de libertação retardada não devem ser esmagadas, partidas ou mastigadas. O pó oral requer a mistura imediata com um volume específico de água (ex.: 30 a 60 mL) antes do consumo.
Regras por grupo etário: Para os idosos, recomenda-se a dose mínima eficaz. O uso pediátrico é, geralmente, desencorajado para formulações sistémicas ou requer orientação médica específica, especialmente em crianças com menos de 12 a 14 anos.
Regras para doses esquecidas: Se uma dose for esquecida, deve ser ignorada caso esteja próxima da hora da dose seguinte; não são permitidas doses duplas.

Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

Este protocolo está estruturado em torno de requisitos de administração específicos para cada forma, garantindo que as formas orais não sejam alteradas e que as formas especializadas (como o pó) sejam preparadas corretamente. As instruções também estabelecem limites claros sobre a dosagem e duração máximas permitidas, orientando a aplicação normalizada do Diclofenaco nas suas várias vias e formulações aprovadas.

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Evidência clínica recente

Investigação sobre Dor e Inflamação em Doenças Articulares Crónicas

Esta secção resume a estrutura dos estudos disponíveis — incluindo ensaios clínicos e revisões sistemáticas — que exploraram a forma como o Diclofenaco foi observado em investigações para condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, tais como a osteoartrite (OA), a artrite reumatoide (AR) e a espondilite anquilosante (EA). O foco da investigação incidiu nos resultados de dor, rigidez e função física que os investigadores optaram por monitorizar.

A investigação analisou a forma como os resultados reportados pelos pacientes, que descrevem o desconforto percebido e a rigidez articular, foram estudados em adultos com estas patologias. Estes estudos, que incluem Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto a médio prazo e contextos observacionais de longo prazo que avaliam o funcionamento na vida diária, foram realizados durante períodos de maior atividade dos sintomas. O foco centrou-se na medição de alterações nas pontuações reportadas pelos pacientes relativamente à dor e mobilidade articular, utilizando sistemas de pontuação específicos. Para condições crónicas como a OA, os Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) disponíveis relatam resultados medidos em períodos intermédios, tipicamente até três meses. Verifica-se uma falta de evidência comparativa para muitas comparações diretas de longo prazo entre o Diclofenaco e todas as opções de tratamento disponíveis.


Estudos sobre o Alívio da Dor Aguda e Episódica

Esta parte da visão geral descreve a base de investigação, principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) agudos, que foi estudada para condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, tais como crises de enxaqueca, dismenorreia primária (cólicas menstruais), cólica renal/biliar e dor aguda geral após procedimentos ou lesões.

Para condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, como a enxaqueca e as cólicas menstruais, a investigação foi aplicada em estudos que examinaram as experiências de dor súbita relatadas pelos pacientes. Estes ensaios focam-se tipicamente na investigação que explora alterações dos sintomas a curto prazo, medindo a rapidez com que os pacientes relataram uma mudança nas suas pontuações de dor e monitorizando o desequilíbrio fisiológico temporário ao longo de intervalos de tempo definidos. Os estudos relataram medições de alteração na dor e nas pontuações de sintomas que foram frequentemente observadas num período de duas horas após a administração. Verifica-se uma falta de evidência comparativa para descrever totalmente o seu papel face a todos os protocolos atuais de dor de emergência para a cólica renal/biliar.


Investigação em Grupos Específicos de Pacientes

A investigação que explora resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade foi estudada tanto para o Diclofenaco oral como para o tópico em adultos mais velhos com osteoartrite. Estas descobertas ajudam a contextualizar a forma como os pacientes relataram a sua experiência numa população idosa, que poderá responder de forma diferente à medicação. Para populações pediátricas (crianças e adolescentes), a investigação foi observada nalguns estudos, mas os dados para certos grupos permanecem insuficientes quando comparados com a vasta base de evidência em adultos. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados e as conclusões descrevem padrões de grupo, não resultados pessoais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Diclofenaco (FAQ)

P: Para que tipos específicos de dor ou inflamação é indicado o Diclofenaco? A informação oficial do produto estabelece que o Diclofenaco está aprovado para tratar os sinais e sintomas de condições inflamatórias como a osteoartrite, a artrite reumatoide e a espondilite anquilosante. Determinadas formulações estão também indicadas para o alívio de dor ligeira a moderada, dores menstruais (dismenorreia) e tipos específicos de crises de enxaqueca.

P: O Diclofenaco é utilizado para a dor neuropática ou apenas para a dor relacionada com a inflamação? As indicações aprovadas do medicamento focam-se no alívio da dor associada a estados inflamatórios. Embora o seu mecanismo de ação envolva a redução da sensibilização química das terminações nervosas (o que é relevante para a dor inflamatória), não possui aprovação abrangente para a dor neuropática geral (dor crónica de origem nervosa).

P: Com que rapidez é que o Diclofenaco começa geralmente a aliviar a dor? A velocidade de absorção do fármaco, que determina o início dos efeitos, depende do sal e da forma farmacêutica utilizada. No caso do sal de potássio, a concentração máxima no sangue é habitualmente atingida em cerca de uma hora. Para o sal de sódio em formas de libertação retardada, este tempo é, tipicamente, de cerca de 2,3 horas.

P: O risco de efeitos secundários é diferente entre os comprimidos orais e o gel tópico? A informação de segurança oficial indica que os géis tópicos resultam geralmente numa menor absorção sistémica (distribuição pelo resto do corpo) em comparação com os comprimidos orais. No entanto, todas as formas do fármaco, incluindo o gel tópico, mantêm as advertências regulamentares relativas ao risco de eventos adversos cardiovasculares e gastrointestinais graves associados à classe dos AINEs.

P: O Diclofenaco apresenta riscos de efeitos secundários para os rins? Os documentos regulamentares afirmam que o Diclofenaco acarreta um risco de danos renais (toxicidade renal). Este risco é uma preocupação na utilização a longo prazo de Anti-inflamatórios Não Esteróides (AINEs) e pode resultar em condições como a necrose papilar renal. O texto regulamentar enfatiza que a cautela é recomendada quando o fármaco é administrado a pacientes com compromisso prévio da função renal.

P: Qual é a diferença entre o Diclofenaco Sódico e o Diclofenaco Potássico? A diferença fundamental reside no seu perfil farmacocinético — a forma como o organismo processa cada substância. O diclofenaco potássico é absorvido mais rapidamente, levando a um início de ação mais veloz, sendo este perfil de absorção rápida associado ao uso em condições de dor aguda. O diclofenaco sódico é frequentemente utilizado em formulações de libertação retardada ou prolongada, mais comuns para tratamentos crónicos e contínuos.

P: O gel tópico de Diclofenaco é absorvido por todo o corpo ou atua apenas localmente? Embora o gel tópico se destine principalmente a atuar de forma local no local de aplicação, uma pequena fração do medicamento é absorvida sistemicamente para a corrente sanguínea. Esta quantidade absorvida é significativamente inferior à de um comprimido oral, estimando-se que seja cerca de 6% de uma dose equivalente.

P: Durante quanto tempo é que uma dose de Diclofenaco permanece ativa no organismo? O tempo que uma dose única permanece ativa é descrito nos documentos oficiais através da sua semivida de eliminação. Este período, que corresponde ao tempo necessário para que a concentração do fármaco se reduza para metade, situa-se habitualmente entre 1,9 e 2,3 horas, dependendo da formulação utilizada.

P: O Diclofenaco pode causar zumbidos nos ouvidos (acufenos)? A documentação oficial de segurança confirma que o acufeno, descrito como um zumbido ou som nos ouvidos, é um efeito secundário reportado do Diclofenaco. Este consta na lista de reações adversas registadas na literatura clínica e na vigilância pós-comercialização.

P: O Diclofenaco interage com o Paracetamol? De acordo com os perfis oficiais de interação, não existem interações medicamentosas adversas formais comunicadas entre o Diclofenaco e o Paracetamol. A ausência de uma interação formal significa que a combinação é comummente documentada como aceitável para coadministração.

P: O Diclofenaco aumenta o risco de sensibilidade à exposição solar (fotossensibilidade)? O Diclofenaco apresenta o risco de aumentar a fotossensibilidade, que consiste numa maior sensibilidade à luz solar. A rotulagem regulamentar das formas tópicas inclui a precaução de limitar ou evitar a exposição solar e utilizar medidas de proteção durante o tratamento.

P: Existem casos relatados de o Diclofenaco afetar a fertilidade masculina ou feminina? Tal como outros medicamentos da classe dos AINEs, os documentos regulamentares indicam que o Diclofenaco pode afetar a capacidade de conceção feminina. Isto deve-se a um relato de inibição reversível da ovulação. Os documentos oficiais referem que a utilização poderá não ser recomendada para mulheres que estejam a tentar engravidar.

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Como Diclofenaco deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

A conservação e a eliminação do Diclofenaco devem aderir estritamente às condições determinadas pelos organismos reguladores governamentais, de modo a garantir a estabilidade do fármaco e a segurança pública.

Categoria de Requisito Mandato Regulamentar Oficial
Temperatura de Conservação Conservar à temperatura ambiente controlada (tipicamente entre 20°C e 25°C, com excursões permitidas até 30°C) para os comprimidos.
Proteção e Acondicionamento Manter o medicamento na sua embalagem original para o proteger da humidade. Algumas formas tópicas requerem também proteção da luz.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação, tal como é norma para todos os medicamentos sujeitos a receita médica.
Instruções de Eliminação A eliminação deve ser efetuada através de um programa de recolha de medicamentos aprovado ou opção de envio por correio. Se não estiver disponível, misture o medicamento com uma substância indesejável (como borras de café ou terra) num saco selado antes de o descartar no lixo doméstico.
Norma Ambiental O produto é assinalado como constituindo um risco para o ambiente e não deve ser eliminado através do sistema de águas residuais (deitar na sanita ou no lavatório), a menos que tal seja especificamente indicado na rotulagem.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Diclofenaco encontrado em:

ÍNDICE A-Z: